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1 de 7faculdade.grancursosonline.com.br PROFESSOR(A): JULIANA PRIMI Comunicação Mercadológica Conceitos, Objetivos e Tipologia Objetivos da Aula • Compreender o que é Comunicação Mercadológica; • Identificar os objetivos da Comunicação Mercadológica; • Conhecer os principais tipos de Comunicação Mercadológica. Apresentação Um dos clichês mais populares em marketing, hoje, é dizer que uma empresa vitoriosa é aquela que está sempre superando a expectativa dos clientes. Atender às expectativas do cliente irá apenas satisfazer os clientes; excedê-las irá encantá-los. Philip Kotler Philip Kotler, professor, escritor e referência quando o assunto é marketing, mostra o quão essencial é decifrar a fórmula para encantar os consumidores. Nesta aula, vamos tratar de Comunicação Mercadológica, também conhecida como “Comunicação de Marketing”. Os conceitos abordados por Margarida Kunsch e Gaudêncio Torquato do Rego sobre Comunicação Mercadológica serão explanados de forma que você compreenda essa produção comunicativa. Em seguida, serão listados e caracterizados os objetivos e os tipos de Comunicação Mercadológica, cuja compreensão possibilitará clareza e assertividade na escolha das ferramentas adequadas para uma comunicação de sucesso. Bons estudos! 1. O que é Comunicação Mercadológica? Margarida Kunsch é uma das principais estudiosas de comunicação do país. Vamos nos valer da definição dela para conceituar Comunicação Mercadológica, parte do contexto de Comunicação Integrada. A Comunicação Mercadológica é responsável por toda a produção comunicativa em torno dos objetivos mercadológicos tendo em vista a divulgação publicitária dos produtos ou serviços de uma empresa. Está vinculada diretamente ao marketing de negócios. (KUNSCH, 2016, p. 162) Livro Eletrônico 2 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi Portanto, a Comunicação Mercadológica é responsável pela divulgação da publicidade de serviços e produtos de uma empresa, embasada em pesquisas e análises de mercado (PIMENTEL; RODRIGUES, 2017). A publicidade, a propaganda e as demais ferramentas que compõem o conjunto de comunicação de marketing, tais como merchandising, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), Customer Relationship Management (CRM) – em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente –, marketing direto, feiras e exposições, Marketing 3.0, entre outras, devem ser providas de informações coletadas em pesquisas de mercado e produto, que, comumente, estão ligadas ao departamento ou setor de marketing das organizações. Através dos anos, a publicidade/propaganda foi a estratégia mais utilizada para divulgar serviços e produtos e para persuadir os potenciais clientes. Atualmente, a Comunicação Mercadológica tem um alcance mais abrangente, possibilitando o uso de diversas ferramentas, a fim de atingir os mesmos objetivos. De acordo com Gaudêncio Torquato do Rego, a Comunicação Mercadológica objetiva promover a troca de produtos e/ou serviços entre produtor e consumidor, [procurando] aten- der aos objetivos traçados pelo plano de marketing das organizações, cujo escopo fundamentalmente se orienta para a venda de mercadorias destinadas aos consumidores, num determinado espaço de tempo: apoia-se a publicidade comercial, na promoção de vendas e pode, também, utilizar-se, indiretamente, das clássicas atividades de comunicação institucional. (apud KUNSCH, 2016, p. 163) Podemos inferir, então, que a Comunicação Mercadológica ou de Marketing trata de todas as ferramentas de comunicação persuasivas, a fim de alcançar os públicos-alvo definidos pela empresa. 2. Comunicação Mercadológica: Objetivos A Comunicação Mercadológica demanda integração na construção do plano de comunicação, o qual deve abranger vários públicos, dependendo do nível da organização. Com relação ao consumidor, deve ter o propósito único de atrair a atenção para que ele adquira um produto ou utilize um serviço. E. K. Strong, professor de Psicologia Aplicada na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicou, em seu livro Theories of selling, em 1925, o modelo AIDA (atenção, interesse, desejo e ação), o qual visa explicar como funciona o comportamento humano em relação à compra de produto ou serviço. Tal modelo mostra como os objetivos da comunicação, atrelados às ferramentas de comunicação, levam os consumidores a adquirir produtos e serviços. Alguns passos devem ser seguidos para que a compra se conclua. De acordo com o modelo AIDA, o consumidor precisa: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi Prestar atenção, ou seja, saber da existência do produto ou serviço; Ter interesse o suficiente para prestar atenção nas características, nas especificações e nos benefícios do produto; Ter o desejo de obter os benefícios que o produto oferece; Efetivar a ação de comprar o produto. (OLIVEIRA, 2020, p. 46) Diante dessa