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Imprimir EDUCAÇÃO ALIMENTAR 126 minutos Aula 1 - Influência da cultura na alimentação Aula 2 - Conceitos na alimentação Aula 3 - Tipos de alimentos Aula 4 - Mídia e comportamento alimentar Referências INTRODUÇÃO Olá, estudante, Nossa cultura, crenças, religião e a sociedade em que estamos inseridos têm papel fundamental nas escolhas alimentares. Aqui, conheceremos os hábitos alimentares de diferentes culturas, compreendendo suas particularidades, a fim de ampliar a visão do mundo com o conhecimento da diversidade existente. Assim como a alimentação, os padrões estéticos sempre estiveram presentes ao longo da história, pautados em exigências sociais. Eles influenciam o padrão alimentar de um grupo ou população, ao torná-los mais suscetíveis a algumas crenças e tabus alimentares que são levados de geração em geração. Compreender os fatores que influenciam a sociedade é de suma importância para entender como é consolidada a cultura alimentar local. Bons estudos! HÁBITOS ALIMENTARES NAS DIFERENTES CULTURAS Hábito alimentar é a adoção de costumes transmitidos de geração em geração, mas que dependem também da cultura, da religião, do ambiente e dos contextos social e econômico. Cada país tem a sua própria cultura alimentar, que difere na forma de preparo, nos temperos utilizados, e na acessibilidade aos alimentos. Devido a isso, temos alimentos comuns em algumas culturas que, em outras, são totalmente desconhecidos ou proibidos. CULTURA INDIANA Na cultura indiana, as especiarias são o pilar da alimentação, sendo utilizadas desde o preparo da refeição à utilização em iogurtes. O chai (típico chá indiano feito com especiarias), o arroz e o naan (pão indiano) também estão presentes na mesa dos indianos. A maior parte da população é hindu, e segue a exigência religiosa de não consumir carne suína e bovina; as carnes consumidas são as de cordeiro e frango na maioria das vezes e, em algumas ocasiões, frutos do mar. É comum as refeições serem preparadas apenas pelas mulheres da família e realizadas com todos os integrantes da família juntos. Comer apenas com a mão direita sem o uso de talheres também faz parte da cultura local. Aula 1 INFLUÊNCIA DA CULTURA NA ALIMENTAÇÃO Conheceremos os hábitos alimentares de diferentes culturas, compreendendo suas particularidades, a fim de ampliar a visão do mundo com o conhecimento da diversidade existente. 28 minutos PADRÕES ALIMENTARES E ESTÉTICOS O padrão alimentar engloba todos os alimentos e bebidas que são consumidos. Ele é influenciado por fatores socioculturais, afetivos, religiosos, econômicos e políticos. Ao longo da história, os padrões alimentares foram se moldando conforme a disponibilidade local de alimentos e mistura de culturas. Entre os padrões alimentares, podemos citar: A dieta do mediterrâneo que prioriza o azeite como fonte de gordura, o consumo de frutas, legumes, verduras, castanhas, cereais integrais, peixes, carnes magras, e um baixo consumo de alimentos ultraprocessados O padrão alimentar atlântico, específico europeu inclui o consumo priorizado de peixes, frutos do mar, carnes vermelhas, leites e seus derivados, frutas, legumes e azeite. O padrão alimentar brasileiro apesar de o Brasil ser banhado pelo oceano atlântico, o consumo de peixe é baixo, e a fonte de gordura é o óleo de soja e a manteiga. Podemos citar também um consumo baixo de frutas, verduras e legumes e o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, segundo levantamento do IBGE entre 2017 e 2018 (BRASIL, 2020). O padrão alimentar asiático é caracterizado pelo consumo em quantidades normais de fontes de gordura, e o consumo baixo de frutas. O padrão ocidental tem um alto consumo de gorduras e baixa quantidade de frutas, legumes e verduras. Contudo, o padrão alimentar mais adequado seria o consumo CULTURA FRANCESA Os franceses apreciam o consumo de queijos, iogurtes, pães e chocolates. As sobremesas não são tão doces devido à utilização do açúcar de beterraba, que possui gosto menos intenso que o da cana-de- açúcar, ao qual os brasileiros estão acostumados. Frutas são consumidas como entrada. Em uma refeição comum, é servida carne, peixe, ou ave, que será acompanhada de arroz, batata ou feijão. É comum também o consumo de pão e queijo acompanhados de vinho ou água. Os franceses são pontuais com as refeições, as quais seguem uma ordem: a entrada, o prato principal, a sobremesa e o café. Eles tipicamente seguem com rigor cada etapa com os pratos sendo levados à mesa aos poucos. CULTURA JAPONESA Na cultura japonesa, são utilizados ingredientes frescos. Em uma refeição típica, são servidas pequenas porções de arroz com nori (algas secas), vegetais, sopa de miso (pasta de soja), picles e peixe, acompanhados de molho shoyo. A tradição é que se consuma o chá verde (matchá) servido após as refeições, quente e sem adição de nenhum outro ingrediente. Outro hábito é cortar os alimentos em pequenos pedaços, e manter o sabor e aparência natural dos ingredientes. CULTURA ANGOLANA Na cultura angolana, a refeição principal é composta pelo arroz, feijão e folhas de kizaca. Outros ingredientes presentes são a mandioca, o sorgo, o painço, o milho, o tomate, o óleo de palma, a carne e uma grande variedade de frutos do mar. A simplicidade faz parte dela e os ingredientes frescos são muito utilizados com especiarias a fim de enriquecer o paladar. maior de frutas, verduras, legumes, grãos, carnes magras, leite e seus derivados, e menor de alimentos ricos em açúcar e gorduras em excesso, principalmente provenientes de fontes animais. Atualmente, devido à globalização, podemos observar uma transição dos padrões alimentares da população mundial, os quais se unificam, de modo que o consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares está cada vez mais presente na alimentação cotidiana com a inclusão do fast food e de alimentos ultraprocessados, prontos e congelados. Padrões estéticos trata-se de um processo social e cultural, o qual não respeita a individualidade do ser. As mulheres costumam ser as principais atingidas por esses padrões. As mídias sociais e a