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delirium

Aula sobre diferenciação entre delirium, depressão e demência. Apresenta definição, etiologias, subtipos, tratamento farmacológico e não farmacológico, fatores de risco e estudo de caso hospitalar (paciente idoso com pneumonia).

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DIFERENCIANDO: DELIRIUM
/ DEPRESSÃO / DEMÊNCIA
Professora Juliana Veloso
Objetivo da aula: Compreender as
patologias e Diferenciá-las.
SÍNDROMES
GERIÁTRICAS
ESTUDO DE CASO Identificação:
Nome: João da Silva
Idade: 78 anos
Sexo: Masculino
Profissão: Aposentado
Estado Civil: Viúvo
História da Doença Atual:
João foi admitido no hospital há três dias para tratamento de uma
pneumonia bacteriana. Ele apresentava febre, tosse produtiva e
dificuldade respiratória. Iniciou antibioticoterapia com ceftriaxona e
oxigenoterapia suplementar. No segundo dia de internação, a equipe
médica observou que João estava mais confuso, desorientado no tempo e
no espaço, e apresentava flutuações no nível de consciência. Ele também
estava agitado à noite, dificultando o sono, e apresentava discurso
desconexo.
ESTUDO DE CASO
Tosse produtiva e dificuldade respiratória. Iniciou antibioticoterapia com ceftriaxona e
oxigenoterapia suplementar. No segundo dia de internação, a equipe médica observou
que João estava mais confuso, desorientado no tempo e no espaço, e apresentava
flutuações no nível de consciência. Ele também estava agitado à noite, dificultando o
sono, e apresentava discurso desconexo.
Antecedentes Pessoais:
Hipertensão arterial sistêmica controlada
Diabetes mellitus tipo 2
Demência leve (diagnosticada há 2 anos)
Exames Complementares:
Hemograma: Leucocitose (15.000/mm³) com desvio à
esquerda
Radiografia de tórax: Infiltrado alveolar no lobo inferior
direito
Eletrólitos: Sódio 132 mEq/L (hiponatremia)
Função renal: Creatinina 1,4 mg/dL (leve insuficiência renal)
DELIRIUM
Também conhecido como Estado de Confusão Mental -umdos primeirostranstornosneurológicosconhecidos;
 O termo Delírium deriva do latim ‘DELIRARE’, que significa “estar fora do lugar”,usadoatualmente com o
sentidode “estar confuso, distorcendo a realidade,fora de si”;
 O Delírium é uma síndrome neurocomportamental, causada pelo comprometimento transitório da atividade
cerebral; tem início súbito envolvendo:consciência, atenção, cognição, percepção.
Trata-sedeumdossintomas mais comuns em idosos hospitalizados.
DESNUTRIÇÃO
USO DE MÚLTIPLAS MEDICAÇÕES
RESTRIÇÃO FÍSICA
COMPLICAÇÕES IATROGÊNICAS COMO SOBRECARGA DE VOLUME
INSUFICIÊNCIA DE QUALQUER SISTEMA ORGÂNICO (EM ESPECIAL A
INSUFICIÊNCIA RENAL OU HEPÁTICA, INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA)
INFECÇÕES, MEDICAMENTOS, HOSPITALIZAÇÕES
ETIOLOGIA PARA DELIRIUM EM IDOSOS
DEFINIÇÃO DELIRIUM: Definido como uma perturbação
aguda e flutuante da
consciência e da cognição, o
delirium é considerado o
distúrbio neurocomportamental
mais frequente em idosos
hospitalizados, podendo
acometer de 56% a 72%
daqueles internados em unidade
de terapia intensiva (UTI).
DELIRIUM A flutuação do quadro ocorre ao longo
do dia, geralmente com exacerbação
dos sinais no fim da tarde e período
noturno, quando há redução dos
estímulos de orientação.
Em relação às manifestações clínicas, os
pacientes em delirium podem apresentar
distúrbios do ciclo sono-vigília, alterações
emocionais, perda da memória
(principalmente a recente), ilusões,
interpretações errôneas e incapacidade
de colaborar.
DELIRIUM
Em virtude dessa variedade de
sinais clínicos, essa disfunção é
classificada, de acordo com o
nível de atividade psicomotora,
entre os tipos hipoativo,
hiperativo ou misto
CLASSIFICAÇÃO
Os subtipos de delirium são:
Hipoativo: O paciente apresenta
letargia, redução da atividade motora
e apatia. É frequentemente
subdiagnosticado, pois pode ser
confundido com depressão ou fadiga.
