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Psicomotricidade 
e a Educação
Sumário
 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação 
especial
 Gerontomotricidade 
 Apoio psicológico ao atendimento na gerontomotricidade 
 A psicomotriocidade na educação especial 
Avaliação psicomotora 
Influências na psicomotricidade
 Freud 
 Andre Lapierre 
 Levin 
 Wallon 
 Kathleen Stassen Berger 
 Vygotsky 
O valor da afetividade nas intervenções psicomotoras 
Referências 
5
13
18
23
27
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forem necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento 
de uma competência for 
concluído e questões forem 
explicadas. 
@faculdadelibano_
1
A gerontomotricidade 
e a psicomotricidade 
na educação especial
Psicomotricidade 
e a Educação
Capítulo 1
A gerontomotricidade e 
a psicomotricidade na 
educação especial
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender a psicomotricidade 
e a gerontomotricidade, bem como a psicomotricidade na educação 
especial e o apoio psicológico na gerontomotricidade. Isto será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá.
Gerontomotricidade
A palavra “gerontomotricidade” provém de uma subárea da motricidade humana que 
visa o desenvolvimento da aptidão física e autonomia funcional do idoso. Além disso, 
permite uma melhoria da qualidade de vida dos gerontes por meio da combinação 
de atividades físicas, funcionamento cognitivo e comportamento adaptativo da pessoa 
idosa.
 
FIGURA 1
Atividades da Gerontomotricidade
FONTE
Freepik
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2025 o Brasil terá a maior 
população de idosos da América Latina e abrigará a 6ª maior população idosa do 
mundo. Porém, nem sempre os idosos tiveram seus direitos reconhecidos. 
Segundo Barros (2000), “somente no ano de 1994, o Governo Brasileiro, apoiado pela sua 
própria comunidade, criou a Lei que determinou com precisão a Política Nacional do 
Idoso, assegurando- lhe os direitos sociais e propiciando condições para promover sua 
autonomia, integração e participação efetiva na sociedade, a Lei 8.842 de 04 de janeiro 
de 1994, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, 
que dispõem pela Política Nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso, bem 
como Segundo essa Lei é considerada idosa a pessoa com mais de 60 anos.”
De acordo com Fonseca (1998), a velhice é composta por dois processos, sendo um 
fisiológico (denominado senescência) e outro, metabólico (chamado de senilidade). 
Segundo o autor, envelhecer é viver, viver é mover-se, essa afirmativa é tomada como 
base para as justificativas de programas de prevenções e de reabilitação psicomotora. 
O envelhecimento é uma fase inevitável à vida e é preciso estar preparado para as 
modificações e adaptações que a vida precisará sofrer. As funções físicas, motoras e 
psíquicas precisarão de um apoio que, muitas vezes, deverão ser profissionais.
A Psicomotricidade pode proporcionar aos idosos a qualidade de vida necessária 
para melhorar suas funções locomotoras, físicas e psicossociais. Nesta vertente, a 
Psicomotricidade auxilia ao idoso sentir- se ainda parte da sociedade e a ganhar ânimo 
para desempenhar suas funções na sociedade na qual estão inseridos.
Importante
Assim, é importante ressaltar que uma proposta de atuação da 
Psicomotricidade em idosos é uma maneira de proporcionar melhoria 
da saúde e, principalmente, a qualidade de vida desses idosos por meio 
da promoção de suas habilidades, levando-se em consideração a 
individualidade e as necessidades e características específicas de cada 
um.
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
A Psicomotricidade é percebida pela maioria dos indivíduos, de forma progressiva, das 
atividades mais simples até as mais complexas. Estas atividades poderão contribuir 
para o estímulo e o raciocínio, além de possibilitar recursos ilimitados de ações. Massue 
(1998) e Barros (2001) propõem algumas aplicações de atividades psicomotoras em 
idosos, apoiadas pela fisioterapia preventiva. O objetivo é que a fisioterapia preventiva 
e a psicomotricidade atuem juntas a fim de promover a melhoria da qualidade de vida 
do idoso.
A atuação do psicomotricistas deve visar oferecer ao idoso (portador ou não de 
patologia), a melhoria da qualidade de vida por meio de atividades que utilizem os 
movimentos ainda existentes do idoso, trabalhando esquema e imagem corporal. Além 
disso, deve visar, também reaver e/ou conservar de forma mais funcional possível, às 
condutas psicomotoras, exercitando as funções musculares e cardiorrespiratórias e 
promovendo orientações posturais. Outro objetivo que o psicomotricista deve ter na 
Gerontologia deve ser a melhoria e aprimoramento da consciência de si por parte dos 
idosos dando ênfase às Atividades da Vida Diária (AVD), baseando-se no conceito da 
Terapia Psicomotora.
 
