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A automedicação é uma prática muito comum entre os brasileiros. Porém, apesar de parecer inofensiva, pode trazer sérios riscos à saúde. O motivo desse tipo de atitude é a ampla oferta de produtos farmacêuticos. Seja por recomendações disponíveis na internet, pela cultura popular ou entre outros fatores semelhantes. Na maioria das vezes, a ideia é garantir alívio para alguma dor, sintoma ou problema de saúde. Contudo, algo que parece positivo para quem toma remédios sem prescrição, na verdade é arriscado. Você sabe o que é automedicação? Automedicação consiste no ato de ingerir medicamentos por conta própria, sem a orientação de um especialista ou receita médica. Ou seja, quando você se automedica, está ingerindo uma substância sem nenhum respaldo técnico, científico e profissional sobre a ação dela no seu organismo. Nesse sentido, trata-se de uma atitude capaz de colocar sua saúde e até sua vida em risco. Isso porque qualquer remédio depende do diagnóstico, da prescrição e do acompanhamento para o tratamento devido. Normalmente as pessoas optam pela automedicação para aliviar alguma dor, desconforto ou sintoma inicial. Porém, um medicamento ingerido de forma inadequada pode agravar a doença ou condição. Assim, ele gera justamente o problema que o indivíduo procura combater. Além disso, todo remédio possui efeitos colaterais, que se não forem previstos em uma rotina correta de intervenção médica, podem gerar danos sérios ou até irreversíveis. Ainda, a automedicação pode esconder sintomas importantes para o diagnóstico de patologias, o que prejudica seu tratamento precoce e sua recuperação. Inclusive, caso o hábito de ingerir remédios sem prescrição seja recorrente, a pessoa pode se intoxicar ou criar resistência a certas substâncias. Isso pode lhe prejudicar muito, caso precise dela para um posterior tratamento. Para você ter uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia em parceria com o Instituto Datafolha aponta que 77% dos brasileiros têm a automedicação como um hábito comum. Outro dado alarmante, levantado pela Organização Mundial da Saúde, indica que 10 milhões de pessoas devem morrer anualmente até 2050 por conta da resistência a medicamentos. Por si só, esses indicadores revelam o quanto o tema é importante e merece máxima conscientização. Alguns tipos de uso irracional de medicamentos Ingestão abusiva de medicamentos, também chamada de polimedicação; Automedicação inadequada, às vezes feita com medicamentos que exigem prescrição médica; Uso excessivo de medicamentos injetáveis, em vez da ingestão de remédios ingeridos por via oral; Prescrição medicamentosa feita em desacordo com as diretrizes clínicas; Inadequação do uso de remédios antimicrobianos, quando ministrados em doses erradas ou contra infecções não-bacterianas. Principais causas de automedicação A automedicação pode ser motivada por inúmeros fatores, mas a grande maioria deles está associada à noção de que esse tipo de prática é normal e inofensiva. Geralmente, o que leva as pessoas a tomar remédios sem a devida orientação profissional inclui causas como: Ampla disponibilidade de produtos farmacêuticos; Facilidade para a compra de remédios; Cultura de comodidade, associada ao consumo de fármacos; Noção de que a farmácia é um comércio de conveniência; Propagação equivocada de que certas condições, como o vírus da COVID-19, podem ser tratadas com medicamentos sem comprovação científica; Grande difusão de informações médicas e de saúde na internet, seja em blogs, sites ou redes sociais. Quais são os maiores riscos da automedicação? automedicação pode gerar consequências ligadas à resistência a certas substâncias, interações, intoxicações, entre outros casos. Entre esses fatores de risco, alguns são mais recorrentes e merecem atenção especial. Nesse sentido, confira os principais deles e suas particularidades: Interações medicamentosas A interação entre diferentes substâncias com finalidades específicas pode gerar reações diversas no organismo, que às vezes trazem ameaças. Normalmente, um medicamento diminui o efeito do outro ou mesmo acentua a sua ação. Em ambos os casos, os danos ao paciente são significativos e podem comprometer o tratamento. Esse risco é presente em pessoas que tomam remédios de uso contínuo e eventualmente ingerem outro medicamento, sem a devida prescrição. Sendo assim, para evitar problemas, somente o médico sabe prever essas interações e estipular os melhores meios de ministrar um tratamento seguro. Resistência a certas substâncias As pessoas que ingerem frequentemente uma mesma substância acabam criando certa resistência à sua ação. Trata-se de um fator que pode não se aplicar a todos os medicamentos. Porém, ele é muito presente nos antibióticos. Isso porque, quando há o consumo de um remédio em excesso, os microorganismos se acostumam com ele. Dessa maneira, o medicamento não funciona como o esperado, e novas infecções se tornam mais acentuadas e resistentes em relação às que ocorreram anteriormente. Nessas situações, há o comprometimento dos tratamentos de maneira severa, com chances reais de óbito do indivíduo. Inclusive, isso motivou as superbactérias – que são cada vez mais comuns nos hospitais. Falência hepática Ainda, a automedicação pode causar falência hepática, que corresponde à perda das funções do fígado. Isso porque o processamento de grande parte dos remédios é feito nesse órgão. Sendo assim, ele pode ser sobrecarregado quando ingerimos uma substância em excesso ou na dose inadequada. A partir disso, há danos nas estruturas do fígado e ele deixa de cumprir suas funções adequadamente no organismo. Entre elas, estão a eliminação de toxinas, a coagulação e o metabolismo. Ou seja, são consequências graves e que podem trazer risco de morte. Agravamento de doenças Para finalizar, também é importante ressaltar que a automedicação gera a piora de doenças ou o agravamento de certas condições de saúde. O motivo é simples: o uso de alguns remédios pode aliviar certos sintomas, que muitas vezes indicam um problema mais sério no corpo do paciente. Ou seja, ao mascarar determinada condição, é mais difícil obter o diagnóstico para um tratamento adequado. Dessa maneira, se adia a intervenção correta, e a condição se agrava até gerar danos mais sérios ao paciente. Complicações comuns da automedicação Além dos riscos mencionados acima, a automedicação ainda gera outros tipos de complicações. As mais comuns são: Reações alérgicas, que consistem em respostas não esperadas do organismo a certas substâncias. Elas só podem ser previstas com a análise médica; Intoxicação, que ocorre como uma overdose do medicamento no corpo, geralmente motivada pelo uso excessivo ou em doses inadequadas; Dependência, uma vez que certos remédios têm chances de vício acentuadas quando ingeridos em períodos ou doses maiores que os indicados. Outro problema muito comum entre quem tem o hábito da automedicação é o acúmulo de remédios em casa, que pode provocar: Mau armazenamento, com consequente ineficácia do tratamento; Confusão entre diferentes remédios; Ingestão acidental por crianças; Consumo do medicamento após a data de vencimento. image1.webp oleObject1.bin image2.wmf image3.png image4.jpg image5.jpg image6.png image7.webp oleObject2.bin image8.emf image9.emf image10.png image11.png image12.emf Automedicação Reação Idade Escolaridade De acordo com a nossa pesquisa de automedicação, conseguimos os seguintes dados. 100% 9,9% acima de 40 anos Ensino Fundamental