televisão ajudam a propagar um padrão estético como se fosse o certo a ser seguido. Atualmente, o padrão do corpo magro é o mais aceito, mas nem sempre foi assim. Na antiguidade, as mulheres que apresentavam uma quantidade maior de gordura corporal eram consideradas bonitas, e o perfil masculino mais atlético era considerado mais atraente. Já na Grécia, o padrão era referente à simetria do rosto: quanto mais simétrico, mais bonito e dentro dos padrões. Na Idade Média, a igreja passou a comandar a sociedade; devido a isso, cuidar do corpo em busca de beleza era considerado pecado. No Renascimento, as mulheres com uma quantidade maior de gordura corporal voltam a ser consideradas padrão. Posteriormente, e até os dias atuais, a magreza vem sendo considerada padrão da sociedade; outro biotipo que vem ganhando espaço graças às redes sociais é o dos corpos atléticos. CRENÇAS E TABUS ALIMENTARES Tabu alimentar é uma superstição de que a ingestão de um alimento ou a junção de dois ou mais alimentos pode fazer mal à saúde. São informações passadas de geração para geração sem necessariamente algum fundamento científico. Os tabus podem ser separados em tabus temporários e permanentes. Alguns mitos alimentares atuais que podemos citar são: TABUS TEMPORÁRIOS Impõem uma proibição em um período específico. Por exemplo, uma crença muito comum que cerca a mulher no pós parto é a de que existe uma lista de alimentos que não se pode consumir, e outra com alimentos que aumentam a produção de leite materno. Entre eles, a cerveja preta e a canjica; para ambas, não há comprovação científica de que sejam benéficas. Pelo contrário, o álcool presente na cerveja pode trazer malefícios ao bebê. TABUS PERMANENTES Que não depende de nada específico para a proibição. Por exemplo, a ideia de que o consumo de manga com leite poderia levar à morte.Esse mito foi criado no período do Brasil colônia pelos senhores do engenho, pois a manga era uma fruta que se tinha em abundância e era tipicamente consumida com leite pelos escravos. Então, para que os escravos não ingerissem essa bebida, que era destinada somente aos senhores, foi criado o mito que perdura até os dias de hoje. • Glúten faz mal e engorda: o glúten está presente em um dos principais alimentos do mundo, o trigo. Ele só é prejudicial para pessoas portadoras da doença celíaca, que é uma doença autoimune causada pela intolerância ao glúten. Para pessoas não sensíveis a ele, não há evidências de que seu consumo pode fazer mal. • O azeite não pode ser aquecido: acreditava-se que o azeite se tornaria prejudicial caso fosse aquecido, mas o que acontece é apenas a perda de alguns nutrientes; ele mantém seu efeito benéfico geral à saúde. • O consumo de leite faz o whey protein perder a função: um suplemento muito utilizado por praticantes de atividade física ou por pessoas que necessitam alcançar sua necessidade diária de proteínas, o whey protein nada mais é que a extração da proteína do soro do leite; ou seja, consumi-lo com leite não o faz perder a função. Pelo contrário, acrescenta outros nutrientes à preparação. • Pão e arroz fazem engordar: nenhum alimento isolado é capaz de fazer com o que o indivíduo ganhe ou perca peso. Isso depende do contexto em que esse alimento está inserido. • Limão é agressivo para o estômago: o estômago possui um pH mais ácido do que o limão, então seu consumo não é capaz de trazer malefícios. • O ser humano é o único mamífero adulto que consome leite: o ser humano também é o único mamífero que domesticou os animais, sendo assim possível incorporar na alimentação o leite, cujo consumo na idade adulta não traz nenhum malefício à saúde. • Cerveja dá barriga: como já citado, isso depende do contexto. Se o consumo da cerveja for exagerado e acompanhado de petiscos, provavelmente será uma “refeição” com alta densidade calórica, fazendo com que se gere um estoque de energia. Podemos observar que os mitos vêm e vão; alguns perduram no tempo, mas o que todos têm em comum é que não há necessariamente embasamento científico para essas crenças. VÍDEO RESUMO No vídeo desta aula, conheceremos as tradições e hábitos alimentares existentes no mundo, entendendo como se foi consolidando cada um deles. Também serão abordados fatores sociais que podem influenciar o padrão alimentar, como os padrões estéticos e as crenças alimentares que são passadas de geração em geração, entre outros. Saiba mais Para saber mais sobre os impactos das crenças e tabus alimentares na vida da população, leia o artigo Crenças como hábitos de vida, de Daniela Gonçalves Silva et al., publicado na revista UERJ, Rio de Janeiro, 2007. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Aula 2 https://repositorio.bc.ufg.br/bitstream/ri/15910/5/Artigos%20-%20Daniela%20Gon%c3%a7alves%20Silva%20-%202007.pdf INTRODUÇÃO Olá, estudante, Aqui, você verá conceitos relacionados à legislação de alimentos, aos tipos de processamento e aos compostos bioativos. Veremos, mais detalhadamente, as bases das legislações de alimentos e as diferenças entre alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Também serão abordados quais os principais compostos bioativos presentes nos alimentos e sua legislação vigente. Ao final, você terá capacidade de conhecer as principais leis ligadas à alimentação, bem como diferenciar alimentos processados (ou não) de diversas formas, além de ter uma percepção a respeito dos principais compostos bioativos em alimentos e a sua importância. Bons estudos! DEFINIÇÕES DA LEGISLAÇÃO E DO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS A legislação de alimentos é definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que coordena, supervisiona e controla as atividades de registro, inspeção, fiscalização e controle de risco. Ela é responsável por estabelecer normas e padrões de qualidade e identidade a serem observados. Tem como objetivo garantir a segurança e a qualidade dos alimentos, incluindo a de bebidas, águas envasadas, ingredientes, matérias- primas, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, materiais em contato com alimentos, contaminantes, resíduos de medicamentos