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Caso Anamnese Voltar para o índice de Casos Interativos Voltar para Unidade 2 Rinite alérgica: diagnóstico e tratamento Paciente com congestão nasal após iniciar um novo estágio acadêmico Publicado em 24 de Março de 2017 Autores: Laís Melo Corrêa, Renata Pinto Gottinari de Lima, Isadora da Luz Silva Editores: Anaclaudia Fassa e Luiz Augusto Facchini Editores Associados: Everton Fantinel, Maria Laura Carrett, Rogério Linhares RECOMEÇAR Branca M.A.L.V. 17 anos Solteira, Estudante de Biblioteconomia Queixa principal M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 1/11 Histórico Exame Físico Congestão nasal com piora há 1 semana Histórico do problema atual Paciente vem à consulta com queixa de congestão nasal que piorou há uma semana, desde que começou a fazer estágio na biblioteca e passou a manipular muitos livros - precisou faltar durante os últimos dois dias, por piorar dos sintomas. Refere que desde então tem apresentado crises de espirros frequentes, bem como prurido nasal e ocular, lacrimejamento e coriza hialinos. Dificuldade para dormir por causa dos sinais e sintomas, além de dificuldade para realizar suas atividades na biblioteca. Mãe da paciente afirma que essas queixas a acompanham desde infância, especialmente durante os meses de setembro a novembro. Relata que costuma ter alívio do quadro com uso eventual de “antialérgicos” (SIC) e piora quando permanece próxima ao namorado, que, por sua vez, é tabagista. Paciente sem comorbidades, não faz uso contínuo de medicações. Revisão de sistemas Sistema respiratório: sem particularidades. História social Mora com a mãe e a irmã (13 anos). Mãe é faxineira, contando com renda mensal de aproximadamente 1,5 salários mensais. Paciente entrou na universidade há 6 meses e está fazendo estágio voluntário na biblioteca da universidade. Antecedentes pessoais História de atopia na infância. Foi diagnosticada como lactente sibilante e apresentava reações alérgicas a picadas de inseto. Antecedentes familiares Pai morreu há três anos por infarto agudo do miocárdio. Mãe e irmã com história de asma na infância. Medicações em uso Sem uso de medicamentos atualmente M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 2/11 Escolha simplesQuestão 1 De acordo com o quadro clínico apresentado, qual o diagnóstico mais provável para a paciente? Acertou Rinite alérgica é a inflamação aguda ou crônica da mucosa nasal. O diagnóstico da rinite alérgica é clínico, com base nos dados da história e exame físico. Conforme os sintomas da paciente (congestão nasal, rinorreia aquosa, obstrução e prurido nasal e ocular e espirros em salvas). Resfriado comum, embora seja a principal causa de rinossinusite aguda, Sintomas gerais: T.Ax.: 37,0°C PA: 110/70 mmHg Frequência cardíaca: 72 bpm Frequência respiratória: 16 irpm Peso: 54 Kg; Altura: 1,57 m; IMC: 21,9 kg/m ; Geral: Bom estado geral, lúcida, orientada e coerente, mucosas úmidas e coradas. Presença de prega nasal transversa. Face: presença de coriza nasal hialina, prega nasal transversa À rinoscopia anterior: presença de secreção nasal mucoide, cornetos nasais edemaciados, mucosa pálida Cardiovascular: ritmo regular em dois tempos, sem sopro, sem alterações Respiratório: murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios Abdome: ruídos hidroaéreos presentes, depressível, indolor à palpação, ausência de visceromegalias. ² Síndrome gripal Rinite alérgica Asma Conjuntivite bacteriana Resfriado comum M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 3/11 costuma ter sintomas mais intensos até três dias, regredindo por volta do sétimo dia. A síndrome gripal é um quadro agudo, de febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia, na ausência de outro diagnóstico específico. Dura até três dias após final da febre, apresentando-se de rinorreia, mal-estar geral, febre, tosse e dor de garganta. A conjuntivite bacteriana costuma manifestar-se apenas com alterações oculares como sensação de corpo estranho, hiperemia conjuntival, edema palpebral, fotofobia e secreção que varia de acordo com o agente etiológico, além de prurido e lacrimejamento que também ocorrem no caso em questão. O quadro atual difere do quadro de asma, no qual o paciente queixar-se-ia principalmente de sintomas como dispneia e tosse. (BRASIL, 2010; 2013; 2015) Saiba mais Síndrome gripal: infecção aguda das vias aéreas, causada pela Influenza, que costuma cursar com sintomas como mal-estar geral, febre ≥ 37,8ºC, tosse ou dor de garganta, calafrios, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, tosse