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DOENÇAS DEGENERATIVAS E
REUMÁTICAS EM IDOSOS
DISCIPLINA: Fisiopatologia aplicada à Saúde do Idoso 
PROFESSORA: Ana Rafaela C.
 As patologias de origem degenerativa e
reumática são as que mais comumente afetam
o sistema locomotor de idosos (MAGEE, 2002).
• Osteoartrose (OA)-condição crônica responsável por 65% da incapaci-
dade presente na população idosa brasileira (CAMARANO, 1999).
• Gota-síndrome provocada pela cristalização de ácido úrico na forma de
uratos nas articulações (LEMOS, ANDRADE FILHO, AYMORÉ & BARBOSA,
2000).
• Artrite reumatóide do adulto-acomete cerca de 1% da população adulta,
principalmente entre 35 e 65 anos (BELFORT JÚNIOR & NETO, 2003).
• Osteoporose-doença óssea mais comum em idosos, decorrente da di-
minuição da matriz óssea do osso (GUYTON, 1993).
Entre estas patologias, as de maior importância
clínica para o fisioterapeuta são:
• Fibromialgia-presente em 2% da população norte-americana com idade
entre 30 e 60 anos (COSTA & COSTA, 2003).
• Dupuytren-afeta principalmente homens, usualmente entre os 50 e 70
anos (MAGEE, 2002).
Tais patologias apresentam grande morbidade e, na maioria das vezes, o
objetivo do tratamento é impedir a sua progressão, diminuir suas seqüelas e
estabilizá-las. 
Osteoartrose
Osteoartrose
A osteoartrose (OA) é uma condição clínica que se encontra associadas
a doenças distintas, mas com resultados biológicos, clínicos e
morfológicos semelhantes. 
 Pode ser resultante tanto do envelhecimento fisiológico da
articulação, como causada pelas seqüelas de traumas, infecções
desvios axiais ou instabilidades ligamentares.
 Caracteriza-se pela degeneração progressiva da cartilagem articular,
não inflamatória, levando à perda da superfície articular comum,
coexistindo esclerose ósseo subcondral e proeminências ósseas nas
bordas articulares (osteófitos).
Osteoartrose
A OA pode ser classificada em primária ou secundária. 
A primária tem causa desconhecida, podendo estar ligada a
fenômenos degenerativos que se iniciam já na segunda e terceira
décadas de vida e progridem com o avançar da idade, atingindo cerca
de 80% a 85% da população acima dos 70 anos.
 A secundária surge em qualquer idade, em articulação que já tenha
sofrido alterações por outras patologias ou anomalias congênitas.
 Na prática, raramente é possível distinguir entre artrose primária e
secundária, já que as lesões degenerativas são as mesmas. 
Osteoartrose
A OA é uma condição crônica responsável por 65% da incapacidade
presente na população idosa brasileira. 
Metade da incapacidade atribuída a OA em idosos é causada pela dor,
dificuldade de locomoção e falta de convívio social. 
A articulação temporomandibular (ATM), a coluna, o punho e os dedos
das mãos, o quadril e o joelho são os locais mais acometidos. 
A OA no joelho e no quadril é a principal causa de incapacidade em
países desenvolvidos. 
Os principais sintomas da OA são dores profundas (que pioram com o
movimento), rigidez matinal, crepitação e limitação de movimentos. 
Os pacientes com doença primária costumam não apresentar sintomas
até a sexta década de vida.
 Na coluna vertebral a presença de osteófitos pode causar a
compressão de raízes nervosas cervicais e lombares, levando a dores
radiculares, espasmos musculares, atrofia muscular e déficits
neurológicos. 
Osteoartrose
Osteoartrose
O fator de risco mais importante para o desenvolvimento da OA é a idade,
mesmo quando o envelhecimento não causa sintomas e alterações típicas
dessa doença. 
As mulheres idosas apresentam um acometimento mais frequente de
mãos, pés, joelhos e coluna cervical. 