Os exercícios psicomotores em gerontes devem ser feitos em ambiente agradável por 
meio de tarefas e movimentos de forma lúdica. Além disso, respeitando as limitações 
dos idosos, deve-se realizar movimentos de maneira lenta, associados à respiração. 
Sem esforço, os exercícios devem ser executados no máximo cinco vezes, com intervalo 
entre eles, e aumento gradativo de acordo com a individualidade de cada idoso.
 
FIGURA 2
A Gerontomotricidade é importante 
também para a sociabilização do idoso
FONTE
Freepik
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
Alguns exercícios podem ser realizados três vezes por semana com uma hora e meia de 
duração, e servem para estimular a circulação e aumentar o interesse dos idosos em 
realizar movimentos.
São eles:
• Alongamentos.
• Exercícios de estimulação de esquema corporal e imagem corporal.
• Exercícios de movimentos leves do corpo.
• Exercícios de atenção e concentração.
• Exercícios de lateralidade.
• Exercícios de orientação espacial.
• Exercícios de orientação temporal.
• Exercícios de expressão corporal.
• Atividades de Psicomotricidade fina para pacientes portadores de patologia.
• Caminhada.
• Dança.
• Toque e massagens.
• Técnicas de relaxamento.
• Relaxamento.
• Palestras educativas.
 
FIGURA 3
Os exercícios são 
atividades importantes na 
Gerontomotricidade
FONTE
Freepik
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
Caso necessário, os movimentos podem ser realizados com o auxílio ou resistência de 
matérias, tais como bolas, bastões, arcos dentre outros materiais.
A seguir veremos algumas sugestões de exercícios com os gerontes:
• Técnicas de auto alongamento e mobilização ativa e ativo- assistida, nos quais serão 
trabalhados os membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) por meio 
de exercícios de flexo-extensão e circundução de dedos das mãos, punhos,ombro, e 
tornozelo e joelho.
• Rolar – deitado no solo, em decúbito dorsal e rolar com braços estendidos no 
prolongamento dos ombros, estendidos acima da cabeça.
• Engatinhar atuando na estimulação dos tônus musculares, por meio do fortalecimento 
da musculatura dorsal antigravitacional.
• Engatinhar com as pernas estendidas atuando na estimulação do equilíbrio e da 
postura ereta.
• Marcha com elevação dos joelhos; marcha com movimentos alternados de braços 
e pernas, para frente e para trás; marcha cruzada, trabalhando a lateralidade com a 
rotação de tronco e a postura ereta.
• Equilíbrio com um pé elevado à frente; equilíbrio com um pé elevado atrás; equilíbrio 
com o braço apoiado no colega ao lado, atuando na coordenação dos movimentos.
• Manipulação em forma de pinçamentos, oponência dos dedos, pronação e supinação, 
dobrar papel aprimorando a manipulação e estabelecendo / restabelecendo a 
motricidade fina.
• Coordenação óculo-manual por meio de atividades, como arremessar, pegar, 
lançar, tocar, bater, com objetos de tamanhos variados, estimulando a lateralidade, 
coordenação, equilíbrio e organização espaço-temporal.
 