teoria e da proposta de Philip Kotler (apud OLIVEIRA, 2020), que traz uma nova versão do modelo AIDA, em que lista seis estados de disposição para compra (consciência, conhecimento, simpatia, preferência, convicção e compra), Mitsuru Higuchi Yamaze, em seu livro Gestão de Marketing e Comunicação, estabelece 13 objetivos da comunicação, cujo entendimento possibilitará à empresa identificar, de forma assertiva, as ações de comunicação dos concorrentes (YAMAZE, 2011). Vamos estudá-los! • Despertar a consciência: o primeiro objetivo é despertar o grau de consciência para necessidade ou carência do consumidor. • Chamar a atenção: tendo o consumidor consciência de sua necessidade, o emissor do processo de comunicação, isto é, o anunciante, usará recursos criativos para chamar a atenção daquele. • Suscitar interesse: nesse estágio, os elementos que compõem a mensagem devem despertar ainda mais o interesse pelo produto ou serviço. • Proporcionar conhecimento: o consumidor quer receber informações detalhadas, com mensagens informativas, claras e coerentes. • Gerar identificação, empatia: para que isso aconteça, é preciso considerar o contexto do receptor (perfil psicossocial e demográfico). • Criar desejo e/ou despertar expectativa: de acordo com Yamaze, “o processo de comu- nicação deve lançar mão de elementos que criem desejo de compra ou suscitem expec- tativa favorável à efetiva aquisição, posse ou uso do bem [...]” (YAMAZE, 2011, p. 422). • Conseguir a preferência: é necessário elaborar argumentos que garantam a preferência, sem abrir espaço para a concorrência; • Levar à decisão: garantida a preferência, o momento é de levar o consumidor à compra. • Efetivar a ação: algumas “pedras no caminho” podem prejudicar a efetivação da com- pra, como escassez de recursos financeiros ou outras prioridades, por isso essa etapa é fundamental na ação de comunicação. • Garantir e manter a satisfação pós-ação: os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) devem garantir a satisfação pós-venda. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 4 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi • Estabelecer interação: as empresas devem criar canais de contato, usando as redes sociais, para facilitar a interação com o consumidor. Reclamações e sugestões, se bem trabalhadas, podem virar elogios. • Obter fidelidade: esse é um dos passos mais desafiadores, já que a concorrência permite que o consumidor possa optar por outra marca, por exemplo. Por isso, é importante criar experiências positivas para o consumidor, de modo que a marca doproduto ou serviço obtido gere confiança e encantamento. • Gerar disseminação de informações pelos interlocutores: esse último passo visa estabelecer bom relacionamento com o consumidor, a ponto de ele divulgar a boa marca da empresa. Além desses objetivos destinados ao consumidor, há aqueles relacionados à força de vendas (LUPETTI, 2022): • Capacitar tecnicamente os profissionais; • Informar a nova política comercial da empresa; • Trabalhar o novo posicionamento para atingir a liderança de mercado; • Comunicar as alterações dos produtos em campanhas específicas. E os destinados a intermediários: • Demonstrar lucratividade em trabalhar com o produto; • Informar sobre as características do produto; • Treinar a equipe de venda dos intermediários; • Informar a campanha motivacional aos balconistas; • Ajudar no layout das lojas. 3. Comunicação Mercadológica: Tipos Como vimos no primeiro tópico, a propaganda, a publicidade e as demais ferramentas compõem o conjunto de Comunicação Mercadológica, tais como merchandising, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), Customer Relationship Management (CRM) – em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente –, marketing direto, eventos e Marketing 3.0. A seguir, vamos listar e detalhar esses tipos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 5 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi 3.1. Propaganda É o primeiro tipo de Comunicação Mercadológica, mediada e criada para persuadir o consumidor a adquirir certo produto ou serviço. Anúncios em TV, na internet, em outdoors e em mídias externas, como distribuição de folhetos e panfletos, são exemplos de propaganda. Sua principal característica é elaborar uma imagem que auxilie no posicionamento da marca ou do produto. Além do sentido comercial, a propaganda pode ter, também, um sentido político e denotar divulgação de doutrinas, opiniões e informações, com a finalidade de influenciar o comportamento dos indivíduos ou de promover a conscientização. 3.2. Publicidade A publicidade também atinge a mídia de massa, como a propaganda, com o objetivo de tornar conhecido um produto ou serviço, persuadindo o consumidor a adquiri-lo, sem interferência humana, de vendedores, por exemplo. Nesse tipo de Comunicação Mercadológica, identificar o tipo de consumidor com quem se fala ajuda a saber o que ele pensa da marca, tornando a campanha mais eficaz. 