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N esse tratado que todo aluno do CRMedway recebe, fizemos 
um compilado de vários checklists para que você consiga saber 
exatamente o que revisar perto de suas provas e o provável 
modo como os temas serão cobrados. Nesta coleção, teremos adaptações 
de checklists que já caíram em outros anos e alguns checklists “extras” 
exclusivos para os nossos alunos. Alguns temas aparecem mais de uma vez, 
para que você tenha mais clareza sobre possíveis caminhos que uma estação 
de prova prática pode tomar. Resumindo, esse material está absolutamente 
completo com tudo que você precisa saber para estar preparado para as 
provas práticas - e por isso mesmo o batizamos de Bíblia! 
Quanto aos alunos do CRMedway Presencial, pode gerar aquela dúvida: 
os checklists do presencial já estão aqui? Vou saber o que vai cair antes de 
chegar no curso? De modo algum! Lá você terá mais de 30 checklists novos, 
mas claro… somente após passar pelo curso! Se tiver qualquer dúvida em 
qualquer momento, fique à vontade para nos contactar via plataforma do 
CRMedway que estaremos ágeis para te responder.
Introdução
Aproveite!
A tão esperada Bíblia de Checklists!
... tenho que te informar uma coisa. Ele faz parte de um curso todo estruturado 
para ensinar nossos alunos a pensar como a banca e entender a fundo os 
checklists, além de uma preparação completa para a prova multimídia: o 
CRMedway. A preparação para a prova prática vai além da Bíblia!
Por isso, te convido a participar de um minicurso gratuito que nós da 
Medway fizemos, voltado para essa etapa do seu processo seletivo. São 3 
aulas, 100% online e gratuitas, que vão te mostrar a prova prática como ela 
realmente é!
E se Você Caiu Nesse 
Material por Acaso...
Acessar Minicurso
H oje, a Medway é um time formado por médicos recém-egressos 
ou ain da Residentes nas principais ins tituições do Brasil! USP, 
UNIFESP, UNICAMP e em todos os lugares que você sonha fazer 
a sua residência médica! Mas chegar até aqui não foi nada fácil.
Durante nossa preparação, fomos obrigados a desembolsar um altíssimo 
valor para a realização de um curso prático presencial (atualmente em torno 
de R$ 8.000,00 para quem é aluno já matriculado no cursinho) e, mesmo 
assim, quando nos deparamos com a prova prática, vimos um cenário 
diferente do que havíamos treinado.
Inconformados com tal situação, nós decidimos estruturar um curso prático 
que entregasse o REAL valor por trás da prova prática: o CRMedway.
Através de simulações de estações exatamente da forma como elas são cobradas 
nos concursos, conseguimos transmitir a essência da segunda fase e o resultado 
final foi de mais de 500 alunos inscritos e incontáveis aprovações nos principais 
processos seletivos do país.
Tudo isso a um preço justo, acessível, de forma 100% online e que permitiu 
com que todos os nossos alunos brigassem de “igual pra igual” com quem 
fez um curso prático presencial.
Você pode conferir o que falaram do CRMedway 2020 na próxima página:
Quem Somos
O que Nossos Alunos 
Estão Falando!
Conteúdos
Em vez de simplesmente ler essa Bíblia, faça como o João 
recomenda na nossa aula do curso do módulo zero, sobre como 
e quando estudar:
• Junte um grupo de amigos
• Divida os checklists igualmente entre vocês (de preferência os que 
não estavam no curso)
• Quem for o dono do checklist vai aplicar a estação com examinador 
nos outros alunos e dar a orientação ao ator da estação (se houver)
• E como falamos… após ter treinado com checklists e estações existentes, 
vá para o que mais importa e onde você mais vai aprender: crie suas 
próprias estações e checklists!
RECOMENDAÇÃO NÍVEL DE EVIDÊNCIA IA
Sumário
Cefaleia....................................................................13
PBE..........................................................................18
PTI..........................................................................23
Hipercalemia............................................................28
Meningite Bacteriana.................................................31
ITU..........................................................................36
Síndrome de Lise Tumoral.........................................40
Hipoglicemia............................................................43
Artrite Séptica..........................................................46
Insuficiência Cardíaca Descompensada.......................51
Ventilação Mecânica..................................................56
Taquiarritmia Instável...............................................59
Hipertensão Arterial.................................................63
Erisipela...................................................................68
Síndrome de Realimentação......................................73
Semiologia do Aparelho Respiratório........................76
Anemia Falciforme...................................................79
BLS..........................................................................83
Highlight
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Síndrome de Guillain-Barré......................................86
Intoxicação Cumarínica............................................89
Diabetes Mellitus......................................................93
Mieloma Múltiplo.....................................................97
Edema Agudo de Pulmão.........................................101
Dermatomiosite......................................................104
Hipertireoidismo (Tireoidite)..................................108
Complicações com uso de Insulina............................113
Asma......................................................................116
Doença de Wilson....................................................121
Sarcoidose...............................................................125
Câncer de Pulmão....................................................128
Hipertensão Secundária 
Hiperaldosteronismo Primário.................................132
SCA + Edema Agudo de Pulmão..............................142
DPOC Exacerbado.................................................. 152
Esplenomegalia - Leishmaniose..................................157
Intoxicação por Opióide..........................................163
Leptospirose...........................................................167
Bradiarritmia..........................................................174
Highlight
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Highlight
Highlight
Intoxicação por Etilenoglicol....................................178
Hiperparatireoidismo Primário................................182
Doença de Berger.....................................................187
Abscesso Pulmonar..................................................192
Doença de Chagas....................................................196
Artrite Reumatóide.................................................200
Pericardite Aguda com Tamponamento...................204
Síndrome de Wolff-Parkinson-White.......................208
Osteomielite...........................................................212
Colite Pseudomembranosa.......................................216
Pancreatite Crônica.................................................221
Highlight
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Highlight
12
Clínica Médica
Capítulo 4
Os checklists abaixo não são oficiais e representam 
uma forma didática de orientar o aluno, elaborada 
pela Medway com base nos relatos dos candidatos.
13
Início da Estação
Caso clínico: 
Na UBS em que você trabalha chega para ser atendida por demanda 
espontânea a paciente Rafaela, 25 anos, devido um quadro de cefaléia 
e vômitos.
Tarefa 01: 
Realize o atendimentoa prega subcutânea 
e introduzir a agulha em movimento firme, rápido e leve?
Orientou que após a injeção da insulina é necessário retirar 
a agulha com movimento único não devendo massagear o 
local e nem colocar bolsa de água quente?
Orientou descartar a seringa em recipiente adequado?
Orientou o paciente sobre sintomas de hipoglicemia, 
como prevenir e como agir caso apresente este quadro?
96
Debriefing
Diabetes mellitus é tema com presença garantida em provas de residência 
médica! Entretanto, devemos nos atentar pois alguns detalhes podem não 
estar bem sedimentados na nossa cabeça e podem custar pontos valiosos 
na sua prova. Além de saber indicar insulinoterapia, como foi cobrado 
nesta estação, devemos também saber orientar adequadamente 
os pacientes, sendo este um fator crucial para sucesso na terapia. 
Aproveitem esse checklist e treinem exaustivamente!!
97
Mieloma Múltiplo
Tema: Mieloma Múltiplo
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
João Francisco, 76 anos, aposentado, trabalhou a maior parte da sua vida 
como auxiliar de escritório, vem à consulta no ambulatório de clínica 
médica do Hospital Universitário da sua faculdade devido ter percebido 
estar mais cansado do que o habitual e com fadiga há cerca de um ano 
e há 3 meses vem apresentando uma dor lombar de intensidade moderada 
sem fatores de piora e que melhora parcialmente com analgésicos 
simples. O paciente trouxe ainda alguns exames laboratoriais (vide 
abaixo) solicitados pelo médico na UBS mas não chegou a mostrar para o 
mesmo os resultados devido seu retorno ser somente daqui há 2 semanas. 
Possui como antecedentes prévios hipertensão arterial sistêmica em uso 
de anlodipino e dislipidemia em uso de atorvastatina.
Ao exame físico:
• Paciente em regular estado geral, consciente e orientado em tempo 
e espaço, hipocorado (2+/4), hidratado, afebril ao toque.
• Exames do aparelho cardiovascular e pulmonar sem alterações relevantes. 
FC: 105 BPM, PA 125x78 mmHg, Sao2 98%, FR 19 IRPM.
98
• Abdome plano, RHA +, indolor a palpação profunda e superficial, 
sem visceromegalias e tumorações palpáveis.
• Extremidades com enchimento capilar adequado, sem edemas 
e sem empastamento de panturrilhas.
Exames laboratoriais:
• Hb 8,5 Ht 32,2 % VCM 85 CHCM 28 Leucócitos 5600 Plaquetas 165000
• Creatinina 2,2 Ureia 85 
Tarefa 01: 
Cite um distúrbio eletrolítico que pode ser encontrado no caso em questão 
e que pode auxiliar como critério diagnóstico.
Tarefa 02: 
Cite o achado encontrado no exame mostrado na foto.
Tarefa 03: 
Cite 2 exames laboratoriais que podem ser solicitados para o paciente para 
auxiliar na determinação do prognóstico e da sobrevida.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Serum_protein_electrophoresis_paraprotein.png
99
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia em nenhum momento na estação.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou corretamente hipercalcemia?
Tarefa 02
Citou corretamente gamopatia monoclonal 
em eletroforese de proteínas plasmáticas?
Tarefa 03
Citou adequadamente albumina?
Citou adequadamente beta2-microglobulina?
Checklist
Debriefing
Mieloma múltiplo é um tema importante dentro da hematologia 
sendo essencial ter em mente alguns conceitos sobre essa doença. 
O mieloma é caracterizado por apresentar plasmocitose medular ( maior ou 
igual a 10 % de plasmócitos em biópsia de medula óssea), lesões em orgão-alvo 
100
tais como anemia, insuficiência renal, hipercalcemia e lesões ósseas líticas 
e por fim a presença de gamopatia monoclonal que pode ser evidenciada 
tanto na eletroforese sérica de proteínas quanto na imunofixação urinária. 
O estadiamento da doença é realizado por um escore relativamente simples, 
o International Staging System (ISS), que utiliza apenas a albumina 
e a beta2-microglobulina para estadiar os pacientes e que permite ainda 
predizer a sobrevida. Aproveitem essa interessante e difícil estação para 
arrasarem na prova!
101
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão em uma UPA e é avisado pela enfermeira que está 
na triagem que acabou de chegar o paciente José Raimundo, 47 anos, que 
veio a UPA por estar apresentando há algumas horas importante “cansaço” 
que vem piorando em intensidade. É hipertenso em uso irregular 
de losartana e anlodipino. Sinais vitais obtidos na triagem: FC 105 BPM, 
PA 245x156 mmHg, Sao2 88%.
Tarefa 01 (única): 
Realize o atendimento inicial do paciente.
Após ser encaminhado para a sala de emergência e ser submetido 
a monitorização, receber oxigênio suplementar e já tendo garantido dois 
acessos venosos calibrosos do paciente, foram obtidos os seguintes dados 
da abordagem inicial do paciente grave:
• A: vias aéreas pérvias, sem sinais de obstrução;
Edema Agudo 
de Pulmão
Tema: Edema Agudo de Pulmão
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 ator
102
• B: Paciente taquipneico, FR: 25 IRPM, Sao2 87% em ar ambiente, 
Ausculta pulmonar: MV + difusamente, presença de estertores crepitantes 
até ápice em ambos hemitórax
• C: FC 108 BPM, taquicardia sinusal em monitor cardíaco, PA 247x155 
mmHg, Ausculta cardíaca: bulhas cardíacas normofonéticas, presença 
de B4, ausência de sopros audíveis.
• D: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, paciente ansioso, 
Dextro 105
• E: sudoreico, presença de cianose em extremidades
Orientações 
ao Ator: 
Ficava deitado na maca e obedecia os comandos do candidato.
Orientações 
ao Examinador: 
Não interagia na estação exceto quando entregava os comandos 
ao candidato.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
103
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Encaminhou o paciente a sala de emergência?
Solicitou a realização do MOV (monitorização, oxigênio 
e acessos periféricos)?
Mencionou a realização do ABCDE do paciente crítico?
Mencionou a necessidade de coleta de exames laboratoriais?
Realizou a hipótese de edema agudo de pulmão 
cardiogênico hipertensivo?
Mencionou a necessidade de realização de ventilação 
não-invasiva (VNI)?
Mencionou a necessidade de realização de furosemida 
EV e/ou morfina EV?
Mencionou a necessidade de utilização de nitroprussiato 
de sódio EV?
Checklist
Debriefing
Edema agudo de pulmão é uma emergência médica que deve ser 
prontamente reconhecida no contexto de atendimento em Pronto-Socorro! 
O segredo para se dar bem em estações como esta é de seguir sempre um 
“passo-a-passo”, portanto, paciente grave é igual a sala de emergência, 
MOV e avaliação inicial (ABCDE). Após esses passos, devemos direcionar 
nosso atendimento conforme a condição clínica apresentada pelo paciente. 
104
Tema: Dermatomiosite
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador:
Início da Estação
Caso clínico: 
Cátia, 56 anos, vem à consulta em UBS após notar algumas alterações 
em seu corpo e ter ficado bastante preocupada. Primeiramente notou 
há alguns meses que vem apresenta uma certa dificuldade para realizar 
algumas atividades, tais como pentear o cabelo, pois tem-se sentido muito 
fraca. Além disso, notou o surgimento de algumas lesões em seu corpo 
(ver fotos 1 e 2). Contudo, há 2 meses vem apresentando tosse seca 
e importante dispnéia aos esforços que tem aumentado em intensidade, 
estando atualmente presente aos pequenos esforços e isso o fez buscar 
ajuda na UBS.
Foto 1 
Dermatomiosite
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dermatomyositis10.jpg
105
Foto 2
Tarefa 01: 
Cite a principal hipótese diagnóstica para o caso em questão.
Tarefa 02: 
Cite o nome das lesões encontradas na figura 1 e 2, respectivamente.
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para a dispnéia da paciente.
Tarefa 04: 
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável para a dispneia 
da paciente, cite um marcador laboratorial que pode estar presente 
no contexto clínico da paciente.
Tarefa 05:
Considerando a principal hipótese diagnósticae que terapêutica adequada 
será dispensada para paciente, qual preocupação adicional devemos ter 
com a paciente Cátia?
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dermatomyositis.jpg
106
Orientações 
ao Examinador: 
Não interagia na estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou corretamente a hipótese de dermatomiosite?
Tarefa 02
Citou corretamente a presença de heliótropo na figura 1? 
Citou corretamente a presença de pápulas de Gottron 
na figura 2?
Tarefa 03
Citou doença pulmonar intersticial como a hipótese mais 
provável para a dispnéia da paciente?
Tarefa 04
Citou a presença do autoanticorpo anti-Jo-1?
Tarefa 05
Citou como preocupação adicional a presença 
de neoplasias malignas?
Checklist
107
Debriefing
Dermatomiosite é uma miopatia inflamatória que com certa frequência 
aparece em provas. É uma condição que apresenta uma diversidade 
de manifestações clínicas o que não é incomum quando estamos diante 
de uma doença reumatológica. Entretanto, dois sinais devem nos fazer 
suspeitar imediatamente desta condição: heliótropo e pápulas de Gottron. 
Além disso, uma preocupação adicional que devemos ter com esses pacientes 
é com a presença de neoplasias malignas associadas pois estima-se que 
esses pacientes apresentam frequência 2-3 vezes maior de neoplasias em 
comparação com a população geral! Portanto, não percam tempo e treinem 
bastante essa estação!
108
Tema: Hipertireoidismo (Tireoidite)
Caiu em: USP-SP 2017
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Jonas, 28 anos, vem a UBS onde você trabalha como médico generalista, 
por estar sentindo há 1 semana palpitações, tremores e também incômodo 
com o calor da sua casa que antes não o incomodava.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente. 
Orientações 
ao Ator (se presente):
Ao ser questionado, o ator respondia:
• Negava história prévia de palpitações;
• Não sabia referir se perdeu peso, mas acreditava que estava comendo 
mais que o habitual;
Hipertireoidismo 
(Tireoidite)
109
• Seu hábito intestinal estava alterando, pois estava indo mais vezes ao 
banheiro;
• Se questionado por infecções recentes, o paciente dizia que 
há 2 semanas teve um resfriado;
• Vinha também apresentando muita dor no pescoço que achava 
que era devido o resfriado que teve recentemente;
• Negava febre, negava outras queixas;
• Negava alergias a medicamentos e negava comorbidades;
Após solicitar o exame físico, o examinador entregava a seguinte 
folha ao candidato:
Exame físico: 
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientado em tempo 
e espaço, hidratado, normocorado, acianótico, anictérico.
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Sao2 98%, FR 17 IRPM, Ausculta: 
MV + difusamente, sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: FC 108 BPM, PA 145x60 mmHg, Ausculta: 
BCNF, RR 2T, SS.
• Abdome: plano, RHA + aumentados, indolor a palpação superficial e 
profunda, sem tumorações e/ou visceromegalias palpáveis;
• Neurológico: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes;
• Pele e fâneros: pele quente e úmida;
• Exame da tireóide: tireóide levemente aumentada difusamente, muito 
dolorosa a palpação, ausência de nódulos palpáveis;
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação
Tarefa 02: 
Cite 3 exames laboratoriais para o caso em questão.
110
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou se o paciente já havia apresentando episódios 
prévios de palpitação?
Questionou se o paciente havia perdido peso?
Questionou a presença de polifagia?
Questionou sobre o hábito intestinal?
Questionou história de infecções recentes?
Questionou a presença de dor cervical?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Caso o candidato solicitasse os seguintes exames, os mesmos eram entregues:
• TSH: 0,02 T4L 3,5 VHS 75
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável.
Tarefa 04: 
Dê a conduta pertinente para o caso. 
111
Questionou a presença de febre?
Questionou a presença de comorbidades prévias?
Questionou alergia a medicamentos?
Solicitou exame físico após mencionar que iria pedir 
autorização ao paciente e higienizar as mãos?
Tarefa 02
Solicitou TSH?
Solicitou T4 livre?
Solicitou VHS?
Tarefa 03
Mencionou como hipótese Tireoidite de Quervain 
ou tireoidite subaguda dolorosa ou tireoidite subaguda 
granulomatosa?
Tarefa 04
Indicou tratamento com AINES?
Agendou retorno precoce para avaliar resposta 
ao tratamento?
Perguntou se o paciente possuía dúvidas?
112
Debriefing
Tema quente em provas de residência: tireoidites! A estação acima 
cobrou uma tireoidite classicamente cobrada: Tireoidite de Quervain. 
Frequentemente os pacientes com essa condição apresentam sinais 
e sintomas de tireotoxicose mas um dado que ajuda no diagnóstico é a presença 
de infecção viral recente. O tratamento é composto basicamente por AINES 
e naqueles que não apresentam resposta pode ser iniciado corticóides, 
daí a importância de se avaliar a resposta do paciente ao tratamento. 
Aproveitem essa interessante estação pois você pode se deparar com algo 
parecido em sua prova!
