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Conteudista
Prof.ª Dra. Vivian Fiori e Prof.ª Dra. Adriana Aparecida Furlan
Revisão Textual
Aline de Fátima Camargo da Silva
Bases Teóricas e Metodológicas da História
2
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Introdução .............................................................................................................................. 4
As Origens da História ......................................................................................................... 4
Primeiras Explicações e o Surgimento da Investigação Histórica ............................. 5
Métodos para Estudar História ......................................................................................... 10
Metodologias de Ensino de História ..........................................................................................14
Material Complementar.....................................................................................................20
Atividades de Fixação .........................................................................................................21
Referências ........................................................................................................................... 23
Gabarito ................................................................................................................................24
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Analisar as origens, métodos e metodologias do ensino de História;
• Evidenciar as explicações sobre História e as fontes históricas;
• Propor algumas metodologias para o ensino escolar de História.
Objetivos da Unidade
4
VOCÊ SABE RESPONDER?
Para darmos início a esta unidade, convidamos você a refletir acerca da seguinte 
questão: você conhece as bases teóricas e metodológicas da História?
Então, vamos começar?
Introdução
Nesta unidade, abordaremos um pouco da origem da História como área de pesqui-
sa, suas fontes, métodos e metodologias para o ensino de História escolar, conside-
rando novas abordagens deste e tendo também como referências os documentos 
governamentais da base curricular nacional.
As Origens da História
A História como área de conhecimento academicamente desenvolvido é 
algo relativamente recente, datando do final do século XIX, o seu surgimen-
to como área de conhecimento desenvolvido dentro de uma Universidade. 
Contudo, a busca de explicações para os fatos do passado sempre esteve 
presente na vida dos seres humanos. A curiosidade da humanidade por ver 
reveladas suas origens, bem como as das coisas que a cercam, sempre levou 
os seres humanos a questionarem tais origens e seus fundamentos. De onde 
viemos? Como tudo surgiu? Por que tais coisas aconteceram dessa forma?
A busca por respostas para tais indagações têm atravessado o tempo. As questões 
permanecem as mesmas, mas as respostas têm mudado. Por quê? Por que as socie-
dades mudaram, modificando suas ideias e o modo como elas explicam o mundo e 
seus fatos, fenômenos, acontecimentos e a própria vida de cada um.
A maneira como cada historiador reconstitui o passado e a própria História também 
varia. Depende da linha de raciocínio que ele segue, dos documentos aos quais teve 
acesso, da interpretação de cada fonte histórica e de um olhar pessoal sobre tudo 
isso. 
5
Em se tratando de lidar com a sociedade (ou sociedades), a objetividade no estudo 
do passado se torna algo presente e complexo, pois cada ser humano é fruto de 
determinada sociedade, que o impregna com uma forma de pensar e agir, ou seja, 
somos frutos de nosso individualismo, mas esse é orientado pelas regras da socie-
dade em que nascemos e vivemos.
Dessa maneira, a interpretação presente neste texto e a história da história, com seus 
fundamentos os quais demonstraremos a seguir, é uma dentre várias possibilidades 
de se fazer o fato. O importante é nos sentirmos motivados a procurar a verdade 
dos fatos (mesmo que seja uma verdade relativa), como também saibamos que não 
devemos, necessariamente, aceitar imediatamente o que nos é apresentado.
Primeiras Explicações e o 
Surgimento da Investigação 
Histórica
Você consegue imaginar as dúvidas que povoavam a mente dos seres humanos de 
1.000 anos atrás? E de 3.000 anos atrás? Quais dúvidas seriam essas? Como res-
pondiam a questões como: de onde viemos? Como o mundo surgiu? Será que este 
mundo sempre existiu? O que motiva as pessoas a agirem da forma como agem?
São questões bastante complexas, mas que estão presentes, ainda hoje, na socie-
dade em que vivemos. As explicações e respostas para tais dúvidas têm mudado ao 
longo do tempo, uma vez que as sociedades, no decorrer dos anos, sofisticaram-se 
em relação aos aspectos do conhecimento acumulado e ao avanço tecnológico.
De acordo com Borges (2007), as primeiras formas de explicação para 
a origem do universo e de tudo que o compõem foram os mitos. Estes 
representavam uma forma de pensamento primitivo com lógica e coe-
rência, possuíam uma força muito grande e constituíam verdades para 
os povos que os criavam, transmitindo-os de geração para geração (em 
tradição oral). Esses mitos eram histórias com personagens sobrenaturais 
(deuses) que, entre duelos e conflitos, criaram o mundo e todas as coisas 
que nele existem.
Ainda, de acordo com a autora, essas histórias sobre a criação eram sagradas e o 
tempo dos acontecimentos era impreciso, pois havia sempre um retorno, uma re-
petição infinita, sendo, dessa forma, um tempo circular e não linear, como o que 
consideramos hoje.
