Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no Ensino de
Matemática
Nome e Código do Estudante: Telvio António Charles - 708241906
Curso: Licenciatura em Ensino de Matemática
Disciplina: Didáctica de Matemática I
Ano de Frequência: 3º
Nampula, Maio de 2025
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no Ensino de
Matemática
Nome e Código do Estudante: Telvio António Charles - 708241906
Curso: Licenciatura em Ensino de Matemática
Disciplina: Didáctica de Matemática I
Ano de Frequência: 3º
O Tutor: Acácio da Conceição Guebuza
Nampula, Maio de 2025
Categorias Indicadores Padrões
Classificação
Pontuação
máxima
Nota do
tutor
Subtotal
Estrutura
Aspectos
organizacionais
 Capa 0.5
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
 Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
Conteúdo
Introdução
 Contextualização
(Indicação clara do
problema)
1.0
 Descrição dos
objectivos
1.0
 Metodologia
adequada ao
objecto do trabalho
2.0
Análise e
discussão
 Articulação e
domínio do
discurso académico
(expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
2.0
 Revisão
bibliográfica
nacional e
internacionais
relevantes na área
de estudo
2.
 Exploração dos
dados
2.0
Conclusão  Contributos
teóricos práticos
2.0
Aspectos
gerais
Formatação
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
paragrafo,
espaçamento entre
linhas
1.0
Referências
Bibliográficas
Normas APA 6ª
edição em
citações e
bibliografia
 Rigor e coerência
das
citações/referências
bibliográficas
4.0
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Índice
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO................................................................................................. 3
1.1. Contextualização ................................................................................................................. 3
1.2. Objectivos ............................................................................................................................3
1.2.1. Objectivo geral ................................................................................................................. 3
1.2.2. Objectivos específicos ......................................................................................................3
1.3. Metodologia .........................................................................................................................4
CAPÍTULO II: REVISÃO LITERÁRIA ................................................................................... 5
2.1. Breve biografia de David Ausubel ...................................................................................... 5
2.1.1. Conceito de aprendizagem significativa ...........................................................................5
2.2. Princípios da teoria de Ausubel ...........................................................................................6
2.3. Aplicação da Teoria da Aprendizagem significativa no ensino de Matemática ................. 8
Segunda parte resolva questões abertas sobre didáctica de Matemática I ................................10
Questão Nº 1 .............................................................................................................................10
Questão Nº 2 .............................................................................................................................10
Questão Nº 3 .............................................................................................................................11
Questão Nº 4 .............................................................................................................................11
Questão Nº 5 .............................................................................................................................11
Questão Nº 6 .............................................................................................................................12
Questão Nº 7 .............................................................................................................................12
Questão Nº 8 .............................................................................................................................13
Questão Nº 9 .............................................................................................................................13
Questão Nº 10 ...........................................................................................................................13
CAPÍTULO III: CONCLUSÃO...............................................................................................14
Referências bibliográficas ........................................................................................................ 15
3
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização
O ensino da Matemática representa um dos maiores desafios para professores e alunos, em
razão da sua natureza abstracta e da necessidade de compreensão conceitual profunda. No
entanto, as abordagens tradicionais, centradas na memorização e repetição mecânica de
conteúdos, têm se mostrado insuficientes para promover uma aprendizagem duradoura e
significativa. Nesse contexto, destaca-se a Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta
por David Ausubel, como uma alternativa promissora para transformar o processo de ensino-
aprendizagem.
Ausubel defende que o novo conhecimento só será realmente aprendido se puder ser
relacionado com aquilo que o aluno já sabe, ou seja, com seus conhecimentos prévios. Assim,
o papel do professor passa a ser o de facilitador da construção do conhecimento,criando
pontes entre o conteúdo novo e o saber já existente. Esta perspectiva é particularmente
relevante no ensino da Matemática, onde os conceitos se constroem de forma progressiva e
interdependente.
1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo geral
 Analisar como a Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel pode ser
aplicada de forma eficaz no ensino da Matemática, promovendo uma aprendizagem
mais profunda e duradoura.
1.2.2. Objectivos específicos
 Compreender os princípios fundamentais da Teoria da Aprendizagem Significativa.
