Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FINPEC - CENTRO EDUCACIONAL DESAFIO 
 
 
 
 
 
 
Erasmo Moreno dos Santos 
Felipe Diniz Barboza 
Jéssica da Silva Mendes 
Lucas Chagas Rodrigues 
Marcelo da Silva Gouveia 
Paulo Sergio Aragão 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO DE PRODUÇÃO DO REFRIGERANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COTIA-SP 
2013 
 
 
 
Erasmo Moreno dos Santos 
Felipe Diniz Barboza 
Jéssica da Silva Mendes 
Lucas Chagas Rodrigues 
Marcelo da Silva Gouveia 
Paulo Sergio Aragão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO DE PRODUÇÃO DO REFRIGERANTE 
 
 
 
 
 
 
TCC apresentado como exigência para 
obtenção do Título de Técnico em 
Química Industrial, à Escola Técnica 
Fundação Instituto de Pesquisas 
Econômicas - FINPEC, do Colégio 
Desafio. 
 
Orientador: Prof. Clayton R. Besson. 
Área de Concentração: Química 
Industrial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COTIA 
2013 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOUVEIA, Marcelo da Silva. 
Processo de Produção do Refrigerante / Marcelo da Silva Gouveia, 
Lucas Chagas Rodrigues, Jessica da Silva Mendes, Felipe Diniz 
Barboza, Paulo Sergio Aragão e Erasmo Moreno dos Santos; 
orientação Professor Clayton R. Besson. Cotia, 2013. 59 f. 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso Técnico em 
Química Industrial – Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas 
FINPEC / Colégio Desafio. 
 
1. Refrigerante. 2. Processo de Produção do Refrigerante. 3. 
Composição Química do Refrigerante. 4. Bebida Não Alcoólica 
Gaseificada. 
 
 
 
 
 
 
TERMO DE APROVAÇÃO 
 
 
 
 
Erasmo Moreno dos Santos 
Felipe Diniz Barboza 
Jéssica da Silva Mendes 
Lucas Chagas Rodrigues 
Marcelo da Silva Gouveia 
Paulo Sergio Aragão 
 
 
 
 
PROCESSO DE PRODUÇÃO DO REFRIGERANTE 
 
 
 
 Trabalho de conclusão de curso defendido e apresentado em 03/06/2013, que fora 
avaliado pela banca examinadora: 
 
 
 
 
 
----------------------------------------------------------------------------------------- 
Prof. Clayton R. Besson (Finpec/Desafio) 
Orientador 
 
 
 
----------------------------------------------------------------------------------------- 
Prof. André Passaretti Lang (Finpec/Desafio) 
Coordenador 
 
 
 
----------------------------------------------------------------------------------------- 
Prof.ª Edmilza Rodrigues Gonsalves (Finpec/Desafio) 
Professor Convidado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradecemos a DEUS pela oportunidade de convivência, e o privilégio de aprender e 
compartilhar novos conhecimentos desta disciplina que temos o interesse em comum. 
Agradecemos a empresa Convenção Refrigerantes que tão gentilmente nos 
proporcionou a experiência impar de conhecer o processo de produção do refrigerante em 
suas instalações, em especial o nosso obrigado a Gerente de Marketing Sra. Kedma pelo 
carinho e atenção nos dado. 
Agradecemos a todos do Colégio Desafio, a coordenação do Professor André 
Passaretti Lang pelo apoio dado nos trâmites da visita à Convenção. 
Também somos gratos à Luana Verzellesi pelo apoio dado na revisão dos textos. 
Aos mestres que compartilharam seus conhecimentos e experiências na indústria, 
nossa eterna gratidão aos professores: Alessandra (Química Geral), Clélia (Matemática 
Aplicada à Química), Cláudio (Análise Instrumental, Análise Qualitativa, Corrosão e Físico-
Química II), Daniella (Química Orgânica), Edmilza (Análise Quantitativa, Gestão da 
Manutenção e Operações Unitárias), Fabio (Química Inorgânica, Gestão Ambiental, 
Fundamentos de Biociências e Análise Instrumental II), João (Orientação de Estágio), Luiz (, 
Físico-Química, Química Orgânica II e Técnicas de Laboratório), Tiago (Estatística) e ao 
nosso orientador Professor Clayton R. Besson que nos mostrou o caminho para pesquisa e 
conclusão deste trabalho. 
 
“Um monte de livros não vale um bom mestre”. 
-Provérbio Chinês 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
“O conhecimento nos faz responsáveis”. 
-Che Guevara 
 
 
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”. 
-Albert Einstein 
 
 
“Se você não consegue explicar um resultado em termos simples e não técnicos, é porque não 
chegou a compreendê-lo”. 
-Ernest Rutherford 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
O refrigerante que conhecemos hoje teve origem nos Estados Unidos por volta de 
1772, sendo desenvolvido pelos cientistas Joseph Priestley e Antoine Lavoisier. 
Essa bebida tem uma grande importância socioeconômica para os países, pois gera 
milhares de empregos por ano e, depois dos Estados Unidos e do México, o Brasil é o maior 
mercado de refrigerantes do mundo. Hoje podemos citar grandes empresas fabricantes do 
produto como Coca Cola e a Pepsi, pioneiras na fabricação. 
Sua fabricação teve grandes evoluções ao longo dos anos, hoje no mercado existem 
diversas marcas de diferentes sabores. A matéria prima para a fabricação do produto é 
basicamente a mesma para todos, composta por água gaseificada, açúcar, extrato de frutas ou 
vegetais, conservantes, acidulantes e, no caso de refrigerantes de baixa caloria, o açúcar é 
substituído por alguns tipos de adoçantes como edulcorantes artificiais. 
Sua fabricação se inicia com um tratamento de purificação da água e após esse 
processo é misturado o açúcar ou os adoçantes artificiais - no caso dos refrigerantes diet - 
formando um xarope que recebe por fim o concentrado e os sabores. O gás carbônico é 
injetado na mistura e imediatamente engarrafado. 
O consumo em excesso da bebida por um longo prazo pode causar alguns problemas 
para saúde como obesidade, diabetes, gastrite, osteoporose, caries, entre outros. Muito se fala 
sobre o refrigerante e seu impacto na dieta principalmente de crianças, por ser apontado como 
uma bebida muito calórica e de baixo poder nutritivo. 
No Brasil, por ser um país com clima propício ao consumo de bebidas geladas e/ou 
refrescantes, o refrigerante se torna cada vez mais popular entre as pessoas, o que acarreta um 
maior consumo, bem como os problemas gerados pela destinação de seus recipientes, tais 
como garrafas de vidro, PET, latinhas de alumínio, etc. 
Também é de extrema importância saber como é realizado o tratamento e o destino 
dos efluentes gerados durante o processo de produção. A higienização das máquinas e tanques 
consome uma boa parte de água, que leva consigo todo o material orgânico da aparelhagem 
da fábrica, tendo que ser devidamente tratada antes de ser descartada. 
Sua definição, história, importância, composição, fabricação, relação com a saúde 
humana e com o meio ambiente serão alguns dos principais temas abordados neste trabalho, 
dentre outros que estão associados direta ou indiretamente com essa bebida presente em todo 
mundo. 
 
 
 
 
Palavras Chaves: Refrigerante; Processo de Produção do Refrigerante; Composição Química 
do Refrigerante; Bebida Não Alcoólica Gaseificada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The refrigerant as known today was created in the United States, in1773. It was 
developed by the scientists Joseph Priestley and Antoine Lavoisier. 
This drink has a big value to a lot of countries, not only in economic aspects, but also 
in the social ones. The refrigerant industry creates hundreds of jobs per year and, after the 
United States and Mexico, Brazil is one of the biggest refrigerant markets in the world. 
The biggest refrigerant companies now a days are Coca Cola and Pepsi Co.; both of 
them were the primary companies who started the production in large scale. These companies 
created a lot of new flavors and types of the drink. 
The refrigerant production has been developed through all the years. The raw material 
is basically the same for all of them, based on aerated water, sugar, fruit or vegetables extract, 
preservatives, acidifiers and the sweetener, that replaces sugar in the low calories drink. 
It’s making starts with the water purifying process and, in the next step, the sugar or 
the sweetener is mixed out, giving a kind of syrup that finally receives the concentrated and 
flavor. The Carbon Dioxide is immediately introduced on the mixture that goes to the bottling 
stage. 
The overconsumption all over the time can unlock a lot of health problems, such as 
obesity, diabetes, gastritis, osteoporoses, caries, etc. The refrigerant impact over the diet 
specially in children is very common currently, because it has been appointed as a low 
nutritive power drink and, at the same time, a big calories provider. 
For its climate conducive to refreshing and ice drinks in Brazil, the refrigerant 
becomes more popular between the Brazilian during the years, as well as a bigger 
consumption and more problems caused by the disposal of the drink containers, such as PET 
and glass bottles, beyond aluminum cans, etc. 
It’s extremely important to know how the treatment and the destination are performed 
of the effluents generated during the production process. The cleaning of tanks and machines 
consume a good deal of water which carries all the organic material of the apparatus from the 
factory, having to be appropriately treated before being discarded. 
Its definition, history, importance, composition, manufacturing, comparisons with 
human health and the environment are some of the main issues addressed in this work, and 
other things who are directly or indirectly associated to this drink present everywhere. 
 
 
Key Words: Refrigerant; Refrigerant´s Production Process; Refrigerant’s Chemical 
Composition; Non Alcoholic Gasified Drink. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
Nº Nome da Figura Página 
1 Mapa de consumo anual de refrigerante em litros por pessoa.................... 18 
2 Esquema molecular de formação da Sacarose............ ............... 26 
3 Estruturas do Gás Carbônico...................................................................... 28 
4 Estrutura molecular do Benzoato de Sódio................................................ 29 
5 Estrutura molecular do Sorbato de Potássio............................................... 30 
6 Estrutura molecular do Ácido Cítrico......................................................... 31 
7 Estrutura molecular do Ácido Fosfórico.................................................... 31 
8 Estrutura molecular do Ácido Tartárico..................................................... 32 
9 Estrutura molecular do Ácido Málico........................................................ 32 
10 Estrutura molecular do Ácido Ascórbico................................................... 33 
11 Estrutura molecular do Acessulfame de Potássio....................................... 36 
12 Estrutura molecular do Aspartame............................................................. 37 
13 Estrutura molecular do Ciclamato de Sódio............................................... 38 
14 Estrutura molecular da Sacarina................................................................. 38 
15 Fluxograma do processo de produção do refrigerante................................ 39 
16 Carbo-Coller (Litchfieldpackaging 2009)……………………………….. 41 
17 Fluxograma dos estágios de xaroparia e envase de refrigerantes............... 43 
18 Latas de Alumínio antes do envase............................................................ 43 
19 Linha de envase das garrafas de vidro........................................................ 44 
20 Estrutura molecular do PET (Poli Tereftalato Etileno).............................. 44 
21 Reação de obtenção do PET (Poli Tereftalato Etileno).............................. 45 
22 Embalagem PET antes de ser soprada........................................................ 45 
23 ETE (Estação de Tratamento de Efluentes)................................................ 50 
24 Estrutura Molecular do Ácido Acético....................................................... 51 
25 Grades de captação do efluente.................................................................. 51 
26 Tanque de Equalização, Tanque de Aeração e Tanque anaeróbio............. 52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
Nº Nome do Gráfico Página 
1 Mercado entre as grandes e pequenas empresas de Refrigerante............... 16 
2 Produção anual de refrigerante de 2010 a 2012.......................................... 17 
3 Mercado de refrigerantes nos Estados Unidos........................................... 18 
4 Evolução das taxas de recuperação do PET no Brasil de 1991 a 2011...... 54 
5 Resultado sobre consumo de Refrigerante da pesquisa de campo............. 56 
6 Frequência de Consumo por sexo da pesquisa de campo........................... 57 
7 Resultado de preferência de sabor da pesquisa de campo.......................... 58 
8 Resultado do tipo de refrigerante preferido na pesquisa de campo............ 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
Nº Nome do Quadro Página 
1 Emprego no setor brasileiro de refrigerantes 2010..................................... 16 
2 Cervejarias e quantidades de unidades de fábricas..................................... 48 
3 Análise do efluente bruto, de uma fábrica de Refrigerante........................ 49 
4 Reciclagem da lata de alumínio para bebidas de 1991 a 2010................... 53 
5 Evolução da reciclagem de vidro no Brasil de 1991 a 2007....................... 54 
6 Questionário para pesquisa de campo........................................................ 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
Nº Nome da Tabela Página 
1 O Refrigerante é o quinto alimento mais consumido no Brasil................. 17 
2 Conservantes utilizados em refrigerantes................................................... 19 
3 Acidulantes utilizados em refrigerantes..................................................... 20 
4 Edulcorantes utilizados em refrigerantes.................................................... 21 
5 Composição dos refrigerantes Coca-Cola e Pepsi...................................... 21 
6 Composição dos refrigerantes de sabor Guaraná, Limão e Tônica............ 22 
7 Composição dos refrigerantes de sabor Citrus, Laranja e Uva................... 23 
8 Aditivos alimentares regulamentados presentes em refrigerantes.............. 24 
9 Especificações do açúcar utilizado na produção de refrigerante................ 27 
10 Poderadoçante dos edulcorantes................................................................ 35 
11 Consumo Diário Aceitável de refrigerantes não calóricos......................... 35 
12 Resultado da pesquisa de campo sobre o consumo de refrigerante............ 56 
13 Frequência de Consumo por sexo da pesquisa de campo........................... 57 
14 Resultado da Preferência de sabor da pesquisa de campo.......................... 57 
15 Resultado do tipo de refrigerante preferido na pesquisa de campo............ 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução..................................................................... 14 
1.1. Objetivo Geral.............................................................. 15 
1.2. Objetivo Específico...................................................... 15 
2. História do Refrigerante............................................... 16 
3. Aspecto Socioeconômico............................................ 17 
4. Refrigerante.................................................................. 21 
4.1. Composição.................................................................. 21 
4.2. Legislação..................................................................... 26 
4.3. Matéria Prima............................................................... 26 
4.3.1. Água............................................................................. 27 
4.3.1.1. Padronização da água................................................... 27 
4.3.2. Açúcar.......................................................................... 28 
4.3.3 Concentrado.................................................................. 30 
4.3.4. Gás Carbônico.............................................................. 30 
4.3.5. Conservantes................................................................ 31 
4.3.6. Acidulantes................................................................... 32 
4.3.7 Antioxidante................................................................. 35 
4.3.8. Aromatizante e Flavorizante........................................ 35 
4.3.9. Corante......................................................................... 36 
4.3.10. Edulcorante................................................................... 36 
5. Processo de Produção................................................... 41 
5.1. Xarope Simples............................................................ 42 
5.2. Xarope Composto......................................................... 42 
5.3. Fabricação do Refrigerante........................................... 42 
5.3.1. Diluição........................................................................ 43 
5.3.2. Desaeração.................................................................... 43 
5.3.3. Gaseificação................................................................. 44 
5.3.4. Envase.......................................................................... 44 
5.3.4.1. Latas de Alumínio........................................................ 45 
5.3.4.2. Garrafas de Vidro......................................................... 46 
5.3.4.3. Garrafas PET................................................................ 46 
5.4. Controle de Qualidade.................................................. 48 
6. Impactos Causados Pelo Refrigerante.......................... 50 
6.1. Impacto Ambiental....................................................... 50 
6.1.1. Tratamento de Efluentes............................................... 51 
9.1.2. Residual Sólido............................................................. 55 
6.1.3. Residual Pós-Consumo................................................. 55 
6.2. Relação do Consumo Com a Saúde Humana............... 57 
6.3. Pesquisa de Consumo................................................... 58 
7. Conclusão..................................................................... 61 
 