6
Os mitos eram tidos como modelo e as diversas sociedades tiveram suas origens 
nas lutas entre as divindades. Os governantes, como os faraós, por exemplo, eram 
seres que se relacionavam diretamente com os deuses ou eram os próprios deu-
ses e símbolo de sabedoria. Em função da extrema religiosidade desses povos do 
passado, a obediência a esses soberanos era demonstração de respeito (e temor) às 
divindades, comprovando o poder que esse fato tinha na vida das pessoas.
Essas histórias (mitos) eram contadas e recontadas inúmeras vezes. Ao 
recontá-las, alguns homens passaram a refletir (filosofar) sobre elas e, em 
um dado momento, não mais se satisfazendo com as explicações míticas, 
esses pensadores começaram a questionar a existência de tais deuses e a 
origem das coisas, como Hecateu de Mileto (século V a.C.), por exemplo.
Na Grécia antiga, a sociedade já se mostrava bastante organizada e, à medida que o 
Estado se fortalecia, criava-se uma relação de subordinação total dos indivíduos a ele 
tanto nas relações sociais como nas econômicas que ali se desenvolviam. Dessa manei-
ra, outras explicações que justificassem os fatos da vida cotidiana se faziam necessárias.
Figura 1 – Grécia antiga
Fonte: ©wirestock, Freepik
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma fotografia das ruínas da acrópole. Há os fragmentos do que restou da 
construção; ao fundo, há um céu azul e uma montanha. Fim da descrição.
De acordo com Borges (2007), Heródoto partiu em busca da verdade por meio de 
investigações e pesquisas, passando a escrever as histórias e as tradições orais. 
Desse modo, os gregos descobriram a relevância específica da explicação histórica 
e almejaram, assim, explicar o momento e as situações que atravessavam as socie-
dades nas quais viviam.
7
O estudo das Guerras travadas neste período (como a Guerra do Peloponeso, Guerras 
Greco-Pérsicas, por exemplo) foi resultado de uma tentativa de entendimento de um mo-
mento histórico concreto presente ou de um passado próximo, constituindo-se de uma 
narração temporal e de umarealidade concreta, nas quais as explicações não tinham por 
base os deuses, mas sim os homens (fatores humanos como motivação para os conflitos 
entre os povos). Por isso, Heródoto é considerado um dos precursores dos historiadores.
Outro exemplo de como pode haver diversas influências na História foi durante 
toda a Idade Média na Europa. Nesse período, a Igreja ditou os valores e costumes 
das sociedades. Além disso, a grande maioria da população era rural e analfabeta. O 
sistema socioeconômico vigente era o Feudalismo, e o poder se concentrava “nas 
mãos” dos senhores feudais, da nobreza e do clero. Ao povo cabia somente aceitar 
as condições de vida impostas e acreditar que a Igreja era a responsável pela orien-
tação de cada um na busca da salvação.
Figura 2 – Feudalismo
Fonte: Adaptada de História do Mundo
#Paratodosverem: a pintura mostra alguns representantes do clero vestidos com trajes típicos da Idade Média, 
ao lado deles, há um boi e trabalhadores manipulando uma plantação. Ao fundo da pintura, há três edificações 
simples, cujos telhados são de palha ou material similar. Fim da descrição.
Mesmo que as condições de sobrevivência não fossem boas, devia-se aceitar com 
resignação sua condição, pois aqueles que aceitassem a palavra de Cristo seriam 
encaminhados, após a morte, ao reino dos céus. E, desse modo, diante de uma so-
ciedade composta por uma esmagadora maioria sem condições de questionar, o 
cristianismo foi se frutificando.
Saliente-se que há uma grande influência do cristianismo em nossa civilização. 
Você conseguiria dizer em quais aspectos de nossa sociedade essa influência está 
presente? Vejamos a contagem do tempo. Dividimos a História em a.C. (antes de 
Cristo) e d.C. (depois de Cristo). A cronologia é feita a partir do nascimento de Cristo 
e estamos no ano 2023, independentemente da religião que seguimos atualmente. 
Esse é um exemplo dessa influência cristã em nossa sociedade.
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Figura 3 – Contagem de tempo
Fonte: Wikimedia Commons
#Paratodosverem: a imagem mostra uma linha do tempo com a divisão da História: na “Pré-História, 4000 
a.C. – invenção da escrita”, há uma imagem com desenhos rupestres; na “Idade Antiga, Início da Era Cristã”, há 
fotografia das pirâmides do Egito; em “476 – queda do Império Romano do Ocidente”, há a fotografia de uma 
edificação construída com pedras, característica dos castelos medievais; na “Idade Média, 1453 – tomada de 
Constantinopla pelos turcos”, há a fotografia de uma embarcação típica do período com velas e hastes, e, ao 
fundo há uma montanha e o mar; na “Idade Moderna, 1789 – início da Revolução Francesa”; por fim, na “Idade 
Contemporânea”, há a fotografia em preto e branco de uma cidade, havendo chaminés que saem fumaças, 
edificações grandes e um rio em primeiro plano. Fim da descrição.