113
Tema: Complicações com Uso de Insulina
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador 
Início da Estação
Caso clínico: 
Maria Joana, 49 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 há 3 anos, 
hipertensa e dislipidêmica, vem a consulta por ter notado “caroço na barriga” 
há cerca de 1 ano. Está em uso de insulina NPH 14 UI antes do almoço, 16 
UI antes do almoço e 16 UI ao deitar, além de insulina regular 6 UI antes 
do café, 4 UI antes do almoço e 4 UI antes do jantar, anlodipino 5 mg 1xd e 
losartana 50 mg 12/12h e atorvastatina 40 mg 1x a noite. Vem apresentando 
difícil controle glicêmico nos últimos meses conforme observado em 
controles de glicemia realizados pela paciente em casa. 
Ao exame físico: 
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientada em tempo e espaço, 
hidratada, normocorada, acianótica, anictérica.
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Sao2 97%, FR 16 IRPM, Ausculta: 
MV + difusamente, sem ruídos adventícios.
Complicações com 
Uso de Insulina
114
• Cardiovascular: FC 75 BPM, PA 115x81 mmHg, Ausculta: BCNF, 
RR 2T, SS.
• Abdome: globoso, presença de nodulação visível em flanco esquerdo, 
RHA + aumentados, indolor a palpação superficial e profunda, presença 
de 2 nódulos em flanco esquerdo, com cerca de 2 cm cada, consistência 
endurecida, indolores a palpação, presentes em topografia de tecido 
subcutâneo.
• Neurológico: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes;
Tarefa 01: 
Cite a hipótese mais provável para a queixa apresentada pela paciente.
Tarefa 02: 
Cite a causa mais provável para a queixa apresentada pela paciente.
Tarefa 03: 
Cite uma complicação que pode estar associada com queixa apresentada 
pela paciente. 
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
115
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou como hipótese mais provável lipodistrofia 
ou lipo-hipertrofia?
Tarefa 02
Citou como causa mais provável uso incorreto de insulina 
e/ou ausência de rodízio adequado entre os locais 
de aplicação das insulinas?
Tarefa 03
Citou como complicação absorção imprevisível 
das insulinas?
Citou como complicação possível descontrole glicêmico 
podendo ocasionar hiperglicemias e/ou hipoglicemias?
Checklist
Debriefing
A lipodistrofia é uma alteração no tecido subcutâneo, sendo suas principais 
complicações a lipoatrofia e a lipo-hipertrofia, esta última a forma mais 
comum. Na lipo-hipertrofia ocorre acúmulo de gordura nos locais em 
que mais se aplica insulina SC, formando nódulos endurecidos sob a pele. 
Uma das formas de prevenir esta complicação é orientando o paciente 
a realizar rodízio entre os locais de aplicação de insulina. 
Fique atento pois esse tema apesar de ter sido pouco cobrado em provas de 
residência pode vir a aparecer e se aparecer você ganhará pontos preciosos!
116Tema: Asma
Caiu em: UNICAMP 2020; SMCSP 2016; UNIFESP 2015
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Armando, 25 anos, vem a consulta no ambulatório de clínica médica 
por estar apresentando episódios de dispnéia associado a tosse. 
Além disso, notou que os sintomas apresentam momentos de piora 
e de melhora. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente.
Asma
Orientações 
ao Ator (se presente): 
Ao ser questionado, o ator respondia:
• Os sintomas haviam iniciados há cerca de 1 ano;
• Apresentava sintomas quase todos os dias da semana;
• Negava despertares noturnos;
117
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação;
Tarefa 02:
Solicite apenas UM exame complementar para o paciente.
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável.
• Não utilizava medicação de resgate;
• Apresentava dificuldade para ajudar o pai que é mecânico devido 
a falta de ar piorar nesses momentos;
• Negava história de alergias prévias;
• Pai teve bronquite na infância;
• Nega comorbidades e medicações de uso contínuo;
• Negava alergia a medicamentos;
Após mencionar que iria realizar o exame físico, o examinador entrega a 
seguinte folha ao candidato: 
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
hidratado, normocorado, acianótico, anictérico.
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Sao2 98%, FR 17 IRPM, Ausculta: 
MV + difusamente, sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: FC 78 BPM, PA 115x72 mmHg, Ausculta: BCNF, 
RR 2T, SS.
• Abdome: plano, RHA + aumentados, indolor a palpação superficial 
e profunda, sem tumorações e/ou visceromegalias palpáveis;
• Neurológico: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes;
118
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou quando iniciaram os sintomas?
Questionou sintomas diurnos?
Questionou despertares noturnos?
Questionou uso de medicação de resgate?
Questionou limitação das atividades diárias?
Questionou história prévia de atopias?
Questionou comorbidades?
Questionou sobre medicações de uso contínuo?
Questionou sobre alergias a medicamentos?
Questionou história familiar de asma?
Solicitou exame físico após mencionar higienização das 
mãos e pedir consentimento ao paciente?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Tarefa 04: 
Dê a conduta para o caso. 
119
Tarefa 02
Solicitou espirometria?
Tarefa 03
Realizou diagnóstico de asma parcialmente controlada?
Tarefa 04
Orientou sobre medidas de controle ambiental?
Orientou que paciente terá que utilizar corticóide 
inalatóriao em baixa dose associado com formoterol 
(esquema budesonida+formoterol) de manutenção?
Orientou que paciente terá que utilizar corticóide 
inalatório em baixa dose associado com formoterol 
(esquema budesonida+formoterol) de resgate?
Orientou o paciente a utilizar o dispositivo retirando 
a tampa?
Ensinou a agitar o dispositivo inalatório antes de utilizar?
Ensinou a expirar antes de colocar o dispositivo na boca?
Ensinou a disparar e inspirar profundamente?
Ensinou a segurar a respiração por alguns 10 segundos?
Orientou lavar a boca após uso da medicação?
Agendou retorno ambulatorial precoce para seguimento?
120
Debriefing
Um tema que você precisa dominar para sua prova de residência: ASMA!!!! 
A estação acima abordou como deve ser o atendimento de um paciente 
com asma inclusive já cobrando do candidato as atualizações mais recentes 
no tratamento da asma que é a introdução do esquema “budform” como 
terapia de resgate na asma! Além de saber das atualizações não podemos 
vacilar naquilo que é essencial: orientar adequadamente o paciente a utilizar 
dispositivo inalatório! Aproveitem e treinem exaustivamente esta estação!!
121
Tema: Doença de Wilson
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
João Fernando, 21 anos, é trazido por sua mãe para consulta no ambulatório 
de clínica médica que você atende. A mãe do paciente refere que o mesmo 
vem apresentando há cerca de 1 ano comportamento estranho, referindo 
estar sendo perseguido algumas vezes sendo que o paciente não tem motivo 
para ser perseguido. Além disso, há 5 meses notou que o filho vem fazendo 
movimentos estranhos com ambos os braços.
Ao exame físico: 
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
hidratado, normocorado, acianótico, anictérico.
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Sao2 98%, FR 17 IRPM, Ausculta: 
MV + difusamente, sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: FC 78 BPM, PA 115x72 mmHg, Ausculta: BCNF, 
RR 2T, SS.
• Abdome: plano, RHA + aumentados, indolor a palpação superficial 
e profunda, sem tumorações e/ou visceromegalias palpáveis;
Doença de Wilson
122
• Neurológico: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, presença 
de movimentos distônicos em ambos MMSS;
• No exame físico é possível ainda visualizar a ectoscopia:
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Kayser-Fleischer_ringArrow.jpg
Tarefa 01: 
Cite o nome do achado visualizado ao exame físico (seta).
Tarefa 02: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Tarefa 03: 
Cite 2 exames laboratoriais que podem ajudar no diagnóstico.
Tarefa 04: 
Cite o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
123
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou corretamente anel de Kayser-Fleischer?
Tarefa 02
Citou como hipótese Doença de Wilson?
Tarefa 03
Citou dosagem de ceruloplasmina?
Citou excreção urinária de cobre em urina de 24 horas?
Tarefa 04
Citou biópsia hepática?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação;
124
Debriefing
Estação difícil heim? Aproveitem a estação acima para revisar e/ou 
aprender um pouco mais sobre doença que vez ou outra aparece em provas. 
A Doença de Wilson é uma doença caracterizada pelo acúmulo de cobre no 
organismo o que se deposita nos tecidos. Esta doença pode-se manifestar 
mais tardiamente, em adultos jovens, e estes paciente podem apresentar 
sintomas neuropsiquiátricos (distúrbios do humor, psicose, tremores, 
distonia, espasmos etc) que quando presente SEMPRE estão acompanhados 
pelos anéis de Kayser-Fleischer. A dosagem de ceruloplasmina nesses 
pacientes pode estar caracteristicamente reduzida, mas o método 
padrão-ouro para diagnóstico é a biópsia hepática.
125
Tema: Sarcoidose
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico:
Raquel, 34 anos, vem a consulta no ambulatório de clínica médica para 
investigação diagnóstica. Há cerca de 1 ano vem apresentando nefrolitíases 
de repetição, necessitando de abordagem cirúrgica duas vezes no último 
ano. Além disso, há cerca de 3 meses também vem apresentando dispnéia 
ao subir escadas e tosse seca. Traz alguns exames já realizados pelo médico 
da UBS conforme pode ser observado abaixo:
• Hb 11,5 HT 32% VCM 85 HCM 29 Leuco 9100 Plaquetas 275000
• Sódio 142 Potássio 4,3 Cálcio total 12,5 (VR 8,5-10,2)
Sarcoidose
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hilar_Adenopathy_from_Sarcoidosis.jpg
126
Tarefa 01: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Tarefa 02: 
Explique sucintamente o motivo pelo qual a paciente pode estar 
apresentando nefrolitíases de repetição.
Tarefa 03: 
Considerando que a biópsia pode confirmar a hipótese diagnóstica do caso, 
cite o achado na biópsia que pode confirmar a hipótese mais provável.
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou como hipótese diagnóstica sarcoidose?
Checklist
127
Tarefa 02
Explicou que os granulomas não caseosos produzem 
vitamina D ativa provocando hipercalcemia que pode 
causar nefrolitíase?
Tarefa 03
Citou granuloma não caseoso?
Debriefing
A sarcoidose é uma doença inflamatória caracterizada pela formação 
de granulomas não caseosos nos diversos tecidos do corpo cuja etiologia 
é ainda desconhecida.Apesar de poder afetar diversos órgãos do corpo, 
algumas manifestações da doença são características, dentre elas 
o acometimento pulmonar caracterizado por uma pneumopatia intersticial, 
que pode gerar dispnéia e tosse no paciente, conforme encontrado 
na paciente da estação. Uma outra característica marcante da doença 
é o acometimento de linfonodos que caracteristicamente se manifesta 
como uma adenopatia hilar intratorácica bilateral e simétrica. 
Outra característica da doença é a produção de vitamina D ativa pelos 
granulomas que podem gerar hipercalemia e consequentemente nefrolitíases 
de repetição. Portanto, fiquem atentos para este quadro clínico pois 
ele pode aparecer nas provas!!!
128
Tema: Câncer de Pulmão
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
João Alfredo, 62 anos, vem em consulta de retorno na UBS para investigação 
de quadro de astenia e anorexia, além de tosse às vezes com hemoptóicos 
que se iniciaram há 5 meses. É tabagista, fuma atualmente 25 cigarros/
dia, hipertenso em uso de losartana e anlodipino, dislipidêmico em 
uso de atorvastatina e diabético em uso atual somente de metformina. 
Devido os sintomas do paciente, seu colega médico da UBS solicitou 
na última consulta uma TC de tórax para João Alfredo que trouxe 
hoje consigo para que você pudesse avaliar. Antes de avaliar a imagem 
você notou no paciente um achado que lhe chamou a atenção (foto 1). 
Após este fato, você enfim avaliou a imagem da TC do paciente (figura 2).
Câncer 
de Pulmão
129
Foto 1
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Clubbing_fingers_1.jpg
Foto 2
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Adenocarcinoma_-_CT_scan_(5499628365).jpg
Tarefa 01: 
Cite o nome da condição mais provável representado na foto 1.
Tarefa 02: 
Cite o subtipo de neoplasia mais comumente associado com o achado 
da figura 1. 
130
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou como condição mais provável osteoartropatia 
pulmonar hipertrófica?
Tarefa 02
Citou como subtipo mais provável adenocarcinoma 
pulmonar?
Tarefa 03
Citou como sítio mais comum de metástase a adrenal?
Checklist
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
Tarefa 03: 
Cite o sítio de metástase mais comum para a provável neoplasia do paciente.
131
Debriefing
A estação acima abordou um tema muito importante para as provas 
de residência médica: câncer de pulmão!!! Alguns achados no câncer 
de pulmão são clássicos de ser cobrado e você não pode vacilar em questões 
como esta. Um dos achados clássicos do câncer de pulmão é a osteoartropatia 
pulmonar hipertrófica que se manifesta clinicamente como baqueteamento 
digital e está mais frequentemente associado com o adenocarcinoma, embora 
não seja específico deste subtipo histológico. Outro dado que é necessário 
gravar são os locais mais comuns de metástases do câncer pulmonar que 
por ordem decrescente de frequência são: adrenal, fígado, osso e cérebro. 
Aproveitem a estação para revisar o tema e arrasem!
132
Início da Estação
Caso clínico: 
Você é o novo médico da UBS e chega para atendimento o paciente 
José, 35 anos, negro. Ele já acompanha na unidade há alguns anos, vindo 
frequentemente fazer o controle pressórico. Na última consulta apresentava 
queixa de tontura, fraqueza muscular e câimbras, tendo sido solicitados 
alguns exames laboratoriais, que José trouxe hoje para você continuar 
seu seguimento. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento do paciente. 
Hipertensão Secundária 
- Hiperaldosteronismo 
Primário
Tema: Hipertensão Secundária - Hiperaldosteronismo 
Primário
Caiu em: Checklist EXTRA
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator + examinador
Cenário: UBS
133
Tarefa 02: 
O paciente te entrega os exames solicitados pelo colega. 
Diante dos resultados você formula um diagnóstico sindrômico. Qual?
Tarefa 03: 
Qual exame de imagem é relevante para o diagnóstico etiológico? 
O paciente prontamente conseguiu fazer o exame e te trouxe o resultado. 
Cite sua principal hipótese.
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado, o ator respondia:
• Refere ser hipertenso há 15 anos, tendo iniciado o tratamento há 
4 anos, após episódio de AVEh, acompanhando na UBS desde então
• Faz uso correto das medicações prescritas (Carvedilol 50mg/dia, 
Anlodipino 20mg/dia, Hidralazina 200mg/dia, Captopril 150mg/dia), 
porém com difícil controle. Nega alergia medicamentosa.
• Tabagista e etilista desde os 18 anos
• História familiar de HAS precoce
• Refere procurar ocasionalmente o PS ou a UBS devido elevação 
da PA
• No momento nega cefaléia, dor torácica, dispneia, náusea, vômito. 
Mantém a fraqueza e cãibras, com alguns episódios de parestesia
134
Orientações 
ao Examinador:
1. Entregava o exame físico conforme solicitação do candidato. 
• geral - sem alterações relevantes
• Sinais vitais - PA 180x100 mmHg, FC 96 bpm, afebril, eupneico.
• (relata PA 180X100 em ambos os membros superiores se questionado).
• Cardiovascular - BRNF em 2T sem sopros, pulsos periféricos cheios, 
rítmicos e simétricos
• Neurológico: sem alterações relevantes
2. Entrega os resultados de exames laboratoriais após o término 
da tarefa 1.
• Hemograma sem alterações
• Sódio 140
• Potássio 2,2
• Ureia 55
• Creatinina 1,1
• Renina plasmática 0,6 (VR 2,8-39,9 uUI/ml)
• Aldosterona plasmática 47,8 (VR 1,0-10,5 ng/dL)
• Aldosterona urinária 11,3 em 24h (VR 2,1-18 ug/24h)
• Cortisol sérico 21,6 (VR 5,5-30 ug/dL)
3. Fornece o resultado do exame de imagem conforme a solicitação.
• TC de abdome com contraste: adrenal direita aumentada de volume 
com formação ovalada em contiguidade com sua região mais cranial, 
medindo aproximadamente 20x14x20mm. 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
135
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)
Questionou se os sintomas da última consulta persistem 
e se tinha outras queixas
Questionou sobre hábitos - tabagismo, etilismo
Questionou sobre antecedentes pessoais
Questionou sobre uso de medicações
Questionou se toma corretamente as medicações
Questionou sobre antecedentes familiares
Solicitou a realização do exame físico após orientar 
o paciente e lavar as mãos?
Solicitou PA em ambos os membros superiores?
Tarefa 02
Citou Hiperaldosteronismo primário
Tarefa 03
Solicitou TC de abdome com contraste
Checklist
136
Debriefing
Galera, o paciente apresenta um quadro de hiperaldosteronismo primário, 
que é a principal causa de hipertensão secundária. E porque pensamos 
neste diagnóstico? Por se tratar de um paciente jovem, com diagnóstico 
de Hipertensão aos 20 anos de idade, de difícil controle mesmo 
com 4 classes de medicações.
Nesse caso ocorre uma produção excessiva de aldosterona independente 
da estimulação do SRAA. A aldosterona age no túbulo contorcido distal 
e seu excesso determina hipertensão, hipocalemia e alcalose metabólica. 
Os sintomas incluem: fraqueza, cãibras, parestesia, cefaleia, palpitações. 
Diagnóstico se baseia em: 
• screening: aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina > 25-
30; níveis reduzidos de renina; níveis elevados de aldosterona plasmática
• confirmação: ausência de supressão de aldosterona após sobrecarga 
salina (aldosterona na urina de 24h após 3-5 dias de sobrecarga oral 
de sódio) 
• etiológico: TC de abdome - procura de adenoma ou hiperplasia adrenal 
bilateral (2 principais causas).
Citou Adenoma Adrenal
Marcou retorno para o paciente
Questionou sobre dúvidas
137
Dor Lombar - 
Mieloma Múltiplo
Tema: Dor Lombar - Mieloma Múltiplo
Caiu em: Checklist EXTRA
Grau de dificuldade: fácil
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator + examinador
Cenário: PS
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão em uma UPA, quando chega uma paciente 
60 anos de idade, sexo feminino, branca, natural de Jundiai, SP, 
procura o Pronto Socorro referindo que há 06 meses se iniciou com 
“canseira” e dor nas costas. Em serviçosprévios fora prescrito AINES, sendo 
posteriormente liberada para casa sem melhorados sintomas. Vem hoje 
por persistência do quadro.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial
Tarefa 02: 
Solicito exames complementares iniciais
138
Tarefa 03: 
Elabore uma hipótese diagnóstica e solicite exames para confirmá-la.
Orientações 
ao Ator:
Quando questionada a respeito da dor a atriz deverá responder CONFORME 
ESPECIFICAMENTE QUESTIONADO; 
• Localização lombar;
• Início há 06 meses, 
• Constante, contínua, progressiva, com restrição de mobilidade 
• Pior aos esforços, melhor ao repouso
• Sem irradiação
• Nega trauma ou correlação laboral
• Nega febre
• Nega uso de drogas EV
• Nega uso de corticoide sistêmico
• Nega de perda de controle de esfíncteres 
• Nega fraqueza muscular/atrofia associada
Quanto questionada a respeito de fraqueza/astenia
• relata cansaço e sono excessivo há 01 ano
• perdeu 10kg últimos 6 meses
• História de que previamente procurou serviço médico com quadro de 
FALTA DE AR aos grandes esforços e palpitações, onde foi orientada a 
respeito de anemia e transfundido sangue, não teve seguimento.
