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Disciplina | 
Sumário 
 | 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEA – TRANSTORNO DO 
ESPECTRO AUTISTA 
 
Unidade 04 
Inclusão Social e Legislação do 
TEA 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
 
 | 2 
O Grupo Focus de Educação se responsabiliza pelos vícios do produto no que concerne à sua 
edição (apresentação a fim de possibilitar ao consumidor bem manuseá-lo e lê-lo). Nem a 
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de publicação. Atualizações são definidas a critério exclusivo da Faculdade Focus, sob análise 
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uma obra sem a incidência de erros técnicos ou disparidades de conteúdo. Caso ocorra 
alguma incorreção, solicitamos que, atenciosamente, colabore enviando críticas e sugestões, 
por meio do setor de atendimento através do e-mail nead@faculdadefocus.com.br. 
 
Informações Catalográficas 
G892 
GRUPO FOCUS DE EDUCAÇÃO. Transtorno do Espectro Autista: inclusão social e legislação do TEA / 
Org. Vitor Matheus Krewer. – Cascavel: Grupo Focus de Educação, Editora Focus, 2024. 
20 P. 
1. Autismo. 2. Transtorno do Espectro Autista. I. Krewer, Vitor Matheus. II. Título. 
CDD 616.89 
 
 
© 2024, by Grupo Focus de Educação 
Rua Maranhão, 924 - Ed. Coliseo - Centro 
Cascavel - PR, 85801-050 
Tel: (45) 3040-1010 
www.faculdadefocus.com.br 
 
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mailto:nead@faculdadefocus.com.br
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TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
 
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Sumário 
Sumário ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 3 
1 Introdução -------------------------------------------------------------------------------------------- 4 
2 Compreensão dos Pontos Fracos no TEA ------------------------------------------------------ 4 
2.1 Falta de Empatia e de Percepção Social ------------------------------------------------------------------- 5 
2.2 Escassez ou Ausência de Linguagem Social (Verbal e Não Verbal) --------------------------------- 6 
3 Legislação Educacional do TEA ------------------------------------------------------------------ 8 
4 A Inclusão dos Indivíduos Autistas ----------------------------------------------------------- 11 
4.1 Inclusão Escolar e Inclusão Social ------------------------------------------------------------------------- 12 
4.2 A Realidade da Inclusão -------------------------------------------------------------------------------------- 13 
5 Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão ---------------------------------------------- 14 
6 Conclusão ------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
Referências ---------------------------------------------------------------------------------------------- 18 
 
 
 
 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Introdução 
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1 Introdução 
Esta unidade visa explorar e esclarecer aspectos fundamentais relacionados a 
inclusão das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição que 
impacta diversas áreas do desenvolvimento humano, principalmente a comunicação 
e interação social. Iniciaremos evidenciando a importância de compreender os pontos 
fracos no TEA, incluindo a falta de empatia e de percepção social, além da escassez 
ou ausência de linguagem social, tanto verbal quanto não verbal. Em seguida, 
abordaremos a legislação educacional específica para o TEA, destacando as políticas 
e diretrizes que norteiam a educação e inclusão destes indivíduos. 
Em seguida, focamos na inclusão dos indivíduos autistas, para isso, 
diferenciamos a inclusão escolar e social, e destacamos as principais dificuldades 
enfrentadas pelos professores atualmente. Por fim, discutiremos os principais mitos 
sobre o TEA que representam obstáculos significativos para a inclusão efetiva desses 
indivíduos. 
 
2 Compreensão dos Pontos Fracos no TEA 
A busca de conhecimento sobre o TEA parte de vários objetivos, porém o mais 
relevante é garantir que crianças e jovens com TEA encontrem o seu devido lugar no 
mundo, onde possam ser finalmente compreendidos. No entanto, é fundamental 
enfatizar que a inclusão mais eficaz acontece quando os problemas são identificados 
precocemente, possibilitando intervenções que minimizem atrasos no 
desenvolvimento e dificuldades comportamentais, o que pode levar ao 
desenvolvimento de habilidades que estavam ausentes e/ou aprimorar habilidades 
atrasadas na criança, aumentando suas potencialidades em relação a limitações 
futuras (BRITES; BRITES, 2019). 
Ao avaliar uma criança com necessidades especiais, Brites e Brites (2019) 
apontam para a necessidade de identificar seus pontos fortes e fracos. Para a inclusão 
social dos indivíduos com autismo, compreender estes aspectos é o primeiro passo 
para facilitar esse processo. Em ambientes escolares, onde a criança está exposta a 
uma variedade de pares sem a intimidade de um ambiente familiar, é particularmente 
importante observar e compreender os seus pontos fracos para prevenir problemas 
como o bullying, as fobias sociais, a depressão e a percepção da escola como um 
ambiente hostil (BRITES; BRITES, 2019). 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Compreensão dos Pontos Fracos no TEA 
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Segundo Brites e Brites (2019), socialmente, os pontos fracos mais evidentes em 
indivíduos com TEA podem ser divididos em dois aspectos em marcantes (embora 
ocorram simultaneamente): 1. Falta de empatia e de percepção social; 2. Escassez ou 
ausência de linguagem social (verbal e não verbal). Vejamos esses aspectos, a seguir. 
 