A história surgida nesse período na Europa ganhou, então, um novo caráter. A for-
ma de escrevê-la era aquela que contemplava os valores dessa religião e a maneira 
como esta via o mundo. Isso está presente, também, nos mapas que retratam o 
mundo imaginado na época, pois a Europa era tida como o centro do mundo e nada 
além dela era muito conhecido – ou totalmente desconhecido.
Como os europeus colonizaram várias partes do mundo, suas ideias e con-
cepções de história foram se tornando universais, tais como a divisão dos 
períodos da História em Pré-História, Idade Antiga, Idade Média e Idade 
Moderna. Essa foi uma divisão criada por historiadores europeus, mediante 
acontecimentos que tiveram relação com sua própria história.
Muitas vezes, estudamos a história da Europa, esquecendo as existências de outros 
continentes, outros países e outras histórias. A própria ideia de que os portugueses 
descobriram o Brasil é uma visão eurocêntrica, afinal, e os povos indígenas que aqui 
viviam? Eles não possuem relevância?
9
Alguns estudiosos do passado defendiam que somente os documentos escritos 
podiam provar a existência de um determinado povo, civilização ou grupo cultural. 
Em outras palavras, sem escrita não havia história. A partir dessa convicção, a Pré-
História foi definida no século XIX, como a fase da humanidade anterior à escrita; 
contudo, trata-se de uma forma de pensar, sendo, portanto, discutível.
Por isso, a Idade Antiga termina com a decadência do Império Romano, e o final da 
Idade Moderna, com a Revolução Francesa. Mas, e o resto do mundo? Eles passaram 
pelos mesmos processos? Não, nem sempre.
Figura 4 – Revolução Francesa
Fonte: ©Pygoscelis, Wikimedia Commons
#ParaTodosVerem: a pintura mostra um cenário de batalha, composto por vários soldados, lanças rodas de car-
roça danificadas e pessoas caídas no chão. Ao fundo, há uma grande edificação com características de fortaleza, 
e pequenas edificações à frente dela; há fumaça saindo de chaminés ao fundo da tela. Fim da descrição.
Não podemos afirmar que tudo o que se deu em um certo momento da história seja 
igual para todos os lugares do mundo, há sempre diferentes temporalidades sociais 
e espaciais, mesmo no mundo de hoje. 
Assim, podemos viver na mesma época, mas nem todos estão na mesma tempora-
lidade. Alguns povos têm um tempo social mais lento, como alguns povos indígenas, 
por exemplo; enquanto outros, que moram nas grandes cidades, vivem cada vez 
mais o tempo rápido, do mundo capitalista, isto é, vivem a temporalidade capitalista. 
Com o tempo, as técnicas para investigação e pesquisa histórica dos materiais (re-
união, preparação e crítica) foram aprimoradas. A verdade era apresentada como 
resultado de exaustivos procedimentos de coleta e de análise de material histórico, 
possibilitando uma correta interpretação histórica.
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Reflita
Mas vejamos: cada povo, sociedade, nação está baseada em 
determinadas ideias e valores, certo? Será possível que, mesmo 
dispondo de todo material resultado de várias pesquisas, a inter-
pretação desses mesmos materiais leve ao desvendamento da 
verdade? A verdade existe? Para quem?
Métodos para Estudar História
No ensino tradicional, a História se baseava principalmente no positivismo, o qual, 
por seu turno, influenciou várias ciências e fundamentava-se especialmente na con-
cepção de que, qualquer que seja a ciência, é crucial o estudo a partir da aparência 
dos fenômenos. Por meio da aparência e da observação do pesquisador, chega-se 
à explicação da realidade, podendo, igualmente, mediante essa observação e inter-
pretação, realizar classificações.
Um dos grandes problemas da concepção positivista é a ideia de que podemos usar o 
mesmo método para as ciências naturais e humanas, pois um estudo sobre rochas e 
minerais, por exemplo, não é a mesma coisa que estudar aspectos humanos e sociais. 
Primeiramente, porque o homem é um ser social, cultural e político, possui capaci-
dade de discernimento e consciência diferentemente da natureza. Logo, utilizar o 
mesmo método para as ciências humanas e para as ciências naturais é um equívoco.
No ensino de História, isso se traduziu em um estudo de nomes, fatos, de privilégio 
à memorização de datas, além de heróis, quase sempre da elite social vigente.
Se reproduzirmos o conhecimento como algo acabado e como verdade absoluta, 
incorreremos na lógica formal e esta desenvolverá somente a habilidade de reprodu-
ção da informação em nossos alunos. Porém, se considerarmos que as verdades po-
dem ser substituídas por outras, pois são relativas, estaremos treinando, em nossos 
discentes, um raciocínio dialético, composto de questionamentos os quais levam à 
captação desse movimento das sociedades e de suas contradições. Afinal, há várias 
concepções sobre os eventos históricos.
