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ROTEIRO DA APA PARA O ALUNO PRÁTICA FLEXÍVEL: INDICADORES NUTRICIONAIS Professora Verônica Graciela Rapcinski 2 ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE INDICADORES NUTRICIONAIS Serão realizadas duas práticas divididas em 5 experimentos, no início você irá ter todo o embasamento teórico para conseguir compreender cada prática realizada. As atividades terão 2 etapas, na primeira terão três experimentos de Indicadores Nutricionais, sendo eles indicadores de parte comestível e índice de conversão de hortaliças, frutas e carnes. Na segunda etapa, iremos executar 2 experimentos referentes a reidratação de legumino- sas, entre os alimentos utilizados para essa prática veremos a reidratação de feijão, lentilha, trigo para quibe e o arroz, onde iremos perceber a diferença de pesos, rendimentos, maior ou menor tempo de cocção devido ao remolho. 1. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos. 2. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, a atividade será zerada. 3. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como plágio, sendo o trabalho zerado. 4. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser referenciados conforme as normas da ABNT. 5. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no campo indicado, clique em responder e finalize a atividade. 6. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disci- plina. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12. ORIENTAÇÕES GERAIS 3 POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ? As habilidades e competências desenvolvidas nas práticas, irão contribuir para conhecimen- to dos alimentos utilizados, o aspecto, a forma e o tipo os quais serão usados nas preparações e técnicas. O ensinarão a utilizar de maneira correta cada material, utensílio e equipamento utilizado, assim como organizar os procedimentos e as técnicas que sejam adequadas para o pré-preparo, preparo, conservação, armazenamento e a apresentação dos alimentos. Você irá perceber os diferentes pesos dos alimentos e as proporções entre as medidas caseiras e padronizadas, assim como degustará e avaliará as preparações culinárias, colocando em prática as normas de higiene e manipulação de cada alimento. Fará também cálculos dos valores nutritivos, fator correção, índice de cocção, indicador de reidratação o qual acarretará diretamente no custo das preparações em seu total e nas porções. Dessa forma cada prática te levará a adquirir conhecimentos de Técnica Dietética, que irão os acompanhar em todas as fases da produção de refeições, a aplicação correta a qual irá envolver economia, higiene, nutrição, custos, percas, desperdícios entre outros. Portanto, esse conhecimento da Técnica Dietética permite que os alunos, “futuros nutricio- nistas”, dominem indicadores de cocção, de perdas comestíveis, a mensurar os gêneros alimen- tícios, cuidando da saúde de seus comensais, pacientes e funcionários, e abrindo caminhos para elaborar receitas que vão além de saborosas a alto valor nutritivo, e o melhor padronizando cada conhecimento, custo e nutrição do prato. PESAGENS E MEDIÇÕES DE ALIMENTOS 4 AMBIENTE NA PRÁTICA Caro aluno(a), Nesta etapa, você terá a oportunidade de realizar uma atividade prática diretamente na cozinha da sua residência. Será um momento importante para se familiarizar com os alimentos, analisando seu peso bruto, peso líquido, as perdas durante o preparo e os rendimentos obtidos. Durante a prática, observe atentamente as diferenças e registre tudo na ficha/tabela disponível nesta apostila. Ao longo desta experiência, você também explorará as propriedades dos alimentos uti- lizados, vivenciando um pouco do que é ser um futuro nutricionista na área de produção de alimentos, simulando atividades que podem ser realizadas em unidades de alimentação, como grandes empresas, restaurantes, hospitais, entre outros. Leia com atenção as orientações fornecidas e siga todos os passos para garantir o melhor aproveitamento desta atividade. Em caso de dúvidas, entre em contato com seu tutor para orien- tação. Boa prática! 5 EMBASAMENTO TEÓRICO TÉCNICA DIETÉTICA E O LABORATÓRIO DIETÉTICO O laboratório de Técnica Dietética (LTD) é um local em que acontecerão as experiências e práticas com alimentos. Cujo será produzido cada etapas e processos que os alimentos sofrem, cada preparação feita tanto em nível de cozinha doméstica quanto cozinha industrial e cada modificação que acontece com os alimentos durante esses processos e execuções, sempre priorizando que a qualidade nutricional, sensorial e microbiológica seja preservada. Dessa forma esse espaço do laboratório de técnica dietética deve ser visto como um local de aprendizagem o qual irá contribuir para que o aluno adquira competências necessárias para o futuro exercício da profissão (Domene, 2011). Objetivos das aulas no LTD ◦ Conhecer os alimentos utilizados nas práticas, o aspecto, a forma e o tipo os quais serão utilizados nas preparações e técnicas. ◦ Utilizar de maneira correta cada material, utensílio e equipamento utilizado. ◦ Organizar os procedimentos e as técnicas que sejam adequadas para o pré-prepa- ro, preparo, conservação, armazenamento e a apresentação dos alimentos. ◦ Perceber os diferentes pesos dos alimentos e as proporções entre as medidas caseiras e padronizadas. ◦ Degustar