2.1 Falta de Empatia e de Percepção Social 
Indivíduos com autismo tem como uma das principais características a falta de 
empatia e percepção social. A empatia envolve a capacidade intuitiva de se colocar no 
lugar do outro e compreender suas emoções, por meio da observação de sua postura 
corporal, expressões faciais, tom de voz e sinais de seu comportamento. Pessoas 
empáticas avaliam o ambiente e o estado emocional dos outros antes de agir ou falar, 
garantindo reações equilibradas e emocionalmente adequadas. A empatia facilita a 
antecipação e o planejamento nas interações sociais, alinhando as emoções de 
alguém com as do grupo. Resumidamente, a empatia trata-se de uma das habilidades 
de percepção social mais relevantes para a construção de relacionamentos, bem como 
para a adaptação da comunicação, dos interesses e das atividades às preferências e 
normas sociais (BRITES; BRITES, 2019). 
De acordo com os autores, indivíduos com autismo normalmente têm pouca 
empatia e percepção social, o que impacta consideravelmente suas interações sociais. 
Isso pode ser registrado por exemplo pela dificuldade em se defender, se prevenir de 
problemas a partir do que escuta dos outros, reduzindo muito sua habilidade em 
reagir bem aos conflitos sociais comuns. Brites e Brites (2019) destacam que essas 
pessoas tendem a ser excessivamente honestos e diretos, muitas vezes falando o que 
pensam sem perceber a inconveniênciaou a exposição a situações desagradáveis. 
Além disso, é comum evitarem o contato visual, o que pode frequentemente 
ser percebido como desinteresse ou grosseria. Não inclinados a fingir ou dissimular, 
têm dificuldade em ocultar informações que deveriam ser ocultadas ou expressas num 
momento mais apropriado. Também podem deixar o interlocutor falando sozinho ou 
introduzem assuntos fora do contexto de forma abrupta, desconsiderando o interesse 
do grupo. 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Compreensão dos Pontos Fracos no TEA 
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 Considere esse indivíduo em 
situações cotidianas, como escola, festas, 
encontros íntimos ou eventos sociais. 
Esta criança ou jovem enfrenta muitas 
restrições em cada momento social de 
sua vida, se expondo aos mais diversos 
problemas de socialização e de 
integração em grupos. No período da 
adolescência, estes desafios podem 
intensificar-se, resultando em faltas 
escolares, isolamento social, ataques de 
pânico, ansiedade, depressão e, em 
casos extremos, até suicídio (BRITES; 
BRITES, 2019). 
 
Fonte: (OpenAI's DALL-E, 2024). 
 
Portanto, conforme mencionam os autores, as escolas desempenham um papel 
fundamental e não devem ignorar as dificuldades enfrentadas pelos alunos com 
autismo. É fundamental estar atento atos de zombarias, exclusões, sarcasmos 
recorrentes e reações inadequadas dos pares, que muitas vezes não compreendem ou 
exploram as vulnerabilidades de indivíduos com TEA. Brites e Brites (2019) também 
evidenciam a importância de os pais se comunicarem com os professores e 
coordenadores para estabelecer uma rede de proteção. Educar os alunos sobre o 
autismo é uma estratégia fundamental, bem como identificar colegas com fortes 
habilidades sociais para apoiar o aluno com autismo. 
 
2.2 Escassez ou Ausência de Linguagem Social (Verbal e Não Verbal) 
A nossa comunicação é definida pelas palavras e gestos que usamos, moldando 
a forma como transmitimos mensagens e intenções. Muitas vezes, o que dizemos ou 
expressamos carrega significados que podem ser interpretados diretamente ou, 
então, assumir duplo sentido ou um significado entrelinhas. É certo que palavras e 
frases podem mudar de significado dependendo contexto, transmitindo uma 
mensagem completamente diferente. Por exemplo, a palavra “manga”: pode ser uma 
fruta, uma parte de uma camisa e pode ser usada em expressões metafóricas (Esse 
trabalho vai dar “pano para manga!”) (BRITES; BRITES, 2019). 
Conforme pontuam Brites e Brites (2019), ao conversarmos ou dialogarmos, 
utilizamos variações de tom, entonações prolongadas ou breves e ajustes de ritmo e 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Compreensão dos Pontos Fracos no TEA 
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volume de voz. Esses “temperos” ajudam a transmitir intenções específicas, como 
ameaça, raiva, tristeza, fracasso, negação, recuo, euforia etc., sem a necessidade de 
explicações detalhadas. Todos esses aspectos são conhecidos como componentes 
não-verbais da comunicação. 
 Indivíduos com autismo não 
possuem esses elementos de 
comunicação em seu repertório, daí 
a dificuldade para compreender o 
que está por trás de expressões, 
variações no tom de voz e palavras 
que mudam de significado 
dependendo do contexto. A 
intencionalidade e a sutileza implícita 
nas palavras muitas vezes não são 
percebidas por esses indivíduos, que 
tendem a interpretar tudo 
literalmente. Isso se estende à 
interpretação de textos, expressões 
 