 Identificar estratégias metodológicas compatíveis com essa teoria no contexto da sala
de aula de Matemática.
 Reflectir sobre os benefícios e desafios da aplicação da teoria no processo de ensino-
aprendizagem da Matemática.
4
 Apontar exemplos práticos de aplicação da teoria em conteúdos matemáticos
específicos.
1.3. Metodologia
Este trabalho baseia-se numa abordagem qualitativa de cunho teórico, com revisão
bibliográfica como principal procedimento metodológico. Foram consultadas obras de
referência sobre a Teoria da Aprendizagem Significativa, autores especializados em didáctica
da Matemática, artigos científicos e materiais didácticos actualizados. A pesquisa teve como
objectivo reunir e analisar informações que sustentem uma reflexão crítica sobre a aplicação
da teoria de Ausubel no contexto educativo, especialmente no ensino da Matemática no
Ensino Básico e Secundário. A análise buscou ainda considerar aspectos pedagógicos práticos,
de modo a ilustrar as contribuições da teoria na prática docente.
5
CAPÍTULO II: REVISÃO LITERÁRIA
2.1. Breve biografia de David Ausubel
David Paul Ausubel foi um psicólogo e educador norte-americano, nascido em 1918 e
falecido em 2008. Formado em medicina e psicologia, dedicou boa parte de sua vida ao
estudo da aprendizagem e da educação, especialmente ao modo como os alunos constroem
novos conhecimentos a partir daquilo que já sabem. Ausubel acreditava que o ensino deveria
partir sempre do que é familiar ao aluno, valorizando o conhecimento prévio como base
essencial para a aprendizagem de novos conteúdos.
Seu trabalho mais conhecido surgiu na década de 1960, com a publicação da Teoria da
Aprendizagem Significativa, que influenciou profundamente a educação em todo o mundo.
Ao contrário de outras teorias que priorizavam o comportamento visível (como as teorias
comportamentalistas), Ausubel focava na compreensão interna do aluno, ou seja, na maneira
como ele organiza mentalmente as informações.
Seu famoso conselho aos educadores foi: “Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia
educacional a um único princípio, eu diria: o factor mais importante que influencia a
aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-lhe de acordo.”
2.1.1. Conceito de aprendizagem significativa
A aprendizagem significativa é um processo em que o novo conhecimento é incorporado à
estrutura cognitiva do aluno de maneira não arbitrária e substancial, ou seja, estabelece-se
uma conexão com conhecimentos prévios relevantes. Para que isso aconteça, é essencial que o
conteúdo tenha um significado lógico e psicológico, e que o aluno esteja disposto a aprender
significativamente (Ausubel, 2003).
De acordo com Ausubel, Novak e Hanesian (1980), a aprendizagem significativa depende da
clareza com que o conteúdo é apresentado e da motivação do estudante em integrar esse novo
conhecimento àquilo que já domina. Assim, diferentemente da simples memorização, ela
envolve compreensão, reflexão e construção activa de saberes. O estudante não apenas
“decora” uma informação, mas a entende profundamente e é capaz de transferi-la para novas
situações.
6
Essa teoria é particularmente relevante para o ensino da Matemática, pois possibilita que
conceitos abstractos sejam compreendidos a partir de experiências concretas e situações do
quotidiano.
Por exemplo, ao ensinar fracções utilizando a partilha de um bolo entre amigos, o aluno
compreende intuitivamente o conceito, o que favorece sua retenção e uso posterior em
diferentes contextos (Moreira, 2011).
Diferença entre aprendizagem significativa e aprendizagem mecânica
A distinção entre aprendizagem significativa e mecânica reside na forma como o
conhecimento é processado pelo aluno. Na aprendizagem significativa, há compreensão e
integração do novo conteúdo ao que já se conhece, promovendo um conhecimento funcional e
duradouro. Já na aprendizagem mecânica, o conteúdo é armazenado de maneira isolada, sem
conexão com o saber prévio, o que o torna frágil e de curta duração (Ausubel et al., 1980).