Em que isso implica? Resulta no futuro adulto que vamos formar: um ser humano 
que repetirá as verdades e será incapaz de questionar sua realidade e a de sua socie-
dade e, com isso, busca se mover; ou um indivíduo crítico, porque questiona e tem 
consciência de seu lugar na sociedade e das mudanças necessárias para melhorá-la, 
assim como a sua própria vida.
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Outraconcepção de método é o materialismo histórico dialético, no qual se 
privilegia os processos históricos, o contexto em que a história se produz e a 
ideia de que todos nós a produzimos, ricos ou pobres, em todos os lugares.
Nessa nova proposta de análise histórica, conhecida como materialismo histórico 
e dialético, o ponto de partida para se conhecer a realidade (sendo que o passado 
possui relações diretas e indiretas com o presente) são as interações que os homens 
mantêm com a natureza e com os outros seres humanos.
Seguindo esse raciocínio, não são as ideias que vão provocar as transformações das 
sociedades, mas sim algo anterior ao desenvolvimento das ideias, que são as condi-
ções materiais presentes em determinada sociedade e as relações que as pessoas 
estabelecem uns com os outros.
Essa nova forma de interpretação da história coloca que o passado deve ser analisa-
do à luz das bases materiais e econômicas presentes em cada sociedade, pois são 
elas que motivam os homens às batalhas, às guerras, às invenções e tudo mais.
Contextualizar é fundamental nessa concepção de História. Ensinar o aluno a con-
textualizar um determinado período da história, seja da vida familiar dele, seja de um 
evento da história do Brasil. Como explica o documento da Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC):
A contextualização é uma tarefa imprescindível para o conhecimento his-
tórico. Com base em níveis variados de exigência, das operações mais 
simples às mais elaboradas, os alunos devem ser instigados a aprender 
a contextualizar. Saber localizar momentos e lugares específicos de um 
evento , de um discurso ou de um registro das atividades humanas é ta-
refa fundamental para evitar atribuição de sentidos e significados não 
condizentes com uma determinada época, grupo social, comunidade ou 
território. Portanto, os estudantes devem identificar, em um contexto, o 
momento em que uma circunstância histórica é analisada e as condições 
específicas daquele momento, inserindo o evento em um quadro mais 
amplo de referências sociais, culturais e econômicas.
(Brasil, 2018, p. 399)
Dar sentido ao conhecimento histórico é significar o acontecimento, contextuali-
zando-o, evidenciando os agentes que produziram a história.
12
Ao estudar História, precisamos considerar algumas premissas:
• São os homens que produzem a história;
• O homem é um ser finito, histórico e temporal;
• O tempo é uma categoria fundamental para a História;
• Há uma diferença do saber histórico e do saber histórico escolar.
Como afirma Fermiano (2014, p. 31), “[...] o tempo histórico é um produto social e 
cultural forjado pelas necessidades concretas das sociedades, historicamente situa-
das”. Cada povo ao longo da história tinha uma forma de contar o tempo, assim, o 
tempo histórico é um tempo social, produzido pela sociedade. Já vimos, por exem-
plo, que os europeus criaram uma forma de contar e dividir o tempo histórico, mas 
sabemos que esta não é a única forma. Observe a figura a seguir:
Figura 5 – Algumas formas de contar o tempo
Fonte: Adaptado de Getty Images | Wikimedia | Instituto Socioambiental/MEC, 1996
#ParaTodosVerem: a imagem mostra alguns objetos usados para contar o tempo, como relógio, relógio do sul, 
ampulheta, observando a Lua e o Sol, Calendário, Calendário Maia, Calendário Indígena e Calendário Chinês. Fim 
da descrição.
Existem, como mostra a Figura 5, muitas maneiras de contar o tempo. Isso pode 
ser apreendido por meio de atividades lúdicas, de pesquisa, com o uso de objetos e 
calendários de variados tipos. Além disso, a percepção do tempo varia de povo e de 
cada indivíduo para outro. Quando falamos “[...] o tempo passou rápido este ano”, re-
ferimo-nos à percepção que temos dele, a qual pode ser distinta para cada um con-
forme o ritmo de vida, a nossa temporalidade, a nossa idade, entre outros fatores.
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O tempo histórico é produzido por homens e mulheres, vivendo em sociedade. Um 
acontecimento pode ter longa ou curta duração. Um evento é um momento mar-
cante da história, caso, por exemplo, do final da escravidão no Brasil. E a duração é 
quanto tempo um acontecimento durou.
Há eventos de longa duração, como é o caso da escravidão no Brasil, cuja durou 
mais de dois séculos. Mas há eventos históricos da vida pessoal de cada um de nós, 
ou seja, há eventos de escalas mais amplas, globais e nacionais, e outras que são 
locais, de sua cidade, por exemplo.