Antecedentes pessoais: nega comorbidades, nega tabagismo e etilismo, 
menopausa aos 40 anos de idade, não faz uso de medicação de uso continua.
Antecedentes familiares: Pai e mãe falecidos aos 86 e 90 anos, causa 
desconhecida, não possui irmãos, 2 filhos de 20 e 18 anos, saudáveis.
139
Orientações 
ao Examinador:
Entregar o exame físico ao ser solicitado
• EXAME FÍSICO - SERÁ FORNECIDO EM CARTÃO 
• Bom estado geral, emagrecido, descorado +++/4, hidratado, afebril, 
eupneico. 
• PA 130x80, FC 102 bpm, FR 14 iam, SatO2 96%, 
• Sem gânglios palpáveis, tireóide não palpável, sem estase jugular.
• Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente, sem ruído 
adventício, 
• Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas, em dois tempos, 
com sopro sistólico panfocal ++/4+
• Apresenta abdome com com ruídos hidroaéreos, plano, flácido, indolor, 
baço não percutível, ficado no rebordo costal direito. 
• SEM dor a palpação da musculatura paravertebral, com relevante 
dor a palpação da coluna lombar, nível l2-l3. 
• Paciente Vigil, orientada, sem déficits sensitivos ou motores, sem sinais 
meníngeos. Membros com boa perfusão periférica, pulsos simétricos, 
sem edema. 
Entregar imagem radiográfica: RAIO X DE COLUNA LOMBAR COM 
EROSÕES LÍTICAS NOS CORPOS VERTEBRAIS DE L2 E L4.
Entregar os exames laboratoriais quando solicitado:
• Hemograma: Hb 4,4 Ht 13,7% VCM 79 HCM 25,1 leuco 4030 
com diferencial normal, plaq 65 mil. OBS: hemácias em rouleaux
• Ureia 72, Creatinina 1,8, sódio 132, potássio 3,9, cálcio iônico 1,67
• Perfil de ferro: normal
• Provas de hemólise: negativas
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
140
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Lavou as mãos
Cumprimentou o paciente
Identificou paciente
Questionou a respeito da localização da dor
Questionou a respeito do início da dor
Questionou a respeito das características da dor
Questionou a respeito de fatores de melhora e piora
Questionou a respeito de trauma e atividade laboral
Questionou a respeito de perda ponderal
Questionou a respeito de febre
Questionou sobre uso de drogas, tabagismo e etilismo
Questionou sobre perda de controle de esfíncteres
Caracterizou melhor a fraqueza/astenia referida
Questionou antecedentes pessoais
Questionou antecedentes familiares
Checklist
141
Debriefing
A lombalgia é uma queixa muito frequente no pronto socorro, concordam? 
Chama a atenção no caso a presença de sinais de alarme, nos levando 
a pensar em uma etiologia maligna. Sendo assim, vale a pena a realização 
de exames complementares a fim de destacar principais diagnósticos 
diferenciais, tanto para queixa álgica como para síndrome anêmica. 
Perante as lesões líticas em raio x, disfunção renal, hipercalcemia 
e anemia, temos que pensar num quadro de mieloma múltiplo, que será 
confirmado com mielograma e o típico pico monoclonal de base estreita 
de gamaglobulina na eletroforese de proteínas. 
Solicitou exame físico
Tarefa 02
Solicitou RX de coluna lombar
Solicitou Hemograma
Solicitou função renal e eletrólitos (pontuar se solicitar 
cálcio)
Solicitou perfil de ferro
Solicitou provas de hemólise
Tarefa 03
Sugeriu hipótese de Mieloma Múltiplo
Solicitou eletroforese de proteínas sérica e Mielograma
Explicou para o paciente
Foi empático
142
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão na sala de emergência e da entrada por meios próprios, 
trazido pela filha, o seguinte paciente: Antônio, 72 anos, hipertenso, 
diabético, ex-tabagista. A filha relata que o pai estava bem ontem, até que 
hoje pela manhã evoluiu com importante falta de ar. Trouxe uma sacola 
com as medicações de uso contínuo (Enalapril, Amlodipino, Metformina, 
Salbutamol)
Tarefa 01: 
Realize o atendimento do paciente na sala de emergência.
Tarefa 02: 
Solicite exames complementares relevantes nesse momento.
SCA + Edema 
Agudo de Pulmão
Tema: SCA + Edema Agudo de Pulmão
Caiu em: Checklist EXTRA
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: paciente + familiar + examinador
Cenário: Emergência
143
Tarefa 03: 
Comente sobre o eletrocardiograma e sua hipótese diagnóstica.
Tarefa 04: 
Comente sobre as condutas necessárias.
Orientações 
ao Ator: 
Ao ser questionado, o ator respondia com dificuldade:
• A falta de ar se iniciou há cerca de 20 minutos, progressiva, 
após início de dor no peito há cerca de 40 minutos
• A dor é precordial, irradiando para o pescoço, intensidade 9/10, 
em aperto, associada também a sudorese, de início no repouso 
e sem fatores de melhora
• Vinha apresentando episódios semelhantes de dor, porém bem menos 
intensa, aos esforços moderados, com duraçãofor possível).
Tarefa 02
Solicitou ECG
Solicitou RX tórax
Tarefa 03
Identificou supra de ST em parede anterior
Citou EAP secundário à SCACSST
Tarefa 04
Citou manter cabeceira elevada
Citou VNI (CPAP)
Citou Nitroglicerina EV
Citou medidas para SCA
Citou angioplastia coronária ou trombólise
147
Tema: Cetoacidose Diabética
Caiu em: SCMSP 2019
Grau de dificuldade: moderado 
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: ator + familiar + examinador
Cenário: PS
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão no pronto socorro de sua cidade quando chega 
adolescente de 16 anos, sexo masculino, com queixa de vômitos intermitentes 
com piora há 24 horas, alem de tontura e sonolência há dois dias. 
No seu serviço há disponível aparelho de gasometria. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Quais exames complementares relevantes para o quadro?
Tarefa 03: 
Elabore sua(s) hipótese(s) diagnóstica(s) e explique para a acompanhante 
do paciente.
Cetoacidose 
Diabética
148
Tarefa 04: 
Faça a prescrição
Orientações 
ao Ator: 
Ator deverá estar sonolento, gemente, não deverá responder perguntas 
ao candidato. A mãe do paciente quando questionada, relata que 
o filho queixava-se de “dor de garganta” últimos dias. 
Quando questionado a respeito, a mãe informa cada item conforme 
respectiva pergunta
• paciente apresenta PERDA DE PESO mas não sabe quantificar
• aumento do APETITE, BEBE MUITA AGUDA e notou que 
“VAI MUITO AO BANHEIRO”. 
• desconhece história de diabetes 
Orientações 
ao Examinador: 
Quando solicitado exame físico será fornecido CARTÃO:
• Regular estado geral, sonolento, orientado, desidratado (+++/4), eupneico. 
• FC: 80 bpm; FR 12 ipm; Tax 36,5; PA 110X80 mmHg; SatO2 98% (em ar 
ambiente). 
• Olhos encovados; linfonodos palpáveis bilateralmente em cadeia 
submandibular, orofaringe hiperemiada, aumento de tonsilas palatinas 
com presença de exsudato purulento.
• Sonolento e orientado.
• Tórax sem alterações a inspeção. Murmúrio vesicular presente 
sem ruídos adventícios, ritmo de kussmaul 
149
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Se apresentou ao paciente e ao acompanhante
Lavou as mãos
Identificou gravidade do quadro e levou paciente 
para sala de emergência
Solicitou monitorização
Solicitou acessos venosos calibrosos
Checklist
• Ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas normofonéticas, 
sem sopros, cliques ou estalidos.
• Abdome plano, RHA +, flácido e indolor, sem VMG palpáveis. 
• Extremidades aquecidas, persuadidas, sem edemas.
Quando solicitado exames laboratoriais (entregar resultados conforme 
solicitado pelo candidato):
• HEMOGRAMA: Hb 13,5; Ht 42%; Leuco 11.300; Neutrofilos 78%; Bastao 
0%; Linfocitos 18,8%; Eosin 1,2%; Plaquetas 166.000
• K 3,0; Na 154; Cl 122; 
• Ureia 51; Creat 0,9. 
• Glicemia capilar HI
• URINA teste de fita reagente CETONURIA 3+
• Gasometria arterial pH 7,20; Bic 13,5; pCO2 22; pO2 107. 
150
Conversou com a acompanhante para complementar 
informações
Questionou sobre poliúria
Questionou sobre polifagia
Questionou sobre polidipsia
Questionou sobre perda ponderal
Solicitou exame físico
Tarefa 02
Solicitou glicemia capilar
Solicitou gasometria arterial
Solicitou urina I com cetonúria
Solicitou eletrólitos
Solicitou hemograma
Tarefa 03
Deu o diagnóstico de cetoacidose diabética
Deu diagnóstico de faringoamigdalite (fator desencadeante)
Foi empático com o paciente e acompanhante
Explicou correlação entre fator desencadeante de CAD 
e quadro infeccioso
Tarefa 04
Deixou o paciente em jejum
Iniciou expansão volêmica
151
Debriefing
Vamos lá, paciente jovem com sonolência, queixas gastrointestinais 
e ritmo respiratório de kussmaul, a hipótese de cetoacidose diabética 
(CAD) deve vir a mente, e um caso grave, certo? Sendo assim, devemos 
conduzir paciente para sala de emergência onde estará monitorizado 
e já com acesso venoso periférico. 
A partir daí, solicitar exames que confirmem a hipótese de CAD, lembrando 
os critérios diagnósticos (cetonúria ou cetonemia + ph 250). Tão importante quanto confirmar a hipótese, é identificar o fator 
desencadeante, bem como complicações. 
Os pilares terapêuticos da cetoacidose consistem em expansão volêmica 
e insulinoterapia, MAS ATENÇÃO, a insulinoterapia será pautada 
conforme nível sérico potássio, sendo que um Kpara falarmos em DPOC exacerbado, 
certo? Isso pode ocorrer por exemplo por não adesão ao tratamento, 
tratamento incorreto e processos infecciosos (bacterianos ou não). 
Na condução, devemos lembrar do ABCD - Antibiótico; Broncodilatador; 
Corticóide; Dar oxigênio (lembrando que a SatO2 alvo nestes doentes 
é de 88-92%). O nosso paciente referia calafrios, escarro amarelo esverdeado, 
podendo se tratar por exemplo de uma traqueobronquite. 
Tarefa 03
Citou Acidose respiratória
Tarefa 04
Citou DPOC exacerbado
Foi empático com o paciente
Questionou sobre dúvidas
Tarefa 05
Citou fornecimento de O2 - SatO2 alvo 88-92%
Prescreveu broncodilatador inalatório
Prescreveu corticoterapia sistêmica
Prescreveu antibioticoterapia - Quinolona respiratória. 
Desconsiderar
Citou VNI (BiPAP)
157
Tema: Esplenomegalia - Leishmaniose
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: difícil
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator + examinador
Cenário: UER
Início da Estação
Caso clínico: 
Paciente do sexo masculino, 24 anos, pardo, solteiro, natural de Bauru, 
procedente de São Paulo (na cidade há 3 anos), vem a UER encaminhado 
de consulta ambulatorial após exame médico de rotina, para avaliação 
de esplenomegalia ao exame físico. Trouxe alguns exames já realizados 
em consulta anterior.
Exames laboratoriais:
• Hemograma: Hb 7,4; Ht 22; Leuco 2500 (16% bastões, 66% segmentados, 
18% linfócitos), plaquetas 70mil
• Cr 1,4; Ur 50
• AST 58; ALT 63; FA 140; GGT 150
• Bilirrubina total 0,8; direta 0,3
• albumina 3
• INR 1,1
Esplenomegalia - 
Leishmaniose
158
Exames de imagem:
• RX tórax: normal
• USG abdome: esplenomegalia, fígado pouco aumentado, textura normal, 
sem sinais de hipertensão porta. 
Tarefa 01: 
Prossiga o atendimento.
Tarefa 02: 
Como você prossegue a investigação?
Tarefa 03: 
Qual o diagnóstico?
Tarefa 04: 
Qual a conduta?
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado, respondia:
• Refere que há cerca de 2 meses notou aumento do volume abdominal
• Associado a febre quase diária não aferida
• Refere adinamia
• Nega sudorese noturna, tosse
• Nega ter notado linfonodomegalias
• Refere emagrecimento de 10kg nos últimos 8 meses
• Nega alterações do hábito intestinal ou urinário
• Nega sangramentos
159
• Relata ter tido dois episódios de pneumonia nos últimos 6 meses. Nega 
comorbidades ou uso de medicações
• Etilista social, nega tabagismo
• Em Bauru, onde morou, não havia estrutura sanitária adequada, 
com córrego nas proximidades e animais domésticos
• Antecedentes familiares: avô paterno e avó materna faleceram 
em decorrência de Leucemia 
Orientações 
ao Examinador:
Entrega cartão com o exame físico ao ser solicitado:
• Geral: descorado 2+/4, anictérico, acianótico, T 37,8ºC, emagrecido
• Ausência de linfonodos palpáveis
• PA 120X80, FC 80bpm, FR 16irpm
• ACV e AP sem alterações
• Abdome: globoso, RHA +, flácido, baço palpável próximo a cicatriz 
umbilical, de consistência firme, pouco doloroso a palpação. 
Fígado a 3 cm do rebordo costal direito
• Neurológico sem alterações
Entrega cartão com os exames complementares (conforme são solicitados 
pelo candidato):
• C3 e C4 normais, FR negativo
• Culturas em andamento
• Sorologias para HIV, sífilis, CMV, EBV, toxoplasmose NEGATIVAS
• Sorologia para leishmaniose POSITIVA
• Mielograma: presença de macrófagos infectados por amastigotas
160
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Se apresentou adequadamente
Cumprimentou o paciente
Questionou sobre início de sintomas
Questionou sobre febre
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
161
Questionou sobre perda ponderal
Questionou sobre adinamia
Questionou sobre sudorese noturna
Questionou sobre sangramentos
Questionou sobre linfonodomegalias
Questionou sobre antecedentes pessoais
Questionou sobre etilismo e tabagismo
Questionou sobre antecedentes familiares
Questionou sobre epidemiologia
Solicitou o exame físico
Lavou as mãos
Tarefa 02
Solicitou sorologias (considerar se solicitar Leishmaniose 
e pelo menos 3 - HIV, EBV, CMV, toxoplasmose)
Solicitou culturas
Solicitou complementos e Fator reumatóide
Solicitou Mielograma
162
Debriefing
Certo, estamos diante de um paciente jovem, com esplenomegalia, 
febre e pancitopenia. Isso deve nos remeter principalmente a um 
quadro infeccioso (ex: esquistossomose, malária, HIV, endocardite, 
tuberculose miliar), neoplásico (ex: leucemias e linfomas) ou inflamatória 
(ex: LES). A epidemiologia é importante nessa diferenciação. 
Nosso paciente é proveniente do interior do estado de SP, de região endêmica 
para Leishmaniose. Num caso de pancitopenia, precisamos avaliar melhor 
a medula óssea, e através do Mielograma podemos diferenciar por exemplo 
uma infiltração neoplásica e identificar a presença de parasitas, como no 
nosso paciente. Vale comentar que a sorologia positiva para Leishmaniose 
não fecha o diagnóstico, pois não há negativação após a cura, impedindo 
detecção de recidivas ou reinfecções e indivíduos saudáveis podem 
ser positivos em decorrência de infecções assintomáticas curadas. 
Tarefa 03
Citou Leishmaniose visceral / Calazar
Tarefa 04
Citou Antimonial pentavalente (Glucantime) / 
Anfotericina B
Notificou o caso
163
Tema: Intoxicação por Opióide
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: manequim + examinador
Cenário: enfermaria
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão em uma Santa Casa, responsável por evoluir 
os pacientes internados na Enfermaria. São 8h da manhã, você estava 
se preparando para começar a examinar os pacientes, quando a enfermagem 
te chama: “Doutor(a), o paciente Carlos do 455 não responde”. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento. 
Tarefa 02: 
Qual foi a causa do quadro apresentado?
Tarefa 03: 
Qual a conduta medicamentosa?
Intoxicação 
por Opióide
164
Orientações 
ao Examinador:
Candidato se aproxima do manequim e checa responsividade -> 
não responde
Candidato manifesta necessidade de checar pulso central e respiração por 
10 segundos -> não respira, pulso carotídeo PRESENTE
Fornece um dispositivo Bolsa-válvula-máscara quando solicitado 
(com oferta de O2 se solicitado)
Candidato fazendo técnica corretamente -> paciente não recobre 
consciência ou respiração espontânea, mantém pulso
Se candidato solicitar material para intubação orotraqueal -> referir 
que equipe está organizando, que laringoscópio estava sem pilha e foram 
buscar na farmácia central.
Examinador cita que passaram-se 5 minutos e a enfermeira encontrou 
a prescrição do paciente:
• Carlos José, 77 anos, DRC
• 1-Dieta VO
• 2-Dipirona 1g EV de 6/6h
• 3-Ondansetrona 4mg EV de 8/8h se náusea
• 4-Morfina 10mg/ml (1ml) + SF 9ml - aplicar 4ml EV se dor intensa e 
refratária -> realizado as 23h, 24h, 01h, 2h30, 03h, 05h, 5h30 e 6h. 
• 5-Sinais vitais 6/6h
Refere que após ter sido feita da medicação (Naloxone), o paciente 
apresentou retorno da respiração espontânea.
165
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Diante da situação pediu ajuda e solicitou o carrinho 
de parada
Se dirigiu ao manequim e checou responsividade
Checou pulso carotídeo e respiração por até 10seg
Identificou tratar-se de uma Parada Respiratória
Posiciona o paciente corretamente - hiperextensão 
da cabeça e eleva o mento
Solicita dispositivo de bolsa-válvula-máscara com oferta 
de O2
Posiciona corretamente o dispositivo bolsa-válvula-
máscara
Ventila corretamente - cita 1 ventilação a cada 6 segundos 
ou 10 por mintuto
Checa pulso a cada 2 minutos
Tarefa 02
Indica tratar-se de uma intoxicação por opióide
Tarefa 03
Prescreve Naloxone
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
166
Debriefing
Caso mais direto e de situação de emergência. O importante, além 
de fornecer oxigênio e garantir a via aérea era entender o porquê 
da parada respiratória desse paciente, e a prescrição nos deu uma 
informação importante: o paciente recebeu doses repetidas de Morfina. 
Além disso apresenta doença renal crônica, fazendo com que elimine 
a medicação de formamais lenta. Dessa forma, devemos pensar 
em uma intoxicação por opióide, levando à depressão respiratória. 
Nesse caso existe um antídoto, que é o Naloxone. 
167
Tema: Leptospirose
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: difícil
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator + examinador
Cenário: enfermaria
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está no Hospital Universitário de sua cidade, junto dos alunos 
do sexto ano da faculdade de medicina local, revisando o caso clínico 
do paciente, João, de 44 anos que está internado na enfermaria e sem hipótese 
diagnóstica. No prontuário está descrito apenas Sd. Febril A/E, você tem 
acesso ao exame físico ADMISSIONAL e os exames complementares 
já solicitados. 
Exame físico:
• Regular estado geral, lúcido, orientado, taquipneico, desidratado 2+/4, 
ictérico 3+/4. 
