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COMO A ARTE E A ARQUITETURA PODEM 
INFLUÊNCIAR A SAÚDE NA 
TERCEIRA IDADE 
 
 
LETÍCIA CONSTANTI SIMMER 
Prof.Me: Nancy de Melo Batista Pereira 
 
Resumo 
A pesquisa apresenta fatos de que a arte tem influencia direta na melhora dos 
idosos através de atividades artísticas, além de ser uma ferramenta 
fundamental para amenizar os efeitos negativos da saúde mental, sendo um 
instrumento extremamente útil para o bem-estar no campo afetivo, interpessoal 
e de equilíbrio emocional. O artigo também dedica-se a apresentação de 
analises da arquitetura geriátrica e o quanto pode influenciar na saúde dos 
idosos. 
Palavras-chave: idosos, arteterapia, bem-estar, arquitetura, saúde. 
 
Abstract 
The research presents facts that art has a direct influence on the improvement 
of the elderly through artistic activities, besides being a fundamental tool to 
mitigate the negative effects of mental health, being an extremely useful 
instrument for the well-being in the affective, interpersonal field and emotional 
balance. The article is also dedicated to the presentation of analyzes of geriatric 
architecture and how it can influence the health of the elderly. 
Keywords: elderly, art therapy, well-being, architecture, health. 
 
Introdução 
 O tema proposto tem por objetivo refletir sobre o benefício causado pela 
arteterapia à Terceira Idade, tanto emocionalmente quanto fisicamente. 
Chegou-se a este tema através de observações feitas no circulo familiar acerca 
da desvalorização destes idosos e da falta de atividades propostas a eles, que 
cada vez mais são esquecidos pela sociedade e pelo governo. 
 O objetivo da pesquisa é apresentar fatos de que a arte tem influê/.ncia 
direta na melhora dos idosos através de atividades artísticas, além de ser uma 
ferramenta fundamental para amenizar os efeitos negativos da saúde mental, 
sendo um instrumento extremamente útil para o bem-estar no campo afetivo, 
interpessoal e de equilíbrio emocional. 
 Mais a frente temos a união entre a arteterapia, os idosos e o espaço da 
arte para observarmos quais são os benefícios desse conjunto além dos 
problemas que podemos ter com a análise do espaço das artes. 
 
1. Como os idosos estão hoje? 
 O que achamos que a velhice significa? Apenas ter cabelo brancos e a 
falta de ativez de antes? Podemos definir a velhice como um conjunto das 
condições biológica, social, econômica, cognitiva, funcional e cronológica. 
Dizemos que alguém está ficando velho quando começam a aparecer os 
primeiros sintomas de falhas no corpo, como problema de memorização, 
orientação e concentração. O que faz com que o idoso seja considerado idoso 
é não ser mais produtivo para a sociedade, para a economia e para o lazer. 
 Sendo assim, vemos que o que o Brasil e outros países em 
desenvolvimento, têm mostrado interesse pela qualidade de vida na velhice. 
Mas, apesar desse interesse, a população idosa deve crescer juntamente com 
os cuidados médicos, que não são poucos, em longa duração e com elevado 
custo. Há também uma grande preocupação em torno da solidão e depressão 
dentre a população idosa, sendo ocasionada por vários motivos. Estima-se que 
14 milhões de brasileiros vivem a velhice sob condições desfavoráveis. A 
velhice é uma fase de impedimentos e constrangimentos. 
 Vivemos em uma sociedade que nos exige uma compreensão cada vez 
maior sobre o envelhecer, principalmente quando se convive com uma 
constante valorização do novo e do belo. Há também a dificuldade de os 
indivíduos de “idade normal” se imaginarem velhos e tratarem os velhos, seja 
com respeito, seja com empatia, o que complica a sintonia entre a 
compreensão do envelhecer e do morrer, quando seu físico conserva, ainda, o 
vigor da juventude. 
 Sendo assim, a OMS adotou o termo “envelhecimento ativo”, que 
expressa o processo de conquista dessa visão, como busca de uma melhor 
qualidade de vida. 
Desse modo, foram criados três pilares do envelhecimento ativo, que 
são a saúde, segurança e participação, assegurando ao idoso a possibilidade 
de envelhecer com baixos riscos de adoecimento, participação ativa e 
segurança do indivíduo. 
 
