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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO 
DISCIPLINA: HIGIENE, VIGILANCIA SANITÁRIA E CONTROLE DE QUALIDADE 
DE ALIMENTOS 
PROFESSORAS: DRª. CLÉLIA DE MOURA FÉ CAMPOS 
 
 
 
 
 
 
 
SELMÁRIA CRUZ DOS SANTOS FERREIRA SERRATE 
ISABELLA PEREIRA RODRIGUES FONSECA 
LAURA CRONEMBERGER DE MIRANDA PIAUILINO 
MARIANA CABRAL TEIXEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
VERIFICAÇÃO DO CÁLCULO DA ROTULAGEM NUTRICIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA-PI 
DZEMBRO-2024 
 
 
 
 
 
SELMÁRIA CRUZ DOS SANTOS FERREIRA SERRATE 
 ISABELLA PEREIRA RODRIGIES FONSECA 
LAURA CRONEMBERGER DE MIRANDA PIAUILINO 
MARIANA CABRAL TEIXEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
VERIFICAÇÃO DO CÁLCULO DA ROTULAGEM NUTRICIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MONITOR: Anderson Luís 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA-PI 
DEZEMBRO-2024 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
A rotulagem de alimentos é uma ferramenta essencial para promover escolhas 
alimentares mais conscientes e informadas. Por meio das informações contidas nos 
rótulos, o consumidor pode avaliar a composição nutricional dos produtos, entender 
os impactos desses alimentos em sua dieta e, assim, tomar decisões que atendam às 
suas necessidades individuais. A rotulagem nutricional é regulamentada pela 
Resolução RDC nº 359/2003, que estabelece os critérios técnicos para informar os 
valores nutricionais de forma padronizada e acessível (RDC nº 359/2003). 
 
A análise comparativa de rótulos de alimentos similares de marcas distintas 
permite avaliar o cumprimento das normas legais, especialmente no que diz respeito 
à Rotulagem Geral e Nutricional. Nesse contexto, a Resolução RDC nº 429/2020 
define as obrigatoriedades relacionadas à tabela nutricional, à lista de ingredientes e 
ao percentual do Valor Diário (%VD), elementos essenciais para garantir a clareza e 
a funcionalidade das informações prestadas aos consumidores (RDC nº 429/2020). 
Já a Instrução Normativa nº 75/2020 detalha a padronização das tabelas nutricionais, 
buscando facilitar a interpretação e evitar confusões (IN nº 75/2020). 
 
Adicionalmente, a rotulagem frontal, conhecida como Front of Package (FOP), 
é uma importante medida de alerta ao consumidor sobre alimentos com elevados 
teores de nutrientes críticos, como açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. 
Essa iniciativa está diretamente vinculada à Resolução RDC nº 429/2020, que visa à 
proteção da saúde pública e à promoção de escolhas alimentares mais saudáveis por 
meio de advertências claras na embalagem dos produtos (RDC nº 429/2020). 
A comparação de rótulos também auxilia no entendimento da aplicabilidade da 
legislação na prática. Por exemplo, a adequação do percentual de Valor Diário (%VD) 
informado permite avaliar se os produtos atendem aos limites definidos para uma 
alimentação equilibrada, conforme estipulado pela legislação brasileira. Além disso, a 
clareza na disposição dos dados, tanto na tabela nutricional quanto na rotulagem 
frontal, é essencial para evitar dúvidas ou confusões no momento da compra (RDC nº 
429/2020; IN nº 75/2020). 
 
Neste trabalho, será realizada uma análise de rótulos de dois alimentos da 
mesma categoria, produzidos por marcas diferentes. O objetivo é identificar possíveis 
 