Portanto, não podemos confundir o tempo histórico com o tempo da natureza, o 
qual é contado em escalas de tempo diversas. A natureza possui o seu tempo, que 
difere do tempo histórico, que é humano. Ainda que seja o ser humano a contar o 
tempo da natureza, por intermédio das eras geológicas, por exemplo, esse tempo é 
diferente. Tem outro ritmo, que lhe é próprio.
E como contamos a História?
• Contamos a História com apoio de outras ciências e áreas do conheci-
mento, como: a Linguística, a Antropologia, a Sociologia, a Arqueologia, 
a Geografia, a Ciência Política, entre outros;
• Mediante documentos escritos, depoimentos orais, ruínas e sítios ar-
queológicos, mas também a partir da análise de formas espaciais, ca-
tálogos, fotografias, cardápios etc.
Quando um arqueólogo descobre um novo material antigo de um povo, isso ajuda a 
História a ser recontada. Logo, para contá-la podemos fazer uso de documentos for-
mais, tais como uma lei ou um documento do governo, mas também de maneira in-
formal, caso de um folheto, um texto, uma publicidade de uma determinada época.
As fontes históricas podem ser orais, escritas e materiais. Um depoimento de uma 
pessoa pode ser considerado uma fonte histórica, assim como um texto ou um ar-
tefato material – caso de um telefone antigo, por exemplo.
14
Importante
Fontes e documentos históricos
Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a 
utilização de diferentes fontes e tipos de documentos (escritos, 
iconográficos, materiais, imateriais) capazes de facilitar a com-
preensão da relação tempo e espaço e das relações sociais que 
os geraram. Os registros e vestígios das mais diversas naturezas 
(mobiliário, instrumentos de trabalho, música etc.) deixados pe-
los indivíduos carregam em si mesmos a experiência humana, as 
formas específicas de produção, consumo e circulação, tanto de 
objetos quanto de saberes. Nessa dimensão, o objeto histórico 
transforma-se em exercício, em laboratório da memória voltado 
para a produção de um saber próprio da história. A utilização de 
objetos materiais pode auxiliar o professor e os alunos a colo-
car em questão o significado das coisas do mundo, estimulando 
a produção do conhecimento histórico em âmbito escolar. Por 
meio dessa prática, docentes e discentes poderão desempe-
nhar o papel de agentes do processo de ensino e aprendizagem, 
assumindo, ambos, uma “atitude historiadora” diante dos conte-
údos propostos, no âmbito de um processo adequado ao Ensino 
Fundamental (Brasil, 2018, p. 398).
Logo, há inúmeras formas de se realizar uma pesquisa histórica, por intermédio de 
variadas fontes e com o apoio de outras áreas do conhecimento.
Metodologias de Ensino de História
As metodologias de História precisam levar em conta a idade do estudante, a turma, 
a modalidade de ensino e buscar inovar em atividades que envolvam o aluno, na qual 
ele não tenha somente que memorizar datas e fatos históricos. 
Aproveitar o conhecimento prévio do discente, bem como as fases pelas quais as 
crianças passam é fundamental a fim de que uma aula de História seja significati-
va para ele. Tratar, por exemplo, da noção de tempo mediante os acontecimentos 
próximos à história de vida do aluno, da noção de passado por meio de temáticas 
de seu aniversário, de festas, de acontecimentos familiares e, depois, construir a 
concepção de tempo histórico.
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O entendimento sobre o tempo possui relação com a cultura de cada povo e de 
cada lugar, que fornece ao indivíduo os sistemas simbólicos de representação da 
realidade. Por exemplo, a data de Natal temsignificado para alguns povos, para algu-
mas religiões, mas não para outras. O que é um evento marcante para alguns países, 
regiões e povos pode não ser para os demais.
Além disso, o passado para a criança não é distante e ordenado. O que é hoje, ama-
nhã, ontem, antigamente são noções que são construídas aos poucos, daí a impor-
tância de criar estratégias de aula que ajudem o aluno a compreender esse processo. 
As crianças da educação infantil têm dificuldade de entender os acontecimentos 
simultâneos (simultaneidade), a duração de eventos, as mudanças nos processos 
históricos; e mesmo no ensino fundamental, isso precisa ser desenvolvido.
Como explica Fermiano (2014, p. 32):
O grau de complexidade das tarefas propostas pelo professor vai variar de 
acordo com a idade dos alunos e as condições de cada classe, mas nunca 
é demais lembrar a relevância de certas atividades por mais simples que 
sejam no sentido de estimular o desenvolvimento de estruturas mentais 
importantes para a construção da noção temporal.
A criança precisa aprender a diferenciar o tempo biológico, de sua vida e da vida das 
pessoas (tendo relação com o nascimento, crescimento e envelhecimento) e isso pode 
ser desenvolvido mediante atividades lúdicas, uso de fotografias, de criação de painéis 
elaborados com desenhos, fotografias, imagens, entre outros recursos didáticos.