Fonte: (OpenAI's DALL-E, 2024). 
escritas, desenhos, anúncios, provérbios, piadas e linguagem sarcástica ou específica 
de uma região, inclusive aquelas com conotações sexuais. Como resultado, podem 
ser facilmente enganados, ficar confusos, aceitar declarações sem questionar ou 
interpretá-las à sua maneira, reagindo de forma inadequada ou inesperada. Muitos 
autistas podem reagir agressivamente devido a mal-entendidos, sendo por vezes 
rotulados como violentos. Outros escolhem o silêncio e o isolamento como resposta 
(BRITES; BRITES, 2019). 
 
Ao interagir com indivíduos autistas, os autores indicam a necessidade de ser 
direto e claro, sem entrelinhas ou expressões de duplo sentido. Esta atitude também 
deve ser aplicada na produção de avaliações escritas e correção de redações escritas 
por eles. Uma estratégia útil pode ser ensiná-los a memorizar expressões, facilitando 
gradativamente sua compreensão ou incentivando-os a questionar o real significado 
do que foi dito. 
 As limitações apresentadas aqui também podem levar às mesmas 
consequências do primeiro aspecto analisado, e os problemas na escola podem ser 
gerados por tais incompreensões. Assim, fica evidente a necessidade de a instituição 
agir de modo a conscientizar, proteger e prevenir o bullying. 
 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Legislação Educacional do TEA 
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3 Legislação Educacional do TEA 
Discutir leis no Brasil é um tema complexo. Muitas vezes, nos deparamos com 
expressões como uma lei que “pegou” ou “não pegou”, o que reflete a curiosa 
realidade de que regras destinadas a ser orientações ou salvaguardas podem, 
paradoxalmente, ser ignoradas ou não aplicadas na prática. Quando os jornalistas 
mencionam que “tal lei não funcionou”, é comum muitos de nós interpretamos isso 
como mais um exemplo de medida política ineficaz, o que infelizmente leva a uma 
certa resignação à ineficiência política (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
Porém, no contexto do autismo, como sinalizam Silva, Gaiato e Reveles (2012), 
não cabe abordar questões jurídicas de forma superficial, como se fosse uma 
tendência passageira. O autismo possui características peculiares que exigem políticas 
sérias e específicas para o transtorno. 
As pessoas com autismo têm os mesmos direitos legais atribuídos a todas as 
outras pessoas, conforme estabelecido pela Constituição Federal (CF) de 1988 e pela 
legislação específica para pessoas com deficiência. Em seu artigo 205, a CF preconiza 
que a educação é um direito de todos e uma responsabilidade tanto do Estado quanto 
da família, devendo ser fomentada e apoiada com a colaboração da sociedade. No 
artigo 206 da CF, os incisos I, VII e IX são especialmente relevantes. O inciso I assegura 
igualdade de condições para acesso e permanência na escola, juntamente com a 
garantia de um ensino com qualidade (inciso VII). O inciso IX enfatiza o direito à 
educação e ao aprendizado contínuo ao longo da vida do estudante (BRASIL, 1988). 
A CF também estabelece que as instituições de ensino privadas devem seguir 
as mesmas normas gerais da educação brasileira, conforme especificado em seu artigo 
209: cumprimento da legislação geral da educação nacional e obtenção da 
autorização avaliações de qualidade realizadas pelo poder público (BRASIL, 1988). 
Durante a infância e a velhice, os autistas têm direitos previstos nos termos do 
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Estatuto dos Idosos, respectivamente. 
Porém, como afirmam Silva, Gaiato e Reveles (2012), teoricamente, essas salvaguardas 
deveriam garantir diagnósticos precisos e tratamentos eficazes baseados em 
pesquisas científicas, bem como promover a inclusão social, educacional e 
profissional. No entanto, na prática, a realidade é muito contrária, muitas famílias 
enfrentam lutas exaustivas e solitárias ao longo da vida para ter acesso esses direitos. 
Conforme estabelecido no inciso III artigo 54 do ECA (BRASIL, 1990), cabe ao 
Estado oferecer Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Legislação Educacional do TEA 
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deficiência, preferencialmente em escolas regulares, promovendo o pleno 
desenvolvimento, a cidadania e a qualificação profissional desses jovens. Ainda no 
mesmo artigo, no inciso V é destacado o direito ao acesso aos níveis mais elevados 
de ensino, de pesquisa e de criação artística, conforme as capacidades de cada um. 
Vale ressaltar que ambos os incisos sãomencionados igualmente pela CF (BRASIL, 
1988) no artigo 208. 
