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01 – São manifestações da Espondiloartrite Axial, exceto: A - Entesite; B - Uveíte; C - Sacroileite; D - Lombalgia mecânica E - HLA B27 positivo. Justificativa: Lombalgia típica das espondiloartrites axiais é do tipo inflamatória. 02 – São tratamentos para as Espondiloartrites Axiais, exceto: A - Fisioterapia motora; B - Naproxeno; C - Adalimumabe; D - Hidroginastica; E - Prednisolona. Justificativa: Manifestações axiais não tem resposta ao uso de corticosteroides. 3 – Um paciente de 3 anos de idade, previamente hígido, eutrófico, e assintomático, compareceu à consulta médica de rotina, que identificou massa em região de flanco direito do abdome que não ultrapassava a linha média. A mãe relatou que notara a urina do menino avermelhada nos últimos dias. O paciente foi encaminhado ao centro especializado para investigação diagnóstica. Para esse caso clínico, considerados os aspectos epidemiológicos e clínicos apresentados, a primeira suspeita diagnóstica neoplásica a ser investigada consiste em: A - Linfoma não-Hodgkin tipo Burkitt. B - Neuroblastoma. C - Tumor de Wilms. D - Leucemia linfoide aguda. E - Meduloblastoma. Justificativa: A presença de massa abdominal palpável é uma das principais formas de apresentação clínica dos tumores sólidos em Pediatria, representadas principalmente pelo neuroblastoma e tumores renais de Wilms (nefroblastoma). A apresentação mais comum do tumor de Wilms é a detecção de uma massa abdominal sem outros sinais ou sintomas. Sintomas ou sinais, quando presentes, podem incluir dor abdominal (30%), hematúria (10 a 25%) e hipertensão (25%). Em relação ao neuroblastoma, no abdome se palpa frequentemente o tumor endurecido de limites imprecisos localizado no retroperitônio (suprarrenal) (65%). Ele ocupa a loja renal, estendendo-se para a região do hipocôndrio e flanco, atravessando muitas vezes a linha média do abdome. A apresentação clínica mais comum do linfoma não-Hodgkin tipo Burkitt é o tumor abdominal com grande massa palpável. O paciente se queixa de dor intermitente na região periumbilical ou fossa ilíaca direita. Náuseas, vômitos, perda de peso e perfuração intestinal podem ocorrer. Ocasionalmente, o diagnóstico inicial é abdome agudo devido à intussuscepção intestinal. 4 – Um menino de 3 anos é trazido ao consultório pediátrico pelos pais devido a preocupações com sua saúde. Os pais relatam que a criança tem tido febre intermitente, principalmente à noite, há cerca de 2 meses. Além disso, observaram perda de peso, palidez e cansaço constante, mesmo após períodos de descanso. No exame físico, o médico observa que o paciente está pálido, tem gânglios linfáticos aumentados palpáveis no pescoço e na região axilar, além de uma massa abdominal não dolorosa à palpação. O baço também está palpável abaixo da margem costal esquerda. Com base no caso clínico, qual dos seguintes exames complementares seria mais indicado para confirmar o diagnóstico suspeito? A – Glicemia de jejum e Raio-X de tórax. B – Hemograma e Ultrassonografia abdominal. C – Exame do líquor e Ressonância magnética cerebral. D – Ecocardiografia e Eletrocardiograma (ECG). E – Gasometria e Teste de função pulmonar. Justificativa: O caso clínico apresenta uma criança com febre intermitente, perda de peso, palidez e gânglios linfáticos aumentados, além de uma massa abdominal e esplenomegalia palpável. Esses achados são sugestivos de uma possível neoplasia, como um linfoma ou uma leucemia, portanto o hemograma e a ultrassonografia abdominal são exames complementares adequados para avaliar a parte branca, a extensão da massa abdominal, bem como o tamanho e a característica do baço, que está palpável. Esses exames podem fornecer informações valiosas para o diagnóstico e o planejamento do tratamento. As outras opções (a, c, d e e) não são as mais indicadas para confirmar o diagnóstico suspeito no caso apresentado. O raio-X de tórax, por exemplo, poderia ser útil em casos de suspeita de tumores mediastinais, mas a ultrassonografia abdominal é mais relevante devido aos achados clínicos apresentados. 