Igualmente, é essencial que o estudante aprenda o tempo elaborado histórico, social 
e culturalmente, caso do uso de calendários, cronologias e séculos. Ensiná-lo a com-
preender a sequência temporal dos fatos, o que veio primeiro e o que veio depois, 
ou seja, a sucessão dos acontecimentos, contextualizando cada época. Para isso, 
o docente pode usar diferentes exemplos, por meio de histórias, contos e outras 
maneiras de expressão.
Uma estratégia de aula que pode ser usada é a criação de linha do tempo. Veja a 
Figura 6 a seguir.
16
Revolução
Técnica-
Informacional
Revolução
técnica
Revolução
IndustrialAgriculturaFogo
Pré-história
Figura 6 – Exemplo de Linha do Tempo: Trabalho e Técnica
Fonte: Acervo das conteudistas
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma linha do tempo: Fogo Pré-história, Agricultura, Revolução Industrial, 
Revolução técnica, Revolução Técnica-informacional. Fim da descrição.
A partir de uma temática, é possível criar uma linha do tempo, evidenciando a se-
quência dos eventos, bem como a contextualização de cada época. Nesse caso, 
em cada período, pode-se colocar datas ou séculos entre uma época e outra. Por 
exemplo, quando começou a Revolução Industrial? Como era naquela época? O que 
mudou nas formas de produzir?
Ao longo da história humana, o indivíduo se tornou mais sedentário; de homens e 
mulheres nômades, alguns povos elaboraram técnicas que lhe permitiram cultivar 
vegetais, cultivando, assim, a agricultura, como também criando animais, cujas ati-
vidades requeriam novas técnicas e conhecimento. As técnicas geralmente tinham 
relação com o que o meio propiciava, desse modo, eram locais; bem como a própria 
atividade econômica existente dependia dos ciclos da natureza.
Como isso foi mudando? Por intermédio das Revoluções Técnicas, nos séculos 
XVIII-XIX, com a Revolução Industrial, com as Revoluções Técnico-Científica 
do final do século XIX, com o uso da ferrovia, da luz elétrica, do telefone, do 
telégrafo, do petróleo e inovações que surgiram no século XIX. E como ficou o 
mundo com a internet e com o celular? Por meio da linha do tempo, você po-
derá desenvolver atividades que permitam aos discentes aprenderem os pro-
cessos técnicos nos quais o mundo foi passando.
Ainda, pode-se criar uma linha de tempo que possua relação com a vida do estudan-
te, por exemplo, quando ele nasceu? Como estavam as técnicas e tecnologias quan-
do ele nasceu? E na época dos seus pais? E de seus avós?
A linha do tempo pode ser construída individualmente, bem como em grupo me-
diante a escolha de temáticas comuns a estes ou cada grupo com um tema diferen-
te, as quais possibilitem ao professor questioná-los sobre como era aquela época: 
como as pessoas se vestiam, como eras as técnicas e tecnologias usadas, como 
eram os meios de comunicação, como se alimentavam, como eram as expressões 
usadas, dentre tantos outros assuntos.
17
O uso de fotografias também é um recurso primordial a ser explorado em uma aula 
de História, comparando o passado com o presente. É essencial que o docente pro-
mova a leitura junto com os alunos sobre a fotografia usada, inquirindo-os a respeito 
do que perceberam e identificaram na imagem, o que ela representa, se é desta 
época ou não, se remete a outros povos ou outros lugares.
Figura 7 – Teotihuacan, México
Fonte: Acervo das conteudistas.
#ParaTodosVerem: a fotografia mostra Teotihuacan, no México. Nela, há algumas edificações construídas com 
pedras, formando pirâmides com escadarias, havendo, também, um amplo espaço entre elas; algumas pessoas 
se movimentam entre as edificações. Ao fundo da imagem, há montanhas e vegetação. Fim da descrição.
Essa fotografia de Teotihuacán, no México, por exemplo, evidencia a construção 
de pirâmides pelos povos antigos. Caso você, como docente, leia e estude sobre o 
assunto, descobrirá que esses povos indígenas formaram grandes civilizações (aste-
cas e maias), as quais tinham escrita, mesmo antes da colonização espanhola. Isto é, 
não existiam civilizações somente na Europa.
Muitas histórias contadas sobre os povos anteriores aos europeus no continente 
americano foram preconceituosas, menosprezando os seus conhecimentos. Por 
isso, cabe lembrar que todas as pessoas são importantes. É necessário, portanto, 
haver respeito pela diferença, pela diversidade cultural, religiosa e racial.
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Temáticas de História no ensino fundamental
Retomando as grandes temáticas do ensino fundamental – anos iniciais, 
pode-se dizer que, do 1º ao 5º ano, as habilidades trabalham com diferentes 
graus de complexidade, mas o objetivo primordial é o reconhecimento do 
“Eu”, do “Outro” e do “Nós”. Há uma ampliação de escala e de percepção, 
mas o que se busca, de início, é o conhecimento de si, das referências ime-
diatas do círculo pessoal, da noção de comunidade e da vida em sociedade. 