Silva, Gaiato e Reveles 
(2012) esclarecem que a 
proposta da educação 
inclusiva visa atender às 
necessidades especiais de 
todos os alunos, promovendo 
a aprendizagem e o 
desenvolvimento pessoal. 
Nesse sentido, caberia a 
escola integrar todos os 
alunos (e todos inclui aqueles 
com deficiência ou 
transtornos comportamentais) no ensino regular, independentemente da idade ou do 
nível de escolaridade. Para isso, exige-se da escola adaptações às necessidades 
individuais dos alunos, o que abrange mudanças quanto a estrutura e funcionamento 
da instituição, na formação de professores e na dinâmica das relações família-escola. 
Como destacam os autores, o objetivo da inclusão seria colocar as crianças com 
necessidades especiais em contato com outros alunos, facilitando o seu 
desenvolvimento e ensinando a todos a importância da diversidade. Embora 
teoricamente benéfica, a prática da inclusão nas escolas é complexa e mesmo muitas 
instituições que defendem a inclusão não conseguem implementá-la de forma eficaz. 
A educação especial é definida no artigo 58 da LDBEN (BRASIL, 1996) como 
modalidade de educação oferecida preferencialmente na rede regular e direcionada a 
um público específico, incluindo três diagnósticos: deficiências em geral, transtornos 
globais de desenvolvimento (TGD) e altas habilidades/superdotação (AH/SD). O 
mesmo artigo apresenta nos parágrafos 1º, 2º e 3º que o AEE poderá ser ofertado na 
escola regular para atender o público da educação especial, mas, quando necessário, 
ocorrerá em classes, escolas ou em serviços especializados com início na educação 
infantil e podendo se estendendo ao longo da vida do indivíduo. 
Para saber! 
O AEE inclui atividades e recursos pedagógicos 
adaptados, prestados de modo complementar ou 
suplementar à formação dos alunos do ensino 
regular. Embora a lei garanta esse direito, muitas 
escolas enfrentam desafios para incluir 
efetivamente esses alunos em razão da falta de 
preparo dos profissionais e, por vezes, ao descaso 
com esses alunos (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Legislação Educacional do TEA 
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O artigo 59 da LDBEN (BRASIL, 1996) 
estabelece diretrizes importantes para a 
educação de alunos com necessidades 
especiais. De acordo com as suas cláusulas I e 
III, os sistemas educativos devem garantir que 
estes estudantes recebam uma educação 
adaptada às suas necessidades específicas. A 
cláusula I enfatiza a necessidade de adaptar 
currículos, técnicas, métodos, recursos 
educacionais e organização escolar para atender efetivamente a essas necessidades. 
O inciso III destaca a importância de contar com professores com especialização para 
prestar atendimento especializado, e professores capacitados para integrar esses 
alunos no ensino regular. 
A Lei Berenice Piana (BRASIL, 2012) reconhece oficialmente indivíduos 
com TEA como pessoas com deficiência, o que é claramente estabelecido em seu 
artigo 1º, no parágrafo 2°. Em seu artigo 2º, no inciso VII, é previsto o estímulo a 
formação e a capacitação de profissionais especializados no cuidado de pessoas com 
TEA, assim como para pais e responsáveis. Isso, teoricamente, viabilizaria a 
participação ativa dos cuidadores no processo educacional, bem como a integração 
escola-família-comunidade. Em parágrafo único, a Lei Berenice Piana destaca o direito 
da pessoa com TEA a acompanhante especializado nos termos do inciso IV do artigo 
2º. Entretanto, esse inciso foi vetado, o que inviabiliza o caráter do artigo 3º, uma vez 
que o acompanhamento é descaracterizado. No documento Brasil (2023), observa-se 
que essa alteração foi proposta pela Lei Nº 17.798, de 06 de outubro de 2023 (Altera 
a Lei nº 17.158, de 18 de setembro de 2019, que dispõe sobre a Política Estadual de 
Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – TEA). 
Conforme pontuam Silva, Gaiato e Reveles (2012), é crucial que as crianças com 
autismo tenham direito a um ambiente escolar seguro e acolhedor, uma vez que estão 
entre as principais vítimas do bullying, particularmente devido à sua dificuldade em se 
defenderem ou em relatar incidentes. Portanto, pais e professores devem estar 
atentos a mudanças de comportamento ou sinais físicos de agressão, como roupas 
rasgadas ou mesmo hematomas. É fundamental ensinar a criança a comunicar tais 
acontecimentos, ajudando em seu desenvolvimento e autodefesa. Além disso, as 
instituições escolares desempenham um papel essencial na prevenção do bullying e 
na conscientização dos alunos sobre o respeito pelas diferenças individuais. 
 
