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Universidade Católica de Moçambique Instituto de Educação à Distância Aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no Ensino de Matemática Nome e Código do Estudante: Telvio António Charles - 708241906 Curso: Licenciatura em Ensino de Matemática Disciplina: Didáctica de Matemática I Ano de Frequência: 3º Nampula, Maio de 2025 Universidade Católica de Moçambique Instituto de Educação à Distância Aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no Ensino de Matemática Nome e Código do Estudante: Telvio António Charles - 708241906 Curso: Licenciatura em Ensino de Matemática Disciplina: Didáctica de Matemática I Ano de Frequência: 3º O Tutor: Acácio da Conceição Guebuza Nampula, Maio de 2025 Categorias Indicadores Padrões Classificação Pontuação máxima Nota do tutor Subtotal Estrutura Aspectos organizacionais Capa 0.5 Índice 0.5 Introdução 0.5 Discussão 0.5 Conclusão 0.5 Bibliografia 0.5 Conteúdo Introdução Contextualização (Indicação clara do problema) 1.0 Descrição dos objectivos 1.0 Metodologia adequada ao objecto do trabalho 2.0 Análise e discussão Articulação e domínio do discurso académico (expressão escrita cuidada, coerência / coesão textual) 2.0 Revisão bibliográfica nacional e internacionais relevantes na área de estudo 2. Exploração dos dados 2.0 Conclusão Contributos teóricos práticos 2.0 Aspectos gerais Formatação Paginação, tipo e tamanho de letra, paragrafo, espaçamento entre linhas 1.0 Referências Bibliográficas Normas APA 6ª edição em citações e bibliografia Rigor e coerência das citações/referências bibliográficas 4.0 Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ Índice CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO................................................................................................. 3 1.1. Contextualização ................................................................................................................. 3 1.2. Objectivos ............................................................................................................................3 1.2.1. Objectivo geral ................................................................................................................. 3 1.2.2. Objectivos específicos ......................................................................................................3 1.3. Metodologia .........................................................................................................................4 CAPÍTULO II: REVISÃO LITERÁRIA ................................................................................... 5 2.1. Breve biografia de David Ausubel ...................................................................................... 5 2.1.1. Conceito de aprendizagem significativa ...........................................................................5 2.2. Princípios da teoria de Ausubel ...........................................................................................6 2.3. Aplicação da Teoria da Aprendizagem significativa no ensino de Matemática ................. 8 Segunda parte resolva questões abertas sobre didáctica de Matemática I ................................10 Questão Nº 1 .............................................................................................................................10 Questão Nº 2 .............................................................................................................................10 Questão Nº 3 .............................................................................................................................11 Questão Nº 4 .............................................................................................................................11 Questão Nº 5 .............................................................................................................................11 Questão Nº 6 .............................................................................................................................12 Questão Nº 7 .............................................................................................................................12 Questão Nº 8 .............................................................................................................................13 Questão Nº 9 .............................................................................................................................13 Questão Nº 10 ...........................................................................................................................13 CAPÍTULO III: CONCLUSÃO...............................................................................................14 Referências bibliográficas ........................................................................................................ 