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Resumo Capítulo 2 Irmã Miriam Joseph 
Autor: Hyury Henrique Camargo Linhares 
Continuando o trabalho de resumir (e aprender com) o Trivium, segue agora a 
primeira parte do resumo do capítulo 2 do livro. Sim, primeira parte porque esse é um 
capítulo extenso, com várias informações a serem entendidas e resumir tudo de uma vez 
ia gerar um texto muito longo e a apreensão das lições iria se perder; por isso o resumo 
virá em partes. Vamos lá! 
A LINGUAGEM tem uma FUNÇÃO tripla: 
- comunicar o pensamento; 
- comunicar a volição (vontade); 
- comunicar a emoção. 
As volição e emoção (vontades e desejos) podem ser expressas por gritos ou 
exclamações, que também são chamados de INTERJEIÇÕES. Por exemplo, aquele “ah-
há!!” que significa “te encontrei!” ou “aí está você!”, ou um “hã?” que expressa uma 
dúvida sobre algo. Nenhuma dessas expressões é uma palavra em si, ou de alguma 
linguagem específica. São expressões internacionais e compreendidas independente da 
língua nativa de quem fala ou escuta. 
“A gramática é a arte de inventar e combinar símbolos para representar o 
pensamento. “A gramática é apresentada como um sistema que organiza os elementos 
da linguagem de maneira a refletir o pensamento humano com clareza e precisão. 
Os seres humanos, por serem animais racionais, e capazes de acumular 
conhecimento, passam a necessitar de algo mais que gritos e exclamações para se 
expressarem. É necessário articular os sons na forma de frases. É através de sons unidos 
que são criadas as frases. Tais frases tornam a comunicação possível. Perceba: por sermos 
racionais, temos algo a dizer. Como também somos seres sociais, temos alguém a quem 
dizer algo. Por fim, por sermos animais necessitamos de um meio FÍSICO para comunicar 
ideias de uma mente isolada (de todas as outras) para outra mente igualmente isolada. 
“As palavras são signos; elas apontam para ideias ou objetos fora delas 
mesmas.”A autora descreve a natureza das palavras como mediadoras entre arealidade 
e a mente, explorando como elas se dividem em significados literais e figurativos 
 
 
Modos de Comunicação: 
Há somente dois modos possíveis de comunicar ideias através de um meio 
material: 
- Por IMITAÇÃO 
- Por meio de um SÍMBOLO 
A IMITAÇÃO é um meio efetivo, mas limitado para expor a essência das coisas. 
Por exemplo, eu posso desenhar um cachorro para alguém e essa pessoa saberá que eu 
estou tratando desse animal, e não de uma planta. Porém, quem vê meu desenho de um 
cachorro não vai entender nada mais além disso: “um cachorro”, se eu desejo dizer algo 
mais além de mostrar um cachorro, terei que usar outro modo de comunicação para ir até 
a essência do que quero falar 
“Cada palavra em uma frase desempenha uma função específica que contribui 
para o significado do todo. 
 Irmã Miriam detalha as oito partes do discurso (substantivo, verbo, adjetivo, 
advérbio, pronome, preposição, conjunção, interjeição), explicando como cada uma é 
essencial para a construção de ideias. 
O SÍMBOLO é um signo sensível arbitrário, cujo significado é imposto a ele por 
convenção. Todo SIGNO tem um significado, quer por natureza, quer por convenção. 
- SIGNOS NATURAIS: uma nuvem é signo (sinal) de chuva; a fumaça é signo 
de fogo. Perceba que a ideia é passada claramente para quem a vê, sem a necessidade de 
um vocabulário, alfabeto ou língua específicos. É quase como a interjeição apresentada 
acima. 
- SIGNOS POR CONVENÇÃO: em um sinal de trânsito, convencionamos que a 
luz verde é indicativo de movimento, já a luz vermelha, uma ordem para PARAR. Os 
símbolos por convenção podem ser classificados em dois tipos diferentes: ESPECIAIS E 
COMUNS. 
ESPECIAIS: são signos criados por especialistas e de alcance internacional. Uma 
tabuada é entendida do mesmo jeito seja por um brasileiro, que lerá em português, bem 
como por um alemão, que lerá em alemão. 
COMUNS (palavras): inventada por pessoas comuns para atender necessidades 
de comunicação no curso da vida. Por isso é mais adequada para comunicação que as 
línguas especiais, ainda que seja menos precisa e ambígua, no sentido de que uma palavra 
pode ter dois ou mais significados. Um exemplo para ambiguidade de significados pode 
ser o verbo “assistir”, que tem a mesma grafia (signo) seja quando significa ver algo, seja 
quando significa ajudar alguém. E se formos pro inglês, piora, com vários verbos que tem 
a mesma grafia quando estão no tempo verbal presente ou passado — é só lembrar do 
verbo ler (to read), que a grafia para o presente [ele] lê (read) é a mesma para [ele] leu 
(read); apenas com o som da voz diferenciamos, pois no primeiro caso ouvimos rêad 
(presente) e no segundo caso ouvimos réad (passado). 
Para concluir essa primeira parte, vou ilustrar como é comum menosprezarmos a 
evolução dos signos para expressar ideias e conceitos. Você deve lembrar dos algarismos 
romanos. Eles são bem bacanas para escrever o número dos séculos, por exemplo. Mas 
imagine realizar operações básicas com numerais romanos? Um cálculo simples como 
235 x 4, em algarismos romanos teria que ser feita da seguinte maneira:

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