Importante! 
Quando a LDBEN foi instituída, o 
diagnóstico referente ao público 
autista era o de TGD, conforme 
DSM-IV (APA, 2002), o qual foi 
substituído pelo TEA no DSM-V 
(APA, 2014). 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
A Inclusão dos Indivíduos Autistas 
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4 A Inclusão dos Indivíduos Autistas 
 Brites e Brites (2019) pontuam a 
escola como um ambiente que simula, 
em muitos aspectos, a nossa sociedade, 
oferecendo estruturas como rotinas, 
horários e oportunidades contínuas de 
interação social, além de treinamento 
para lidar com frustrações e aprender 
diversas formas de linguagem. Inclui 
também a compreensão das 
hierarquias e do processo de ensino e 
aprendizagem em áreas como leitura, 
escrita, matemática e atividades físicas 
que promovem o desenvolvimento 
motor e espacial. Para uma pessoa com 
autismo, frequentar a escola representa 
 
Fonte: (OpenAI's DALL-E, 2024). 
uma oportunidade valiosa para um desenvolvimento integral. 
 
Colocar um filho na escola é um desafio inicial para qualquer pai, uma vez que 
envolve a adaptação a um novo ambiente e a novas pessoas, o que pode causar 
desconforto. Para os pais de crianças autistas, estes desafios são muitas vezes 
ampliados, pois os seus filhos podem ter maiores dificuldades com mudanças, novos 
contextos e interações com novas pessoas (BRITES; BRITES, 2019). 
O primeiro dia de aula é um momento repleto de expectativas e ansiedades, 
marcado por preparativos como arrumar a lancheira e usar novos lápis de cor. Este 
marco é crucial no desenvolvimento da criança, não só para a aprendizagem 
acadêmica, mas para o desenvolvimento social e para a formação integral da criança. 
Na vida moderna, muitas crianças são criadas com pouca interação com os colegas, 
tornando a escola um local essencial de socialização e amizades. Além disso, as 
atividades desportivas e recreativas ocorrem frequentemente na escola, onde as 
crianças passam grande parte do dia (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
A Inclusão dos Indivíduos Autistas 
 | 12 
 Um novo ambiente, com novas 
formas, cores, barulhos, pessoas, rotinas 
e espaços, pode ser extremamente 
agressivo às crianças com autismo. Para 
facilitar a adaptação das crianças autistas 
à escola, os autores indicam aos pais e 
cuidadores visitarem a escola com a 
criança antes do início do ano letivo, 
familiarizando-a com o ambiente, 
ajudando a criança a se acostumar 
gradualmente com o novo ambiente. 
Contudo, muitas vezes as crianças 
podem recusar-se a permanecer na 
escola e os cuidadores podem ser 
convidados a permanecer com elas 
durante as primeiras semanas, 
 
Fonte: (OpenAI's DALL-E, 2024). 
proporcionando segurança e atuando como mediadores. Isso inclui dar dicas sobre 
o ambiente escolar e aproximar a criança do professor, facilitando uma transição 
mais tranquila para a criança se acostumar com o professor e com a nova rotina. 
 
Silva, Gaiato e Reveles (2012) sinalizam que quando uma criança com autismo 
é criada exclusivamente no seu ambiente familiar, muitas das suas características 
podem permanecer não reconhecidas ou latentes. Muitas vezes, os familiares 
percebem que há algo diferente na criança, no entanto,é comum somente com o 
ingresso na escola que essas suspeitas se concretizem. Nesse cenário, a criança é 
inadvertidamente comparada pelos professores e pelos pais aos seus pares, tornando 
as diferenças mais perceptíveis. Na escola, os pais não estão constantemente ao lado 
da criança para amenizar situações, mediar brincadeiras ou satisfazer todos os seus 
desejos, o que pode evidenciar ainda mais essas diferenças. 
 