e avaliar as preparações culinárias. ◦ Colocar em prática as normas de higiene e manipulação de cada alimento. ◦ Fazer cálculos dos valores nutritivos, fator correção, índice de cocção, indicador de reidratação e custo das preparações no seu total e em as porções. Conduta Pessoal ◦ Esteja atento à sua conduta pessoal e obedeça a regras estabelecidas as quais são: ◦ Pontualidade: o atraso e a falta de pontualidade atrapalham e muda o ritmo do trabalho e a sequência das operações; ◦ Não é permitido comer alimentos, principalmente aqueles que estiverem sendo preparados, antes da degustação. Haverá um momento para a degustação das preparações; ◦ Não usar joias, adereços, bijuterias, acessórios, maquiagem e unhas esmaltadas; 6 ◦ Não usar sapatos de salto alto, que possam prejudicar a manipulação dos alimentos; ◦ Evite falar ou rir alto; ◦ Manter bom relacionamento pessoal com os colegas, professores e funcionários; ◦ Colaborar com as tarefas durante a preparação e degustação dos alimentos; ◦ Quando falamos em degustar isso significa que iremos “experimentar” o alimento, apenas para poder avaliá-lo, não sendo necessário comer exageradamente; ◦ Empenhe-se em aprender a organizar e distribuir as porções de alimentos para degustação e avaliação (Moreira, 2016). Higiene Pessoal Ao utilizar a paramentação adequada, irá acontecer a proteção do manipulador de alimen- tos de outros riscos decorrentes que acontecem pela aproximação de fontes de calor, umidade ou presença de resíduos mesmo que temporariamente existentes no piso ou no ambiente, além de propiciar proteção aos alimentos. A paramentação básica está totalmente relacionada com à higiene pessoal, ela consiste em: ◦ Uso obrigatório de avental branco (jaleco) com mangas longas e touca branca descartável, prendendo todo o cabelo; ◦ Uso de calças compridas e sapatos fechados, com preferência de solado antider- rapante. ◦ Homens devem estar devidamente barbeados; ◦ Entrar no LTD já uniformizado e com os cabelos presos e protegidos por toucas descartáveis; ◦ Lavar as mãos e os antebraços (até a altura do cotovelo – como na figura) com água e sabonete líquido neutro, escovar as unhas e completar a antissepsia; ◦ Com álcool a 70%, ao entrar no LTD, ao iniciar o trabalho e sempre que se fizer necessário (Moreira, 2016). Vídeo Teórica e Prática https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSe https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSehttps://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSe 7 FIGURA 1 – LAVAGEM DE MÃOS Fonte: Moreira (2016). Manipulação de Alimentos ◦ Não levar à boca talheres, espátulas ou as mãos que manipularam alimentos; ◦ Lavar os talheres utilizados para provar tempero ou verificar “o ponto” dos alimentos imediatamente após o uso (Moreira, 2016). Higienização de Materiais, Equipamentos e Utensílios ◦ Retirar todos os restos de alimentares e o excesso de gordura de utensílios antes do início da lavagem; ◦ Lavar e secar todos os materiais, utensílios e equipamentos imediatamente após o uso, guardar em seguida no local adequado; ◦ Ser responsável pela limpeza total da sua área de trabalho, área de pesagem e área de degustação; ◦ Procure manter o ambiente limpo e organizado (Moreira, 2016). 8 Planejamento e Organização do Trabalho • Aguardar a divisão dos trabalhos que serão realizados; • Ler com muita atenção todas as instruções contidas em cada roteiro de aula prática e/ou protocolo; • Planejar o trabalho antes de iniciá-lo; • Reunir todo o material que será utilizado como equipamentos, utensílios e ingredientes, antes de iniciar a execução; • Sempre transportar os alimentos em utensílios apropriados, sempre aparados em pratos ou bandejas; • Desprezar todos os restos de alimentares após a degustação, pois, devido à excessiva manipulação, eles podem causar danos à saúde (Moreira, 2016). Regras de Segurança Não trabalhar com material imperfeito. Sempre informar ao professor ou ao monitor para que seja o descarte de qualquer utensílio quebrado, trincado ou com arestas cortantes seja realizado; Tomar todo cuidado com utensílios e equipamentos quentes. Sempre fazer uso de luvas isolantes confeccionadas com silicone para a manipulação destes itens, mantendo-as livres de umidade; • Evitar o choque térmico com utensílios de vidro ou cerâmicos. Procure sempre um apoio isolante térmico, como o metal gradeado, altileno, silicone ou outro adequado, para não haver contato de utensílios de vidro ou louça aquecidos com superfícies frias como mármore, ladrilhos ou granito; • Manter toda a atenção sobre o trabalho, assim teremos um bom resultado das atividades executadas (Moreira, 2016). Metodologias para Pesos e Medidas São necessários alguns cuidados, para então dar início a ao preparo dos alimentos, como ler a receita ou protocolo culinário, esclarecendo assim as etapas de preparo e os equipamentos, utensílios e ingredientes que serão utilizados. Dessa forma o manipulador não será pego de surpresa, por isso a importância dele se certificar antes de iniciar, que tudo que ele irá precisar está disponível, assim evitará além de aborrecimentos e frustrações, os desperdícios (Cairelle; Cândido, 2014). Como o próprio nome já diz o pré-preparo consta de todas as etapas que irão preceder ao preparo do alimento, quando poderemos realizar técnicas de higienização, escolha ou seleção 9 