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DOENÇAS DEGENERATIVAS E REUMÁTICAS EM IDOSOS DISCIPLINA: Fisiopatologia aplicada à Saúde do Idoso PROFESSORA: Ana Rafaela C. As patologias de origem degenerativa e reumática são as que mais comumente afetam o sistema locomotor de idosos (MAGEE, 2002). • Osteoartrose (OA)-condição crônica responsável por 65% da incapaci- dade presente na população idosa brasileira (CAMARANO, 1999). • Gota-síndrome provocada pela cristalização de ácido úrico na forma de uratos nas articulações (LEMOS, ANDRADE FILHO, AYMORÉ & BARBOSA, 2000). • Artrite reumatóide do adulto-acomete cerca de 1% da população adulta, principalmente entre 35 e 65 anos (BELFORT JÚNIOR & NETO, 2003). • Osteoporose-doença óssea mais comum em idosos, decorrente da di- minuição da matriz óssea do osso (GUYTON, 1993). Entre estas patologias, as de maior importância clínica para o fisioterapeuta são: • Fibromialgia-presente em 2% da população norte-americana com idade entre 30 e 60 anos (COSTA & COSTA, 2003). • Dupuytren-afeta principalmente homens, usualmente entre os 50 e 70 anos (MAGEE, 2002). Tais patologias apresentam grande morbidade e, na maioria das vezes, o objetivo do tratamento é impedir a sua progressão, diminuir suas seqüelas e estabilizá-las. Osteoartrose Osteoartrose A osteoartrose (OA) é uma condição clínica que se encontra associadas a doenças distintas, mas com resultados biológicos, clínicos e morfológicos semelhantes. Pode ser resultante tanto do envelhecimento fisiológico da articulação, como causada pelas seqüelas de traumas, infecções desvios axiais ou instabilidades ligamentares. Caracteriza-se pela degeneração progressiva da cartilagem articular, não inflamatória, levando à perda da superfície articular comum, coexistindo esclerose ósseo subcondral e proeminências ósseas nas bordas articulares (osteófitos). Osteoartrose A OA pode ser classificada em primária ou secundária. A primária tem causa desconhecida, podendo estar ligada a fenômenos degenerativos que se iniciam já na segunda e terceira décadas de vida e progridem com o avançar da idade, atingindo cerca de 80% a 85% da população acima dos 70 anos. A secundária surge em qualquer idade, em articulação que já tenha sofrido alterações por outras patologias ou anomalias congênitas. Na prática, raramente é possível distinguir entre artrose primária e secundária, já que as lesões degenerativas são as mesmas. Osteoartrose A OA é uma condição crônica responsável por 65% da incapacidade presente na população idosa brasileira. Metade da incapacidade atribuída a OA em idosos é causada pela dor, dificuldade de locomoção e falta de convívio social. A articulação temporomandibular (ATM), a coluna, o punho e os dedos das mãos, o quadril e o joelho são os locais mais acometidos. A OA no joelho e no quadril é a principal causa de incapacidade em países desenvolvidos. Os principais sintomas da OA são dores profundas (que pioram com o movimento), rigidez matinal, crepitação e limitação de movimentos. Os pacientes com doença primária costumam não apresentar sintomas até a sexta década de vida. Na coluna vertebral a presença de osteófitos pode causar a compressão de raízes nervosas cervicais e lombares, levando a dores radiculares, espasmos musculares, atrofia muscular e déficits neurológicos. Osteoartrose Osteoartrose O fator de risco mais importante para o desenvolvimento da OA é a idade, mesmo quando o envelhecimento não causa sintomas e alterações típicas dessa doença. As mulheres idosas apresentam um acometimento mais frequente de mãos, pés, joelhos e coluna cervical. Nos homens o acometimento mais comum é dos quadris e coluna lombar. A obesidade possui uma associação positiva com a OA, principalmente de joelho. O histórico familiar é um importante fator predisponente para a forma primária. Osteoartrose Trauma articular, presença de deformidades, ósseas ou de instabi- lidade articular. A fraqueza muscular associada à diminuição da propriocepção articular, atualmente, também é considerada como fator de risco para o desen- volvimento da OA (FREITAS et al., 2002). Também são fatores de risco: Osteoartrose A causa primária é um microtrauma persistente que cria um impacto entre as superfícies articulares, tal microtrauma pode se originar da perda de dentes posteriores ou de oclusão. O paciente com histórico de OA da ATM normalmente queixa-se de rigidez e dor na região da articulação ao acordar, que diminui com o passar do dia (MAGEE, 2002). Osteoartrose da Articulação Temporomandibular Osteoartrose Entre as mudanças provocadas pelo processo fisiológico do envelhecimento estão as alterações na estrutura e função do disco e de suas estruturas adjacentes. A diminuição da quantidade de líquido dentro do disco causa a diminuição de sua altura e, conseqüentemente, altera a relação entre as articulações zigoapofisárias, ocorrendo dois fenômenos: 1. Aumento do estresse compressivo entre as estruturas articulares. 