15 3 CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO 1.1. Contextualização O ensino da Matemática representa um dos maiores desafios para professores e alunos, em razão da sua natureza abstracta e da necessidade de compreensão conceitual profunda. No entanto, as abordagens tradicionais, centradas na memorização e repetição mecânica de conteúdos, têm se mostrado insuficientes para promover uma aprendizagem duradoura e significativa. Nesse contexto, destaca-se a Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta por David Ausubel, como uma alternativa promissora para transformar o processo de ensino- aprendizagem. Ausubel defende que o novo conhecimento só será realmente aprendido se puder ser relacionado com aquilo que o aluno já sabe, ou seja, com seus conhecimentos prévios. Assim, o papel do professor passa a ser o de facilitador da construção do conhecimento,criando pontes entre o conteúdo novo e o saber já existente. Esta perspectiva é particularmente relevante no ensino da Matemática, onde os conceitos se constroem de forma progressiva e interdependente. 1.2. Objectivos 1.2.1. Objectivo geral Analisar como a Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel pode ser aplicada de forma eficaz no ensino da Matemática, promovendo uma aprendizagem mais profunda e duradoura. 1.2.2. Objectivos específicos Compreender os princípios fundamentais da Teoria da Aprendizagem Significativa. Identificar estratégias metodológicas compatíveis com essa teoria no contexto da sala de aula de Matemática. Reflectir sobre os benefícios e desafios da aplicação da teoria no processo de ensino- aprendizagem da Matemática. 4 Apontar exemplos práticos de aplicação da teoria em conteúdos matemáticos específicos. 1.3. Metodologia Este trabalho baseia-se numa abordagem qualitativa de cunho teórico, com revisão bibliográfica como principal procedimento metodológico. Foram consultadas obras de referência sobre a Teoria da Aprendizagem Significativa, autores especializados em didáctica da Matemática, artigos científicos e materiais didácticos actualizados. A pesquisa teve como objectivo reunir e analisar informações que sustentem uma reflexão crítica sobre a aplicação da teoria de Ausubel no contexto educativo, especialmente no ensino da Matemática no Ensino Básico e Secundário. A análise buscou ainda considerar aspectos pedagógicos práticos, de modo a ilustrar as contribuições da teoria na prática docente. 5 CAPÍTULO II: REVISÃO LITERÁRIA 2.1. Breve biografia de David Ausubel David Paul Ausubel foi um psicólogo e educador norte-americano, nascido em 1918 e falecido em 2008. Formado em medicina e psicologia, dedicou boa parte de sua vida ao estudo da aprendizagem e da educação, especialmente ao modo como os alunos constroem novos conhecimentos a partir daquilo que já sabem. Ausubel acreditava que o ensino deveria partir sempre do que é familiar ao aluno, valorizando o conhecimento prévio como base essencial para a aprendizagem de novos conteúdos. Seu trabalho mais conhecido surgiu na década de 1960, com a publicação da Teoria da Aprendizagem Significativa, que influenciou profundamente a educação em todo o mundo. Ao contrário de outras teorias que priorizavam o comportamento visível (como as teorias comportamentalistas), Ausubel focava na compreensão interna do aluno, ou seja, na maneira como ele organiza mentalmente as informações. Seu famoso conselho aos educadores foi: “Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um único princípio, eu diria: o factor mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-lhe de acordo.” 2.1.1. Conceito de aprendizagem significativa A aprendizagem significativa é um processo em que o novo conhecimento é incorporado à estrutura cognitiva do aluno de maneira não arbitrária e substancial, ou seja, estabelece-se uma conexão com conhecimentos prévios relevantes. Para que isso aconteça, é essencial que o conteúdo tenha um significado lógico e psicológico, e que o aluno esteja disposto a aprender significativamente (Ausubel, 2003). De acordo com Ausubel, Novak e Hanesian (1980), a aprendizagem significativa depende da clareza com que o conteúdo é apresentado e da motivação do estudante em integrar esse novo conhecimento àquilo que já domina. Assim, diferentemente da simples memorização, ela envolve compreensão, reflexão e construção activa de saberes. O estudante não apenas “decora” uma informação, mas a entende profundamente e é capaz de transferi-la para novas situações. 