• FC: 129 bpm, FR 29 irpm, PA: 80x50 mmHg; SatO2: 94%; Tax 37,8 C. 
• Sem linfonodomegalias palpáveis, sem turgência jugular.
• GSC 15, Pupilas isofotorreagentes, sem déficits focais, Kerning 
e Brudzinski negativos. *esclera com icterícia rabínica. 
• Murmúrio vesicular presente bilateralmente, reptos em base. 
Leptospirose
168
• Bulhas cardíacas rítmicas, normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. 
• Abdome plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes, timpânicos, 
fígado palpável a aproximadamente 8 cm do rebordo costal em lima 
hemiclavicular direita, indolor, espaço de traube livre.
• Extremidades: Ausência de edema. Dores localizadas em panturrilhas 
com piora à palpação bilateralmente. Sem sinais de flogose articular.
 
Exames Laboratoriais:
• Hemograma: Hb 10,4; Ht 31,3%; Leucocitos 9.900 mm; Neutrófilos 90%; 
Linfocitos 3,5%; Plaquetas 38.000/mm
• Ureia 114; Creatinina 3,92
• Na 140; K 3,0
• CPK 16.625 ui/l
• Bilirrubina direta (BD): 10 mg/dL; bilirrubina indireta (BI): 13,4 mg/dL
• TGO: 1251 ui/l; TGP: 202 ui/l
• TP 15,6s ( 12,5-15,5s); TTPA 30,6s 
• PaO2/fio2 170
 
Radiografia de tórax: Opacidades heterogêneas extensas, bilaterais, difusas, 
algumas coalescentes com formação nodular. 
Fonte: https://app.figure1.com/browse?image=5c50aa2b51863b1000b1c433&q=radiografia%20de%20t%C3%B3rax
169
No serviço de emergência foi introduzida penicilina cristalina EV, 
hidratação vigorosa EV, iniciada droga vasoativa, suporte nutricional, 
controle glicêmico, analgesia e antitérmico, oxigenoterapia, acesso central, 
sonda vesical de demora.
 
Tarefa 01: 
Realize a anamnese do paciente para melhor compreensão do caso.
Tarefa 02: 
Após avaliação completa, elabore sua hipótese diagnóstica
Tarefa 03: 
Explique para os alunos e para o paciente a respeito da Hipótese, agente 
etiológico e fatores de risco
Tarefa 04:
Você deseja manter o paciente em leito de enfermaria aos seus cuidados 
ou deseja solicitar transferência para UTI? Justifique
Tarefa 05: 
Responda as dúvidas dos alunos (serão entregues após a conclusão 
das demais tarefas).
Orientações 
ao Ator:
• Representará um homem, 44 anos, gari, natural e procedente de cidade 
de cidade de São Paulo
• Conta febre e mialgia há 6 dias, com piora dos sintomas e do estado 
geral nas últimas 24 horas. 
170
• Febre de inicio súbito e irregular
• A mialgia era localizada em panturrilhas bilateralmente com piora 
a palpação, sem edemas. 
• Nos últimos dias, apresentou queda do estado geral, anorexia, diminuição 
da ingestão de líquidos com redução do débito urinário, além de episódios 
de tosse com rajas de sangue.
• Quando questionado a respeito de local de moradia informa que 
sua residência fica próxima a esgotos e a céu aberto e que há muitos 
ratos em volta do seu domicílio. Não notou vizinhos ou familiares com 
queixas semelhantes. 
• Previamente era saudável e negava queixas do aparelho respiratório, 
gastrointestinal, urinário e neurológico, além disso, não fazia uso prévio 
de medicações ou de drogas ilícitas.
• Não possui demais comorbidades, nega tabagismo e etilismo, nega 
cirurgias prévias, nega uso de drogas, nega alergias.
• Não possui antecedentes familiares dignos de nota, ambos os pais vivos 
e sem comorbidades.
Orientações 
ao Examinador:
Entrega as dúvidas dos alunos quando o candidato chega na Tarefa 05:
• Insuficiência renal geralmente não faz hipercalcemia? 
Por que o paciente possui hipocalemia?
• Quais condições cursam com IRA hipocalêmica? 
• Precisa notificar?
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
171
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Se identificou
Lavou as mãos
Cumprimentou o paciente
Identificou paciente e idade
Identificou ocupação laboral
Identificou local de moradia
Identificou queixa principal e duração
Identificou características da mialgia - em panturrilha
Identificou redução do débito urinário
Identificou tosse e hemoptise
Questionou antecedentes pessoais
Questionou antecedentes familiares
Tarefa 02
Síndrome de Weil / Leptospirose (forma grave)
Checklist
172
Tarefa 03
Explicou a hipótese para o paciente
Foi empático
Citou Leptospira interrogans como agente etiológico
Explicou contato com urina de roedores (casa ou trabalho) 
como fator de risco
Tarefa 04
Solicitou transferência para UTI
Justificou citando gravidade - uso de DVA, possível 
evolução para VM e diálise
Tarefa 05
Confirmou que IRA geralmente faz hipercalemia
Correlecionou IRA com hipocalemia com Leptospirose
Explicou tropismo da Leptospira interrogans pelas células 
do túbulo proximal (onde ocorre reabsorção de K)
Citou IRA por aminoglicosídeo ou anfotericina como 
outra causa de IRA com hipocalemia
Confirmou necessidade de Notificação compulsória
173
Debriefing
Um caso incomum cuja manifestação inicial com febre e mialgia poderia 
aventar diversas hipóteses, no entanto, as condições de moradia do 
paciente (contato com ratos), características da icterícia, elevação de CPK, 
e IRA com hipocalemia levam a um alto grau de suspeição de leptospirose. 
Um dado importante no raciocínio diagnóstico é reconhecer que poucas 
condições clínicas febris se caracterizam por mialgia pronunciada 
em panturrilhas. A presença deste sintoma fortalece a hipótese 
diagnóstica mas sua ausência não afasta. É de suma importância neste 
caso o encaminhamento para unidade de terapia intensiva, suporte 
e antibioticoterapia; visto evolução provável para demanda de VMI 
e terapia dialítica. Concordam?
174
Tema: Bradiarritmia
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: fácil
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: manequim + examinador
Cenário: Emergência
Início da Estação
Caso clínico:
Você está de plantão na emergência e chega trazido pelo SAMU, o paciente 
Fernando, 75 anos, com relato de síncope em casa, há cerca de 30 minutos. 
Quando o resgate chegou, paciente já havia recobrado a consciência, negando 
episódios anteriores semelhantes. É hipertenso, diabético, tabagista, etilista. 
Há cerca de 4 anos sofreu um infarto agudo do miocárdio, tendo feito 
angioplastia. Fez uso de Losartana, Carvedilol, Espironolactona, Digoxina 
e Furosemida. 
Tarefa 01: 
Prossiga o atendimento do paciente. 
Tarefa 02: 
Você olha o monitor cardíaco e identifica o seguinte traçado.
 Qual o diagnóstico?
Bradiarritmia
175
Tarefa 03: 
Qual(is) a(s) possível(is) causas que levaram o paciente a ter essa alteração?
Tarefa 04: 
Qual a conduta na emergência?
Orientações 
ao Examinador:
Fornece o exame físico do paciente quando solicitado pelo candidato:
• Corado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril
• Consciente, contactuante, orientado, força motora preservada
• PA 110x80, FC 44 bpm, FR 18irpm, SatO2 96% em ar ambiente, afebril
• ACV: BRNF em 2T com sopro sistólico em foco mitral
• AP: MV+ sem RA
Fornece a tarefa 02, 03 e 04 quando o candidato conclui a Tarefa 01.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
176
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Dirige-se ao manequim
Apresenta-se adequadamente
Lava as mãos
Solicita monitorização cardíaca
Solicita oximetria de pulso
Solicita acesso venoso periférico
Solicita o exame físico
Tarefa 02
Cita BAVT (Bloqueio Atrioventricular Total)
Tarefa 03
Cita fibrose miocárdicapelo IAM prévio
Cita novo IAM
Cita uso de beta-bloqueador (Carvedilol)
Checklist
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
177
Debriefing
Paciente apresentou síncope e a monitorização cardíaca identifica 
bradicardia importante, com dissociação entre a onda P e complexo QRS, 
certo? Trata-se de BAVT. Consideramos como uma arritmia maligna 
e a conduta é passagem de marca-passo o mais breve possível. 
Nesse caso o paciente não está instável então podemos programar 
a passagem de um transvenoso, mas um opção caso instabilidade 
é o marca-passo transcutâneo. Além disso precisamos entender o porquê 
dessa apresentação, já que existem causas reversíveis, como a intoxicação 
digitálica, o uso de betabloqueador. Esse paciente merece investigação 
da função renal, que se alterada contribui para a intoxicação medicamentosa, 
e também marcadores de necrose miocárdica, pois como vimos, 
um novo IAM também pode justificar tal patologia.
Cita intoxicação digitálica (Digoxina)
Tarefa 04
Citou passagem de marca-passo transvenoso
Citou suspensão da digoxina
Citou suspensão do carvedilol
Solicitou exames laboratoriais para investigação - MNM, 
digoxinemia, função renal
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
santo
Realce
178
Tema: Intoxicação por Etilenoglicol
Caiu em: Extra
Grau de dificuldade: difícil
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: Sala de emergência
Início da Estação
Caso clínico: 
O SAMU traz para sala de emergência, um homem de 45 anos, encontrado 
desacordado em sua casa, pela esposa. Ela relata que havia vômito 
no banheiro e ao lado do paciente. Fora encontrada uma garrafa transparente, 
vazia, sem nenhum cheiro característico. 
Na admissão: 
• Glasgow 09, sem nenhum déficit neurológico focal. 
• Glicemia capilar: 142 mg/dl.
• PA 120x80 mmHg, FC 100 bpm, FR 30 irpm, SpO2 94% ar ambiente 
e temp. 37,5
• AP: crepitações em região posterior e inferior de hemitórax direito.
Intoxicação 
por Etilenoglicol
179
Exames laboratoriais:
• Gasometria arterial: pH 7,10; pO2 72; pCO2 32; HCO3 11; BE -5; 
SaO2 94%
• Hemograma: Hb 14,5 g/dl; ht 45%; Leuco 11.300 (73% segmentados), 
Plt 342.000
• Na 144 mEq/L, Cl 95 mEq/L, K 4,1 mEq/L
• Ureia 46 mg/dl, Creatinina 1,3 mg/dl
• Lactato 2,6 mmol/L
• Urina 1 sem cetonúria, com cristais de oxalato de calcio
• Glicemia 135 mg/dl
• Osmolalidade sérica 338 mOsm/L
Você é residente no hospital onde tanto sonhou passar, os internos estão 
com você em seu primeiro plantão da residência e eles te questionam:
Tarefa 01: 
Como interpretamos essa gasometria arterial? Quais os achados? 
(Explique os cálculos realizados, fique a vontade para usar a folha de rascunho 
e calculadora).
Tarefa 02: 
Quais as prováveis causas das alterações gasométricas? Levante a(s) 
hipótese(s) diagnóstica(s) e justifique cada distúrbio encontrado 
na gasometria.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
180
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Determinou o distúrbio primário: acidose metabólica
Determinou se há resposta compensatória ou distúrbio 
misto: acidose mista (calculando o PCO2 esperado)
Calculou o ânion GAP (aumentado: 24,5)
Calculou a osmolaridade (310)
Calculou o GAP osmolar (338-310=28)
Calculou o Delta-delta (2,15) -> alcalose metabólica 
associada
Explicou o significado das alterações -> possível intoxicação 
exógena
Calculou o PO2 esperado
Deu o diagnóstico final da gasometria: acidose metabólica 
com AG elevado e GAP osmolar elevado + alcalose 
metabólica + acidose respiratória + hipoxemia
Tarefa 02
Aventou a hipótese de intoxicação exógena
Justificou correlacionando com a clínica de rebaixamento 
+ vômitos e acidose com GAP osmolar elevado
Aventou a hipótese de intoxicação por álcool tóxico
Identificou a presença de cristais de oxalato de cálcio na 
urina e levantou a hipótese de intoxicação por etilenoglicol
Checklist
181
Debriefing
Questão difícil sobre avaliação gasométrica. O aprendizado dela está 
em tornar metódico e sequencial a avaliação de toda gasometria, sendo 
assim, com este exame em mãos, sempre determinar o distúrbio primário 
presente, avaliar se há compensações ou distúrbio misto associado. 
Após, calcular o ânion Gap e osmolaridade a fim de já iniciar investigação 
de etiologia da acidose, no caso. É ainda de suma importância o cálculo 
do delta/delta visando identificar se há equivalência adequada entre ânion 
Gap e Bicarbonato. A presença do desequilíbrio nesta proporção ( 2) 
sugerem distúrbios que podem estar associados e as vezes despercebidos 
em uma primeira abordagem. Por fim, em suspeitas de intoxicação 
exógena como nosso caso onde há forte suspeita clínica e pelas condições 
do cenário onde nosso paciente fora encontrado, vale ainda o cálculo 
do GAP OSMOLAR, o qual era o grande pulo do gato para identificar 
a etiologia.
Justificou a alcalose metabólica pelos vômitos ou pela 
hipovolemia
Justificou a acidose respiratória pelo rebaixamento do 
nível de consciência ou por provável pneumonia aspirativa
182
Início da Estação
Caso clínico: 
Fernanda, 52 anos, vem ao ambulatório de clínica médica do 
hospital universitário no qual você é residente encaminhada da UBS. 
Está bastante ansiosa e preocupada pois o médico da UBS disse que havia 
alteração em um de seus exames de rotina e com isso a paciente estava 
com medo de ser algo muito grave. Além disso, sua mãe foi a óbito há 
5 meses devido câncer de mama e a paciente está bastante preocupada de que 
o problema que possui seja algo muito grave. Apesar da alteração em seu 
exame, a paciente nega queixas e refere nunca ter apresentado problemas 
de saúde previamente. 
No exame físico direcionado a paciente possui sinais vitais normais e não 
são encontradas anormalidades nos diversos sistemas examinados.
Traz consigo os exames realizados na UBS:
• Hb 13,0 HT 45,2% Leucócitos 7460 Plaquetas 275000 Cr 0,65 Ur 25 
Sódio 137 Potássio 4,0 Cálcio total 10,8 ( VR 8,5 - 10,2) 25 (OH) - 
Vitamina D 32 (VR > 20) Albumina 3,8 
Hiperparatireoidismo 
Primário
Tema: Hiperparatireoidismo Primário
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 atriz
183
• Cálcio total 10,7 ( valor obtido após nova coleta) 
• Cálcio urinário de 24 horas: 320 mg/24h (VR 100 - 300 mg/24h)
Tarefa 01: 
Solicite um exame complementar para auxiliar na confirmação 
do diagnóstico mais provável da paciente.
• PTH 75 (VR 12 - 75 pg/ml)
Tarefa 02: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável. 
Tarefa 03: 
Após estabelecer a hipótese diagnóstica mais provável, cite dois exames 
de imagem essenciais para auxiliar no manejo do caso.
Tarefa 04: 
Considerando que os exames solicitados na tarefa 03 vieram normais, 
dê a conduta para o caso em questão e esclareça as dúvidas da paciente. 
Orientações 
à Atriz:
Após o candidato dar as condutas a paciente fazia os seguintes 
questionamentos: 
• A alteração no cálcio poderia ser câncer?
• Em quais situações ela teria que fazer cirurgia?
184
Orientações 
ao Examinador:
Na tarefa 01 entregar o resultado de exame somente se o candidato 
citar PTH.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou corretamente PTH?
Tarefa 02
Citou hiperparatireoidismo primário como hipótese 
diagnóstica mais provável?
Tarefa 03
Citou densitometria mineral óssea?
Citou TC de abdome total ou USG de abdome total?
Tarefa 04
Citou que a conduta no momento deve ser expectante 
e que a paciente deverá apenas ser acompanhada?
Checklist
185
Agendou retorno para a paciente?
Explicou a paciente com linguagem clara e acessível 
que era baixa a probabilidade de câncer naquele momento?
Explicou a paciente que a presença de sintomas indica 
cirurgia?
Explicou a paciente que na ausência de sintomas a cirurgia 
está indicadanas seguintes situações:
• Nefrolitíase e/ou nefrocalcinose
• Idade 1 mg/dl do limite superior 
da normalidade 
• Cálcio em urina de 24h > 400 mg/d (independentemente 
do valor do cálcio sérico)
(Pontuar somente se citar no mínimo 4 das situações 
acima)
Debriefing
O hiperparatireoidismo primário representa a causa mais comum de 
hipercalcemia! É uma doença relativamente frequente e a maior parte dos 
pacientes são assintomáticos (como a paciente da nossa estação), sendo 
o diagnóstico aventado muitas vezes ao acaso durante realização de 
exames laboratoriais em que se evidencia uma hipercalcemia isolada. 
Para selar o diagnóstico de hiperparatireoidismo primário 
é necessário solicitar a dosagem de PTH intacto que deve estar elevado. 
186
Além disso, a cirurgia (paratireoidectomia) está indicada nos casos de 
pacientes sintomáticos ou naqueles assintomáticos em situações específicas, 
daí a necessidade de solicitar avaliação complementar com exames de 
imagem abdominal (TC ou USG) e densitometria mineral óssea pois na 
presença de acometimento renal e/ou osteoporose a cirurgia está indicada 
mesmo em paciente assintomáticos. Outras situações também podem 
indicar cirurgia em pacientes assintomáticos conforme vocês podem 
observar no checklist. Portanto, aproveitem esta interessante estação 
para treinar e revisar conceitos!!!
187
Doença de Berger
Tema: Doença de Berger
Caiu em: USP-RP 2019
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Elias, 25 anos, vem a consulta na UBS por ter notado que sua urina 
está avermelhada o que tem deixado ele e também sua esposa bastante 
preocupados. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente.
Tarefa 02: 
Solicite os exames complementares pertinentes ao caso.
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável.
188
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado, o ator respondia:
• Estava apresentando urina avermelhada há 3 dias;
• Já havia apresentado dois episódios prévios de sangramento 
na urina com duração de 3-5 dias nos últimos dois anos e não havia 
procurado o médico antes devido esse sangramento ter resolvido 
espontaneamente;
• Negava dor lombar e negava dor abdominal
• Negava disúria, negava polaciúria, negava saída de secreção pelo pênis, 
negava relações sexuais desprotegidas;
• Negava febre, negava saída de coágulos pela urina;
• Negava uso de medicamentos, negava tabagismo e etilismo;
• Coincidentemente em todos episódios ele estava com quadro 
de resfriado;
• Negava traumatismos;
Orientações 
ao Examinador:
Após mencionar que irá realizar o exame físico na tarefa 1, o examinador 
entrega os seguintes dados ao candidato:
Exame físico:
• Paciente em bom estado geral, consciente e orientado em tempo 
e espaço, normocorado, hidratado, afebril ao toque.
• Exames do aparelho cardiovascular e pulmonar sem alterações relevantes. 
FC: 77 BPM, PA 112x72 mmHg, Sao2 98%, FR 18 IRPM.
189
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
• Abdome plano, RHA +, indolor a palpação profunda e superficial, sem 
visceromegalias e tumorações palpáveis. Descompressão brusca negativa, 
Sinal de Giordano negativo.
