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A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Esta Norma se aplica para empresas de qualquer segmento, independente do seu tamanho ou finalidade, sendo agora mais claro a modalidade serviços. Antes somente estava explícito Produtos. Escopo - ISO 9001:15 Nota 1 da Norma - “Real Aplicabilidade do SGQ da Empresa” Nota 2 da Norma - “Requisitos Estatutários e Regulamentares” A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Para termos e definições aplicam-se a ABNT NBR ISO 9000:2015, Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e vocabulário. Recomendamos que esta norma também seja adquirida, pois será bastante utilizada como consulta durante a avaliação das aplicabilidades para a sua empresa da ISO 9001:15, auxiliando no entendimento adequado sobre os conceitos fundamentais, princípios e vocabulário de gestão de qualidade. Sendo assim, será mais útil e aplicado a implementação eficiente de um SGQ. A norma orienta a todos os profissionais envolvidos diretamente no SGQ que todos os conceitos e princípios sejam interpretados como um todo e não isoladamente, desmistificando o conceito de que um princípio pode ser mais ou menos importante que o outro. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 4.1 Entendendo a Organização e seu Contexto; Contexto da Organização 4.2 Entendendo as Necessidades e Expectativas de Partes Interessadas; 4.3 Determinando o Escopo do SGQ; 4.4 SGQ e seus Processos. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A organização deve determinar questões externas e internas que sejam pertinentes para o seu próprio e para o seu direcionamento estratégico e que afetem sua capacidade de alcançar o(s) resultado(s) pretendidos(s) do seu sistema de gestão da qualidade. Entendendo a Organização e seu Contexto A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 No Módulo 1 foi explicado um dos princípios da qualidade mais importantes; abordagem de processo. Nele apresentamos detalhes em relação a avaliação de processo correlacionada com o ciclo PDCA. Deste modo, é importante relembrar os conceitos e aplicações destas abordagens dentro do contexto da organização. Escopo - ISO 9001:15 • Identificar as partes interessadas (stakeholders); • Definir grau de poder e interesse; • Determinar suas expectativas; • Identificar seus requisitos; • Definir um plano de comunicação; • Desenvolver plano de ação. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 As partes interessadas seriam basicamente: Clientes diretos, usuários ou consumidores finais, fornecedores, distribuidores, revendedores e outros da cadeia de fornecimento, órgãos reguladores e outras partes diretamente interessadas no desempenho da empresa, como sociedade, empregados e acionistas. Entendendo as necessidades e expectativas de partes interessadas (stakeholders) A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Tipo de Stakeholders Sponsor: Acionistas, investidores, financiadores, parceiros, supervisores da Alta Gerência Internos: GP, equipe, executivos, terceiros, colaboradores, departamentos Externos: Órgãos governamentais, agências regulamentadoras, sindicatos, ambientalistas, líder de comunidade, mídia Mercado de Produtos/Serviços: Órgãos governamentais, agências regulamentadoras, sindicatos, ambientalistas, líder de comunidade, mídia Fornecedores: Matéria prima, serviços, tecnologia A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Deste modo a organização deverá determinar e atualizar as partes interessadas pertinentes ao seu SGQ, assim como os requisitos destes que também sejam correlacionados. Como identificar? • Identificar as pessoas ou organizações que podem ser afetadas pelo projeto • Documentar Interesses Envolvidos Impactos A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Deste modo a organização deverá determinar e atualizar as partes interessadas pertinentes ao seu SGQ, assim como os requisitos destes que também sejam correlacionados. Análise de partes interessadas A análise de partes interessadas geralmente segue as seguintes etapas: • Etapa 1: identificar todas as partes interessadas. • Etapa 2: identificar o impacto ou apoio • Etapa 3: avaliar como as partes interessadas vão reagir A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 O escopo deve declarar os tipos de produtos ou serviços cobertos e prover justificativa para qualquer