Em seguida, por meio da relação diferenciada entre sujeitos e objetos, é 
possível separar o “Eu” do “Outro”. Esse é o ponto de partida. No 3º e no 4º 
ano contemplam-se a noção de lugar em que se vive e as dinâmicas em 
torno da cidade, com ênfase nas diferenciações entre a vida privada e a 
vida pública, a urbana e a rural. Nesse momento, também são analisados 
processos mais longínquos na escala temporal, como a circulação dos pri-
meiros grupos humanos. Essa análise se amplia no 5º ano, cuja ênfase está 
em pensar a diversidade dos povos e culturas e suas formas de organização. 
A noção de cidadania, com direitos e deveres, e o reconhecimento da diver-
sidade das sociedades pressupõem uma educação que estimule o convívio 
e o respeito entre os povos (Brasil, 2018, p. 404).
Outras estratégias que podem ser usadas são as entrevistas e depoimentos de 
pessoas mais velhas, podendo ser familiares dos discentes. Ouvir narrativas de ou-
tras épocas, por intermédio de textos, vídeos, depoimentos e entrevistas são im-
portantes para a criança começar a ter noção sobre o tempo histórico. Além do 
depoimento em si, objetos antigos, roupas antigas, móveis e as fotografias podem 
auxiliar para contar a história e compreender os processos históricos.
Como explica Fermiano (2014, p. 33),
[...] é preciso ter claro que toda experiência que envolve ouvir oportunida-
des narrativas pessoais sobre outras épocas contribui para que a criança 
relacione com os fatos de sua própria vida com o passado não vivido por 
ela. O convívio familiar, no qual se entrelaçam experiências de várias ge-
rações, portanto, contribui para a consciência temporal. Os objetos, os 
móveis de casa, as fotografias nos porta-retratos e outras marcas da lem-
brança têm características físicas e afetivas que, se observadase relata-
das por pessoas que com elas viveram suas histórias, também colaboram 
para a compreensão infantil do sentido de passado [...].
19
É fundamental que se criem atividades nas quais os alunos cooperem entre si, sejam 
protagonistas, aprendam a expor seus pontos de vista e interajam com os demais 
estudantes e professores. A escala espaço-temporal pode começar com situações 
familiares, do seu contexto sociocultural, do seu bairro, de sua cidade, para depois ir 
a outros tempos e realidades.
Frise-se que as atividades as quais promovam um processo de desequilíbrio-equili-
bração, como alega Piaget, servem para que o desenvolvimento mental do discente 
consiga elaborar conceitos mais abstratos, duvidar do que é posto como verdade e 
aprenda a questionar.
É preciso que haja inclusão de temas definidos pela legislação brasileira, como o 
caso da história da África e dos povos e culturas indígenas e afro-brasileira, contex-
tualizando a história deles no Brasil, bem como a sua importância e características 
socioculturais. Contextualizar o conhecimento, questionar, trazer temáticas que 
aguce a curiosidade e promovam o respeito pelo outro, são cruciais no ensino de 
História, como afirma o documento da Base Nacional Comum Curricular:
Nesse contexto, um dos importantes objetivos da História no Ensino 
Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade 
de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar 
nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e con-
dutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e 
histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para 
a cidadania.
(Brasil, 2018, p. 400)
Uma atividade que pode ser usada em História são as visitas aos museus, conjuntos 
arquitetônicos antigos, vilas antigas, entre outras formas que possibilitem aprender 
história com formas espaciais, objetos e fotografias que remetam a outras épocas. 
Desse modo, há muitas possibilidades de usos de diferentes materiais e metodolo-
gias no ensino de História, além do clássico uso dos livros didáticos.
20
Material Complementar
O que é História
BORGES, V. P. O que é História. São Paulo: Brasiliense, 2005.
Metodologia de Ensino de História
VASCONCELOS, J. A. Metodologia de Ensino de História. Curitiba: Intersa-
beres, 2012. E-book.
Livros
Baú dos Avós: Aprendendo na Interdisciplinaridade
O objetivo desta prática é promover uma aproximação entre os membros da 
família por meio de experiências e histórias, e o conhecimento da história dos 
próprios alunos e da comunidade, suprindo um aspecto não contemplado 
pelo livro didático para o ensino de História.
GALO, R. X. dos S. Baú dos avós: aprendendo na interdisciplinaridade.
https://bit.ly/2YjE9JG
Cultura Afro-Brasileira – Brasil de Todas as Cores
Esta prática pretende evidenciar como somos um modelo singular por ter-
mos incorporado características pertencentes aos colonizadores, além de 
tratar assuntos relativos à cultura afro-brasileira e ao racismo.