Nos homens o acometimento mais comum é dos quadris e coluna lombar.
 
A obesidade possui uma associação positiva com a OA, principalmente de
joelho. 
O histórico familiar é um importante fator predisponente para a forma
primária. 
Osteoartrose
 Trauma articular, presença de deformidades, ósseas ou de instabi-
lidade articular. 
A fraqueza muscular associada à diminuição da propriocepção articular,
atualmente, também é considerada como fator de risco para o desen-
volvimento da OA (FREITAS et al., 2002).
Também são fatores de risco:
Osteoartrose
A causa primária é um microtrauma persistente que cria um impacto entre
as superfícies articulares, tal microtrauma pode se originar da perda
 de dentes posteriores ou de oclusão.
O paciente com histórico de OA da ATM normalmente queixa-se de rigidez
e dor na região da articulação ao acordar, que diminui com o passar do dia
(MAGEE, 2002).
Osteoartrose da Articulação Temporomandibular
Osteoartrose
Entre as mudanças provocadas pelo processo fisiológico do
envelhecimento estão as alterações na estrutura e função do disco e de
suas estruturas adjacentes.
 A diminuição da quantidade de líquido dentro do disco causa a
diminuição de sua altura e, conseqüentemente, altera a relação entre
as articulações zigoapofisárias, ocorrendo dois fenômenos:
1. Aumento do estresse compressivo entre as estruturas articulares.
2. Diminuição da tensão dos ligamentos posteriores da coluna.
Osteoartrose da Coluna Vertebral
As características da OA do punho são idade superior a 35 anos, limitação de flexão e
extensão de punho em movimentos ativos e passivos. 
 Possível fraqueza nos movimentos de punho, dor no deslizamento antero-posterior da
radiocárpica e da mediocárpica e dor afetando os ossos do carpo.
Na mão, a OA pode ser identificada pela presença dos nódulos de Bouchard (na articulação
interfalangeana proximal) e de Heberden (na interfalangeana distal)
 Esses nódulos são múltiplos e aparecem gradualmente com pouca ou nenhuma dor, embora
às vezes possam apresentar sinais inflamatórios importantes.
Osteoartrose:
Osteoartrose do Complexo Punho-Mão
Osteoartrose
A OA é a condição dolorosa mais comum do quadril e ocorre juntamente com a degeneração da cartilagem
e subseqüente mudança no tecido articular.
A prevalência é de 10% a 15% na população com mais de 55 anos. 
Trauma e mau alinhamento, como a anteversão femoral, podem estar envolvidos com o seu surgimento. 
Cerca de 50% dos casos são idiopáticos. 
 Mudanças biomecânicas, como alterações presentes desde a nascença, alterações teciduais decorrentes do
processo de envelhecimento, estresse repetitivo, manutenção do peso do corpo sobre o quadril por longos
períodos ou interação desses fatores podem desencadear a doença. 
 Os fatores mais associados à OA de quadril são o aumento da idade e do índice de massa corporal (IMC). 
Osteoartrose do Quadril
A OA de joelho pode acometer tanto a articulação patelofemoral quanto à
articulação tibiofemoral.
 Na articulação patelofemoral a mudança da cartilagem na faceta medial da
patela é o fator causador de OA mais comum. 
 Como o complexo do joelho está sujeito a muita carga, e a sua estrutura é
mais complexa que as de outras articulações, como as do quadril e do
tornozelo, ele é mais susceptível a traumas e a patologias crônica. 
Osteoartrose
Osteoartrose de Joelho
Fibromialgia
 A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica de etiologia ainda
desconhecida, na qual o paciente desenvolve uma maior percepção dolorosa
relacionada a estimulação da via nociceptiva.
É caracterizada pela presença de dor musculoesquelética difusa associada a
fadiga, distúrbios do sono, transtornos do humor entre outros sintomas.