5 – No contexto da atenção primária à saude, o médico da Estratégia de Saúde da Família recebe muitos pacientes com queixas de ansiedade, sejam elas objetivas ou subjetivas. Neste contexto, diante de um homem de 40 anos de idade, há duas semanas com dores no peito, falta de ar, dificuldades em conciliar o sono, palpitações e sudorese, qual a melhor conduta? A - Encaminhar ao psiquiatra e psicólogo. B - Prescrever um inibidor seletivo de receptação de serotonina. C - Prescrever um benzodiazepínico. D - Proceder à propedêutica adequada. E - Encaminhar ao pronto socorro. Justificativa :O diagnóstico de transtorno de ansiedade devido a outra condição médica requer a presença de sintomas de um transtorno de ansiedade causado por uma ou mais doenças clínicas. Os sintomas de um transtorno de ansiedade devido a uma condição médica geral podem ser idênticos aos dos transtornos de ansiedade primários. Portanto, no contexto da ESF, a primeira e mais importante medida é o diagnóstico diferencial através de propedêutica adequada. 6 – Um ataque de pânico é um período súbito de intenso medo ou apreensão que pode durar de minutos a horas (tipicamente de 10-30 min.). Podem ocorrer também em outros transtornos mentais. A respeito dessas afirmativas, podemos assinalar: A - Um ataque de pânico na ansiedade social invalida o diagnóstico da última. B - Ataques de pânico são sempre precedidos de ansiedade e antecipação. C - No transtorno de pânico ocorrem ataques recorrentes e conduta adaptativa. D - Um ataque de pânico na síndrome de abstinência alcoólica leva ao diagnóstico de comodidade. E - A agorafobia é decorrente do transtorno de pânico e indissociável do mesmo. Justificativa principal critério diagnóstico é a recorrência e as mudanças adaptativas. Em outros transtornos podem aparecer ataques de pânico, mas que fazem parte da síndrome, como pode ocorrer na fobia social, se exposto. O mesmo serve para a abstinência alcoólica que produz muitos sintomas ansiosos e autonômicos. A agorafobia comumente está associada ao transtorno pânico, mas pode ocorrer de maneira isolada. 7 - Paciente G.S.A, 19 anos, deu entrada no pronto atendimento com queixa de dor em baixo ventre associada a sangramento vaginal de pequena monta. Possui ultrassonografia transvaginal realizada há três dias evidenciando gestação tópica com embrião único, vivo, com batimentos cardioembrionários presentes, com idade gestacional de 7 semanas e 5 dias. Ao exame físico, paciente em BEG, abdome flácido, plano, sem sinais de peritonite. Ao toque vaginal, presença de colo alongado e grosso, impérvio, sangramento em mínima quantidade. Qual a hipótese diagnóstica e conduta no caso supracitado? A - Aborto retido – Conduta: Curetagem uterina. B - Abortamento inevitável – Conduta: Expectante. C - Aborto séptico – Conduta: Antibioticoterapia. D – Ameaça de aborto – Conduta: Repouso e analgesia. E - Gestação ectópica – Conduta: Laparotomia. JUSTIFICATIVA: Paciente apresenta sangramento em pequena quantidade, com colo fechado (impérvio). Apresenta ultrassonografia sem alterações. Deste modo, a hipótese diagnóstica é de aborto evitável (ameaça de aborto) e a conduta são repouso e analgésicos para aliviar o quadro álgico da paciente (progesterona micronizada e repouso não tem evidências científicas suficientes para justificar seu uso compulsório nas ameaças de aborto). 8 – Paciente G1, 22 anos, deu entrada na unidade básica com resultado de BHCG de 2500mUI/ml e ultrassonografia evidenciando: “Ausência de saco gestacional em cavidade uterina, presença de massa anexial compatível com saco gestacional em região de anexo esquerdo, medindo 1,5x2x1,8cm, sem embrião, ausência de líquido livre na cavidade”. Paciente encontra-se estável, sem queixas, demais exames laboratoriais sem anormalidades. Diante das possibilidades terapêuticas, qual seria a mais adequadapara a paciente acima? A - Realização de laparotomia exploradora com posterior salpingectomia à esquerda. B - Realização de laparotomia exploradora com posterior histerectomia subtotal. C - Administração de metotrexate intramuscular, com posterior controle de BHCG. D - Acompanhamento com solicitação de ultrassonografia transvaginal em quinze dias. E - Início do pré-natal de risco habitual, com prescrição de ácido fólico e sulfato ferroso. JUSTIFICATIVA: Paciente apresenta uma gestação ectópica íntegra, com todos os critérios para tratamento medicamentoso. São eles: - Prole não definida; Massa anexial menor que 4cm; BHCG menor que 5000 - Estabilidade hemodinâmica e laboratorial; Ausência de líquido livre na cavidade. Desta forma, o tratamento medicamentoso com metotrexate é o tratamento de escolha. 