Segundo Moreira (2011), a aprendizagem mecânica ocorre frequentemente quando os alunos
são expostos a métodos tradicionais baseados na repetição e memorização de fórmulas ou
procedimentos, sem uma compreensão conceitual. Por outro lado, a aprendizagem
significativa requer uma atitude activa do aluno e uma mediação eficaz do professor, que deve
facilitar a construção de significados, contextualizando os conteúdos e utilizando estratégias
adequadas.
Por exemplo, um aluno pode memorizar que 3 � 4 = 12 , mas se não compreender o que
significa “multiplicar” ou como isso se aplica em situações reais, essa aprendizagem será
puramente mecânica. Já quando ele entende que está formando três grupos com quatro
elementos cada, e visualiza isso em um problema concreto, está construindo um
conhecimento significativo (Libâneo, 2006).
2.2. Princípios da teoria de Ausubel
A Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta por David Ausubel, está alicerçada em
alguns princípios fundamentais que orientam a forma como o conhecimento deve ser ensinado
e aprendido. Esses princípios destacam a importância da estrutura cognitiva do aluno, isto é,
daquilo que ele já sabe, como base essencial para o novo aprendizado. Entre os conceitos
centrais dessa teoria, destacam-se: os conhecimentos prévios, os organizadores prévios e o
processo de ensino por assimilação.
7
2.2.1. Conhecimentos prévios
Ausubel (2003) enfatiza que “o factor mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo
que o aluno já sabe”.
Este princípio resume a base da teoria: todo novo conhecimento só será significativo se puder
se conectar ao que o aluno já aprendeu anteriormente. Esses conhecimentos prévios formam a
chamada estrutura cognitiva do estudante, ou seja, o conjunto organizado de conceitos que ele
possui.
Por isso, é essencial que o professor conheça o ponto de partida de seus alunos, investigando
o que sabem, o que pensam, e como percebem o conteúdo. Segundo Moreira (2011), esse
diagnóstico inicial permite ao docente planejar estratégias de ensino que dialoguem
directamente com o universo do aluno, promovendo assim uma aprendizagem mais eficaz.
No ensino da Matemática, por exemplo, antes de ensinar equações do 1º grau, é necessário
assegurar que o aluno compreende operações básicas, o conceito de igualdade e resolução de
expressões. Se esses conhecimentos não estiverem bem consolidados, o novo conteúdo não se
fixará de forma significativa.
2.2.2. Organizadores prévios
Outro conceito central na teoria de Ausubel é o de organizadores prévios, que são recursos
introdutórios usados antes da apresentação do conteúdo propriamente dito, com o objetivo de
preparar o aluno para a nova aprendizagem. Eles actuam como uma ponte entre o que o
estudante já sabe e o que vai aprender.
De acordo com Ausubel et al. (1980), os organizadores prévios podem ser resumos, mapas
conceituais, histórias, analogias ou situações-problema que introduzam o novo tema de
maneira simples e acessível. O importante é que esses recursos activem os conhecimentos
prévios e organizem cognitivamente o conteúdo que está por vir.
Na prática, um professor de Matemática pode usar uma situação do quotidiano, como o uso de
percentagens em compras e descontos para introduzir o conceito de percentagem. Com isso, o
aluno já começa o processo de aprendizagem com uma estrutura inicial sobre o assunto,o que
facilita a compreensão.
2.2.3. Ensinamento por assimilação
8
O processo de assimilação ocorre quando o novo conteúdo é incorporado à estrutura cognitiva
do aluno, a partir de conceitos já existentes. Essa integração pode ocorrer de forma
progressiva (conceitos novos ligados a ideias mais gerais) ou subordinada (conceitos
específicos encaixados em estruturas mais amplas). A aprendizagem, nesse caso, é como um
quebra-cabeça em que novas peças vão sendo adicionadas a um desenho que já existe.
Moreira e Masini (2001) explicam que a assimilação não é apenas repetir ou copiar o que se
ouve, mas transformar cognitivamente a informação recebida. O aluno interpreta, adapta e
organiza o novo saber, criando um significado próprio a partir do que já conhece.
No ensino de Matemática, o ensinamento por assimilação ocorre, por exemplo, quando o
aluno aprende sobre equações quadráticas com base no que já compreende sobre equações do
1º grau. Ele compara, diferencia, adapta e generaliza os novos conceitos, fortalecendo a sua
compreensão.