• Extremidades com enchimento capilar adequado, sem edemas e sem 
empastamento de panturrilhas.
Entregava uma folha com diversos exames complementares realizados pelo 
paciente:
Exames complementares:
• Hb 13,5 Ht 45,8% Leucócitos 5800 Plaquetas 285000 Creatinina 0, 
68 Ureia 35 C3 85 (VR 67 - 149) C4 25 (VR 10 - 40) ASLO 
45 (VR até 200) 
• Urina 1: 
• Exame químico: Avermelhada, Densidade 1015, pH 5,5, corpos 
cetônicos ausentes, nitrito negativo, bilirrubinas ausentes, 
hemoglobina presente, proteínas presentes (+/4).
• Sedimentoscopia: 
• Hemácias: 75 células/ campo (VR 0-2 céls), leucócitos: 3 céls/campo 
(VR 0-4), presença de cilindros hemáticos.
• TC de abdome total sem contraste: dentro dos limites da normalidade. 
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou a duração do episódio de hematúria?
Checklist
190
Questionou presença de episódios prévios semelhantes?
Questionou a presença de dor lombar e/ou abdominal?
Questionou sobre a presença de disúria?
Questionou sobre a presença de polaciúria?
Questionou a presença de secreção uretral?
Questionou relações sexuais desprotegidas?
Questionou a presença de febre?
Questionou a presença de coágulos na urina?
Questionou história de traumatismos?
Questionou infecções recentes?
Questionou uso de medicamentos?
Questionou comorbidades prévias?
Questionou sobre alcoolismo e tabagismo?
Solicitou exame físico após pedir consentimento 
do paciente e mencionar necessidade de higienização 
das mãos?
Tarefa 02
Solicitou hemograma?
Solicitou função renal (uréia e creatinina)?
Solicitou Urina 1?
Solicitou dosagem de complemento (C3 e C4)?
191
Debriefing
Tema badalado em provas de residência médica: Doença de Berger ou também 
conhecida como Nefropatia por IgA!!! Trata-se da glomerulopatia primária 
mais comum e surge mais comumente em adultos jovens daí a importância 
de se conhecer esta entidade. Basicamente esta doença manifesta-se 
de 4 formas: hematúria macroscópica recorrente (uma das formas mais 
comuns de apresentação e inclusive a forma apresentada pelo paciente 
da estação), hematúria persistente microscópica, síndrome nefrítica 
e glomerulonefrite rapidamente progressiva. Um importante diagnóstico 
diferencial com esta entidade é a GNPE que caracteristicamente 
surge semanas após um episódio infeccioso estreptocócico e consome 
complemento, enquanto que na Doença de Berger a hematúria tende 
a se manifestar concomitante ao processo infeccioso ou poucos dias 
após o mesmo e o complemento caracteristicamente é NORMAL!! 
Estação boa para treinar, treinar e treinar… Não marquem bobeira com 
este tema super quente para prova de vocês!
Solicitou ASLO?
Solicitou TC de abdome total sem contraste?
Tarefa 03
Realizou como hipótese diagnóstica Doença de Berger 
ou Nefropatia por IgA?
192
Início da Estação
Caso clínico: 
Caso clínico: Joaquim, 65 anos, diabético, hipertenso, dislipidêmico 
e etilista (usuário de destilado), vem a UBS para consulta devido a ACS 
da microárea de Sr. Joaquim ter ficado bastante preocupada com o estado 
de saúde do mesmo e com isso agendou rapidamente uma consulta 
na UBS. Na consulta, o paciente Joaquim queixa-se de estar apresentando 
há 5 semanas bastante fraqueza, calafrios durante a tarde, entretanto 
o que mais tem o incomodado é a presença de uma tosse com expectoração 
purulenta e fétida que o deixa constrangido quando está perto de outras 
pessoas. Além disso, acredita que está mais magro pois suas roupas estão 
mais “folgadas”. 
Ao exame físico o paciente se encontra: 
• Regular estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
hipocorado (++/4), hidratado, afebril ao toque. Dentes em ruim estado 
de conservação.
• Exame do aparelho cardiovascular: FC 106 BPM, PA 125x88 mmHg, 
Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas, ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros. 
Abscesso 
Pulmonar
Tema: Abscesso Pulmonar
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
193
• Aparelho respiratório: FR 22 IRPM, Sao2 96% em ar ambiente, Ausculta: 
MV + bilateralmente sem ruídos adventícios.
• Abdome plano, RHA +, indolor a palpação profunda e superficial, 
sem visceromegalias e tumorações palpáveis. 
• Extremidades com enchimento capilar adequado, sem edemas 
e sem empastamento de panturrilhas.
• Após avaliar o paciente, você solicita uma radiografia de tórax 
que se encontra abaixo:
Tarefa 01: 
Descreva a principal alteração encontrada na radiografia do paciente.
Tarefa 02: 
Cite a principal hipótese diagnóstica para o caso. 
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lung_abscess_(7468374820).jpgda paciente.
Tarefa 02: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para o quadro da paciente.
Tarefa 03: 
Caso seja pertinente, solicite um exame complementar para a paciente.
Tarefa 04: 
Dê a conduta e oriente a paciente sobre o quadro clínico.
Cefaleia
Tema: Cefaleia
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 atriz e 1 examinador
Cenário: UBS
Highlight
14
Orientações 
à Atriz:
A atriz respondia ao ser questionada:
• A cefaléia havia iniciado há 3 horas, de localização unilateral à esquerda, 
pulsátil, de intensidade 3/10;
• Apresentou 6 episódios de cefaléia semelhantes a esse no último ano;
• A dor melhora parcialmente com dipirona e piora ao realizar 
atividade física;
• Os vômitos haviam iniciado juntamente com a cefaléia;
• Apresenta fotofobia mas nega sintomas de aura (escotomas cintilantes, 
hemiparestesia, disfasia etc);
• Negava febre, perda de peso;
• Negava história de neoplasias, bem como de outras comorbidades;
• Negava uso de medicações de uso contínuo; 
• Negava alergia a medicamentos
Orientações 
ao Examinador:
Após realizar a anamnese, o examinador entregava o exame físico conforme 
o candidato solicitava:
Exame físico:
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientada, acianótica, afebril, 
anictérica. PA: 135x94 mmHg, FC: 107 BPM, FR 18 IRPM, Sao2: 98%
• Respiratório: Eupneica em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
15
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
• Exame neurológico: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, 
ausência de rigidez de nuca bem como de outros sinais meníngeos, 
ausência de lesões visíveis na inspeção da região craniana, ausência 
de dor à palpação da artéria temporal superficial e ausência 
de déficits focais.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou quando iniciou a dor?
Questionou a localização da dor?
Questionou o caráter da dor?
Questionou a intensidade da dor?
Questionou a presença de episódios anteriores 
semelhantes?
Questionou fatores de melhora e de piora da dor?
Questionou sobre a presença de sintomas de aura? 
(escotomas cintilantes, sintomas sensitivos, sintomas 
motores, outras alterações visuais, disartria, afasia, ataxia, 
vertigem etc)
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
16
Questionou a presença de febre e perda de peso?
Questionou história prévia de neoplasias?
Questionou a presença de comorbidades?
Questionou sobre medicações de uso contínuo?
Questionou sobre alergias?
Pediu consentimento do paciente e mencionou necessidade 
de higienizar as mãos para realizar o exame físico?
Solicitou exame físico geral e sinais vitais?
Solicitou exame físico neurológico?
Tarefa 02
Citou a hipótese diagnóstica de enxaqueca sem aura?
Tarefa 03
Mencionou não ser necessário a realização de exame 
complementar nesse momento?
Tarefa 04
Prescreveu analgesia com analgésicos simples 
(dipirona, AINE, paracetamol)?
Prescreveu antiemético?
Orientou sobre a cronicidade do quadro ?
17
Debriefing
Estação sobre atendimento ambulatorial de uma paciente com cefaléia, 
especificamente uma enxaqueca. É um tema que não caiu nas principais 
instituições nos últimos anos e pode aparecer neste ano. Se encontrarem 
uma estação de cefaléia, lembrem de caracterizar bem os sintomas, pesquisar 
sinais de alarme e realizar o exame neurológico. Não tem mistérios aqui!
Orientou sobre a possibilidade do uso de medicamentos 
profiláticos caso os sintomas se tornem muito intensos 
e frequentes?
Marcou retorno e questionou eventuais dúvidas 
da paciente?
18
PBE
Tema: PBE
Caiu em: UNICAMP 2020
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Você é o plantonista de um Pronto-Socorro e chega para ser atendido 
o paciente João Carlos, 57 anos, portador de cirrose alcoólica diagnosticada 
há 2 anos, com queixa de desconforto abdominal de início recente.
Tarefa 01: 
Faça o atendimento do paciente 
Tarefa 02: 
Cite um procedimento que deve ser realizado nesse momento.
Tarefa 03: 
Qual a hipótese mais provável para o caso?
Tarefa 04: 
Cite o tratamento medicamentoso para o caso.
19
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado o ator referia:
• Vem apresentando dor abdominal difusa de leve intensidade há cerca 
de 1 semana;
• Nega irradiação da dor, nega episódios anteriores, nega fatores 
de melhora e de piora;
• Sentiu-se febril, mas não aferiu a temperatura em casa;
• Não apresenta diarréia;
• Nega hematêmese e melena;
• Nega outras comorbidades;
• Refere não estar usando nenhuma medicação no momento pois acredita 
que o faz mal;
Orientações 
ao Examinador:
Ao mencionar a necessidade de realizar o exame físico, o examinador 
entregava uma folha com a descrição do exame físico: 
Exame físico:
• Geral: Regular estado geral, consciente e orientado, acianótico, 
ictérico ++/4, PA: 110x69 mmHg, FC: 95 BPM, FR 18 IRPM, 
Sao2: 96%, T 37,9°C
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
• Abdome: globoso, RHA+, difusamente doloroso à palpação superficial 
20
e profunda, Manobra de Piparote positiva. Descompressão brusca 
negativa.
• Exame neurológico: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, 
ausência de flapping, força muscular preservada em MMSS 
e MMII
• Extremidades: edema simétrico +/4 em ambos MMII, EC194
Orientações 
ao Examinador: 
Não interagia na estação
Tarefa 03: 
Cite os fatores de risco encontrados na história clínica do paciente 
para a principal hipótese diagnóstica.
Tarefa 04: 
Cite o tratamento medicamentoso que deve ser iniciado neste momento 
para a principal hipótese diagnóstica.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Descreveu a presença de cavitação com nível hidroaéreo?
Tarefa 02
Citou abscesso pulmonar?
Tarefa 03
Citou alcoolismo?
Checklist
195
Debriefing
Paciente etilista com dentes em ruim estado de conservação apresentando 
um quadro arrastado de sintomas constitucionais, tosse com expectoração 
fétida… Aqui não podemos marcar bobeira: o quadro é típico de abscesso 
pulmonar!! A combinação de doença periodontal (que permite que 
estes pacientes apresentem altas concentrações de agentes microbianos, 
especialmente anaeróbios, no sulco gengival) + aspiração devido 
rebaixamento do nível de consciência (que pode ser causado, por exemplo, 
pelo etilismo) pode causar esta importante complicação pulmonar. 
Classicamente no RX, o abscesso pulmonar se manifesta como uma lesão 
cavitária com nível hidroaéreo. Ainda, o tratamento é feito geralmente com 
clindamicina EV seguida de clindamicina VO por um período geralmente 
de 3 - 6 semanas apesar de poder ocorrer variação neste período entre 
os diversos autores. Aproveitem essa estação para aproveitar este tema 
quente em provas de residência!!!
Citou dentes em ruim estado de conservação ou doença 
periodontal?
Tarefa 04
Citou clindamicina EV?
196
Tema: Doença de Chagas
Caiu em: UFES - 2018
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Alfredo, 52 anos, natural de Uruaçu - GO, procedente de São Paulo - SP, 
trabalha há 15 anos como porteiro desde que se mudou para São Paulo, vem 
apresentando há 9 meses quadro de dispneia aos esforços que inicialmente 
se manifestava principalmente ao subir ladeiras. Refere que o quadro 
foi aumentando em intensidade e atualmente também vem apresentando 
ortopneia. Além disso, há 3 meses vem apresentando importante edema 
de MMII. Nega história prévia de comorbidades e nega história de tabagismo 
e etilismo. Traz consigo o eletrocardiograma (Figura 1) que foi realizado 
em UBS próxima a sua residência há 1 mês solicitado pelo médico de saúde 
da família mas que entretanto o paciente não conseguiu ir na consulta 
de retorno devido não poder faltar ao trabalho.
Ao exame físico:
• Regular estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
normocorado, hidratado, afebril ao toque. 
• Exame do aparelho cardiovascular: Presença de turgência jugular, 
FC 85 BPM, PA 115x72 mmHg, Ausculta cardíaca com bulhas 
hipofonéticas, ritmo regular em 2 tempos, sem sopros. 
Doença de Chagas
197
• Aparelho respiratório: FR 22 IRPM, Sao2 96% em ar ambiente, 
Ausculta: MV + bilateralmente com estertores crepitantes em ambas 
bases pulmonares.
• Abdome algo globoso, RHA +, indolor a palpação profunda e superficial, 
sem visceromegalias e tumorações palpáveis. 
• Extremidades com enchimento capilar adequado, presença 
de edemas em ambos MMII ++/4, sem empastamento de panturrilhas.
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Bifascicular_block_ECG.png
Tarefa 01: 
Cite o(s) principal(is) achado(s) do eletrocardiograma trazido pelo paciente.
Tarefa 02: 
Cite o provável diagnóstico sindrômico do paciente.
Tarefa 03: 
Baseado na história clínica e no exame complementar trazido pelo paciente 
cite o diagnóstico etiológico mais provável.
Tarefa 04: 
Cite um exame complementar que pode confirmar o diagnóstico etiológico 
mais provável. 
198
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou bloqueio de ramo de direito (BRD)?
Citou bloqueio divisional ântero-superior (BDAS)?
Tarefa 02
Citou como diagnóstico sindrômico insuficiência 
cardíaca?
Tarefa 03
Citou como diagnóstico etiológico Doença de Chagas?
Tarefa 04
Citou sorologia para Doença de Chagas ou dosagem 
de anticorpos IgG contra T. cruzi ?
Checklist
Orientações 
ao Examinador: 
Não interagia na estação.
199
Debriefing
Paciente sem comorbidades prévias apresentando síndrome de insuficiência 
cardíaca (de acordo com critérios de Framingham apresenta 2 critérios 
maiores e 2 critérios menores) proveniente de área endêmica para 
uma doença que pode se manifestar classicamente com esta síndrome: 
Doença de Chagas! A história natural da doença de Chagas compreende 
uma fase aguda que dura cerca de 4-8 semanas e em que a maioria 
dos pacientes são assintomáticos ou apresentam sintomas inespecíficos. 
Após a fase aguda os indivíduos não tratados geralmente evoluem para uma 
fase crônica que possui duração de cerca de 10 - 30 anos e é subdivida em fase 
indeterminada na qual a pessoa não apresenta sintomas e fase determinada 
na qual a pessoa manifesta sintomas que podem ser cardíacos, digestivos 
ou cardiodigestivos. O ECG dos pacientes que evoluem com cardiomiopatia 
crônica da Doença de Chagas pode apresentar um padrão clássico 
de bloqueio do ramo direito em associação com um bloqueio divisional 
ântero-superior. A confirmação do diagnóstico se dá pela sorologia. 
Aproveitem esta estação para treinar importantes conceitos em cardiologia!!
200
Tema: Artrite Reumatóide
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Dona Marinalva, 52 anos, vem a UBS frequentemente para tratar as dores 
de seu “reumatismo”. Refere possuir o quadro há anos mas as dores vem 
aumentando em intensidade e com isso não necessita vir a UBS tomar 
uma “injeção para dor”. Após Dona Marinalva entrar em seu consultório 
você imediatamente observa o seguinte achado:
Artrite 
Reumatóide
201
Tarefa 01: 
Cite o achado presente na imagem.
Tarefa 02: 
Cite o diagnóstico mais provável.
Tarefa 03: 
Cite outras 3 tipos de deformidades articulares de membros superiores que 
podem ser causados pela hipótese diagnóstica mais provável.
Tarefa 04: 
Cite a droga de primeira escolha para o tratamento do diagnóstico mais 
provável e que poderia ter modificado a história natural da doença 
da paciente.
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
202
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou deformidade em pescoço de cisne?
Tarefa 02
Citou artrite reumatóide?
Tarefa 03
Citou desvio ulnar dos dedos?
Citou dedos em abotoadura
Citou punhos em dorso de camelo?
Tarefa 04
Citou metotrexate?
Checklist
Debriefing
Ao se deparar em uma prova multimídia com o achado de uma mão com 
“deformidade em pescoço de cisne” não restam dúvidas: estamos diante 
de um caso de artrite reumatóide! Outras deformidades articulares 
também podem ocorrer com a evolução natural da doença e se tratando 
de membros superiores podemos ainda encontrar as seguintes alterações: 
desvio ulnar dos dedos, deformidade em abotoadura e punho em dorso 
de camelo. Com intuito de atrasar ou evitar que tais deformidades 
203
articulares aconteçam em pacientes com artrite reumatóide devemos iniciar 
drogas modificadoras do curso da doença e aqui a nossa primeira escolha 
é o metotrexate. Aproveitem esta estação e revisem este tema que é bastante 
quente em provas de residência médica!!!
204
Tema: Pericardite Aguda com Tamponamento
Caiu em: USP-SP 2019; SMCSP 2017
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
João Carlos, 28 anos, chega ao PS que você está de plantão devido estar 
apresentando há 5 dias quadro de dor torácica, em aperto, que não irradia, 
em queimação, piora ao inspirar profundamente e melhora ao inclinar 
o tronco para frente. Além disso, refere que apresentou há 8 dias quadro 
de febre não aferida e dor na garganta. Há 2 dias vem apresentando dispneia 
que vem aumentando em intensidade e no momento está se sentindo 
cansado aos mínimos esforços. 
Ao exame físico:
• Regular estado geral, consciente e orientado emtempo e espaço, 
normocorado, hidratado, febril (T 38,2 °C)
• Exame do aparelho cardiovascular: Presença de turgência jugular, FC 115 
BPM, PA 85x62 mmHg, Ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas, 
ritmo regular em 2 tempos, sem sopros. 
Pericardite Aguda 
com Tamponamento
205
• Aparelho respiratório: FR 27 IRPM, Sao2 91% em ar ambiente, Ausculta: 
MV + bilateralmente com estertores crepitantes em ambas bases 
pulmonares.
• Abdome plano, RHA +, indolor a palpação profunda e superficial, 
sem visceromegalias e tumorações palpáveis. 
• Foi realizado ecocardiograma na sala de emergência que evidenciou 
a seguinte imagem:
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pericardial_effusion_with_tamponade-.gif
Tarefa 01: 
Cite o achado presente no ecocardiograma realizado pelo paciente.
Tarefa 02: 
Cite a principal hipótese diagnóstica para o caso.
Tarefa 03: 
Cite a principal medida a ser realizada baseado na principal hipótese 
diagnóstica.
206
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou derrame pericárdico?
Tarefa 02
Citou pericardite aguda com tamponamento cardíaco?
Tarefa 03
Citou pericardiocentese?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Debriefing
Pericardite aguda é um importante tema que vocês precisam 
dominar em uma prova prática! Diversas são as causas de pericardite 
aguda, mas acredita-se que a mais comum seja a etiologia viral. 