veterinários, rotulagem e inovações tecnológicas em produtos da área de alimentos. Outra ferramenta importante sobre alimentação é o Guia alimentar para a população brasileira, que traz definições a respeito das categorias dos alimentos, divididos em in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza; por exemplo, frutas, hortaliças e ovos. São considerados alimentos minimamente processados os in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas; por exemplo, farinhas, leite pasteurizado e vegetais descascados e picados. Os processados são definidos como produtos relativamente simples e antigos, fabricados essencialmente com a adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre a um alimento in natura ou minimamente processado; por exemplo, alimentos em conservas, compotas de frutas e carnes salgadas. Por fim, os ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente à base de ingredientes extraídos ou derivados de alimentos ou sintetizados em laboratório; por exemplo, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e pó para refrescos. CONCEITOS NA ALIMENTAÇÃO Veremos, mais detalhadamente, as bases das legislações de alimentos e as diferenças entre alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. 26 minutos Ainda se tem discutido muito a respeito de alimentos “funcionais”; desta maneira, a ANVISA apresenta um guia para avaliação de alegação de propriedade funcional e de saúde para composto bioativos presentes em alimentos e suplementos alimentares (Guia n° 55/2021). De acordo com a resolução da diretoria colegiada (RDC) n° 243 de 2018, os compostos bioativos são nutrientes ou não nutrientes que exercem ação metabólica ou fisiológica específica no organismo. Os carotenoides são pigmentos lipofílicos amarelos, laranjas e vermelhos que podem ser encontrados, por exemplo, na cenoura, no tomate e na abóbora. As antocianinas são pigmentos responsáveis pelas colorações azul, roxa e vermelha, e podem ser encontrados em amora-preta, uva, morango, repolho roxo, entre outras fontes. Os compostos fenólicos constituem um grande grupo com aproximadamente 10 mil substâncias, como flavonoides e ácidos fenólicos, e desempenham forte papel antioxidante na nossa alimentação, podendo ser encontrados por exemplo, na uva, no espinafre e no vinho. BASES DA LEGISLAÇÃO E EFEITOS DO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS A legislação a respeito da rotulagem de alimentos é muito importante, visto que o rótulo é uma ferramenta para que o consumidor saiba mais sobre o alimento que está consumindo. As normativas a respeito de rotulagem de alimentos estão dispostas na RDC 429/2020 e na instrução normativa 75/2020. Destaca-se também a relevância da legislação específica sobre fenilalanina em alimentos, que pode ser encontrada na RDC nº 617/2022, uma vez que alguns indivíduos portadores de uma doença denominada fenilcetonúria SAIBA MAIS Esses bioativos são sintetizados pelas plantas como mecanismo de proteção contra insetos e outros patógenos, sendo divididos em diversas classes, destacando-se os carotenoides, as antocianinas e os compostos fenólicos Estrutura química do β-caroteno (A), da cianidina 3-glucosídeo (antocianina) (B) e da quercetina (composto fenólico) (C) devem controlar o consumo de tal substância. A legislação trata como responsabilidade das indústrias de alimentos o encaminhamento para a ANVISA da quantidade de fenilalanina presente em alimentos com teorde proteína entre 0,1 e 5%. Estudos experimentais randomizados, cegos, controlados com placebo e estudos observacionais prospectivos são os mais indicados para comprovar a veracidade das alegações das propriedades funcionais de um alimento ou composto bioativo. Além disto, o efeito benéfico de um composto bioativo depende da capacidade de este alcançar o local alvo de ação no organismo humano, depois de ser absorvido pela mucosa do trato gastrointestinal, metabolizado e distribuído para os locais ativos. Assimile Cabe ressaltar também que o tipo de processamento empregado na produção condiciona o perfil dos nutrientes, o gosto e o sabor dos alimentos. Além disto, o impacto social e ambiental da produção dos alimentos também é influenciado pelo tipo de processamento. O Guia alimentar para a população brasileira classifica os alimentos em quatro categorias. Os in natura e/ou minimamente processados devem ser a base da alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar social e ambientalmente sustentável. Entretanto, a aquisição de alimentos in natura pode ser limitada em razão de custo, da sazonalidade e de perdas durante a pós-colheita. Neste sentido, os alimentos minimamente processados são uma alternativa, visto que os processos mínimos como limpeza, remoção de partes não comestíveis, secagem, embalagem, pasteurização, resfriamento, congelamento, moagem e fermentação transformam alimentos in natura em minimamente processados, sem adicionar outras substâncias a eles. Entretanto, alguns alimentos são habitualmente consumidos na forma de preparações culinárias salgadas ou doces feitas com óleos, gorduras, sal ou açúcar. Estes são denominados como alimentos processados e devem ser consumidos com moderação, visto que, em excesso, podem ser prejudiciais à saúde. Desta maneira, deve existir limite no uso de alimentos processados, consumidos em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. A respeito de compostos bioativos, a ANVISA, ainda por meio da RDC n° 243 /2018, dispõe que: para alegações de propriedade funcional de um alimento, por meio da presença de compostos bioativos, o benefício à saúde deverá ser identificado e comprovado. As alegações devem ser pautadas em evidências científicas experimentais e observacionais em humanos e não somente em evidências favoráveis e tendenciosas. A relevância, a qualidade e a força dos estudos científicos apresentados são fatores mais importantes do que a quantidade deles. PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS E COMPOSTOS BIOATIVOS A legislação de alimentos é uma importante ferramenta para a garantia da qualidade do que consumimos, seja por meio das informações em rótulos, seja