FIGURA 4
Adeque sempre os 
exercícios à capacidade 
física do idoso
FONTE
Freepik (2021).
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
Apoio psicológico ao atendimento na gerontomotricidade
O apoio psicológico ao idoso no atendimento gerontológico tem suma importância 
para que eles sintam-se acolhidos e encorajados a não permanecer inertes.
Algumas atividades psicoafetivas sugeridas:
• Sessões de cinema.
• Atividades coletivas artísticas.
• Lanches coletivos.
• Atividades lúdicas em grupo.
A psicomotriocidade na educação especial
A Educação Especial define o ramo da educação dedicado ao atendimento e educação 
de pessoas com alguma deficiência. A Educação Especial deve ocorrer prioritariamente 
em instituições de ensino regulares ou ambientes especializados (como, por exemplo, 
escolas para surdos, escolas para cegos ou escolas que atendem a pessoas com 
deficiência intelectual).
A Educação Especial precisa ser inclusiva, ou seja, as pessoas com deficiências precisam 
ter acesso à educação e aos demais espaços sociais obrigatoriamente. Apesar disso, a 
Educação Especial não é somente inclusiva, ela também deve fornecer a possibilidade 
para essas pessoas consigam desenvolver suas habilidades, sempre respeitando suas 
condições pessoais.
Importante
O art. 58 da Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional, nº 9394 de 
20 de dezembro de 1996, que diz: “Entende-se por Educação Especial, 
para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida 
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades 
ou superdotação”.
Psicomotricidade 
e a Educação
A gerontomotricidade e a psicomotricidade na educação especial Capítulo 1
O psicomotricista, ao trabalhar a consciência corporal na Educação Especial, pode 
auxiliar na socialização, ajuste emocional e efetivo. A união dos aspectos cognitivos e 
psicomotores servem como base para o desenvolvimento integral do indivíduo. 
A Psicomotricidade é um artifício socializador muito importante e pode ser um apoio no 
processo de aprendizagem. Tendo em vista que a Psicomotricidade proporciona espaço 
para que o indivíduo se expresse de forma espontânea e criativa, poderá auxiliá-lo a 
desenvolver a sua capacidade de socialização.
Saiba Mais
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 defende 
que a oferta de Educação Especial é dever do Estado e deve ter início na 
faixa etária de zero a seis anos, durante a Educação Infantil.
Resumindo
E então, gostou do que lhe mostramos? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos rever o que foi estudado. A palavra “gerontomotricidade” provém 
de uma subárea da motricidade humana que visa o desenvolvimento 
da aptidão física e autonomia funcional do idoso. A velhice é composta 
por dois processos, sendo um fisiológico (denominado senescência) e 
outro, metabólico (chamado de senilidade). Envelhecer é viver, viver é 
mover-se. O envelhecimento é uma fase inevitável à vida e é preciso 
estar preparado para as modificações e adaptações que a vida 
precisará sofrer. Vimos ainda que a Educação Especial define o ramo 
da educação dedicado ao atendimento e educação de pessoas com 
alguma deficiência.
@faculdadelibano_
2
Avaliação 
psicomotora
Psicomotricidade 
e a Educação
Capítulo 2
Avaliação psicomotora
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona 
a avaliação psicomotora. Isto será fundamental para o exercício de sua 
profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá.
A palavra “avaliar” provém do latim a + valere, que significa atribuir valor e mérito ao 
objeto em estudo. Deste modo, avaliar é atribuir um juízo de valor sobre algo, é um 
processo para a aferição da qualidade do seu resultado.
A lógica da mensuração tem sido a métrica utilizada na compreensão do processo de 
avaliação, ou seja, tende-se a associar o ato de avaliar ao de “medir” as habilidades, 
comportamentos e conhecimentos adquiridos.
Os testes sobre a motricidade, de modo geral, objetivam colher informações e conhecer 
melhor as crianças, além de instaurar instrumentos de confiança para avaliar, analisar 
e estudar o desenvolvimento do indivíduo em diferentes etapas evolutivas.
 