2. Diminuição da tensão dos ligamentos posteriores da coluna. Osteoartrose da Coluna Vertebral As características da OA do punho são idade superior a 35 anos, limitação de flexão e extensão de punho em movimentos ativos e passivos. Possível fraqueza nos movimentos de punho, dor no deslizamento antero-posterior da radiocárpica e da mediocárpica e dor afetando os ossos do carpo. Na mão, a OA pode ser identificada pela presença dos nódulos de Bouchard (na articulação interfalangeana proximal) e de Heberden (na interfalangeana distal) Esses nódulos são múltiplos e aparecem gradualmente com pouca ou nenhuma dor, embora às vezes possam apresentar sinais inflamatórios importantes. Osteoartrose: Osteoartrose do Complexo Punho-Mão Osteoartrose A OA é a condição dolorosa mais comum do quadril e ocorre juntamente com a degeneração da cartilagem e subseqüente mudança no tecido articular. A prevalência é de 10% a 15% na população com mais de 55 anos. Trauma e mau alinhamento, como a anteversão femoral, podem estar envolvidos com o seu surgimento. Cerca de 50% dos casos são idiopáticos. Mudanças biomecânicas, como alterações presentes desde a nascença, alterações teciduais decorrentes do processo de envelhecimento, estresse repetitivo, manutenção do peso do corpo sobre o quadril por longos períodos ou interação desses fatores podem desencadear a doença. Os fatores mais associados à OA de quadril são o aumento da idade e do índice de massa corporal (IMC). Osteoartrose do Quadril A OA de joelho pode acometer tanto a articulação patelofemoral quanto à articulação tibiofemoral. Na articulação patelofemoral a mudança da cartilagem na faceta medial da patela é o fator causador de OA mais comum. Como o complexo do joelho está sujeito a muita carga, e a sua estrutura é mais complexa que as de outras articulações, como as do quadril e do tornozelo, ele é mais susceptível a traumas e a patologias crônica. Osteoartrose Osteoartrose de Joelho Fibromialgia A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica de etiologia ainda desconhecida, na qual o paciente desenvolve uma maior percepção dolorosa relacionada a estimulação da via nociceptiva. É caracterizada pela presença de dor musculoesquelética difusa associada a fadiga, distúrbios do sono, transtornos do humor entre outros sintomas. Conceito Acomete 6 vezes mais mulheres, principalmente na faixa etária de 20 a 55 anos, do que homens, apresentando prevalência mundial em aproximadamente 5% da população. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais mulheres. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes. Epidemiologia Dor crônica generalizada há mais de 3 meses, com predominância musculoesquelética. Pode iniciar-se de forma localizada e posteriormentetornar-se generalizada, correlacionada muitas vezes a um evento estressante, com padrão variável de intensidade, de moderada a forte, e migratória ao longo dos dias, relatada tanto em repouso quanto em movimento. Incapacitante associada a fadiga, sono não reparador e transtornos do humor, destacando-se a ansiedade, a depressão, a síndrome do pânico e o transtornos obsessivo-compulsivos. . Quadro clínico O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo. Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração da musculatura em resposta à dor. A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes. Sintomas A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão. Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão mascarada”. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema psicológico através da dor. Imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso central. Sintomas O que causa a Fibromialgia? Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade. A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido. De modo geral o paciente não apresenta alterações no exame físico musculoesquelético e neurológico que justifiquem a sintomatologia referida. Destaca-se a presença de sensibilidade dolorosa, de caráter variável, nos chamados “tender points” Exame físico Diagnóstico O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Índice de dor generalizada (Widespread Pain Index –WPI) maior ou igual a 7 e pontuação da escala de severidade dos sintomas (Symptom Severity – SS) maior ou igual a 5 OU WPI entre 3 a 6 e pontuação da escala de SS maior ou igual a 9; Os sintomas devem estar presentes em um nível similar por no mínimo 3 meses; O paciente não deve ter outra condição de saúde que explicaria a dor. O paciente é diagnosticado com fibromialgia se as seguintes três condições são satisfeitas: Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são: a) dor por mais de três meses em todo o corpo b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré- estabelecidos). Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado. Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente, quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM, como a alteração do sono e fadiga. Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM. Sintomas Diagnóstico Diagnóstico TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Educação do paciente: explicar ao paciente o que é a doença, os fatores precipitantes de dor, prognóstico e importância da adesão ao tratamento. Atividade física: é fundamental combater o sedentarismo, orientar realização de atividades aeróbica, alongamento e fortalecimento muscular, por no mínimo 30 min, 3 vezes na semana, como por exemplo: caminhadas, yoga, pilates, hidroterapia. Fisioterapia Orientações sobre higiene do sono. Terapia cognitivo comportamental. Tratamento não farmacológico Dor leve a moderada: analgésicos (paracetamol ou dipirona). Dor intensa: duloxetina (30 a 60mg/dia), pregabalina (75mg a 450 mg/dia) e tramadol. Sono muito comprometido: amitriptilina (10 a 25mg/dia), pregabalina e ciclobenzaprina (5 a 30 mg/dia). Tratamento farmacológico A fibromialgia tende a ser crônica, mas pode se resolver espontaneamente se o estresse diminuir. Mesmo com o tratamento apropriado, muitas pessoas continuam apresentando sintomas em certo grau. Prognóstico para fibromialgia 9 verdades sobre a fibromialgia A fibromialgia é uma doença psicológica? A síndrome pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a fibromialgia ainda é desconhecido. No entanto, suspeita-se que a doença seja provocada por fatores genéticos, neurológicos, psicológicos ou imunológicos. Existem exames complementares para confirmar o distúrbio? O diagnóstico da doença é apenas clínico, ou seja, não há exames complementares que confirmem ou excluam sua existência. Conversa entre o médico reumatologista e o paciente para diagnosticar a fibromialgia e descartar outros problemas. A fibromialgia é um tipo de artrite? Um dos grandes erros das pessoas é acharem que a fibromialgia é um tipo de artrite e, com isso, realizar o tratamento inadequado. A grande diferença entre eles é que a fibromialgia não causa nenhum tipo de inflamação ou dano aos músculos, tecidos, articulações ou órgãos, diferentemente de outra doença reumática. Porém podem atuarem de forma associada. A fibromialgia tem cura? Apesar de não avançar ao longo dos anos, a fibromialgia não tem cura. Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, além de complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente. Importante realizar o tratamento adequado para controlar os sintomas e proporcionar qualidade de vida para o paciente. Quem tem fibromialgia pode praticar exercícios físicos? A prática de atividade física regular é considerada uma grande aliada no tratamento da fibromialgia, pois promove tanto o ganho de força muscular quanto o relaxamento corporal. Com isso, há o alívio das dores e de outros sintomas comuns da fibromialgia, como fadiga e dificuldade para dormir, promovendo um aumento no bem-estar em geral. Com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente. A alimentação pode auxiliar no tratamento da síndrome? A alimentação pode auxiliar no tratamento da síndrome? A alimentação pode desempenhar um papel complementar no tratamento da fibromialgia. Embora não haja uma dieta específica recomendada para a fibromialgia, algumas intervenções dietéticas mostraram potencial em aliviar os sintomas. A adoção de dietas que excluem alimentos inflamatórios, como