por meio da fiscalização e do controle de qualidade de alimentos produzidos pela indústria e pelos serviços de alimentação. Além disto, ela garante que as alegações de alimentos funcionais, pela presença de compostos bioativos, sejam corretas. Além da garantia da qualidade dos alimentos pela legislação, é importante, durante a escolha dos alimentos, considerar que as técnicas de processamento podem promover a diminuição do teor de nutrientes dos alimentos e, nesses casos, deve-se preferir o alimento menos processado, por exemplo, o arroz integral ao polido. Apesar disto, na maioria das vezes, os benefícios do processamento mínimo superam suas desvantagens. Os compostos bioativos presentes em alimentos in natura ou minimamente processados podem melhorar a nossa saúde, mas algumas etapas do processamento podem diminuir a quantidade destes compostos, pois, em sua maioria, não resistem a elevadas temperaturas. Além disto, quando se adquirir um produto “funcional”, deve-se observar com atenção a alegação no rótulo, visto que a ANVISA não permite afirmações de que a substância possa curar determinada doença, mas sim alegações de propriedade funcional ou redução de risco. Dentre os compostos bioativos, destaca-se o β-caroteno, um carotenoide, presente na cenoura e conhecido como pró-vitamina A. Acompanhe as teorias a seguir pare entender melhor esses conceitos: De acordo com Chaves (2015), por meio de estudos observacionais, o alto consumo dietético de alimentos ricos em β-caroteno tem sido associado com a redução do risco de alguns tipos de câncer, ALIMENTOS PROCESSADOS No caso de alimentos processados, os ingredientes e métodos usados, como cozimento, secagem, fermentação, acondicionamento dos alimentos em latas ou vidros e uso de métodos de preservação como salga, salmoura, cura e defumação, podem levar a alteração desfavoráveis na composição nutricional dos alimentos. PROCESSAMENTO INDUSTRIAL O objetivo do processamento industrial é aumentar a duração de alimentos in natura ou minimamente processados, além de torná-los mais agradáveis ao paladar. OS ULTRAPROCESSADOS Os ultraprocessados, são prejudiciais à saúde por apresentarem baixa valor nutricional e elevado conteúdo energético. Além disto, por serem práticos e rápidos de preparar e consumir, os ultraprocessados tendem a limitar o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. Cabe ressaltar que as versões reformuladas light e diet desses ultraprocessados não os tornam menos prejudiciais à saúde, ainda que induzam a população a pensar que são saudáveis. enquanto o licopeno, outro carotenoide, presente no tomate, apresenta forte potencial antioxidante, eliminando radicais livres do nosso organismo. O estudo de Darvin et al. (2008), observou que, quanto maior os níveis de antioxidante na pele, menor a sua rugosidade. KUNTZ et al., (2014), as antocianinas, presentes em uvas, podem atuar na redução do processo inflamatório no organismo, atuando no controle da diabetes mellitus tipo II e das dislipidemias. LARSON et al., (2012), por fim, compostos fenólicos como a quercetina, presente na maçã, podem desempenhar papel protetor, diminuindo incidência de hipertensão arterial. LAGARI; LEVIS, (2013), enquanto fitoesteróis, encontrados em nozes, podem atuar na diminuição do risco da perda de massa óssea pós-menopáusica. Portanto, a legislação de alimentos é uma importante ferramenta para a garantia de alimentos seguros para o consumo, enquanto os tipos de processamento e os compostos bioativos presentes nos alimentos merecem destaque nas escolhas alimentares, pois influenciam diretamente a nossa saúde. VÍDEO RESUMO No vídeo desta aula, abordaremos as principais bases da legislação de alimentos, bem como as diferenças entre os alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Além disto, você verá quais são os principais compostos bioativos presentes nos alimentos, qual sua legislação e como eles atuam na manutenção da nossa saúde. Saiba mais Para saber mais sobre legislação de alimentos, visite a guia sobre alimentos no site da ANVISA. Para saber mais sobre os compostos bioativos e sua regulamentação em alimentos, leia na íntegra o Guia para avaliação de alegação de propriedade funcional e de saúde para substâncias bioativas presentes em alimentos e suplementos alimentares da ANVISA. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Aula 3 TIPOS DE ALIMENTOS Você verá os conceitos relacionados a alimentos orgânicos, hidropônicos e transgênicos, bem como as principais diferenças entre eles e seus impactos na saúde. 25 minutos http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6358888/%282%29Guia+55_vers%C3%A3o+1+de+25+11+2021.pdf/ee1c2c2a-67e7-4be5-ad1b-e70e2321ee47 http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6358888/%282%29Guia+55_vers%C3%A3o+1+de+25+11+2021.pdf/ee1c2c2a-67e7-4be5-ad1b-e70e2321ee47 http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6358888/%282%29Guia+55_vers%C3%A3o+1+de+25+11+2021.pdf/ee1c2c2a-67e7-4be5-ad1b-e70e2321ee47 Olá, estudante, Aqui, você verá os conceitos relacionados a alimentos orgânicos, hidropônicos etransgênicos, bem como as principais diferenças entre eles e seus impactos na saúde. Também veremos as definições e particularidades de alimentos definidos como diet, light e zero, como são preparados e como podem atuar na manutenção da saúde. Ao final desde conteúdo, você terá capacidade de diferenciar alimentos orgânicos, hidropônicos e transgênicos, bem como os alimentos diet, light e zero, além de ter uma percepção crítica a respeito dos impactos positivos e negativos destes produtos na nossa alimentação e, por consequência, na nossa saúde. Bons estudos! TIPOS DE CULTIVO DE ALIMENTOS E TERMINOLOGIAS ESPECIAIS Quando escolhemos algum tipo de alimento para o consumo, por exemplo, uma fruta ou uma compota, além de ponderarmos os aspectos nutricionais e sensoriais, devemos também considerar os sistemas de cultivo destes alimentos, pois eles podem impactar na sua qualidade. Portanto, nesta aula, abordaremos três diferentes tipos de produção de alimentos in natura: alimentos orgânicos, alimentos hidropônicos e