Aulas ortopedia II
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Aulas ortopedia II


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exemplo. 
É necessário fazer a diferenciação entre sintomas vasculares e sintomas neurogênicos.
Em relação à vascular, se tem que quando inicia a caminhada, inicia a claudicação, sendo um 
sintoma fixo. O sintoma neurogênico, por sua vez, é variável. No sintoma vascular ao cessar a caminhada, 
existe alívio imediato da dor, enquanto que na neurogênica, a dor demora para aliviar (o paciente precisa 
sentar). 
Pacientes com estenose lombar necessitam, por vezes, de apoio para andar (como uso de 
bengala), para aumentar o canal e diminuir a pressão, consequentemente diminuindo a compressão e a 
sintomatologia.
Subidas são esforços para sintomas vasculares, porém não para neurogênico. 
Bicicleta é o melhor teste para diferenciar. Quando o paciente vascular começa a pedalar, a 
musculatura solicita mais vascularização, gerando dor, parada do exercício. O paciente com estenose 
lombar, estará em posição de \u201calivio/conforto\u201d (lordose que se faz ao sentar), então não será 
prejudicado o exercício. O exercício com a bicicleta é um bom meio diagnóstico. 
Observar, obviamente presença ou ausência de pulsos, atrofia muscular, exames de imagem. 
Lembrar: no pcte com estenose lombar se observa a imagem de ampulheta, há o estreitamento do canal!
Quadro clínico:
\u2022 Paciente refere que andava 5 km, agora só anda 3, e agora 500. 
\u2022 Refere que tem que parar, SENTAR para descansar 
\u2022 Isso é uma claudicação neurogênica!
Diagnóstico
\u2022 RNM em pé e em flexão requer atender paciente deitado e em pé estreitamento da coluna. 
Etiologia:
É uma doença adquirida pela idade (artrose, por exemplo), normalmente a partir de 70 anos. Além 
de adquirida, pode ter etiologia congenita
\u2022 níveis mais afetados são L3/L4 e L4/L5!
\u2022 Predomínio em mulheres (na prática, observa-se mais homens)
Tratamento Conservador:
Exercícios tipo yoga, com alongamento podem melhorar, pois aumenta a resistência física, a 
elasticidade e o alongamento muscular. 
Não se diminui o nível da compressão. Pode ser um paliativo, desde que o paciente se conforme de 
que não adianta andar muito. A cirurgia é que produz resultados importantes: faz-se descompressão, 
sempre. 
Tratamento Cirúrgico:
- Depois da falha do tratamento conservador
- Descompressão
Cuidado para que não haja descompressão demasiada, pois se acontecer, gera-se uma frouxidão 
(instabilidade, pode haver soltura). Se descomprimir de menos, deve-se operar de novo.
* Risco de ruptura da duramáter
Geralmente se faz a retirada da lâmina (laminectomia) do canal. Ainda, pode-se fazer só no 
ligamento amarelo (quando é hipertrofia de ligamento amarelo), fazer em múltiplos níveis, ou 
descompressão ampla dos forames, técnica de calibragem (abre-se vário forames para que o nervo passe 
sem prejuízo). 
Também pode-se fazer a cirurgia via endoscópica. Aumenta o tempo cirúrgico, mas diminui o 
trauma.
Pode ser operado a qualquer idade. A maioria dos pacientes será de mais idade, com comorbidades 
variadas. Assim, se faz necessária a avaliação adequada de diferentes especialidades para a realização da 
cirurgia. 
*parte lombar é menos traumática que a cervical, porém é mais frequente do que a patologia cervical. 
Observa-se com muita frequência na prática da ortopedia. 
\ufffd18
ORTOPEDIA
MIELOPATIA CERVICAL
Uilliane Pietro
Definição:
Mesmo processo que acomete a coluna lombar, promove estenose cervical, porém não acomete 
nervos, mas sim a medula. Ao acometer este segmento, surgirá a mielopatia. As repercussões serão na 
função motora, sinais e compressão de tratos pela diminuição do espaço para a medula cervical 
(estenose lombar dificilmente cursa com alteração motora, haverá dor, porque há a compressão do nervo).
Devemos saber que a medula não doi, promove sintomatologia diversificada (\u201csintomas 
estranhos\u201d. Por causa disto, estes pacientes com mielopatia cervical são mais ignorados. Desta forma, 
possuem consequências mais graves. 