9 – Um advogado aposentado de 70 anos vem em consulta acompanhado da esposa, queixando-se de esquecimento. Relata que esquece onde guardou objetos, esquece compromissos e troca nomes dos filhos. A esposa confirma os eventos de esquecimento, porém diz que o marido ajuda com as tarefas domésticas, faz compras para casa, vai ao banco, cuida das finanças e dirige sem dificuldade. É hipertenso e diabético controlado com medicações. Nega cirurgias prévias, não fuma e nem consome bebidas alcoólicas. Relata que a mãe faleceu aos 90 anos com “Alzheimer”. O exame físico geral e neurológico encontra-se sem anormalidades. Foi submetido ao miniexame do estado mental (MEEM) e conseguiu 26 pontos - observada dificuldade em orientação temporal (errou dia e o mês) e cálculo. Diante do quadro clínico, qual o diagnóstico e conduta estão corretos? A - Doença de Alzheimer. Solicitar Ressonância magnética de crânio com exames laboratoriais e iniciar Donepezila 10mg; B - Comprometimento Cognitivo Leve. Solicitar Ressonância magnética de crânio com exames laboratoriais e orientar reabilitação cognitiva; C - Doença de Alzheimer. Solicitar um teste neuropsicológico e iniciar anticolinesterásico após o resultado; D - Doença com corpúsculos de Lewy. Solicitar Ressonância magnética de crânio e iniciar Rivastigmina 1,5mg com Levodopa 100/25mg. E - Doença de Alzheimer. Solicitar um teste neuropsicológico e iniciar anticolinesterásico somente após sintomas mais intensos da doença. Gabarito: Denomina-se comprometimento cognitivo leve (CCL) a condição em que o indivíduo apresenta transtorno cognitivo, mas sem prejuízo de sua autonomia em exercer as AVDs. Pode haver problemas leves para executar tarefas complexas anteriormente habituais; no entanto, ele ainda é capaz de manter sua independência com mínima assistência. 10 – Atualmente, o exame do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) tem ganhado notoriedade no diagnóstico precoce da Demência na Doença de Alzheimer (DA). Com relação aos biomarcadores da DA, o resultado esperado do LCR seria: A - Aumento dos níveis de proteína TAU com redução dos níveis de proteína beta-amiloide; B - Diminuição dos níveis de proteína TAU com aumento dos níveis de proteína beta-amiloide; C - Aumento dos níveis de alfa-sinucleina e diminuição dos corpúsculos de Lewy; D - Aumento dos níveis de acetilcolina e diminuição dos níveis de TDP-43; E – Aumento das proteínas beta-amilóides e redução da glicose. Resposta: Durante as duas últimas décadas, uma vasta quantidade de estudos comprovou que paciente com diagnóstico de Doença de Alzheimer apresentam um aumento nas concentrações de proteína TAU e uma diminuição na concentração de proteína beta-amilóide no LCR. 11 – Em relação à icterícia fisiológica do recém-nascido (RN), pode-se afirmar: A - Torna-se visível entre 2° e 3° dias de vida, usualmente atinge um pico entre o 2° e 4°dia de vida, regride entre o 5° e 7° dia de vida. B - Geralmente persiste após 2 semanas de vida. C - Não tem relação com a interrupção do fluxo sanguíneo fetal e com a limitação transitória de conjugação da bilirrubina pela imaturidade hepática do neonato. D - Acontece às custas de aumento súbito da bilirrubina direta. E – Aparece a icterícia já nas primeiras horas de vida. Resposta : A icterícia neonatal é um quadro que leva a coloração amarelada da pele do recém-nascido pela presença de bilirrubina em valores aumentados na circulação do RN. A bilirrubina vem da destruição fisiológica das hemácias velhas. Consideramos como fisiológica quando não há doenças de base associadas que causem um risco para um quadro mais grave de hiperbilirrubinemia, estando relacionada apenas a questão de maturidade do RN na metabolização dessa bilirrubina produzida na destruição das hemácias. Para ser eliminada a bilirrubina precisa passar de sua forma indireta (não conjugada), para sua forma direta (conjugada) pela atuação do fígado sendo posteriormente eliminada juntamente com as fezes ao