4.1 Inclusão Escolar e Inclusão Social 
Neste ponto, é necessário diferenciar a inclusão escolar da social. A inclusão 
escolar, conforme Brites e Brites (2019), concentra-se em ações que auxiliam na 
assimilação de regras e rotinas, no envolvimento acadêmico na leitura, escrita e 
matemática e no desenvolvimento de habilidades para o bom relacionamento com as 
autoridades e a realização de tarefas com prazos e métodos definidos. Já a inclusão 
social, segundo os autores, foca em promover o compartilhamento de sentimentos e 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
A Inclusão dos Indivíduos Autistas 
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atividades, desenvolvendo a tolerância e a paciência no trato com as diferenças e os 
conflitos inerentes às relações humanas e às demandas do ambiente escolar. 
Para a inclusão escolar, é necessário considerar o desempenho acadêmico das 
crianças autistas, que depende muito da gravidade do transtorno. Aqueles com 
autismo mais grave podem ter deficiência intelectual em comorbidade e necessitar de 
assistência contínua. Por outro lado, crianças com autismo leve ou apenas traços 
autistas costumam acompanhar bem as aulas e os conteúdos. Crianças com autismo 
clássico (aquelas que enfrentam maiores desafios de socialização, dificuldades de 
linguagem e comportamentos repetitivos) necessitam claramente de apoio 
educacional especializado e individualizado. Muitas vezes essas crianças já iniciam a 
vida escolar com um diagnóstico, o que ajuda a adaptar as estratégias educativas às 
suas necessidades específicas (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
Os autores enfatizam que a combinação destas ações (inclusão escolar e social) 
pode levar à aquisição de competências sociais e de diversas linguagens. Sendo assim, 
a escola tem um grande papel ao oferecer essas competências de forma institucional, 
democrática e homogênea, independentemente das condições materiais ou 
emocionais da família do aluno com autismo. No contexto do autismo, é argumentado 
que a inclusão escolar e social não pode ser dissociada, pois devem se complementar 
e promover conjuntamente um ambiente de paz e estabilidade, essencial para os 
comportamentos e aprendizagens. Isto significa que sem ações de inclusão social a 
inclusão escolar não será efetiva e vice-versa. 
 
4.2 A Realidade da Inclusão 
Ao considerar a escolaridade inclusiva, é comum que muitos professores 
pensem em diversas técnicas e treinamentos pedagógicos. Silva, Gaiato e Reveles 
(2012) alertam para a necessidade do apoio psicológico para esses profissionais, pois, 
embora se observe que muitos se esforçam para atender às necessidades dos alunos 
com deficiência, enfrentam frustrações e sentimentos de despreparo, que podem levar 
à desistência ou à culpa. Alguns podem concentrar-se excessivamente num aluno em 
detrimento de outros, criando mais problemas. Além disso, preocupações com críticas 
dos pais e incertezas sobre como proceder também são comuns. 
Os autores ressaltam que diagnosticar o autismo não é responsabilidade dos 
professores, embora sejam observadores atentos de comportamentos e dificuldades. 
Portanto, é fundamental a colaboração dos professores com os pais, comunicando 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão 
 | 14 
quaisquer preocupações para que as crianças possam ser avaliadas e tratadas por 
especialistas. Isso é especialmente importante porque os pais podem não perceber 
problemas sutis de desenvolvimento, pois as crianças tendem a se adaptar melhor em 
casa, mascarando as dificuldades. 
Um exemplo típico, segundo Silva, Gaiato e Reveles (2012), é quando uma 
criança tem dificuldade para interagir com os colegas. Os pais podem facilitar a 
inclusão dos seus filhos nas brincadeiras, interpretando esta dificuldade social 
simplesmente como timidez ou falta de jeito. Porém, na escola, onde a criança precisa 
interagir e brincar em grupo, essas dificuldades, aparentemente menores, ganham 
mais destaque e podem até dificultar a socialização adequada. Dessa forma, é 
importante que os professores comuniquem rapidamente aos pais quando 
perceberem essa falta de habilidades de interação. 
Os professores muitas vezes procuram aconselhamento de especialistas sobre 
como abordar os pais de crianças que apresentam características atípicas e que não 
são tratadas. É comum relatarem dificuldades em orientar os pais a procurarem ajuda 
especializada, pois muitos resistem à possibilidade de um diagnóstico. Portanto, é 
recomendável aos professores evitarem mencionar doenças específicas, 
concentrando-se na descrição de comportamentos e atitudes observados na criança, 
bem como nas implicações dessas mudanças. O encaminhamento para avaliação por 
profissionais especializados é a forma mais segura e eficaz, que pode ser 
acompanhado do compartilhamento de observações da experiência escolar para 
auxiliar na formação de um diagnóstico preciso e de um plano terapêutico 
individualizado. Por fim, a colaboração entre pais, professores e profissionais de saúde 
é fundamental para o sucesso da inclusão (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
 
5 Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão 
Muitos mitos e equívocos sobre o autismo ainda prevalecem, tanto entre o 
público em geral quanto entre profissionais. Mencionamos, a seguir, alguns desses 
mitos, junto com seus respectivos esclarecimentos. 
 
