Prévia do material em texto
HERNIA INGUINAL – NEONATOLOGIA DEFINIÇÃO: A hérnia inguinal se caracteriza por uma tumoração na região inguinal que aparece ou aumenta de volume com o esforço ou choro; Acomete até 5% da população e pode estar presente desde o nascimento. A ocorrência da hérnia inguinal em meninos está relacionada ao desenvolvimento dos testículos. Os testículos se desenvolvem dentro do abdômen e, durante o sétimo mês de gravidez, descem para o escroto. No caminho da parede do abdômen, eles passam pelo canal inguinal e, depois que alcançam o escroto, essa abertura do canal inguinal deve fechar. Mas, em alguns casos isso não acontece e uma hérnia se forma nessa região. Nas meninas, a hérnia pode ser causada por uma parte da trompa de Falópio ou de um ovário que ficam salientes. A hérnia indireta: é a mais prevalente durante a infância e ocorre devido ao não fechamento do conduto peritovaginal. A hérnia direta: se dá por um enfraquecimento da musculatura abdominal, sendo esse quadro menos comum. SINTOMAS: • Protuberância na virilha ou no escroto. • Dor no local afetado; • Desconforto para tossir, evacuar ou realizar esforço físico; • Náuseas e vômitos em casos isolados. Encarceramento: uma parte do intestino fica aprisionada no escroto. A saliência pode se tornar firme, dolorosa, inchada e a pele pode ficar avermelhada. Estrangulamento: Se o intestino ficar preso, o fornecimento de sangue pode ser cortado. Causa dor constante e de aumento gradual, geralmente com náusea e vômito. A protuberância fica sensível e a pele pode ficar vermelha. A parte do intestino que sofreu estrangulamento pode morrer em algumas horas. CAUSAS: A hérnia inguinal infantil é causada pelo não fechamento do canal inguinal durante a vida intrauterina, DIAGNÓSTICO: Os pais ou o pediatra encaminham a criança ao cirurgião porque observaram uma tumoração na área inguinal ou na bolsa escrotal, mas nem sempre ela está presente no momento do exame. O médico urologista é responsável por realizar a avaliação física do paciente, através da visualização do local e apalpamento, sendo necessário muitas vezes tossir ou realizar a manobra de Valsalva (prender a respiração) para uma visualização mais aparente da hérnia inguinal. TRATAMENTO: O tratamento para a hérnia inguinal em crianças é cirúrgico e deve ser realizado assim que for diagnosticada, pois não se resolve espontaneamente e corre risco de encarceramento, principalmente nos primeiros meses de vida. O objetivo é evitar complicações, como o encarceramento e o estrangulamento de órgãos, que podem ser mais comuns nos primeiros meses de vida. O procedimento consiste em fechar a abertura do conduto peritoneo-vaginal, impedindo, assim, a protrusão dos órgãos. DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM: Dor aguda: A hérnia inguinal pode ser dolorosa, especialmente se houver estrangulamento ou encarceramento da hérnia, causando dor intensa e desconforto. Integridade da pele prejudicada: CUIDADOS DE ENFERMAGEM: Os cuidados de enfermagem com um recém-nascido com hérnia inguinal podem incluir: • Monitoramento dos sinais vitais • Observação e anotação de características da dor • Administração de analgésicos • Atenção à incisão cirúrgica, sinais de inflamação e/ou sangramento • Observação e registro da frequência de evacuações • Estimulação da ingestão de líquidos e da deambulação • Estimulação de atividades recreativas • Oferecimento de apoio e estímulo à exposição dos sentimentos • Orientação sobre a rotina e a importância da higiene oral Os cuidados pós-operatórios incluem: • Evitar esforço físico ou ficar muito tempo sentado • Evitar dobrar a região até que a cirurgia cicatrize • Evitar dormir de bruços • Manter uma dieta balanceada