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CÂNCER DE COLO UTERINO P R O F . M O N A L I S A C A R V A L H O E P R O F . A L E X A N D R E M E L I T T O Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Câncer de Colo Uterino 2GINECOLOGIA PROF. MONALISA CARVALHO E PROF. ALEXANDRE MELITTO APRESENTAÇÃO Olá, Estrategista! Apesar de isoladamente o conteúdo “Câncer de colo uterino” não ser tão frequente nas provas de Residência, ele é uma extensão do “Rastreamento do câncer de colo uterino”, um tema que será questão certa nas provas. Então, antes de iniciar este resumo, leia o resumo sobre o rastreamento dessa patologia. Aqui, veremos as principais informações do Câncer de colo uterino para que você arrebente nas questões. Fique atento especialmente ao estadiamento e tratamento, que são os assuntos mais cobrados. @estrategiamed /estrategiamed Estratégia MED t.me/estrategiamed @estrategiamed https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://t.me/estrategiamed https://t.me/estrategiamed https://www.tiktok.com/@estrategiamed Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 3 Câncer de Colo Uterino SUMÁRIO 1.0 EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO 4 2.0 HISTOLOGIA 5 3.0. DIAGNÓSTICO 6 3.1 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 6 3.2 EXAME FÍSICO 6 4.0 VIAS DE DISSEMINAÇÃO 6 5.0. ESTADIAMENTO 7 5.1 EXAMES DE IMAGEM PARA ESTADIAMENTO 8 6.0 FATORES PROGNÓSTICOS 8 7.0 TRATAMENTO 8 7.1 CIRÚRGICO 9 7.1.1 CONIZAÇÃO 9 7.1.2 TRAQUELECTOMIA 9 7.1.3 HISTERECTOMIA 10 7.2 QUIMIORRADIAÇÃO 11 7.3 RADIOTERAPIA 11 8.0. CÂNCER DE COLO UTERINO NA GESTAÇÃO 13 9.0 LISTA DE QUESTÕES 15 10.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 16 11.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 16 Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 4 Câncer de Colo Uterino CAPÍTULO 1.0 EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO No mundo, o câncer de colo uterino é o quarto mais prevalente nas mulheres e o segundo câncer ginecológico mais comum. Já no Brasil, é o terceiro mais comum na população feminina. É mais frequente na raça negra e é diagnosticado por volta dos 50 anos. Atenção aos fatores de risco abaixo, pois eles são muito cobrados nas provas: FATORES DE RISCO PARA CÂNCER DE COLO UTERINO Infecção pelo HPV Tabagismo Início precoce da atividade sexual Múltiplos parceiros sexuais História de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) Imunossupressão Multiparidade História de neoplasia intraepitelial ou câncer vaginal, ou vulvar Baixo nível socioeconômico Uso de contraceptivos orais Raça negra Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 5 Câncer de Colo Uterino TIPOS HISTOLÓGICOS DO CÂNCER DE COLO UTERINO TIPO HISTOLÓGICO VARIANTES CARCINOMA ESPINOCELULAR (EPIDERMÓIDE) Carcinoma espinocelular de grandes células queratinizantes Carcinoma espinocelular de grandes células não queratinizantes Carcinoma verrucoso Carcinoma papilar Carcinoma basalóide Carcinoma de células escamosas e de transição papilar Carcinoma semelhante ao linfoepitelioma ADENOCARCINOMA Padrão comum/usual Mucinoso, tipo intestinal, variante em anel de sinete Mucinoso, adenoma maligno Adenocarcinoma mucinoso e viloglandular (bem diferenciado) Tipo endometrióide Tipo células claras Tipo seroso papilar Tipo mesonéfrico CARCINOMA ADENOESCAMOSO - CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO - NEUROENDÓCRINO - CARCINOMA INDIFERENCIADO - TUMORES EPITELIAIS E MESENQUIMAIS MISTOS - Neste tópico, as bancas costumam cobrar os dois tipos histológicos mais comuns e os tipos de HPV que estão relacionados a cada um deles: A maioria dos cânceres de colo uterino é do tipo epidermóide/espinocelular/escamoso, representando 70%-75% dos casos (lembre-se desse detalhe!). Os adenocarcinomas, incluindo o carcinoma adenoescamoso, representam 25% dos casos. O tipo de HPV mais encontrado no carcinoma espinocelular é o 16. Já nos adenocarcinomas, o tipo mais encontrado é o 18. CAPÍTULO 2.0 HISTOLOGIA Existem vários tipos histológicos do câncer de colo uterino, cada um com suas variantes: Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 6 Câncer de Colo Uterino CAPÍTULO 3.0. DIAGNÓSTICO 3.1 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS As fases iniciais do câncer de colo uterino são assintomáticas e, nesse caso, o diagnóstico é realizado através do rastreamento ou presença de lesão no exame especular. Nas pacientes sintomáticas, as manifestações podem ser inespecíficas (sinusorragia, corrimento com odor fétido, sangramento irregular) ou associadas ao crescimento tumoral (hematúria, dor pélvica, sintomas intestinais). 