MITO VERDADE 
O autismo pode ser 
curado. 
Não existe "cura" para o autismo, uma vez que não se 
trata de uma doença, mas de um transtorno do 
neurodesenvolvimento, conforme descrito no DSM-V. 
 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão 
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MITO VERDADE 
As pessoas com 
autismo têm 
habilidades 
extraordinárias. 
Embora algumas pessoas com autismo possam ter 
habilidades notáveis em áreas específicas, a maioria dos 
autistas não possuem essas habilidades. Por tratar-se de 
uma condição diversa, cada um tem suas próprias 
características e talentos únicos. 
 
MITO VERDADE 
“Agora todo mundo é 
autista”. 
Essa percepção decorre principalmente do aumento das 
taxas de diagnóstico do TEA nas últimas décadas, mas isso 
não justifica dizer que autismo virou moda. 
É importante considerar que o aumento das pesquisas 
acerca do autismo tem gerado melhor compreensão a 
respeito desse transtorno. Há algumas décadas, muitos 
casos de autismo não foram diagnosticados ou foram 
erroneamente classificados como outros transtornos. Outro 
fator que tem influência no aumento nas taxas de 
diagnóstico refere-se à abrangência dos critérios de 
diagnóstico para o autismo. Com critérios mais inclusivos, 
muitos indivíduos que estão no espectro, mas que podem 
não se enquadrar nos critérios anteriores, estão podem ser 
diagnosticados. Além disso, à medida que a sociedade se 
torna mais informada sobre o autismo, reduz-se o estigma 
em torno do transtorno, incentivando mais pessoas a 
buscarem diagnóstico e apoio. 
 
Portanto, afirmar que “agora todos são autistas” diminui a 
experiência única de cada indivíduo no espectro e ignora a 
realidade de que o autismo é um transtorno complexo e 
desafiador. 
 
MITO VERDADE 
O glifosato causará 
autismo em 50% das 
crianças até 2025. 
De acordo com literatura científica (ex.: FARIA, 2015), não há 
evidências de que o glifosato cause autismo. 
Esse mito decorre de um equívoco cometido por uma 
pesquisadora da área de Ciência da Computação e 
Inteligência Artificial do Massachusetts Institute of 
Technology(MIT). O equívoco resultou de seu estudo, no 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão 
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qual fez correlações utilizando somente a taxa de indivíduos 
diagnosticados com autismo e a taxa de uso de glifosato, 
sem demonstrar qualquer evidência científica de que existe 
uma relação de causa e efeito entre os dois eventos. 
 
MITO VERDADE 
O autismo é causado 
por vacinas. 
Não existem evidências científicas que comprovem a ligação 
entre vacinas e o desenvolvimento de autismo. Esse mito 
surgiu a partir de um estudo fraudulento, publicado no 
periódico Lancet, que foi posteriormente retirado da 
literatura científica, e a comunidade médica e científica 
rejeita veementemente essa ideia. 
É importante recordar que o autismo é um transtorno do 
neurodesenvolvimento, influenciado por fatores genéticos 
ou ambientais. 
 
MITO VERDADE 
Todos os autistas têm 
deficiência 
intelectual. 
O autismo trata-se de um espectro, abrangendo uma ampla 
gama de habilidades intelectuais. 
Conforme Brites e Brites (2019), cerca de 40-50% dos 
indivíduos com autismo apresentam deficiência intelectual, 
o que significa que, além dos desafios do autismo, eles 
podem enfrentar limitações intelectuais e graves 
dificuldades para alcançar autonomia e superar barreiras 
sociais, acadêmicas e cotidianas. Por outro lado, descrevem 
os autores, mesmo nos casos em que o nível intelectual está 
preservado (em aproximadamente 40% dos indivíduos com 
autismo), pode haver déficits executivos, evidenciando que, 
apesar da inteligência, é comum dificuldades de 
planejamento, organização, memória de trabalho para 
atividades que exigem regras e rotinas, além de 
autocontrole de pensamentos, emoções e comportamentos. 
 
MITO VERDADE 
“Essa pessoa não tem 
autismo, pois olha 
nos olhos”. 
Apesar de o contato visual ser uma das dificuldades que 
pode ser manifestada, isso não quer dizer que nenhum 
autista olhará nos olhos. É importante lembrar que existe 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Conclusão 
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uma variação infinita que vai desde traços leves, que 
impedem o fechamento de um diagnóstico, até o quadro 
clínico complexo com diversos sintomas (SILVA; GAIATO; 
REVELES, 2012). 
 