alimentos geneticamente modificados (ou transgênicos). Os alimentos orgânicos - são aqueles provenientes de um sistema orgânico de produção agropecuária e industrial, baseada em técnicas que não utilizem pesticidas sintéticos, fertilizantes químicos, aditivos, conservantes e medicamentos veterinários, respeitando o meio ambiente, promovendo assim, a biodiversidade e diminuindo possíveis danos à saúde (BRASIL, 2003). Os alimentos hidropônicos - são aqueles cultivados na ausência do solo; os nutrientes de que as plantas necessitam para seu crescimento são fornecidos somente pela água, com uso de fertilizantes e/ou agrotóxicos. Os alimentos transgênicos - são aqueles desenvolvidos em laboratórios com a utilização de genes de espécies diferentes de animais, vegetais ou de microrganismos, o que os tornam mais resistentes a agentes patogênicos e a plantas daninhas. Além das classificações e diferenças de alimentos orgânicos, hidropônicos e transgênicos, outras terminologias importantes nas escolhas alimentares, e que podem causar confusão no consumidor, são as diferenças entre diet, light e zero. O exemplo mais claro de confusão é pensar que o alimento classificado como diet não contém açúcar em sua composição e que o alimento light não tem gordura; entretanto, isto não necessariamente é a verdade. DIET De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo diet é uma expressão utilizada em alimentos com fins especiais; desta maneira, só pode ser usada para dois tipos de alimentos, que são especificados na portaria n° 29 de 13 de janeiro de 1998: nos alimentos para dietas com restrição de nutrientes (carboidratos, gorduras, proteínas, sódio) e nos alimentos para dietas com ingestão controlada de alimentos (para controle de peso ou de açúcares). Ou seja, o alimento é considerado diet quando um determinado ingrediente é totalmente retirado de sua composição, por exemplo, o açúcar, o sal, a gordura, entre outros. LEGISLAÇÕES SOBRE TIPOS DE CULTIVOS E TERMINOLOGIAS ESPECIAIS A legislação a respeito de produção de alimentos no sistema orgânico é densa. A lei 10.831 de 23 de dezembro de 2003 estabelece a definição de sistema de produção orgânica, bem como a garantia da certificação, fornecida por organismos oficiais, dos produtos orgânicos comercializados. A denominação de produto orgânico passou a abranger as de ecológico, biodinâmico, natural, regenerativo, biológico, agroecológico, permacultura, entre outros que atendam aos princípios dessa lei. Em 27 de dezembro de 2007, o decreto 6323 regularizou mais detalhadamente as diretrizes da agricultura orgânica, com regulamentos de produção e comercialização, informação de qualidade, insumos, materiais de controle, entre outras questões. Em seguida, há a instrução normativa (IN) nº 64 de 18 de dezembro de 2008, que foi substituída pela IN nº 46 de 6 de outubro de 2011. Esta, por sua vez, foi alterada pela IN nº 17 de 18 de junho de 2014; todas definem, conjuntamente; o regulamento técnico para os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. A preocupação com a produção em sistema orgânico tem crescido nos últimos anos, principalmente pelos danos causados aos organismos pelo uso de agrotóxicos. De acordo com o boletim do relatório de comercialização de agrotóxicos, em 2020, havia 309 ingredientes ativos químicos e bioquímicos identificados, sendo o glifosato, o ácido diclorofenoxiacético (também conhecido como 2,4-D), o mancozebe, o atrazina, o acefato, o clorotalonil, o malationa, o enxofre, o imidacloprido e o clorpirifós os mais comercializados. A respeito do sistema de cultivo de alimentos hidropônicos, não existe uma legislação específica. Entretanto, a solução nutritiva que é utilizada para as plantas em substituição do solo contém componentes químicos que devem apresentar registro específico. A legislação a respeito de alimentos transgênicos também é bastante robusta. LIGHT Já a classificação de light é utilizada como informação nutricional complementar de um alimento, ou seja, é a forma opcional de os fabricantes descreverem e ressaltarem o conteúdo absoluto ou relativo de determinados nutrientes ou valor energético em alimentos embalados de modo geral. De acordo com a ANVISA, os alimentos light são aqueles que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias em comparação com o alimento convencional; ou seja, light é sinônimo de “reduzido”. Exemplo: produto com 30% menos açúcar. ZERO Por fim, existem os alimentos chamados de zero, nos quais observa-se a isenção ou restrição de algum nutriente, quando comparado com a versão convencional. De acordo com a lei, para ser considerado zero, o produto pode ter até 0,5% do componente especificado, ou seja, o produto pode apresentar no máximo 0,5 gramas em 100 gramas do alimento pronto para o consumo. Um exemplo são os produtos zero açúcar; neste caso, eles não possuem açúcar adicionado, mas podem conter o açúcar dos próprios ingredientes. Outro exemplo são os produtos zero lactose; estes podem conter quantidade de lactose igual ou menor a 10 miligramas por 100 gramas ou mililitros do alimento pronto para o consumo. A lei n° 11.105 de 24 de março de 2005 estabelece as normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados e seus derivados. A lei 14.274 de 16 de dezembro de 2010 dispõe sobre a rotulagem de produtos transgênicos no Estado e dá outras providências. De acordo com esta lei, quando for utilizado algum organismo transgênico no alimento em proporção superior ao limítrofe de 1%, a identificação “transgênico” deve ser apresentar de maneira visível no rótulo do produto, indicando sua origem e sua procedência. A portaria nº 2658 de 22 de dezembro de 2003 regulamenta o emprego do símbolo de transgênico como um triângulo com a letra T maiúscula, em cor preta e com fundo interno amarelo, enquanto o decreto n° 4680 24 de abril de 2003 define as regulamentações das dimensões mínimas do símbolo de transgênicos. A respeito de produtos com alegações de diet, light e zero, a ANVISA apresenta algumas legislações para eles, tais como a portaria n° 29 de 13 de janeiro de 1998, que aprova o regulamento técnico referente