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FISIOPATOLOGIA DA ASMA | RÊNIA BATISTA 
 
FISIOPATOLOGIA DA ASMA 
 
A fisiopatologia da asma é caracterizada por 
inflamação das vias aéreas, que resultam em 
obstrução e hiperreatividade brônquica. 
 
As células inflamatórias, como mastócitos, 
eosinófilos e linfócitos, se acumulam nas vias 
áreas. Essas células liberam mediadores que 
causam lesões e alterações na integridade 
das vias áreas. 
 
A inflamação leva à hipertrofia da musculatura 
lisa, os brônquios, que obstrui as vias áreas. 
 
A inflamação também leva a produção 
excessiva de muco, que podem bloquear as 
vias aéreas. 
 
A inflamação e a broncoconstrição causam 
obstrução intermitente do fluxo de ar, o muco 
pode formar estruturas pegajosas que 
bloqueiam as vias respiratórias. 
 
 
 
As vias aéreas ficam mais reativas a 
alergênicos, infecções, irritantes e outros 
deflagradores. 
 
A resposta inflamatória alérgica é mediada 
pela imunidade celular de linfócitos Th2. 
Estes, por sua vez, produzem citocinas 
responsáveis pelo início e manutenção do 
processo inflamatório. A IL-4 tem papel 
importante no aumento da produção de 
anticorpos IgE específicos ao alérgeno. 
 
 
Uma variedade de fatores genéticos, 
ambientais e infecciosos parecem modular se 
os indivíduos suscetíveis evoluem para asma 
evidente. 
 
Aproximadamente 80% das crianças com o 
problema desenvolvem sintomas antes dos 
cinco anos de idade. Tosse, sibilância e 
respiração ofegante são os sintomas mais 
comuns da asma infantil. Falta de ar, aperto 
ou pressão no peito e dor no peito também 
são relatados. 
Os sintomas ocorrem com mais frequência a 
noite ou pela manhã ao despertar, recorre 
sazonalmente e pode ser desencadeada em 
resposta a exposições específicas (por 
exemplo, ar frio, exercícios, riso, exposição a 
alérgenos ou choro) são características da 
doença. 
 
FISIOPATOLOGIA DA ASMA | RÊNIA BATISTA 
 
Uma tosse que dura mais de três semanas 
também deve ser suspeitada. Embora a 
sibilância seja considerada a marca registrada 
em crianças, a tosse é frequentemente a única 
queixa apresentada. 
 
O diagnóstico é fundamentado pela presença 
de sintomas característicos, sendo 
confirmada pela demonstração de limitação 
variável ao fluxo de ar, sendo a espirometria o 
método de escolha. 
 
As medidas da função pulmonar fornecem 
uma avaliação da gravidade da limitação ao 
fluxo aéreo, além de fornecer confirmação do 
diagnóstico de asma. 
 
Na espirometria, são indicativos de asma 
redução do volume expiratório forçado no 
primeiro segundo (VEF1) para abaixo de 80% 
do previsto e da sua relação o com a 
capacidade vital forçada para abaixo de 75% 
em adultos e de 86% em crianças. 
 
O diagnóstico é reafirmado quando a 
alteração na espirometria desaparece ou 
melhora significativamente após o uso de 
broncodilatador. 
 
 A classificação da gravidade tem como 
objetivo a determinação do manejo 
terapêutico adequado. A avaliação usual da 
gravidade da asma pode ser feita através dos 
seguintes aspectos: 
• Frequência dos sintomas; 
• Tolerância ao exercício; 
• Medicação necessária para 
estabilização dos sintomas; 
• Quantidade de visitas ao consultório e 
ao pronto-socorro; 
• Número anual de cursos de 
corticosteroide sistêmico; 
• Número de hospitalizações por asma; 
 
 
De acordo com as recomendações mais 
recentes da Sociedade Brasileira de 
Pneumologia e Tisiologia (SBPT) para o 
manejo da asma, o tratamento é estruturado 
em etapas progressivas, visando ao controle 
eficaz dos sintomas e à prevenção de 
exacerbações. 
 