14 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Este trabalho aborda como tema uma bebida que se tornou comum no mundo todo, 
principalmente em ocasiões de festas, reuniões, comemorações, dentre outros eventos; essa 
bebida é o refrigerante. 
A legislação brasileira define o refrigerante como ‘bebida não alcoólica saturada com 
Dióxido de Carbono, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou extrato vegetal, 
adicionado de açúcar ou edulcorante’ (Art. 45 do decreto n° 2.314 de 1997). 
A bebida refrigerante surgiu em Paris, em 1676. Contudo, ainda não era gaseificada, 
era apenas uma mistura de água, suco de limão e açúcar. 
O uso de fontes naturalmente gasosas com fins terapêuticos na cura de doenças já era 
utilizado na Grécia antiga. Na idade média a comercialização de água carbonatada extraídas 
de fontes naturais, se espalhou por toda Europa, a partir de então químicos europeus iniciaram 
tentativas de produzir água carbonatada artificialmente. Por volta de 1772 quando Joseph 
Priestley, um cientista e filósofo britânico que fazia experimentos para introduzir gases em 
líquidos, e que consegui realizar a dissolução de Dióxido de Carbono (CO2) na água. 
Farmacêuticos da época, com seus conhecimentos nas áreas da medicina e química, chegarem 
nessa bebida ainda como xarope que passou a ser comercializada, mas era considerado um 
fármaco e o seu consumo era com finalidade terapêutica, para ajudar na digestão, por 
exemplo. 
A industrialização foi possível apenas em 1832, quando se desenvolveu nos Estados 
Unidos um aparelho chamado Soda Fountain, que facilitava a produção da água gaseificada, 
isso possibilitou que o aparelho fosse instalado diretamente no balcão das farmácias e ser 
vendido na forma de xarope com o sabor de gengibre ou limão e era indicado para diversos 
tipos de tratamentos. Com o grande consumo do que se chamava “xarope gasoso”, se viu a 
necessidade de produção da bebida em atacado. 
Nos Estados Unidos entre 1886 e 1898 nasceram as duas grandes marcas de 
refrigerante, farmacêuticos na tentativa de produzir remédio para dor de cabeça, começam a 
comercializar a bebida gaseificada, a base de noz-de-cola (fruto africano) e folha de coca, a 
combinação do nome do fruto e do principio ativo pepsina, inspiraram o nome das marcas 
Coca-Cola e Pepsi. 
Somente na década de 1920 que o refrigerante se tornou popular no Brasil, graças a 
seu clima tropical propício ao consumo de bebidas geladas. Em 1942, a primeira fábrica de 
Coca-Cola se instalou no Rio de Janeiro. 
Os líderes na produção de refrigerantes são Estados Unidos e México, o Brasil é o 
terceiro maior produtor mundial de refrigerante, apesar disso é apenas o 28° em relação ao 
consumo per capita. Segundo dados da ABIR (Associação Brasileira de Indústrias de 
Refrigerantes e bebidas não alcoólicas), existem no Brasil 700 empresas que comercializam 
cerca de 3500 marcas de refrigerantes. 
Contudo no mercado há pouca variedade de sabores, onde há um campo para 
desenvolvimento de novos produtos, com sabores diferentes dos já comercializados, até 
mesmo para atender a uma demanda regional aproveitando frutas apreciadas em determinadas 
regiões. 
15 
 
 
O mercado é crescente mundialmente, tanto as grandes empresas como a Coca-Cola e 
AmBev que dominam 70% do mercado, como o aparecimento de marcas regionais, que 
triplicaram nos últimos 20 anos. 
A característica principal do impacto ambiental gerado na produção do refrigerante é a 
elevada carga orgânica (devido à utilização de açúcar e extrato de frutas ou vegetais na 
formulação), a presença de sólidos em suspensão nos efluentes e a geração de resíduos das 
embalagens.O residual pós-consumo é o que desperta maior atenção, mais especificamente as 
garrafas PET (Poli Tereftalato de Etileno) que, apesar de serem totalmente recicláveis, 
encontram-se problemas em sua destinação e coleta. 
O consumo excessivo de refrigerante vem gerando questões com relação do seu 
consumo com a saúde humana, que causam problemas de obesidade por ser um produto 
basicamente calórico, e o seu consumo em substituição as bebidas nutritivas, e ainda a 
ingestão de substâncias químicas como, por exemplo, os corantes que são apontados como 
prejudiciais à saúde. 
O fato é que o refrigerante se tornou comum na vida de muitas pessoas e seu consumo 
vem crescendo ano a ano. Juntamente a esse aumento, começaram a surgir polêmicas em 
torno da bebida: alguns problemas que seu consumo pode provocar em relação à saúde 
humana e o destino de suas embalagens para que não agridam o meio ambiente. 
 
1.1. Objetivo Geral 
 
Mostrar a história e evolução do refrigerante até o nascimento do produto. Levantar os 
impactos causados pelo o refrigerante no campo socioeconômico através dos empregos 
gerados e seu peso no mercado, assim como os impactos ambientais do processo de produção 
e do residual pós-consumo das embalagens, e abordar a relação do consumo de refrigerante 
com a saúde humana. 
 
1.2. Objetivo Específico 
 
Essa pesquisa tem como objetivo principal mostrar o processo de produção do 
refrigerante e mostrar as substâncias químicas que fazem parte da composição da bebida. 
Mostrar a importância do profissional químico dentro do processo de produção e controle de 
qualidade, através dos métodos e análises que são feitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
2. HISTÓRIA DO REFRIGERANTE 
 
Acredita-se que a inspiração para criação do refrigerante veio de fontes naturalmente 
gasosas. No século IV A.C. uma das figuras mais importantes da medicina, o grego 
Hipócrates (considerado “o pai da medicina”), relacionava banhos nestas fontes a cura de 
doenças. 
A água carbonatada só se tornou bebida por volta de 1500, quando uma cidade da 
Bélgica chamada Spa abundante em fontes naturais começou a comercializar e exportar para 
toda Europa. Entre os séculos XVII e XVIII químicos europeus começaram fazer tentativas de 
produzir a agua carbonatada artificialmente. 
Uma das primeiras bebidas consideradas refrigerante surgiram em Paris por volta de 
1675; na época não se havia descoberto uma maneira de se misturar água com gás, era apenas 
uma mistura de limão, água e açúcar. 
Apenas em 1772, o britânico Joseph Priestley (filósofo e teórico renomado, 
descobridor do oxigênio) e o também químico francês Antoine Lavoisier (considerado pai da 
química moderna) deram um grande passo, começaram desenvolver pesquisas e adotaram 
uma espécie de bomba que ajudava a fixar o gás carbônico na água. O experimento tinha o 
objetivo de criar uma bebida que tivesse fins medicinais para ajudar na digestão. A 
industrialização deu início apenas em 1832 nos EUA, quando John Mathews desenvolveu um 
aparelho chamado Soda Fountain que facilitava a produção da água gaseificada, o aparelho 
era instalado diretamente no balcão das farmácias e era vendido na forma de xarope com o 
sabor de gengibre ou limão e era indicado para diversos tipos de tratamento. 
Houve um crescimento muito grande do consumo do até então chamado “xarope 
gasoso”, as farmácias começaram a virar ponto de encontro dos jovens e teve-se a necessidade 
de produção em atacado. 
Em 1886 nos Estados Unidos o farmacêutico John Stith Pemberton na tentativa de 
produzir um medicamento para dor de cabeça produziu uma bebida a base de noz-de-cola 
(fruto africano rico em cafeína), folhas de coca, água carbonatada e outros componentes, a 
bebida foi batizada de Coca-Cola, por seu contador Frank Robinson, a produção anual não 
passava de 96,64 litros do concentrado (Coca-Cola Company). 
Em 1898, o também farmacêutico Caleb Davis Bradham criou o que vinha a ser a 
principal concorrente da Coca-Cola a Pepsi-Cola; seu nome se deu a partir de dois de seus 
ingredientes a pepsina e a noz-de-cola. 
Na década de 50 a Coca-Cola e a Pepsi-Cola se tornaram símbolo do poder global dos 
americanos, sendo assim as duas maiores fabricantes de refrigerante do mundo. 
 No Brasil, a produção do refrigerante se iniciou em 1906, quando o médico Luiz 
Pereira Barreto desenvolveu um método de produzir um xarope com uma fruta tipicamente 
brasileira, o guaraná. A F. Diefenthalerr foi a primeira empresa a lançar uma linha inteira de 
refrigerantes industrializados. Logo, a Antártica e a Brahma também começaram investir no 
mercado de refrigerante, mas devido às péssimas condições das estradas brasileiras e a falta 
de infraestrutura dos transportes não era possível à exportação para o restante dos estados e a 
produção era restrita apenas as regiões próximas aos fabricantes. 
A expansão do mercado de refrigerantes só foi possível com a chegada das duas 
maiores líderes do mercado mundial a Coca- Cola e a Pepsi-Cola, espalhando muitas de suas 
franquias por todo o país. 
Mesmo com a forte concorrência entre as marcas nacionais e estrangeiras, algumas 
empresas de refrigerantes locais conseguiram sobreviver até hoje, contrariando todas as leis 
do mercado. Nesses casos, a tradição da empresa e a qualidade do produto contribuem para 
que permaneça no mercado atual. 
 
17 
 
 
3. ASPECTO SOCIOECONÔMICO 
 
Os aspectos socioeconômicos abordam a importância de se valorizar o consumidor 
direto do refrigerante, onde muitas empresas do setor proporcionam benefícios para 
população em formas de projetos sociais, gerando milhares de empregos, movimentando a 
economia do Brasil e do restante do mundo. 
 
 
Responsabilidades sociais 
 
O refrigerante é um produto que faz parte do dia-dia de milhares pessoas, apesar de 
seu consumo causar alguns problemas à saúde e ao meio ambiente. As empresas de 
refrigerante como formas de amenizar essa imagem negativa criam muitos projetos sociais 
para ajudar a população. 
Esses projetos têm como objetivo proporcionar uma boa qualidade de vida, 
conservação do meio ambiente, inclusão social e acesso a educação. 
Alguns projetos sociais de grandes empresas de refrigerante: 
Programa de inclusão digital - Essa iniciativa da Coca-Cola auxilia jovens maiores de 16 
anos, de baixa renda e estudantes da rede pública de ensino a terem contato com novas 
tecnologias através de curso de informática. As aulas têm o objetivo de treinar e capacitar os 
alunos, tornando-os mais preparados para atuar no mercado de trabalho. 
Projeto saudável por natureza - Esse projeto da empresa Marajá refrigerantes tem 
como objetivo conscientizar a população da importância da reciclagem para a melhoria do 
meio ambiente, lixeiras ecológicas são doadas para escolas de uma cidade do Mato Grosso e a 
renda gerada com a venda dos materiais é revertida para as próprias escolas que participam do 
projeto. 
Programa gostoso é saber - Esse programa foi criado pela empresa Brasal refrigerantes 
e da oportunidade aos funcionários e a comunidade local a ter acesso ao Telecurso (1° e 2° 
grau) da Fundação Roberto Marinho. A metodologia do programa qualifica e disponibiliza 
orientadoras para o ensino de primeiro e segundo grau nas dependências das empresas. 
Além desses projetos sociais algumas empresas se comprometem a fazer um marketing 
responsável a AmBev, por exemplo, não faz anúncios publicitários dos seus produtos em 
programas de radio, TV, revistas, jornais e sites de internet onde tenha 50% ou mais de 
audiência de crianças, tudo isso para não incentivar o consumo exagerado da bebida. 
 
 
Geraçãode empregos e composição do mercado nacional (Impactos Sociais) 
 
O mercado nacional é composto por 240 empresas em atividade, sendo a maioria 
localizada no sudeste do País. Grande parte desse mercado é constituído de pequenas 
empresas regionais, essas empresas centenárias e familiares contribuem para o 
desenvolvimento local, gerando renta e emprego para suas cidades, elas se mantem com um 
bom padrão de qualidade que contribui para sua sustentação no mercado. Em 2003 essas 
empresas registravam 31,2% de participação do mercado, em 2011 caiu para 19,8%. 
Este mercado também é composto por grandes corporações, como a AmBev, Coca-
Cola Company e pelo Grupo Schincariol que juntas correspondem por 90% do faturamento 
do setor e 80% de participação no mercado (Gráfico 1). 
 
 
 
 
18 
 
 
 Gráfico1: Mercado entre as grandes e pequenas empresas de Refrigerante 
 
Fonte: Afrebras. 
 
Apesar das pequenas empresas regionais terem pequena participação mercado 
corresponde por 46,5% dos empregos gerados no setor de refrigerantes. Segundo a RAIS 
(Relação Anual de Informações Sociais) e a MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o 
setor de refrigerante gera 63.986 empregos (Quadro 1). 
 
 Quadro1: Emprego no setor brasileiro de refrigerantes 2010. 
 
 Fonte: Brasil (Ministério do Trabalho e Emprego). 
 
Estes dados mostram a grande contribuição dessas pequenas empresas para o 
desenvolvimento regional, de mais de 200 municípios localizados no interior do país. 
Enquanto as grandes empresas faturam em média 569,4 mil reais para cada emprego 
gerado, as Pequenas Empresas faturam menos de R$ 95 mil para cada emprego gerado. 
Portanto, as pequenas empresas geram seis vezes mais empregos que as grandes corporações. 
 
 
Produção nacional de refrigerantes (Impactos econômicos) 
 
O Brasil é o terceiro maior produtor de refrigerante do mundo. Em 2008 o consumo 
foi de aproximadamente 14,148 bilhões de litros, segundo dados da ABIR (Associação 
Brasileira das Indústrias de Refrigerantes), e de acordo com SICOBE (Sistema de Controle de 
Produção de Bebidas) o Brasil em 2010 e 2011 produziu 16,247 bilhões de litros de 
refrigerantes, e estima-se que em 2012 produziu 16,651 bilhões de litros de refrigerantes. Este 
setor é um dos que possuem maior potencial de crescimento, pois o aumento do poder 
aquisitivo da população, o clima tropical em quase todo o país e o público jovem mantem tal 
crescimento desse mercado (Gráfico 2). 
 
 
19 
 
 
 Gráfico 2: Produção anual de refrigerante de 2010 a 2012. 
 
Fonte: Afrebras. 
 
Consumo diário de refrigerante no Brasil 
 
 O consumo de refrigerante por pessoa é de 5,5 g/dia, multiplicado pelas mais de 160 
milhões de pessoas com 10 anos ou mais estimadas na pesquisa do IBGE (Tabela 1), totaliza 
mais de 15 milhões de litros por dia. 
O Refrigerante é o quinto alimento mais consumido no Brasil, deixando pra trás 
alimentos de suma importância como a carne bovina e o macarrão. 
 
 
Tabela 1: O Refrigerante é o quinto alimento mais consumidos no Brasil. 
 