2.3. Aplicação da Teoria da Aprendizagem significativa no ensino de Matemática
A aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no ensino da Matemática
requer um planeamento pedagógico que coloque o aluno no centro do processo educativo,
valorizando seus conhecimentos prévios e promovendo conexões entre o conteúdo novo e
situações reais. Isso significa repensar as práticas tradicionais de ensino, substituindo métodos
expositivos e mecânicos por abordagens mais reflexivas, que favoreçam a compreensão e o
uso significativo do saber matemático.
2.3.1. Exemplos de como usar a teoria em sala de aula
No contexto da Matemática, a teoria de Ausubel pode ser aplicada de diversas formas. Por
exemplo:
Ao ensinar fracções, o professor pode começar com uma actividade concreta como cortar uma
pizza ou um bolo em partes iguais. Esse organizador prévio facilita a compreensão do
conceito abstracto, pois parte de uma vivência comum ao aluno.
No ensino de percentagem, pode-se usar situações reais como promoções em lojas (“30% de
desconto”) ou cálculo de juros em empréstimos. Isso ajuda o estudante a ver utilidade no que
está aprendendo e a relacionar com seu quotidiano.
9
Para trabalhar geometria, o uso de maquetes, figuras manipuláveis e situações do dia a dia
(como medir o espaço de um quarto ou calcular área de um terreno) contribui para que o
aluno compreenda os conceitos com base em experiências concretas.
Esses exemplos mostram como é possível promover a aprendizagem significativa ao tornar o
conteúdo relevante, compreensível e conectado à realidade do aluno.
 Estratégias didácticas: uso de analogias, mapas conceituais e problemas
contextualizados
 Analogias: ajudam o aluno a entender algo novo com base em algo que já conhece.
Por exemplo, comparar a resolução de uma equação a "desfazer um nó", em que cada
passo deve ser cuidadosamente desfeito na ordem inversa ao que foi feito. Isso torna o
processo mais visual e compreensível.
 Mapas conceituais: são esquemas visuais que organizam e relacionam os conceitos de
forma hierárquica. Essa ferramenta ajuda os alunos a verem as ligações entre os
conteúdos matemáticos, favorecendo a organização mental das ideias.
Segundo Novak e Gowin (1984), os mapas conceituais são uma das melhores estratégias para
representar a aprendizagem significativa.
 Problemas contextualizados: consistem em apresentar desafios matemáticos inseridos
em situações reais, como planeamento de uma viagem, orçamentos familiares, ou
construção de objectos. Essa estratégia dá sentido à Matemática e motiva o aluno, pois
mostra que o conteúdo não é apenas teórico, mas tem aplicação prática em sua vida.
2.3.2. Vantagens e Desafios
Benefícios no aprendizado dos alunos
A aplicação da aprendizagem significativa no ensino da Matemática oferece inúmeras
vantagens:
 Maior compreensão dos conteúdos: o aluno entende, ao invés de apenas memorizar.
 Desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo: ao fazer conexões, o estudante é
incentivado a questionar e analisar.
 Retenção a longo prazo: o que se aprende com significado tende a permanecer mais
tempo na memória.
 Aumento da motivação e interesse: conteúdos contextualizados e próximos da
realidade despertam o interesse genuíno do aluno.
10
 Autonomia na aprendizagem: ao construir sentido próprio para o que aprende, o aluno
torna-se mais independente no processo educativo.
Segunda parte resolva questões abertas sobre didáctica de Matemática I
Questão Nº 1
Qual é um dos principais objectivos do ensino da Matemática?
Um dos principais objectivos do ensino da Matemática é desenvolver o raciocínio lógico e a
capacidade de resolução de problemas. O ensino da Matemática também visa estimular a
curiosidade, a criatividade e a capacidade de pensamento crítico dos alunos.
Skovsmose (1994) e D’Ambrosio (1996) reforçam a ideia de que o ensino da Matemática
deve ir além do conteúdo técnico, contribuindo para a formação cidadã e para a autonomia
intelectual dos alunos.
Questão Nº 2
Qual dessas metodologias é mais adequada para promover o aprendizado significativo
em Matemática?