➢ Tratamento de Controle: 
O tratamento de controle é dividido em cinco 
etapas (I a V), nas quais a dose de 
corticosteroide inalatório é aumentada 
progressivamente e/ou outros medicamentos 
são adicionados, conforme a necessidade do 
paciente. A base desse tratamento consiste no 
uso de corticosteroide inalatório, associado ou 
não a um β2-agonista de longa duração. A 
escolha do medicamento, do dispositivo 
inalatório e da dosagem deve considerar 
fatores como o nível de controle dos sintomas, 
características individuais do paciente, 
preferências pessoais, julgamento clínico e 
disponibilidade dos medicamentos. 
 
Etapas do Tratamento: 
 • Etapa I: Uso de corticosteroide 
inalatório em baixas doses conforme 
necessárias ou corticosteroide inalatório em 
baixas doses associadas a formoterol por 
demanda. 
 • Etapa II: Corticosteroide 
inalatório em baixas doses de forma contínua 
ou corticosteroide inalatório em baixas doses 
associadas a formoterol por demanda. 
 • Etapa III: Corticosteroide 
inalatório em doses baixas associado a β2-
agonista de longa duração. 
 • Etapa IV: Corticosteroide 
inalatório em doses moderadas ou altas 
associados a um β2-agonista de longa 
duração; considerar a adição de tiotrópio ou 
antagonista dos receptores de leucotrienos 
(montelucaste). 
 • Etapa V: Encaminhamento para 
especialista e consideração de terapias 
adicionais, como medicamentos biológicos 
(por exemplo, omalizumabe, mepolizumabe) 
ou corticosteroides orais. 
 
➢ Tratamento de Resgate: 
Para alívio imediato dos sintomas, 
recomenda-se o uso de β2-agonistas de curta 
duração, como o salbutamol. Em casos de 
exacerbações moderadas a graves, a 
combinação de β2-agonistas de curta duração 
FISIOPATOLOGIA DA ASMA | RÊNIA BATISTA 
 
com anticolinérgicos, como o brometo de 
ipratrópio, pode ser benéfica. O uso de 
corticosteroides sistêmicos é reservado para 
exacerbações mais severas. 
 
Após alcançar e manter o controle da asma 
por pelo menos três meses, é recomendada a 
reavaliação do tratamento para ajustar a 
dosagem, visando à menor dose eficaz que 
mantenha o controle da doença. A suspensão 
completa do tratamento não é recomendada, 
devido ao risco aumentado de exacerbações. 
 
A espirometria deve ser realizada anualmente 
para monitorar a função pulmonar. 
➢ Considerações Especiais: 
 • Crianças de 6 a 11 anos: O 
manejo é semelhante ao de adultos, com 
ajustes nas dosagens e considerações 
específicas para essa faixa etária. 
 • Crianças menores de 6 anos: O 
diagnóstico é mais desafiador, e o tratamento 
deve ser cuidadosamente ajustado, 
considerando a resposta individual e a 
capacidade de utilizar dispositivos inalatórios 
adequadamente. 
 
É fundamental que o manejo da asma seja 
individualizado, levando em conta as 
características específicas de cada paciente, 
e que haja uma comunicação contínua entre o 
paciente e a equipe de saúde para otimizar o 
tratamento e a qualidade de vida. 
 
ESPIROMETRIA 
 
 
 
O exame de espirometria, tem como função 
auxiliar a análise do funcionamento pulmonar, 
ajudando na identificação de doenças, como: 
asma, alergias respiratórias, DPOC, 
bronquite, fibrose pulmonar, entre outros. 
 
Além disso, o procedimento é feito por um 
aparelho chamado espirômetro que é 
composto por um tubo descartável que é 
colocado na boca, onde o paciente deverá ter 
que inspirar e expirar o ar, também é colocado 
um clipe nasal para que impeça a passagem 
de ar pelas narinas, e a respiração seja feita 
somente pela boca. 
 
Para fazer o exame de espirometria deve se 
tomar algumas precauções, para que não 
haja complicações ou alterações no 
resultado, por isso, fizemos uma listagem de 
procedimentos que você deve seguir antes 
do exame: 
 
• Não fumar no dia do exame; 
• Não fazer refeições pesadas; 
• Não ingerir alimentos que contenham 
cafeína; 
• Não ingerir bebidas alcoólicas até 24 
horas antes.

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