 
 
 
 
 
É visto que, segundo a lei n° 10.741, que estabelece o Estatuto do 
Idoso, no art° 3 é obrigação da família, da comunidade, da sociedade em geral 
e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação 
dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, 
entre outros. 
 Com as doenças degenerativas, como doença de Parkinson, Alzheimer, 
câncer, e a depressão, o caminho do idoso a tão sonhada ativez se torna um 
pouco mais difícil. Apesar de algumas doenças não terem cura há métodos que 
auxiliam na melhora dos pacientes, não só com medicamentos, como: 
Saúde Segurança 
Participação 
Envelhecimento 
ativo 
- Arteterapia: processo terapêutico que se utiliza da arte e dos mais diversos 
recursos expressivos na promoção do bem estar, pode ser oferecida a 
quaisquer pessoas, pois os alunos se expressarem livremente. A arteterapia 
auxilia na reorganização interna do indivíduo, funcionando como uma terapia 
regeneradora; 
- Musicoterapia: usa música para atender as necessidades físicas, emocionais, 
cognitivas, sociais e espirituais dos indivíduos de todas as idades. A 
musicoterapia melhora a qualidade de vida, a memória, a comunicação, a 
socialização, alivia dores e expressando sentimentos; 
- Pilates: O método detém de muitos acessórios e exercícios que podem ser 
feitos com o objetivo de melhorar o equilíbrio dos idosos, perdido com o tempo. 
Os exercícios que trabalham o equilíbrio dos idosos dentro do Pilates ajudam 
na prevenção de quedas, fazendo com que haja uma melhor resposta do 
sistema musculoesquelético às variações de postura. Além de promover 
ganhos psicosociais, melhorando a auto estima do idoso, já que muitas vezes 
ele é surpreendido por um exercício que acha que não seria capaz de fazer e o 
faz com êxito. 
- Hidroginástica: A hidroginástica para idosos é uma excelente opção para 
quem quer envelhecer com saúde. Entre os benefícios da prática, estão 
condicionamento cardiovascular, cardiorrespiratório e muscular, obtidos por 
meio de exercícios de flexibilidade, relaxamento, coordenação motora e 
pressão hidrostática. A hidroginástica ajuda a enrijecer os músculos, 
aumentando a força muscular; trabalha o equilíbrio corporal; ajuda a manter a 
densidade mineral óssea; previne a osteoporose; controla a pressão arterial; 
desintoxica as vias respiratórias; tem alto gasto calórico; melhora a autoestima 
e diminui a ansiedade. 
É compreendido que os idosos possuem mais chances de 
desenvolverem quadros degenerativos e de demências, sendo importante que 
eles possuam a melhor qualidade de vida possível com a ajuda especializada. 
Há métodos bem mais simples que ajudam na memória e no corpo, como fazer 
palavras cruzadas, jogar baralho com os amigos e a família, fazer caminhada, 
trilhas e andar de bicicleta. 
2. O que é arteterapia? 
A arte foi criada como forma de expressão e de transformação dos 
seres, fazendo com que os que conseguiam reproduzir algo fossem chamados 
de criativos, fortes e de natureza livre. No século 5 a.C., há registros que 
indicam que desde a época da Grécia se utilizava a Arte como tratamento e 