3.2 EXAME FÍSICO A visualização do colo uterino ao exame especular pode revelar uma aparência normal ou uma lesão cervical (tumoração, lesão exofítica, área de necrose). IMPORTANTE Qualquer lesão visível suspeita deve ser biopsiada! Você não deve atrasar o diagnóstico solicitando citologia ou colposcopia para uma paciente que tem um tumor aparente! O toque vaginal e o toque retal também são muito importantes, pois auxiliam no estadiamento. CAPÍTULO 4.0 VIAS DE DISSEMINAÇÃO As questões sobre as vias de disseminação do câncer de colo uterino são bem comuns. Preste atenção! • Invasão direta (mais frequente): a extensão direta pode envolver o corpo uterino, a vagina, os paramétrios, a cavidade peritoneal, a bexiga ou o reto. • Via linfática. • Via hematogênica: os locais mais comuns para a disseminação hematogênica são os pulmões, fígado e ossos; intestino, glândulas suprarrenais, baço e cérebro são locais menos frequentes. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 7 Câncer de Colo Uterino CAPÍTULO 5.0. ESTADIAMENTO Estrategista, fique atento a este tópico! A maioria das questões sobre esse tema irão cobrar de você o estadiamento e o tratamento para o estádio. Outro detalhe importante é que o estadiamento do câncer de colo mudou em 2018 e deixou de ser somente clínico, envolvendo agora, também, exames complementares e resultado de anatomopatológico. O estadiamento preciso do câncer cervical no pré-tratamento é fundamental, pois determina a terapia a ser realizada e o prognóstico. Segue o estadiamento (Figura 1): Figura 1: estadiamento FIGO 2018 para o câncer de colo uterino. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 8 Câncer de Colo Uterino 5.1 EXAMES DE IMAGEM PARA ESTADIAMENTO Os protocolos para indicação de exames complementares baseados no estadiamento variam com a disponibilidade de cada serviço. Na tabela abaixo, trazemos uma sugestão (fonte-UpToDate): EXAMES COMPLEMENTARES PARA ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO ESTADIAMENTO EXAMES FINALIDADE IA2 a IB2 Radiografia de tórax Avaliação de metástases pulmonares Ressonância de pelve Confirmação do tamanho tumoral, avaliação de paramétrios, bexiga e reto Tomografia de abdome e pelve ou PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons) Avaliação de linfonodos Doença localmente avançada (IB3- IVA) Ressonância de pelve Avaliar bexiga e reto PET-CT Avaliar metástases à distância Observação: no estadiamento IA1, não há sugestão de solicitação de exames complementares, pois as pacientes têm risco baixo de disseminação tumoral. CAPÍTULO 6.0 FATORES PROGNÓSTICOS Neste tópico, as bancas irão cobrar qual é o principal fator prognóstico da doença, que é o ESTADIAMENTO no momento do diagnóstico. Outros fatores prognósticos são: envolvimento linfonodal, volume do tumor, profundidade da invasão estromal cervical e invasão do espaço linfovascular. CAPÍTULO 7.0 TRATAMENTO Estrategista, você TEM que saber o tratamento para cada estadiamento! Esse pode ser clínico (quimio + radioterapia) ou cirúrgico. Alguns pontos são fundamentais:• estadiar corretamente a doença; • avaliação de envolvimento do espaço linfovascular (não muda o estadiamento, mas altera prognóstico e tratamento); • desejo reprodutivo da paciente. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 9 Câncer de Colo Uterino 7.1 CIRÚRGICO 7.1.1 CONIZAÇÃO A conização (Figura 2) é um procedimento excisional, ou seja, é retirada a porção do colo uterino em que há lesão. Tem esse nome pois é removida boa parte do canal endocervical, fazendo com que a peça tenha formato de cone. Figura 2: Conização. Quando realizar? • Carcinoma in situ -> nesse caso, a conização é DIAGNÓSTICA e TERAPÊUTICA. • Estádio IA -> DIAGNÓSTICA. Guarde essa ideia! Você não pode classificar uma paciente em estádio IA apenas pela biópsia do colo uterino. Ela deve passar pela conização para avaliar a profundidade de invasão do estroma! • IA1 com desejo de preservar a fertilidade -> a conização é DIAGNÓSTICA e TERAPÊUTICA. 