 
 
 
diferenças na composição e na adequação às normas de rotulagem vigentes no Brasil, 
considerando tanto a Rotulagem Geral quanto nutricional, bem como a aplicação do 
FOP, quando necessário. Essa análise é relevante para compreender como as 
regulamentações contribuem para a qualidade das informações fornecidas ao 
consumidor e para a proteção de seus direitos. 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVO 
O objetivo deste relatório é verificar os rótulos dos alimentos escolhidos, verificando 
se suas percentagens de valores diários (VD) estão adequadas conforme a legislação 
e se a rotulagem nutricional frontal (FOP) também está de acordo com a legislação 
vigente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
METODOLOGIA 
Para a realização da prática, foi realizada uma visita ao supermercado ASSAÍ 
TERESINA KENNEDY, localizado na Avenida Presidente Kennedy 501, Teresina- 
Piauí. Em seguida, foram escolhidos dois alimentos iguais de marcas diferentes e os 
rótulos foram verificados, comparando-se a rotulagem geral e nutricional, e foram 
definidas as diferenças entre as mesmas. No fim, discutiu-se as principais 
observações e diferença no rótulo de ambas e realizando os cálculos de %VD para 
garantir que os valores apresentados nos alimentos estão em conforme com a 
legislação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Para a análise da conformidade da tabela de informação nutricional dos 
produtos analisados, utilizou-se os dados da imagem 1 e imagem 2 para uma regra 
de três simples e foram obtidos os resultados das tabelas seguintes. 
Imagem 1 – Lasanha Seara. 
 
Fonte: Dados do autor. 
Imagem 2 – Lasanha Aurora. 
 
Fonte: Dados do autor. 
Imagem 3 – Rótulo lasanha Seara 
Nutrientes Porção de 100g VD (%) Recalculado VD(%) na 
embalagem 
 
 
 
 
Valor energético 
(kcal) 
117 kcal 5,85% 3% 
Carboidratos (g) 11g 3,67% 22% 
Açúcares totais (g) 2 g 2,22% 0 
Açúcares 
adicionados (g) 
2 g 4% 4% 
Proteínas (g) 6,7g 13,4% 13% 
Gorduras 
saturadas (g) 
4,0g 20% 7% 
Fibras (g) 0,8g 3,2% 14% 
Sódio (mg) 430 mg 21,5% 10% 
 
Ao comparar os valores nutricionais recalculados com as informações 
disponibilizadas nos rótulos das lasanhas Seara e Aurora, observa-se discrepâncias 
significativas que podem impactar a percepção do consumidor em relação ao produto. 
A tabela nutricional indica que, para uma porção de 100 g, o valor energético 
corresponde a 117 kcal, o que equivale a 5,85% da ingestão diária recomendada 
(IDR). Contudo, no rótulo do produto, consta apenas 3% do VD, sinalizando uma 
subestimação na rotulagem. Esse padrão se repete em outros nutrientes como 
carboidratos (3,67% recalculado vs. 22% na embalagem), o que pode gerar dúvidas 
quanto à padronização na metodologia de cálculo. 
Além disso, a gordura saturada apresenta uma diferença marcante (20% 
recalculado vs. 7% informado). Como o consumo excessivo de gorduras saturadas 
está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares (BRASIL, 2020), 
essa subnotificação representa um problema de saúde pública, considerando a 
confiança que o consumidor deposita nos rótulos. Outro ponto relevante é o teor de 
sódio, que foi recalculado em 21,5% do VD, enquanto o rótulo apresenta 10%. Essa 
divergência é preocupante, pois o alto consumo de sódio está associado a hipertensão 
arterial, sendo necessário que as informações nutricionais estejam corretas para que 
o consumidor possa controlar sua ingestão (WHO, 2021). A rotulagem nutricional é 
uma ferramenta essencial para auxiliar o consumidor na escolha de alimentos mais 
saudáveis. 
Segundo a Resolução RDC nº 360/2003 da ANVISA, as informações devem 
ser claras, precisas e refletir a composição real do produto. A presença de 
 
 
 
 
divergências, como as identificadas nos produtos analisados, contraria esses 
princípios, podendo levar o consumidor a ingerir quantidades inadequadas de 
nutrientes críticos, como sódio e gorduras. 
 