cura. É averiguado pelo autor que os gregos confiavam na área artística, 
especificamente na música, poesia, teatro e escultura, sendo vistas como 
verdadeiros remédios para a alma, tanto do artista quanto do espectador 
(VASQUES, 2009, p.27). 
No Brasil, por volta de 1920, vestígios da Arteterapia surgiram com o 
médico Osório César (João Pessoa, 1895 – 1979) que desenvolveu 
importantes estudos sobre o trabalho artístico dos internos do Hospital 
Psiquiátrico do Juquery, em São Paulo, o qual realizou inúmeras exposições, 
destacando-se como pioneiro na análise de sua expressão psicopatológica. 
Paralelamente,a psiquiatra Dra. Nise da Silveira (Maceió, 1905 – 1999) 
desenvolvia outro tipo de trabalho no Brasil. Ela não gostava de tratar seus 
pacientes como “doentes mentais” ou com tratamentos como choques 
elétricos. Assim, na década de 1940, Nise inaugura o Centro Psiquiátrico Pedro 
II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, utilizando a arte como instrumento 
facilitador da comunicação entre terapeuta e paciente. Por meio desse 
trabalho, é visto que a Drª. Nise introduziu a psicologia junguiana no Brasil 
(VASQUES, 2009, p.28). 
Em meados de 1985, após a reconquista da liberdade de expressão e 
criação, observou-se o desenvolvimento das chamadas “Terapias 
Expressivas”, em seguida surgindo a Arteterapia. Os primeiros núcleos de 
trabalho no Brasil se concentravam no Rio de Janeiro e São Paulo, depois em 
Goiás e Minas Gerais, logo após do Norte ao Sul do país, onde se obteve uma 
ampla concentração dessa prática terapêutica. Em 1999, foi criada a primeira 
Associação de Arteterapeutas no Brasil, no Rio de Janeiro, onde atualmente 
existe a União Brasileira de Arteterapia, a qual engloba profissionais de vários 
estados brasileiros (VASQUES, 2009, p.28). 
A arteterapia não tem como objetivo o lado estético, mas sim o resultado 
do trabalho, e já não se preocupa com o lado estético, pois isso aboliria o 
desenvolvimento criativo. Ela tem como objetivo a expressão do indivíduo, e 
não a obra em si. Assim, as atividades de arteterapia cobrem um amplo 
espectro da experiência humana, como experiências perceptuais, motoras, 
simbólicas e afetivas. Dessa forma ela pode ser aplicada aos mais diversos 
problemas que afligem o ser humano e em todas as faixas etárias. Portanto, é 
de grande relevância para a assistência em Saúde Coletiva, especialmente na 
Saúde Mental. 
Logo, a Arteterapia é vista como um caminho de possibilidades e uma 
forma de descobrir meios de expressões, que podem figurar e reconfigurar as 
suas dificuldades de relacionamento com o outro e o mundo, através de 
técnicas e materiais artísticos. 
A arte, junto ao processo terapêutico, proporciona inúmeras 
possibilidades, transformando a arteterapia em uma técnica especial. Assim, 
através da expressão artística o indivíduo consegue colocar seu verdadeiro 
“eu” de forma mais pura e direta que possa existir. A arte tem finalidade criativa 
e a energia psíquica consegue transformar-se em imagens e através dos 
símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. 
 
