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b) O proprietário tem direito à indenização apenas se comprovar a perda do valor do imóvel. c) O proprietário tem direito à indenização, independentemente da comprovação de perdas, devido ao princípio da função social da propriedade. d) A indenização deve ser paga apenas se houver desapropriação formal. Resposta: a) Explicação: O proprietário não tem direito à indenização apenas pela realização de obra pública, pois a obra visa ao interesse coletivo e o impacto sobre o valor do imóvel não é, por si só, motivo para indenização. 10) Um funcionário público é acusado de improbidade administrativa por supostamente ter favorecido uma empresa em um contrato. Durante o processo, ele alega que não teve intenção de causar dano ao erário e que agiu no interesse público. Considerando a Lei de Improbidade Administrativa, qual é a alternativa correta sobre os efeitos da improbidade? a) A intenção do agente é irrelevante, sendo suficiente a comprovação do ato lesivo. b) A intenção do agente deve ser considerada, e a improbidade só ocorre em casos de dolo. c) A improbidade só é configurada se houver enriquecimento ilícito. d) O agente pode ser absolvido se provar que a sua conduta foi em benefício da coletividade. Resposta: a) Explicação: Na Lei de Improbidade Administrativa, a intenção do agente não é relevante; o que importa é a comprovação do ato que cause dano ao erário ou favorecimento indevido. 11) Um advogado é contratado para defender um cliente em um caso de acidente de trânsito. Durante o processo, o advogado descobre que o cliente teve participação no acidente, mas não informou esse detalhe. O advogado se vê em uma situação ética complicada. Qual é a melhor conduta a ser seguida pelo advogado, considerando o Código de Ética da OAB? a) O advogado deve desistir do caso, pois a falta de informação prejudica a defesa. b) O advogado deve manter a confidencialidade das informações e continuar com a defesa. c) O advogado deve comunicar ao juiz sobre a verdadeira versão dos fatos. d) O advogado pode mudar a estratégia de defesa sem informar o cliente. Resposta: b) Explicação: O advogado deve manter a confidencialidade das informações do cliente, mesmo que isso implique desafios éticos, e buscar a melhor estratégia de defesa sem revelar informações que possam prejudicá-lo. 12) Um contribuinte ajuiza uma ação anulatória de débito fiscal, alegando que o lançamento do imposto foi realizado de forma irregular. O fisco, por sua vez, defende que o lançamento foi feito de acordo com a legislação vigente. Qual é a alternativa correta sobre o ônus da prova nessa situação? a) O contribuinte deve provar a irregularidade do lançamento. b) O fisco deve comprovar que o lançamento está correto. c) O ônus da prova é sempre do contribuinte, independentemente da situação. d) O juiz deve determinar a produção de provas para esclarecer a questão. Resposta: a) Explicação: Em ações anulatórias de débito fiscal, cabe ao contribuinte provar a irregularidade do lançamento, pois ele é quem alega a nulidade. 13) Em um processo civil, uma das partes interpõe um pedido de tutela de urgência, mas o juiz indefere o pedido, alegando a falta de prova do perigo da demora. A parte recorrente se pergunta sobre as possibilidades de recorrer dessa decisão. Qual é a alternativa correta? a) A decisão é irrecorrível e não cabe recurso. b) A parte pode interpor recurso especial para questionar a decisão. c) A parte pode interpor agravo de instrumento, pois se trata de decisão interlocutória. d) A parte deve aguardar o trânsito em julgado da sentença para recorrer. Resposta: c) Explicação: A decisão que indefere a tutela de urgência é uma decisão interlocutória e, portanto, cabe agravo de instrumento para questioná-la. 14) Um juiz de primeira instância decide que um réu não pode recorrer de sua decisão porque não apresentou os embargos de declaração dentro do prazo legal. O réu argumenta que não foi devidamente notificado da decisão. Considerando o direito processual civil, qual é a alternativa correta sobre a notificação e os prazos? a) A falta de notificação anula todos os prazos processuais. b) A notificação é dispensável em caso de decisão interlocutória. c) O réu pode alegar a nulidade da decisão por falta de notificação. d) O prazo para interposição de embargos de declaração é sempre contado em dobro. Resposta: c) Explicação: A falta de notificação pode ser alegada como motivo para a nulidade da decisão, pois a parte deve ser cientificada das decisões que a afetam, garantindo seu direito de defesa. 15) Em um processo administrativo disciplinar, um servidor público é acusado de ter cometido falta grave. Durante a instrução do processo, ele alega que não teve a oportunidade de se defender adequadamente antes da sanção. Qual é a alternativa correta sobre o direito ao contraditório e à ampla defesa? a) O servidor não tem direito ao contraditório se a falta for considerada grave. b) O direito ao contraditório e à ampla defesa deve ser assegurado em todas as fases do processo administrativo. c) O contraditório é dispensável em processos administrativos disciplinares. d) A ampla defesa se restringe à fase recursal do processo administrativo. Resposta: b) Explicação: O direito ao contraditório e à ampla defesa é um princípio fundamental que deve ser respeitado em todas as fases do processo administrativo, garantindo a possibilidade de defesa ao servidor público. 16) Um empresário, ao realizar uma contratação, omite informações relevantes sobre a saúde financeira de sua empresa. Após a assinatura do contrato, a outra parte descobre a verdade e deseja rescindir o contrato. Considerando o direito contratual, qual é a alternativa correta sobre a possibilidade de rescisão? a) A rescisão é possível apenas se houver cláusula específica no contrato. b) A parte prejudicada pode rescindir o contrato com base no vício de consentimento. c) A rescisão não é possível, pois o contrato é considerado válido até que se prove o contrário. d) O empresário pode ser penalizado, mas o contrato permanece válido. Resposta: b) Explicação: A parte prejudicada pode rescindir o contrato com base no vício de consentimento, uma vez que a omissão de informações relevantes configura uma indução ao erro. 17) Um advogado se depara com uma situação em que seu cliente deseja realizar um ato processual que pode ser considerado ilícito. O advogado, preocupado com as implicações éticas, decide não proceder com o pedido. Qual é a alternativa correta sobre a conduta do advogado?