de partes comestíveis ou não, como retirada de partes amassadas, folhas murchas, escolha de arroz e feijão, e ainda nessa etapa podem ser realizadas operações de separação, como cortar, moer, retirar cascas, triturar, bater, amassar, dessalgar, entre outras (Cairelle; Cândido, 2014). Ao reproduzirmos essas condições, iremos garantir resultados semelhantes a cada repeti- ção da receita ou protocolo, mesmo quando elaborados diversas vezes e por pessoas diferentes. É preciso considerar as diferenças de volume entre os vários tipos de utensílios usados como medida, com maior ou menor acomodação do alimento no recipiente. Para que essas variações sejam minimizadas, a Técnica Dietética desenvolveu métodos para a pesagem dos alimentos na elaboração de receitas. Pois para que se obtenha medidas exatas, se torna neces- sário instrumentos com capacidade de medidas padronizadas, como balança, proveta, becker, litros ou recipientes graduados que facilitem a medição dos ingredientes, ao utilizarmos o uso de medidas exatas se torna possível garantir a reprodução da receita, o auxílio no controle de qualidade, a quantidade e o custo (Philippi, 2014). Também temos como forma para medição de ingredientes, a utilização de medidas usuais de consumo, também chamadas de medidas caseiras (xícaras, colheres, copos, escumadeira, concha). Como esses recipientes são de diferentes tamanhos, podem ocorrer variações nos valores em grama (g) ou em mililitro (mL) dos ingredientes (Philippi, 2014). Por isso a padronização de medidas se torna necessária para que todas as variações que possam acontecer, e vir a mexer no custo da receita ou uso errado dos ingredientes também alterando o produto final sejam minimizadas. Para que as práticas e procedimentos de pesagem e medição de ingredientes sejam adequados, é de suma importância conhecer a capacidade volumétrica dos utensílios e sua padronização de medidas, se tornando possível saber a densidade do alimento (gramas de alimento por unidade de volume) e estimar a quantidade do ingrediente para qualquer utensílio utilizado (Philippi, 2014). Ao trabalhar com alimentos, torna-se necessário o uso de balanças digitais ou eletrôni- cas de precisão. Ao utilizarmos uma balança de precisão, tem por recomendação fazer uso da mesma para as demais pesagens, de todos os ingredientes, para evitar alterações que podem acontecer por diferenças entre um equipamento e outro. Observando sempre a capacidade máxima da balança que será utilizada e verificar com frequência a regulagem. Em uma balança digital, iniciamos fazendo a tara(zerando). Em que logo após colocarmos o recipiente que será utilizado como medidor, tara-se e então poderá ser colocado o alimento, assim o peso obtido irá corresponder apenas ao peso do alimento sem o recipiente (Philippi, 2019). No estudo do planejamento de cardápios e avaliação de consumo são utilizados alguns preceitos que serão definidos abaixo: Peso Bruto (PB): peso do alimento tal como é adquirido, seja com aparas com cascas, sementes, talos e ossos. É o alimento IN NATURA. A maneira como adquiriu esse alimento direto 10 do produtor, feira, supermercado ou hortas. Sem retirar nada. É utilizado para o dimensionamento de pedidos de compra e cálculo de custo. Peso Líquido (PL): é a fração, a parte aproveitável do alimento no estado cru; obtido a partir do pré-preparo do alimento, elimina-se as aparas. Nada mais que o alimento limpo e cru. Utilizado para o cálculo dietético do alimento na atividade de prescrição ou de planejamento da dieta ou cardápio, quando se dispõe da receita. Peso Cozido do Alimento (PCA): é a parte aproveitável do alimento cozido, como: cortes de carne, vegetais cozidos no vapor, grãos torrados (soja, amendoim), frutas assadas. Utilizado no cálculo dietético na atividade de diagnóstico, para a estimativa de consumo a partir de levan- tamentos por inquérito dietético, e para o cálculo da densidade energética que é a quantidade de energia oferecida em 1 g do alimento pronto para o consumo. Peso Cozido da Preparação (PCP): parecido com o PCA, porém utilizado para alimentos que tenham vários ingredientes em sua composição, como os ensopados, as tortas, e as sopas. Ele também possibilita o cálculo da densidade energética, a qual é obtida através da divisão do valor energético total (VET) da preparação pelo PCP, expressada em Kcal/g. Peso Hidratado (PH): representa o peso do alimento cru após ser submetido ao remolho, ou maceração. O PH é um marcador do frescor, pois a capacidade de reidratação de alimentos desidratados tende a diminuir com o tempo. Quando o alimento está hidratado, ele irá cozinhar em tempo muito menor, no caso das leguminosas irá contribuir para a digestibilidade, pois pro- move a diminuição do teor de oligossacarídeos os quais causam a flatulência. Fator Correção (FC): é o resultado da divisão que se obtém pela razão entre o PB e o PL do alimento, representa a etapa em que são feitas as retiradas das aparas por isso sempre será ≥ 1. Corrigindo assim avariação do peso do alimento, em seguida do pré-preparo, possibilitando a estimativa real do custo do alimento. Fator de Cocção (FCc) ou Índice de Conversão: irá corrigir a variação de peso que o alimento tem por passar pela cocção. É o resultado da divisão entre PCA e PL. Índice de Hidratação (IH): em que acontece a incorporação da água na etapa