Para promover um aprendizado significativo em Matemática, a metodologia mais adequada
costuma ser a Resolução de Problemas.
Por que a Resolução de Problemas?
Ela permite que os alunos:
 Apliquem conceitos matemáticos em situações reais e contextualizadas
 Desenvolvam autonomia, criatividade e pensamento crítico
 Construam o conhecimento de forma ativa, e não apenas memorizando fórmulas
 Envolvam-se emocional e intelectualmente no processo de aprendizagem
Outros métodos que complementam:
 Aprendizagem Baseada em Projectos (ABP): foca na interdisciplinaridade e no
trabalho colaborativo
 Ensino Exploratório: encoraja a investigação e a descoberta guiada (Valente, 1999)
11
 Modelagem Matemática: aproxima a matemática do mundo real, como propõe
D’Ambrosio
 Uso de Tecnologias Digitais: jogos, simuladores, softwares como GeoGebra
A Resolução de Problemas é geralmente considerada a mais eficaz para promover significado,
pois coloca o aluno no centro do processo, integrando teoria e prática de forma
contextualizada.
Questão Nº 3
O que é fundamental para um professor de Matemática motivar seus alunos?
Para um professor de Matemática motivar seus alunos, é fundamental criar um ambiente de
aprendizagem estimulante, onde o conteúdo seja apresentado de forma relevante e envolvente,
e o aluno se sinta valorizado e confiante. Isso envolve diversas estratégias, como aproximar o
conteúdo da realidade do aluno, diversificar os métodos de ensino, estimular a criatividade e o
pensamento lógico, e oferecer feedback construtivo.
D’Ambrosio (1996) defende que a Matemática deve ser contextualizada e culturalmente
relevante. Quando os alunos percebem a utilidade da Matemática em situações do quotidiano,
sua motivação tende a aumentar.
Onuchic e Allevato (2011) reforçam que metodologias como a Resolução de Problemas e a
Modelagem Matemática tornam o aprendizado mais interessante e envolvente.
Questão Nº 4
A utilização de materiais concretos no ensino da Matemática ajuda os alunos a
A utilização de materiais concretos no ensino da Matemática auxilia os alunos a compreender
melhor conceitos abstractos, desenvolver habilidades de raciocínio lógico e espacial, e a
construir significados matemáticos de forma mais concreta e significativa.
Questão Nº 5
Qual é o papel da avaliação no ensino de Matemática?
12
Segundo Luckesi, citado por Libâneo (1991; p. 196), “a avaliação é uma apreciação
qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o
professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.”
A avaliação no ensino de Matemática desempenha um papel fundamental, não apenas para
avaliar o desempenho do aluno, mas também para orientar o processo de ensino e
aprendizagem. Através da avaliação, é possível identificar o nívelde compreensão dos alunos
sobre os conceitos matemáticos, diagnosticar dificuldades e ajustar as estratégias pedagógicas
para melhor atender às necessidades individuais.
Questão Nº 6
Qual é um dos principais desafios no ensino da Matemática?
Um dos principais desafios no ensino da Matemática é a dificuldade em tornar a matéria
relevante e interessante para os alunos, especialmente em ambientes de ensino onde a
matemática é muitas vezes vista como abstracta e sem aplicação no mundo real. Outro
desafio é atender às diferentes necessidades de aprendizagem dos alunos, que podem variar
em termos de ritmo, estilo de aprendizagem e dificuldades individuais.
Skovsmose (2000) fala sobre o desafio de ensinar para além da matemática escolar,
promovendo uma matemática crítica, que permita ao aluno interpretar o mundo.
Questão Nº 7
O uso de softwares educativos e calculadoras no ensino da Matemática
O uso de softwares educativos e calculadoras no ensino da Matemática pode trazer inúmeros
benefícios, desde a personalização do aprendizado até o desenvolvimento do pensamento
computacional. Estes recursos podem auxiliar na apresentação de novos conceitos, na prática
de conceitos já aprendidos, e na visualização de conteúdos abstractos.
Objectivos do uso dessas tecnologias:
 Explorar conceitos matemáticos de forma visual e interactiva;
 Reduzir o foco em cálculos mecânicos e aprofundar a compreensão conceitual;
 Estimular a investigação e a resolução de problemas;
 Atender à diversidade de estilos e ritmos de aprendizagem.