MITO VERDADE 
Existe remédio para 
tratar o autismo. 
Não há medicamentos para o tratamento do autismo. As 
medicações prescritas para indivíduos com TEA são 
direcionadas para tratar comorbidades associadas, como o 
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) 
ou problemas de sono. O foco principal no tratamento do 
autismo consiste na estimulação e na adaptação do 
comportamento. 
 
MITO VERDADE 
Pessoas autistas não 
tem sentimentos. 
Comparado a um cérebro sem autismo, onde é possível 
considerar que diferentes áreas estão interligadas e 
funcionam como uma unidade, no cérebro de uma pessoa 
com autismo, estas áreas podem não comunicar de forma 
eficiente. Isto leva a dificuldades na expressão das emoções, 
não por falta de sentimento, mas por uma desconexão entre 
as regiões cerebrais responsáveis por vivenciar e expressar 
afetos. Portanto, é importante ensinar os autistas a 
reconhecer e expressar os sentimentos e a compreender as 
suas formas únicas de comunicação, que podem ser 
diferentes das nossas. Por exemplo, uma criança com 
autismo pode demonstrar gratidão com um pequeno gesto, 
como oferecer uma pedra ou um toque suave na mão, que 
seja significativo para ela (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). 
 
6 Conclusão 
Ao concluir esta unidade, fica evidente a complexidade e a diversidade dos 
obstáculos enfrentados por indivíduos com TEA e a importância da efetividade do 
processo inclusivo. A falta de empatia e dificuldades na percepção social, bem como 
a limitação na linguagem social, ressaltam a necessidade de estratégias adaptadas 
para facilitar a comunicação e interação desses indivíduos. 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Referências 
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Podemos perceber que apesar dos avanços na legislação educacional do TEA, 
ainda existem muitas intercorrências que impedem ou dificultam sobremaneira a 
garantia dos direitos educacionais dos indivíduos autistas e seus familiares. Algumas 
dessas dificuldades foram retratadas no sistema educacional, no qual os professores 
têm muitas dificuldades, falta de conhecimento e pouco amparo para lidar com alunos 
com autismo. Isso sublinha a importância de uma contínua avaliação e adaptação das 
estratégias de inclusão para garantir que sejam efetivas e significativas. 
Por fim, os mitos sobre o TEA, que ainda persistem em vários setores da 
sociedade, precisam ser desmistificados. Esses mitos não apenas distorcem a 
compreensão do transtorno, mas também impedem a inclusão plena e eficaz dos 
indivíduos autistas. 
Portanto, é imperativo que educadores, legisladores, profissionais da saúde e a 
sociedade em geral conheçam o autismo e intervenham adequadamente, ou seja, 
conforme as suas competências, de modo a apoiar os indivíduos com TEA. Através do 
compromisso coletivo com a educação, compreensão e aceitação, podemos criar um 
ambiente mais inclusivo e capacitador para essas pessoas, permitindo-lhes alcançar 
seu pleno potencial. 
 
Referências 
BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil 
de 1988. Brasília: Presidência da República, 1988. 
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da 
Criança e do Adolescente – ECA. Brasília: Presidência da República, 1990. 
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996. 
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 12.764, de 27 de Dezembro de 2012. 
Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro 
Autista (Berenice Piana). Brasília: Presidência da República, 2012. 
BRASIL. Lei nº 17.798, de 06 de Outubro de 2023. Altera a Lei nº 17.158, de 18 de 
setembro de 2019, que dispõe sobre a Política Estadual de Proteção dos Direitos da 
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – TEA. Governo do Estado de São Paulo: 
Diretoria de Ensino 2023. 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Referências 
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BRITES, L.; BRITES, C. Mentes únicas. São Paulo: Editora Gente, 2019. 
FARIA, M. A. Glyphosate, neurological diseases - and the scientific method. Surg 
Neurol Int., v. 6, n. 132, 2015. 
SILVA, A. B. B.; GAIATO, M. B.; REVELES, L. T. Mundo singular: Entenda o Autismo. S.l.: 
Fontanar, 2012. 
 
TEA – Transtorno do Espectro Autista | 
Referências 
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	Sumário
	1 Introdução
	2 Compreensão dos Pontos Fracos no TEA
	2.1 Falta de Empatia e de Percepção Social
	2.2 Escassez ou Ausência de Linguagem Social (Verbal e Não Verbal)
	3 Legislação Educacional do TEA
	4 A Inclusão dos Indivíduos Autistas
	4.1 Inclusão Escolar e Inclusão Social
	4.2 A Realidade da Inclusão
	5 Mitos Sobre o TEA que Dificultam a Inclusão
	6 Conclusão
	Referências

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