glúten e alimentos ultraprocessados, pode melhorar os resultados relatados pelos pacientes. Pessoas com fibromialgia precisam fazer terapia psicológica? Como a síndromepode afetar a vida social, profissional e emocional do paciente, a terapia psicológica é indicada para que a pessoa aprenda a lidar com a fibromialgia e seus desafios. Além disso, sugere-se que a pessoa pratique algum tipo de técnica de relaxamento e respiração, pois isso costuma aliviar não somente a dor, mas o quadro de depressão e insônia. Existe atendimento para a fibromialgia no SUS? O atendimento à pessoa com fibromialgia no âmbito do SUS é realizado de forma ampla e integral, estando inseridos em todos os níveis de atenção. Na atenção básica são ofertados os cuidados clínicos por equipe multiprofissional, incluindo acolhimento, avaliação de história clínica e acompanhamento longitudinal,, além de tratamento com práticas integrativas e complementares, analgesia medicamentosa e não medicamentosa, cuidados em fisioterapia e sessões de acupuntura. Na atenção especializada são disponibilizadas consultas com médico reumatologista e outros profissionais da saúde, além da reabilitação física assistindo o paciente de forma integral, englobando ações e serviços de promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde. Gota ARTRITE GOTOSA A Gota é uma síndrome provocada pela cristalização de ácido úrico na forma de uratos nas articulações e tecidos periarticulares. A hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue) é um fator determinante em sua etiologia, no entanto ,apenas 20% dos hiperuricêmicos apresentarão sintomas de gota. Gota Gota A gota pode ser primária ou secundária, sendo que, na forma primária o defeito metabólico é desconhecido e representa a grande maioria dos casos (90%). A gota secundária é devido a alguma doença conhecida, genética ou não, que resulta em hiperuricemia. A obesidade e o uso de diuréticos estão associados a hiperuricemia, sendo maior a incidência em homens hipertensos, independentemente da faixa etária. Gota O caráter familiar deve ser considerado, os homens são mais acometidos (95% dos casos) e as mulheres são acometidas, mais comumente, após a menopausa. A patologia se caracteriza por dor muito forte atingindo articulações do pé (principalmente hálux), joelho e cotovelo Na palpação, articulações com gota aguda apresentam-se secas e rígidas O surgimento de crises de gota está relacionado, muitas vezes, ao abuso de bebidas alcoólicas, alimentação inadequada ou traumas, desaparecendo após alguns dias ou semanas. As crises recorrentes de gota aguda nas mesmas articulações podem levar à destruição da cartilagem articular, espessamento crônico da sinóvia e a OA secundária, recebendo o nome de artrite gotosa crônica. Em alguns casos, as crises podem ser seguidas por uma fase sem sintomas que perdura por meses ou, até mesmo, anos. Gota Artrite Reumatóide do Adulto A artrite reumatóide (AR) é um distúrbio inflamatório, de causa desconhecida que chega a afetar vários tecidos e órgãos – como pele, vasos sanguíneos, coração, pulmões, músculos e, principalmente, articulações. A AR acomete cerca de 1% da população adulta, sendo 3 vezes mais severa em mulheres, tem aspecto familiar e pico de incidência entre 35 e 65 anos. Artrite Reumatóide do Adulto Artrite Reumatóide do Adulto Nas articulações, a AR produz uma sinovite que pode evoluir para destruição da cartilagem e anquilose das articulações. As articulações atingidas são as do cotovelo, do complexo punho-mão (radiocárpica, metacárpicas e interfalangea-nas proximais), do joelho, do tornozelo e do pé. Em alguns casos, a coluna vertebral cervical pode ser afetada mas, a região lombossacra e os quadris são poupados (COTRAN, 2000). Artrite Reumatóide do Adulto O início da AR pode ser gradual ou abrupto, articular ou sistêmico (febre e mal-estar) e o curso clínico, inicialmente, é imprevisível. Um terço dos casos apresenta remissão espontânea, um terço estabiliza e um terço desenvolve agravamento progressivo. As causas da AR ainda são desconhecidas, sugere-se que seja uma manifestação de resposta a um agente infeccioso em um indivíduo geneticamente suscetível. Artrite Reumatóide do Adulto A dor agravada por movimentos nas articulações e a rigidez matinal são as principais características da AR. Em casos mais graves, a rigidez matinal só alivia parcialmente, permanecendo, em menor