3. Arquitetura geriátrica 
Envelhecer é novo na nossa cultura, com isso ainda existem questões 
que deveriam ser revisadas em relação à terceira idade, como idade de 
aposentadoria, idade produtiva, entre outros aspectos. Com o envelhecimento, 
os mecanismos adaptativos se tornam menos eficientes, e, assim, há 
necessidade de mais cuidados e adaptações. 
 Na figura a seguir temos o novo conceito utilizado pelo publicitário Max 
Petrucci (2014) ao criar uma nova sinalização de assento ou vaga preferencial 
para a terceira idade, onde buscou uma representação da atual imagem do 
idoso. O intuito do profissional foi mobilizar uma campanha, buscando apoio 
popular, do governo e de empresários para a mudança do símbolo antigo, que 
apresenta de forma inadequada a atual imagem do idoso (JORNAL HOJE, 
2014). 
 
 
 
 
 
 
 Espaços projetados para idosos podem ter mudanças tanto objetivas, 
relacionadas à adaptações concretas nos ambientes e que proporcionam maior 
segurança e autonomia; quanto mudanças subjetivas, ligadas à estética e 
afeto, originando sensação de alegria e bem-estar ao usuário. 
 Porém, ambientes que são adaptados podem causar resistência para a 
aceitação do idoso, por isso os espaços devem ser bem planejados pelos 
arquitetos, unindo a forma e a função, proporcionando ambientes com conforto, 
segurança, estética e acessibilidade (KAUFMAN, 2012). 
Assim, a Norma Brasileira NBR 9050 que trata da acessibilidade, 
estabelece critérios e parâmetros técnicos que devem ser observados na 
elaboração de projetos e nas adaptações das edificações, mobiliários, espaços 
e equipamentos urbanos (ABNT). 
 Outro condicionante legal é a RDC 50, da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária, que dispõe sobre o regulamento técnico para 
planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de 
estabelecimentos assistenciais de saúde (ANVISA). 
A ergonomia é outro aspecto considerado importante na adaptação dos 
ambientes para idosos, esta tem o objetivo de propiciar a análise e a adaptação 
do ambiente às necessidades do idoso, contribuindo assim para a segurança, o 
conforto e a independência. 
Figura 01. Fonte: Santana (2014) 
 As principais características dos espaços projetados para idosos são: 
- Características fundamentais: 
 Sistema de controle de viva-voz ou intercomunicadores quando 
necessária ajuda durante a noite ou em locais onde não houver 
monitoramento; 
 Interruptores de luz próximos à cama e de fácil acesso em geral; 
 Luz de emergência noturna no corredor, nos banheiros e na cozinha; 
 Piso antiderrapante no banheiro ou áreas molhadas e áreas externas; 
 Maçanetas do tipo alavanca; 
 Quinas arredondadas nos móveis, bancadas e passagens; 
 Evitar vidros e materiais cortantes nos mobiliários; 
 Cuidado com as instalações em geral, sem deixar fios soltos; 
 Portas com 80 cm ou mais; 
 Ambientes bem iluminados; 
 Utilizar, prioritariamente, rampas sempre que houver desnível. 
- Mobiliário em dormitórios: 
 Camas com altura ajustável, para facilitar a transição entre a cadeira de 
rodas e o lugar de dormir; 
 Acessórios: abajur fixo na mesa ou na parede, relógio digital com 
números grandes, controle remoto de TV na mesa de cabeceira, 
telefone com número de auxílio; 
 Armários devem ter portas leves, gavetas com trava de segurança 
quando deslizantes e puxadores do tipo alça; 
 Janelas com sistema de abertura para dentro ou de correr. 
- Salas de estar, entretenimento e refeitórios: 
 Paredes internas com cores claras; 
 Uso de cores e texturas diferentes para estimular o idoso; 
 Lâmpadas antiofuscantes como a leitosa, ou indiretas; 
 Ambiente livre de obstáculos, principalmente objetos e móveis baixos; 
 Poltronas e sofás com altura média de 50cm e profundidade entre 70 e 
80 centímetros, com braços e densidade moderada; 
 Mesa de jantar de altura média de 75 centímetros e bordas 
arredondadas, com cadeiras sem braços. 
- Banheiros: 
 Paredes com resistência suficiente para instalação de barras de 
segurança; 
 Box com largura mínima de 80 centímetros e desnível de no máximo 1,5 
cm em relação ao piso do banheiro; 
 Assento para banho fixo, com largura mínima de 45 centímetros e altura 
de 50 centímetros; 
 Porta toalhas com altura média de 130 centímetros e próximos ao box; 
 Chuveiro do tipo telefone; 