do remolho, também chamada de maceração, comum no pré-preparo de feijões, outras leguminosas secas e cortes de carne desidratados como o bacalhau salgado, charque, a carne-seca. Índice de Reidratação (IR): certos alimentos, comercializados na forma seca, precisam ficar imersos em líquido por um determinado tempo para ser reidratados antes do consumo ou 11 cozimento, e por este alimento ficar de remolho acaba sofrendo um aumento no seu peso devido a hidratação pela qual passou, porém, o tempo de cocção acaba por ser reduzido nessa etapa. As leguminosas em sua maioria e alguns cereais necessitam de reidratação, como o trigo para tabule, o feijão, o floção de milho para o cuscuz, o qual após o período do remolho chega a aumentar de 2 a 3 vezes quando comparado ao peso seco (peso inicial). IR = Peso do alimento reidratado Peso seco ou líquido Exemplo: Joana deixou 300 g de feijão de remolho por 8 horas, e quando foi pesar o feijão estava pesando 1090Kg. Qual o IR do feijão? PESO SECO: 300G PESO REIDRATADO: 790 G IR= 790 / 300 IR: 2,63 Através da fórmula de IR, podemos determinar o peso reidratado e o peso seco ou líquido do alimento. Cujo: PESO REIDRATADO = IR X PESO SECO OU LÍQUIDO E PESO LÍQUIDO= PESO REIDRATADO/IR Peso de sobras (PS): corresponde a quantidade de alimentos preparados que não foi servida; as sobras também podem ser denominadas sobra limpa. Peso de restos (PR): corresponde a quantidade de alimentos que foi distribuído e não foi consumida (Domene, 2018). Índice de Parte Comestível: para se poder determinar as quantidades corretas, tanto para comprar os alimentos, ou para avaliar o custo e também o espaço de estoque necessário, esta- beleceu- se um índice, chamado Índice de Parte comestível (IPC). Esse fator é uma constante para uma determinada qualidade de alimento, e decorre da relação entre peso bruto e peso líquido. 12 Sendo assim o Índice de Parte Comestível: FATOR DE CORREÇÃO = PESO BRUTO PESO LÍQUIDO EX: BATATA PB: 210G PL: 170 G P COZ.: 183G O FATOR CORREÇÃO: 210= 1,23 170 ÍNDICE DE CONVERSÃO = PESO COZIDO DO ALIMENTO PESO LÍQUIDO EX: 200G DE ARROZ (PESO LÍQUIDO) 846 G (ARROZ COZIDO) 846/200= 4,23 (ÍNDICE DE CONVERSÃO) Para calcular a taxa de aproveitamento no pré-preparo, considera-se: TAXA DE APROVEITAMENTO % = PESO LÍQUIDO X 100 PESO BRUTO Ao mencionarmos alimento pronto, preparação completa fazemos referência ao rendimento ou porção. Até aqui aprendemos que entre o peso bruto e o peso líquido existe um fator corre- ção, esse fator existe justamente para mostrar a diferença quando fazemos o pré-preparo dos alimentos, onde iremos higienizar, tirar as cascas, sementes, peles, aparas. O fator correção mostra a relação entre o Peso Bruto e o Peso líquido, ele irá nos indicar a perca que aconteceu no pré-preparo, nos mostrando a parte comestível do alimento. Quando o Peso Bruto do alimento é maior que o Peso Líquido, o Fator Correção será maior que 1. Ex: cenoura, batata. No caso de alimento como arroz por exemplo ou sal que não se retira nada, o Peso Bruto será igual ao Peso Líquido logo o Fator Correção será 1. Ao relacionarmos o alimento limpo e cru, com o alimento pronto teremos outro fator asso- ciado, o Fator de Cocção em que: 13 FATOR COCÇÃO = PESO DO ALIMENTO PRONTO PESO CRU Lembrando que o alimento pode ganhar água como no caso das leguminosas (feijão, len- tilhas, ervilha) que você verá na prática, por que eles hidratam (ganham/retém água) o que fará aumentar o peso, dessa forma o peso do alimento pronto será maior do que o peso cru onde o fator de cocção será maior que 1. Já no caso das carnes ocorre a desidratação, o alimento perde água, se pôr exemplo em plano alimentar o indivíduo necessita de comer uma porção de 100gr de carne eu não posso somente considerar o peso cru por que depois do preparo ele irá perder água, o que significa que depois de pronta a carne não terá 100gr a qual o indivíduo necessita comer depois de pronto. Sendo assim nas carnes teremos o peso pronto menor que o peso cru, da mesma forma o fator de cocção será menor que 1. O fator de cocção indica o quanto teve de perda ou ganho devido o preparo. Então esteja atento ao rendimento, lembrando que a porção se refere ao alimento pronto TÉCNICAS PARA PESAGEM E MEDIÇÃO DOS INGREDIENTES Ingredientes secos Possuem diversas formas físicas (tabletes, pedaços, grãos, pós e outros), para que ocorra uma pesagem e medição precisas, são necessários cuidados especiais, tanto à padronização de receitas quanto ao preparo de dietas especiais. Alimentos secos, como farinha, açúcar, aveia ou grãos, não devem ser pressionados para serem medidos. Caso haja presença de grumos, ou estejam encaroçados, deve-se usar uma colher para desmanchar os grumos. Utilizando-se uma espátula ou o lado cego da faca, a super- fície do recipiente deve ser nivelada, retirando-se o excesso (Philippi, 2014). Ingredientes Líquidos Diferente dos ingredientes secos, os ingredientes líquidos não têm a preocupação com a compactação natural do alimento, porém devem ser observadas a temperatura e nivelamento do alimento. Os alimentos líquidos serão colocados nos utensílios nos quais serão pesados e, em seguida, transferidos para medidores de vidro com graduação, ou xícaras de tamanho adequado, para leitura do volume. Esse recipiente deverá ser preenchido aos poucos, com a ajuda de um funil, até atingir a quantidade indicada pela receita (Philippi, 2014). Para realizar a leitura do volume, a mesma deve ser feita em superfície plana, com os olhos no nível do menisco, tomando medida de sua de sua parte inferior. Podendo utilizar xícaras e colheres padronizadas, pois as mesmas têm capacidades conhecidas (Philippi, 2019). 