a alimentos para fins especiais, e a RDC n° 54 de 12 de novembro de 2012, que dispõe sobre o regulamento técnico de informação nutricional complementar. De acordo com esse regulamento, o rótulo de alimentos com alegações de light ou reduzido deve informar a diferença em percentual, fração ou valor absoluto do valor energético ou conteúdo dos nutrientes entre os alimentos comparados, e não somente apresentar a expressão de light no seu rótulo. Assim, a legislação é uma importante ferramenta para a garantia de uma alimentação saudável. CONSIDERAÇÕES SOBRE TIPOS DE CULTIVOS E PRODUTOS PARA FINS ESPECIAIS Nas últimas décadas, o uso de transgênicos aumentou; umas das principais causas para esse crescimentofoi a maior resistência e produtividade de plantas transgênicas. Os alimentos transgênicos ainda têm maior valor nutricional e maior vida pós-colheita; entretanto, estudos evidenciam que o consumo deles pode causar alergias, alguns tipos de câncer, depressão, desordens neurológicas, entre outros. De acordo com Rodrigues et al. (2017), provavelmente algumas plantas que não sofreram alterações genéticas podem vir a desaparecer, visto que as transgênicas possuem maior resistência aos pesticidas Neste sentido, observa-se crescente busca por alimentos orgânicos, visto que não utilizam defensivos agrícolas, preservam o meio ambiente, e, de acordo com Borguini e Torres (2006), podem apresentar maior teor de minerais e de compostos bioativos, e menor contaminação por metais pesados. As informações a respeito dos sistemas de cultivo devem estar presentes nas embalagens; você pode observar o selo de produto orgânico ou o símbolo dos transgênicos para identificar a procedência de origem do alimento. Além disto, o hábito de ler os rótulos dos alimentos é imprescindível, principalmente para indivíduos com alguma restrição alimentar. Deve-se sempre prestar muita atenção às alegações dos fabricantes destes produtos. Um diabético só poderá consumir um produto diet desde que o açúcar seja o ingrediente retirado totalmente. Se o ingrediente retirado for a gordura, será uma opção para quem tem colesterol alto. Cabe ressaltar ainda que o fato de um produto ser diet não garante que ele seja menos calórico. Por exemplo, o chocolate diet não apresenta açúcar em sua formulação, portanto, pode ser consumido por diabéticos. Entretanto, por questões sensoriais, tem a quantidade de gordura aumentada em sua composição e será bastante calórico. Exemplificando É necessário atenção também aos alimentos light. Por exemplo, um alimento considerado light para açúcares ainda tem açúcar em sua composição: apenas o teor deste nutriente foi diminuído 25% em relação ao convencional. De acordo com o Guia alimentar para a população brasileira (BRASIL, 2014) O estudo de Lohn et al. (2017), avaliando o conhecimento de funcionários e universitários de uma instituição particular de ensino superior do sul do Brasil, apontou que 32,51% dos indivíduos entrevistados apontavam consumir produtos com alegações de diet e light por acharem que são mais saudáveis. Além disto, os consumidores tendem a ingerir uma quantidade maior destes alimentos em relação ao convencional, por pensarem que eles são menos calóricos. Os autores evidenciaram que menos de 45% dos participantes sabiam corretamente a definição de light, e menos de 35% definiam perfeitamente os produtos diet. Então, lembre-se de que alimentos orgânicos podem apresentar maior benefício à saúde humana, por não utilizar agrotóxicos, os quais podem causar doenças. Lembre-se de que a maioria dos produtos light e diet são ultraprocessados; além disso, esses produtos são desenvolvidos para atender pessoas que realmente têm alguma restrição, sendo que os demais consumidores, que buscam se alimentar adequadamente, devem optar por alimentos in natura e minimamente processados. VÍDEO RESUMO No vídeo desta aula, abordaremos as principais diferenças e características dos alimentos orgânicos, hidropônicos e transgênicos, bem como as definições e técnicas de processamento de alimentos denominados diet, light e zero. Além disto, você verá como esses alimentos podem influenciar a nossa alimentação e a manutenção da nossa saúde. Saiba mais Para saber mais sobre alimentos orgânicos, hidropônicos e transgênicos, leia o artigo Qualidade dos alimentos segundo o sistema de produção e sua relação com a segurança alimentar e nutricional: revisão sistemática, de Pereira et al. (2020). Leia na íntegra, também, o artigo Avaliação do conhecimento geral sobre rotulagem nutricional em alimentos diet light e zero, de Rorato et al. (2020). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Olá, estudante, Aula 4 MÍDIA E COMPORTAMENTO ALIMENTAR Você verá conceitos relacionados ao papel da mídia no comportamento alimentar da população. 29 minutos https://www.scielosp.org/article/sausoc/2020.v29n4/e200031/ https://www.scielosp.org/article/sausoc/2020.v29n4/e200031/ https://www.scielosp.org/article/sausoc/2020.v29n4/e200031/ https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/9011/6312 https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/9011/6312 Aqui, você verá conceitos relacionados ao papel da mídia no comportamento alimentar da população. Para isto, serão abordadas as diferenças entre comportamento e hábito alimentar e como a mídia influencia o consumo dos alimentos e o surgimento de transtornos alimentares. Veremos as principais diferenças entre comportamento alimentar e hábito alimentar e quais os fatores que os afetam. Também será abordado como a mídia pode trazer efeitos positivos ou negativos à saúde da população, bem como sua relação com o surgimento de transtornos alimentares. Ao final deste conteúdo, você terá capacidade de diferenciar comportamento e hábito alimentar, além de ter uma percepção crítica a respeito dos impactos positivos e negativos da mídia na saúde humana e nos transtornos alimentares. Bons estudos! MÍDIA, HÁBITO E COMPORTAMENTO ALIMENTAR É comum que se confunda hábito e comportamento alimentar; entretanto, eles representam conceitos distintos. O hábito alimentar pode ser definido como a prática relacionada