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Socialização - Seminário Módulo VI Nome da Tutora: Erika Ursula da Silva Santos Nome das alunas: Adriana Damasceno Medeiros, Alane Fernandes dos Santos, Ana Paula Soares Machado Barboza, Diully de Medeiros Oliveira Almeida, Viviane Pereira Nascimento Oliveira 1 Ser a melhor solução de educação para a construção da sua própria história. Ser líder nas regiões onde atua, referência de ensino para a melhoria de vida dos nossos alunos, com rentabilidade e reconhecimento de todos os públicos. MISSÃO VISÃO VALORES Ética e Respeito: Respeitar as regras sempre, com transparência e respeito, é a base do nosso relacionamento com alunos, funcionários e parceiros. Valorização do Conhecimento: Não basta saber, é preciso saber fazer. Valorizamos o conhecimento como forma de inspirar e aproximar as pessoas. Vocação para Ensinar: Nossos profissionais têm prazer em educar e contribuir para o crescimento dos nossos alunos. Atitude de Dono: Pensamos e agimos como donos do negócio. Simplicidade e Colaboração: Trabalhamos juntos como um time, com diálogo aberto e direto. Foco em Resultado e Meritocracia: Nossa equipe cresce por mérito através da superação de metas e dedicação de cada um. 3 PRÁTICA INTERDISCIPLINAR: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA TERCEIRA IDADE RESUMO O presente trabalho busca compreender os principais motivos que levam jovens e adultos a abandonar os estudos e, posteriormente, iniciar sua trajetória na EJA (Educação de Jovens e Adultos). Observa-se que, ao longo dos anos, a procura por esse tipo de educação tem aumentado, sendo o mercado de trabalho um dos maiores fatores responsáveis por esse crescimento. Muitos jovens interrompem seus estudos cedo para buscar emprego, mas, ao atingir a vida adulta ou até mesmo a terceira idade, percebem que a conclusão dos estudos é crucial para melhores oportunidades no mercado de trabalho. Por isso, retornam à escola por meio da EJA. Após finalizar os estudos na EJA, muitos desses jovens e adultos continuam sua formação acadêmica, ingressando no ensino superior, e há relatos de pessoas idosas que concluíram uma graduação. Este estudo também abordará a história da EJA, desde sua criação até o formato atual, detalhando as faixas etárias atendidas e os dois modelos oferecidos: um para o ensino fundamental e outro para o ensino médio, ambos geralmente ministrados no período noturno. PALAVRAS-CHAVES Educação, Terceira idade, Jovens e Adultos. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo discutir a Educação de Jovens e Adultos (EJA) para a terceira idade, ou seja, os idosos, focando especificamente no acesso deles à educação. Historicamente, a EJA era conhecida como "supletivo", com uma estrutura diferente da atual, e ao longo dos anos evoluiu até o formato que conhecemos hoje. Atualmente, a EJA é frequentada majoritariamente por jovens que interromperam os estudos devido ao trabalho ou por falta de interesse, mas o foco desta pesquisa será nos adultos mais próximos da terceira idade. Há algumas décadas, especialmente em áreas rurais, o acesso à educação era extremamente limitado. Nos anos 1950, quando surgiram as primeiras iniciativas de educação para adultos, houve uma baixa adesão de trabalhadores rurais, que, devido à carga pesada e extenuante de trabalho no campo, além de terem muitas responsabilidades familiares, não tinham tempo ou energia para estudar, mesmo que houvesse algum interesse. Esses fatores dificultaram o aproveitamento das oportunidades de educação oferecidas na época. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Paulo Freire afirma que: Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação? Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando esta se revista da falsa generosidade referida. (FREIRE, 1987, p. 20). Fundada nos valores da democracia, da participação, da equidade e solidariedade social, a EJA deve permitir aos educandos mudar a qualidade de sua intervenção na realidade. Seu objetivo primeiro é, pois, a construção de novas formas de participação e de exercícios pleno e consciente dos direitos da cidadania. A formação para o trabalho, entendida como uma das dimensões da educação continuada de jovens e adultos, deve articular-se à educação geral e atender aos fins da educação nacional. (PAIVA; MACHADO; IRELAND, 2007, p. 27). A educação ao longo da vida, como destacado na Declaração de Hamburgo sobre a EJA (2000), vai além da simples aquisição de conhecimento. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Imagem 1- Idosos no EJA FONTE: Disponível em Acesso em 08 de outubro de 2024. Muitos idosos pensam ser tarde demais para estudar e que não valha mais a pena, mesmo tendo muito anseio e talvez até o sonho de voltar a aprender, além do medo do preconceito que enfrentariam ao retornar para uma sala de aula, que infelizmente ainda realmente existe, por parte de pessoas mais jovens e até mesmo os próprios da terceira idade, fazendo-os desanimarem e deixarem do jeito que está. O ensino para este público deve ser diferenciado e de uma forma com que os estimule, além de trazer segurança para que não venham desanimar e desistir. METODOLOGIA Neste trabalho, que segue uma abordagem quantitativa, devido à presença de gráficos e dados, foi estruturado em etapas, com cada membro do grupo assumindo a responsabilidade por uma parte da pesquisa. As pesquisas foram realizadas na internet de maneira responsável e segura, com o intuito de enriquecer o trabalho, tornando-o completo e bem estruturado. A seguir, será abordada a teoria e explicação sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Embora já tenha sido relatada detalhadamente a história da EJA, o foco agora será o acesso dos idosos à educação, enfatizando os desafios e as oportunidades enfrentados por essa faixa etária no contexto educacional. Esta pesquisa tem como objetivo relatar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos idosos no acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Historicamente, a busca pelo conhecimento acadêmico foi tratada como uma segunda opção e, em muitos casos, como um privilégio reservado às classes mais altas da sociedade. Para uma parcela significativa da população, que dependia do trabalho braçal para sobreviver, o abandono dos estudos era uma escolha quase inevitável, muitas vezes imposta pelas circunstâncias. O estudo era visto com desconfiança por muitos, já que a conciliação entre o trabalho e a educação era difícil, seja pela distância dos centros de ensino, seja pela falta de incentivo familiar, como de pais e avós. METODOLOGIA Imagem 2- Gráfico da evolução da matrícula na Educação de Jovens e Adultos FONTE: Disponível em Acesso em 14 de outubro de 2024. No gráfico, observa-se uma queda significativa no número de matrículas, que passaram de mais de 3,5 milhões em 2018 para pouco mais de 2,7 milhões em 2022. Esse decréscimo indica que, em cinco anos letivos, houve uma evasão de 21,7%, evidenciando os desafios enfrentados pela EJA na retenção de alunos METODOLOGIA Imagem 3- Gráfico da evolução da matrícula na Educação de Jovens e Adultos FONTE: Disponível em Acesso em 14 de outubro de 2024. O gráfico detalha a situação dos alunos do ensino fundamental e médio na EJA, revela diferenças nos índices de evasão entre esses dois níveis de ensino. No ensino fundamental, a evasão foi de 19,75%, enquanto no ensino médio a situaçãofoi ainda mais grave, com a evasão alcançando quase um quarto dos estudantes, ou seja, 24,7%. Esses números indicam a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a redução da evasão e para o incentivo à permanência dos alunos na EJA. RESULTADOS E DISCUSSÕES Estudar e explorar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na terceira idade foi uma experiência enriquecedora para nossa formação pessoal. Através dessa pesquisa, pudemos compreender mais profundamente a importância dessa modalidade de ensino e o impacto que ela tem na vida dos estudantes. Além disso, percebemos que, na realidade em que vivemos, muitos não tiveram acesso à educação formal em tempo oportuno, e que, ao longo dos anos, o número de adultos buscando completar seus estudos aumentou significativamente. Ademais, o ensino para essa faixa etária requer uma compreensão mais ampla dos diferentes perfis dos educandos. Cada aluno tem suas próprias motivações para retornar à sala de aula, e eles trazem consigo experiências de vida, culturas e razões sociais únicas. Para oferecer uma educação significativa e eficaz, é fundamental que as escolas estejam preparadas, tanto em termos de recursos quanto de métodos pedagógicos, para atender às necessidades individuais de cada aluno e proporcionar uma aprendizagem que faça diferença em suas vidas. CONCLUSÕES Concluindo o estudo, percebemos que a maior parte dos alunos da EJA é composta por jovens de 20 anos, que, muitas vezes, abandonam a escola devido à falta de incentivo e ânimo, optando por retornar mais tarde em busca de uma solução considerada mais "fácil" e rápida. Além disso, muitos adultos entre 30 e 50 anos também recorrem à EJA, principalmente aqueles que não concluíram nem o ensino fundamental, devido às circunstâncias de vida que os obrigaram a cuidar da casa, da família ou a trabalhar, o que é uma das causas mais comuns do abandono escolar. Como educadores, temos a responsabilidade de mudar nossa postura, buscando continuamente conhecimento e formações especializadas para valorizar e promover a Educação de Jovens e Adultos. É essencial que essa modalidade seja mais reconhecida e valorizada, tanto pela sociedade quanto pelo governo, que deve investir mais recursos e promover o aperfeiçoamento contínuo dessa área, que é tão atual, necessária e indispensável para a melhoria e transformação da população brasileira. Portanto, esses grupos não podem ser negligenciados pelo Sistema Educacional ou pelo poder público. Jovens e adultos que buscam a EJA precisam ser tratados com respeito e dignidade, com o apoio necessário para que possam exercer plenamente seus direitos à educação e alcançar melhores condições de vida. A dignidade dessas pessoas deve ser uma prioridade, e isso só será possível com o comprometimento dos governos em assegurar políticas públicas efetivas e de qualidade para a EJA. REFERÊNCIAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-6023. Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. São Paulo: Pearson, 2006. FERREIRA, Gonzaga. Redação científica: como entender e escrever com facilidade. São Paulo: Atlas, 2011. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974. MÜLLER, Antônio José (Org.). et al. Metodologia científica. Indaial: UNIASSELVI, 2013. PEROVANO, Dalton Gean. Manual de metodologia da pesquisa científica. Curitiba: Intersaberes, 2016. SALLORENZO, Letícia. Educação de Jovens e Adultos: categoria em descenso, 2023. Disponível em Acesso em: 08 out. 2024. Silva, Juan Carlos da. Outras leituras do mundo: Olhares de pessoas jovens e adultas, 2020. Disponível em Acesso em: 08 out. 2024. PAIVA, Jane; MACHADO, Maria Margarida; IRELAND, Timothy (Org.). Educação de Jovens e Adultos: uma memória contemporânea 1996-2004. Brasília, 2007. image1.png image2.png image3.jpg image4.jpeg image5.jpeg