Desta forma, não raramente o paciente pode ter o quadro de 
pericardite precedido por sinais e sintomas de infecção viral. 
Uma das complicações da pericardite aguda é a ocorrência de tamponamento 
207
cardíaco como consequência de uma compressão progressiva de todas 
as câmaras cardíacas pelo derrame pericárdico, portanto, deve-se ter 
muita atenção diante destes pacientes. Em pacientes com tamponamento 
(como a da nossa estação), pode estar presente a tríade de Beck que consiste 
em: hipotensão arterial, hipofonese de bulhas cardíacas e turgência jugular. 
Vejam e revejam com calma esta estação!
208
Tema: Síndrome de Wolff-Parkinson-White
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão na enfermaria de Clínica Médica e acaba de ser 
admitido o paciente Alexandre Duarte, 25 anos, natural e procedente 
de São Paulo-SP. O paciente deu entrada no pronto-socorro devido um 
quadro de rebaixamento do nível de consciência e durante avaliação inicial 
na sala de emergência foi constatado que o paciente apresentava uma 
fibrilação atrial com instabilidade sendo realizada prontamente cardioversão 
elétrica sincronizada. Após o procedimento o paciente apresentou melhora 
do quadro, não apresentou novas instabilidades e ficou em observação 
no pronto-atendimento. Devido ausência de novas instabilidades, 
o paciente foi encaminhado para enfermaria para investigação do quadro. 
Seu colega médico que está de plantão no pronto-atendimento afirma 
que o paciente não possui comorbidades prévias e que o mesmo acabou 
de realizar um novo ECG, o qual pode ser visto abaixo:
Síndrome de Wolff 
-Parkinson-White
209
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wolff-Parkinson-White_syndrome_12_lead_EKG.png
Tarefa 01: 
Cite o padrão eletrocardiográfico visto no exame acima.
Tarefa 02: 
Cite o motivo pelo qual o paciente pode apresentar este padrão 
eletrocardiográfico.
Tarefa 03: 
Cite o diagnóstico mais provável do paciente.
Tarefa 04: 
Cite o tratamento que o paciente deverá ser submetido.
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
210
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou padrão de pré-excitação ventricular?
Tarefa 02
Citou a presença de via acessória ou feixe de Kent?
Tarefa 03
Citou síndrome de Wolff-Parkinson-White?
Tarefa 04
Citou ablação por cateter?
Checklist
Debriefing
Cai estação de ECG em provas de residência médica? Cai! Cai TODOS 
os anos!!! Então foco total nessa estação! O ECG do paciente da 
estação apresenta um intervalo PR curto (a realização do exame físico o examinador 
entregava a seguinte descrição ao candidato:
Exame físico:
• Bom estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
normocorado, desidratado +/4, afebril ao toque. 
• Exame do aparelho cardiovascular: FC 103 BPM, PA 128x82 mmHg, 
Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas, ritmo regular 
em 2 tempos, sem sopros. 
• Aparelho respiratório: FR 17 IRPM, Sao2 99% em ar ambiente, Ausculta: 
MV + bilateralmente sem ruídos adventícios.
• Abdome plano, RHA + aumentados, doloroso a palpação profunda 
e superficial em mesogástrio e hipogástrio, sem visceromegalias 
e tumorações palpáveis. Descompressão brusca dolorosa negativa.
• A dor abdominal era localizada na região do “umbigo”;
• A dor não irradiava, era em cólica e melhorava após evacuação;
• Negava náuseas e vômitos;
• Há 1 dia estava sentindo-se febril mas não chegou a aferir a temperatura;
• Negava outras queixas;
• Negava uso de medicamentos de uso contínuo, entretanto 
recentemente ficou internado por 14 dias devido uma erisipela 
e estava recebendo o antibiótico clindamicina, tendo recebido alta 
hospitalar há 5 dias;
• Negava comorbidades prévias e negava alergias a medicamentos;
Após mencionar a realização do exame físico o examinador entregava 
a seguinte descrição ao candidato.
218
• Extremidades com enchimento capilar adequado, eritema discreto em 
MMII esquerdo, sem empastamento de panturrilhas.
Tarefa 02: 
Solicite um exame laboratorial pertinente ao caso.
Após o candidato mencionar a solicitação de pesquisa de toxinas 
A e B, o examinador entrega o resultado do exame:
• Pesquisa de toxinas A e B: positivo
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para o caso. 
Tarefa 04: 
Cite o tratamento medicamentoso para o caso. 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Questionou há quanto tempo iniciou a diarréia?
Questionou presença de sangue e/ou pus nas fezes?
Questionou a frequência dos episódios de diarréia?
Questionou a localização da dor abdominal?
Checklist
219
Questionou o caráter da dor abdominal?
Questionou a irradiação da dor abdominal?
Questionou fatores de melhora e de piora?
Questionou náuseas e vômitos?
Questionou a presença de febre?
Questionou medicações de uso contínuo?
Questionou comorbidades prévias?
Questionou alergias a medicamentos?
Mencionou a necessidade de realizar o exame físico após 
higienizar as mãos e pedir consentimento do paciente?
Tarefa 02
Solicitou pesquisa de toxinas A e B?
Tarefa 03
Citou a hipótese de colite pseudomembranosa?
Tarefa 04
Citou hidratação?
Citou analgesia?
Citou metronidazol VO ou vancomicina VO 
ou fidaxomicina VO?
220
Debriefing
Tema muito cobrado em provas de residência: Colite pseudomembranosa! 
Esta condição é causada pela produção de toxinas, as toxinas A e B, 
pelo Clostridium difficile uma bactéria da flora intestinal normal que 
em certas condições, tais como uso de antibióticos, podem se proliferar 
excessivamente gerando consequentemente lesão inflamatória da mucosa. 
O quadro clínico pode variar de formas leves até quadros fulminantes 
e o diagnóstico pode ser confirmado com a pesquisa das toxinas 
nas fezes em associação com quadro clínico sugestivo. 
O tratamento pode ser feito com metronidazol ou vancomicina 
ou fidaxomicina sendo a via preferencialmente a ORAL!! 
221
Tema: Pancreatite Crônica
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Tássio, 47 anos, vem ao ambulatório de clínica médica com queixa 
de importante dor abdominal há 2 meses associado a perda de peso. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente
Pancreatite Crônica
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado, o ator respondia:
• A dor abdominal localiza-se no epigástrio, irradia para o dorso, 
é contínua, em pontada, de forte intensidade, piora após 
alimentar-se, sem fatores de melhora;
• Perdeu cerca de 9 kg nesses 2 últimos meses;
222
• Estava apresentando diarréia há 1 mês, de odor fétido, com aspecto um 
pouco gordurosa, mas que não havia sangue e/ou pus nas fezes;
• Negava febre;
• Sentia náuseas juntamente com as dores;
• Negava outras queixas;
• Negava comorbidades prévias e uso de medicamentos contínuos;
• Negava alergias a medicamentos;
• Negava tabagismo;
• É etilista, bebe cerca de 1 litro de destilado diariamente, desde 
os 23 anos de idade;
Orientações 
ao Examinador:
Após o candidato mencionar a necessidade de realização do exame físico, o 
examinador entregava os seguintes dados: 
Exame físico:
• Regular estado geral, consciente e orientado em tempo e espaço, 
emagrecido, hipocorado +/4, hidratado, afebril ao toque. 
• Exame do aparelho cardiovascular: FC 75 BPM, PA 132x85 mmHg, 
Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas, ritmo regular 
em 2 tempos, sem sopros. 
• Aparelho respiratório: FR 16 IRPM, Sao2 97% em ar ambiente, Ausculta: 
MV + bilateralmente sem ruídos adventícios.
• Abdome algo escavado, RHA + presentes, doloroso a palpação 
profunda e superficial em epigástrio, sem visceromegalias 
e tumorações palpáveis. Descompressão brusca dolorosa negativa.
• Extremidades com enchimento capilar adequado, 
sem empastamento de panturrilhas.
223
Tarefa 02: 
O paciente neste momento lhe mostra uma TC de abdome realizada 
há 3 semanas em um PS na ocasião que estava apresentando muita 
dor abdominal. Baseado na clínica do paciente e na imagem abaixo, 
cite o diagnóstico mais provável.
Tarefa 03: 
Baseado na principal hipótese diagnóstica para o caso, cite a provável 
etiologia para o quadro. 
Fonte: commons.wikimedia.org/wiki/File:Chronische_Pankreatitis_mit_Verkalkungen_-_CT_axial.jpg
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
224
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Questionou a localização da dor abdominal?
Questionou o caráter da dor abdominal?
Questionou a irradiação da dor abdominal?
Questionou a intensidade da dor abdominal?
Questionou fatores de melhora e de piora?
Quantificou a perda de peso do paciente?
Questionou a presença de diarréia?
Questionou presença de sangue e/ou pus nas fezes?
Questionou náuseas e vômitos?
Questionou a presença de febre?
Questionou medicações de uso contínuo?
Questionou comorbidades prévias?
Questionou alergias a medicamentos?
Questionou tabagismo?
Questionou etilismo?
Mencionou a necessidade de realizar o exame físico após 
higienizar as mãos e pedir consentimento do paciente?
Checklist
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Debriefing
Paciente apresentando importante dor abdominal + esteatorréia + perda 
de peso + história de etilismo + calcificações pancreáticas na TC de 
abdome: não há dúvidas que estamos diante de um quadro de pancreatite 
crônica. A causa mais comum de pancreatite crônica é o alcoolismo. 
A presença de uma clínica sugestiva em associação com uma imagem 
sugestiva, sendo a TC de abdome o exame inicial mais utilizado, 
permite a realização do diagnóstico definitivo de pancreatite crônica. 
Aproveitem esta estação para treinar interpretação de exame de imagem, 
habilidade fundamental em provas de residência!!
Tarefa 02
Citou como hipótese pancreatite crônica?
Tarefa 03
Citou como etiologia alcoolismo?
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Nossa Missão
T odos os nossos esforços na Medway são voltados para uma 
única missão: melhorar a assistência em saúde no 
Brasil. Através de um ensino sólido em Medicina 
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estações cobradas nos anos anteriores .
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2. Prova de MULTIMÍDIA
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 mesmos te responderemos! 
Grande abraço e sucesso na sua jornada!
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	Cefaleia
	PBE
	PTI
	Hipercalemia
	Meningite 
	Bacteriana
	ITU
	Síndrome de 
Lise Tumoral
	Hipoglicemia
	Artrite Séptica
	Insuficiência Cardíaca 
Descompensada
	Ventilação Mecânica
	Taquiarritmia 
	Instável
	Hipertensão 
	Arterial
	Erisipela
	Síndrome de 
Realimentação
	Semiologia do 
Aparelho Respiratório
	Anemia 
	Falciforme
	BLS
	Síndrome de 
Guillain-Barré
	Intoxicação 
	Cumarínica
	Diabetes Mellitus
	Mieloma Múltiplo
	Edema Agudo 
de Pulmão
	Dermatomiosite
	TEMA
	Complicações com 
Uso de Insulina
	Asma
	Doença de Wilson
	Sarcoidose
	Câncer 
	de Pulmão
	Hipertensão Secundária - Hiperaldosteronismo Primário
	SCA + Edema 
Agudo de Pulmão
	DPOC Exacerbado
	Esplenomegalia - 
Leishmaniose
	Intoxicação 
por Opióide
	Leptospirose
	Bradiarritmia
	Intoxicação 
por Etilenoglicol
	Hiperparatireoidismo Primário
	Doença de Berger
	Abscesso 
	Pulmonar
	Doença de Chagas
	Artrite 
	Reumatóide
	Pericardite Aguda 
com Tamponamento
	Síndrome de Wolff
-Parkinson-White
	Osteomielite
	Colite 
Pseudomembranosa
	Pancreatite Crônica
	SUMÁRIO
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	Button 4: 
	Button 3: 
	Button 2:assustada por ter percebido umas “manchas”.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial da paciente.
Tarefa 02: 
Solicite os exames pertinentes ao caso.
Tarefa 03: 
Cite a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Tarefa 04: 
Cite a conduta e oriente a paciente sobre o quadro.
PTI
Tema: PTI
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: moderado / alto
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: 1 atriz e 1 examinador
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Orientações 
à Atriz:
Ao ser questionada a atriz respondia: 
• Notou os surgimento das lesões nas pernas há 1 dia;
• As lesões são em grande número e estão restritas somente nos MMII;
• Negava epistaxe, nega gengivorragia, nega alterações do fluxo menstrual;
• Negava dores, nega febre, nega artralgias, nega outros sintomas sistêmicos;
• Negava comorbidades prévias;
• Fazia uso apenas de anticoncepcional oral;
• Negava alergias a medicamentos;
• Negava etilismo, negava tabagismo e negava uso de drogas ilícitas;
Orientações 
ao Examinador: 
Ao mencionar a necessidade de realizar o exame físico, o examinador 
entregava uma folha com a descrição do exame e uma outra folha com uma 
foto da paciente: 
Exame físico:
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientada, acianótica, anictérica, 
ausência de linfonodomegalias palpáveis. PA: 122x78 mmHg, 
FC: 75 BPM, FR 16 IRPM, Sao2: 98%
• Respiratório: Eupneica em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
• Abdome: plano, RHA+, indolor a palpação superficial e profunda, 
25
ausência de visceromegalias palpáveis.
• Extremidades: ausência de edemas em MMII, EC 30000?
Orientou procura imediata ao Pronto-Socorro em caso 
de sangramento?
Orientou que a paciente deve ser acompanhada 
no ambulatório e marcou retorno?
Debriefing
Púrpura trombocitopênica imune (PTI) é um tema bastante badalado 
em provas teóricas de residência e que não foi cobrado nas segundas fases 
das principais instituições nos últimos anos. Fiquem atentos em estações 
como esta de atendimento ambulatorial pois deve-se sempre buscar causas 
secundárias de plaquetopenia através da história clínica e de exames 
complementares. PTI é diagnóstico de exclusão!
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Tema: Hipercalemia
Caiu em: UFES 2019; SMCSP 2015
Grau de dificuldade: baixo 
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Você acaba de chegar no seu plantão no Pronto Socorro e o colega que 
passa o plantão para você pede para que avalie o paciente Raimundo, 
62 anos, diabético, portador de doença renal crônica, que chegou com uma 
queixa de mal estar e fraqueza. Seu colega diz que já pediu alguns exames 
mas que os resultados ainda não saíram. 
Nesse momento, entra a enfermeira e entrega para você o eletrocardiograma 
que ela acabou de realizar no paciente Raimundo: 
Hipercalemia
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Fonte: https://www.emergenciausp.com.br/abordagem-da-hipercalemia-voce-sabe-mesmo-o-que-esta-fazendo/
Tarefa 01: 
Cite o diagnóstico eletrocardiográfico do paciente.
Tarefa 02: 
Cite as condutas iniciais para o caso.
Tarefa 03:
Após a realização das medidas iniciais você recebe um novo ECG 
do paciente (abaixo). Qual conduta poderia ser indicada neste momento? 
Fonte: https://cardiopapers.com.br/curso-basico-de-eletrocardiograma-parte-14-onda-t/
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TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou corretamente o diagnóstico de hipercalemia?
Tarefa 02
Citou necessidade de monitorização eletrocardiográfica?
Prescreveu gluconato de cálcio?
Prescreveu solução polarizante (glicose + insulina)?
Prescreveu furosemida?
Prescreveu beta 2 agonista?
Tarefa 03
Indicou a necessidade de diálise?
Checklist
Debriefing
Ao abordar um paciente com hipercalemia e alterações no ECG devemos 
estar cientes de que trata-se de uma emergência médica! Logo, o paciente 
deve ser monitorizado, receber gluconato de cálcio para estabilização 
da membrana miocárdica e ser submetido a terapias que diminuam o nível 
sérico de potássio. Se tais medidas não surtirem efeito, podemos indicar 
a realização de diálise. Fiquem atentos nesses conceitos!
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Tema: Meningite Bacteriana
Caiu em: INC 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 ator
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão em uma UPA na cidade de São Paulo e chega para 
ser atendido o paciente Robson, 32 anos com queixa de febre e cefaléia.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente. 
Tarefa 02: 
Solicite exames pertinentes ao caso.
Tarefa 03: 
Cite o diagnóstico mais provável para o caso.
Tarefa 04: 
Dê as condutas para o quadro.
Meningite 
Bacteriana
32
Orientações 
ao Examinador:
Ao solicitar o exame físico, o examinador entregava somente o item 
se solicitado:
• Geral: Ruim estado geral, consciente e orientado, acianótico, anictérico, 
PA: 105x72 mmHg, FC: 105 BPM, FR 16 IRPM, Sao2: 98%, T 38,3 °C
• Respiratório: Eupneico em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo 
regular em 2 tempos, sem sopros.
• Neurológico: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, presença 
de rigidez de nuca, Sinal de Kernig e Brudzinski ambos positivos. 
• Pele e anexos: ver foto abaixo
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado o ator respondia: 
• O quadro de febre iniciou há 2 dias, não aferida, acompanhada 
de calafrios;
• A cefaléia iniciou juntamente com a febre, holocraniana, 
intensidade 8/10;
• Surgiram manchas pelo corpo há 1 dia, que foram se espalhando 
rapidamente;
• Negava comorbidades prévias;
• Negava alergias a medicamentos;
• Não tomava vacina desde a infância;
• Mora com a esposa e com o filho de 12 anos;
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TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte:https://www.portalped.com.br/sem-categoria/epidemiologia-tempo-de-afastamento-e-precaucao-
para-as-principais-doencas-infectocontagiosas/attachment/meningococcemia/
Na tarefa 02, oferecer os seguintes exames à solicitação do candidato:
• HB 13,0 HT 48% Leucócitos 15000 (80% de neutrófilos com desvio 
à esquerda) Plaquetas 120000 glicose 85 TGP 25 TGO 32 
Creatinina 0,9
• LCR: turvo glicose 22 Leucócitos totais 1560 (90% de neutrófilos) 
Proteínas 220 Bacterioscopia com diplococos gram-negativos
• Hemoculturas em andamento
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou quando ocorreu início da febre?
Checklist34
Questionou quando ocorreu início da cefaléia?
Questionou localização e intensidade da cefaléia?
Questionou o surgimento de lesões cutâneas?
Questionou comorbidades prévias?
Questionou alergia a medicamentos?
Questionou status vacinal?
Questionou com quem convive no domicílio?
Solicitou exame físico geral e sinais vitais?
Solicitou exame físico do aparelho respiratório?
Solicitou exame físico cardiovascular?
Solicitou exame físico neurológico?
Solicitou exame de pele e anexos?
Tarefa 02
Solicitou punção liquórica com análise do líquor?
Solicitou exames gerais (hemograma, eletrólitos, 
função hepática, função renal)?
Solicitou glicemia sérica?
Solicitou hemoculturas?
Tarefa 03
Citou como hipótese mais provável meningite 
com meningococemia?
35
Debriefing
Meningite é um tema recorrente em prova de residência médica. 
Aqui, vale aquele conceito de fazer uma anamnese “padrão” para garantir 
o máximo de pontos e lembrar de que além de tratar o paciente não posso 
esquecer de avaliar a quimioprofilaxia dos contactantes!
Não pode deixar também de saber a diferença teórica entre meningite 
e meningococcemia, beleza? 
