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Apostila - Resumo

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entre indivíduos.
Berne se interessava pelo que ocorre entre as pessoas na realidade.
Transações entre o eu e os outros.
Outro
Eu
OutroOutro
Outro
TRANS + AÇÃO = Ato ou efeito de transigir, combinação, ajuste, operação comercial.
Ação que se passa entre duas pessoas.
Segundo Kertész (1987), a análise transacional utiliza-se dos seguintes instrumentos:
• O esquema da personalidade: pai, adulto e criança, a fase intrapessoal da AT.
• A análise das transações entre partes da personalidade. Começa a fase interpessoal desta teoria.
• Os reforços sociais ou carícias: a importância do contato físico, verbal e de outros tipos.
• As posições existenciais: como me vejo (percebo) e como vejo (percebo) os outros.
• Estruturação do tempo: as seis formas de usá-lo.
• Os jogos psicológicos: séries repetitivas de transações, com uma parte oculta.
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• Emoções autênticas e substitutivas ou “disfarces”.
• O argumento de vida e metas de vida.
• O miniargumento: uma sequência repetitiva de comportamentos individuais, dirigida por ideias 
errôneas.
• Dinâmica de grupos: leis da estrutura e funcionamento dos grupos pequenos e suas etapas de 
desenvolvimento.
Dos instrumentos citados, nos deteremos aos dois primeiros: o esquema da personalidade e a análise 
das transações entre partes da personalidade e as posições existenciais.
2.3.1.1 Primeiro instrumento – o esquema da personalidade – pai, adulto e criança.
Primeiro é preciso definir o que vem a ser comportamento e personalidade. Para Smith e Smith 
(1963), comportamento se traduz por “respostas de um organismo às mudanças do meio”.
Kertész (1979) irá definir comportamento como “o que sente, pensa, diz e faz”. O que pensa e sente 
é o comportamento subjetivo. O que diz e faz é o comportamento objetivo.
Essas quatro variáveis: pensar, sentir, dizer e fazer se inter-relacionam de tal modo que, modificando 
alguma delas, modifica-se as restantes.
No enfoque comportamentalista, as mudanças se efetuam de “fora para dentro”: mudando-se o 
que se diz e faz, muda-se o que se pensa e sente.
No enfoque humanístico, as mudanças se realizam de “dentro para fora”, ou seja, mudando-se o 
que se pensa e sente, muda-se o que se diz e faz.
Considerando os dois enfoques, a AT irá definir a personalidade como:
O modo habitual pelo qual o indivíduo pensa, sente, fala e atua para satisfazer suas 
necessidades no meio físico e social e irá entender o comportamento como algo 
multifacetado. O ser humano como um produto de uma imensa coleção de influências 
que são registradas desde a mais tenra idade, e que permanecem vivas manifestando-
se a cada momento (Kertész, 1987).
A análise transacional vê o indivíduo como um sistema integrado de pensamentos, 
sentimentos e condutas organizado em três subsistemas: o exteropsíquico, o neopsíquico e o 
arqueopsíquico.
Para Eric Berne, a personalidade está formada pelo pai, o adulto e a criança, por todos os seus 
conteúdos e comportamentos.
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COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
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2.3.1.2 Estrutura
• Subsistema exteropsíquico: compreende o registro de condutas aprendidas, modeladas das figuras 
chamadas parentais (pais ou substitutos). É a sede dos valores, da moral e dos preconceitos. É 
denominado funcionalmente de Estado de Ego Pai.
• Subsistema neopsíquico: é o mecanismo de processamento de dados e de avaliação da realidade. 
Lógico e dedutivo é chamado de Estado de Ego Adulto.
• Subsistema arqueopsíquico: contém os vestígios da infância e opera a partir dos sentimentos, 
chamado de Estado de Ego Criança, manifesta-se por meio de emoções e da busca da satisfação 
de necessidades.