 Barras de apoio nas paredes ao lado do vaso sanitário e dentro do box 
com alturas variáveis; 
 Vaso sanitário com altura média de 50 centímetros. 
- Escadas e áreas de circulação: 
 Corrimão ao longo dos degraus e rampas com altura média de 80 
centímetros; 
 Uso de fitas antiderrapantes nos degraus e rampas. 
- Cozinha: 
 Fogão que só é acionado ao entrar em contato com metal, para dificultar 
queimaduras ou mesmo focos de incêndio; 
 Armários com prateleiras que sobem e descem, para facilitar o manuseio 
de copos e pratos; 
 Pia com altura ajustável por controle remoto. 
- Sala: 
 Se houver tapetes, que sejam de cores fortes e antiderrapantes; 
 Mesa para refeições com altura ajustável eletronicamente; 
 Televisor atrelado ao tablete para reproduzir receitas e filmes. 
- Quarto: 
 Alarme conectado à central de assistência domiciliar; 
 Andador com sistema de elevador para suspender o idoso caso ele caia. 
- Banheiro: 
 Pia e vaso sanitário com altura ajustável por controle remoto; 
 Tampo do vaso e interruptores de cores fortes, parafacilitar a 
localização; 
 Chuveiro controlado por botões que determinam temperatura e potência 
do jato. 
A maioria das cidades brasileiras apresenta carência de infraestrutura, de 
equipamentos e de planejamento dos espaços para a população idosa. Assim, 
é possível fornecer alternativas de vida ativa e saudável aos idosos e que o 
adequado planejamento dos espaços físicos deve contribui para isso. 
Ambientes planejados são importantes para qualquer ser humano, e essa é 
a tarefa profissional e responsabilidade social do arquiteto. A pesquisa 
realizada permitiu adquirir conhecimentos sobre a terceira idade e identificar as 
principais características que devem ser contempladas em projetos geriátricos. 
Com a pesquisa percebe-se que planejar o ambiente geriátrico precisa de 
muito mais atenção do que planejar ambientes destinados ao público jovens, 
que não tem tantas limitações. Também permitiu observar que a funcionalidade 
desses ambientes pode ajudar na melhoria da qualidade de vida dos idosos, 
necessidade básica e relevante na sociedade atual. 
Dentro da arquitetura geriátrica e o centro de artes, deve-se ter em mente 
que o público alvo é bem específico, ou seja, os materiais utilizados devem 
atender suas necessidades, como mesas e cadeiras de tamanhos formatos 
ideias, além, claro, da luz e da ventilação que entram nos cômodos. A luz deve 
ser agradável e a ventilação ideal é que seja cruzada, já que idosos podem ou 
sentir muito calor ou sentir muito frio. 
Esse processo de planejamento da arquitetura geriátrica exige 
conhecimento teórico e prático, de forma que o resultado final dê soluções 
conceituais e de acessibilidade que tenham harmonia. 
4. Como a arte e a arquitetura podem ajudar os idosos? 
 A arteterapia tem como função ajudar os idosos a se expressarem, 
ajudando a reconciliar conflitos emocionais, além de auxiliar na auto-percepção 
e no desenvolvimento do indivíduo. Os recursos que podem ser utilizados 
acerca são: 
- Artes Plásticas: Pintura, Desenho, Modelagem; 
- Artes corporais: Dança e Teatro; 
- Música: com instrumentos musicais, voz/ canto ou audição musical, entre 
outros. 
Pode-se entender a arte como um processo de reconstrução da vida, 
seja através do desenho, da pintura, da escultura e de tantos outros. a 
arteterapia trabalha com as imagens simbólicas brotadas pelo inconsciente, 
assim, o arteterapeuta utiliza-se de divergentes técnicas e materiais, tais como 
a argila, tintas diversas, colagem, desenhos, sucata, papel machê etc. O 
objetivo é fornecer meios para proporcionar ao indivíduo outras maneiras para 
que ele possa se comunicar, expressar seus sentimentos, emoções, criar uma 
relação entre a sua realidade interna e a externa. Visto que é através de 
atividades artísticas/ criativas e integradoras de personalidade, que auxiliam no 
resgate de imagens simbólicas, trazendo-as para a consciência, como 
finalidade de propiciar enriquecimento e qualidade na vida do indivíduo. 
Esses processos de criação e interação tanto com os materiais, com os 
colegas, quanto com o “arteterapeuta” permitem ao indivíduo conhecer a si 
mesmo e, em sequência, evoluir, já que o idoso se sente capaz de transformar 
suas aflições e suas angústias em cor e movimento, ou seja, em arte. Observa-