 Alimentos 
 
 
Quantidade (g/dia) 
 1º Café 215,1 g/dia 
 2º Feijão 182,9 g/dia 
 3º Arroz 160,3 g/dia 
 4º Sucos 145,0 g/dia 
 5º Refrigerantes 94,7 g/dia 
 6º Carne Bovina 63,2 g/dia 
 7º Pão de Sal 53,0 g/dia 
 8º Macarrão 44,0 g/dia 
 9º Cerveja 38,5 g/dia 
10º Peixe 17,4 g/dia 
 Fonte: IBGE. 
 
Maior consumidor mundial de refrigerante 
 
 Os Estados Unidos é o país que mais consome refrigerante no mundo, em média cada 
americano consome 170 litros por ano. Apesar de esse setor estar em declínio desde 2005, por 
causa do aumento da obesidade da população, o país permanece em primeiro lugar deixando 
pra traz o México com 146 litros por pessoa. A Figura 1 mostra o mapa de consumo anual em 
litros por pessoa em 80 países. 
20 
 
 
Figura 1: Mapa de consumo anual de refrigerante em litros por pessoa. 
 
 Fonte: Opinião e Notícia. 
 
 
Participação no mercado das 9 marcas mais consumidas nos EUA 
 
 A Coca-Cola continua a dominar a categoria, com 17% de participação, de acordo com 
a Beverage Digest (Gráfico 3), Diet Coke possui 9,4% de participação, enquanto a Pepsi 
ocupa a terceira posição com 8,9% de participação, Mountain Dew com 6,8%, Dr. Pepper 
com 6,5%, Sprite com 5,7% e Diet Pepsi com 4,7%. 
 
 
 Gráfico 3: Mercado do refrigerantes nos Estados Unidos. 
 
 Fonte: Beverage Digest. 
 
21 
 
 
4. REFRIGERANTE 
 
O refrigerante é uma bebida não alcoólica gaseificada, obtido através da dissolução 
dos seus ingredientes em água potável. Seus principais ingredientes são açúcar, Água 
gaseificada e suco de fruta ou extrato vegetal. Também fazem parte da composição do 
refrigerante algumas sustâncias que garantem sua qualidade como conservantes e acidulantes, 
e substâncias que conferem características específicas à bebida como aromatizantes e 
corantes. 
 
4.1. Composição do Refrigerante 
 
Os ingredientes que compõem o refrigerante tem finalidade específica dentro da 
formulação, porém todos os refrigerantes possuem a mesma base que é a água, açúcar, suco 
de fruta ou extrato vegetal e gás carbônico. 
Os corantes que são mais utilizados nos refrigerantes são: Amarelo Crepúsculo FCF, 
Amarelo Tartazina, Azul Brilhante, Bordeaux e Caramelo IV, porém nem todos refrigerantes 
usam corante. 
Os aromatizantes tem a função de realçar o sabor e aroma da bebida, eles podem ser 
aromas naturais ou sintéticos. Os aromas naturais são obtidos através de métodos físicos, 
microbiológicos ou enzimáticos a partir da fruta ou vegetal de origem. Os aromas sintéticos 
são obtidos por processos químicos, sendo classificados em aromas sintéticos idênticos aos 
naturais e aromas sintéticos, onde os aromas sintéticos idênticos aos naturais são obtidos 
através de sínteses de frutas ou vegetais de origem, já os aromas sintéticos são aromas não 
encontrados naturalmente em frutas ou vegetais, são compostos químicos sintetizados e 
preparados para o consumo humano. 
O refrigerante pode conter conservantes, que são substâncias químicas que retardam 
ou inibem alterações nos alimentos provocados por microrganismos ou enzimas, os 
conservantes usados no refrigerante são Benzoato de Sódio e Sorbato de Potássio (Tabela 2), 
onde normalmente se usa somente o Benzoato de Sódio ou juntamente como o Sorbato de 
Potássio. Esses ácidos orgânicos são utilizados nas bebidas carbonatada por serem eficientes 
em alimentos altamente ácidos na faixa de pH entre 2,5 e 4,0, além de alta solubilidade em 
água fria 66mg/100mL a 20 °C. 
 
 
Tabela 2: Conservantes utilizados em refrigerantes. 
Conservante Formula Estrutura 
 
 
 
Benzoato de Sódio 
 
 
 
C7H5O2Na 
 
 
 
 
 
 
Sorbáto de Potássio 
 
 
C6H7O2K 
 
 
 
Fonte de Dados: A Química do Refrigerante. 
22 
 
 
Na composição do refrigerante tem também acidulantes, que são substâncias químicas 
que capazes de aumentar a acidez de alimento ou de conferir sabor ácido, também utilizado 
para neutralizar o sabor doce de alimentos. Os acidulantes utilizadosna fabricação de 
refrigerante são Ácido Cítrico, Ácido Fosfórico, Ácido Málico e Ácido Tartárico vejam as 
estruturas desses acidulantes na Tabela 3. 
 
Tabela 3: Acidulantes utilizados em refrigerantes. 
Conservante Formula Estrutura 
 
Ácido Cítrico 
(Ácido 2-hidroxi-1,2,3-propanotricarboxílico) 
 
 
 
C6H8O7 
 
 
 
 
 
Ácido Fosfórico 
 
 
H3PO4 
 
 
 
 
 
Ácido Málico 
 
 
 
C4H6O5 
 
 
 
 
 
Ácido Tartárico 
(Ácido 2,3-diidroxi-butanodióico) 
 
 
C4H6O6 
 
 
 
Fonte de Dados: A Química do Refrigerante. 
 
 
Os refrigerantes não calóricos dos tipos diet, light e zero utilizam edulcorantes em 
substituição ao açúcar, os edulcorantes são substâncias com alto poder adoçante e que não 
possuem valor calórico ou valor muito baixo de calorias. Os edulcorantes podem ser naturais 
ou artificiais, no caso do refrigerante são utilizados edulcorantes artificiais, que são o 
Acessulfame de Potássio, Aspartame, Ciclamato de Sódio e Sacarina. Os refrigerantes que 
utilizam edulcorantes devem indicar nas embalagens a sua composição, que é dada em 
mg/100mL, isso se deve por causa da regulamentação da ANVISA onde determina os limites 
máximos que estas substâncias podem ser ingeridas diariamente, conforme demostrado na 
Tabela 4. 
23 
 
 
Tabela 4: Edulcorantes utilizados em refrigerantes. 
Nome 
Edulcorante 
Poder Adoçante 
(Sacarose 1x) 
Ingestão Máxima Diária 
(mg/kg de peso corporal) 
Estrutura 
Molecular 
 
 
 
Acesulfame-K 
 
 
 
200 vezes 
 
 
 
15,0 
 
 
C4H4NSO4K 
 
 
Aspartame 
 
 
200 vezes 
 
 
40,0 
 
 
C14H18N2O5 
 
 
Ciclamato de Sódio 
 
 
50 Vezes 
 
 
11,0 
 
 
(C6H12NSO3Na) 
 
 
 
Sacarina 
 
 
 
300 Vezes 
 
 
 
5,0 
 
 
(C7H5NSO3) 
Fonte de Dados: A Química do Refrigerante. 
 
A diferença nas composições dos refrigerantes é basicamente a formula do 
concentrado, que são o maior segredo do setor. Os sabores acabam por determinar os outros 
aditivos a serem adicionados a formula, conforme a necessidade de estabilização da bebida 
como, por exemplo, o Ácido Fosfórico que é utilizado somente nos refrigerantes do tipo cola 
na Tabela 5 podemos comparar os ingredientes dos produtos Coca-Cola e Pepsi que são 
fornecidos em suas embalagens. 
 
Tabela 5: Composição dos refrigerantes Coca-Cola e Pepsi. 
 
Fonte de Dados: Coca-Cola Company e Ambev em Abril de 2013. 
24 
 
 
No caso dos refrigerantes de sabor guaraná, limão e tônica se utiliza o Ácido Cítrico 
como acidulante, que além de fazerem parte naturalmente no concentrado combinam melhor 
no que se refere ao sabor e aroma. A vantagem dos refrigerantes Sprite, Soda Antártica, 
Scheweppes Tônica e Tônica Antártica é que não possuem corante em sua formulação, 
conforme podemos ver na Tabela 6 na comparação dos produtos da Coca-Cola Company e 
Ambev. 
 
 
Tabela 6: Composição dos refrigerantes de sabor Guaraná, Limão e Tônica. 
 
Fonte de Dados: Coca-Cola Company e Ambev em Abril de 2013. 
 
 
Os refrigerantes de sabor citrus, laranja e uva contem em suas composições mais 
ingredientes que os demais sabores como, por exemplo, emulsificantes, estabilizantes, 
sequestrantes e regulador de acidez. Os refrigerantes de tipo uva chamam a atenção pelo 
numero de corantes utilizados, conforme podemos verificar na Tabela 7 que compara os 
ingredientes dos três sabores. 
 
 
25 
 
 
 
 
 
Tabela7: Composição dos refrigerantes de sabor Citrus, Laranja e Uva. 
 
Fonte de Dados: Coca-Cola Company e Ambev em Abril de 2013. 
 
 
26 
 
 
4.2. Legislação 
 
 O refrigerante está definido na lei que dispõe sobre a padronização, a classificação, o 
registro, a inspeção e a fiscalização da produção e do comércio de bebidas (Decreto-Lei nº 
6.871 de 04 de junho de 2009), onde na seção das bebidas não alcoólicas dispõe “refrigerante 
é a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou extrato vegetal 
de sua origem, adicionado de açúcar” (Art. 23). Entres vários itens de padronização do 
refrigerante há um que diz “o refrigerante deverá ser obrigatoriamente saturado de dióxido 
de carbono, industrialmente puro”. 
Outra regulamentação importante é da ANVISA (Resolução nº 389 de 05 de Agosto 
de 1999) que aprova o uso de aditivos alimentares, estabelecendo suas funções e seus limites 
máximos nas bebidas, onde as substâncias têm a sua função definida e recebem um numero de 
identificação (INS), e cada substância tem um limite máximo em g/100mL. Na Tabela 8 
temos alguns exemplos de aditivos alimentares conforme regulamentação da ANVISA. 
 
 
 
 Tabela 8: Aditivos alimentares regulamentados presentes em refrigerantes. 
INS FUNÇÃO/NOME 
LIMITE MÁXIMO 
g/100mL 
ACIDULANTE 
334 Ácido Tartárico 0,50 
338 Acido Fosfórico 0,07 
CONSERVADOR 
202 Sorbato de Potássio 0,03 (Como Ácido Sórbico) 
211 Benzoato de Sódio 0,05 (Como Ácido Benzóico) 
CORANTE 
102 Tartrazina 0,010 
110 Amarelo Crepúsculo 0,010 
123 Amarento, Bordeaux 0,005 
129 Vermelho 40 0,010 
133 Azul Brilhante FCF 0,010 
150d Caramelo IV Quantum satis 
 Fonte de Dados: ANVISA. 
 
 
4.3. Matérias Primas 
 
Antes de se abordar o processo de produção propriamente dito, deve-se conhecer cada 
componente de que é feito o refrigerante, ou seja, estar a par de todas as matérias primas 
encontrado nos diversos tipos dessa bebida. 
 Neste capítulo são apresentadas as principais características de cada matéria prima 
utilizada na fabricação do refrigerante, suas propriedades físico-químicas, suas finalidades, 
etc. 
27 
 
 
4.3.1. Água 
 
O principal componente do refrigerante é a água, representando cerca 85-90% do 
líquido já envasado. Portanto, deve-se dar extrema importância a este ingrediente, sendo a 
maior preocupação dos fabricantes, uma vez que a água se relaciona totalmente com a 
qualidade final do produto. Esse ingrediente deve ser inodoro, incolor e insípido para a 
fabricação. 
Fortes e rigorosos processos são feitos para analisar e corrigir qualquer desvio na 
questão de potabilidade, irregularidade no pH (potencial hidrogeniônico), presença de 
microorganismos, metais pesados, etc. 
O controle de pH é essencial, já que se for alcalino (básico), diminuirá a acidez do 
refrigerante; e se for ácido demais, acarretará na formação de sais orgânicos que modificarão 
o sabor da bebida. Portanto, o pH da água deve ser apenas levemente ácido. 
A água também deve ser isenta de microorganismos e metais pesados, pois podem 
provocar a degradação/oxidação do produto, comprometendo a qualidade da bebida e a saúde 
do consumidor. 
Para tanto, a água passa por uma supercloração, para acabar com microrganismos; e 
depois por uma filtragem de carvão ativado, para se eliminar os metais pesados, Cl (Cloro) e 
fenóis; além de controlar o excesso de sulfatos (SO4
2-
), cloretos (Cl
-
), Fe (Ferro), Cu (Cobre) e 
Mn (Manganês). 
 
4.3.1.1. Padronização da água 
 
Como a água influencia diretamente a qualidade do produto final, deve-se analisá-la e, 
se preciso, tratá-la para que os padrões de qualidade sejam alcançados; isso antes mesmo de 
se começar o processo de produção propriamente dito. 
Como as fontes e a composição da água variam consideravelmente, seu tratamento é 
obrigatório e depende de cada caso. A padronização da água conta com as seguintes etapas: 
cloração, abrandamento, floculação/separaçãode partículas, filtração em filtro de areia, 
supercloração, filtração por carvão ativado e polimento final. 
Se a análise apresentar bons resultados em relação à quantidade de sólidos, 
propriedades físico-químicas adequadas para a produção e presença de microrganismos 
desprezível, (o que é muito raro) cabe apenas à realização das últimas quatro etapas. Caso 
contrário, a água a ser utilizada deverá passar por todos os processos. 
A cloração é responsável pela eliminação de microrganismos, auxilia na posterior 
floculação e também reduz a quantidade de matéria orgânica. As formas de cloro mais 
utilizadas nessa etapa do tratamento da água são: gás cloro (Cl2), Hipoclorito de Sódio e o de 
Cálcio (NaClO e Ca(ClO)2, respectivamente). 
O abrandamento elimina ou reduz a dureza da água e reduz o pH alcalino. 
Normalmente nessa etapa utilizam-se resinas de troca iônica e osmose reversa ou mais 
comumente, o Hidróxido de Cálcio (Ca(OH)2), que é capaz de formar precipitados insolúveis 
quando reage na água em que o pH é básico, retirando assim seus sais e diminuindo sua 
dureza, baixando também o pH. 
28 
 
 
A floculação é um processo onde se adiciona FeSO4 e Fe2(SO4)3 (Sulfatos de Ferro II e 
Sulfatos de Ferro III), ou Al2SO4 (Sulfato de Alumínio) ou ainda FeCl3 (Cloreto Férrico), que 
são chamados de floculantes, pois essas substâncias são capazes de agrupar partículas em 
suspensão na água, formando flocos de maior tamanho e densidade que lentamente vão 
decantando, diminuindo a turbidez da água. 
O filtro de areia é responsável pela filtração da água para reter partículas e flocos não 
decantados na etapa anterior. 
A segunda vez em que se adiciona cloro na água é chamada de supercloração; ela se dá 
para assegurar a eliminação completa de microrganismos e a precipitação de materiais 
inorgânicos. Essa etapa deve ocorrer em no mínimo meia hora (sendo o ideal 2 horas) para 
que se tenha o tempo de contato para a reação ocorrer e na quantidade de 6-8 ppm de cloro. 
Após essa etapa, a água pode ser reservada por um bom tempo antes de seu uso, já que 
a concentração de cloro não permite a proliferação de microrganismos. Porém, quando for 
utilizá-la, devem-se realizar as últimas etapas da padronização da água que são: passagem 
pelo filtro de carvão ativado (para retirar o cloro que pode interferir no sabor da bebida) e o 
polimento, que nada mais é do que outro tipo de filtração, só que utilizando cartuchos de 
celulose ou polipropileno (poros de 5µm), retirando micropartículas de carvão ou outras de 
resíduos quaisquer. 
4.3.2. Açúcar 
 
Depois da água, o açúcar é o ingrediente de maior porcentagem na composição do 
refrigerante, chegando a 12% do total. 
Existem vários tipos de adoçantes, como o Aspartame, Maltose, Glicose, e o mais 
utilizado, Sacarose. Este açúcar é um carboidrato dissacarídeo, composto por uma glicose e 
uma frutose, ambos com a fórmula molecular C6H12O6 (Figura 2), que é obtido da cana de 
açúcar ou da beterraba. Sua fórmula molecular é C12H22O11. 
 