1.
Hiperativo: Caracteriza-se por
agitação, inquietação, agressividade e
alucinações. É mais facilmente
reconhecido devido aos sintomas
evidentes.
2.
Misto: Combina características dos
tipos hipoativo e hiperativo, com
flutuações entre os dois estados.
3.
TRATAMENTO
FARMACOLÓGICO
Os fármacos mais utilizados incluem:
Antipsicóticos:1.
Haloperidol: Baixa dose (0,5-2 mg) é comumente
usada para controle de sintomas psicóticos e
agitação.
Antipsicóticos atípicos: Como risperidona,
olanzapina ou quetiapina, podem ser alternativas
com menos efeitos extrapiramidais.
Benzodiazepínicos:2.
Usados principalmente em casos de delirium por
abstinência de álcool ou sedativos (ex.:
lorazepam).
Evitar em outros tipos de delirium, pois podem
piorar a confusão.
Em casos específicos, como delirium por abstinência de álcool, pode-se usar
tiamina (vitamina B1) para prevenir a encefalopatia de Wernicke.
TRATAMENTO NÃO
FARMACOLÓGICO
Os fármacos mais utilizados incluem:
Identificar e tratar a causa: Investigar infecções,
distúrbios metabólicos, intoxicações, abstinência de
substâncias, entre outros.
Ambiente calmo e seguro:
2.Manter o ambiente tranquilo, com iluminação
adequada (luz natural durante o dia e escuro à noite).
Reduzir estímulos excessivos (barulho, interrupções).
Evitar restrições físicas, a menos que absolutamente
necessário.
TRATAMENTO NÃO
FARMACOLÓGICO
Os fármacos mais utilizados incluem:
Identificar e tratar a causa: Investigar infecções,
distúrbios metabólicos, intoxicações, abstinência de
substâncias, entre outros.
Ambiente calmo e seguro:
2.Manter o ambiente tranquilo, com iluminação
adequada (luz natural durante o dia e escuro à noite).
Reduzir estímulos excessivos (barulho, interrupções).
Evitar restrições físicas, a menos que absolutamente
necessário.
DELÍRIO: Definição: O delírio é um sintoma psiquiátrico
caracterizado por crenças falsas e inabaláveis,
mesmo diante de evidências contrárias. Essas
crenças não são compartilhadas por outras
pessoas da mesma cultura ou contexto.
Contexto: Comum em transtornos psiquiátricos,
como esquizofrenia, transtorno bipolar e
transtornos delirantes.
Exemplo: Acreditar que está sendo perseguido por
uma organização secreta, sem qualquer evidência
real.
RESUMO:
Delírio: Crença falsa e inabalável, associada a
transtornos psiquiátricos.
Delirium: Estado confusional agudo,
geralmente causado por uma condição
médica ou física.
VINCENT WILLEM VAN GOGH (HOLANDÊS:
30 DE MARÇO DE 1853 – 29 DE JULHO DE
1890) FOI UM PINTOR PÓS-IMPRESSIONISTA
NEERLANDÊS.
 É UMA DAS DOENÇAS QUE MAIS ACOMETEM OS IDOSOS, OCASIONANDO GRAVES
PROBLEMAS
FÍSICOS E EMOCIONAIS NÃO SÓ AO IDOSO, MAS AOS SEUS FAMILIARES E À COMUNIDADE.
 IDOSOS COM DEPRESSÃO PODEM SER ISOLADOS DO CONVÍVIO DE SEUS FAMILIARES
 IDOSOS QUE RESIDEM COM SEUS FAMILIARES E ENCONTRAM-SE DEPRIMIDOS POR
SENTIREM-SE DESVALORIZADOS, INÚTEIS, POUCO OUVIDOS, CONSIDERANDO-SE COMO
UM PESO FÍSICO E FINANCEIRO PARA OS DEMAIS MEMBROS DA FAMÍLIA.
DEPRESSÃO
 É UMA DAS DOENÇAS QUE MAIS ACOMETEM OS IDOSOS, OCASIONANDO GRAVES
PROBLEMAS
FÍSICOS E EMOCIONAIS NÃO SÓ AO IDOSO, MAS AOS SEUS FAMILIARES E À COMUNIDADE.