14 Ingredientes Pastosos ou Gordurosos Alimentos como doce de leite (pastoso) ou como manteiga ou margarina (gordurosos), pe- sar em temperatura ambiente e colocar em um utensílio padronizado com ajuda de uma colher, pressionando o alimento a cada adição, para que este se acomode e evite formar bolhas de ar. Depois da medida cheia, nivelar com ajuda de uma espátula ou lado cego de uma faca, retirando o excesso se houver. Pressionar o alimento a cada adição, a fim de acomodá-lo e evitar a formação de bolhas de ar. Quando a medida estiver cheia, a superfície deve ser nivelada com uma espátula ou com o lado cego de uma faca para retirar o excesso. OPERAÇÕES DEFINITIVAS, FUNDAMENTAIS OU DE PREPARO São operações atuam na modificação do alimento, seja por uso de energia mecânica (ope- rações de divisão ou união), também podem acontecer por energia térmica através do uso de calor ou frio ou até mesmo associação de ambas. A operação mais utilizada é a energia térmica, a mesma tem por objetivo manter o sabor original do alimento, a cocção é mais rápida como nas carnes de primeiras ou vegetais frescos, já quando há intenção de mudar ou misturar sabores dos alimentos, aí o processo acaba por demandar maior tempo como em preparações de sopas e cozidos (Philippi, 2014). MÉTODOS QUADRO 1 - MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR CONVECÇÃO Quando o calor é transmitido através do deslocamento de moléculas aque- cidas, as quais se tornam menos densas e acabam por subir à superfície do líquido, sendo substituídas pelas mais frias densas, as quais vão para o fundo do recipiente. Ex.: cozimento do arroz, sopas, feijão, caldos, ou seja, alimentos que são preparadoscom algum líquido. CONDUÇÃO O calor é transmitido por contato de uma molécula a outra, é como os me- tais se aquecem. Ex: o uso de panelas, chapas, formas, assadeiras, entre outros. IRRADIAÇÃO Quando o calor é transmitido por ondas ou partículas (ar e até mesmo atra- vés do vácuo, raios solares, micro-ondas, raios infravermelhos, por ocorrer essa transmissão de energia, não há necessidade de suporte material. Normalmente para esse tipo de transmissão de calor, o micro-ondas é o aparelho mais utilizado, onde as ondas eletromagnéticas quais são gera- das pelos magnetrons acabam por penetrar no alimento, causando fricção entra as moléculas de água, produzindo assim o calor. Fonte: Adaptado de: Ornellas (2007). 15 Cocção: A maior parte dos alimentos necessita passar pelo processo de cocção, para que então possam ser consumidos. A cocção tem por principais objetivos: Garantir ou melhorar o valor nutritivo; Aumentar a digestibilidade, reduzindo, acentuando, mudando a cor, sabor, textura e consis- tência dos alimentos; Reduzir o crescimento e proliferação de organismos patogênicos ou até mesmo o desen- volvimento de outras substâncias que sejam danosas a saúde (Philippi, 2014). MENSURAÇÃO DOS ALIMENTOS: TÉCNICAS PARA PESAGEM DE ALIMENTOS E MEDIDAS CASEIRAS Tudo começa escolhendo o equipamento adequado, o qual deve ser forte, resistente, de fácil manutenção e higienização e que contenha sensibilidade correta à tarefa para qual será utilizado. No Laboratório de Técnica Dietética, as balanças com capacidade de até 2 kg e com sensibilidade de 0,1 g já são suficientes, deve conter pelo menos uma balança com capacidade de até 10 kg. As superfícies de pesagem devem ser de aço inoxidável e removíveis que facilitem a higienização, as fontes de alimentação sejam através da rede elétrica, não tendo a necessidade de uso de baterias ou pilhas, e Tara para utensílios de até 2 kg de peso, se possível. Já quando se trata de valores de referência para medidas caseiras a aplicação fica limi- tada, pois existe muita variabilidade observada nas capacidades volumétricas dos utensílios, dependendo dos detalhes de design dos objetos (colheres, copos, xícaras) de cada fabricante (Domene, 2018). Ingredientes Sólidos: são inúmeros devido ao formato física como pó, tablete, pedaço, grão entre outros, demandando cuidados especiais para que a medição e pesagem sejam mais precisas e adequadas. É preciso ter conhecimento da capacidade volumétrica dos utensílios, da padronização das medidas, e assim minimizar diferenças decorrentes do método de pesagem, contribuindo para a padronização de receitas e o preparo de dietas (Domene, 2018). Ao pesar alimentos secos como: farinha, açúcar, aveia ou grãos, os mesmos não devem ser pressionados para serem medidos, se houver presença de grumos ou estejam encaroçados, é indicado usar uma colher e desfazer esses grumos. Utilizando uma colher devem ser colocados os alimentos cuidadosamente colocados então no utensílio de medida (xícara ou colher padroni- zada), sem necessidade de ser comprimidos, até que este utensílio esteja totalmente completo com o alimento que será pesado. Para nivelar a porção, utilizar uma espátula ou lado cego da 16 faca, retirando o excesso. Quando retirar o ingrediente de uma lata ou pacote, não o faça com o utensílio de medição (Philippi, 2019). Ingredientes