 Figura 2: Esquema molecular de formação da Sacarose. 
 
 Fonte: Livre Saber. 
29 
 
 
Nos últimos anos, os adoçantes derivados do milho vêm sendo mais utilizados pela 
indústria de refrigerantes, principalmente nos Estados Unidos, onde o clima não é propício 
para o plantio da cana de açúcar. O amido de milho é hidrolisado (“processado”) até virar 
glicose (tipo de carboidrato mais simples), que por meio de um processo enzimático é 
convertida em frutose, que apresenta o dobro do poder edulcorante. 
O açúcar tem como objetivo transmitir o sabor adocicado, dar textura (“encorpar”) à 
bebida e, junto ao Ácido Cítrico, realçar o sabor e fornecer valor energético. Ele também 
ajuda na estabilização do Dióxido de Carbono (CO2). 
Na maioria dos refrigerantes, apesar de utilizar no começo do processo a sacarose, por 
conta da acidez final do produto, ela acaba sendo transformada em glicose e frutose. 
O açúcar cristal usado na produção de refrigerantes deve apresentar algumas 
especificações, como as indicadas na Tabela 9. 
 
 Tabela 9: Especificações do açúcar utilizado na produção de refrigerante. 
Características Limites Máximos 
Polarização 99,5 - 100% 
Cor (unidade ICUMSA) 60 unidades 
Turbidez (unidade ICUMSA) 45 unidades 
Cinzas Condutimétricas 0,04% 
SO2 20 mg/kg 
Arsênio 1 mg/kg 
Cobre 2 mg/kg 
Chumbo 1 mg/kg 
Mercúrio 0,05 mg/kg 
Pontos Pretos 20 unidades / 100g de amostra 
Odor / sabor Nenhum 
Presença de Flósculos Nenhum 
 Fonte de dados: Bebidas Não Alcoólicas, vol. 2. 
 
 
Caso esteja fora desses padrões, o açúcar ou xarope simples deve passar por um 
processo que envolve carvão ativado e calor para finalmente atingir tais determinações. 
No Brasil, os maiores consumidores de açúcar são os produtores de refrigerante, 
comercializando diretamente com as usinas o “açúcar líquido” (o famoso xarope de sacarose). 
Dessa forma, podem-se pular algumas etapas na produção da bebida e até mesmo dispensar 
certos equipamentos (dissolução do açúcar, tratamento térmico e filtração; tanques, 
tubulações, etc.) economizando tempo e dinheiro. A única atenção que deve ser dada ao 
armazenamento do açúcar líquido é a proteção microbiológica. 
No caso das bebidas de baixa caloria ou diet, a sacarose é substituída por outras 
substâncias, os chamados edulcorantes que “são substâncias orgânicas, não glicosídicas”. 
Podem se tomar como exemplos o Aspartame, a Sacarina ou a Estévia, pois contam com um 
poder adoçante e não possuem poder calórico. 
30 
 
 
4.3.3. Concentrados 
 
O concentrado nada mais é do que o suco e/ou extrato vegetal. Ele é obtido da fruta 
que dará o sabor do refrigerante, ou seja, é este componente que diferencia uma bebida de 
outra. 
Os sucos concentrados vêm sendo amplamente utilizados, pois seu transporte e 
armazenamento são mais fáceis do que os sucos simples, devido a um menor volume. Além 
do que, quando o concentrado é diluído na água carbonatada, é possível obter um melhor 
resultado na questão do aroma da fruta. 
A quantidade mínima de sucos a serem usados nas bebidas é definida pela legislação 
brasileira. 
4.3.4. Gás Carbônico 
 
O Dióxido de Carbono, também conhecido como gás carbônico, é um gás incolor e 
conforme Figura 3 apresenta as seguintes fórmulas: 
 
 Figura 3: Estruturas do gás carbônico. 
 
 
 
Quando dissolvido em água, apresenta um sabor ácido por formar Ácido Carbônico na 
seguinte reação: 
H2O + CO2 H2CO3 H
+ + HCO3
- 
 
Por ser facilmente dissolvido em água, além de atóxico e inerte, o CO2 é utilizado para 
efervescer bebidas carbonatada, promovendo uma sensação de refrescância. Nesse tipo de 
bebida, o Dióxido de Carbono é armazenado na sua forma aquosa e não na forma de ácido. 
O CO2 também é muito utilizado na fabricação de bebidas carbonatada devido às suas 
propriedades físico-químicas, uma vez que se liquefaz em pressões e temperaturas não muito 
elevadas, facilitando, portanto, seu transporte, armazenamento e sua utilização nos processos. 
Uma observação a ser feita é que quanto menor a temperatura, mais solúvel em água o gás se 
torna. 
31 
 
 
Para a fabricação de refrigerantes, exige-se uma pureza mínima de 99,9% de CO2 e 
inexistência de óleos. Seu volume na bebida implica tanto no sabor quanto no aroma do 
refrigerante; sendo importante também por funcionar como um conservante, já que não 
permite a proliferação de microrganismos aeróbios(aqueles que precisam de oxigênio para 
sobreviver). 
 
4.3.5. Conservantes 
 
No que diz respeito aos refrigerantes, os conservantes tem como objetivo a não 
proliferação de microrganismos na bebida. Dessa forma, os conservantes presentes no 
refrigerante são usados para prevenir eventuais proliferações de fungos, bactérias e leveduras, 
porém não é capaz de eliminá-las. 
Os mais usados no Brasil são o Ácido Benzoico, Benzoatos, o Ácido Sórbico e 
Sorbatos; além dos seus respectivos sais, Cálcio, Sódio e Potássio. 
Para cada produto deve ser feita uma análise prévia para a escolha específica do 
conservante que melhor se enquadra, levando em consideração sua eficácia na composição ou 
características da bebida e o custo benefício. 
Seu armazenamento deve ser feito longe do chão e do teto, pois podem reagir 
facilmente com água, sendo necessário, portanto, um ambiente seco e fresco. 
 
Ácido Benzoico e Benzoatos 
 
São os conservantes mais antigos, sendo encontrados naturalmente no cravo, na 
ameixa e na canela. 
Seu baixo custo, alta solubilidade e toxicidade pequena (já que não se acumula no 
corpo humano, sendo eliminado na urina) são os grandes atrativos para os produtores de 
refrigerante, sua fórmula molecular é representada na Figura 4. 
 
 
Figura 4: Estrutura molecular do Benzoato de Sádio. 
-------------------------------------------------------- 
 
 C7H5O2Na 
-------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
 
 
 
32 
 
 
Deve-se dar atenção ao percentual permitido pela Legislação, pois teores acima do 
tolerável podem causar sensação de queimação na mucosa da boca. 
Outro ponto a ser ressaltado é que, por precipitar em meio ácido, o benzoato deve ser o 
primeiro a ser adicionado na produção do xarope composto, caso contrário, ele flocula. 
Também é recomendado pré-diluí-lo em água desclorada para só depois misturar com a 
formulação do refrigerante, sua ação é eficaz em pH abaixo de 4,5. 
 
Ácido Sórbico e Sorbatos 
 
Seus usos são muito grandes na conservação de alimentos e bebidas, por que não 
interferem no sabor final do produto e também por sua ação contra fungos e leveduras (apesar 
de não ser tão bom contra bactérias), sua composição química é representada na Figura 5. 
 
 
Figura 5: Estrutura molecular do Sorbato de Potássio. 
--------------------------------------------------------- 
 
C6H7O2K 
--------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Sua eficácia aumenta em meios ácidos, destacando-se assim para uma bebida como o 
refrigerante, que possui baixo pH. Entretanto, por ser mais caro que o benzoato, acaba não 
sendo tão utilizado. 
4.3.6. Acidulante 
 
O acidulante possui a propriedade de tornar ou intensificar o sabor ácido no 
refrigerante. É necessária muita atenção quanto à dosagem de acidulante, pois é através dele 
que se chega ao equilíbrio entre o açúcar e o ácido. 
Esse componente do refrigerante também tem função no pH, no sabor e aroma, auxilia 
na conservação do produto, não permite a cristalização do açúcar e age como sequestrante de 
íons metálicos (ferro, manganês, cobalto, cobre, cromo), inibindo o efeito catalisador de 
oxidação desses íons. 
Durante a escolha do acidulante mais apropriado para determinado refrigerante, é 
necessário levar em conta sua solubilidade e seus efeitos sobre o aroma e sabor da bebida. 
Os acidulantes orgânicos mais utilizados na fabricação de refrigerantes são: ácido 
cítrico (para os sabores de limão, laranja, abacaxi, maracujá), ácido málico (para maçã e caju) 
e o ácido tartárico (no caso do sabor de uva). Já no caso dos inorgânicos, o mais utilizado é o 
ácido fosfórico (refrigerantes de sabor cola). 
 
 
 
33 
 
 
Ácido Cítrico 
 
O Ácido 2-hidroxi-1,2,3-propanotricarboxílico, ou simplesmente Ácido Cítrico, é o 
mais consumido e utilizado dentre os acidulantes, principalmente por apresentar um custo 
relativamente baixo. Sua fórmula química é representada na Figura 6. 
 
Figura 6: Estrutura molecular do Ácido Cítrico. 
--------------------------------------------------------------------------- 
 
C6H8O7 
--------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Ele é obtido da fermentação de soluções açucaradas por meio da bactéria Aspergilus 
Níger, que é capaz de transformar a glicose em ácido cítrico, podendo ser obtido do suco de 
limão também. 
É um sal branco, muito solúvel em água (181g/100mL de água), tendo que ser 
armazenados em locais secos e ventilados, além de uma temperatura amena, pois se 
decompõe a 150 ºC. 
No processo de produção do refrigerante, é recomendado que o Ácido Cítrico ao ser 
adicionado com o xarope composto seja pré-diluído em água desclorada, para facilitar sua 
adição. 
Ele é um aditivo multifuncional, já que se aplica como flavorizante, tamponante 
(estabilização do pH), sequestrante e acidulante. 
 
Ácido Fosfórico 
 
É o único ácido inorgânico usado na indústria de alimentos e o segundo mais usado na 
indústria de bebidas. Possui a fórmula representada na Figura 7. 
 
Figura 7: Estrutura molecular do Ácido Fosfórico. 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
H3PO4 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
34 
 
 
O ácido fosfórico fornece maior acidez e, consequentemente, um pH mais baixo que 
os outros acidulantes. Ele não pode ser utilizado com refrigerantes à base de polpa de fruta, 
pois modifica seus aspectos, tendo espaço para a fabricação da bebida tipo cola apenas. 
Seu uso é restringido de acordo com a legislação brasileira. E em grau alimentício é 
fornecido em soluções aquosas com concentrações que variam entre 75 e 85%. 
 
Ácido Tartárico 
 
O ácido 2,3-diidroxi-butanodióico mais conhecido como Ácido Tartárico, é um tipo de 
acidulante constituído de cristais incolores e translúcidos. Sua fórmula e ilustrada na Figura 8. 
Figura 8: Estrutura molecular do Ácido Tartárico. 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
C4H6O6 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Esse acidulante pode ser obtido de sais precipitados durante a fabricação do vinho; por 
isso seu uso é direcionado para os refrigerantes com sabor de uva. 
 
Ácido Málico 
 
Encontrado naturalmente em algumas frutas como maçã, abacaxi, pêssego e caju, o 
Ácido Málico é mais um tipo de acidulante utilizado na indústria dos refrigerantes. 
Ele também pode ser sintetizado a partir do vapor do Benzeno e é comercialmente 
encontrado na forma de cristais sólidos e brancos ou incolores. É indicado para refrigerantes 
de sabor maçã; porém, por ser mais caro que o Ácido Cítrico, acaba sendo substituído por 
este. Sua fórmula é ilustrada na Figura 9. 
Figura 9: Estrutura molecular do Ácido Málico. 
---------------------------------------------------------------------------- 
 
 
C4H6O5 
---------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: Wikipédia. 
 
35 
 
 
4.3.7. Antioxidante 
 
O antioxidante é uma substância que não permite a ativação dos radicais livres, dessa 
forma, não permite que a bebida oxide(como seu próprio nome já indica). Isso implica na 
conservação do refrigerante, pois já que ele inibe a oxidação/deterioração, prolonga a vida de 
prateleira do produto. Também auxilia na fixação do aroma nas bebidas carbonatada. 
Para se escolher um antioxidante adequado à bebida, deve ser levado em consideração 
observações quanto sua interferência no sabor e aroma, se ele é potente o suficiente e, é claro, 
seu valor, levando em consideração seu custo benefício. No caso dos refrigerantes, o mais 
comum é o ácido ascórbico. 
Ácido Ascórbico 
 
Popularmente conhecido como Vitamina C, o Ácido Ascórbico, ou ainda Isoascórbico, 
é um tipo de antioxidante de estrutura cristalina branca ou amarelada. 
Sua potência antioxidante é alta (3,5mg sequestram o oxigênio presente em 1cm³ de 
espaço livre) e sua solubilidade também (sendo de 30g / 100mL); por isso é muito usado na 
indústria de refrigerantes. O Ácido Ascórbico consegue ser oxidado preferencialmente do que 
compostos aromáticos, interagindo com o oxigênio e metais pesados, sendo oxidado para 
outro tipo de ácido, o dehidroascórbico, que por ser instável, é hidrolisado e transforma-se em 
ácido dicetogulônico. 
O ácido ascórbico deve ser armazenado em ambientes refrigerados entre 5 e 10ºC. E 
quando for utilizado não deve ficar muito tempo exposto, pois pode reagir com o próprio ar 
do ambiente e perder sua eficácia. Sua fórmula é ilustrada na Figura 10. 
 
Figura 10: Estrutura molecular do Ácido Ascórbico. 
---------------------------------------------------------------------------------- 
 
C6H8O6 
---------------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: Wikipédia. 
 