FIGURA 1
Professor avaliando e ajudando aluno 
no processo de aprendizagem
FONTE
Freepik
Psicomotricidade 
e a Educação
Avaliação psicomotora Capítulo 2
Existem diversas formas de avaliar o desenvolvimento motor de um indivíduo, porém, 
nenhuma irá abarcar todos os aspetos do desenvolvimento. Uma das possibilidades é 
utilizar atividades que objetivam medir uma determinada característica motora de um 
indivíduo e comparar seus resultados com os de outros indivíduos. Tais resultados irão 
permitir que sejam determinados os avanços ou atrasos motores de uma criança.
Os testes psicomotores e a investigação do processo evolutivo do indivíduo, bem 
como a identificação de problemas relacionados ao seu desenvolvimento psicomotor, 
proporcionam a intervenção precoce em atrasos evolutivos e a aplicação de programas, 
como estímulos em indivíduos que tenham distúrbios de desenvolvimento, em risco, ou 
somente com a intenção de enriquecimento do ambiente estimulador.
Os testes e a intervenção psicomotora podem proporcionar aos indivíduos os progressos 
necessários para a sua vida. Vejamos a seguir alguns dos benefícios:
• Promoção de habilidades motoras que vão além das dimensões cinéticas e que levem 
a criança a aprender e a conhecer seu próprio corpo; e a se movimentar de maneira 
expressiva.
• Um conhecimento corporal que inclua as dimensões do movimento, desde funções 
que indiquem estados afetivos até representações de movimentos mais elaborados de 
sentidos e ideias.
• Oferecimento de um caminho para trocas afetivas.
• Facilitação da comunicação e a expressão das ideias.
• Possibilidade de exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço.
• Apropriação da imagem corporal.
• Percepções rítmicas, estimulando reações novas, através de jogos corporais e danças.
• Habilidades motoras finas no desenho, na pintura, na modelagem, na escultura, no 
recorte e na colagem, e nas atividades de escrita.
Nota
O conjunto de testes ou de provas utilizadas para avaliar várias 
características motoras de um indivíduo é chamado bateria motora.
Psicomotricidade 
e a Educação
Avaliação psicomotora Capítulo 2
Vejamos agora algumas sugestões de testes possíveis não envolvendo equilíbrio 
indicado para diversos tipos de indivíduos:
• Tocar a ponta do nariz com o dedo.
• Alternar dedo ao nariz, dedo ao dedo.
• Bater levemente na mão.
• Apontar.
• Apontar com precisão.
• Atirar uma bola.
• Desenhar um círculo com uma mão.• Desenha um 8 com 
Saiba Mais
Para saber mais sobre a importância da avaliação psicomotora no 
processo do desenvolvimento da escrita e leitura de uma criança, 
por exemplo, leia o texto: A importância da Avaliação Psicomotora na 
aquisição da Leitura e Escrita.
 
FIGURA 6
A avaliação psicomotora 
é importante para o 
processo de escrita
FONTE
Freepik
Psicomotricidade 
e a Educação
Avaliação psicomotora Capítulo 2
Resumindo
E então, gostou do que lhe mostramos? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos 
rever o que foi estudado. Os testes e a intervenção psicomotora podem 
proporcionar aos indivíduos os progressos necessários para a sua vida. Os 
testes sobre a motricidade, de modo geral, objetivam colher informações 
e conhecer melhor as crianças, além de instaurar instrumentos de 
confiança para avaliar, analisar e estudar o desenvolvimento do indivíduo 
em diferentes etapas evolutivas.
@faculdadelibano_
3
Influências na 
psicomotricidade
Psicomotricidade 
e a Educação
Capítulo 3
Influências na 
psicomotricidade
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender as influências de 
Freud, Wallon, Berger, Lapierre, Vygotsky e Levin para a Psicomotricidade. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá.
Alguns teóricos e estudiosos dos movimentos corporais, das áreas de Psicologia, Psicanálise, 
Motricidade e Medicina, voltaram seus esforços e produziram contribuições fabulosas 
para o campo da Psicomotricidade. O conhecimento produzido por esses especialistas 
é utilizado e propagado até hoje e serve de guia para o trabalho da Psicomotricidade. 
Vejamos a seguir as contribuições que cada um deu à Psicomotricidade:
 