6 Essa teoria é particularmente relevante para o ensino da Matemática, pois possibilita que conceitos abstractos sejam compreendidos a partir de experiências concretas e situações do quotidiano. Por exemplo, ao ensinar fracções utilizando a partilha de um bolo entre amigos, o aluno compreende intuitivamente o conceito, o que favorece sua retenção e uso posterior em diferentes contextos (Moreira, 2011). Diferença entre aprendizagem significativa e aprendizagem mecânica A distinção entre aprendizagem significativa e mecânica reside na forma como o conhecimento é processado pelo aluno. Na aprendizagem significativa, há compreensão e integração do novo conteúdo ao que já se conhece, promovendo um conhecimento funcional e duradouro. Já na aprendizagem mecânica, o conteúdo é armazenado de maneira isolada, sem conexão com o saber prévio, o que o torna frágil e de curta duração (Ausubel et al., 1980). Segundo Moreira (2011), a aprendizagem mecânica ocorre frequentemente quando os alunos são expostos a métodos tradicionais baseados na repetição e memorização de fórmulas ou procedimentos, sem uma compreensão conceitual. Por outro lado, a aprendizagem significativa requer uma atitude activa do aluno e uma mediação eficaz do professor, que deve facilitar a construção de significados, contextualizando os conteúdos e utilizando estratégias adequadas. Por exemplo, um aluno pode memorizar que 3 � 4 = 12 , mas se não compreender o que significa “multiplicar” ou como isso se aplica em situações reais, essa aprendizagem será puramente mecânica. Já quando ele entende que está formando três grupos com quatro elementos cada, e visualiza isso em um problema concreto, está construindo um conhecimento significativo (Libâneo, 2006). 2.2. Princípios da teoria de Ausubel A Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta por David Ausubel, está alicerçada em alguns princípios fundamentais que orientam a forma como o conhecimento deve ser ensinado e aprendido. Esses princípios destacam a importância da estrutura cognitiva do aluno, isto é, daquilo que ele já sabe, como base essencial para o novo aprendizado. Entre os conceitos centrais dessa teoria, destacam-se: os conhecimentos prévios, os organizadores prévios e o processo de ensino por assimilação. 7 2.2.1. Conhecimentos prévios Ausubel (2003) enfatiza que “o factor mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe”. Este princípio resume a base da teoria: todo novo conhecimento só será significativo se puder se conectar ao que o aluno já aprendeu anteriormente. Esses conhecimentos prévios formam a chamada estrutura cognitiva do estudante, ou seja, o conjunto organizado de conceitos que ele possui. Por isso, é essencial que o professor conheça o ponto de partida de seus alunos, investigando o que sabem, o que pensam, e como percebem o conteúdo. Segundo Moreira (2011), esse diagnóstico inicial permite ao docente planejar estratégias de ensino que dialoguem directamente com o universo do aluno, promovendo assim uma aprendizagem mais eficaz. No ensino da Matemática, por exemplo, antes de ensinar equações do 1º grau, é necessário assegurar que o aluno compreende operações básicas, o conceito de igualdade e resolução de expressões. Se esses conhecimentos não estiverem bem consolidados, o novo conteúdo não se fixará de forma significativa. 2.2.2. Organizadores prévios Outro conceito central na teoria de Ausubel é o de organizadores prévios, que são recursos introdutórios usados antes da apresentação do conteúdo propriamente dito, com o objetivo de preparar o aluno para a nova aprendizagem. Eles actuam como uma ponte entre o que o estudante já sabe e o que vai aprender. De acordo com Ausubel et al. (1980), os organizadores prévios podem ser resumos, mapas conceituais, histórias, analogias ou situações-problema que introduzam o novo tema de maneira simples e acessível. O importante é que esses recursos activem os conhecimentos prévios e organizem cognitivamente o conteúdo que está por vir. Na prática, um professor de Matemática pode usar uma situação do quotidiano, como o uso de percentagens em compras e descontos para introduzir o conceito de percentagem. Com isso, o aluno já começa o processo de aprendizagem com uma estrutura inicial sobre o assunto,o que facilita a compreensão. 