se que o tratamento e o tempo de duração são de acordo com a necessidade 
do indivíduo, podendo ocorrer individualmente ou em grupo. 
A arteterapia pode e deve usar uma variada gama de ferramentas 
artísticas, como papéis, tintas, lápis de cor, tesoura, tecidos, fios, madeira, 
plásticos, argila, massa, entre outros, porem, deve ser o manuseamento deve 
ser supervisionado. Também pode utilizar técnicas como desenhos, pinturas, 
colagem e modelagem etc. Assim, os “pacientes” não ficam estagnados em 
apenas uma técnica, podendo se expressar e se descobrir com outros 
materiais, dando confiança e maior aprendizado, além de ajudar na 
memorização de como deve-se usar cada técnica. 
Evidencia-se que determinadas técnicas de atividades artísticas têm a 
possibilidade de influenciar o indivíduo de formas diferentes. Cada uma dessas 
atividades tem sua própria característica de beneficio. Temos como exemplo as 
seguintes atividades: 
- A pintura é uma técnica também utilizada na arteterapia, beneficiando os 
indivíduos a olhar para si e ao seu redor, expandindo o seu olhar. Este 
exercício é um processo para organizar e transformar sentimentos, cujo “olhar 
ao que produzimos livremente sobre o suporte oferecido é, muitas vezes, a 
possibilidade de olhar para dentro de nós mesmos, para algo que até então 
estava difuso ou oculto de nossa consciência”; 
- O desenho é utilizado no processo terapêutico como ferramenta de bem-
estar; 
- Aborda-se também a técnica da colagem, cuja modalidade plástica oferece 
formas de integrar aspectos distintos do eu, proporcionando ao indivíduo trocas 
de papéis e a possibilidade de percepção da multiplicidade em nossa 
existência, por exemplo, os diferentes papéis que desempenhamos. 
A partir do grande leque de possibilidades terapêuticas é preciso estudar 
cada paciente da terceira idade para entender o que precisam e buscar o 
melhor tratamento. A arteterapia oferece subsídios que ajudam no tratamento 
do bem-estar e da qualidade de vida na Terceira Idade, fazendo-a ir além do 
estado físico, atingindo o conteúdo interno de cada um e trabalhando alguns 
sintomas como de depressão, doenças degenerativas, Síndrome de Alzheimer, 
angústias e todos os males que afetam as pessoas nesse estágio de suas 
vidas. 
A arte aliada à arquitetura pode melhorar ainda mais a saúde dos 
idosos, seja mudando as cores das paredes ou instalando quadros e peças de 
arte, tudo isso tem a intenção de fazer com que o idoso se sinta mais 
confortável com o local que está, abandonando aquela aparência monótona 
que prédios destinados a idosos possuem, e crie uma ligação afetiva e de 
memória com os objetos. 
É cientificamente comprovado que ambientes destinados à idosos que 
sejam monotônicos tem maior probabilidade de causar depressão do que 
aqueles que tem mais cores. Em contrapartida, ter excesso de cores e de 
informações causa cansaço e estresse. 
Pode ser de interesse dos idosos também pintar as paredes interiores do 
edifício e deixa-las com a ambientação que mais lhes agrade e, ao fim, 
completar a composição com as artes feitas nas oficinas de arteterapia aliando, 
assim, idoso-arte-arquitetura. 
Quando falamos de idosos lembramos que devem ter monitores e cada 
idosos possui sua particularidade, a quantidade de monitores deve ajudar os 
idosos, não tentar tirar deles as possibilidades de fazer coisas e se 
movimentar. O dever aqui é ajudar a viver. Então os monitores e arteterapeutas 
devem ter ciência das limitações e trabalhar dessa forma. 
Dependendo da faixa etária e das limitações de cada idoso, pode-se ter 
um monitor para cada idoso ou um monitor para cada dois idosos. E durante as 
aulas, deverão permanecer do lado de fora dos ambientes, em lugares que os 
idosos não consigam vê-los para não gerar desconforto. Assim como sua 
companhia junto a eles, deve ser sutil e alegre, confortando o idoso. 
O dever dos monitores é zelar pela saúde de cada um, mas também 
deve acompanha-los, dar-lhes os remédios certos, nas horas certas, ser uma 
companhia agradável, que não deixe sempre claro que é um enfermeiro, mas 
sim um amigo, companheiro e ajudante. Dessa forma, os idosos ficam mais 
confortáveis em se abrir, contar histórias sobre suas vidas, tomar os remédios 
e ir às consultas médicas. 
 