Líquidos: também é necessária a padronização de medidas, e manter as regras básicas de pesagem devem ser analisadas, quanto à temperatura do alimento e ao nive- lamento. Colocar os ingredientes líquidos nos utensílios em que serão pesados, após isso transferir para medidores de vidro com graduação, ou xícaras de tamanho adequado para a leitura do volume. Preencher o recipiente aos poucos, com ajuda de um funil, até alcançar a quantidade que está indicada pela receita. No medidor os líquidos formam um menisco na superfície livre, em que a leitura desse volume deve ser realizada em superfície plana, com os olhos no nível do menisco, tomando então a medida da parte inferior. Também é possível utilizar xícaras e colheres padronizadas, pois apresentam capacidades conhecidas. Através da Resolução CFN n° 380/2005, o Conselho Federal de Nutricionista (CFN) esta- beleceu um respaldo legal onde determina que o desenvolvimento de fichas técnicas, o qual é um pré-requisito na elaboração de cardápios padronizados, é uma das atribuições mínimas e específicas do nutricionista para atuação nas Unidades de Alimentação e Nutrição. Mostrando assim a necessidade e importância de se entender os itens que compõem a ficha técnica de preparação, assim como seu preenchimento. Per Capta Representa a quantidade de alimento consumido por pessoa, lembrando que cada tipo de serviço e/ou cardápio pode determinar o seu per capita. Essa expressão é um sinônimo de gramagem do ingrediente ou da preparação, como quantidade “por cabeça”. A mensuração do per capta de um alimento pode sofrer interferências como o tipo de preparação, a composição do alimento, o hábito alimentar da população. Porção Representa a quantidade média na forma pronta para o consumo, quase pronta para o consumo ou não preparada, a qual deve ser consumida por pessoas sadias maiores de 5 anos. Através do conhecimento desses termos e definições poderemos seguir com as práticas de Pesos e Mensurações. PROCEDIMENTOS PARA PESAGEM: 1. Zerar e nivelar a balança; 2. Coloque o recipiente ou utensílio sobre a balança e aperte o botão “TARA” da balança; 3. Quando a balança então estiver zerada colocar o recipiente com o alimento para que a mesma diminua o peso do recipiente e mostre apenas o peso do alimento. 17 RECURSOS UTILIZADOS Materiais de consumo: Descrição Observação • Batata • Pepino • Alface • Tomate • Cenoura • Couve • Banana maçã • Mamão • Abacaxi • Laranja • Limão • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 1 unidade • 2 unidades • 2 unidades • Placa de Corte • Descascador de legumes • Faca • 1 unidade de cada item • Bandeja • Frigideira • Balança • Fogão • Copo medidor • 1 unidade de cada item • Bife Contrafilé • Filé De Frango • Filé De Peixe • 3 unidades de cada tipo de carne 18 ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA Para garantir um bom andamento das práticas, se torna imprescindível trabalhar com se- gurança, tornando o ambiente além de seguro, muito mais agradável e com maior conforto na execução das práticas. É necessário que todas as medidas de segurança embora muito simples sejam executadas em cada atividade proposta. Dessa forma: • Não trabalhe com material imperfeito Caso perceba algum utensílio quebrado, danificado, trincado ou com arestas cortantes faça o descarte de forma adequada. • Tenha total atenção e cuidado com os utensílios e equipamentos quentes Sempre utilizar luvas isolantes para a manipulação destes itens, mantendo sempre estas livres de toda umidade. • Evite o choque térmico com utensílios de vidro ou cerâmico É necessário sempre utilizar um apoio isolante térmico, seja um metal gradeado, altileno, silicone ou outro adequado, de forma que não aconteça o contato direto do utensílio de vidro ou louça aquecidos com superfícies frias como mármore, ladrilhos ou granito. • Utilizar toda paramentação: jaleco, touca descartável prendendo todo o cabelo, sapato fechado com solado antiderrapante. • Total atenção sobre a prática e atividade executada. 19 O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA ATIVIDADE PRÁTICA 1: PESAGENS E MEDIÇÕES DE ALIMENTOS EXPERIMENTO 1: INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL E ÍNDICE DE CONVERSÃO HORTALIÇAS Objetivos: • Verificar os indicadores que mostram a parte comestível dos alimentos apresentados e comparar com os valores teóricos; • Observar nos diferentes alimentos os fatores de cocção; • Diferenciar per capita de porção; • Calcular Indicador de parte comestível (IPC), índice de Conversão (IC) e Indicador de Reidratação (IR). Técnica de preparo: Procedimentos(Hortaliças): 1. Pesar o alimento na forma em que foi adquirido (PB), anotar o peso bruto obtido na tabela abaixo; 2. Levar para o balcão, retirar folhas, talos ou cascas e raspas e pesar novamente sem lavar (PL) (cuidado para não molhar o alimento, o que poderá alterar seu peso), anotar o peso líquido obtido na tabela abaixo; 3. Depois de pesado, lavar completamente o alimento e dar o pré-preparo adequado: ◦ Folhas: rasgar (alface), picar fininho 2mm (couve); ◦ Tomate: cortar em rodelas finas; ◦ Pepino: cortar em rodelas finas; ◦ Cenoura e Batata: cortar à Julienne, levar a cocção (calor úmido) e calcular o IC (índice de conversão). 