requisito da ISO 9001 que a organização determinar que não seja aplicável ao escopo do seu Sistema de Gestão da Qualidade. A norma não exige que todos os processos da organização sejam certificados, mas também não faz mais referência ao termo “exclusões” em relação à aplicabilidade dos seus requisitos ao sistema de gestão da qualidade. Isso quer dizer que uma organização deve analisar criticamente a aplicabilidade de requisitos devido ao porte ou complexidade da organização, ao modelo de gestão que ela adota, à variedade das atividades da organização e à natureza dos riscos e oportunidades que ela encontra e somente depois dessa análise decidir ou não pela exclusão de algum requisito. Determinando o Escopo do SGQ A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Podemos utilizar como base o módulo anterior, onde descrevemos a abordagem do processo como princípio da qualidade, aqui daremos um maior enfoque no SGQ. Conforme a norma define, a organização deverá determinar as entradas e saídas esperadas dos processos necessários para o SGQ, assim como a sequência e a interação desses processos. Este subitem da norma aborda praticamente todos os requisitos da norma, como por exemplo: • Abordar riscos e oportunidades nos processos da organização em consoante com os requisitos da norma (6.1); • Impõe a organização aplicação de métodos de avaliação de desempenho necessários para garantir a operação e controle eficazes dos processos Sistema de Gestão da Qualidade e seus Processos A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Atividades SaídasEntradas Fontes de Entradas Recebedores de Saídas PROCESSOS ANTECEDENTES Por exemplo: em provedores (internos ou externos), em clientes em outras partes interessadas relevantes. MATÉRIA, ENERGIA, INFORMAÇÃO Por exemplo: na forma de matérias, recursos e requisitos. MATÉRIA, ENERGIA, INFORMAÇÃO Por exemplo: na forma de matérias, recursos e requisitos. PROCESSOS SUBSEQUENTES Por exemplo: em clientes (internos ou externos), em outras partes interessadas relevantes Ponto de partida Figura 1 – Representação esquemática dos elementos de um único Processo Ponto de chegada Possíveis controles e pontos para monitorar e medir desempenho A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 5.1 - Liderança e comprometimento 5.1.2 - Foco no cliente 5.2 - Política (da Qualidade) 6 - Planejamento 5.5 - Responsabilidade, autoridade e comunicação 5.3 Papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais 7.4 - Comunicação 4.1 – Entendendo a organização e seu contexto 4.2 – Entendendo a organização e seus contexto 9.3 – Análise crítica pela direção Norma, Política e Objetivos Manual de Qualidade Processos Informações documentadas Registros Contexto da Organização e Liderança A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A Alta Direção deve demonstrar liderança e comprometimento com relação ao sistema de gestão de qualidade. Ela pode delegar responsabilidades destas ações para outros, mas ela mantém a responsabilidade final pela eficácia do SGQ. A Alta Direção deve estar PESSOALMENTE envolvida na orientação e apoio ao pessoal que atua no SGQ, lideranças e outros níveis hierárquicos necessários para atingir os resultados pretendidos. Esta seção 5 é uma grande mudança no SGQ, uma vez que agora não é apenas responsabilidade “do setor de qualidade”, mas toda a gestão da empresa. Liderança A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A alta direção deve demonstrar sua liderançae compromisso com respeito a qualidade do sistema de gestão. A alta direção deve estabelecer uma política de qualidade que seja adequada ao propósito da organização e seus resultados A alta direção deve assegurar-se que as responsabilidades e autoridades para as funções relevantes sejam definidas e comunicadas dentro da organização. LIDERANÇA POLÍTICA FUNÇÕES, AUTORIDADES E RESPONSABILIDADES A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Toda organização com qualidade trabalha para alcançar a satisfação do seu cliente. Não é atoa que o foco no cliente é um dos princípios da Norma. Afinal, o cliente é a peça chave de todo o sistema de gestão da qualidade. Com isso, a alta direção deve se comprometer com seu cliente, para garantir não só o atendimento ao que foi prometido a ele, mas também a possibilidade de conseguir superar as suas expectativas. Foco no cliente é manter como objetivo principal da