SALES, T. N. C. Cultura afro-brasileira – Brasil de todas as cores.
https://bit.ly/2WbRmBH
Leituras
21
1 – Essa renovação da prática pedagógica em História aponta no sentido de incor-
porar no processo de apreensão do tempo e do espaço as experiências vividas, as 
manifestações e as aspirações do aluno, enfim, o seu próprio mundo como contri-
buição para a sua formação como cidadão consciente, ativo e físico, capaz de se 
assumir como sujeito da história.
De acordo com o texto que aborda a renovação da prática pedagógica em História, 
analise as assertivas a seguir sobre novas propostas no ensino de História e, na se-
quência, assinale a alternativa correta.
I. A renovação da prática pedagógica em História busca incorporar as experiências 
vividas, manifestações e aspirações do aluno no processo de aprendizagem.
II. A prática pedagógica em História visa excluir completamente a participação do 
aluno, mantendo-o como um mero receptor de informações.
III. A renovação do ensino de História tem como objetivo a formação de cidadãos 
conscientes e ativos, capazes de assumir um papel ativo na construção da história.
IV. A renovação da prática pedagógica em História não considera o mundo do 
aluno como uma contribuição significativa para a sua formação como cidadão.
Qual das assertivas anteriores estão de acordo com as novas propostas do ensino 
de História, conforme mencionado no texto?
a) Apenas I e III.
b) Apenas II e IV.
c) Apenas I e IV.
d) Apenas II e III.
e) Todas as assertivas estão corretas.
Atividades de Fixação
22
2 – O grau de complexidade das tarefas propostas pelo professor vai variar de 
acordo com a idade dos alunos e as condições de cada classe, mas nunca é demais 
lembrar a relevância de certas atividades por mais simples que sejam no sentido 
de estimular o desenvolvimento de estruturas mentais importantes para a cons-
trução da noção temporal. 
FERMIANO, M. B. Ensino de História para o Fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 
2014. 
Considerando o trecho anterior, que fala sobre o grau de complexidade das tarefas 
propostas pelo docente, avalie as afirmações a seguir:
I. O grau de complexidade das tarefas propostas pelo professor deve ser uniforme, 
independentemente da idade dos alunos.
II. As atividades propostas pelo professor podem ser simples, desde que estimu-
lem o desenvolvimento de estruturas mentais relevantes para a construção da no-
ção temporal. 
III. A idade dos alunos não influencia o grau de complexidade das tarefas propos-
tas pelo professor. 
IV. O desenvolvimento de estruturas mentais não é relevante para a construção da 
noção temporal.
Qual das assertivas anteriores está de acordo com o que é mencionado no texto?
A) Apenas II. 
B) Apenas III. 
C) Apenas I e IV. 
D) Apenas II e III. 
E) Apenas II e IV.
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
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BORGES, V. P. O que é história. São Paulo: Brasiliense, 2007.
BRASIL. Ministério de Educação e Cultura (MEC). Base Nacional Comum Curricular: 
educação é a base. Brasília: MEC/CONSED/UNDIME, 2018. Disponível em: . 
Acesso em: 20/02/2020.
FERMIANO, M. B. Ensino de História para o Fundamental 1: teoria e prática. São 
Paulo: Contexto, 2014. E-book.
Referências
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Questão 1
Justificativa: o texto menciona que a renovação da prática pedagógica em Histó-
ria busca incorporar as experiências vividas, manifestações e aspirações do aluno 
no processo de aprendizagem, tornando-o um participante ativo no processo. Há 
de se ressaltar que o texto não apoia a exclusão completa da participação do dis-
cente. Pelo contrário, ele enfatiza a importância de incorporar as experiências do 
aluno. Ademais, ele afirma que a renovação do ensino de História visa a formação 
de cidadãos conscientes e ativos, capazes de assumir um papel ativo na construção 
da história. O texto não indica que a renovação da prática pedagógica em História 
exclui o mundo do aluno como uma contribuição significativa para sua formação 
como cidadão; pelo contrário, realça a importância de incorporar as experiências do 
estudante.
Questão 2
Justificativa: o texto não afirma que o grau de complexidade das tarefas deva ser 
uniforme, mas sim que varia segundo a idade dos alunos e as condições de cada 
classe. Ademais, ele alega que as atividades propostas pelo professor podem ser 
simples, desde que estimulem o desenvolvimento de estruturas mentais relevantes 
para a construção da noção temporal. O trecho afirma que a idade dos estudan-
tes influencia o grau de complexidade das tarefas propostas pelo docente. Por fim, 
o texto menciona a importância do desenvolvimento de estruturas mentais para a 
construção da noção temporal, destacando a relevância desse aspecto.
Gabarito
	Objetivos da Unidade
	Introdução
	As Origens da História
	Primeiras Explicações e o Surgimento da Investigação Histórica
	Métodos paraEstudar História
	Metodologias de Ensino de História
	Material Complementar
	Atividades de Fixação
	Referências
	Gabarito

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