Conceito
Acomete 6 vezes mais mulheres, principalmente na faixa etária de 20 a 55 anos,
do que homens, apresentando prevalência mundial em aproximadamente 5% da
população.
 Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as
mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.
 Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais
mulheres. 
A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos.
Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e
adolescentes.
 Epidemiologia
Dor crônica generalizada há mais de 3 meses, com predominância
musculoesquelética. 
Pode iniciar-se de forma localizada e posteriormentetornar-se
generalizada, correlacionada muitas vezes a um evento estressante,
com padrão variável de intensidade, de moderada a forte, e
migratória ao longo dos dias, relatada tanto em repouso quanto em
movimento. 
 Incapacitante associada a fadiga, sono não reparador e transtornos
do humor, destacando-se a ansiedade, a depressão, a síndrome do
pânico e o transtornos obsessivo-compulsivos. .
Quadro clínico 
O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo
corpo. 
Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando
começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se
generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente
mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. 
Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos
pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. 
Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas
articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração
da musculatura em resposta à dor.
A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase
95% dos pacientes. 
Sintomas
A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia.
 Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem
todo paciente com fibromialgia tem depressão. 
Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão
mascarada”. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve
pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema
psicológico através da dor.
 Imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma
maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso
central. 
Sintomas
O que causa a Fibromialgia?
Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam
uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. 
Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um
“termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema
nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro
fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.
A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como
um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o
quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o
corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não
ainda é desconhecido.
 De modo geral o paciente não apresenta alterações no exame físico
musculoesquelético e neurológico que justifiquem a sintomatologia referida. 
Destaca-se a presença de sensibilidade dolorosa, de caráter variável, nos chamados
“tender points”
Exame físico
Diagnóstico
O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de
exames para comprovar que ela está presente. 
Índice de dor generalizada (Widespread Pain Index –WPI) maior ou igual
a 7 e pontuação da escala de severidade dos sintomas (Symptom Severity
– SS) maior ou igual a 5 OU WPI entre 3 a 6 e pontuação da escala de SS
maior ou igual a 9;
Os sintomas devem estar presentes em um nível similar por no mínimo 3
meses;
O paciente não deve ter outra condição de saúde que explicaria a dor.
 O paciente é diagnosticado com fibromialgia se as
seguintes três condições são satisfeitas:
Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são:
a) dor por mais de três meses em todo o corpo 
b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-
estabelecidos).
Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem
todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado.
Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente,
quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o
diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM,
como a alteração do sono e fadiga.
Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a
fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta
síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO
EXAMES QUE O COMPROVEM.
Sintomas
Diagnóstico
Diagnóstico
TRATAMENTO
FISIOTERAPÊUTICO
 Educação do paciente: explicar ao paciente o que é a doença, os
fatores precipitantes de dor, prognóstico e importância da adesão ao
tratamento. 
Atividade física: é fundamental combater o sedentarismo, orientar
realização de atividades aeróbica, alongamento e fortalecimento
muscular, por no mínimo 30 min, 3 vezes na semana, como por
exemplo: caminhadas, yoga, pilates, hidroterapia.
Fisioterapia 
Orientações sobre higiene do sono.
 Terapia cognitivo comportamental.
Tratamento não farmacológico
 Dor leve a moderada: analgésicos (paracetamol ou dipirona). 
 Dor intensa: duloxetina (30 a 60mg/dia), pregabalina (75mg a 450
mg/dia) e tramadol. 
Sono muito comprometido: amitriptilina (10 a 25mg/dia),
pregabalina e ciclobenzaprina (5 a 30 mg/dia).
Tratamento farmacológico
A fibromialgia tende a ser crônica, mas pode se resolver
espontaneamente se o estresse diminuir. Mesmo com o tratamento
apropriado, muitas pessoas continuam apresentando sintomas em
certo grau.
Prognóstico para fibromialgia
9 verdades sobre a
fibromialgia
A fibromialgia é uma doença
psicológica?