2.2.3. Ensinamento por assimilação 8 O processo de assimilação ocorre quando o novo conteúdo é incorporado à estrutura cognitiva do aluno, a partir de conceitos já existentes. Essa integração pode ocorrer de forma progressiva (conceitos novos ligados a ideias mais gerais) ou subordinada (conceitos específicos encaixados em estruturas mais amplas). A aprendizagem, nesse caso, é como um quebra-cabeça em que novas peças vão sendo adicionadas a um desenho que já existe. Moreira e Masini (2001) explicam que a assimilação não é apenas repetir ou copiar o que se ouve, mas transformar cognitivamente a informação recebida. O aluno interpreta, adapta e organiza o novo saber, criando um significado próprio a partir do que já conhece. No ensino de Matemática, o ensinamento por assimilação ocorre, por exemplo, quando o aluno aprende sobre equações quadráticas com base no que já compreende sobre equações do 1º grau. Ele compara, diferencia, adapta e generaliza os novos conceitos, fortalecendo a sua compreensão. 2.3. Aplicação da Teoria da Aprendizagem significativa no ensino de Matemática A aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no ensino da Matemática requer um planeamento pedagógico que coloque o aluno no centro do processo educativo, valorizando seus conhecimentos prévios e promovendo conexões entre o conteúdo novo e situações reais. Isso significa repensar as práticas tradicionais de ensino, substituindo métodos expositivos e mecânicos por abordagens mais reflexivas, que favoreçam a compreensão e o uso significativo do saber matemático. 2.3.1. Exemplos de como usar a teoria em sala de aula No contexto da Matemática, a teoria de Ausubel pode ser aplicada de diversas formas. Por exemplo: Ao ensinar fracções, o professor pode começar com uma actividade concreta como cortar uma pizza ou um bolo em partes iguais. Esse organizador prévio facilita a compreensão do conceito abstracto, pois parte de uma vivência comum ao aluno. No ensino de percentagem, pode-se usar situações reais como promoções em lojas (“30% de desconto”) ou cálculo de juros em empréstimos. Isso ajuda o estudante a ver utilidade no que está aprendendo e a relacionar com seu quotidiano. 9 Para trabalhar geometria, o uso de maquetes, figuras manipuláveis e situações do dia a dia (como medir o espaço de um quarto ou calcular área de um terreno) contribui para que o aluno compreenda os conceitos com base em experiências concretas. Esses exemplos mostram como é possível promover a aprendizagem significativa ao tornar o conteúdo relevante, compreensível e conectado à realidade do aluno. Estratégias didácticas: uso de analogias, mapas conceituais e problemas contextualizados Analogias: ajudam o aluno a entender algo novo com base em algo que já conhece. Por exemplo, comparar a resolução de uma equação a "desfazer um nó", em que cada passo deve ser cuidadosamente desfeito na ordem inversa ao que foi feito. Isso torna o processo mais visual e compreensível. Mapas conceituais: são esquemas visuais que organizam e relacionam os conceitos de forma hierárquica. Essa ferramenta ajuda os alunos a verem as ligações entre os conteúdos matemáticos, favorecendo a organização mental das ideias. Segundo Novak e Gowin (1984), os mapas conceituais são uma das melhores estratégias para representar a aprendizagem significativa. Problemas contextualizados: consistem em apresentar desafios matemáticos inseridos em situações reais, como planeamento de uma viagem, orçamentos familiares, ou construção de objectos. Essa estratégia dá sentido à Matemática e motiva o aluno, pois mostra que o conteúdo não é apenas teórico, mas tem aplicação prática em sua vida. 2.3.2. Vantagens e Desafios Benefícios no aprendizado dos alunos A aplicação da aprendizagem significativa no ensino da Matemática oferece inúmeras vantagens: Maior compreensão dos conteúdos: o aluno entende, ao invés de apenas memorizar. Desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo: ao fazer conexões, o estudante é incentivado a questionar e analisar. Retenção a longo prazo: o que se aprende com significado tende a permanecer mais tempo na memória. Aumento da motivação e interesse: conteúdos contextualizados e próximos da realidade despertam o interesse genuíno do aluno. 