13
Borba e Villarreal (2005), que defendem que a tecnologia pode transformar a maneira como o
conhecimento matemático são construídos.
Questão Nº 8
Como um professor pode estimular o pensamento crítico dos alunos na Matemática?
Segundo Skovsmose (2000), problemas com significado social desenvolvem a “matemática
crítica”, pois levam os alunos a reflectir sobre o mundo ao seu redor.
Um professor pode estimular o pensamento crítico dos alunos na Matemática através de várias
estratégias, incluindo a utilização de problemas abertos, a promoção de debates e discussões,
a apresentação de contextos reais e a incentivo à exploração e criação de soluções.
Propor situações-problema desafiadoras.
 Estimular os alunos a explorar diferentes estratégias de resolução
 Incentivar o questionamento sobre os procedimentos utilizados
 Trabalhar com problemas abertos, que podem ter mais de uma resposta ou solução
Questão Nº 9
Qual é a importância da contextualização no ensino da Matemática?
A contextualização permite que os alunos percebam que os saberes escolares vistos durante as
aulas de Matemática podem ser aplicados em situações concretas do seu quotidiano. Neste
sentido o conhecimento é obtido com maior significado pelo educando, influenciando na
melhora de sua aprendizagem. Portanto, é importante destacar que “[...] a contextualização
contribui para que o conhecimento ganhe significado para o aluno, de forma que aquilo que
lhe parece sem sentido seja problematizado e apreendido” (Paraná, 2008, p. 28).
Dessa forma, o objectivo desse estudo é apresentar a contextualização como elemento
necessário para o processo pedagógico na disciplina de matemática, esclarecendo a sua
importância para o processo de ensino-aprendizagem e sua influência no contexto escolar do
educando.
Questão Nº 10
O que caracteriza um ensino de Matemática inclusivo e eficaz?
14
Um ensino de Matemática inclusivo e eficaz é aquele que se adapta às necessidades e
potencialidades de todos os alunos, independentemente de suas diferenças, garantindo que
todos possam aprender e desenvolver suas habilidades matemáticas. Isso significa usar
metodologias diversificadas, materiais acessíveis, e um ambiente escolar que valorize a
participação e a interacção.
CAPÍTULO III: CONCLUSÃO
A aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no ensino da Matemática
revela-se fundamental para transformar a sala de aula em um espaço de construção activa do
conhecimento. Ao considerar os conhecimentos prévios dos alunos e promover uma
aprendizagem com sentido, o professor deixa de ser um mero transmissor de conteúdos para
assumir o papel de mediador, facilitador e inspirador do raciocínio matemático. Essa
abordagem não apenas favorece a compreensão duradoura dos conceitos, mas também
estimula o pensamento crítico, a motivação e o envolvimento dos alunos com a disciplina.
Além disso, o uso de metodologias como a resolução de problemas, a contextualização e o
apoio de tecnologias digitais amplia ainda mais o potencial da aprendizagem significativa. No
entanto, isso exige que o professor esteja preparado, sensível às necessidades dos seus alunos
e aberto a práticas inovadoras.
Conclui-se, portanto, que ensinar Matemática de forma significativa é um desafio, mas
também uma grande oportunidade de formar alunos mais reflexivos, autónomos e conscientes
do valor da Matemática na sua vida pessoal, académica e social.
15
Referências bibliográficas
Ausubel, D. P. (2003). Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva cognitiva.
Lisboa: Plátano Editora.
Ausubel, D. P., Novak, J. D., & Hanesian, H. (1980). Psicologia educacional. São Paulo:
Interamericana.
Libâneo, J. C. (2006). Didática. São Paulo: Cortez.
Moreira, M. A. (2011). Teoria da aprendizagem significativa: Um referencial para a
organização do currículo por competências. Campinas: Papirus.
Moreira, M. A., & Masini, E. F. S. (2001). Aprendizagem significativa: A teoria de David
Ausubel. São Paulo: Centauro.
Novak, J. D., & Gowin, D. B. (1984). Learning how to learn. Cambridge: Cambridge
University Press.

Mais conteúdos dessa disciplina