organização atender às necessidades dos clientes e esforçar-se para ultrapassar as suas expectativas em relação à nossa organização. Por exemplo, se uma compra é entregue no limite do prazo determinado, a necessidade do cliente é atendida. Mas se ela é entregue muito antes do previsto, a expectativa do cliente é superada. Foco no cliente A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A Alta Direção deve estabelecer, implementar e manter uma política da qualidade que: a) seja apropriada ao propósito e ao contexto da organização e apoie seu direcionamento estratégico; b) proveja uma estrutura para o estabelecimento dos objetivos da qualidade; c) inclua um comprometimento em satisfazer requisitos aplicáveis; d) inclua um comprometimento com a melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade. Política A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Ao definir a política da qualidade, a empresa terá de considerar o contexto em que ela está envolvida. Ela terá de analisar os processos que executa, o mercado em que está inserida, as necessidades das partes interessadas, o escopo do sistema de gestão, etc. Este item é um importante acréscimo da nova versão da norma, porque, se nós analisarmos bem, isso sempre foi necessário! Porém agora a ISO 9001 deixou isso claro, explícito na norma, ajudando as organizações a manter a atenção nisso. Ao criar sua política, a empresa terá de analisar aquilo que espera alcançar. Para isso, é preciso que nela conste de forma simplificada o que a empresa faz e como isso afetará seus clientes e stakeholders, como garantirá, por exemplo, o aumento da satisfação do cliente. E isso acontece porque a política deve refletir o que a empresa pensa e como ela se comporta em relação a qualidade. Então, uma dica (que na verdade é regra): não faz sentido copiar a política de outra empresa, pois ela é específica da sua organização e só vai funcionar nela! https://blogdaqualidade.com.br/iso-90012015-9-1-2-satisfacao-do-cliente-requisito-9-1-parte-2/ A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Com o objetivo de oferecer melhores serviços em conformidade com a qualidade, com o respeito ao meio ambiente, à saúde e segurança de seus colaboradores, a XXXXXXX, assessoria aduaneira em atividades de comissária de desembaraço na gestão de processos de importação e exportação de cargas, exerce suas atividades em todo o Brasil sob um Sistema de Gestão de Qualidade, adequado ao propósito e contexto da organização. Os colaboradores da XXXXXXXXXXXXX são treinados e estão conscientes dos impactos das suas atividades, tendo suas autoridades e responsabilidades definidas para assegurar os altos padrões da empresa. A Alta Administração da empresa assegura que esta política, suas eventuais alterações, sejam efetivamente comunicadas aos funcionários e outras partes interessadas relevantes. O sistema de Gestão da Qualidade está pautado sob a abordagem de processo através do seu direcionamento estratégico que assegura a eficácia de suas ações por meio de: Exemplo de Política A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 • Foco na Satisfação dos nossos clientes • Assegurar a liderança atuante em Engajamento de pessoas, com empenho no desenvolvimento e implementação do Sistema de Qualidade; • Aprimoramento da qualidade dos nossos serviços, oferecendo soluções eficientes para os nossos clientes, estabelecendo a melhor relação custo x benefício; • Compromisso com a prevenção da poluição, com ênfase na redução do consumo de energia elétrica e papel; • Melhoria contínua dos nossos processos para aumentar o desempenho, proporcionando agilidade aos nossos clientes. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 A Alta Direção DEVE assegurar que as responsabilidades e autoridades para papéis pertinentes sejam atribuídas e comunicadas na organização. As atribuições de papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais é um dever da Alta Direção. Pode-se atribuir uma responsabilidade diretamente à um colaborador, à um cargo ou à um processo que, por sua vez, já deve ter um responsável. O objetivo é definir quem responde pelo o que na organização. Com as responsabilidade definidas, organização conseguirá controlar melhor o seu SGQ, seus processos e todas as atividades que o envolvem. Essa definição pode ser documentada, mas não é uma exigência da Norma. O mais importante não é criar