 IDOSOS COM DEPRESSÃO PODEM SER ISOLADOS DO CONVÍVIO DE SEUS FAMILIARES
 IDOSOS QUE RESIDEM COM SEUS FAMILIARES E ENCONTRAM-SE DEPRIMIDOS POR
SENTIREM-SE DESVALORIZADOS, INÚTEIS, POUCO OUVIDOS, CONSIDERANDO-SE COMO
UM PESO FÍSICO E FINANCEIRO PARA OS DEMAIS MEMBROS DA FAMÍLIA.
PREVENÇÃO: POLÍTICAS PÚBLICAS =VISAM AUXILIAR OS IDOSOS A REDESCOBRIR A VIDA, BEM COMO,
AFASTAR MALES (DEPRESSÃO) E PROPORCIONAR MELHOR QUALIDADEDEVIDA.
POLÍTICAS PÚBLICAS - AÇÕES, PROGRAMAS, PROJETOS, LEIS E NORMAS QUE O ESTADO DESENVOLVE
PARA ADMINISTRAR DE MANEIRA EQUITATIVA OS DIVERSOS INTERESSES SOCIAIS DE DETERMINADA
SOCIEDADE - EXEMPLO: CENTROS DE REFERÊNCIA DO IDOSO (OFERECIDAS ATIVIDADES) COMO: AULAS
DE ARTESANATO, PROGRAMAÇÃO
CULTURALCOMPEQUENASVIAGENS,BAILES,JOGOS,AULASDEINFORMÁTICA,
GINÁSTICA,ALÉMDETRABALHOSEMGRUPOS.
DEVE SER UMA AÇÃO CONJUNTA ENTRE ESTADO, PROFISSIONAIS DA SAÚDE, IDOSOS E A SOCIEDADE
EM GERAL.
DEPRESSÃO
SINTOMAS
EMOCIONAIS SINTOMAS FÍSICOS SINTOMAS COGNITIVOS
A DEPRESSÃO EM IDOSOS É UM TRANSTORNO MENTAL COMUM, MAS MUITAS VEZES
SUBDIAGNOSTICADO, CARACTERIZADO POR TRISTEZA PERSISTENTE, PERDA DE INTERESSE EM
ATIVIDADES E ALTERAÇÕES FUNCIONAIS. PODE SER CONFUNDIDA COM O PROCESSO
NORMAL DE ENVELHECIMENTO OU COM OUTRAS CONDIÇÕES MÉDICAS.
Fadiga ou falta de
energia.
Alterações no sono
(insônia ou hipersônia).Alterações no apetite
(perda ou ganho de
peso).
Dores crônicas ou
queixas somáticas sem
causa médica clara.
Dificuldade de
concentração ou
memória.
Pensamentos de morte
ou ideação suicida
(risco aumentado em
idosos).
Tristeza persistente ou
humor deprimido.
Perda de interesse ou
prazer em atividades
(anedonia).
Sentimentos de
desesperança ou
inutilidade.
PREDISPOSIÇÃO Biológicos:perdadeneurotransmissores,havendo
umdesequilíbrio químico no cérebro causado por uma
baixa quantidade de neurotransmissores como a 
serotonina e noradrenalina.
Genéticos: tal desequilíbrio pode ser herdado
geneticamente, levando-nos a identificar um fator
referente às questões genéticas.
Alterações Neuroendócrinas: como a diminuição de
resposta ao hormônio estimulador da tireoide,
PREDISPOSIÇÃO Fatores de risco:
Solidão ou isolamento social.
Doenças crônicas (como diabetes, doenças
cardíacas ou Parkinson).
Perdas recentes (morte de entes queridos,
aposentadoria).
Uso de medicamentos que afetam o humor.
Histórico pessoal ou familiar de depressão.
Sintomas físicos (dores, fadiga) podem ser
mais proeminentes do que os emocionais.
Maior probabilidade de queixas cognitivas
(esquecimento, confusão), que podem ser
confundidas com demência.
Isolamento social e redução de atividades são
comuns.
DIFERENÇAS EM RELAÇÃO
A ADULTOS MAIS JOVENS:
O tratamento da depressão em idosos deve ser multidisciplinar, envolvendo
abordagens farmacológicas e psicoterapêuticas.
Psicoterapia:1.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Eficaz para ajudar o
idoso a identificar e mudar padrões de pensamento negativos.
Terapia Interpessoal: Foca em melhorar relacionamentos e lidar
com perdas.
Terapia de apoio: Para reduzir o isolamento e fornecer suporte
emocional.
Medicamentos:2.