4. Calcular e anotar o Índice de parte comestível; 5. Fazer o porcionamento (QIC – Quantidades Individuais Comestíveis) das prepara- ções nas seguintes quantidades: 20 INGREDIENTES PB (g) PL (g) PCA (g) IPC IC Batata Pepino Alface Tomate Cenoura Couve PB: Peso Bruto PL: Peso Líquido PCA: Peso Cozido do Alimento IC: Índice de Conversão IPC: Índice de Parte comestível EXPERIMENTO 2: INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL E ÍNDICE DE CONVERSÃO FRUTAS Ingredientes: ◦ Banana: 1 unidade. ◦ Maçã: 1 unidade. ◦ Mamão: 1 unidade. ◦ Laranja: 2 unidades. ◦ Abacaxi: 1 unidade. ◦ Limão: 2 unidades. Técnica de preparo: ◦ Pesar o alimento na forma em que foi adquirido (PB). ◦ Levar para o balcão; higienizar se necessário e dar o preparo adequado: ◦ Laranja: descascar e cortar ao meio. ◦ Maçã: descascar e picar em cubos regulares. ◦ Limão: extrair o suco. ◦ Mamão: descascar e picar em cubos regulares. ◦ Banana e Abacaxi: descascar e cortar em rodelas. ◦ Pesar (PL) cada alimento e anotar. ◦ Verificar o per capita e a porção correspondente para homem adulto para cada fruta. 21 INGREDIENTES PB (g) PL (g) PCA (g) IPC IC Banana Maçã Mamão Laranja Abacaxi Limão * espremer manualmente e pesar o suco EXPERIMENTO 3: INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL E ÍNDICE DE CONVERSÃO CARNES Ingredientes: ◦ Bife (contrafilé): 3 unidades ◦ Filé de Peito de Frango: 3 unidades ◦ Filé de Peixe: 3 unidades Técnica de preparo: ◦ Pesar os bifes e filés na forma em que foram adquiridos (PB). ◦ Retirar todas as gorduras aparentes e aparas visíveis. ◦ Pesar novamente após as retiradas para estabelecer o peso líquido (PL). ◦ Temperar com sal. ◦ Untar uma frigideira com azeite e grelhar. ◦ Depois de grelhado pesar novamente para obter o peso cozido (PC). ◦ Fazer o porcionamento (QIC- Quantidades individuais comestíveis) das prepara- ções em 120g. ◦ Lembrando que após grelhar higienizar a frigideira para grelhar outro tipo de carne. ◦ Após anotar todas as pesagens, faça os cálculos e anote os resultados obtidos. INGREDIENTES PB (g) PL (g) PCA (g) IPC IC Bife Bovino Filé de Peito de Frango Filé de Peixe 22 RELATÓRIO Caro aluno (a), Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo. 23 MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES Técnica Dietética: O Que é Fator de Correção? O Que é Indicador de Parte Comestível - IPC? https://www.youtube.com/watch?v=HpDmjC4RJPY https://www.youtube.com/watch?v=HpDmjC4RJPY 24 POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ? INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL: ÍNDICE DE CONVERSÃO E ÍNDICE DE REIDRATAÇÃO Na primeira Etapa das Práticas você pode perceber o peso bruto, peso líquido, índice de conversão, e o índice de parte comestível. Agora na segunda etapa das práticas você continuará aplicando o que executou nas pesagens e medições da primeira, porém agora irá analisar ao índice de hidratação das leguminosas e também o rendimento. Você poderá perceber e discutir as mudanças que ocorrem no alimento que fica em remolho, o tempo de cocção, o frescor dos grãos, pois se ele não tem a capacidade grande de hidratação já é um indicador de um grão velho. Dessa forma você continuará fazendo as anotações na planilha e fazendo os devidos cál- culos pedidos. Essa prática também aumentará seus conhecimentos de Técnica Dietética, que irão os acompanhar em todas as fases da produção de refeições, a aplicação correta a qual irá envolver economia, higiene, nutrição, custos, percas, desperdícios entre outros. Essa é uma prática que contribui muito para redução de custos, pois através do conheci- mento de rendimento que a hidratação proporciona no grão, você comprará quantidades menores e reduzirá o tempo de cocção. 25 AMBIENTE NA PRÁTICA Agora, na segunda etapa das práticas, você dará continuidade ao que foi realizado na primeira etapa. Nesta etapa, você analisará o índice de hidratação das leguminosas, bem como o rendi- mento obtido. Será uma oportunidade de observar e discutir as transformações que ocorrem nos alimentos durante o remolho, o tempo de cocção e o frescor dos grãos. Por exemplo, se o grão apresentar baixa capacidade de hidratação, isso pode ser um indicativo de que está velho. Você deverá continuar registrando suas observações e dados na planilha fornecida, além de realizar os cálculos solicitados. Boa prática e aproveite este momento de aprendizado prático! 26 RECURSOS UTILIZADOS Materiais de consumo: Descrição Observação feijão 500 gramas lentilha 500 gramas arroz 200 gramas Trigo para Quibe 300 gramas Balança, fogão, colher de servir arroz 1 unidade de cada Concha 2 unidades de cada ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA Para garantir um bom andamento das práticas, se torna imprescindível trabalhar com segurança, tornando o ambiente além de seguro, muito mais agradável e com maior conforto na execução das práticas. É necessário que todas as medidas de segurança embora muito simples sejam executadas em cada atividade proposta. Dessa forma repetimos todas as normas e cuida- dos que fizemos na primeira etapa de práticas: ◦ Não trabalhe com material imperfeito ◦ Caso perceba algum utensílio quebrado, danificado, trincado ou com arestas cor- tantes faça o descarte de forma adequada. ◦ Tenha total atenção e cuidado com os utensílios e equipamentos quentes ◦ Sempre utilizar luvas isolantes para a manipulação destes itens, mantendo sempre estas livres de toda umidade. ◦ Evite o choque térmico com utensílios de vidro