10 Autonomia na aprendizagem: ao construir sentido próprio para o que aprende, o aluno torna-se mais independente no processo educativo. Segunda parte resolva questões abertas sobre didáctica de Matemática I Questão Nº 1 Qual é um dos principais objectivos do ensino da Matemática? Um dos principais objectivos do ensino da Matemática é desenvolver o raciocínio lógico e a capacidade de resolução de problemas. O ensino da Matemática também visa estimular a curiosidade, a criatividade e a capacidade de pensamento crítico dos alunos. Skovsmose (1994) e D’Ambrosio (1996) reforçam a ideia de que o ensino da Matemática deve ir além do conteúdo técnico, contribuindo para a formação cidadã e para a autonomia intelectual dos alunos. Questão Nº 2 Qual dessas metodologias é mais adequada para promover o aprendizado significativo em Matemática? Para promover um aprendizado significativo em Matemática, a metodologia mais adequada costuma ser a Resolução de Problemas. Por que a Resolução de Problemas? Ela permite que os alunos: Apliquem conceitos matemáticos em situações reais e contextualizadas Desenvolvam autonomia, criatividade e pensamento crítico Construam o conhecimento de forma ativa, e não apenas memorizando fórmulas Envolvam-se emocional e intelectualmente no processo de aprendizagem Outros métodos que complementam: Aprendizagem Baseada em Projectos (ABP): foca na interdisciplinaridade e no trabalho colaborativo Ensino Exploratório: encoraja a investigação e a descoberta guiada (Valente, 1999) 11 Modelagem Matemática: aproxima a matemática do mundo real, como propõe D’Ambrosio Uso de Tecnologias Digitais: jogos, simuladores, softwares como GeoGebra A Resolução de Problemas é geralmente considerada a mais eficaz para promover significado, pois coloca o aluno no centro do processo, integrando teoria e prática de forma contextualizada. Questão Nº 3 O que é fundamental para um professor de Matemática motivar seus alunos? Para um professor de Matemática motivar seus alunos, é fundamental criar um ambiente de aprendizagem estimulante, onde o conteúdo seja apresentado de forma relevante e envolvente, e o aluno se sinta valorizado e confiante. Isso envolve diversas estratégias, como aproximar o conteúdo da realidade do aluno, diversificar os métodos de ensino, estimular a criatividade e o pensamento lógico, e oferecer feedback construtivo. D’Ambrosio (1996) defende que a Matemática deve ser contextualizada e culturalmente relevante. Quando os alunos percebem a utilidade da Matemática em situações do quotidiano, sua motivação tende a aumentar. Onuchic e Allevato (2011) reforçam que metodologias como a Resolução de Problemas e a Modelagem Matemática tornam o aprendizado mais interessante e envolvente. Questão Nº 4 A utilização de materiais concretos no ensino da Matemática ajuda os alunos a A utilização de materiais concretos no ensino da Matemática auxilia os alunos a compreender melhor conceitos abstractos, desenvolver habilidades de raciocínio lógico e espacial, e a construir significados matemáticos de forma mais concreta e significativa. Questão Nº 5 Qual é o papel da avaliação no ensino de Matemática? 12 Segundo Luckesi, citado por Libâneo (1991; p. 196), “a avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.” A avaliação no ensino de Matemática desempenha um papel fundamental, não apenas para avaliar o desempenho do aluno, mas também para orientar o processo de ensino e aprendizagem. Através da avaliação, é possível identificar o nívelde compreensão dos alunos sobre os conceitos matemáticos, diagnosticar dificuldades e ajustar as estratégias pedagógicas para melhor atender às necessidades individuais. Questão Nº 6 Qual é um dos principais desafios no ensino da Matemática? Um dos principais desafios no ensino da Matemática é a dificuldade em tornar a matéria relevante e interessante para os alunos, especialmente em ambientes de ensino onde a matemática é muitas vezes vista como abstracta e sem aplicação no mundo real. Outro desafio é atender às diferentes necessidades de aprendizagem dos alunos, que podem variar em termos de ritmo, estilo de aprendizagem e dificuldades individuais. Skovsmose (2000) fala sobre o desafio de ensinar para além da matemática escolar, promovendo uma matemática crítica, que permita ao aluno interpretar o mundo. Questão Nº 7 O uso de softwares educativos e calculadoras no ensino da Matemática O uso de softwares educativos e calculadoras no ensino da Matemática pode trazer inúmeros benefícios, desde a personalização do aprendizado até o desenvolvimento do pensamento computacional. Estes recursos podem auxiliar na apresentação de novos conceitos, na prática de conceitos já aprendidos, e na visualização de conteúdos abstractos. Objectivos do uso dessas tecnologias: Explorar conceitos matemáticos de forma visual e interactiva; Reduzir o foco em cálculos mecânicos e aprofundar a compreensão conceitual; Estimular a investigação e a resolução de problemas; Atender à diversidade de estilos e ritmos de aprendizagem. 