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DIREITO DO TRABALHO	
	Prof. Paulo
								 Aula 02 – 17/08/2022
Origem etimológica da palavra Trabalho: “Tripalium”- era um instrumento colocado em animais, principalmente os do arado, que os machucava e os forçava a trabalhar. Como uma espécie de espora.
· EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO TRABALHO:
Pré-Histórica: Os Homo erectus, (primeiro descendente bípede), Homo-Neanderlatenses, (homem neandertal que começou a viver em sociedade), e até mesmo os primeiros Homo Spapiens, (homens humanos), se utilizavam da pesca, caça, colheita e outras atividades que os rendiam alimentação e conforto; e que tomavam a maior parte de seu tempo. Forjando ferramentas simples e trocando por peles e carne, como é descrito em muitas pinturas rupestres; demonstrando, portanto, que o conceito de trabalho, já existia.
Período Histórico: Com a invenção da escrita pelas civilizações egípcias, o conceito de trabalho foi oficialmente inaugurado na sociedade; pois até mesmo nessa época, o salário era pago com sal. (origem etimológica).
1) Punição Divina: Trabalho era uma punição. Exemplo: adão comeu a fruta proibida.
2) Escravidão: Na Grécia antiga, havia somente o direito de trabalhar, sem qualquer proteção. Portanto, só os pobres/escravos trabalhavam. O que dignificava o homem era a oratória, conhecimento, leitura, cultura, somente os aristocratas tinham meios de obter. 
3) Servidão: Feudalismo. Nesta época, o trabalho era feito em troca de proteção; os vassalos eram pagos com propriedades pelos seus suseranos.
4) Corporações de Ofício: Servidão. Os aprendizes maçons poderiam, através do seu trabalho se tornarem mestres. Ou poderiam se casar com as filhas dos chefes.
5) Revolução Francesa: liberalismo. Marco inicial para os homens saírem do ‘’cabresto’’ dos patrões. Porém não havia ainda proteção.
6) Revolução Industrial: Aqui começaram a serem criadas as normas de proteção ao trabalhador, por conta do trabalho exacerbado que os trabalhadores, muitas vezes crianças, eram submetidos. Muitas vezes até morriam por conta da toxicidade dos carvões. Neste momento, o estado, até então inerte, regulamentou as leis do trabalho, pensando já na parte hipossuficiente. 
Como por exemplo: proibição dos menores de 12 (doze) anos trabalharem; primeiros sindicatos, jornadas de até 12 (doze) horas diárias; cumprimento de jornadas.
7) Primeira Guerra Mundial: após 1918, com o fim da Grande Guerra, surgiu o Constitucionalismo Social; que em seus termos magnos, criou a proteção aos trabalhadores.
Exemplos:
- 1917: o México criou as leis trabalhistas, que protegiam as gestantes e lactantes, garantindo seus direitos; bem como o primeiro a regulamentar o salário mínimo.
- 1919: Constituição de Weiner.
- 1919: Tratado de Versalhes: Criou regras para os trabalhadores bem como seus 
- 1927: Carta Del Lavoro: criado o imposto sindical.
- 1930: Criado o Ministério do Trabalho pelo Presidente Getúlio Vargas.
- 1934: Constituição Federal, criando repouso semanal, férias, proteção ao trabalho da mulher.
- 1943: Ditador Getúlio Vargas, cria a Consolidação das Leis Trabalhistas. Na época haviam leis esparsas, então foram reunidas.
- 1948: Os direitos humanos foram inaugurados.
- 2017: Governo Michel Temer; alterou as leis trabalhistas. Uma delas, acabou as industrias dos processos.
· ART. 3º - Consolidação das Leis Trabalhistas: 
Toda pessoa física (1º requisito); que prestar serviço de natureza não eventual (2º requisito) á empregador, sob a dependência (3º requisito) deste mediante salário (4º requisito).
a) Pessoa física: 
b) Não eventualidade: habitualidade.
c) Subordinação: ao patrão.
d) Remuneração: salário fixpo.
e) Pessoalidade:
					Aula 04 - 31/08/2022
· PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO
a) Princípio da norma mais favorável ao trabalhador
Quando numa relação de emprego, existem duas normas que se encaixam na relação, sempre se favorece o empregado; a parte hipossuficiente da relação.
No caso das CCT – sempre se aplica este princípio. 
b) Princípio da condição mais benéfica
Quando o funcionário recebe um benefício extra; este não pode ser retirado. Como um carro, m celular, vales, etc. Estes benefícios não precisam estar previstos no contrato.
c) Princípio do indubio pro operário
Na dúvida da interpretação da legis; esta deve ser usada para beneficiar o trabalhador.
d) Princípio da irrenunciabilidade 
Como empregado, não se pode renunciar aos direitos trabalhistas. Por conta da hipossuficiência; os empregados muitas vezes renunciam aos seus direitos.
e) Princípio da primazia da realidade
As provas testemunhais tem mais força que as provas documentais; mesmo havendo mais documentos, as testemunhas podem afastar. No caso das férias, mesmo que existam documentos assinados.
f) Princípio da continuidade da relação de emprego
Via de regra, tem um prazo indeterminado no contrato.
g) Princípio da Inalterabilidade
Não se pode alterar um empregado, por exemplo, tirando parte de seu salario.

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