FIGURA 7
Freud
FONTE
Pixabay
Freud
Na década de 1970, uma corrente psicomotora 
associada à teoria psicanalítica, centrada no indivíduo, 
em seu inconsciente, teve base nos conceitos 
psicanalíticos de Freud. Freud, em seus estudos, já 
discutia questões a respeito do corpo. “O Ego é, antes de 
tudo, um ser corpóreo e não apenas um ser superficial 
– inclui a projeção de uma superfície”.
 
Psicomotricidade 
e a Educação
Influências na psicomotricidade Capítulo 3
Andre Lapierre
Afirmou a possibilidade de acessar o inconsciente sem necessariamente passar pela 
interpretação verbal, conferindo ao brincar o estatuto de meio de acesso ao inconsciente. 
Nesse contexto, a relação com o outro é condição para que ocorra o abaixamento das 
defesas e estabelecimento da transferência. 
A brincadeira aparece como parceiro simbólico, no qual as tensões podem ser 
descarregadas, favorecendo a expressão dos sentimentos e a elaboração de conflitos 
subjacentes. De acordo com LaPierre: “É a partir dessas vivências corporais primárias 
que se constrói nosso psiquismo e se estrutura nosso inconsciente”.
Levin
Na Argentina, o psicomotricista e psicanalista Esteban Levin (2000) trata da clínica 
psicomotora, uma nova abordagem na linha psicanalítica. Para esse autor, as 
contribuições da teoria psicanalítica promoveram mudanças significativas no campo 
da Psicomotricidade, pois o psicomotricista “já não centra seu olhar num corpo em 
movimento, mas, em um sujeito com seu corpo em movimento” (LEVIN, 2000, p. 31).
Wallon
Acreditava que a cognição está alicerçada ao que ele deu o nome de campos funcionais: 
o movimento, a afetividade, a inteligência e a pessoa. O aspecto motor como aquele 
que se desenvolve primeiro e serve tanto como atividade de busca de um objetivo 
como função de expressar algo em relação a outro indivíduo; a afetividade atua como 
uma forma de mediação das relações sociais expressadas por meio das emoções, já 
a inteligência relaciona-se diretamente com as questões da linguagem e o raciocínio 
simbólico, ou seja, habilidades linguísticas e a capacidade de abstração. 
Por fim, mas não de menor importância, a pessoa como o campo que coordena os 
demais e responsável pelo desenvolvimento da consciência e da identidade do eu.
A questão da motricidade é muito forte na teoria walloniana, compreendida como um 
Psicomotricidade 
e a Educação
Influências na psicomotricidade Capítulo 3
instrumento privilegiado de comunicação da vida psíquica. A criança, que ainda não tem 
a linguagem verbal, exprime por meio da motricidade suas mais diversas necessidades, 
traduzidas, portanto, de uma forma não verbal e com aspectos afetivos de expressão 
de bem ou mal estar.
Kathleen Stassen Berger
Para Berger a agressividade demonstrada por um indivíduo, muitas vezes, é demonstrada 
por conflitos, reações que se tornam obstáculos para não se afirmar e ter desejos. Muitas 
vezes essa agressividade faz parte do componente afetivo da criança.
Ainda de acordo com a autora, a partir de um autoconceito e de uma regulação 
emocional inadequados durante os primeiros anos da pré- escola, pode-se tornar um 
sério problema social à medida que o tempo passa (BERGER, 2003, p. 202).
 