atingir o intestino. No RN, a degradação das hemácias acontece de forma mais pronunciada sendo liberada uma quantidade de bilirrubina maior levando a uma sobrecarga dos hepatócitos que vai além da sua capacidade inicial para conjugação logo após o nascimento. Além disso, a baixa ingesta nos primeiros dias e a presença de poucas bactérias no intestino do RN levam a um mecanismo em que a bilirrubina, quando chega nesse local, pode sofrer uma recirculação entero-hepática perpetuando a dificuldade de eliminação. Tudo isso é responsável pelo quadro de icterícia fisiológica. Algumas características da história e do exame físico nos fazem pensar em icterícia de causa fisiológica e são elas: no geral não surge ante de 24 horas de vida, o pico no RN termo é ao redor de 3 a 4 dias de vida normalizando até o 7° dia, já no pré-termo o pico ocorre entre 5 e 6 dias de vida tendendo a normalizar até 10 a 15 dias de vida. Em geral o valor máximo de uma icterícia fisiológica não costuma ultrapassar 13 mg/dL de bilirrubina total. Se sairmos dessa característica é necessário considerar e investigar outras causas não fisiológicas para a icterícia neonatal tais como incompatibilidade ABO, incompatibilidade de grupos menores, alterações na estrutura das hemácias que levem a hemólise, hipotiroidismo congênito, entre outras. A icterícia fisiológica no RN a termo costuma durar sete dias e no pré-termo, 10 a 15 dias. Se passarmos disso é necessário pensar em outras causas que levem a icterícia prolongada tais como: icterícia do aleitamento materno (RN com perda ponderal acentuada e dificuldade de amamentação), hipotiroidismo congênito, icterícia do aleitamento materno (pela presença de metabólitos no leite materno que levam a um aumento da bilirrubina indireta, mas nesse caso o RN ganha peso de forma adequada e tem eliminações fisiológicas normais). A bilirrubina para ser eliminada e assim não causar icterícia precisa ser conjugada no fígado passando de sua forma indireta para sua forma direta. Logo após o nascimento, os mecanismos de conjugação do fígado não têm seu funcionamento pleno e com isso ocorre acúmulo de bilirrubina indireta na corrente sanguínea levando a icterícia. A icterícia neonatal fisiológica ocorre por aumento da bilirrubina indireta e não direta. No caso de aumento da bilirrubina direta estaremos diante de um quadro de colestase em que outros diagnósticos devem ser pesquisados. 12 – Recém-nascido com cerca de 11 dias de vida é levado para atendimento em serviço de emergência devido a quadro de icterícia, até zona Ill de Kramer, estando em aleitamento materno exclusivo. Genitora refere surgimento do quadro há cerca de 24 horas, sem alteração de coloração de evacuações. A tipagem sanguínea materna e a do neonato são O positivo, sendo o teste Coombs Direto negativo. Realizada coleta de teste do pezinho, ainda aguardando a liberação de seu resultado. Seu peso atual é 3.500 gramas, tendo nascido com 3.450 gramas. Qual a hipótese mais provável para o quadro descrito? A) Icterícia neonatal tardia devido ao leite materno. B) Icterícia neonatal precoce devido ao leite materno. C) Icterícia neonatal tardia associada ao aleitamentomaterno. D) icterícia neonatal precoce associada ao aleitamento materno. E) Icterícia neonatal precoce por isoimunização por grupos menores. Comentarios Temos um recém-nascido que apresenta-se com uma icterícia persistente após a primeira semana de vida. Sabemos que as incompatibilidades ABO se manifesta nas primeiras horas de vida e só ocorre se a mãe for O e o recém-nascido A ou B. Além disso, o coombs direto foi negativo, afastando a possibilidade de icterícia por isoimunização. Já a icterícia do aleitamento materno está relacionada à uma baixa ingesta de leite, o que não aconteceu no caso em tela, uma vez que a criança teve um bom ganho ponderal. Por fim, resta a nossa hipótese diagnóstica, a icterícia do leite materno. Trata-se de um quadro de icterícia persistente a partir da segunda semana de vida em crianças em aleitamento materno exclusivo, que está associado a presença de substâncias no leite materno que ocasionam o quadro. 