4.3.8. Aromatizante ou flavorizante 
 
Os aromatizantes, como o próprio nome já indica, são substâncias que intensificam o 
aroma; enquanto o flavorizante, além do aroma, também intensifica o sabor do refrigerante. 
Na indústria de refrigerantes é comum o uso de aromas que são obtidos de essências 
ou extratos alcoólicos, soluções aromáticas em glicerol ou propilenoglicol e suco concentrado 
da fruta que caracteriza a bebida. 
36 
 
 
Podem ser obtidos naturalmente da casca de frutas, extraindo óleos essenciais, que são 
compostos basicamente por hidrocarbonetos (terpenos) e compostos oxigenados (aldeídos, 
ésteres e álcoois). Ou também podem ser sintetizados, que são mais rentáveis, pois são mais 
estáveis e possuem um maior rendimento. 
Para esse componente, também deve ser feita uma escolha criteriosa, fazendo uma boa 
análise quanto ao seu rendimento. 
4.3.9. Corante 
 
Os corantes conferem a melhora ou a padronização da cor nos refrigerantes, o que 
varia de sabor para sabor e indica ou ilustra a cor da fruta, uma das características mais 
chamativas para o consumidor. 
Cabe a indústria produtora de refrigerante optar pelo uso de corantes naturais ou 
artificiais, de acordo com sua preocupação com a saúde dos consumidores. 
Os naturais são obtidos de frutas e vegetais, podendo ser apresentado em pó, pasta, 
estrato, etc. Na indústria de refrigerante, quase não há seu uso, uma vez que apresenta maior 
instabilidade, não é tão solúvel e nem tão barato quanto os artificiais; enquanto estes são 
obtidos de fontes naturais através de processos físicos e químicos, apresentando um poder de 
tintura muito superior ao dos naturais. 
Os mais conhecidos são: o amarelo tartrazina (amarelo), amarelo crepúsculo 
(alaranjado), amaranto (vermelho) e azul brilhante (azul). Seus usos são limitados pela 
legislação. 
4.3.10. Edulcorantes 
 
 Os edulcorantes são utilizados em substituição ao açúcar (sacarose), nos refrigerantes 
de baixa caloria (diet, light e zero), os fabricantes de refrigerante oferecem essas versões aos 
consumidores que possuem alguma enfermidade específica que tem restrição ao consumo de 
açúcar, e aos consumidores que procuram restringir as calorias. 
 No Brasil há regulamentação para o uso dos edulcorantes em alimentos, onde autoriza 
a utilização dos edulcorantes com a função de aditivo alimentar, e definido o edulcorante 
como substância diferente dos açúcares que confere sabor doce ao alimento (SVS/MS, 
Portaria n° 540, de 27 de outubro de 1997). 
Os edulcorantes são substâncias que tem um alto poder de conferir sabor adocicado, e 
que possuem valor calórico muito baixo ou nenhum, que podem ser naturais (extraídos de 
vegetais e frutas) ou artificiais (produzidos em laboratórios), porém os edulcorantes mais 
utilizados nos refrigerantes são os artificiais. 
 Os edulcorantes permitidos pela legislação brasileira (ANVISA, resolução RDC n° 18, 
de 24 de março de 2008) são: 
 
 Naturais: Os Polióis (Sorbitol, Manitol, Maltitol, Isomalte, Lactitol, Eritritol e Xilitol) 
e o Esteviosídeo. 
 Artificiais: Acessulfame K, Aspartame, Ciclamato, Sacarina, Sucralose e Neotame. 
 
 Com exceção dos pólióis que possuem estruturas químicas parecidas, os outros 
edulcorantes apresentam estruturas bem variadas, tendo apenas em comum o sabor doce, 
outras características como solubilidade e resistência a temperatura são bem variadas. Alguns 
37 
 
 
edulcorantes possuem boa sinergia, por isso são utilizado em combinação, o que é muito 
comum na indústria de refrigerantes. Na Tabela 10 está demostrado o poder adoçante de 
alguns edulcorantes e sua Ingestão Diária Aceitável (IDA) de consumo recomendado. 
 
 Tabela 10: Poder adoçante dos edulcorantes. 
Nome 
Poder adoçante 
(sacarose = 1x) 
Ingestão Diária Aceitável 
(mg/kg peso corporal) 
Acessulfame de Potássio 200 15,0 
Aspartame 200 40,0 
Ciclamato de Sódio 50 11,0 
Sacarina 300 5,0 
 Fonte dos dados: A química do refrigerante. 
 
 Os edulcorantes utilizados na indústria de refrigerantes são artificiais: Acessulfame de 
Potássio, Aspartame, Ciclamato de Sódio e Sacarina de Sódio. Como mostra a Tabela 11 onde 
cinco sabores de refrigerantes de 10 marcas produzidos pela Coca-Cola Company e Ambev. 
 
Tabela 11: Consumo Diário Aceitável de refrigerantes não calóricos. 
Tipo Marca 
Edulcorantes utilizados 
Consumo diário 
máximo 
Nome 
Quantidade 
(mg/100mL) 
IDA 
(mg/kg) 
Litros 
Latas 
(350mL) 
 
Cola 
Coca-Cola Zero 
Acessulfame de Potássio 15,0 15 
2,44 6,98 Aspartame 12,0 40 
Ciclamato de Sódio 27,0 11 
Pepsi Light 
Acessulfame de Potássio 9,0 15 
6,86 19,59 
Aspartame 35,0 40 
 
 
Guaraná 
Kuat Diet 
Ciclamato de Sódio 72,0 11 
0,92 2,62 
Sacarina Sódica 10,0 5 
Guaraná Antártica Zero 
Acessulfame de Potássio 9,0 15 
6,90 19,70 
Aspartame 34,8 40 
 
 
Laranja 
Fanta Laranja Zero 
Ciclamato de Sódio 70,0 11 
0,94 2,69 
Sacarina Sódica 8,0 5 
Sukita Zero 
Ciclamato de Sódio 64,0 11 
1,03 2,95 
Sacarina Sódica 8,0 5 
 
 
Limão 
Sprite Zero 
Ciclamato de Sódio 72,0 11 
0,92 2,62 
Sacarina Sódica 11,0 5 
Soda Antártica Zero 
Acessulfame de Potássio 9,0 15 
6,90 19,70 
Aspartame 34,8 40 
 
 
Quinino 
Scheweppes Tônica Light 
Acessulfame de Potássio 12,0 15 
7,50 21,43 
Aspartame 18,0 40 
Tônica Antártica Zero 
Ciclamato de Sódio 39,0 11 
1,69 4,83 
Sacarina Sódica 13,0 5 
Base de dados: Edulcorantes em Alimentos. 
38 
 
 
Vejamos a historia e características dos quatro edulcorantes artificiais mais utilizados 
na fabricação de refrigerantes não calóricos: 
 
Acessulfame de Potássio 
 
 Foi descoberto acidentalmente por Clauss e Jensen em 1967, e inicialmente recebeu o 
nome de dihidroxitiazinona dióxido, somente em 1978recebeu a denominação de 
Acessulfame de Potássio pela Organização Mundial da Saúde, em 1980 foi aprovado pela 
FAO (Organização de Alimentos e Agricultura) e a JECFA (Comitê Técnico de aditivos 
Alimentares), órgãos ligados as ONU (Organização das Nações Unidas) e a WHO 
(Organização Mundial da Saúde), e passou a ser utilizado por países da Europa. 
 
Características: 
 
 Veja sua estrutura molecular na Figura 11, é um pó branco e cristalino e inseto de 
calorias tem o poder adoçante duzentas vezes mais do que a sacarose, suporta altas 
temperaturas (até 225 °C), possui alta solubilidade em água (dissolve 270g em 1L de água a 
20°C, e 1000g em 1L de água a 100 °C), é pouco solúvel em etanol, não possui ponto 
específico de caramelizarão, e armazenado adequadamente tem a validade de seis anos. 
 O Acessulfame de Potássio tem médio poder adoçante e alto sabor residual (sabor 
amargo), por isso é utilizado em combinação com outros edulcorantes, tem boa combinação 
com o Ciclamato de Sódio (1 porção de Ciclamato de Sódio para 5 porções de Acessulfame 
de Potássio), mas sua melhor sinergia é com o Aspartame (1 porção de Aspartame para 1 
porção de Acessulfame de Potássio). 
 O Acessulfame de Potássio não é metabolizado por bactérias, portanto, não causa 
efeitos cariogênicos (sustâncias que promovem cáries dentárias), os estudos realizados até 
agora não foi verificado efeitos toxicológicos nas doses recomendadas. 
 
 
Figura 11: Estrutura molecular do Acessulfame de Potássio. 
--------------------------------------------------------------------------- 
 
C4H4NSO4K 
--------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Aspartame 
 
 O Aspartame (N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina metil éster) foi descoberto 
acidentalmente em 1965 pelo o químico James Schlatter quando tentava formular uma droga 
para o tratamento de úlcera. O Aspartame tem em sua estrutura (Figura 12) dois aminoácidos: 
ácido aspártico e o metil éster da L-fenilalanina. 
 
 
 
39 
 
 
Características: 
 
 O Aspartame (Figura 12) tem o poder adoçante duzentas vezes mais do que a sacarose, 
não é estável em altas temperaturas e alterações de pH (o pH considerado ideal é de 3,4), 
assim seu poder adoçante é mais estável em temperatura amena. É solúvel em água e etanol, 
mas é insolúvel em gordura, sensorialmente é o edulcorante que mais se assemelha a sacarose. 
No intestino ele é hidrolisado em ácido aspártico, metanol e fenilalanina, por isso não 
é isento de calorias, fornece 4 kcal por grama do produto, porém a quantidade utilizada do 
edulcorante é tão pequenas que suas calorias se tornam insignificantes. O corpo humano é 
capaz de metabolizar o Aspartame, o que não ocorre com os outros edulcorantes artificias, 
vários estudos são feitos sobre o consumo regular do Aspartame, porém não há consenso na 
sociedade cientifica de sua possível toxidade. 
 
 
 Figura 12: Estrutura molecular do Aspartame. 
-------------------------------------------------------------------------- 
 
C14H18N2O5 
-------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Ciclamato de Sódio 
 
 O ciclamato de Sódio foi descoberto acidentalmente em 1937 por Michael Sveda, e 
patenteado posteriormente pelo laboratório Abbott que realizou pesquisas sobre o Ciclamato 
de Sódio. 
 
Características: 
 
 O Ciclamato de Sódio é um ácido orgânico (Figura 13) que possui poder adoçante de 
cinquenta vezes mais que a sacarose, é estável em altas e baixas temperaturas tem o ponto de 
caramelizarão a 170 °C, estável a variação de pH, bastante solúvel em água e pouco em óleo e 
solventes não polares, e sendo armazenado corretamente tem a durabilidade de sete anos. 
 A Organização mundial da Saúde não recomenda o uso do Ciclamato isoladamente 
como aditivo alimentar, no Brasil é comercializado em associação à Sacarina (2 partes de 
Ciclamato para 1 parte de Sacarina) em razão do perfeito sinergismo, onde o sabor se 
aproxima o da sacarose. 
O Ciclamato não tem sua utilização aprovada nos Estados Unidos, segundo a ADA 
(Americam Dietetic Asssociation) estudos realizados em 1969 com administração de altas 
doses diárias de sacarina e ciclamato em ratos de laboratório, se constatou o aparecimento de 
câncer no sistema urinário, muitos estudos foram feitos para se constatar a toxidade da 
associação do Ciclamato com a Sacarina, porém não foi possível a comprovação de sua 
toxicidade cancerígena. 
 
 
40 
 
 
Figura 13: Estrutura molecular do Ciclamato de Sódio. 
-------------------------------------------------------------------- 
 
(C6H12NSO3Na) 
-------------------------------------------------------------------- 
Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
Sacarina 
 
 A sacarina foi descoberta 1878 na Universidade John Hopkins por Remsem e 
Fahirberg, o seu nome deriva do latim saccharum, que significa açúcar. É disponível 
comercialmente em três formas: Sacarina Ácida, Sacarina de Cálcio e Sacarina de Sódio. A 
Sacarina de Sódio é a mais utilizada por sua alta solubilidade, estabilidade e por ser mais 
economicamente viável. 
 
Características: 
 
 Veja sua estrutura molecular na Figura 14, é um pó e cristalino, e tem o poder 
adoçante de trezentas vezes mais do que a Sacarose, e apresenta um pequeno sabor residual 
(sabor amargo), é estável em altas temperaturas e a variação de pH. Foi observado que o 
poder adoçante da Sacarina é inversamente proporcional a sua concentração, portanto, quanto 
maior a quantidade de Sacarina na solução, menor seu poder adoçante. A Sacarina é muito 
utilizada em associação com Ciclamato em várias proporções, os mais vendidos são de duas 
partes de Ciclamato para uma de Sacarina, assim se diminui o sabor residual amargo da 
sacarina. 
 A Sacarina é absolvida incompletamente pelo organismo humano, sendo eliminada 
rapidamente, ela não é hidrolisada no intestino, por isso, não produz nenhum tipo de 
metabólito tóxico. A Sacarina é utilizada há mais de um século para adoçar bebidas e 
alimentos, é um dos edulcorantes mais estudados, nenhum estudo revelou efeito adverso 
tóxico nos valores máximos diários recomendados. 
 
 
Figura 14: Estrutura molecular da Sacarina. 
------------------------------------------------------- 
 
(C7H5NSO3) 
------------------------------------------------------- 
 Fonte: A Química do Refrigerante. 
 
 
 
 
41 
 
 
5. PROCESSO DE PRODUÇÃO 
 
A fabricação do refrigerante é feita sem nenhum processo manual, totalmente 
automatizada, com um acompanhamento rigoroso de controle de qualidade em todas as etapas 
da produção. 
 Podemos dividir inicialmente o processo de produção do refrigerante em três etapas: 
preparo do xarope simples, obtenção do xarope composto e fabricação do refrigerante 
conforme demostrado no fluxograma da Figura 15. Os refrigerantes de baixa caloria pulam a 
etapa de preparo do xarope simples, indo direto para etapa de obtenção do xarope composto, 
já que são utilizados os edulcorantes no lugar da sacarose para adoçar a bebida. 
O xarope é base da bebida, é ele que vai dar as características fundamentais, como 
sabor, coloração e aroma. É no xarope que vão os aditivos químicos que garantem a sua 
qualidade: acidulantes, antioxidantes e conservantes. 
Com a obtenção do xarope composto, inicia-se a fabricação do refrigerante, num 
processo totalmente mecanizado, na seguinte sequencia: diluição do xarope em água potável, 
o recebimentode gás carbônico CO2 diluído em água potável e o imediato envase. 
 
 Figura 15: Fluxograma do processo de produção do refrigerante. 
 
42 
 
 
5.1. Preparo do Xarope Simples 
 
O xarope simples é uma solução aquosa de açúcar, que em alguns processos é 
enriquecido com ácidos orgânicos. Num tanque a água quente, eventualmente enriquecida 
com ácidos orgânicos, a sacarose granulada (açúcar cristal) é diluída em uma proporção de 55 
a 64% m/m. A calda resultante é aquecida e a solução chega a temperaturas entre 80 e 100 °C, 
essa dissolução em agua quente é muito importante, pois diminui o risco de contaminação 
microbiana, porém a diluição do açúcar pode ser feito pelo método a frio acidificado, utilizada 
por pequenos produtores ou agro produtor de refrigerante, onde o açúcar é diluído em água na 
temperatura ambiente e a imediata adição de ácidos, que diminuirá a ação de microrganismos 
no xarope. 
 O xarope simples é tratado com carvão ativado em pó, que eliminará por adsorção 
elementos que dão odor e paladar estranho, além de promover a clarificação do xarope. O 
xarope passa sob pressão por um filtro de aço inoxidável contendo carvão ativado em pó, e 
depois por um filtro auxiliar de terra diatomácea que promoverá a clarificação e a remoção do 
carvão do xarope. 
O xarope simples já filtrado passa por trocadores de calor que fará o abaixamento da 
temperatura, e ainda sobre pressão é conduzido para a torre de resfriamento, onde a 
temperatura deverá ficar entre 15 e 25 °C. O xarope simples já resfriado é conduzido para o 
tanque de armazenamento de xarope simples, esse tanque é esterilizado a vapor e protegido 
por filtro microbiológico que evita a entrada de ar. 
Todo o processo de estocagem nos tanques e condução do xarope nas tubulações é feito 
sob pressão. 
 
