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Apostila - Resumo

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entre as pessoas. Grupos informais podem ter um impacto positivo no 
desempenho do trabalho, podem ajudar a satisfazer às necessidades pessoais de seus membros.
7.4 Tipos de equipes de trabalho
DuBrin (2006) relaciona cinco tipos representativos de equipes: autogeridas, multifuncionais, de alta 
gerência, grupos de afinidades e equipes virtuais.
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Equipes autogeridas
• São grupos de trabalho cujos membros têm poder para desempenhar muitos deveres atribuídos 
anteriormente ao supervisor. As responsabilidades da autogestão incluem: planejamento e 
cronograma de trabalho; treinamento dos membros; compartilhar tarefas; cumprimento de metas 
de desempenho; garantia de alta qualidade e resolução de problemas no dia a dia. Normalmente é 
eleito um líder de equipe, desempenhando um papel de ligação entre a equipe e o nível mais alto 
da gerência.
Equipes multifuncionais
• Equipe formada por trabalhadores de diferentes especialidades, mas com aproximadamente o 
mesmo nível organizacional, que se reúnem para realizar uma tarefa. DuBrin (2006) acrescenta que 
o propósito dessas equipes é juntar o talento de trabalhadores para desempenhar uma tarefa que 
necessite dessa combinação. Normalmente estas equipes são formadas para o desenvolvimento 
de novos produtos, melhoria da qualidade e redução de custos.
• Existem ainda três tipos de equipes semelhantes às equipes multifuncionais e importantes na 
organização. Equipes de projetos, comitês e força-tarefa, que agregam pessoas fora de suas 
atribuições diárias, possuem fins específicos e são lideradas por alguém designado.
Equipes de alta gerência
• Formadas pelo grupo de executivos das organizações. São consideradas equipes, tendo em vista 
que as principais decisões são tomadas em colaboração, incluindo todos os membros da alta 
gerência.
Grupos de afinidade
• São diferentes tipos de equipes, um grupo de envolvimento de empregados composto de 
trabalhadores que se reúnem regularmente fora de seus grupos funcionais, com o objetivo de 
aplicar seus conhecimentos e sua atenção a importantes questões do local de trabalho (círculos 
de qualidade, grupos de solução de problemas etc.).
Equipes virtuais
• Pessoas que trabalham juntas e resolvem problemas por intermédio de computadores e não com 
a interação cara a cara. Fazem reuniões eletrônicas guiadas por um software especial e usando, 
às vezes, facilitadores de grupos.
7.5 Critérios para a definição de uma equipe
Thibaut e Kelley (apud Bergamini, 1982) afirmam que “para estudar os grupos torna-se necessário 
primeiramente defini-los. Uma vez que o termo grupo esteja sendo aplicado a muitas coleções de 
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pessoas, é necessário restringir o seu significado àqueles que cabem dentro de certo critério”. Abaixo 
estão alguns critérios:
1 Estrutura da equipe de trabalho
Para estruturar uma equipe devemos considerar:
• Tamanho da equipe
• Composição da equipe – homogêneos / heterogêneos
• Organização da equipe de trabalho - Estrutura de poder
 - Estrutura de trabalho 
Definição/distribuição das tarefas
2 Interação
Outro critério que distingue uma equipe de um grupo de pessoas é que na equipe 
os membros interagem uns com os outros de tal forma que o comportamento de um 
influencia no comportamento dos outros. Isso quer dizer que os membros são de alguma 
forma comportamentalmente interdependentes. A interação refere-se às modificações de 
comportamento. As pessoas irão influenciar as outras por meio de linguagem, símbolos, gestos 
e postura.
3 Estruturação
Na estruturação da equipe estabelecem-se:
• normas da equipe;
• relações entre os membros e destes com a liderança;
• padrões aprovados de conduta;
• sistema de recompensas e punições;
• sistema de comunicação.
7.6 Estágios de desenvolvimento da equipe
Segundo Scholtes (1992), uma equipe passa por estágios razoavelmente previsíveis:
Estágio 1 – Formação ou iniciação
Fase em que se inicia a formação da equipe, em que seus membros pesquisam as fronteiras 
do comportamento adequado ao grupo. Estágio da transição da condição de indivíduo para 
membro.
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Estágio 2 - Turbulência ou diferenciação
Fase em que os membros da equipe começam a perceber a quantidade de trabalho que têm à frente 
e é comum entrarem em estado de pânico. É o estágio mais difícil para a equipe.
Estágio 3 - Normas ou integração
Fase do restabelecimento do propósito central da equipe. À medida que os membros da equipe se 
acostumam a trabalhar em conjunto, sua resistência inicial vai desaparecendo.
Estágio 4 - Atuação ou maturidade
Neste estágio, a equipe já definiu seu relacionamento e suas expectativas.
7.7 Papel emocional da equipe
Segundo Fiorelli (2000), equipes constituem um espaço psicológico para compartilhar emoções. Este 
papel emocional compreende vários aspectos e manifesta-se de várias maneiras.
• Racionalização - A equipe adota determinado comportamento porque “todo mundo faz assim”. 
Este mecanismo tem eficácia na redução da ansiedade que acompanha a decisão, tanto para 
correr maiores riscos como para furtar-se a eles.
• Modelação - Os integrantes chegam a imitar o eventual líder em notável processo de 
identificação. O comportamento não chega a ser só copiado, mas reproduzido na qualidade de 
modelo.
• Negação da realidade - Este mecanismo pode emergir da necessidade inconsciente da 
manutenção da equipe. A relutância dos integrantes em utilizar novas tecnologias pode ser a 
negação da realidade de que a especialização que os unia está ultrapassada.
• Derivativo para carências afetivas - Transferência para a equipe da demanda por afeto que 
supervisores (e familiares) não conseguem suprir.
• Preservação da coesão - A manifestação de sentimentos de coesão significa que as pessoas têm 
condições de encontrar e liberar energia para superar as dificuldades.
• Espaço para representar - Equipes constituem o palco no qual o indivíduo possui importante 
espaço para representar, onde ele tem oportunidade de dar vazão a suas fantasias, a seu lado 
lúdico.
• Espaço para catarse - Em situação de crise, equipes se tornam verdadeiros muros de lamentação, 
um espaço para manifestações emocionais, em autêntica catarse coletiva ou individual.
• Útero protetor - O trabalho em equipe proporciona a oportunidade de isolamento, 
representada por espaço e tempo exclusivos. Um abrigo contra tempestades, gerando 
conforto emocional.
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7.8 Condições externas impostas às equipes nas organizações
Segundo Robbins (1999), os grupos são um subconjunto de um sistema maior da organização. O 
comportamento do grupo pode ser explicado a partir da organização em que está inserido.
• Estratégia da organização – Define as metas e os meios para atingir essas metas. A estratégia 
influenciará o poder de vários grupos de trabalho.
• Estruturas de autoridade – As organizações têm estruturas que definem quem se reporta a 
quem, quem toma decisões e que decisões os indivíduos ou grupos têm o poder de tomar. Esta 
estrutura determina onde o grupo está posicionado dentro da hierarquia da organização, o líder 
formal e os relacionamentos formais entre grupos.
• Regulamentos formais - São as regras, os procedimentos, as políticas, as descrições de cargos e 
outras formas de regulamentos.
• Recursos organizacionais

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