À tomografia, se observa osso, medula e envoltório líquido de gordura. Precisamos deste espaço 
para que se realizem os movimentos. Quando se tem artrose, apertando o espaço, acaba-se por ficar sem 
este envoltório. 
À RNM também observa-se o líquido e um estreitamento do canal, pois há, por exemplo, um 
processo de artrose, hipertrofia e calcificação de ligamentos. 
*comuns em descendentes de japoneses \u2013 canal vertebral nesta etnia é mais estreito. Intensos estudos e 
conhecimentos pelos japoneses e outros asiáticos. 
Quando se tem flexão e extensão da coluna, a medula se movimenta. Porém, se há artrose, quando 
se faz a movimentação, há pinçamento da coluna. 
O tratamento é reversível, quando mais rápido for o diagnóstico. 
Valores normais
AP: 15 -25 mm
Estenose relativa: 10-13 mm
Estenose absoluta: <10 mm
Quadro Clínico 
- Não há dor \u2013 há paralisia
- Paciente com Parestesia sensação estranha: amortecimento, formigamento, choque. \u201ccada paciente 
refere a percepção de acordo com seu conhecimento\u201d. É transtorno sensitivo, não motor.
- Perda de força
- Mão mielopastica
- Marcha espástica
- Relaxamento de esfíncter
Dependendo da compressão, existirá um quadro diferente, podendo ser:
- Sd motor
- Brown sequord 
- Medular central 
Sinais:
- Incapacidade para movimentos finos (como abotoar)
- Finger escape: pcte não consegue fechar os dedos (não consegue manter os dedos em adução). Médico 
aduz e o paciente, naturalmente, abduz os dedos. 
- Grip and release: apertar e soltar a mão. 
- Atrofias na mão, no ombro. 
O que se vê no paciente?
- Atrofia a musculatura da mão mais miopáticas. Não há dor, então só vai ao medico quando percebe 
alguma deficiência.
- Incapacidade de abotoar
- Atrofia muscular no homem paciente fica com atrofia no trapézio
- Hiperrreflexia começa pesquisando no queixo (pra saber se tem defeito acima da coluna cervical), depois 
braço e depois perna. É A MAIOR hiperreflexia que existe!
- Clônus, Babinski, sinal de Hoffmann positivo
- Espasticidade referida como peso para andar! Paciente perde os movimentos finas e passam a ter 
movimentos grosseiros. Há aumento de base para que se consiga movimento. 
- Diminuição de dor, temperatura, transtorno mais incomuns
\ufffd19
ORTOPEDIA
* Sinal de Hofman: Aparece em, aproximadamente, 13% dos pacientes. Ao se cutucar o dedo médio do 
paciente, o dedo indicador e o polegar se fecham como uma pinça! Existe paralisia dos adutores. 
Fatores estáticos:
- Fatores morfológicos
- Estreitamento do canal
- Mínimo é de 14mm -> esse mínimo muda pela artrose: o processo de desgaste cria osteofito que diminui 
a luz do canal e comprime a medula, fazendo mielopatia cervical. Estreitamento do canal vertebral ( o 
mínimo 14 mm, que já é estreita. < 14mm já faz lesao de medula) 
- Alem da radiografia na posição axial, pode ver na RNM a medula ficando apertada
Fatores dinâmicos
- retrolistese
- hipermobilidade
- medula afinada em flexão e engrossa em extensão
A marcha:
\u2022 Alteração precoce, de inicio insidioso e progressão lenta
\u2022 caídas freqüentes
\u2022 Paciente anda com a perna arrastada
\u2022 Debilidade
\u2022 Perde equilíbrio, perde balanço
*mais dramático de todo o quadro.
O tratamento cirúrgico é descompressão
Mas não podemos garantir que vai melhorar! Podemos garantir que não vai progredir pra pior mais...
Diagnóstico
Confirmado por RNM. Há desacordo entre imagem e clínica devido ao poder adaptativo da medula
Diagnostico diferenciais
\u2022 Polineuropatia periférica
\u2022 Doença do neurônio motor
\u2022 Esclerose múltipla
\u2022 Doença cerebral vascular
\u2022 Doença metabólica pela deficiência de vitaminas, etc
\u2022 Seringomielia
*O critério de incapacidade, no Japão, é avaliada pela alimentação feita com o hashi. Primeira 
manifestação, que a raça japonesa perde é a habilidade de se alimentar. 
História Natural
\u2022 Difícil determinar, alterações atribuídas pela idade e alterações neurológicas
\u2022 Função neurológica não recupera