A síndrome pode aparecer depois de eventos graves como um trauma
físico, psicológico ou mesmo uma infecção.
 O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a fibromialgia ainda é
desconhecido.
 No entanto, suspeita-se que a doença seja provocada por fatores
genéticos, neurológicos, psicológicos ou imunológicos.
Existem exames complementares
para confirmar o distúrbio?
O diagnóstico da doença é apenas clínico, ou seja, não há exames
complementares que confirmem ou excluam sua existência.
 Conversa entre o médico reumatologista e o paciente para
diagnosticar a fibromialgia e descartar outros problemas.
A fibromialgia é um tipo de artrite?
Um dos grandes erros das pessoas é acharem que a fibromialgia é um
tipo de artrite e, com isso, realizar o tratamento inadequado.
 A grande diferença entre eles é que a fibromialgia não causa nenhum
tipo de inflamação ou dano aos músculos, tecidos, articulações ou
órgãos, diferentemente de outra doença reumática. 
Porém podem atuarem de forma associada.
A fibromialgia tem cura?
Apesar de não avançar ao longo dos anos, a fibromialgia não tem cura. 
Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e
limitação funcional, além de complicações com bastante impacto sobre a
qualidade de vida do paciente. 
 Importante realizar o tratamento adequado para controlar os sintomas
e proporcionar qualidade de vida para o paciente.
Quem tem fibromialgia pode praticar
exercícios físicos?
A prática de atividade física regular é considerada uma grande aliada no
tratamento da fibromialgia, pois promove tanto o ganho de força
muscular quanto o relaxamento corporal.
 Com isso, há o alívio das dores e de outros sintomas comuns da
fibromialgia, como fadiga e dificuldade para dormir, promovendo um
aumento no bem-estar em geral.
Com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos
quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível
que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa
viver normalmente.
A alimentação pode auxiliar no tratamento da
síndrome?
A alimentação pode auxiliar no tratamento da
síndrome?
A alimentação pode desempenhar um papel complementar no
tratamento da fibromialgia. Embora não haja uma dieta específica
recomendada para a fibromialgia, algumas intervenções dietéticas
mostraram potencial em aliviar os sintomas.
A adoção de dietas que excluem alimentos inflamatórios, como glúten e
alimentos ultraprocessados, pode melhorar os resultados relatados
pelos pacientes.
Pessoas com fibromialgia precisam fazer
terapia psicológica?
Como a síndromepode afetar a vida social, profissional e emocional
do paciente, a terapia psicológica é indicada para que a pessoa
aprenda a lidar com a fibromialgia e seus desafios.
Além disso, sugere-se que a pessoa pratique algum tipo de técnica de
relaxamento e respiração, pois isso costuma aliviar não somente a dor,
mas o quadro de depressão e insônia.
Existe atendimento para a
fibromialgia no SUS?
O atendimento à pessoa com fibromialgia no âmbito do SUS é realizado de forma
ampla e integral, estando inseridos em todos os níveis de atenção.
 Na atenção básica são ofertados os cuidados clínicos por equipe multiprofissional,
incluindo acolhimento, avaliação de história clínica e acompanhamento longitudinal,,
além de tratamento com práticas integrativas e complementares, analgesia
medicamentosa e não medicamentosa, cuidados em fisioterapia e sessões de
acupuntura.
Na atenção especializada são disponibilizadas consultas com médico reumatologista
e outros profissionais da saúde, além da reabilitação física assistindo o paciente de
forma integral, englobando ações e serviços de promoção e proteção da saúde,
prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e
manutenção da saúde.
Gota
ARTRITE GOTOSA 
A Gota é uma síndrome provocada pela cristalização de ácido úrico na
forma de uratos nas articulações e tecidos periarticulares. 
A hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue) é um fator
determinante em sua etiologia, no entanto ,apenas 20% dos
hiperuricêmicos apresentarão sintomas de gota.