7.1.2 TRAQUELECTOMIA A traquelectomia (Figura 3) é um procedimento que visa a remoção total do colo uterino com manutenção do útero. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 10 Câncer de Colo Uterino Figura 3: Traquelectomia. Quando realizar? • IA2 ou IB1 com desejo de preservar a fertilidade. 7.1.3 HISTERECTOMIA Consiste na retirada do útero. No câncer de colo uterino, podem ser realizados três tipos de histerectomia. Você deve saber em que estadiamento indicar cada uma: • Histerectomia simples ou Piver I - é retirado apenas o corpo e colo uterino. • Quando? IA1 sem invasão do espaço linfovascular (IELV). • Histerectomia radical modificada ou Piver 2 - é retirado o útero, 1-2 cm da margem vaginal e há remoção parcial dos paramétrios. • Quando? IA1 com IELV e IA2. • Histerectomia radical ou Piver III, ou cirurgia de Wertheim-Meigs - é retirado o útero, 1/3 a 1/4 da margem vaginal e há remoção total dos paramétrios. • Quando? IB1, IB2 e IIA1. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 11 Câncer de Colo Uterino 7.2 QUIMIORRADIAÇÃO Quando? • tumores ≥ 4 cm ou estágio ≥ IIB; • qualquer estadiamento, se a paciente não tiver condições cirúrgicas; • como terapia adjuvante (radioterapia), se a paciente tiver os seguintes fatores de risco: FATORES DE RISCO PARA RECORRÊNCIA DE NEOPLASIA DE COLO UTERINO FATORES DE ALTO RISCO (Na presença de qualquer um deles, a paciente deve realizar radioterapia ou quimiorradiação adjuvante) Margens cirúrgicas comprometidas Linfonodos comprometidos Paramétrios comprometidos microscopicamente FATORES DE RISCO INTERMEDIÁRIO (Na presença de no mínimo 2 dos seguintes, a paciente deve realizar radioterapia adjuvante) Tumor > 4 cm Invasão do espaço linfovascular (IELV) Invasão estromal profunda 7.3 RADIOTERAPIA A radioterapia é uma modalidade de tratamento essencial no campo da ginecologia, especialmente no manejo de neoplasias malignas do trato reprodutivo feminino, sendo frequentemente indicada para o tratamento de vários tipos de câncer ginecológico, incluindo o câncer de colo do útero, endométrio, vulva e ovário. Pode ser usada como terapia adjuvante após a cirurgia para eliminar células cancerígenas residuais, como tratamento primário, ou em casos paliativos para aliviar sintomas de doenças avançadas. A braquiterapia é uma forma de radioterapia interna que envolve o posicionamento de uma fonte radioativa diretamente no tumor ou próximo dele. O termo "braquiterapia" vem do grego brachys, que significa "curta distância". Esta técnica é utilizada no tratamento de diversos tipos de câncer, incluindo ginecológico, de próstata, de mama, de pele e tumores de cabeça e pescoço. Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 12 Câncer de Colo Uterino RESUMINDO: TRATAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO ESTÁDIO CONDUTA Ca in situ Conização (diagnóstica e terapêutica) Se ADENOCARCINOMA in situ - histerectomia simples IA - tumor restrito ao colo IA1 - invasão 20 semanasdurante o período do pré-natal e seis a oito semanas após o parto. A última dose de quimioterapia deve ser administrada três semanas antes da data prevista para o parto, que, de acordo com alguns protocolos, deve acontecer na viabilidade fetal; outros avaliam que a gravidez pode ser levada até as 37 semanas. A via de parto indicada para as pacientes gestantes com câncer de colo é a cesariana (excluindo as pacientes com estádio IA1 e IA2 com . Acesso em: 20 abr. 2020. 3. FRUMOVITZ, M. Invasive cervical cancer: Staging and evaluation of lymph nodes. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 4. KARAM, A. Cervical cancer in pregnancy. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 5. PLANTE, M. Fertility-sparing surgery for cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 6. STRAUGHN JR., J.M.; YASHAR, C. Management of early-stage cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 7. STRAUGHN JR., J.M.; YASHAR, C. Management of locally advanced cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 8. STRAUGHN JR., J.M. Invasive cervical cancer: Patterns of recurrence and post-treatment surveillance. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020. 9. Tratado de Ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020 Estratégia MED Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2024 GINECOLOGIA 17 Câncer de Colo Uterino http://med.estrategia.com