Tarefa 04
Indicou internação hospitalar?
Indicou necessidade de isolamento respiratório 
para o paciente?
Prescreveu hidratação venosa?
Prescreveu corticoide?
Prescreveu antibioticoterapia (ceftriaxone)?
Orientou necessidade de quimioprofilaxia com 
rifampicina para o filho e a esposa do paciente?
36
Tema: ITU
Caiu em: UFPR 2019, UNICAMP 2018
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 ator
Início da Estação
Caso clínico: 
Você é o médico de uma UBS da cidade de Divinópolis-MG e chega 
para ser atendida a paciente Marina, 23a por um desconforto ao urinar. 
Tarefa 1 (única): 
Realize o atendimento da paciente
ITU
Orientações 
à Atriz:
Ao ser questionada a atriz relatava:
• Os sintomas se iniciaram há 2 dias;
• Apresenta dor suprapúbica que não irradia, de caráter em queimação, 
intensidade 6/10, sem fatores de melhora e de piora;
37
Orientações 
ao Examinador:
Ao solicitar o exame físico, o examinador entregava uma folha com 
o exame físico para o paciente:
Exame físico:
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientada, acianótica, 
anictérica, ausência de linfonodomegalias palpáveis. 
PA: 115x69 mmHg, FC: 78 BPM, FR 14 IRPM, Sao2: 99%, T 36,5 °C
• Respiratório: Eupneica em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
• Abdome: plano, RHA+, dor a palpação superficial e profunda 
em hipogástrio, ausência de visceromegalias palpáveis. Descompressão 
brusca negativa, sinal de Giordano negativo bilateralmente.
• Vem apresentando também polaciúria e hematúria;
• Negava febre, dor lombar, náuseas e/ou vômitos;
• Negava urgência miccional;
• Negava possibilidade de gravidez (menstruação cessou há 4 dias);
• Negava episódios recorrentes de infecção do trato urinário;
• Negava comorbidades prévias;
• Negava uso de medicações de uso contínuo;
• Negava alergias a medicamentos;
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
38
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou quando iniciaram os sintomas?
Caracterizou a dor da paciente (localização, caráter, 
irradiação, intensidade, fatores de melhora e de piora)?
Questionou sobre polaciúria?
Questionou sobre hematúria?
Questionou sobre dor lombar?
Questionou sobre náuseas e/ou vômitos?
Questionou sobre urgência miccional?
Questionou data da última menstruação?
Questionou sobre episódios de ITU recorrentes?
Questionou sobre comorbidades prévias?
Questionou sobre medicações de uso contínuo?
Questionou sobre alergias a medicamentos?
Checklist
39
Solicitou o exame físico após mencionar lavagem adequada 
das mãos e consentimento da paciente?
Fez a hipótese diagnóstica de cistite ?
Mencionou não ser necessário solicitar exame 
complementar nesse momento?
Prescreveu antibioticoterapia (considerar um desses 
antibióticos: fosfomicina, nitrofurantoína, sulfametoxazol-
trimetoprim, norfloxacino, ciprofloxacino, levofloxacino)?
Orientou retorno caso os sintomas persistam em vigência 
do uso do antibiótico?
Questionou se a paciente apresenta alguma dúvida?
Debriefing
Em uma estação de cistite é importante buscar ativamente indícios 
de ITU complicada. Afastada essa hipótese, em uma mulher na menacme, 
o diagnóstico é clínico, não sendo necessário solicitar exames para 
a paciente. Atenção a este conceito pois pode ser cobrados de vocês em 
uma prova prática!
40
Tema: Síndrome de Lise Tumoral
Caiu em: Checklist extra
Grau de dificuldade: alto
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Cenário: folhas em branco sobre a mesa
Início da Estação
Caso clínico: 
Pedro, 35 anos, chega ao Pronto-Socorro do Hospital Universitário 
com queixa de “diminuição da urina”. É um paciente conhecido da equipe, 
pois já é acompanhado no Hospital por estar em tratamento de um Linfoma 
de Burkitt. Além disso, o paciente refere ter feito por conta própria alguns 
exames, conforme pode ser visto abaixo.
Exames: 
• Hb 8,0 HT 35,6% Leucócitos 8000 plaquetas 125000 Creatinina 6,0
Tarefa 01: 
Escreva na folha de respostas a principal hipótese diagnóstica para o caso.
Tarefa 02:
Escreva na folha de respostas os distúrbios esperados nessa condição.
Síndrome de 
Lise Tumoral
41
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Tarefa 03: 
Escreva na folha de respostas a conduta inicial para o caso.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Anotou corretamente síndrome de lise tumoral?
Tarefa 02
Citou hiperuricemia?
Citou hipercalemia?
Citou hiperfosfatemia?
Citou hipocalcemia?
Tarefa 03
Indicou internação?
Citou monitorização?
Citou necessidade de realizar ECG?
Citou necessidade de solicitar exames laboratoriais?
Citou hidratação com solução cristalóide?
Citou tratamento com rasburicase?
Checklist
42
Debriefing
Estação de síndrome de lise tumoral (SLT) bem direta. Nessa síndrome, 
temos 4 alterações laboratoriais típicas: hipercalemia, hiperuricemia, 
hiperfosfatemia e hipocalcemia. Hidratar os pacientes portadores dessa 
síndrome é crucial, além de diminuir os níveis de ácido úrico e tratar 
os distúrbios eletrolíticos. 
43
Tema: Hipoglicemia
Caiu em: UFPR 2019; CERMAM 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 atriz (enfermeira)
Cenário: manequim sobre a maca
Início da Estação
Caso clínico: 
Você é o médico de plantão na UPA de uma cidade do interior e é chamado 
pela enfermeira para atender um paciente, Mauro, 57a, trazido por familiares 
devido quadro de convulsão. Os familiares referem que o quadro iniciou 
há 10 minutos e que a única comorbidade conhecida do paciente é o diabetes.
Tarefa 01 (única): 
Realize o atendimento inicial do paciente.
Hipoglicemia
44
Orientações 
ao Examinador:
Após realizar a abordagem inicial do paciente grave o examinador entrega 
uma folha ao candidato com os seguintes dados:
• A: via aérea pérvia, sem sinais de obstrução
• B: Sao2 96%, FR 21 IRPM, ausculta pulmonar com MV + sem ruídos 
adventícios.
• C: FC: 110 BPM, PA 110x75 mmHg, Ausculta: BCNF, RR2T, 
sem sopros. Presença de taquicardia sinusal no monitor cardíaco.
• D: Dextro: 32, presença de movimentos involuntários, tônicos 
e clônicos em MMSS e MMII.
• E: ausência de traumas visíveis, paciente emagrecido.
Após realização das medidas iniciais e recuperação do pós-ictal, paciente 
retoma nível de consciência e diz lembrar apenas que tinha utilizado 
a insulina para diabetes mas que não realizou refeição em seguida 
pois estava sem apetite.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função) para 
os familiares do paciente?
Pediu para que levasse o paciente para a sala de emergência?
Avaliou se vias aéreas estavam pérvias?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
45
Avaliou respiração incluindo oximetria e examefísico 
do aparelho respiratório?
Avaliou circulação através do exame físico do aparelho 
cardiovascular, solicitou obtenção de acessos venosos 
calibrosos e monitorização cardíaca?
Realizou avaliação neurológica do paciente e solicitou 
dextro?
Prescreveu tiamina 300-500 mg IV ou IM?
Prescreveu glicose EV?
Prescreveu diazepam EV?
Fez a hipótese de hipoglicemia devido uso inadequado 
de insulina?
Explicou adequadamente para o paciente e familiares 
a necessidade de fazer refeições em horários regulares 
para evitar novos episódios de hipoglicemia?
Debriefing
Ao abordarem um paciente com crise convulsiva lembrem-se inicialmente 
de realizar o MOV e o ABCDE do paciente grave. Além disso, diante 
de uma crise convulsiva deve-se avaliar a glicemia capilar do paciente 
pois podemos estar diante de uma crise com causa reversível!
46
Tema: Artrite Séptica
Caiu em: HIAE 2017
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico:
Chega no Pronto Socorro que você está de plantão o paciente Jair, 34 anos, 
com queixa de dor intensa em joelho direito, mal estar e sensação febril.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial do paciente.
Tarefa 02: 
Qual a hipótese mais provável para o quadro?
Tarefa 03: 
Cite 2 diagnósticos diferenciais para o caso.
Tarefa 04: 
Cite um procedimento que deveria ser realizado nesse momento.
Artrite Séptica
47
Tarefa 05: 
Qual a conduta para o caso?
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado o ator respondia:
• A dor no joelho havia iniciado há 2 dias, era de forte intensidade 
e de caráter em pontada;
• Estava apresentando sensação de febre e calafrios há 1 dia, mas não 
chegou a aferir a febre;
• Negava dores em outras articulações;
• Alegava também que há 1 dia o joelho começou a ficar quente e vermelho;
• Negava a presença de exantema;
• Negava a presença de saída de secreção pelo pênis;
• Negava história de relações sexuais sem preservativos (era solteiro e não 
tinha relações há 1 ano);
• Negava episódios anteriores de artrite;
• Alegava ter machucado seu pé direito há 5 dias durante o trabalho em 
uma construção;
• Afirmava ter recebido todas as vacinas para sua faixa etária;
• Negava comorbidades prévias;
• Negava alergias a medicamentos;
48
Orientações 
ao Examinador:
Ao solicitar o exame físico, o examinador entregava uma folha com 
o exame uma foto:
• Geral: Regular estado geral, consciente e orientado, acianótico, anictérico. 
PA: 135x78 mmHg, FC: 107 BPM, FR 17 IRPM, Sao2: 99%, T 38,2°C
• Respiratório: Eupneica em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio vesicular 
presente difusamente sem ruídos adventícios.
• Cardiovascular: bulhas cardíacas normofonéticas, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
Fonte: http://reumatorj.com.br/o-que-e-doenca-reumatica-infecciosa/
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
49
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente (nome e função)?
Questionou quando ocorreu início da dor e a caracterizou?
Questionou quando iniciou a febre?
Questionou a presença de sinais flogísticos no joelho 
acometido?
Questionou acometimento de outras articulações?
Questionou a presença de exantema?
Questionou a presença de saída de secreção pelo pênis?
Questionou história de relações sexuais desprotegidas?
Questionou história de trauma recente?
Questionou status vacinal?
Questionou história de comorbidades?
Questionou alergia a medicamentos?
Solicitou o exame físico após mencionar lavagem adequada 
das mãos e consentimento da paciente?
Checklist
50
Tarefa 02
Citou o diagnóstico de artrite séptica não gonocócica?
Tarefa 03
Citou artrite gotosa como diagnóstico diferencial?
Citou artrite séptica gonocócica como diagnóstico 
diferencial?
Tarefa 04
Citou artrocentese com análise do líquido articular?
Tarefa 05
Indicou antibioticoterapia parenteral?
Indicou drenagem articular?
Debriefing
Artrite séptica é uma importante causa de monoartrites agudas. Ao abordar 
um paciente com essa queixa, uma anamnese e exame físico bem feitos 
devem ser realizados para permitir a realização de diagnóstico diferencial 
com duas outras causas de monoartrite aguda: artrite gotosa e artrite 
gonocócica. Fiquem atentos pois artrite séptica é tema quente em prova 
de residência médica!
51
Tema: Insuficiência Cardíaca Descompensada
Caiu em: UNICAMP 2016
Grau de dificuldade: moderado / alto
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Você está de plantão no Pronto Socorro da instituição onde realiza 
sua residência de Clínica Médica e chega para ser atendido o paciente 
João Carlos, 59 anos, hipertenso e diabético, com história de infarto agudo 
do miocárdio há 6 anos não submetido a revascularização pois negou 
a realizar o procedimento, vem apresentando dispneia há alguns meses, 
mas que piorou de intensidade nos últimos dias.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento do paciente.
Tarefa 02: 
Solicite 2 exames complementares.
Insuficiência Cardíaca 
Descompensada
52
Tarefa 03: 
Qual o diagnóstico mais provável do paciente neste momento?
Tarefa 04: 
Faça a prescrição inicial para o caso.
Orientações 
ao Ator:
Ao ser questionado o ator respondia:
• A dispneia começou há 6 meses e no início do quadro era aos grandes 
esforços, mas na última semana vem sentindo até mesmo no repouso
• Surgimento de ortopneia há 3 meses e dispneia paroxística noturna 
há 2 meses, apresentando dificuldades para dormir devido à falta 
de ar
• Percebeu edema de MMII há alguns meses, mas não sabe precisar 
o tempo de início
• Nega dor torácica, nega palpitação, nega síncope
• Nega febre e sintomas gripais
• Nega outras comorbidades
• Nega alergias a medicamentos
• Faz uso de aspirina, sinvastatina, anlodipino e metformina
Orientações 
ao Examinador:
Ao solicitar o exame físico, o examinador entregava uma folha conforme os 
itens que o candidato solicitava:
53
Exame físico:
• Geral: Regular estado geral, consciente e orientado, acianótico, afebril, 
anictérico. PA: 144x92 mmHg, FC: 105 BPM, FR 23 IRPM, Sao2: 92%
• Respiratório: Taquipneico em ar ambiente, Ausculta: Murmúrio 
vesicular diminuídos em ambas as bases com estertores crepitantes até 
terço médio de ambos hemitórax.
• Cardiovascular: Presença de turgência jugular, ausculta: bulhas 
cardíacas hipofonéticas, com ritmo regular em 2 tempos, 
sem sopros.
• Extremidades: Presença de edema bilateral, ++/4 até terço médio da tíbia, 
ECTarefa 04
Prescreveu dieta hipossódica?
Prescreveu furosemida EV?
Prescreveu cabeceira elevada a 30°?
Prescreveu profilaxia TEV?
Prescreveu betabloqueador? (perder 1 item se prescrever)
56
Início da Estação
Caso clínico: 
Você chega na sala de emergência de um Pronto-Socorro para iniciar 
seu plantão e seu colega que está saindo lhe passa o seguinte caso: 
Paciente Raimundo, 63 anos, deu entrada trazido pelo SAMU com 
o relato de ter sido encontrado na sua residência por vizinhos com quadro 
de dispneia importante. Ao chegar na sala de emergência estava com 
quadro de insuficiência respiratória grave, sendo prontamente intubado. 
O colega que está saindo pede para que você avalie com prioridade 
esta paciente. Ao avaliar o paciente, você se depara com a seguinte tela 
do ventilador mecânico: 
Ventilação Mecânica
Tema: Ventilação Mecânica
Caiu em: UNIFESP 2019
Tempo da estação: 5 minutos
Cenário: Mesa com algumas folhas e caneta
57
Tarefa 01: 
Em qual modo ventilatório o paciente se encontra?
Tarefa 02: 
Cite um fenômeno ventilatório presente na tela em questão.
Tarefa 03: 
Cite duas condições clínicas classicamente associadas com a ocorrência 
desse fenômeno.
Tarefa 04: 
Cite 2 parâmetros podem ser ajustados para corrigir o fenômeno apresentado 
pelo paciente. 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
58
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Respondeu que o paciente se encontra em ventilação 
controlada a pressão (PCV)?
Tarefa 02
Citou que o paciente está fazendo um quadro 
de auto-peep?
Tarefa 03
Citou asma?
Citou doença pulmonar obstrutiva crônica?
Tarefa 04
Citou volume corrente?
Citou tempo inspiratório?
Checklist
Debriefing
Ventilação mecânica é tema quente em algumas instituições, especialmente 
na USP-SP que gosta bastante do tema. Lembrem de estudar os modos 
ventilatórios básicos e observar como se comportam as curvas de cada 
modo pois é uma das formas mais frequentes em que o tema é cobrado. 
Vejam e revejam essa estação pois ela pode aparecer tanto na prova teórica 
quanto na prova prática, incluindo as provas multimidias!!
59
Taquiarritmia 
Instável
Tema: Taquiarritmia Instável
Caiu em: UFES 2019, 2018; HSL 2015, 2016, 2018, 2019, 2020
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Cenário: Manequim, desfibrilador e vários equipamentos de sala 
de emergência
Início da Estação
Caso clínico: 
Você é o plantonista de uma UPA e é chamado pela equipe de enfermagem 
para atender o paciente Jonas, 47 anos, diabético e hipertenso, 
trazido por familiares ao ser encontrado desacordado em sua residência.
Tarefa única: 
Realize o atendimento do paciente.
Orientações 
ao Examinador
• Paciente não apresentava responsividade;
• Paciente apresentava pulsos e movimentos respiratórios;
• Após candidato levar o paciente para a sala de emergência e realizar 
60
o ABCDE do paciente grave era fornecido uma folha com a seguinte 
descrição:
• A: vias aéreas pérvias
• B: FR: 21 IRPM, Sao2 : 91% em ar ambiente, Ausculta pulmonar 
com MV + difusamente e discretos estertores bibasais.
• C: FC: 154 BPM, PA 125x92 mmHg, Ausculta cardíaca: Bulhas cardíacas 
normofonéticas, com ritmo regular em 2 tempos, sopro pancardíaco 
sistólico +/6. O monitor cardíaco mostrava o seguinte traçado:
• D: Glasgow 12, obedece a comandos, abertura ocular ao estimula verbal 
e com palavras inapropriadas. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. 
Dextro: 145.
• E: Sem lesões cutâneas e/ou de mucosas ao exame físico
• Ao indicar a cardioversão elétrica sincronizada, o examinador falava 
que o candidato deveria demonstrar o procedimento.
• Após realização da cardioversão elétrica sincronizada o paciente evoluiu 
com Glasgow 15 e apresentava o seguinte traçado no monitor cardíaco:
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
61
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Identificou-se adequadamente como médico?
Verificou responsividade?
Avaliou pulso e movimentos respiratórios 
simultaneamente (5-10s)?
Indicou necessidade de levar o paciente para a sala 
de emergência?
Indicou realização do MOV ?
Avaliou vias aéreas (A)?
Avaliou respiração (B) ?
Avaliou circulação ( C) ?
Avaliou função neurológica (D)?
Realizou exposição do paciente (E)?
Identificou que o paciente apresentava possível taquicardia 
ventricular monomórfica com instabilidade?
Indicou necessidade de realizar cardioversão elétrica 
sincronizada?
Informou e obteve consentimento do paciente e familiares 
para realizar procedimento?
Solicitou a equipe que deixassem a disposição material 
de intubação e aspiração?
Checklist
62
Mencionou necessidade de sedação e analgesia 
(morfina ou fentanil + propofol ou midazolam)?
Selecionou o modo de sincronização no aparelho 
de cardioversão?
Selecionou carga > 100 J no aparelho de cardioversão?
Aplicou gel nas pás e posicionou-as sobre o tórax 
em posição ápice-esterno?
Aplicou uma pressão de aproximadamente 13 kg sobre o 
tórax do paciente garantindo um bom contato com as pás?
Checou que ele próprio e a equipe não estava em contato 
com a maca e o paciente antes de aplicar o choque?
Aguardou alguns segundos com as pás sobre o tórax 
do paciente para ter certeza que o choque sincronizado 
foi liberado
Reconheceu que o paciente apresentava ritmo sinusal 
após cardioversão elétrica?
Debriefing
ACLS é tema quente em prova prática de residência médica! 
Cai todo ano e certamente você encontrará este tema na sua prova. 