Gota
Gota
A gota pode ser primária ou secundária, sendo que, na forma primária o
defeito metabólico é desconhecido e representa a grande maioria dos
casos (90%). 
A gota secundária é devido a alguma doença conhecida, genética ou
não, que resulta em hiperuricemia. 
 A obesidade e o uso de diuréticos estão associados a hiperuricemia,
sendo maior a incidência em homens hipertensos, independentemente
da faixa etária.
Gota
O caráter familiar deve ser considerado, os homens são mais acometidos
(95% dos casos) e as mulheres são acometidas, mais comumente, após a
menopausa.
A patologia se caracteriza por dor muito forte atingindo articulações do pé
(principalmente hálux), joelho e cotovelo Na palpação, articulações com gota aguda
apresentam-se secas e rígidas 
O surgimento de crises de gota está relacionado, muitas vezes, ao abuso de
bebidas alcoólicas, alimentação inadequada ou traumas, desaparecendo após
alguns dias ou semanas. 
As crises recorrentes de gota aguda nas mesmas articulações podem levar à
destruição da cartilagem articular, espessamento crônico da sinóvia e a OA
secundária, recebendo o nome de artrite gotosa crônica. 
Em alguns casos, as crises podem ser seguidas por uma fase sem sintomas que
perdura por meses ou, até mesmo, anos. 
Gota
Artrite Reumatóide do
Adulto
A artrite reumatóide (AR) é um distúrbio inflamatório, de causa
desconhecida que chega a afetar vários tecidos e órgãos – como pele, vasos
sanguíneos, coração, pulmões, músculos e, principalmente, articulações. 
 A AR acomete cerca de 1% da população adulta, sendo 3 vezes mais severa
em mulheres, tem aspecto familiar e pico de incidência entre 35 e 65 anos. 
Artrite Reumatóide do Adulto
Artrite Reumatóide do Adulto
Nas articulações, a AR produz uma sinovite que pode evoluir para
destruição da cartilagem e anquilose das articulações.
 As articulações atingidas são as do cotovelo, do complexo punho-mão
(radiocárpica, metacárpicas e interfalangea-nas proximais), do joelho, do
tornozelo e do pé.
Em alguns casos, a coluna vertebral cervical pode ser afetada mas, a região
lombossacra e os quadris são poupados (COTRAN, 2000).
Artrite Reumatóide do Adulto
O início da AR pode ser gradual ou abrupto, articular ou sistêmico (febre
e mal-estar) e o curso clínico, inicialmente, é imprevisível. 
Um terço dos casos apresenta remissão espontânea, um terço estabiliza
e um terço desenvolve agravamento progressivo. 
As causas da AR ainda são desconhecidas, sugere-se que seja uma
manifestação de resposta a um agente infeccioso em um indivíduo
geneticamente suscetível. 
Artrite Reumatóide do Adulto
A dor agravada por movimentos nas articulações e a rigidez
matinal são as principais características da AR. 
Em casos mais graves, a rigidez matinal só alivia parcialmente,
permanecendo, em menor intensidade, durante o restante do dia. 
Podem ocorrer, também, sintomas de fadiga crônica. 
A AR em casos mais graves é responsável pelo surgimento de
diversas deformidades, principalmente nas mãos, como:
Artrite Reumatóide do Adulto
• Deformidade de boutonnière: extensão da metacarpofalangeana e da
interfalangeana distal e flexão da interfalangeana proximal. 
 
Artrite Reumatóide do Adulto
Deformidade de pescoço de cisne: flexão da metacarpofalangeana e da
interfalangeana distal e hiperextensão da interfalangeana proximal. 
Resulta da contratura dos músculos intrínsecos da mão.
Artrite Reumatóide do Adulto
Desvio ulnar: desvio ulnar dos dedos e fraqueza das estruturas capsuares e
ligamentares das metacarpofalangeanas. 
Resulta da ação de arco do músculo extensor comum dos dedos. 