Vygotsky
O pesquisador russo não trata especificamente sobre a Psicomotricidade, mas ficam 
nítidos em sua obra todos os aspectos do desenvolvimento psicomotor. Em se tratando 
das funções psíquicas superiores, as tipicamente pertencentes ao psicológico humano, 
por se diferenciarem dos reflexos e de outras funções mais primárias, como a atenção 
voluntária, controle de comportamento, memorização ativa, pensamento abstrato e o 
planejamento das ações. 
Dessa forma, é possível afirmar se tratar de questões de interesse da área psicomotora, 
sendo que algumas dessas funções se relacionam diretamente com a praxia humana 
como uma função psíquica superiora.
Neste sentido, Fonseca (1998) faz uma analogia ao pensamento de Vygotsky, segundo o 
qual a cultura passa a incorporar a natureza dos indivíduos e, salientando o pensamento 
de que as funções psíquicas são de origem sociocultural e que emergem de funções 
psicológicas elementares de origem biológica. A analogia é de que a Psicomotricidade, 
portanto, seria de origem sociocultural que emerge da motricidade, que por sua vez é 
biológica.
Psicomotricidade 
e a Educação
Influências na psicomotricidade Capítulo 3
O trabalho na ótica vygotskyana, é portanto, um 
paradigma psicomotor crucial, na medida em 
que perspectiva o ser humano como um corpo e 
uma mente, como ser biológico e ser social, como 
membro da espécie humana e ator do processo 
histórico e cultural. A relação indivíduo-natureza 
ou indivíduo-sociedade, na qual, para mim, se 
inscreve a noção de Psicomotricidade, não é inata, 
nem se pode conceber como o resultado de uma 
oportunidade ou pressão ecológica, isto é, não se 
dá por acaso. 
Ambas as relações acima equacionadas emergem 
da interação dialética do ser humano com o seu 
ambiente.
Deste modo, é possível verificar que a obra de 
Vygotsky envolve o cerne da Psicomotricidade, pois 
 
FIGURA 8
Vygotsky
FONTE
Wikimedia commons (2021).
Resumindo
E então, gostou do que lhe mostramos? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos 
lembrar que você estudou s influências de Freud, Wallon, Berger, Lapierre, 
Vygotsky e Levin para a Psicomotricidade.
se o sujeito precisa da interação com o meio para se desenvolver, é fato que os aspectos 
psicomotores estão incrustados nessa relação dialética entre indivíduo e meio.
@faculdadelibano_
4
O valor da 
afetividade nas 
intervenções 
psicomotoras
Psicomotricidade 
e a Educação
Capítulo 4
O valor da afetividade nas 
intervenções psicomotoras
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender o valor da 
afetividade nas intervenções psicomotoras. Isto será fundamental para 
o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá.
Uma das propostas da Psicomotricidade é de resgate das relações afetivas de forma 
lúdica e motivadora. Durante as atividades em geral, são utilizadas as duas linhas da 
Psicomotricidade:a Funcional e a Relacional.
A Psicomotricidade Funcional tem foco nos exercícios e atividades centrados no 
indivíduo e trabalha mais individualmente as habilidade e limitações de cada um, já 
a Psicomotricidade Relacional prioriza os movimentos espontâneos obtidos durante 
um jogo de bola por exemplo. Além disso, cria novas opções de desenvolvimento de 
habilidades, além de proporcionar o convívio em grupo, desenvolvendo o respeito e a 
cooperação além da convivência em grupo.
Nesta vertente da Psicomotricidade Relacional, o desenvolvimento da relação da criança 
com os pais, por exemplo, é de suma importância para o sucesso da intervenção. É 
importante que o profissional estimule a criação ou desenvolvimento do vínculo entre 
os pais e as crianças.
Nota
“A Psicomotricidade Relacional busca num novo espaço instituinte, a 
expressão da criança em sua plenitude” (CABRAL, 2001, p.68).
Psicomotricidade 
e a Educação
O valor da afetividade nas intervenções psicomotoras Capítulo 4
Vejamos a seguir alguns exemplos de atividades psicomotoras que aumentam o vínculo 
entre pais e filhos:
• Estimulação motora – na qual os pais irão observar e perceber em que fase motora e 
necessidade seu filho se encontra. Isso ajuda a estimular em casa de maneira equilibrada. 
Por exemplo, circuitos motores, ginástica, natação.
• Percepções sensoriais – experiências diversificadas como objetos com texturas 
diferentes, sons, cores, formas e tamanhos, importantes para aumentar a vivência 
perceptiva dos bebês e com isso guardarem na memória a experiência vivida, fará 
diferença no futuro.
• Atividades coordenativas – realizar atividades com massa de modelar, tinta, giz de 
cera, jornal, revista, barbante, balão, panos, são práticas necessárias para estimular a 
coordenação motora fina auxiliando na preensão e escrita.
• Atividades de relaxamento – massagens, danças, leitura, música, fantoches, teatro. 
Também por meio do contato o bebê se sentirá mais seguro, confortável e próximo à 
sua família, proporcionando mais tranquilidade no seu dia a dia.
• Aulas direcionadas para o equilíbrio, lateralidade, percepção corporal, organização 
temporal e espacial – auxiliam no desenvolvimento global do bebê, a ter noção que 
existe e que tem domínio do seu próprio corpo. Por exemplo, circuitos, espelhos, músicas 
com movimentos, natação.
 