5.2. Obtenção do Xarope Composto 
 
O preparo é feito em tanques de aço inoxidável, onde ocorrem às adições dos demais 
componentes da formulação do refrigerante em preparo, concentrado, conservantes, 
acidulantes, corantes e aromatizantes. Essas adições devem ocorrer de forma lenta e 
cuidadosa, seguido a sequencia conforme a formulação, o tanque é equipado com agitadores 
mecanizados que garantem a perfeita homogeneização dos componentes. 
As adições devem seguir a ordem exata da formulação, pois ao se inverter a ordem 
pode ocorrer reações irreversíveis, como precipitação e turvação, e com isso a perda do 
xarope. Por exemplo, o conservante dever ser adicionado antes do acidulante, se adicionado 
após o acidulante isso causará uma floculação irreversível (o Benzoato de Sódio 
C7H5O2Naprecipita). Visando a qualidade do produto a adição do antioxidante ocorre minutos 
antes de se colocar o concentrado (extrato de fruta, suco natural desidratado ou poupa de 
frutas). 
Após a adição de todos componentes (extrato de fruta, corante, acidulante, 
conservante, antioxidante) se obtém o xarope composto, se retira uma amostra para analise 
microbiológica e físico-química, onde o controle de qualidade analisará alguns fatores como 
turbidez, acidez e os teores de açúcar ou edulcorante por exemplo. Enquanto aguarda a 
liberação do controle de qualidade o xarope composto passa por agitação para garantir a 
perfeita homogeneização, somente após essas analises o produto será liberado para o envase. 
 
5.3. Fabricação do Refrigerante 
 
 Após a obtenção do xarope composto o nascimento do produto ocorrerá com sua 
diluição, gaseificação e envase na embalagem caracterizada que poder ser em latas de 
alumínio, garrafas de vidro ou PET. 
43 
 
 
Existem vários tipos de equipamentos diferentes que fazem a fabricação final do 
refrigerante como, por exemplo, um sistema de aparelhos denominado proporcionador (Figura 
16 Carbo-Cooler). 
 
 
 
 Figura 16: Carbo-Coller (Litchfieldpackaging 2009). 
 
 Fonte: Produção de refrigerante de frutas. 
 
 
Esse aparelho prepara o xarope composto para fabricação final do refrigerante a ser 
envasado. Nele ocorre à diluição do xarope composto em água potável na proporção correta 
da formula, e fará a desaeração do xarope diluído (retirada do ar), a carbonatação (dissolução 
do gás carbônico CO2 no refrigerante), e resfriamento do xarope composto já diluído e 
desaerado para então ser carbonatado. 
 
5.3.1. Diluição 
 
 Nessa etapa o xarope composto é conduzido sob pressão até o proporcionador por 
tubulação de aço inox, o proporcionador fará a homogeneização do xarope composto com 
água tratada na quantidade certa, conforme a formulação do refrigerante em preparo, depois 
segue para as etapas de desaeração, resfriamento e gaseificação. 
 
5.3.2. Desaeração 
 
 Consiste na retirada de ar da água, isso se faz necessário para se minimizar problemas 
de formação de espuma causados pela liberação do gás carbônico na presença de oxigênio. A 
desaeração é feita por equipamentos de três tipos: 
 
 
 
44 
 
 
a. A vácuo: Baseia-se na diminuição de pressão do gás sobre a água, retirando o 
oxigênio dissolvido. A água passará por um tanque com pressão negativa (no vácuo, 
onde a pressão está abaixo da pressão atmosférica), conectado á uma bomba de vácuo, 
que faz a remoção do ar de dentro do liquido. Esse processo depende da temperatura 
da água, pois quanto menor a temperatura menor será a eficácia do processo. 
 
b. Por Arraste de gás inerte: Utiliza-se um fluxo de gás inerte (CO2 ou N2) para se 
remover o oxigênio. A água passa por um tanque com pressão positiva (pressurização, 
onde o ar é forçado de fora para dentro um sistema) de gás carbônico ou de nitrogênio, 
onde ocorrerá a troca molecular do oxigênio pelo gás inerte, que será removido por 
drenos ou suspiros. 
 
c. Térmico: O aquecimento reduz a solubilidade dos gases dissolvidos, o aquecimento 
promove a fácil remoção desses gases. 
 
Alguns equipamentos utilizam a combinação de técnica, como o a vácuo e térmico 
combinado ao arraste de gás inerte, isso porque o uso de uma única técnica não é 
economicamente viável. 
 
5.3.3. Gaseificação 
 
 Na unidade de carbonatação se verifica o nível CO2, que pode variar conforme o sabor 
e aroma específico da formulação da bebida, os refrigerantes de frutas são carbonatada num 
menor nível com relação aos refrigerantes dos tipos cola, soda e água tônica, por exemplo, 
mas de modo geral o nível médio fica entre 3,1 a 3.5 volumes de CO2 (quantidade de um dado 
volume de água que absorverá o CO2), na pressão atmosférica de 760 mm.Hg e na 
temperatura de 15,5 °C. 
 
5.3.4. Envase 
 
 Conforme mostra o fluxograma da Figura 17, após as etapas de xaroparia onde o 
xarope base foi preparado, e após sua preparação final do refrigerante no proporcionador, 
onde ocorreram às etapas de diluição, desaeração e carbonatação, e o refrigerante foi 
aprovado pelo controle de qualidade, inicia-se o envase do refrigerante imediatamente, para se 
evitar a perda de CO2. O envase é feito sob pressão e baixa temperatura (entre 3 e 12 °C), para 
garantir uma elevada concentração de CO2, o envase do refrigerante é feito pela enchedora, 
porém as embalagens percorrem uma linha de produção totalmente automatizada que faz a 
limpeza ou preparação da embalagem antes do envase do refrigerante, após a preparação das 
embalagens a enchedora realiza o envase, e a embalagem segue na esteira para a rotulação até 
chegar à área de expedição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
 Figura 17: Fluxograma dos estágios de xaroparia e envase de refrigerantes.Fonte: Revista Produção Jan/Abr. 2008. 
 
Em geral as embalagens utilizadas são as latas de alumínio, garrafas de vidro e PET 
(Poli Tereftalato de Etileno). Essas embalagens foram inseridas através do tempo conforme o 
avanço tecnológico, geralmente é comprado de empresas especializadas na produção das 
embalagens, na fabrica de refrigerante só é feito a preparação especificada da embalagem e a 
esterilização antes do envase. 
 
5.3.4.1. Latas de Alumínio 
 
 As latas de Alumínio são fabricadas num processo que impressiona pela rapidez, no 
processo de envase em latas de Alumínio também ocorre em alta velocidade, às latas em 
forma de copo sem a tampa onde fica o lacre de abertura (Figura 18), após passarem por 
esterilização seguem na linha de produção até a enchedora onde o envase do refrigerante 
acontece e recebe a tapa no mesmo instante. 
 As latas já estão rotuladas antes do envase, então seguem na linha de produção para 
empacotamento até chegarem à área de expedição. 
 
 Figura 18: Latas de Alumínio antes do envase. 
 
 Fonte: Abralatas. 
46 
 
 
5.3.4.2. Garrafas de Vidro 
 
 As garrafas de vidro antes do envase passam por uma inspeção, onde haverá uma 
seleção das garrafas, e é feito o descarte das garrafas que estivem quebradas ou com avarias 
como trincadas, lascadas, bicadas, lixadas, ou ainda com material de difícil remoção como 
tinta ou cimento. Depois dessa seleção as garrafas são previamente lavadas com agua, e em 
seguida serão imersas numa solução de soda cáustica quente, para se retirar impurezas e 
promover a esterilização, em seguida as garrafas passam por um enxague final com água, e 
novamente por uma ultima inspeção e seleção antes de seguir para o envase. 
 A enchedora realiza o envase, e a garrafa é lacrada com a tampinha logo em seguida 
(Figura 19), a garrafa segue na linha automatizada para as outras etapas, de rotulação e 
codificação até chegarem à área de expedição. 
 
 Figura 19: Linha de envase das garrafas de vidro. 
 
 Fonte: Refrigerantes Piracaia. 
 
5.3.4.3. Garrafas PET (Poli Tereftalato de Etileno) 
 
 O Poli Tereftalato de Etileno ou simplesmente PET como é mais conhecido, que é a 
abreviatura do seu nome oficial (IUPAC poly ethylene terephthalate), foi desenvolvido por 
dois químicos Britânicos Whinfield e Dickson em 1941, trata-se de um polímero 
termoplástico (Figura 20), ou seja, podem ser processadas várias vezes, esses plásticos quando 
aquecido à temperatura adequada eles amolecem, fundem e podem ser moldado novamente. O 
PET é obtido através da reação entre o Ácido Tereftálico e o Etileno Glicol (Figura 21), seu 
ponto de fusão é 260 °C, a densidade de 1,38 g/cm³ a 20 °C. 
 
 
 Figura 20: Estrutura molecular do PET (Poli Tereftalato Etileno). 
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
(C10H8O4) 
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: Wikipédia. 
47 
 
 
 Figura 21: Reação de obtenção do PET (Poli Tereftalato Etileno). 
------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
 C8H6O4 C2H6O2 
------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 Fonte: Quipibid. 
 
 
As garrafas PET antes de seguir para o envase precisam ser sopradas e lavadas, a 
embalagem PET está pequena numa forma parecida com a de um tubo de ensaio (Figura 22), 
a embalagem será soprada com ar dentro de uma forma que dará a forma desejada a 
embalagem, após ser soprada é feito uma lavagem com água e segue para enchedora, onde 
acontece o envase do refrigerante. 
 No mesmo instante que o envase do refrigerante acontece, as garrafas são tampadas e 
seguem na linha de produção para rotulação e empacotamento até chegarem à área de 
expedição. 
 
 
 Figura 22: Embalagem PET antes de ser soprada. 
 
 Fonte: ABIPET. 
 
 
48 
 
 
5.4. Controle de Qualidade 
 
O controle de qualidade está presente em todas as etapas do processo de produção do 
refrigerante, onde os profissionais da química atuam desde o controle das matérias primas até 
o descarte do efluente. 
O químico está presente em todo processo produtivo e seu papel é fundamental na 
garantia de padrões de qualidade do refrigerante em produção e depois de produzido. 
O controle de qualidade implica em análises que são feitas por químicos, e que estão 
presente nas seguintes etapas: 
 
 ETA (Estação de Tratamento de Afluente). 
 Preparo do Xarope simples. 
 Obtenção do Xarope Composto. 
 Área de Envase. 
Analises na ETA 
 
O trabalho do químico se inicia na ETA (Estação de Tratamento de Afluente) nas 
análises e padronização da água (retirada de íon de Ferro, sais de Magnésio e Cálcio), ou no 
caso de uso de fontes naturais (poços artesianos) as análises da potabilidade da água. 
Como sabemos a água é o principal componente do refrigerante, a água por possuir 
diversas composições derivada de seu local de origem deverá passar por tratamentos especiais 
antes de ser utilizado. Os tratamentos realizados são: 
 
- Floculação: É o processo onde colóides (substância) são suspensas em forma de 
partículas, a ação vem de precipitação de origem. Com isso a água passa por uma decantação 
onde se é retirada todas as substâncias impróprias, seja sólida ou liquida. 
 
- Cloração: São reações formadas por hidrocarbonetos e cloro. 
 
Cl2 + H2O → HOCl + H
+
 + Cl
- 
 
A cloração serve como um desinfetante, onde adicionada a água trabalha na retirada de 
microrganismo, fazendo com que chegue a um bom estado ao consumo humano. Já na 
produção de refrigerante para a utilização da água é necessário que se retire todo o cloro 
presente. 
 
 - Redução de Alcalinidade: A alcalinidade quantifica a presença de impurezas da água, 
que são capazes de reagir, e causar malefícios, como oxidação e acidez. A alcalinidade é 
derivada de Bicarbonatos, Carbonatos e Hidróxidos os mais comuns são Hidróxido de Cálcio 
Ca(OH)2 ou Hidróxido Magnésio Mg(OH)2, Carbonato de Cálcio CaCO3 ou Carbonato de 
Magnésio MgCO3, Bicarbonato de Sódio NaHCO3 ou Bicarbonato de Magnésio MgHCO3. O 
controle de alcalinidade é de extrema importância, pois não se pode adicionar reagente sem 
que a água apresente alcalinidade correta. 
 
 - Purificação: É feita a potabilização para o consumo humano, onde ETA usam várias 
técnicas variadas, devido à fonte da água. Algumas técnicas simples são fervura, filtração por 
Carbono e destilação. 
 
 
49 
 
 
Analises dos Xaropes 
 
Depois de fabricado o xarope simples e xarope composto os mesmos passam por 
análises físico-químicas como teste de acidez, cor, turbidez, concentração e detecção da 
presença de microrganismos. Além de todos estes controles físico-químicos feitos, na fase 
final do processo é realizado um controle de linha de produção, que inclui achecagem de 
itens da carbonatação, cor e concentração de no mínimo a cada 20 minutos para garantir a 
qualidade final do produto. No xarope composto é testada a acidez. Também é realizado 
acompanhamento visual para detecção de resíduos nas garrafas. 
Em cada dia ou a cada lote produzido é feita a retenção de algumas garrafas para 
acompanhamento dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos. 
 
 
Análise do Xarope Simples e Composto 
 
Depois de produzido o xarope simples passa por controle de qualidade na dissolução 
do açúcar, controlar a concentração, cor e acidez do produto. É retirada uma amostra do 
xarope simples e adicionado a uma quantidade de água purificada, esta solução é enviada para 
analise de viscosidade onde uma quantidade do xarope simples em um copo de 100mL terá 
um tempo pré-estabelecido de 16 segundos. 
Para saber a acidez do xarope simples são adicionados 1mL em uma proveta de 
100mL isto com a densidade dentro do padrão de 1,9g/mL, assim fazendo-se titulação e 
aferindo os padrões de pH em 6,9 em temperatura de 20°C. E devendo obter suas 
propriedades características como a cor rosada e sabor adocicado. 
As analises feitas nos xaropes simples e composto não apresentam diferenças. Porem 
no xarope composto é feito o acompanhamento dos aditivos alimentares (Acidulantes, 
Conservantes, Aromatizantes e Corantes). 
 
Análises na Área de Envase 
 
Controle no processo de lavagens das garrafas. 
 