a documentação com as responsabilidades atribuídas, isto é muito simples e fácil. O mais importante é a Alta Direção atribuir e comunicar essas responsabilidades para os colaboradores certos, que possam exercer essas responsabilidades, zelando pelos interesses e pela qualidade da organização. Papéis, responsabilidades e autoridades A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 O termo “autoridade” pode ser definido como “poder legítimo”, “direito de mandar”, ou seja, é o direito de mandar e ser obedecido. Já a “responsabilidade” consiste numa consequência da autoridade, atribuindo a obrigação de responder pelas ações próprias e dos outros. A paridade entre a responsabilidade e a autoridade não é necessária somente aos líderes. Ao contrário do que pensa a maioria, para que qualquer trabalhador possa cumprir suas obrigações contratuais, é imprescindível possuir a autoridade necessária e adequada ao desenvolvimento da função assumida. Autoridade x Responsabilidade A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Superior Ocupante do cargo Subordinado Autoridade Responsabilidade A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Ao planejar o Sistema de Gestão da Qualidade, a organização deve considerar as questões internas (forças e fraquezas), as questões externas (oportunidades e ameaças), as partes interessadas (clientes, colaboradores etc.) e os processos necessários. A cada item do planejamento devemos nos preocupar com os possíveis riscos envolvidos e tratá-los adequadamente. Ao abordar os riscos, o objetivo é se prevenir de problemas, garantindo que o SGQ entregue os resultados planejados. Ao abordar as oportunidades, a organização pode adotar novas práticas, como por exemplo construção de parcerias, lançamento de novos produtos, entre outros. A Norma exige também que sejam planejadas ações para abordar esses riscos e oportunidades e que a eficácia dessas ações sejam avaliadas, ou seja, avaliar se as ações atingiram o objetivo principal. Planejamento Ações para Abordar Riscos e Oportunidades A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Ao planejar o Sistema de Gestão da Qualidade, a organização deve considerar as questões internas (forças e fraquezas), as questões externas (oportunidades e ameaças), as partes interessadas (clientes, colaboradores etc.) e os processos necessários. A cada item do planejamento devemos nos preocupar com os possíveis riscos envolvidos e tratá-los adequadamente. Ao abordar os riscos, o objetivo é se prevenir de problemas, garantindo que o SGQ entregue os resultados planejados. Ao abordar as oportunidades, a organização pode adotarnovas práticas, como por exemplo construção de parcerias, lançamento de novos produtos, entre outros. A Norma exige também que sejam planejadas ações para abordar esses riscos e oportunidades e que a eficácia dessas ações sejam avaliadas, ou seja, avaliar se as ações atingiram o objetivo principal. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Objetivos da qualidade e planejamento para alcançá-los Os objetivos DEVEM ser: • Coerentes com a política da Qualidade; • Mensuráveis; • Monitorados; • Comunicados; • Atualizados, como apropriado. Os objetivos agora não são mais obrigados a ter metas, porém, devem ser monitorados, comunicados e atualizados. Devem levar em consideração os riscos e oportunidades, requisitos legais, além de outros critérios. O programa de gestão agora é mais explícito no planejamento dos objetivos de qualidade incluindo a sua avaliação. A U D I T O R I N T E R N O S G I 9 0 0 1 : 1 5 Quando a organização determina a necessidade para mudanças no sistema de gestão da qualidade, as mudanças devem ser realizadas de uma maneira planejada. A organização deve considerar: • o propósito da mudança e suas potenciais consequências; • a integridade do sistema de gestão da qualidade; • a disponibilidade de recursos; • a alocação ou realocação de responsabilidades e autoridades Um plano deve ser desenvolvido de forma a atingir o objetivo da mudança, sem impactar o cliente ou os objetivos da organização. A robustez/profundidade do plano de mudança depende do risco em não atender os objetivos, incluindo o(s) do(s) cliente(s). O próprio requisito 6.3 identifica as considerações a serem levadas em conta em uma mudança e o requisito 6.2.2 identifica itens genéricos de fases/atividades de um planejamento. Planejamento de Mudanças