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Sociedade Educacional de Santa Catarina   
UC: Processos biológicos 
Professora: Francielly Eduarda P. Ersching 
Metabolismo de lipídios
O metabolismo lipídico é o conjunto de processos biológicos que permitem a utilização das gorduras provenientes de fontes alimentares ou das reservas de gordura do corpo. Esses processos são essenciais para a produção de energia, o armazenamento de energia e a síntese de componentes estruturais importantes para o organismo.
Durante o estado alimentado, os lipídios são digeridos no trato gastrointestinal pelas enzimas chamadas lipases, com a ajuda dos ácidos biliares eliminados pela bile com função emulsificadora. Durante a digestão, essas enzimas quebram os lipídios em ácidos graxos livres e glicerol, que são então absorvidos diretamente através das membranas das células intestinais, chamadas enterócitos.
Nos enterócitos, os ácidos graxos livres e glicerois formam os triglicerídeos (TAGs). Esses TAGs são, então, reempacotados em estruturas chamadas quilomícrons, que são partículas de lipoproteínas que transportam lipídios pelo corpo através da corrente sanguínea.
Uma vez transportados para as células-alvo, os ácidos graxos podem ser usados de várias maneiras. Eles podem ser sintetizados a partir de moléculas de acetil-CoA (lipogênese) ou usados para formar TAGs novamente, que são armazenados em gotículas de gordura no tecido adiposo. O hormônio que regula esse processo é a insulina.
Por outro lado, no estado de jejum, o hormônio glucagon sinalizam a necessidade de energia metabólica. Os TAGs armazenados no tecido adiposo são mobilizados e transportados aos tecidos (musculatura esquelética, coração, fígado e córtex renal) nos quais os ácidos graxos podem ser oxidados para produção de energia. O tecido nervoso e as hemácias não utilizam ácidos graxos como fonte energética pois obtêm energia exclusivamente a partir da oxidação de glicose. Os TAGs então são quebrados em ácidos graxos livres e glicerol, um processo catalisado por enzimas chamadas lipases hormônio-sensíveis (lipólise). A sequência desse processo envolve a beta-oxidação dos ácidos graxos, onde os ácidos graxos são degradados em moléculas de acetil-CoA, que podem então entrar no ciclo de Krebs (ciclo do ácido cítrico) para produzir ATP, a principal forma de energia utilizada pelas células.
O processo completo da beta-oxidação ocorre na mitocôndria e os nucleotídeos produzidos FADH2 e NADH são utilizados diretamente para a síntese do ATP pela fosforilação oxidativa.
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