 
 
 
Imagem 4 – Rótulo lasanha Aurora 
Nutrientes Porção de 100g VD (%) Recalculado VD(%) na 
embalagem 
Valor energético 
(kcal) 
145 kcal 5,8% 7 
Carboidratos (g) 17g 5,67% 6 
Açúcares totais (g) 2,7g 3% - 
Açúcares 
adicionados (g) 
0,8g 1,6% 2 
Proteínas (g) 5,9g 11,8% 12 
Gorduras 
saturadas (g) 
3,0g 15% 14 
Fibras (g) 1,4g 5,6% 6 
Sódio (mg) 422 mg 17,6% 21 
 
A rotulagem nutricional de alimentos é fundamental para que o consumidor 
possa tomar decisões informadas sobre a qualidade nutricional dos produtos. A 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA) estabelece diretrizes rigorosas 
para a rotulagem dos alimentos com o objetivo de proteger a saúde do consumidor, 
 
 
 
 
proporcionando informações claras e precisas sobre os valores nutricionais dos 
produtos. No caso da lasanha Aurora, o valor energético por 100 g é de 145 kcal, 
correspondendo a 5,8% do Valor Diário (VD) recomendado em uma dieta de 2.000 
kcal. 
Porém, o rótulo informa 7% do VD, sugerindo uma superestimação. Essa 
diferença pode estar associada ao uso de métodos distintos para cálculo do VD, como 
previsto na Resolução RDC nº 360/2003 da ANVISA (BRASIL, 2003). Outra 
discrepância relevante é observada no teor de sódio, que atinge 17,6% do VD 
recalculado, enquanto a embalagem informa 21%. A elevada ingestão de sódio está 
diretamente relacionada ao aumento do risco de hipertensão arterial e outras doenças 
cardiovasculares (WHO, 2021). Nesse sentido, divergências na rotulagem podem 
comprometer estratégias de controle alimentar, especialmente para indivíduos com 
restrições dietéticas. Além disso, os dados recalculados mostram que o teor de 
gorduras saturadas equivale a 15% do VD, enquanto o rótulo informa 14%. 
Como as gorduras saturadas estão associadas ao aumento do colesterol LDL 
(lipoproteína de baixa densidade), considerado um fator de risco para doenças 
coronarianas, é imprescindível que os rótulos apresentem informações exatas e 
confiáveis. A análise evidencia que as divergências entre os valores declarados e os 
calculados impactam negativamente a confiabilidade da rotulagem nutricional, 
contrariando o objetivo de proporcionar informações precisas aos consumidores. 
Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a rotulagem deve 
seguir critérios rigorosos para garantir a proteção da saúde do consumidor e promover 
escolhas alimentares conscientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Conclui-se que o rótulo nutricional das lasanhas Seara e Aurora atende aos 
requisitos estabelecidos pela RDC nº 429/2020 e pela IN nº 75/2020, apresentando a 
tabela nutricional completa e o destaque do Valor Diário (%VD). Contudo, as 
informações destacadas nos painéis frontais, como “30% + carne” e “25% + queijo” 
(Seara), podem induzir o consumidor a decisões baseadas em aspectos específicos, 
sem refletir completamente a qualidade nutricional do produto. Esse tipo de rotulagem 
pode ser considerado uma estratégia persuasiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). Dietary Fats and Cardiovascular 
Disease: A Presidential Advisory from the American Heart Association. 
Circulation, v. 136, p. 1-23, 2020. 
ANVISA. Resolução RDC nº 359, de 23 de dezembro de 2003. Disponível em: 
https://www.in.gov.br/. Acesso em: 20 dez. 2024. 
ANVISA. Resolução RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020. Disponível em: 
https://www.in.gov.br/. Acesso em: 20 dez. 2024. 
ANVISA. Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020. Disponível em: 
https://www.in.gov.br/. Acesso em: 20 dez. 2024. 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC nº 429/2020 e IN 
nº 75/2020: Regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos 
embalados. Diário Oficial da União, Brasília, 2020. 
FAO/WHO. Guideline: Sugars intake for adults and children. Geneva: World 
Health Organization, 2019. 
MONTEIRO, C. A. et al. Ultra-processed foods: what they are and how to 
identify them. Public Health Nutrition, v. 22, n. 5, p. 936-941, 2019. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Healthy Diet. Fact Sheets. Geneva: 
WHO, 2018. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-
sheets/detail/healthy-diet. Acesso em: 19 dez. 2024. 
 
 
 
 
 
https://www.in.gov.br/
https://www.in.gov.br/
https://www.in.gov.br/
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet
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