2.3.1.3 Funcionamento
Criança natural
Criança adaptada rebelde
Criança adaptada submissa
Pai crítico
Pai nutritivo
A
Estado de Ego
Adulto
P
Estado de Ego
Pai
C
Estado de Ego
Criança
Estado de Ego Pai
Exteropsiquê (formada a partir da influência de pais e familiares).
É uma espécie de reservatório ou depósito de normas, valores, preceitos e modelos de conduta. 
Um conceito aprendido de vida, “gravações”. Parte valorativa de nós mesmos. Segundo Kertész 
(1987), surge no indivíduo por volta dos três anos de idade e suas principais fontes são os pais (ou 
substitutos) e outros familiares e pessoas que convivam com a criança e tenham uma figura de 
autoridade e importância na vida dela. Está sujeito a influências culturais e impõe à pessoa ações, 
regras e programas de conduta.
O Estado de Ego Pai se subdivide em dois tipos:
• Pai crítico – educa criticando, moralizando, dirige e controla os outros. Chamado também 
de controlador, preconceituoso ou disciplinador. Atua de forma autoritária, dogmática e 
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moralizadora. Em seu lado positivo, é justo, firme e determinado, orientando e protegendo de 
forma responsável.
• Pai nutritivo ou protetor – é a parte que apoia, confia e dá permissão para pensar e agir, 
incentivando o crescimento e compreende os erros das outras pessoas. É negativo quando exagera 
na proteção, tolhendo iniciativas, quando perdoa demais, enfim, quando doa em excesso, inibindo 
o crescimento do outro.
Estado de Ego Adulto
Ainda de acordo com o mesmo autor, é a parte da nossa personalidade racional. É adaptável, 
organizado e objetivo. É capaz de atuar isento de emoções e julgamentos. O critério de competência do 
adulto não é a exatidão, mas a qualidade do processamento e do uso que faz dos dados disponíveis. Sua 
principal característica é a capacidade de fazer perguntas claras e de ouvir completamente as respostas. 
Seria, segundo Kertész, o hemisfério esquerdo do cérebro, nos destros. Sua função básica é trabalhar, 
estudar e operacionar.
Estado de Ego Criança
O estado de ego criança surge logo que se nasce. É o primeiro estado de ego a emergir no ser 
humano e representa as emoções básicas como alegria, amor, prazer, tristeza, raiva e medo. Esta é a 
parte mais autêntica do ser humano e também a mais reprimida pela educação. Segundo Kertész (1987), 
é representada pelo hemisfério direito do cérebro dos destros, hemisfério esse que processa os sonhos, 
as imagens, estimulado quando se usa a criatividade e a arte. É a fonte de nossas reações emocionais, 
independente da nossa idade cronológica. Divide-se em:
• Criança natural ou livre - Apresenta emoções autênticas. Fazem as coisas porque querem, mas 
seu comportamento não é destrutivo nem para si mesmo nem para os outros. Contém uma parte 
intuitiva e criativa, mas também astuciosa e manipuladora. O aspecto negativo da Criança Natural 
surge quando a pessoa se torna inconveniente, egoísta, sem freios, irresponsável ou socialmente 
incômoda.
• Criança adaptada - Faz as coisas porque gosta, mas seu comportamento é destrutivo para os 
outros ou para si mesma. Apresenta dois tipos de comportamento: o submisso e o rebelde.
• Criança adaptada submissa - É reprimida, complacente, conformada, tendendo a querer 
agradar às pessoas e retrair-se frente às dificuldades. Seu aspecto positivo é a adequação 
ambiental sem a qual a pessoa teria dificuldades no relacionamento social. Atende às normas 
e regras.
• Criança adaptada rebelde - É voluntariosa, teimosa, desafiadora, agressiva e contestadora. Em 
seu aspecto positivo, a criança rebelde tem energia para lutar contra as injustiças, para defender 
seus direitos.
De acordo com Kertész (1987), no jargão da AT chamamos de “OK” ao positivo e “NÃO OK” ao inadequado. 
A cada momento temos a opção de escolher o Estado de Ego que queremos ativar.

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