seca, prostração e rinorreia. Ocorre mais frequentemente no outono e inverno, com temperaturas mais baixas. A Influenza pode levar a quadro mais grave como a síndrome respiratória aguda grave, onde o indivíduo apresenta os sinais e sintomas da síndrome gripal, acompanhando piora do comprometimento respiratório. Condições e fatores de risco para complicações: Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal). Adultos ≥ 60 anos. Criançashttps://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 5/11 Escolha simples Para ser considerada como persistente, é necessário que a frequência e duração dos sintomas sejam maiores ou iguais a 4 dias por semana ou maiores do que 4 semanas de duração (ano). No caso de M.A.L.V., ela tem os sintomas, todos os anos, de setembro a novembro. Em relação à intensidade, ela é classificada como moderada/grave, pois a paciente está apresentado alteração do sono, interferiu em seu estágio e presença de sintomas desagradáveis. Saiba mais Questão 3 Com relação ao tratamento não farmacológico da rinite alérgica, assinale a afirmação correta, levando em consideração a história clínica da paciente: Acertou EXAME FÍSICO DO PACIENTE COM RINITE ALÉRGICA Ao exame físico da rinite alérgica, pode-se encontrar linha de Dennie-Morgan (prega em pálpebras inferiores secundárias ao edema, sulco ou prega nasal transversa). À rinoscopia anterior, observam-se frequentemente presença de secreção nasal mucoide, cornetos nasais edemaciados, mucosa pálida. Não é preciso fazer prevenção do sobrepeso e obesidade. O tabagismo passivo deve ser desencorajado. Não é preciso fazer orientação quanto à doença, visto que não é uma afecção grave. Não é preciso fazer controle ambiental. A realização de atividades físicas deve ser desencorajada nas crises. M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 6/11 Escolha simples A fumaça do cigarro é considerada um dos principais irritantes inespecíficos da mucosa nasal, devendo ser desencorajada. A paciente M.A.L.V. não apresenta excesso de peso. A atividade física não deve ser desencorajada. O controle ambiental é fundamental como adjuvante no tratamento não farmacológico da rinite alérgica, colaborando para a redução dos sintomas e recidivas do quadro. Saiba mais Questão 4 De acordo com a classificação de rinite alérgica da paciente, indique qual seria a indicação de tratamento farmacológico mais adequada: TRATAMENTO DA RINITE ALÉRGICA O tratamento não farmacológico da rinite deve seguir os itens abaixo listados: Educação e orientação quanto à doença; Uso correto das medicações inalatórias; Cessação do tabagismo, tanto ativo quanto passivo; Prevenção do sobrepeso e obesidade; Realização de atividades físicas; Controle ambiental; Reduzir a exposição a fatores desencadeantes de forma individualizada levando em consideração a história do paciente. Fatores desencadeantes da rinite alérgica, os quais precisam ser reduzidos, de forma individualizada e levando em consideração a história de cada paciente: Exposição a ácaros ou alérgenos relacionados; Exposição a mofo; Tabagismo ativo e passivo; Animais domésticos; Odores fortes; Exposição ocupacional; Locais de poluição atmosférica.; Fonte: Ministério da Saúde, 2010. Apenas redução dos fatores desencadeantes M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 7/11 Acertou No tratamento farmacológico da rinite alérgica nos adultos, as principais drogas disponíveis são os anti-histamínicos H1 orais, e os corticoides tópicos nasais. A escolha dessas medicações é realizada de acordo com a classificação do tipo de rinite alérgica: Rinite intermitente leve: Anti-histamínico H1 oral (Loratadina ou Dexclorfeniramina). Rinite intermitente moderada a grave: Corticoide inalatório nasal Rinite persistente leve: Anti-histamínico H1 oral Rinite persistente moderada a grave: Corticoide tópico nasal. A paciente M.A.L.V. apresenta rinite persistente moderada/grave, portanto, a droga mais adequada nessa situação é o corticóide tópico nasal. Saiba mais Corticoide tópico nasal Antileucotrienos Corticoide sistêmico Anti-histamínicos HI oral M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 8/11 Escolha múltiplaQuestão 5 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO NA RINITE ALÉRGICA Doses das medicações usadas para tratar a rinite alérgica: Fonte: Ministério da Saúde, 2010. RETORNO Após uma semana de tratamento, paciente retorna, referindo permanecer com intensa congestão e prurido nasal, não percebendo quase nenhuma melhora dos sintomas. Realizou tratamento com corticoide tópico inalatório corretamente (Beclometasona spray aquoso, 50mvg/dose, 2 jatos em cada narina a cada 12 horas). Diz que namorado não tem fumado quando está com ela e que durante o período, foi o mínimo possível para a biblioteca. Exame físico sem alterações. M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 9/11 A partir das queixas e quadro clínico presentes na consulta de retorno de M.A.L.V., qual(is) o(s) fármaco(s) deveria(m) ser prescrito(s)? 