Artrite Reumatóide do Adulto
Deformidade em Z do polegar: flexão da metacarpofalangeana e
hiperextensão da interfalangeana do polegar. 
Esta deformidade tanto pode estar relacionada a AR como pode ter
caráter hereditário.
Tratamento
Fisioterapêutico 
O tratamento fisioterápico das doenças degenerativas e reumáticas do sistema
locomotor depende, basicamente, de dois fatores: da patologia e da fase em
que ela se encontra.
Durante a fase de exacerbação recomenda-se a utilização de medidas
paliativas para o alívio da dor, o uso de órteses. 
Durante a sequência do tratamento, os recursos terapêuticos devem ser
utilizados de acordo com o objetivo a ser atingido e a patologia a ser tratada.
Tratamento Fisioterapêutico 
A mobilização, em pequenos graus, é indicada para o ganho de ADM e alívio
da dor em casos de OA. 
 A espondilolistese contra-indica a manipulação da coluna vertebral no nível
da lesão, podendo ser realizada em níveis superiores. 
Um importante objetivo durante o tratamento da OA e da contratura de Du-
puytren é o ganho de flexibilidade. 
 
As técnicas específicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP),
podem ser usadas para ganho na ADM, na presença ou ausência de dor,
respectivamente. 
Tratamento Fisioterapêutico 
Tratamento Fisioterapêutico 
O TENS vêm sendo utilizado para diferentes condições clínicas como OA, artrite
reumatóide e lombalgias.
A Drenagem Linfática manual é indicada nos casos de edema persistente.
Agentes físicos externos que provoquem a compressão dos vasos linfáticos de forma
leve e suave auxiliam no processo de remoção e absorção do liquido intersticial
excedente. 
Após a diminuição da dor, do edema e do processo inflamatório pode se dar início a
um programa de fortalecimento muscular. 
Essa parte do tratamento deve ser individualizada, baseada na severidade dos
sintomas, no grau de incapacidade, no nível de atividade do paciente e em suas
expectativas. 
Atuação de Outros Profissionais de
Saúde
Normalmente, o tratamento das patologias reumáticas ou degenerativas do
sistema locomotor tem início dentro do consultório médico.
 O médico é responsável pelo diagnóstico da patologia, bem como pela
elaboração da propedêutica medicamentosa pertinente ao quadro do paciente.
Assim é importante que o fisioterapeuta mantenha um contato constante com
o médico de referência do paciente e que saiba, também, o efeito dos
medicamentos usados.
 Tais medicamentos podem variar desde o paracetamol até os
corticoesteróides (como ocorre em casos de AR mais graves). 
Atuação de Outros Profissionais de Saúde
O tratamento psicológico e/ou a terapia cognitivo-comportamental são de
grande valia no tratamento da fibromialgia. 
Da mesma forma, pacientes portadores de AR podem apresentar uma
personalidade artrítica, demonstrando várias alterações comportamentais quepodem atuar como mecanismo de gatilho para o desenvolvimento da doença.
Daí a importância do amparo psicológico também nestes casos. 
Para o tratamento da gota é fundamental o acompanhamento de um
nutricionista, pois o surgimento de crises de gota, muitas vezes, está relacionado
à alimentação inadequada 
Após o término do tratamento de todas as patologias discutidas, é interessante
que se encaminhe o paciente para um profissional de educação física. 
REFERÊNCIAS 
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos-
articulares-e-musculares/doen%C3%A7as-dos-m%C3%BAsculos-bursas-e-
tend%C3%B5es/fibromialgia. 
ABREU, Flávia. "Fisioterapia geriátrica." Rio de Janeiro: SHAPE (2005).
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
ELABORAR MAPA MENTAL SOBRE AS
DOENÇAS E SUAS CARACTERÍSTICAS
OBRIGADA! 
@rafaelaacardozofisio
rafaelacardozofisio@gmail.com

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