Antidepressivos: São a base do tratamento
farmacológico. Os mais comuns incluem:
Inibidores seletivos da recaptação de
serotonina (ISRS): como sertralina ou
escitalopram (geralmente bem tolerados).
Antidepressivos tricíclicos (menos usados
devido a efeitos colaterais).
Outros: como venlafaxina ou mirtazapina.
3.Intervenções não farmacológicas:
Atividade física regular (ajuda a melhorar o humor
e a saúde geral).
Participação em atividades sociais e hobbies.
Terapias complementares, como musicoterapia ou
arteterapia.
4.Apoio familiar e social:
Envolvimento da família no tratamento é crucial
para fornecer suporte emocional e prático.
Redução do isolamento social através de grupos de
apoio ou atividades comunitárias.
5.Monitoramento de risco de suicídio:
Idosos têm maior risco de suicídio, especialmente
homens. É essencial monitorar sinais de alerta e
garantir suporte adequado.
As demências são síndromes caracterizadas por declínio
cognitivo progressivo, afetando memória, pensamento,
comportamento e capacidade de realizar atividades
diárias. No idoso, a demência mais comum é a Doença de
Alzheimer, responsável por 60-70% dos casos, seguida pela
Demência Vascular, Demência com Corpos de Lewy e
Demência Frontotemporal. Fatores de risco incluem idade
avançada, histórico familiar, doenças cardiovasculares,
diabetes e estilo de vida sedentário. 
DEMÊNCIAS
O diagnóstico é clínico, baseado em avaliações cognitivas,
exames de imagem e laboratoriais.
 O tratamento é multidisciplinar, focando no controle de
sintomas, suporte ao paciente e familiares, e intervenções
não farmacológicas e farmacológicas para retardar a
progressão da doença.
ESTUDO DE CASO Identificação:
Nome: João da Silva
Idade: 78 anos
Sexo: Masculino
Profissão: Aposentado
Estado Civil: Viúvo
História da Doença Atual:
João foi admitido no hospital há três dias para tratamento de uma
pneumonia bacteriana. Ele apresentava febre, tosse produtiva e
dificuldade respiratória. Iniciou antibioticoterapia com ceftriaxona e
oxigenoterapia suplementar. No segundo dia de internação, a equipe
médica observou que João estava mais confuso, desorientado no tempo e
no espaço, e apresentava flutuações no nível de consciência. Ele também
estava agitado à noite, dificultando o sono, e apresentava discurso
desconexo.
ESTUDO DE CASO
Hipóteses Diagnósticas:
Delirium secundário à infecção (pneumonia)1.
Delirium associado à hiponatremia2.
Exacerbação de demência pré-existente3.
Conduta:
Tratamento da causa subjacente:1.
Continuar antibioticoterapia para pneumonia
Correção da hiponatremia com reposição de sódio cuidadosa
Manejo do Delirium:2.
Ambiente calmo e bem iluminado
Reorientação frequente
Evitar medicamentos que possam piorar o delirium (benzodiazepínicos,
anticolinérgicos)
Considerar uso de antipsicóticos em baixa dose (ex.: haloperidol 0,5 mg VO) se
agitação persistir e representar risco ao paciente ou à equipe
3.Hipóteses Diagnósticas:
Delirium secundário à infecção (pneumonia)
Delirium associado à hiponatremia
Exacerbação de demência pré-existente
Conduta:
Tratamento da causa subjacente:
Continuar antibioticoterapia para pneumonia
Correção da hiponatremia com reposição de sódio cuidadosa
Manejo do Delirium:
Ambiente calmo e bem iluminado
Reorientação frequente
BIBLIOGRAFIA
World Health Organization. Dementia [Internet]. 2023 [cited 2023 Oct 10]. Available from: O diagnóstico é clínico,
baseado em avaliações cognitivas, exames de imagem e laboratoriais. O tratamento é multidisciplinar, focando no
controle de sintomas, suporte ao paciente e familiares, e intervenções não farmacológicas e farmacológicas para
retardar a progressão da doença.
1.
Alzheimer's Association. Alzheimer's Disease Facts and Figures [Internet]. 2023 [cited 2023 Oct 10]. Available from: O
diagnóstico é clínico, baseado em avaliações cognitivas, exames de imagem e laboratoriais. O tratamento é
multidisciplinar, focando no controle de sintomas, suporte ao paciente e familiares, e intervenções não farmacológicas
e farmacológicas para retardar a progressão da doença.
2.
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures
https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures
https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures
https://www.alz.org/alzheimers-dementia/facts-figures

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