3.3. Merchandising Em português, “mercadoria”, tem como objetivo expor determinado produto em alguma plataforma para promovê-lo. Atualmente, com os influencers nas redes sociais, muitas marcas pagam para eles divulgarem o produto em seu perfil. 3.4. Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) Tem como função principal ser um canal de relacionamento entre a empresa e os seus consumidores. É peça-chave para que os consumidores se sintam amparados em qualquer necessidade. Nem todas as organizações são obrigadas a oferecer SAC, mas, quando feito, cabe ser gratuito, com atendimento 24 horas, 7 dias por semana, e as reclamações precisam ser respondidas em até 5 dias úteis. 3.5. Customer Relationship Management (CRM) Em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente, é um sistema que possibilita registrar e organizar os contatos de clientes: nome, endereço, telefone, visita a sites e demais interações. Permite uma relação consolidada com o consumidor, de modo que a empresa seja mais assertiva na abordagem. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 6 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi 3.6. Marketing Direto O Marketing Direto visa abordar o consumidor por meio de envio de materiais como mala direta, e-mail marketing, folder, carta comercial e telemarketing, apresentando seus produtos e serviços. Possibilita à empresa agir sobre grupos de consumidores específicos, com baixo investimento, o que torna vantajoso seu uso. 3.7. Eventos Eventos como feiras, exposições e outros também funcionam como Comunicação Mercadológica, já que promovem a interação da empresa com o consumidor, em ambientes adequados, de modo a fortalecer a imagem do produto e levá-lo à compra. 3.8. Marketing 3.0 Philip Kotler, professor e escritor de alto renome em marketing, evidencia o Marketing 3.0 em sua obra (KOTLER, 2010), descrevendo-o como o marketing preocupado com os valores e com enfoque na construção de um mundo melhor. Enquanto o Marketing 1.0 se ocupava na venda de produtos, impulsionada pela Revolução Industrial, e o Marketing 2.0 envolvia a Tecnologia da Informação, o Marketing 3.0 surge para mostrar que o consumidor é um indivíduo completo (com coração, mente e espírito), e isso deve ser levado em consideração. Na prática, o Marketing 3.0 faz com que a empresa se envolva com a transformação sociocultural e se ocupe da sustentabilidade social – valores humanos na sociedade de hoje. Considerações Finais Nesta aula, você pôde analisar os conceitos de Comunicação Mercadológica, abordados por Margarida Kunsch e Gaudêncio Torquato do Rego. Conheceu o modelo AIDA (atenção, interesse, desejo e ação), do psicólogo E. K. Strong, e, em seguida, a versão desse modelo criada por Philip Kotler, o qual visa explicar como funciona o comportamento humano em relação à compra de produto ou serviço. Aprendeu, ainda, como os objetivos da comunicação, ligados às ferramentas de comunicação, levam os consumidores a adquirir produtos e serviços. E, então, informou-se sobre a propaganda, a publicidade, o merchandising, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), o Customer Relationship Management (CRM), o marketing direto, os eventos e o Marketing 3.0. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 7 de 7faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Juliana Primi Materiais Complementares Sugestão de filme: Art & Copy (2009), do diretor norte-americano Doug Pray. Documentário sobre propaganda, em que Pray relata a visão de grandes nomes da área, percorrendo a revolução criativa dos anos 1960 e chegando à contemporaneidade. Referências FERREIRA, Patrícia Ítala; MALHEIROS, Gustavo. Comunicação Empresarial: planejamen- to, aplicação e resultados. São Paulo: Atlas, 2016. KOTLER, Philip; KARTAJAYA, Hermawan; SETIAWAN, Iwan. Marketing 3.0: as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na comunica- ção integrada. São Paulo: Summus, 2016. LUPETTI, Marcélia. Gestão estratégica da Comunicação Mercadológica: planejamento (livro eletrônico). São Paulo, Cengage Learning, 2022. MATOS, Gustavo Mendes de. Comunicação Empresarial sem complicação. Barueri: Ma- nole, 2014. OLIVEIRA, Chirles de. Comunicação Integrada. São Paulo: editora Senac, 2020. PIMENTEL, Marina de Oliveira; RODRIGUES, Fabíola Cottet. Em pauta: manual prático da comunicação organizacional. Editora Intersaberes. Livro. (208 p.). 2017. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/163844. Acesso em 22 out. 2022. TOMASI, Carolina; MEDEIROS, João Bosco de. Comunicação Empresarial. São Paulo: Atlas, 2007. YAMAZE, Mitsuru Higuchi. Gestão de Marketing e Comunicação: avanços e aplicações. São Paulo: Saraiva, 2011. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNO - 13649174677, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia,divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.