Análises físico-químicas em laboratório de refrigerantes envasados, onde se retira 
normalmente duas amostras de um lote envasado, a fim de se verificar o padrão de qualidade, 
que basicamente é verificado o volume de CO2 que é variado de acordo com sua embalagem. 
As embalagens de vidro retêm mais CO2 que as outras embalagens, como a garrafa PET e a 
lata de alumino. Nas garrafas de vidro a validade do produto vai de 6 a 9 meses já na lata 
varia de 4 a 9 e na garrafa PET a validade é ainda menor que é de 3 a 6 meses. Onde as 
amostras de cada lote de produção ficam guardadas de contra prova por seis meses tempo 
estimado como validade do refrigerante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
6. IMPACTOS CAUSADOS PELO REFRIGERANTE 
 
O refrigerante se tronou um produto muito difundido na sociedade, seu consumo no 
Brasil vem crescendo anualmente, segundo relatório da ABRIR (Associação Brasileira das 
Indústrias de Refrigerantes), entre 2005 e 2010 ouve um crescimento médio de 4% do 
consumo de refrigerante, onde a venda de refrigerante representa 42% do mercado das 
bebidas não alcoólicas. Essas altas taxas de crescimento evidência questões dos impactos 
causados pelo o refrigerante, tanto a questão ambiental principalmente do residual pós-
consumo das embalagens, assim como a relação de seu alto consumo com a saúde humana. 
 
 
6.1. Impacto Ambiental 
 
 A indústria do refrigerante por apresentar um potencial poluidor reduzido, não há 
muitos estudos do impacto ambiental gerado pelas empresas produtoras de refrigerante, outro 
fator que dificulta é o fato das fabricas de refrigerantes e cervejas serem mistas, onde 
produzem as duas bebidas, como demostrado no Quadro 2. 
 
 
 Quadro 2: Cervejarias e quantidades de unidades de fabricas. 
 
 Fonte: Observatório Social. 
 
 
 O impacto ambiental e a geração de resíduos depende muito dos equipamentos e 
tecnologia aplicados no processo de produção, que cada vez mais visam a optimização do 
processo de produção e a redução de resíduos gerados. 
 Os principais impactos ambientais gerados no processo de produção do refrigerante é a 
poluição do efluente e a geração do resíduo solido. O efluente apresenta elevada carga 
orgânica, e a presença de sólidos em suspensão (Quadro 3), já o resíduo solido na grande 
parte é constituído de material plástico dos rótulos e vasilhames danificados. 
Outro problema muito abordado é o do residual pós-consumo das embalagens, 
principalmente as embalagens PET, onde entram vários fatores como, por exemplo, a questão 
cultural da população no que diz respeito à destinação final dos vasilhames, assim como as 
politicas publica de coleta seletiva. 
 
51 
 
 
 
 
Quadro 3: Análise do efluente bruto, de uma fabrica de Refrigerante. 
 
 Fonte: Revista Holos Environment. 
 
 
6.1.1. Tratamento de Efluentes 
 
 A produção do refrigerante demanda um grande volume de água, tanto no produto em 
si como nas operações auxiliares de lavagens dos tanques e pátios. O efluente apresenta 
elevada carga orgânica por causa do açúcar utilizado no xarope e o extrato de frutas e vegetais 
usados na formulação, que podem vir das lavagens dos tanques de preparação do xarope, resto 
de refrigerante resultante da quebra de garrafas durante o envase e o descarte do xarope não 
aprovado. O efluente também apresenta um alto índice de pH alcalino (entre 9,0 e 11,0), isso 
ocorre pela utilização de soda caustica (Hidróxido de Sódio - NaOH) nas lavagens de 
garrafas, instalações e equipamentos. 
 Esse efluente deve ser tratado antes de ser eliminando, nos córregos ou na rede publica 
local de tratamento de água. O efluente deve estar no padrão exigido pela legislação (Art. 18, 
n 8468 de 08/09/1979), as empresas são fiscalizadas pelos órgãos competentes, como por 
exemplo, a CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). As empresas 
devem fazer análises periódicas do efluente e analisar, por exemplo, o DBO (Demanda 
Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio), pH (Potencial 
Hidrogeniônico) e sólidos em suspensão no efluente. 
 As empresas produtoras de refrigerante montam uma ETE (Estação de tratamento de 
efluentes), com o objetivo de remover a poluição (orgânica e inorgânica) presente no efluente 
gerado no processo de produção, pois precisam atender a legislação que determina certos 
padrões que o efluente deve ter para poder ser lançados, direta ou indiretamente, nas coleções 
de águas. 
O processo de tratamento de efluentes se divide basicamente em três partes, 
tratamento físico-químico, tratamento biológico e polimento da água (clarificação). Cada 
empresa acaba por escolher um sistema de tratamento de efluente que atende as suas 
particularidades como, por exemplo, o volume de produção e área disponível na planta da 
fabrica para instalação da ETE. No caso da Figura 23 a ETE utiliza um o sistema anaeróbico, 
que tem como principio básico à digestão anaeróbica, ou seja, microrganismos (bactérias que 
não necessitam de oxigênio para sua respiração) por processos oxidativos degradam as 
substâncias orgânicas. 
 
 
 
52 
 
 
 
 
 Figura 23: ETE (Estação de Tratamento de Efluentes). 
 
 Fonte: Refrigerantes Convenção. 
 
O sistema de tratamento anaeróbio de efluentes na indústria do refrigerante é muito 
boa, devido sua alta eficiência na diminuição da carga orgânica do efluente, pois a carga 
orgânica deve ser reduzida em níveis superiores a 80%, com relação ao efluente bruto 
captado. A diminuição da carga orgânica pela digestão anaeróbia ocorre por reações 
bioquímicas, onde de forma simplificada ocorrem as seguintes reações: 
 
 
 
 
 
Ainda no tanque de equalização ocorrerão reações bioquímicas e haverá a acidificação 
do efluente, e os compostos orgânicos complexos serão quebrados até se transformarem em 
ácidosorgânicos, essas reações serão aceleradas no tanque anaeróbio, e os ácidos orgânicos 
serão transformados subsequentemente em ácido acético C2H4O2 (Figura 24), que é o 
percursor principal da formação do gás metano (CH4). 
53 
 
 
 
Figura 24: Estrutura Molecular do Ácido Acético. 
--------------------------------------------------------------- 
 CH3COOH 
--------------------------------------------------------------- 
 Fonte: Wikipédia. 
 
 
Tratamento Anaeróbio 
 
O sistema anaeróbico funciona como parte do processo de tratamento do efluente, seu 
papel é de remover a poluição orgânica, sendo que as etapas de preparação do efluente no seu 
tratamento primário são fundamentais, antes de ir para o tanque onde ocorrerá a reação 
anaeróbica. 
O efluente captado passa por grades para a remoção de material solido grosseiro e 
areia, passa por uma canaleta onde pode se medir a vazão do fluxo (Figura 25) e cai no tanque 
de equalização, onde são feitos os primeiros acertos no efluente: 
 
a. Remoção dos sólidos em suspensão e areia. 
b. Equalização do fluxo e composição. 
c. Controle e adequação do pH (na faixa ente 6,9 e 7,6). 
d. Análise e dosagem de nutrientes necessários (N e P). 
e. Controle da temperatura (melhor desempenho na faixa entre 28-34 °C). 
 
Figura 25: Grades de captação do efluente. 
 
 Fonte: Refrigerantes Convenção. 
54 
 
 
Após o tratamento preliminar com a remoção dos sólidos grosseiros e areia, o 
efluentes basicamente passa por três tratamentos principais: 
 
Tratamento Primário: Através de mecanismos físicos serão removidos sólidos 
flutuantes (graxas óleos), e remoção de sólidos sedimentares em suspenção que em parte é 
composto por matéria orgânica. 
Tratamento Secundário: Através de mecanismos biológicos serão removidos ou 
equalizados os nutrientes (Nitrogênio e Fosforo). 
Tratamento Terciário: Tem como intuído a remoção de poluentes específicos como, 
por exemplo, o NaOH abundante no efluente da indústria de refrigerante, ou ainda a remoção 
dos poluentes que não foram suficientemente removidos no tratamento secundário. 
 
Após as três etapas de tratamento no tanque de equalização, o efluente vai para o 
tanque de aeração, que promoverá a oxigenação do efluente, necessário para o favorecimento 
das reações bioquímicas no tratamento da matéria orgânica, para então seguir para o tanque 
anaeróbio, onde ocorrerá a degradação da matéria orgânica (Figura 26). 
Boa parte da do efluente tratado fica armazenado em reservatório para reuso, que pode 
ser utilizado em operações auxiliares como, por exemplo, as lavagens das instalações. 
 
 Figura 26: Tanque de Equalização, Tanque de Aeração e Tanque anaeróbio. 
 
 Fonte: Refrigerantes Convenção. 
55 
 
 
6.1.2. Residual Sólido 
 
No processo de produção de refrigerante a geração de residual sólido ocorre quase que 
exclusivamente na etapa de envase, acondicionamento e expedição, alguns exemplos destes 
resíduos são: 
 
 Latas de alumínio, garrafas de vidro, garrafas PET com defeito. 
 Resto de papel e plásticos das embalagens. 
 Borra de rótulos das lavagens das embalagens 
O residual sólido gerado quase na totalidade se trata de material reciclável, por tanto é 
efeito seu condicionamento e destinado para reciclagem, por exemplo, na fabrica da 
convenção entidades ligadas a catadores de material reciclável uma vez por semana fazem a 
coleta desse material, que fica reservado para tal. 
 
 
6.1.3. Residual Pós-Consumo 
 
O residual pós-consumo das embalagens de refrigerante causa um impacto ambiental 
importante, devido o grande volume de produto fabricado, apesar das embalagens serem 
totalmente recicláveis há problemas na captação dos vasilhames, em especial as garrafas PET, 
muito em virtude da destinação final inadequada por parte dos consumidores, além da 
ineficiência das politicas publicas de coleta do lixo, que acabam dificultando o resgate das 
embalagens para reciclagem. 
Há um único produto no mercado com o conceito retornável com as garrafas PET, que 
é considerado o mais sustentável, o aparecimento desses produtos depende da escolha do 
consumidor, que ao escolher um tipo de embalagem pensar na sua sustentabilidade. Desde 
1990 quando as latas de alumínio e garrafas PET foram difundidas no mercado do 
refrigerante, a preferência por essas embalagens vem crescendo, o conceito retornável é mais 
difundido nas classes sociais mais baixas pelo fato ser o produto ser mais em conta. 
Vejamos os dados da reciclagem das embalagens no Brasil: 
 
Latas de Alumínio 
 
O Brasil é o líder em reciclagem das latas de alumínio, quase chegando à totalidade de 
sua fabricação, chegando à marca de 97,6 % de latinhas recicladas (Quadro 4), isso em 
virtude do seu alto valor de mercado, onde se paga valores entre R$ 2,50 à R$ 4,00 no quilo 
da latinha, onde é necessário 70 latinhas para obter um quilo de alumínio. 
 
Quadro 4: Reciclagem da lata de alumínio para bebidas de 1991 a 2010. 
 
Fonte: ABRALATAS. 
56 
 
 
Garrafas de Vidro 
 
As garrafas de vidro são bem aproveitas pela indústria de refrigerantes, pois possuem 
uma logística reversa dos vasilhames, onde ocorre a reutilização de até quarenta vezes no 
envase da bebida em um mesmo vasilhame. Basicamente o vidra das garrafas são 
reaproveitados para confecção de novas garrafas, apesar do crescimento do aproveitamento 
em outros produtos. A reciclagem das garrafas vem crescendo ano a ano (Quadro 5), mas o 
fato de ter alguns produtos em garrafas de vidro, que não são retornáveis acaba por não 
alcançar um melhor aproveitamento na sua reciclagem. 
 
 Quadro 5: Evolução da reciclagem de vidro no Brasil de 1991 a 2007. 
 
 Fonte: ABIVIDRO. 
 
Garrafas de PET 
 
As garrafas PET são embalagens que mais causam problemas, muito em virtude do seu 
descarte incorreto, onde acabem em rios, córregos e bueiros causando diversos problemas ao 
meio ambiente. A embalagem PET permite muitas possiblidades tanto na reutilização como 
na transformação em diversos produtos, por exemplo, na indústria têxtil de tapetes. 
Igualmente as outras embalagens a reciclagem do PET vem crescendo (Gráfico 4), 
acompanhando o crescimento de sua produção, chegando a 57,1 % de reutilização. 
 
 Gráfico4: Evolução das taxas de recuperação do PET no Brasil de 1991 a 2011. 
 
 Fonte: ABIPET. 
57 
 
 
6.2. Relação do consumo com a saúde humana 
 
Os refrigerantes têm sido um dos grandes males para humanidade. O consumo 
excessivo de refrigerantes poderá degenerar aos poucos a saúde: causando obesidade, 
enfraquecendo os ossos, produzindo diferentes alterações no organismo, afetando até o estado 
de ânimo. Apesar de conter muitas substâncias artificiais em sua composição sabemos que o 
refrigerante não contém nutrientes, que são fundamentais para o bom funcionamento do nosso 
organismo, evitando doenças relacionadas à má nutrição. 
O controle e uso de aditivos, corantes, conservantes, aromatizantes, acidulantes e dos 
próprios refrigerantes, apesar de estarem previstos na legislação, ainda é uma incógnita social, 
assim como a regulação pelas pessoas do uso dos produtos e das consequências desse uso em 
maiores ou menores quantidades. 
A preocupação coma alimentação nas escolas vem aumentando à medida que cresce o 
número de crianças e adolescentes acima do peso no país. Problemas de saúde antes vistos 
apenas em adultos, como colesterol alto e hipertensão, agora atingem também os mais novos, 
várias instituições de ensino brasileiras já optaram por incluir uma dieta light em suas 
cantinas. Salgadinhos, balas e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos já extintos, o 
governo por um lado está incentivando a população a ter bons hábitos e conscientizando sobre 
os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos. 
O Ministério da Saúde lançou o “Guia da Alimentação Saudável”. Na publicação estão 
os dez passos para uma alimentação saudável, entre eles orienta para evitar o consumo de 
refrigerantes. 
 Muitos especialistas em saúde alertam que o consumo excessivo de refrigerantes pode 
ocasionar excesso de peso e cárie dental, já que o açúcar estimula o crescimento das bactérias 
causadoras da cárie, uma vez que quase ninguém vai escovar os dentes após beber um copo de 
refrigerante. 
Ao beber o refrigerante, a pessoa acaba por diminuir a ingestão de outros líquidos que 
poderiam ser mais benéficos à sua saúde, como água, sucos, iogurtes e chás. 
 A maioria das pessoas prefere o refrigerante feito a partir de cola, que também é 
considerado por muitas pessoas um dos refrigerantes que mais males causam à saúde, devido 
à alta concentração de fosfatos, que podem provocar o enfraquecimento dos ossos. 
 Uma pesquisa publicada na revista científica American Journal of Clinical Nutrition 
(Sociedade Americana de Nutrição) conclui que as mulheres que consomem diariamente 
bebidas a base de cola correm o risco de sofrer osteoporose, doença comum nas mulheres que 
passaram da menopausa, a osteoporose enfraquece os ossos, fazendo-os quebrar mais 
facilmente. 
 Segundo os pesquisadores, o ácido fosfórico cria uma acidez no sangue e, assim, o 
cálcio seria retirado dos ossos. 
Os refrigerantes não contêm nenhum valor nutricional e estão repletos de cafeína, 
corantes e conservantes, além de altas taxas de açúcar. As versões light, apesar de estarem 
livres da substância, contêm adoçantes artificiais, cujo consumo também não traz benefícios 
ao corpo. 
 É preciso reduzir a proporção do consumo de refrigerantes entre crianças e 
adolescentes, diante dos potenciais danos à saúde gerados precocemente nessas fases de vida. 
Estratégias educativas operadas no espaço da família e da escola podem contribuir para a 
prevenção deste problema. É claro que o que faz mal é o excesso, e não um copinho que o seu 
filho toma na festa de aniversário do colega. “A saúde alimentar começa em casa. É preciso 
educar, alertar e limitar as crianças”, 
 