80 / 100 acerto Na rinite persistente moderada a grave (caso de M.A.L.V), é recomendável o tratamento com corticóide tópico nasal por pelo menos 60 dias. Como a paciente não apresentou melhora dos sintomas, podemos acrescentar anti- histamínico H1 oral e/ou curso breve de corticoide oral durante três a sete dias. O antileucotrieno apresenta menor grau de recomendação para controle de sintomas. Os corticoides tópicos nasais reduzem a inflamação da mucosa nasal, levando à melhora da obstrução e prurido, dos espirros e da rinorreia. Seu efeito terapêutico máximo ocorre a partir da segunda semana de utilização. A boa ação sobre a obstrução nasal e melhora do sono aliada à facilidade posológica, contribuem para maior adesão ao tratamento. Os efeitos colaterais locais são raros: presença de irritação, sangramento e perfuração septal. Objetivos do Caso Encaminhar para especialista. Substituir o corticoide tópico nasal por corticoide sistêmico por via oral. Manter o corticoide tópico nasal - Beclometasona spray aquoso, 50mvg/dose, 2 jatos em cada narina a cada 12 horas no mínimo por 60 dias. Iniciar com antileucotrieno Iniciar com anti-histamínico oral (Loratadina ou Dexclorfeniramina) Abordagem sindrômica dos sintomas nasais M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 10/11 Referências 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Doenças respiratórias crônicas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2010. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 25). Disponível em: (http://da b.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab25#). Cópia local (/static/bib/biblioteca.php) Acesso em nov. 2016. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume II). Disponível em: (http://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/docu mentos-norteadores/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii.pdf#). Cópia local (/static/bib/cadernosDeAtencaoBasicaVolumeii.pdf) Acesso em nov. 2016. 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoe s/protocolo_tratamento_influenza_2015.pdf#). Cópia local (/static/bib/protocolo- influenza2015-16dez15-isbn.pdf) Acesso em nov. 2016. M eu P ro gr es so 29/03/2025, 18:35 Problemas Respiratórios no Adulto https://dms.ufpel.edu.br/mprab#comp/caso-progresso/58d51ad641e46f073f5b2c55 11/11 http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab25# http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab25# http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab25# http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab25# https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/biblioteca.php https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/biblioteca.php https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/biblioteca.php http://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/documentos-norteadores/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii.pdf# http://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/documentos-norteadores/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii.pdf# http://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/documentos-norteadores/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii.pdf# http://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/documentos-norteadores/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii.pdf# https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/cadernosDeAtencaoBasicaVolumeii.pdf https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/cadernosDeAtencaoBasicaVolumeii.pdf https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/cadernosDeAtencaoBasicaVolumeii.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2015.pdf# http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2015.pdf# http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2015.pdf# http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2015.pdf# https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/protocolo-influenza2015-16dez15-isbn.pdf https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/protocolo-influenza2015-16dez15-isbn.pdf https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/protocolo-influenza2015-16dez15-isbn.pdf