13 – A Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina - CFM, realiza no Brasil a campanha Setembro Amarelo® desde 2014. O lema escolhido para a campanha deste ano é "Se precisar, peça ajuda!". Considerando que cerca de 10 a 15% de todos os indivíduos deprimidos cometem suicídio, cerca de dois terços têm ideação suicida e que muitos destes pacientes iniciam sua trajetória de busca por tratamentos na atenção básica, analise as alternativas abaixo relacionando o quadro com TAB e assinale a correta: A - O risco de comportamento suicida somente é mais elevado nas depressões do transtorno bipolar, sendo somente esses casos encaminhados a serviços especializados. B - O risco de suicídio é maior quando se inicia a melhora da depressão. Portanto, é necessário maior monitoramento e orientações nessa fase. C - O risco de comportamento suicida é mais acentuado nas fases de mania do transtorno bipolar tipo II, sendo necessário iniciar o Lítio imediatamente. D - Pacientes com diagnóstico de transtorno de humor, sejam eles, uni ou bipolares, que já tentaram várias vezes o suicídio e expressam novo desejo, não apresentam maior risco. E - O Lítio é um fármaco com potencial para controlar o impulso suicida. É muito seguro e de ser utilizado para qualquer paciente com transtorno de humor. Resposta É clássico na literatura psiquiátrica que o risco de suicídio é mais elevado na fase em que inicia-se a melhora dos sintomas depressivos. Isso ocorre entre a 2a até a 5a semana de inicio do antidepressivo. Seja em depressões uni ou bipolares. Daí a necessidade de orientações e maior vigilância em pacientes de alto risco. Na letra A, embora as depressões bipolares tendam a ser mais graves e isso pode conferir maior risco de suicídio, todos os casos mais graves devem ser encaminhados. Na letra C: Nas fases de mania, o comportamento suicida pode até acontecer, mas por atos impulsivos, não deliberados e intencionais. Não é o habitual. Outra questão é que mania ocorre no tipo I. Letra D: Tentativas prévias conferem um preditor de pior prognóstico quanto ao suicídio. Letra E: O Lítio é de fato o único fármaco com potencial de reduzir o ímpeto suicida, mas só deve ser prescrito seguindo protocolos de controle, há muitas contra-indicações e riscos o que vai demandar conduta especializada e encaminhamento pelo clinico. 14 – Sobre pré-eclâmpsia é CORRETO afirmar: A – É a manifestação de hipertensão arterial identificada antes de 20 semanas de gestação, associada ou não a proteinúria significativa. B – A realização de exames laboratoriais como função hepática e renal não é importante no manejo clínico da paciente diagnosticada com hipertensão arterial na gestação. C – As intervenções recomendadas que podem resultar em redução do risco de desenvolver pré-eclâmpsia são: uso de AAS e Cálcio. D – O anti-hipertensivo de 1ª escolha na pré-eclâmpsia são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) E – A Hidralazina é contraindicada na gestação. COMENTÁRIOS: A – A pré-eclâmpsia é a manifestação de hipertensão arterial após 20 semanas de gestação. B – A função hepática e renal podem estar alteradas na pré-eclâmpsia e devem ser monitoradas. C – É recomendado o uso de AAS e cálcio em pacientes com alto risco de desenvolver pré-eclâmpsia. D – O anti-hipertensivo de 1ª escolha é o Metildopa e o IECA é o contraindicado. E – A Hidralazina é um vasodilatador periférico e é utilizado na pré-eclâmpsia para tratamento agudo da hipertensão grave. 15 – Sobre síndromes hipertensivas da gestação, assinale a alternativa incorreta: A – A pré-eclâmpsia acarreta risco real e impacto significativo nos indicadores relacionados à saúde materna e infantil. B – A eclâmpsia corresponde à pré-eclâmpsia complicada por convulsões que não podem ser atribuídas a outras causas. C – São considerados fatores de risco para desenvolver pré-eclâmpsia: HAS Crônica e pré-eclâmpsia em gestação prévia. D – Hipertensão gestacional é o mesmo que pré-eclâmpsia. E – Hipertensão arterial sistêmica crônica é definida por hipertensão registrada antes da gestação, no período que precede a 20ª semana de gravidez ou além de doze semanas após o parto. COMENTÁRIOS: Hipertensão gestacional é a hipertensão arterial que surge pela primeira vez após a 20ª semana de gestação, sem ser acompanhada de nenhum sinal, sintoma ou alteração laboratorial que caracterize a pré-eclâmpsia.