 
58 
 
 
6.3. Pesquisa de Campo 
 
Esta pesquisa foi feita entre os dias 12 e 19 de março de 2013, com o intuito de 
levantar dados a respeito do consumo de refrigerantes entre os alunos e alguns professores do 
curso técnico noturno de Química Industrial do Colégio Desafio Finpec (Cotia\SP), contando 
com a colaboração de 158 pessoas no total. 
Um questionário foi elaborado com 4 perguntas e distribuído entre todos os presentes 
nas salas, de acordo com um modelo elaborado (Quadro 6): 
 
Quadro 6: Questionário para pesquisa de campo. 
Idade: Sexo: [ ] M ou [ ] F Data: / / 
1- Consome refrigerante? [ ] Sim [ ] Não 
 
2- Frequência de Consumo: 
 [ ] Diário [ ] Semanal [ ] Mensal [ ] Raramente 
 
3- Preferência de Sabor: 
 [ ] Cola [ ] Guaraná [ ] Laranja [ ] Limão [ ] Outros 
 
4- Preferência de Tipo: 
 [ ] Diet [ ] Light [ ] Comum 
 
 Para se ter dados mais próximos da realidade dos alunos do Curso Técnico em 
Química Industrial do Colégio Desafio (Cotia - SP) e poder fazer comparações com outras 
pesquisas encontradas durante a elaboração deste trabalho, trouxemos algumas ilustrações dos 
resultados obtidos com base na pesquisa. 
 Com a obtenção dos resultados obtidos em relação à primeira pergunta do questionário 
(Tabela 12), foi montado o Gráfico 5 para ilustrar a proporção das pessoas que consomem ou 
não refrigerante. 
 
Tabela 12: Resultado da pesquisa de campo sobre o consumo de refrigerante. 
Consumo de refrigerante dos alunos do técnico 
Consumo Consumidores Homens Consumidores Mulheres Não Consomem (homens e mulheres) 
 98 52 8 
 
 Gráfico 5: Resultado sobre consumo de Refrigerante da pesquisa de campo. 
 
 
59 
 
 
Já com base na segunda pergunta, sobre a frequência de consumo, a Tabela 13 traz os 
resultados, que são ilustrados no Gráfico 6. 
 
Tabela 13: Frequência de Consumo por sexo da pesquisa de campo. 
Frequência de Consumo 
Consumo: Homens Mulheres 
Raramente 21 20 
Mensal 7 3 
Semanal 41 21 
Diário 29 8 
 
 
 Gráfico 6: Frequência de Consumo por sexo da pesquisa de campo. 
 
 
 
 Em relação aos sabores preferidos pelos alunos e professores entrevistados, que se 
refere à terceira pergunta, os dados mostrados na Tabela 14 são demonstrados no Gráfico 7. 
 
 
 Tabela 14: Resultado da Preferência de sabor da pesquisa de campo. 
Sabor de Preferência 
Preferência Homens Mulheres 
Cola 53 20 
Guaraná 19 15 
Laranja 12 4 
Limão 7 7 
Outros 7 6 
 
 
 
60 
 
 
 Gráfico7: Resultado de preferência de sabor da pesquisa de campo. 
 
 
 E, finalmente quanto ao tipo de refrigerante adotado na dieta dos entrevistados, foram 
obtidos os dados mostrados na Tabela 15, representados pelo Gráfico 8. 
 
 Tabela 15: Resultado do tipo de refrigerante preferido na pesquisa de campo. 
Tipo de Refrigerante Preferido 
Dieta: Homens Mulheres 
Comum 94 49 
Diet 3 0 
Light 1 3 
 
 
 Gráfico 8: Resultado do tipo de refrigerante preferido na pesquisa de campo. 
 
 
Com a análise dos gráficos e dos dados obtidos com a pesquisa, pode-se concluir que 
realmente o consumo de refrigerantes é muito grande entre as pessoas, já que é uma bebida 
presente na vida de 95% das pessoas entrevistadas, fato que se for comparado com uma visão 
macroscópica não fugirá dessa proporção. 
 Isso não significa algo ruim, pois a indústria de refrigerantes vem crescendo 
anualmente no Brasil, bem como novos empregos para a população. Porém, deve-se atentar à 
frequência de seu consumo, por que assim como outros alimentos e bebidas em excesso, pode 
trazer prejuízos à saúde. 
 
61 
 
 
7. CONCLUSÃO 
 
Com a elaboração de todo trabalho, incluindo todas as pesquisas e discussões feitas 
pelo grupo acerca do tema, pode-se concluir que o refrigerante é muito mais do que uma 
bebida, uma vez que seu significado e importância econômica, social e até mesmo cultural são 
enormes. 
 O refrigerante se tornou uma das bebidas mais comuns em todo mundo, sendo 
apreciado desde a América (do Norte e Latina, por assim dizer), até a Ásia. No Brasil, o 
consumo cresce ano após ano, gerando mais empregos e fazendo com que novas empresas 
surjam para fazer frente às marcas estrangeiras. 
 O papel da Química no que diz respeito a essa bebida foi fundamental, já que foi 
através dela e com a elaboração de experimentos químicos com fins medicinais que o 
refrigerante surgiu e foi se aperfeiçoando com o tempo. Suas principais características, 
incluindo o sabor, tornaram o refrigerante numa bebida muito apreciada pelas pessoas, 
principalmente por trazer uma sensação de refrescância e auxiliar a digestão. 
 Mesmo com o a modernização no processo de produção do refrigerante,sendo realizada 
praticamente por máquinas, a Química continua presente, desde o princípio da fabricação, seja 
para fazer análise de água, a preparação das matérias primas, o estudo para a formulação da 
bebida; até na análise para o controle da qualidade do produto e ainda o tratamento dos 
resíduos gerados. 
 Portanto, pode-se notar a importância dessa ciência em mais um ramo da indústria que 
está muito próxima à vida das pessoas, a do ramo das bebidas. Com isso, ficam evidentes as 
amplas atuações que um químico pode ter, na variabilidade de oportunidades de emprego e 
toda sua extensão em diversas áreas do conhecimento e da indústria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
VENTURINI FILHO, W. G. Bebidas Não Alcoólicas: ciência e tecnologia. 1. ed. São 
Paulo: Blucher, 2010. v. 2. 412p 
 
SHIBAO, Juliana et.al. Edulcorantes em Alimentos: aspectos químicos, tecnológicos e 
toxicológicos. São Paulo: Phorte, 2009. 
 
LIMA, Ana Carla da Silva; AFONSO, Júlio Carlos. A Química do Refrigerante. Química 
Nova na Escola, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 210-215, ago. 2009. 
Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/10-PEQ-0608.pdf> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
CELESTINO, Sonia Maria Costa. Produção de refrigerantes de Frutas. Planaltina, DF: 
EMBRAPA CERRADOS, 2010. 27p. 
Disponível em: <http://www.cpac.embrapa.br/download/1738/t> 
Acesso em: 02 de Maio de 2013. 
 
SANTOS, Mateus Sales dos. Cervejas e refrigerantes / Mateus Sales dos Santos e Flávio de 
Miranda Ribeiro. -- São Paulo: CETESB, 2005. 58 p. -- (Série P + L). 
Disponível em: 
<http://www.cetesb.sp.gov.br/tecnologia/producao_limpa/documentos/cervejas_refrigerantes.
pdf> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
MOURA, Rafael Brito de; TERAN, Francisco Javier Cuba. Estudo de lodos ativados por 
batelada para o tratamento dos efluentes de uma indústria de refrigerante. HOLOS 
Environment. Rio Claro, SP, Brasil, v.9 n.2, 2009 – P. 277-288. 
Disponível em: 
<http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/holos/issue/view/818> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
BERENHAUSER, Ana Helena T. Fabricação de Cervejas e Refrigerantes e Tratamento de 
Despejos Industriais. Abril de 1999. Mestrado No. 2554113. 
Disponível em: 
<https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&ved
=0CDkQFjAB&url=http%3A%2F%2F200.144.189.97%2Fphd%2FLeArq.aspx%3Fid_arq%3
D1794&ei=WcCCUcS_EpO29gSL4IGIDg&usg=AFQjCNFcGBzH509Ng8bfOin7HHo62s2e
jQ&sig2=-M2q5Jp28gbArRNUkDqKEg> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
BRASIL – Portal Brasil Saúde. Cuidados com a saúde. 
Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/cuidados-e-prevencao> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
BRASIL – Ministério da Agricultura. Modulo da Legislação Agropecuária. 
Disponível em: 
<http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=consultarLegisl
acaoFederal> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
63 
 
 
BRASIL - PNAN (Politica Nacional de Alimentação e Nutrição): Guia Alimentar para a 
População Brasileira Promovendo a Alimentação Saudável, Brasília, DF, 2006. 
Disponível em: <http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/guia_alimentar_conteudo.pdf> 
Acessado em: 07 de Maio de 2013. 
 
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Legislação Específica de Aditivos 
Alimentares. 
Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/alimentos/legis/especifica/aditivos.htm> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Industrial Mensal Produção 
Física: Brasil. 
Disponível em: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
ABIR - Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas. 
Bebidas não alcoólicas Brasil Relatório 2011: consumo de todas as bebidas comerciais 2005-
2010, 2011. 54p. 
Disponível em: <http://abir.org.br/2011/10/24/dados-de-mercado-2011/> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
ABIPET – Associação Brasileira da Indústria do PET. 8º Censo de Reciclagem de PET no 
Brasil 2011, junho 2012. 31p. 
Disponível em: <http://www.abipet.org.br/indexAjax.html?method=baixarArquivo&id=377> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
ABRALATAS – Associação Brasileira de Latas de Alta Reciclabilidade. Revista da Lata: 
Relatório Anual, edição 2012. 56p. 
Disponível em: <http://www.abralatas.com.br/downloads/revista_da_lata_ed_2012.pdf> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
ABIVIDRO – Associação Técnica Brasileira das industrias Automáticas de Vidro. 
Infográfico: Reciclagem no Brasil 
Disponível em: <http://www.abividro.org.br/reciclagem-abividro/reciclagem-no-brasil> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
AFEBRAS – Associação dos Fabricantes de Refrigerante do Brasil. História de Setor. 
Composição do Setor. Produção. Composição do Mercado. 
Disponível em: <http://www.afrebras.org.br/bebidas/refrigerante> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
CRQ IV – Conselho Regional de Química da Quarta Região. Refrigerantes. 
Disponível em: <http://crq4.org.br/default.php?p=texto.php&c=refrigerantes> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
SETOR 1 – Pagina de Conteúdo de Informação Sobre o Ramo Alimentício. Refrigerantes. 
Disponível em: <http://www.setor1.com.br/bebidas/refrigerantes/re_frigerantes.htm> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
64 
 
 
AMBEV – Companhia de Bebidas das Américas. Marcas, Refrigerantes. 
Disponível em: <http://www.ambev.com.br/pt-br/nossas-marcas/refrigerantes> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
COCA-COLA COMPANY – Companhia Mundial de Refrigerante. Marcas, refrigerantes. 
Disponível em: <http://www.cocacolabrasil.com.br/nossas-marcas/refrigerantes/> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
BRASAL REFRIGERANTES - Representa a Coca-Cola no Distrito Federal. 
Responsabilidade Socioambiental. 
Disponível em: 
<http://www.brasal.com.br/responsabilidade-socio-ambiental/responsabilidade-socio-
ambiental> 
Acessado em: 07 de Maio de 2013. 
 
REFRIGERANTES PIRACAIA – Empresa Produtora de Refrigerante. Estrutura. 
Disponível em: <http://www.piracaiabebidas.com.br/piracaia/ler_paginas.php?id=11> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
CONVENÇÃO REFRIGERANTES – Empresa Produtora de Refrigerante. Produção de 
Refrigerante. 
Disponível em: <https://www.facebook.com/RefrigerantesConvencao> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
BEVERANGE DIGEST - Notícias e dados sobre a indústria global de bebidas não 
alcoólicas. 
Disponível em: <http://www.beverage-digest.com/> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
SCIELO – Scientific Electronic Library Online. Revista Produção: v. 18, n. 1, p. 076-088, 
Jan./Abr. 2008 
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/prod/v18n1/a06v18n1.pdf> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION - Sociedade Americana de 
Nutrição. Consumo diário de bebidas a base de cola correm o risco de sofrer osteoporose. 
Disponível em: <http://ajcn.nutrition.org/site/misc/terms.xhtml> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
OPINIÃO & NOTICIA – Jornalismo de Economia. Mapa do consumo de refrigerante em 80 
Países. 
Disponível em: <http://opiniaoenoticia.com.br/vida/saude/eua-sao-o-maior-consumidor-
mundial-de-refrigerantes/> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
QUIPIBID – Blog de Química do Projeto Institucional de Bolças de Iniciação a Docência. 
Para nós vestimos precisamos da química, mar./2012. 
Disponível em: 
<http://quipibid.blogspot.com.br/2012/03/para-nos-vestirmos-precisamos-da.html> 
Acessado em 07de Maio de 2013. 
65 
 
 
INSTITUTO OBSERVATÒRIO SOCIAL – Centro de pesquisas de referência nacional e 
internacional nos temas sócios laborais. Mapa de Empresa: AMBEV, nov./2002. 
Disponível em: 
<http://www.observatoriosocial.org.br/portal/sites/default/files/biblioteca/rel_mapa_ambev__
nov2002.pdf> 
Acessado em 02 de Maio de 2013. 
 
LIVRE SABER – Repositório Digital de Materiais Didáticos. Estrutura molecular da frutose, 
glicose e sacarose. 
Disponível em: <http://livresaber.sead.ufscar.br:8080/jspui/handle/123456789/535> 
Acessado em 07 de Maio de 2013. 
 
BRASIL ESCOLA – Pagina de Educação na Internet. Curiosidades, História do 
Refrigerante. 
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/curiosidades/historia-do-refrigerante.htm> 
Acessado em: 07 de Maio de 2013. 
 
SLATE – Revista Diária da internet. Americanos bebem refrigerante mais do que ninguém. 
Disponível em: 
<http://www.slate.com/articles/health_and_science/map_of_the_week/2012/07/map_of_soda_consum
ption_americans_drink_more_than_anyone_else_.html> 
Acessado em: 07 de Maio de 2013. 
 
REVISTA CRESCER – Revista Digital. O risco do excesso do consumo de refrigerantes à 
base de cola. 
Disponível em: 
<http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI73889-15149,00.html#> 
Acessado em: 07 de Maio de 2013. 
 
WIKIPEDIA – Enciclopédia Livre. Refrigerante. 
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Refrigerante> 
Acessado em 07 de Maio de 2013.

Mais conteúdos dessa disciplina