ou cerâmico ◦ É necessário sempre utilizar um apoio isolante térmico, seja um metal gradeado, altileno, silicone ou outro adequado, de forma que não aconteça o contato direto do utensílio de vidro ou louça aquecidos com superfícies frias como mármore, ladrilhos ou granito. ◦ Utilizar toda paramentação: jaleco, touca descartável prendendo todo o cabelo, sapato fechado com solado antiderrapante. ◦ Total atenção sobre a prática e atividade executada 27 O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA EXPERIMENTO 1: INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL; ÍNDICE DE CONVERSÃO E ÍNDICE DE REIDRATAÇÃO DE LEGUMINOSAS Ingredientes: Feijão: 500g; Lentilha: 500g. Procedimentos (Leguminosas): ◦ Pesar 2 porções de 200g de cada alimento na forma em que foram adquiridos (PB). Retirar sujidades e grãos que sejam impróprios para o consumo, após pesar novamente (PL). Complete a porção de 200g com grãos escolhidos se necessário. ◦ Uma das porções deve ser deixada de molho em água potável por 12 horas. ◦ As porções de feijão devem ser cozinhadas sob pressão em panelas separadas com a proporção de água de 2:1 para o feijão que ficou de molho e 3:1 para o feijão seco, por aproximadamente 20 minutos (fogo médio a baixo). Anote o tempo de cozimento. ◦ Cozinhar as porções de lentilha em ebulição simples em panelas separadas com a proporção de água de 2:1 para o grão que ficou de molho e 3:1 para o grão seco, por aproximadamente 40 minutos para os grãos que ficaram em remolho e 1:h para os que não ficaram em período de remolho. Anotar tempo de cozimento. ◦ Depois de cozido é necessário pesar o caldo e o grão das quatro porções em separado e fazer o cálculo de IC, IR e Rendimento. ◦ Fazer o porcionamento(QIC – Quantidades Individuais Comestíveis) das prepara- ções (100g). Vídeo Teórica e Prática https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSe https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSe https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9Lap1ts_rRaa52GTkG4rQSe 28 INGREDIENTES PB (g) PL (g) PR (g) IR Feijão Carioca Feijão Carioca (molho) Lentilha Lentilha (molho) PR: Peso do alimento Reidratado IR: Índice de Reidratação EXPERIMENTO 2: INDICADOR DE PARTE COMESTÍVEL; ÍNDICE DE CONVERSÃO E ÍNDICE DE REIDRATAÇÃO DE LEGUMINOSAS Ingredientes: ◦ Arroz: 200g ◦ Trigo para quibe: 300g ◦ Sal: qsp Procedimentos: (Trigo para Kibe): ◦ Pesar 1 porção de 300g de trigo pra quibe e deixar de molho em água potável por 40 minutos. ◦ Pesar o trigo hidratado e calcular IR. Procedimentos (Arroz): ◦ Pesar o arroz, lavar e pesar novamente; ◦ Refogar o alho (1%) no óleo (8 ml). Adicionar o arroz e refogar por 30 segundos; ◦ Adicionar água fervendo na proporção 2,5 vezes o volume do arroz. Submeter à cocção em fogo alto e marcar o tempo até a ebulição. ◦ Após iniciada a ebulição diminuir a temperatura de cocção para branda e anotar o tempo até o final da cocção (se necessário acrescentar mais água – medir). ◦ Pesar depois de pronto e anotar o rendimento. 29 Porcionar. INGREDIENTES PB (g) PL (g) PR IR Arroz Trigo para Quibe Para te ajudar a realizar os cálculos deixarei alguns modelos aqui descritos e já feitos. INGREDIENTES PB (g) PL (g) PCA (g) IPC IC Batata 212 177 192 1,19 1,08142 Pepino 142 139 ------ 1,02 ------- Alface 215 180 ------- 1,19 -------- Tomate 127 110 ------- 1,15 -------- Cenoura 117 90 94 1,3 1,04 Couve 228 148 ----- 1,54 ------ Banana 120 69 ------ 1,74 ------ Maçã 121 87 ------- 1,39 ------- Mamão 1096 840 ------- 1,30 ------- Laranja 267 216 ------- 1,23 ------ Limão 139 139 ------ 1 ------ Abacaxi 1346 714 -------- 1,88 -------- INGREDIENTES PB (g) PL (g) PR (g) IR Feijão Carioca 200 Feijão Carioca (molho) 200 404 2 OBS: o feijão de molho cozinhou em 40 minutos, já o que não passou pela reidratação em 1 hora. O feijão cozido que havia ficado em remolho chegou a 516 g e o caldo 774 ml Lentilha (molho) 30 RELATÓRIO Caro aluno (a), Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo. MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES O Que é Indicador de Reidratação ou Índice de Reidratação https://www.youtube.com/watch?v=TajnznMSMrk https://www.youtube.com/watch?v=TajnznMSMrk 31 REFERÊNCIASREFERÊNCIAS CARELLE, A. C.; CÂNDIDO, C. C. Técnicas Dietéticas. São Paulo, Editora Sarai- va, 2014. 9788536521428. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ books/9788536521428/. Acesso em: 28 mar. 2022. DOMENE, S. M. A. Técnica dietética: teoria e aplicações. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2011. 350 p. DOMENE, Semíramis Martins Á. Técnica Dietética - Teoria e Aplicações. São Paulo, Grupo GEN, 2018. 9788527733571. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ books/9788527733571/. Acesso em: 31 mar. 2022. MOREIRA, L. N. Técnica Dietética. Rio de Janeiro: SESES, 2016. 240p. ORNELAS, L. H. Técnica dietética: seleção e preparo de alimentos. 8ª ed. rev., ampl., São Paulo: Editora Atheneu, 2007, 276 p PHILIPPI, Sonia T. Nutrição e Técnica Dietética. São Paulo, Editora Manole, 2014. DOI: 9788520448595. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ books/9788520448595/. Acesso em: 28 mar. 2022. PHILLIPPI, Sonia T. Nutrição e técnica dietética. São Paulo, Editora Manole, 2019. DOI: 9788520454312. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ books/9788520454312/. Acesso em: 29 mar. 2022.