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Paciente, sexo feminino, 21 anos, foi admitida na UPA, com quadro de dor súbita em andar inferior do abdômen que depois se generalizou, febre e relatos de "sensação de falta de ar", sem conseguir se alimentar ou urinar nas últimas 8 horas. Relata que foi operada há 5 dias em decorrência de ser portadora de endometriose profunda. No relatório de alta havia a informação que fora submetida a ressecção dos focos endometrióticos e retossegmoidectomia segmentar com anastomose colorretal término-terminal mecânica, por via laparoscópica, sem intercorrências e recebendo alta no 3° dia de pós-admissão tinha fascies de dor, palidez cutâneo mucosa, taquicardia (FC= 144 bpm), taquipneia (FR = 37 irpm), no abdômen havia aumento da tensão abdominal com dor a palpação superficial e profunda e descompressa brusca positiva em todo abdômen.
Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
A) Retenção aguda.
B) Endomiometrite pós-cirúrgica.
C) Deiscência de anastomose intestinal.
D) Sangramento de foco tico residual.
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Praticando Para Aprender

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Analisando o caso: - Paciente com dor abdominal súbita que se generalizou, febre, taquicardia, taquipneia, aumento da tensão abdominal e sinal de descompressão brusca positivo (sinal de irritação peritoneal). - História recente de cirurgia abdominal (reto-sigmoidectomia com anastomose colorretal). - Sintomas graves e sinais de peritonite. Esses sinais indicam uma complicação grave pós-operatória, muito compatível com deiscência de anastomose intestinal, que é a abertura ou falha da sutura da anastomose, levando a vazamento de conteúdo intestinal para a cavidade abdominal, causando peritonite. As outras alternativas são menos prováveis: - A) Retenção aguda: não explica o quadro de peritonite e sinais sistêmicos graves. - B) Endomiometrite pós-cirúrgica: geralmente ocorre após cesariana, não após ressecção intestinal, e não causa peritonite generalizada. - D) Sangramento de foco tico residual: não há sinais claros de sangramento ativo, e o quadro é mais compatível com infecção/peritonite. Resposta correta: C) Deiscência de anastomose intestinal.

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Homem, 78 anos, com queixa de dor à deambulação bilateral, porém mais intensa em membro inferior esquerdo há 20 anos. Há 4 horas apresentou dor súbita em pé direito, frialdade e parestesia. É portador de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo ativo. Ao exame físico: bom estado geral, corado e hidratado. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, PA: 180 X 100 mmHg e frequência cardíaca de 67 bpm. Exame físico vascular: presença de pulsos femorais bilaterais, porém ausência de pulsos poplíteos ou mais distais bilateralmente. pé direito está frio, com perda sensitiva, porém sem fraqueza muscular e sinal doppler arterial ausente neste pé. Apresenta ainda cianose não fixa de pododáctilos em pé direito. Não há lesões tróficas.
Qual diagnóstico e a melhor conduta?
A) Obstrução arterial crônica agudizada. Deve-se iniciar anticoagulação e, se não houver melhora em 24 horas, está indicada exploração arterial.
B) Obstrução arterial crônica com isquemia crítica. Paciente deve ser internado e solicitado inicialmente um ultrassom arterial que auxiliará na estratégia cirúrgica.
C) Obstrução arterial aguda de provável origem trombótica em paciente com doença arterial crônica subjacente. Deve ser iniciado antiagregação e anticoagulação imediatas e realizado um exame de imagem inicialmente.
D) Doença arterial obstrutiva periférica com claudicação limitante e embolia aguda sobrejacente em membro mais sadio. Está indicado trombólise e exploração cirúrgica para realização de tromboembolectomia à Fogarty.

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