aos costumes estabelecidos, as tradições que são passadas de geração em geração. É a forma como os indivíduos respondem às pressões culturais e sociais relacionadas aos alimentos, ou seja, é o que se costuma comer, no dia a dia. O comportamento alimentar se refere a todas as formas de convívio com o alimento, ou seja, trata-se de um conceito que ultrapassa o simples ato de comer; está relacionado com todos os aspectos que estejam envolvidos com o alimento, desde a escolha até o consumo. Diez Garcia (1999) define ainda comportamento alimentar como o quê, o como, o com o quê, o com quem, o onde, o quando, o por que e as situações nas quais comemos; também o que pensamos e sentimos a respeito disso. Neste sentido, tanto o hábito quanto o comportamento alimentar podem ser afetados diretamente pela mídia, que engloba os meios de transmissão de informação e conteúdo, como jornais, sites, televisão, entre outros. Dentre os tipos de mídias, as sociais são os sites na internet que permitem a criação e o compartilhamento de conteúdo pelos indivíduos. Os transtornos alimentares são os principais problemas relacionados à alimentação, os quais podem ser influenciados pela mídia. Eles são definidos como uma perturbação persistente na alimentação ou no comportamento relacionado a ela, resultando em consumo ou absorção alterada de alimentos e comprometendo a saúde física e psicossocial. Os principais transtornos alimentares são a compulsão alimentar, a anorexia e a bulimia. COMPULSÃO ALIMENTAR A compulsão alimentar periódica caracteriza-se pela ingestão descontrolada de grande quantidade de alimentos, sem apetite e quase sem mastigar, até que seja alcançada a satisfação. ANOREXIA NERVOSA É caracterizada pela perda de peso intensa e de maneira intencional por meio de dietas rígidas na busca do “padrão de magreza”; está associada a uma distorção da imagem corporal e a alterações do ciclo menstrual. De acordo com o CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças), os Quando o indivíduo não preenche os requisitos para se encaixar em um transtorno alimentar, mas apresenta um “comer anormal”, ele pode apresentar um quadro chamado de “comer transtornado”. Essa anormalidade da alimentação pode causar prejuízos tanto sociais, quanto nutricionais. Há muitos “gatilhos” que influenciam o ato de comer, tanto sociais, emocionais e econômicos. INFLUÊNCIA DA MÍDIA NO HÁBITO E COMPORTAMENTO ALIMENTAR O comportamento alimentar é muito mais complexo do que o hábito alimentar, visto que comer é consideradoum ato social que transpassa as necessidades básicas da alimentação. Ele contempla também o aspecto das relações sociais, bem como as escolhas individuais através das gerações e as sensações propiciadas pelo consumo dos alimentos. Quando nos alimentamos, buscamos não só atender às necessidades fisiológicas, mas também às hedônicas, ou seja, as emoções e os prazeres. Assim, diversos fatores podem influenciar a escolha dos alimentos, tais como renda, escolaridade, mídia, entre outros. A influência da mídia tem crescido nos últimos tempos, principalmente as mídias sociais, como as redes sociais, que cresceram 40% durante o ano de 2020, provavelmente em razão do isolamento social provocado pela pandemia de covid-19. Neste sentido, observou-se um crescimento no número de influenciadores digitais, que, por meio de postagens, apresentam seus hábitos e estilos de vida, seus treinos, tratamentos estéticos e dietas, os quais se tornam objeto de desejo de muitas pessoas. Assim, as mídias, na figura de celebridades e influenciadores digitais, podem promover um culto à magreza, com uma obsessão pelo corpo “perfeito”. Esta diligência pode estimular “dietas da moda”, muitas vezes extremamente restritivas e o surgimento de transtornos alimentares como compulsão alimentar, anorexia e bulimia. A faixa etária que pode ser mais afetada pelas mídias, principalmente as digitais, é a da adolescência. Essa fase é considerada um período crítico, com maior predisposição ao surgimento dos transtornos alimentares devido a mudanças físicas e psicológicas marcantes. Além disto, essa parcela da população é assídua no uso das mídias sociais, que promove exigências corporais contemporâneas, com a exibição de corpos “perfeitos”, e as promessas de que “só não tem o corpo magro quem não quer”. Nesta perspectiva, os hábitos e comportamentos alimentares se constroem sob influência das determinações socioculturais. critérios para definição de anorexia nervosa são: perda de peso e peso corporal 15% ou mais abaixo do esperado, situação induzida pela recusa ao consumo de “alimentos que engordam”; distorção da imagem corporal, com pavor de ganhar peso; e transtorno endócrino generalizado. BULIMIA NERVOSA A bulimia nervosa pode ser caracterizada pela grande ingestão de alimentos com a sensação da perda de controle, gerando os “episódios bulímicos”. O indivíduo apresenta uma preocupação excessiva com o peso e sua imagem corporal, de modo que utiliza métodos inadequados para o controle deles, como indução de vômitos, excesso de exercício físico e uso de medicamentos como laxantes e inibidores de apetite. De acordo com o CID-10, para ser diagnosticado com bulimia nervosa, o indivíduo deve atender alguns requisitos: presença de episódios de hiperfagia, com consumo de grandes quantidades de alimento em curto período (pelo menos duas vezes por semana durante 3 meses); preocupação constante com o comer e forte compulsão por comida; indução de vômitos e uso de medicamentos na tentativa de neutralizar os “efeitos de engordar”. O estudo de Goldenberg (2011), ao avaliar a influência da mídia na padronização dos corpos, observou que a maioria das mulheres vislumbra como corpo “ideal” um corpo magro, com baixa gordura abdominal e com ausência de celulite. Este “modelo de corpo” é geralmente observado nas influenciadoras digitais. Vaterlaus et al. (2015), avaliando por meio de entrevistas as percepções de jovens adultos sobre a influência das redes sociais na dieta e na atividade física, concluíram que os posts sobre alimentos nas redes sociais influenciaram o apetite e as escolhas alimentares dos