intensidade, durante o restante do dia. Podem ocorrer, também, sintomas de fadiga crônica. A AR em casos mais graves é responsável pelo surgimento de diversas deformidades, principalmente nas mãos, como: Artrite Reumatóide do Adulto • Deformidade de boutonnière: extensão da metacarpofalangeana e da interfalangeana distal e flexão da interfalangeana proximal. Artrite Reumatóide do Adulto Deformidade de pescoço de cisne: flexão da metacarpofalangeana e da interfalangeana distal e hiperextensão da interfalangeana proximal. Resulta da contratura dos músculos intrínsecos da mão. Artrite Reumatóide do Adulto Desvio ulnar: desvio ulnar dos dedos e fraqueza das estruturas capsuares e ligamentares das metacarpofalangeanas. Resulta da ação de arco do músculo extensor comum dos dedos. Artrite Reumatóide do Adulto Deformidade em Z do polegar: flexão da metacarpofalangeana e hiperextensão da interfalangeana do polegar. Esta deformidade tanto pode estar relacionada a AR como pode ter caráter hereditário. Tratamento Fisioterapêutico O tratamento fisioterápico das doenças degenerativas e reumáticas do sistema locomotor depende, basicamente, de dois fatores: da patologia e da fase em que ela se encontra. Durante a fase de exacerbação recomenda-se a utilização de medidas paliativas para o alívio da dor, o uso de órteses. Durante a sequência do tratamento, os recursos terapêuticos devem ser utilizados de acordo com o objetivo a ser atingido e a patologia a ser tratada. Tratamento Fisioterapêutico A mobilização, em pequenos graus, é indicada para o ganho de ADM e alívio da dor em casos de OA. A espondilolistese contra-indica a manipulação da coluna vertebral no nível da lesão, podendo ser realizada em níveis superiores. Um importante objetivo durante o tratamento da OA e da contratura de Du- puytren é o ganho de flexibilidade. As técnicas específicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), podem ser usadas para ganho na ADM, na presença ou ausência de dor, respectivamente. Tratamento Fisioterapêutico Tratamento Fisioterapêutico O TENS vêm sendo utilizado para diferentes condições clínicas como OA, artrite reumatóide e lombalgias. A Drenagem Linfática manual é indicada nos casos de edema persistente. Agentes físicos externos que provoquem a compressão dos vasos linfáticos de forma leve e suave auxiliam no processo de remoção e absorção do liquido intersticial excedente. Após a diminuição da dor, do edema e do processo inflamatório pode se dar início a um programa de fortalecimento muscular. Essa parte do tratamento deve ser individualizada, baseada na severidade dos sintomas, no grau de incapacidade, no nível de atividade do paciente e em suas expectativas. Atuação de Outros Profissionais de Saúde Normalmente, o tratamento das patologias reumáticas ou degenerativas do sistema locomotor tem início dentro do consultório médico. O médico é responsável pelo diagnóstico da patologia, bem como pela elaboração da propedêutica medicamentosa pertinente ao quadro do paciente. Assim é importante que o fisioterapeuta mantenha um contato constante com o médico de referência do paciente e que saiba, também, o efeito dos medicamentos usados. Tais medicamentos podem variar desde o paracetamol até os corticoesteróides (como ocorre em casos de AR mais graves). Atuação de Outros Profissionais de Saúde O tratamento psicológico e/ou a terapia cognitivo-comportamental são de grande valia no tratamento da fibromialgia. Da mesma forma, pacientes portadores de AR podem apresentar uma personalidade artrítica, demonstrando várias alterações comportamentais quepodem atuar como mecanismo de gatilho para o desenvolvimento da doença. Daí a importância do amparo psicológico também nestes casos. Para o tratamento da gota é fundamental o acompanhamento de um nutricionista, pois o surgimento de crises de gota, muitas vezes, está relacionado à alimentação inadequada Após o término do tratamento de todas as patologias discutidas, é interessante que se encaminhe o paciente para um profissional de educação física. REFERÊNCIAS https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos- articulares-e-musculares/doen%C3%A7as-dos-m%C3%BAsculos-bursas-e- tend%C3%B5es/fibromialgia. ABREU, Flávia. "Fisioterapia geriátrica." Rio de Janeiro: SHAPE (2005). ATIVIDADE DE FIXAÇÃO ELABORAR MAPA MENTAL SOBRE AS DOENÇAS E SUAS CARACTERÍSTICAS OBRIGADA! @rafaelaacardozofisio rafaelacardozofisio@gmail.com