Aqui não mistérios, é seguir o passo-a-passo preconizado e garantir os pontos 
do checklist. É uma estação previsível, então treinem exaustivamente para 
não perderem esses valiosos pontos!
63
Início da Estação
Caso clínico: 
Francisco, 41 anos, vem encaminhado para a UBS na qual você é médico 
da família e comunidade devido estar com a “pressão alta” segundo 
relatos do próprio paciente. Foi verificado níveis pressóricos elevados 
ao ser submetido a exame admissional em uma empresa de veículos pela 
qual está sendo contratado.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento do paciente.
Hipertensão 
Arterial
Tema: Hipertensão Arterial
Caiu em: HIAE 2016, 2018; UFPR 2017; CERMAM 2018
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
64
Orientações 
ao Ator: 
• Não apresentava nenhum sintoma e que ficou surpreso e preocupado 
quando foi informado que sua pressão arterial estava elevada;
• Dizia que sua pressão estava alta quando foi examinado na empresa 
mas que não lembrava o valor;
• Negava história prévia de HAS;
• Negava história de DM;
• Negava história de infarto agudo do miocárdio e AVC;
• Negava história de doença renal;
• Negava tabagismo e etilismo;
• Negava história prévia de dislipidemia;
• Afirmava que consumia muitas frituras e outras comidas gordurosas 
com excesso de sal, além de ingerir muitos doces e poucas frutas, verduras 
e legumes;
• Negava história de evento cardiovasculares na família;
• Negava outras comorbidades;
• Negava alergias a medicamentos;
Orientações 
ao Examinador: 
Não interagia em nenhum momento na estação; 
Ao mencionar a necessidade de realizar o exame físico, o examinador 
entregava folhas com itens do exame conforme solicitado:
Exame físico:
• Geral: Bom estado geral, consciente e orientado em tempo 
e espaço, afebril ao toque, anictérico, acianótico, normocorado.
65
• Dados antropométricos: Altura: 1,70 cm Peso: 85 kg IMC 29,41
• Cardiovascular: FC 78 BPM, PA 142x91 mmHg em membro superior 
direito e PA 143x95 em membro superior esquerdo, pulsos radiais, 
femorais, poplíteos, tibiais posteriores e pediosos palpáveis, 
com boa amplitude, rítmicos e simétricos.
• Respiratório: FR 17 IRPM, Sao2 98% em ar ambiente, Ausculta: 
MV presente difusamente, sem ruídos adventícios.
• Abdome: globoso, RHA+, ausência de tumorações palpáveis, indolor a 
palpação superficial e profunda.
Tarefa 02: 
Dê a conduta para o caso.
Orientações 
ao Ator: 
Nesse momento o ator questionava se ele realmente tinha “pressão alta”.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função) de maneiracordial?
Questionou o valor da PA do paciente durante exame 
admissional?
Questionou se o paciente possui algum sintoma?
Checklist
66
Questionou história prévia de HAS?
Questionou história prévia de AVC?
Questionou história prévia de infarto agudo do miocárdio?
Questionou história de doença renal crônica?
Questionou tabagismo e etilismo?
Questionou história prévia de dislipidemia?
Questionou outras comorbidades?
Questionou eventos cardiovasculares prematuros 
em parentes de primeiro grau (77
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia em nenhum momento da estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Orientações 
ao Ator (se presente):
Obedecia aos comandos do candidato durante a realização 
do exame físico.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função) de maneira cordial?
Explicou ao paciente como realizaria o exame?
Mencionou necessidade de higienizar adequadamente 
as mãos antes de realizar o exame físico?
Mencionou necessidade de higienizar o estetoscópio antes 
de realizar o exame físico?
Solicitou de maneira educada que o paciente retirasse 
a blusa?
Checklist
78
Realizou inspeção estática do tórax da parede anterior, 
parede posterior e parede lateral de ambos hemitórax 
e descreveu corretamente que o tórax era atípico, não 
apresentava lesões de pele e não apresentava cicatrizes?
Realizou inspeção dinâmica e descreveu frequência 
respiratória e ausência de uso de musculatura acessória?
Durante a palpação avaliou frêmito tóraco-vocal na parede 
anterior, posterior e lateral de ambos hemitórax?
Durante a palpação avaliou expansibilidade pulmonar 
na parede anterior, posterior e lateral de ambos hemitórax?
Realizou percussão na parede anterior, posterior e lateral 
de ambos hemitórax?
Realizou ausculta em região cervical?
Realizou ausculta em região anterior, posterior e lateral 
de ambos hemitórax?
Debriefing
Semiologia é tema que frequentemente é cobrado em provas práticas! 
O segredo aqui é seguir o passo-a-passo e não esquecer daqueles itens 
essenciais na preparação do exame, tais como, higienizar as mãos, pedir 
consentimento do paciente, solicitar que o paciente retire a blusa. 
Na hora do nervosismo da prova, frequentemente esquecemos desses pontos 
e podemos perder pontos preciosos na hora da prova. Treinem exame físico 
repetidamente!
79
Tema: Anemia Falciforme
Caiu em: USP-RP 2016
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 ator
Início da Estação
Caso clínico: 
Marisa, 19 anos, chega a UBS para ser atendida bastante ansiosa e diz 
apresentar um quadro de anemia. Além disso, diz estar muito preocupada 
pois segundo ela, sua mãe e seus dois irmãos morreram devido essa anemia. 
Por conta da preocupação, a paciente realizou alguns exames por conta 
própria e trouxe para que você avaliasse:
• HB 8,5 HT 32,0% VCM 103 HCM 28 Leucocitos 6500 
Plaquetas 172000 BT 3,4 
• LDH 2500 Haptoglobina 15 (VR 40-280) 
• Esfregaço de sangue periférico: presença de dacriócitos
Tarefa 01 (única): 
Esclareça as dúvidas da paciente
Anemia 
Falciforme
80
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
Orientações 
à Atriz:
• A estação era uma espécie bate papo e a paciente ia perguntando 
ativamente as dúvidas que possuía e o candidato deveria responder.
• A atriz perguntava qual nome dessa anemia que ela pode ter 
e que “acabou” com a família dela;
• A atriz questionava o por que toda a família possuía a doença;
• A atriz perguntava se com os exames que ela fez já era confirmado 
o diagnóstico de anemia falciforme;
• Após o candidato falar que não estava confirmado o diagnóstico, 
ela questionava qual exame ainda faltava para ter a confirmação;
• A atriz questionava se tinha algum tratamento para a doença;
• A atriz perguntava o motivo pelo qual a doença causava complicações 
e quais complicações eram essas;
• Após o candidato falar sobre crises dolorosas, a atriz dizia que 
já apresentou tal complicação diversas vezes;
• A atriz dizia no fim da estação que seu sonho era ser mãe, mas que tinha 
medo de ter um filho e ele também ter a doença, então ela perguntava 
se caso ela engravidasse se o filho dela também terá a doença;
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
81
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função) de maneira cordial?
Explicou a paciente que a doença se chama 
anemia falciforme?
Explicou com linguagem acessível que a anemia 
falciforme é uma doença genética e que para que ocorra 
é necessário que a pessoa herde do pai e da mãe dois genes 
da hemoglobina alterados?
Explicou a paciente que ainda não podia confirmar 
o diagnóstico de anemia falciforme?
Explicou que o diagnóstico definitivo pode ser dado pela 
eletroforese de hemoglobinas?
Explicou que o tratamento é baseado em transfusões 
sanguíneas e uso de hidroxiureia em alguns casos?
Mencionou que a paciente deveria ser vacinada com vacina 
contra pneumococo?
Explicou com linguagem clara e acessível que 
as hemácias polimerizam causando obstrução de vasos 
e consequentemente disfunção orgânica?
Explicou com linguagem clara e acessível que a paciente 
poderia ter crises dolorosas devido vaso-oclusão?
Explicou que a paciente poderia ter crises anêmicas?
Explicou que a paciente a poderia ter AVE?
Explicou que a paciente poderia ter síndrome torácica 
aguda?
Checklist
82
Debriefing
Estação de anemia falciforme que sem dúvidas é uma das anemias mais 
cobradas em provas de residência. Esta estação abordou um modelo que 
vem caindo frequentemente nas principais instituições que é uma espécie 
de fornecimento de orientações ao paciente. Aqui, o importante é saber 
transmitir as principais informações ao paciente mas de forma CLARA 
e ACESSÍVEL, pois isso certamente pontuará no checklist. 
Orientou que a paciente pode realizar aconselhamento 
genético e que este poderá ajudá-la na tomada de decisões?
83
Tema: BLS
Caiu em: UNIFESP 2019
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador
Cenário: Manequim sobre o chão e ambu sobre uma uma mesa
Início da Estação
Caso clínico: 
Aproveitando a rara folga que tem em seu R1, você decide ao shopping 
da sua cidade fazer algumas compras. Ao sair de uma loja, você percebe 
que um idoso acaba de sofrer uma queda, ficando caído sobre o chão 
e logo em seguida uma aglomeração é formada ao redor do indivíduo. 
Você como médico, decide imediatamente verificar o que ocorreu com 
o senhor.
Tarefa 01 (única): 
Realize o atendimento do indivíduo.
BLS
Orientações 
ao Examinador:
• Informava que a cena era segura
• Informava que o paciente não apresentava responsividade;
84
• Informava que um segurança do shopping foi buscar o DEA;
• Informava que o paciente não apresentava movimentos respiratórios 
e pulso;
• Informava que um segurança tinha acabado de trazer o ambu mas ainda 
não havia chegado o DEA;
A estação encerrava após o candidato completar um ciclo de RCP.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa única
Verificou a segurança do local?
Avaliou responsividade da vítima chamando-a 
e tocando-a nos ombros?
Chamou por ajuda?
Solicitou um DEA?
Descobriu completamente o tórax do paciente?
Verificou respiração e checou pulso carotídeo 
simultaneamente em 5-10 segundos?
Iniciou ciclos de 30 compressões e 2 ventilações após 
verificar ausência de respiração e pulso?
Realizou compressões em frequência de 100-120 
por minuto?
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
85
Realizou compressões formando um ângulo de 90° 
em relação ao plano horizontal com a região hipotenar 
da mão sobre a metade inferior do esterno?
Comprimiu com profundidade de 5-6 cm e permitiu 
retorno completo do tórax após cada compressão?
Realizou ventilação com dispositivo bolsa-válvula-
máscara com técnica “C” e “E” e realizou elevação do 
mento/inclinação da cabeça para abertura da via aérea?
Checou o pulso após 5 ciclos de 30 compressões 
e 2 ventilações?
Debriefing
Estações de protocolo bem definido, como o BLS é estação para ganhar 
pontos na prova de residência! Aqui o segredo é a repetição, ou seja, 
treinar bastante para que o nervosismo não te faça esquecer nenhum ponto 
do protocolo (saiba que o nervosismo deixará uma estação “fácil” como está 
no mínimo com uma dificuldade moderada). 
86
Tema: Síndrome de Guillain-Barré
Caiu em: SMCSP 2018
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 ator e 1 examinador
Cenário: Folhas de papéis e caneta sobre a mesma
Início da Estação
Caso clínico:
Adriano, 30 anos de idade, vem a UPA que você de plantão 
no pronto-atendimento de clínicamédica com um quadro de perda 
progressiva da força muscular há 1 semana. Refere que o quadro se iniciou 
com perda de força na porção distal de ambos os membros inferiores 
e foi progressivamente ascendendo para a região proximal. 
Além disso, há 3 dias, também vem sentindo fraqueza muscular na porção 
distal dos membros superiores e hoje refere leve dificuldade para respirar. 
O paciente nega comorbidades prévias, exceto por ter apresentando 
há 15 dias episódio de diarreia autolimitado.
Tarefa 01: 
Cite a principal hipótese diagnóstica para o caso.
Tarefa 02: 
Solicite um exame complementar para o caso.
Síndrome de 
Guillain-Barré
87
Tarefa 03: 
Descreva a alteração esperada no exame que você solicitou para reforçar 
sua hipótese diagnóstica.
Tarefa 04: 
Cite a conduta para o quadro do paciente.
Tarefa 05: 
Cite o agente que provavelmente pode estar associado com desenvolvimento 
dessa condição pelo paciente.
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Citou Síndrome de Guillain-Barré como a principal 
hipótese para o caso?
Tarefa 02
Solicitou análise do líquor?
Checklist
Highlight
Highlight
Highlight
88
Tarefa 03
Descreveu dissociação proteíno-citológica?
Tarefa 04
Indicou internação hospitalar para o paciente?
Indicou que o paciente deve ser tratado em UTI?
Indicou tratamento com plasmaférese ou imunoglobulina 
intravenosa?
Não indicou tratamento com corticóides?
Tarefa 05
Citou Campylobacter jejuni?
Debriefing
Síndrome de Guillain-Barré é uma das paralisias flácidas agudas mais 
cobradas em provas de residência médica. Geralmente alguns conceitos 
clássicos são cobrados em prova teórica e aqui não foi diferente. 
É uma condição que costuma causar fraqueza muscular simétrica 
e progressiva. A alteração laboratorial classicamente descrita é a dissociação 
proteíno-citológica no líquor. Em condições em como esta, que o paciente 
pode estar com acometimento da ventilação, o ideal é que o paciente 
seja internado em ambiente de UTI. Além disso, não podemos esquecer 
da associação clássica da doença com a bactéria Campylobacter jejuni.
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
89
Tema: Intoxicação Cumarínica
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: 1 atriz e 1 examinador
Início da Estação
Caso clínico: 
Marilene, 27 anos, vem a UBS com queixa de sangramento em gengivas. 
Está muito aflita e ao saber da história de sangramento, a enfermeira 
da UBS pede para que você atenda a paciente.
Tarefa 01: 
Realize a anamnese da paciente.
Orientações 
à Atriz:
• Afirmava que há 3 dias vinha apresentando sangramento nas gengivas 
espontaneamente;
Intoxicação 
Cumarínica
90
• Negava epistaxe;
• Negava hematúria;
• Negava sintomas de sangramento do trato gastrointestinal;
• Negava febre, negava outros sintomas se questionada;
• Referia que tinha lesão em válvula cardíaca devido febre reumática 
e que isso causou uma arritmia que não lembra o nome;
• Usava o medicamento varfarina há 2 anos;
• Dizia que o último controle de INR havia sido há 6 meses 
e que não pode ir a última consulta com seu médico cardiologista;
• Referia ter usado bactrim por 5 dias há 1 semana;
• Negava uso de outras medicações de uso contínuo;
• Negava alergias a medicamentos;
Orientações 
ao Examinador:
Após realizar a anamnese, entregava uma folha contendo o seguinte exame 
físico ao candidato:
Exame físico:
• Geral: BEG, COTE, anictérica, acianótica e afebril;
• Cardiovascular: PA: 120x85 mmHg, FC 85 BPM, ausência 
de hipotensão postural, Ausculta: BCNF, com ritmo regular em 
2 tempos, sem sopros.
• Abdome: flácido, RHA+, indolor a palpação profunda e superficial, 
ausência de tumorações e visceromegalias palpáveis.
• Neuro: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, ausência de déficits focais 
ao exame.
• Oroscopia: ausência de sangramento visível, ausência de outras lesões 
em cavidade oral.
91
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Tarefa 02: 
Solicite 2 exames complementares para o caso. 
Exames disponibilizados:
• Hb 15,0 HT 42 % Leucócitos 5600 Plaquetas 245000
• INR 6,2
Tarefa 03: 
Dê o diagnóstico e as condutas para o caso.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função) de maneira cordial?
Questionou há quantos dias a paciente vinha apresentando 
gengivorragia?
Questionou sobre epistaxe?
Questionou sobre hematúria?
Questionou sobre sintomas de sangramento do trato 
gastrointestinal tais como hematêmese, melena 
e hematoquezia (aceitar se perguntar pelo menos dois 
dos sintomas)?
Questionou a presença de febre?
Questionou comorbidades?
Checklist
92
Questionou medicamentos de uso contínuo?
Questionou quando foi sua última consulta para ajuste 
de INR?
Questionou o uso de alguma medicação nova recentemente?
Questionou alergia a medicamentos?
Tarefa 02
Solicitou hemograma?
Solicitou coagulograma ou INR?
 Tarefa 03
Deu hipótese diagnóstica de intoxicação cumarínica?
Suspendeu a varfarina da paciente?
Prescreveu vitamina K venosa ou oral?
Orientou retorno diário na UBS e solicitação de INR 
até interrupção do sangramento e ajuste de INR?
Debriefing
Intoxicação cumarínica é um evento não incomum em paciente em uso 
de varfarina. Em situações como essa, deve-se buscar identificar 
sangramentos graves que podem colocar a vida do individuo em risco e buscar 
identificar o motivo pelo qual o paciente apresentou desajuste no INR. 
O tratamento baseia-se na suspensão temporária do medicamento 
e dependendo da gravidade do sangramento e valor de INR pode ser 
necessária o uso de vitamina K, plasma fresco congelado e até mesmo 
complexo protrombínico. Aproveitem e treinem essa interessante estação!
93
Início da Estação
Caso clínico: 
Alfredo, 56 anos, vem a UBS em consulta de retorno após você ter 
solicitado alguns exames na consulta anterior. Possui diabetes mellitus tipo 
2 diagnosticado há 5 anos mas vem apresentando dificuldade com o controle 
glicêmico apesar de afirmar que mudou substancialmente seu estilo de vida 
após orientações dada por você. Atualmente está em uso de metformina 
850 mg 3x ao dia e glicazida 120 mg 1x ao dia e traz os seguintes exames 
realizados:
Creatinina 0,85 Ureia 34 HbA1c 8,6 % Hb 12,5 Ht 43,4% Leucócitos 7456 
Plaquetas 234500
Tarefa 01 (única): 
Dê a conduta farmacológica para o caso e realize as orientações necessárias 
ao paciente sobre a mesma.
Diabetes Mellitus
Tema: Diabetes Mellitus
Caiu em: Extra
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: 1 examinador e 1 ator
94
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Orientações 
ao Ator:
Não questionava as condutas e mostrava-se atento às informações dadas 
pelo candidato. 
Orientações 
ao Examinador:
Não interagia na estação.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se adequadamente ( nome e função)?
Orientou que iria manter a prescrição de metformina 
e glicazida?
Orientou o paciente que seria necessário neste momento 
a introdução de insulinoterapia (bed time)?
Prescreveu corretamente a dose de 10 UI SC ou 
0,1 -0,2 UI/Kg SC de insulina NPH antes de dormir?
Checklist
95
Orientou que a insulina deve ser armazenada em geladeira, 
entre 2 - 8 °C na gaveta de legumes ou na prateleira mais 
próxima desta e que deve evitar colocar a insulina na porta 
da geladeira?
Orientou que o paciente pode realizar a aplicação na região 
posterior dos braços, região lateral externa das nádegas, 
região anterior e lateral externa das coxas e região lateral 
do abdome?
Mencionou a importância de realizar rodízio entre 
os locais de aplicação para prevenir lipodistrofia?
Orientou que deve-se lavar as mãos antes de iniciar 
a aplicação da insulina?
Orientou que deve limpar o local de aplicação com água 
e sabão ou com álcool 70% e esperar secar?
Orientou que deve rolar o frasco de insulina NPH levemente 
por várias vezes até que o líquido fique homogêneo?
Orientou que deve aspirar do frasco a quantidade 
de insulina NPH prescrita?
Orientou que deve ser realizada

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