participantes, visto que eles demonstraram acreditar que as redes sociais funcionam como plataformas para a troca de informações sobre alimentos. A televisão também exerce forte influência nas escolhas alimentares da população, visto que o marketing de alimentos é marcado por propagandas chamativas, que estimulam o consumo de alimentos, em sua maioria, com alta densidade calórica. Cabe salientar que é importante os profissionais de saúde saber dos efeitos da mídia sobre o comportamento alimentar dos indivíduos. Paralelamente, as mídias podem atuar de maneira positiva, pois são as principais responsáveis pela exposição dos problemas que impedem os indivíduos de terem uma vida saudável. Ela pode servir como um espaço para que profissionais de saúde, como nutricionistas, promovam informações corretas a respeito da alimentação, de forma acessível, gratuita e que chame a atenção da população que acessa redes sociais, a fim de estimular a busca de hábitos alimentares de forma saudável. MÍDIA: VILÃ OU ALIADA DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR? O entendimento a respeito do comportamento alimentar é imprescindível para a compreensão do indivíduo e sua associação com a alimentação, visto que está relacionado com estados fisiológicos, psicológicos e com as condições ambientais. É importante destacar que a infância é uma fase importante para a construção do comportamento alimentar, pois as preferências alimentares adquiridas nesta fase podem se perpetuar para a vida adulta. Essas preferências alimentares são desenvolvidas por meio de experiências repetidas com alguns alimentos, associados ao condicionamento, ao contexto social e emocional e às consequências fisiológicas da ingestão. A mídia, por meio de propagandas, impacta diretamente na formação das preferências alimentares das crianças, pois geralmente os produtos, em sua maioria com alta densidade calórica, apresentam embalagens coloridas e atrativas, além de serem associadas a personagens de desenhos animados e a celebridades infantis, estimulando o consumo de produtos ultraprocessados, com baixa valor nutricional. Como vimos, a mídia impacta a vida de adolescentes, visto que esta é uma fase de constantes mudanças corporais. Os influenciadores digitais exibem corpos magros, perpetuando a cultura da magreza, e predispondo os jovens ao desenvolvimento de transtornos alimentares. As escolhas alimentares e os padrões estéticos adquiridos na infância e na adolescência impactarão a vida adulta dos indivíduos. Desta maneira, as mídias sociais, na figura das redes sociais, mesmo que de maneira indireta, podem exercer influência na baixa autoestima dos indivíduos, e criar a necessidade de enquadrar-se ao padrão de beleza imposto pela sociedade. Também promovem distorções corporais. Destaca-se, ainda, que a alimentação é um dos temas mais abordados nas redes sociais. São diversos os interlocutores destas conversas, incluindo desde o leigo até o jornalista; desde a celebridade até o especialista científico. Essa explosão de publicações a respeito da alimentação nas redes sociais pode alterar o comportamento alimentar dos indivíduos. Em consequência, eles podem se alimentar de maneira mais ou menos saudável, consumir alimentos mais fora do habitual, cozinhar mais ou menos em casa, utilizar suplementos, entre outros. Cabe ressaltar que nem sempre as mídias sociais apresentam, na figura de seus influenciadores, indivíduos com algum tipo de transtorno alimentar. Porém, de alguma maneira, os seus conteúdos podem ter grande influência no comportamento alimentar. Então, caro aluno, a mídia é uma grande vilã do comportamento alimentar? Será que ela pode trazer algum benefício a saúde dos indivíduos? As informações difundidas pela mídia, sobretudo a digital, devem ser vistas com parcimônia; lembre-se sempre de que nem tudo que está exposto na internet é verdadeiro, principalmente com a ampla difusão das fake news. Apesar do amplo efeito negativo da mídia sobre o comportamento alimentar dos indivíduos e sobre a incidência de transtornos alimentares, cabe lembrar que esta é uma grande vitrine para que profissionais ligados à alimentação possam difundir informações corretas. Profissionais devem se utilizar de táticas de marketing digital a fim de “chamar a atenção” do público presente nas redes sociais, seja pela oferta de orientações gerais de alimentaçãosaudável, seja pela disponibilização de receitas saudáveis, práticas e baratas, facilmente acessíveis para toda a população. Podemos concluir que a mídia exerce forte efeito negativo no comportamento alimentar; entretanto, também pode ser um espaço para a disseminação de informações corretas a respeito de alimentação. Ou seja, pode ser tanto vilã quando aliada da saúde. VÍDEO RESUMO No vídeo desta aula, abordaremos as principais diferenças entre os conceitos de comportamento alimentar e hábito alimentar. Além disto, você verá como a mídia pode influenciar de maneira positiva e negativa a alimentação dos indivíduos, exercendo papel de um veículo tanto para informações corretas, quanto para a disseminação de uma ideia errônea de “corpo perfeito”, podendo predispor o surgimento de transtornos alimentares. Saiba mais O comportamento alimentar é complexo por considerar vários aspectos ligados à alimentação. Neste sentido, é amplamente influenciável pela mídia. Diversos autores abordam possíveis estratégias para minimizar efeitos negativos da mídia sobre as preferências alimentares, tais como o uso da mídia para disseminação de informações corretas, bem como a promoção de ações de educação alimentar e nutricional. Saiba mais sobre esse assunto lendo na íntegra os artigos abaixo: • Vaz e Benneman (2014). • Moura (2010). VÍDEO ENTREVISTA Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. https://www.mastereditora.com.br/periodico/20141001_083919.pdf https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634805/2724 REFERÊNCIAS 18 minutos Aula 1 BRASIL, Ministério da Economia. Pesquisa de orçamentos familiares 2017-2018: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. 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