13 Borba e Villarreal (2005), que defendem que a tecnologia pode transformar a maneira como o conhecimento matemático são construídos. Questão Nº 8 Como um professor pode estimular o pensamento crítico dos alunos na Matemática? Segundo Skovsmose (2000), problemas com significado social desenvolvem a “matemática crítica”, pois levam os alunos a reflectir sobre o mundo ao seu redor. Um professor pode estimular o pensamento crítico dos alunos na Matemática através de várias estratégias, incluindo a utilização de problemas abertos, a promoção de debates e discussões, a apresentação de contextos reais e a incentivo à exploração e criação de soluções. Propor situações-problema desafiadoras. Estimular os alunos a explorar diferentes estratégias de resolução Incentivar o questionamento sobre os procedimentos utilizados Trabalhar com problemas abertos, que podem ter mais de uma resposta ou solução Questão Nº 9 Qual é a importância da contextualização no ensino da Matemática? A contextualização permite que os alunos percebam que os saberes escolares vistos durante as aulas de Matemática podem ser aplicados em situações concretas do seu quotidiano. Neste sentido o conhecimento é obtido com maior significado pelo educando, influenciando na melhora de sua aprendizagem. Portanto, é importante destacar que “[...] a contextualização contribui para que o conhecimento ganhe significado para o aluno, de forma que aquilo que lhe parece sem sentido seja problematizado e apreendido” (Paraná, 2008, p. 28). Dessa forma, o objectivo desse estudo é apresentar a contextualização como elemento necessário para o processo pedagógico na disciplina de matemática, esclarecendo a sua importância para o processo de ensino-aprendizagem e sua influência no contexto escolar do educando. Questão Nº 10 O que caracteriza um ensino de Matemática inclusivo e eficaz? 14 Um ensino de Matemática inclusivo e eficaz é aquele que se adapta às necessidades e potencialidades de todos os alunos, independentemente de suas diferenças, garantindo que todos possam aprender e desenvolver suas habilidades matemáticas. Isso significa usar metodologias diversificadas, materiais acessíveis, e um ambiente escolar que valorize a participação e a interacção. CAPÍTULO III: CONCLUSÃO A aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel no ensino da Matemática revela-se fundamental para transformar a sala de aula em um espaço de construção activa do conhecimento. Ao considerar os conhecimentos prévios dos alunos e promover uma aprendizagem com sentido, o professor deixa de ser um mero transmissor de conteúdos para assumir o papel de mediador, facilitador e inspirador do raciocínio matemático. Essa abordagem não apenas favorece a compreensão duradoura dos conceitos, mas também estimula o pensamento crítico, a motivação e o envolvimento dos alunos com a disciplina. Além disso, o uso de metodologias como a resolução de problemas, a contextualização e o apoio de tecnologias digitais amplia ainda mais o potencial da aprendizagem significativa. No entanto, isso exige que o professor esteja preparado, sensível às necessidades dos seus alunos e aberto a práticas inovadoras. Conclui-se, portanto, que ensinar Matemática de forma significativa é um desafio, mas também uma grande oportunidade de formar alunos mais reflexivos, autónomos e conscientes do valor da Matemática na sua vida pessoal, académica e social. 15 Referências bibliográficas Ausubel, D. P. (2003). Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano Editora. Ausubel, D. P., Novak, J. D., & Hanesian, H. (1980). Psicologia educacional. São Paulo: Interamericana. Libâneo, J. C. (2006). Didática. São Paulo: Cortez. Moreira, M. A. (2011). Teoria da aprendizagem significativa: Um referencial para a organização do currículo por competências. Campinas: Papirus. Moreira, M. A., & Masini, E. F. S. (2001). Aprendizagem significativa: A teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro. Novak, J. D., & Gowin, D. B. (1984). Learning how to learn. Cambridge: Cambridge University Press.