Considerações finais 
 Esta pesquisa teve como objetivos apresentar o aumento da população 
idosa, visto que a sociedade contemporânea não está preparada para isso, 
além de mostrar o quanto estão isolados da sociedade e da família, trazendo 
neste contexto a importância da arteterapia na vida das pessoas com mais de 
60 anos, mostrando os benefíciosdaqueles que utilizam deste bem e daqueles 
que tem suas limitações retardadas a base de medicamentos. 
 A intenção de apresentar os benefícios da arteterapia é mostrar que não 
só os idosos devem usufruir desta nova maneira de retardar doenças, mas os 
jovens também. Muitos estudos comprovam que a arte auxilia na melhora de 
muitas doenças, incluindo a depressão, além que aliviar do estresse e da 
tristeza. 
 A arquitetura para a terceira idade também não é simples e deve 
caminhar juntamente com as limitações da cada idoso, seja de mobilidade ou 
de memória. Ajudar o idoso deve ser a principal tarefa na arquitetura geriátrica, 
ajudando-o a aceitar suas condições atuais que gradativamente podem tomar 
conta do corpo de cada um deles. 
 Aliar o idoso à arte e á arquitetura teve importância vital para este 
trabalho. Não somente pela parte arquitetônica, mas por poder ajudar os idosos 
a verem a arquitetura unida a arte com a intenção de ajuda-los, melhorar suas 
vidas. É importante enxergarmos que por mais difícil que possa parecer, é 
possível auxiliar os idosos mesmo nos tempos mais sombrios. 
 
Referências 
CASSOL, Bruno Morari. Arquitetura para ambientes geriátricos (tese). UNIFRA, 
2014. 
 Acesso em 20/03/2017 
 
MASCHIO, Adriana. O benefício da arte na Terceira Idade (tese). UNESP, 
2012. 
 Acesso no dia 13/02/2017. 
 
KAUFMAN, Fani G. (Org.). Novo velho: envelhecimento, olhares e 
perspectivas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2012. 
 
COLI, Jorge. O que é Arte, 3 ed. São Paulo:Brasiliense,1981. 
 
Manual de pessoas idosas. 
Disponível: 
 Acesso no dia 13/02/2017. 
 
Jornal Hoje. Publicitário de São Paulo cria nova sinalização para indicar idosos. 
2014. 
Disponível em: . Acesso em: 10/05/2017. 
 
Site “Vivo Mais Saudável” - Conheça 4 exercícios para estimular a memória do 
idoso. 
Disponível: Acesso no dia 
13/02/2017.

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