FIGURA 9 
A Psicomotricidade 
relacional trabalha com 
grupos de indivíduos
FONTE
Freepik
 
Psicomotricidade 
e a Educação
O valor da afetividade nas intervenções psicomotoras Capítulo 4
Resumindo
E então, gostou do que lhe mostramos? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Na intervenção da Psicomotricidade afetiva 
não se busca a execução perfeita do movimento, mas sim a expressão 
do movimento desejado pelo sujeito. Desse modo, deve- se proporcionar 
um ambiente físico e transicional no qual o indivíduo possa expressar e 
ressignificar suas dificuldades, limitações e potencialidades relacionais 
pela via do trabalho corporal. Assim, haverá uma resposta positiva 
nas questões cognitivas, sociais, emocionais e psíquicas, levando-o a 
desenvolver suas habilidades de ação inteligente, seja seu potencial 
íntegro ou esteja ele afetado por deficiências de qualquer origem.
 
Psicomotricidade 
e a Educação
Referências
BARROS, D. R. A Gerontologia de Intervenção. Revista Eletrônica Informativo GRD – Ano II – 
Ed 03 – Janeiro a Junho de 2001. Rio de Janeiro, 14 de abril de 2001. Disponível em: http://
www.geocities.com/grdclube. Acesso em 23 out 2003.
BERGER, K. S. O Desenvolvimento da Pessoa: da infância à adolescência. Rio de Janeiro: 
LTC, 2003.
CABRAL, S. V. Psicomotricidade Relacional: Prática Clínica e Escola. Rio de Janeiro: 
Revinter, 2001.
LEVIN, E. O desenvolvimento psicomotor diante da modernidade. Estilos clínicos, São 
Paulo, v. 5, n. 8, p. 147-155, 2000. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1415- 71282000000100012&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 11 
set 2021.
FONSECA, V. Psicomotricidade: Filogênese, Ontogênese e Retrogênese. 2ª ed. Porto 
Alegre: Art Med, 1998.
FONSECA, V. Gerontopsicomotricidade: uma abordagem ao conceito da retrogênese 
psicomotora. In: Fonseca V. Psicomotricidade: filogênese, ontogênese e retrogênese. 
Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
MASSUE, I. A Psicomotricidade Aplicada à Terceira Idade na Clínica e em Centro 
de Convivência. VII Congresso Brasileiro de Psicomotricidade, Fortaleza, 1998.

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