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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: NUTRIÇÃO DISCIPLINA: TÉCNICA DIETÉTICA NOME DO ALUNO: BRUNA DE ARAÚJO SILVA WATANABE RA: 2323923 POLO DE MATRÍCULA: UNIP POLO AQUARIUS – 9365 POLO DE PRÁTICA: UNIP POLO DUTRA – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS DATA DAS AULAS PRÁTICAS (Relacione todas as datas em que compareceu): 17/ /02 /2024 18 / 05 / 2024 24/ /02 /2024 / / 23/ /03 /2024 / / SÃO JOSE DOS CAMPOS , DE18 DE MAIO DE 2024. Rectangle Rectangle Rectangle Rectangle FreeText NOTA DE CORREÇÃO: 9,0 2 Rectangle Rectangle 3 Rectangle Rectangle 4 Rectangle Rectangle 5 Rectangle Rectangle 6 Rectangle Rectangle 7 8 Rectangle Rectangle 9 10 COMENTÁRIOS A RESPEITO DAS ETAPAS DO EXPERIMENTO: Para realizar as medidas de volume do 1. A) Peso x Medida caseira, utilizamos utensílios disponíveis que qualquer pessoa tem em sua casa e de fácil acesso: Figura 1. Utensílios para medida caseira. Para realizar as medidas de volume do 1. B) Peso x Medida Padronizada, utilizamos: Para as medidas xícara de chá e ½ xícara de chá utilizamos um copo medidor plástico: Figura 2. Copo medidor plástico. Para as medidas colher de sopa e colher de chá utilizamos colheres de medição e para verificar o volume em ml com exatidão, uma proveta de plástico graduada de 10ml: 11 Figura 3. Jogo colher medida padronizada. Figura 4. Proveta graduada 10ml. As medidas padronizadas e as medidas caseiras de ingredientes são duas formas distintas usadas na cozinha para garantir a precisão e consistência no preparo de receitas. Cada uma dessas formas possui suas características específicas e cada uma delas tem impacto no resultado da preparação. Para que a elaboração de um cardápio ou uma simples receita tenha sucesso em sua realização, é necessária a descrição das quantidades dos ingredientes com precisão, com isso, pode-se obter, em sua reprodução, resultados semelhantes a cada repetição (Cunha et al., 2008). 12 MEDIDAS CASEIRAS As medidas caseiras são instrumentos utilizados para medir as quantidades dos alimentos, que servem para ajudar na execução de formulações (Vargas, 2007). A forma mais simples para a medição de ingredientes é a utilização de xícaras, colheres, copos e pires (Philippi, 2006). Facilidade na orientação: em situações em que é necessário fornecer orientações simples e práticas para o preparo de alimentos, as medidas caseiras, como xícaras e colheres de sopa podem ser mais compreensíveis para o público em geral, o que simplifica para o indivíduo seguir recomendações nutricionais. Abordagem flexível: para determinados casos, como em dietas flexíveis, medidas caseiras permitem ajustes de proporções de acordo com as preferências do paciente, respeitando suas escolhas e tornando o plano dietético mais adaptável ao estilo de vida individual. MEDIDAS PADRONIZADAS No contexto da nutrição, as medidas padronizadas, como gramas, mililitros, são preferíveis, porque proporcionam maior precisão para a determinação das quantidades de nutrientes presentes nos alimentos. Se torna de extrema importância para garantir a precisão das informações nutricionais em planos alimentares. Controle de porções: as medidas padronizadas permitem um controle mais preciso das porções, auxiliando os profissionais de nutrição na prescrição de dietas específicas para atender as necessidades individuais dos pacientes. Esse ponto de vista é essencial em caso de dietas terapêuticas ou personalizadas. Adequação a recomendações nutricionais: o uso de medidas padronizadas facilita a conformidade com a recomendações nutricionais especificas para diferentes grupos populacionais. Em resumo, a escolha entre medidas padronizadas e caseiras na técnica dietética depende do contexto clínico, das necessidades especificas do paciente e da abordagem nutricional adotada pelo profissional. Ambas as formas de medição podem ser úteis, e a decisão deve ser baseada na eficácia da intervenção nutricional e na capacidade de adesão do indivíduo ao plano alimentar prescrito. 13 Nesta etapa do experimento prático, trabalhamos com ingredientes secos: farinha de trigo e amido de milho. Realizamos uma comparação entre o peso da farinha de trigo e do amido de milho, nivelados e sem nivelar. Iniciamos peneirando a farinha de trigo e no processo não identificamos nenhuma anormalidade com o produto, apenas a formação de 14 poucos grumos. Com o amido de milho não houve a formação de nenhum resíduo na peneira. Pesamos o recipiente vazio em uma balança de alta sensibilidade, e posteriormente fizemos a tara da balança. Colocamos cada um dos ingredientes secos em seus medidores sem apertar para compactar o alimento e fizemos o nivelamento com o lado cego da faca, procedemos com a pesagem dos demais ingredientes. O processo foi repetido, mas dessa vez sem realizar o nivelamento. Os resultados obtidos a partir da comparação entre as pesagens com e sem nivelamento indicam a importância dessa prática para se obter medidas mais consistentes. A diferença observada nas médias reforça a importância do cuidado ao realizar a pesagem de ingredientes secos. O nivelamento influencia diretamente na precisão e confiabilidade dos resultados. O experimento 3 com ingrediente pastoso foi realizado de acordo com as orientações do roteiro, não houve dificuldades ou anormalidades observadas durante o processo. Como é possível observar os resultados e a média das pesagens se mantiveram próximas. 15 a) As medidas em gramas e ml são usadas em contextos distintos, sendo gramas usada para sólidos e ml para líquidos, ambas unidades estão relacionadas a massa e volume, respectivamente, porém é importante entender as diferenças entre elas. A principal diferença entre essas medidas está na densidade mais alta e, portanto, são mais pesados por unidade de volume, os líquidos tem densidade menor e, são mais leves por unidade de volume. A mesma quantidade em gramas de um sólido e em ml de um líquido pode ocupar diferentes volumes, a compreensão adequada dessas medidas é importante para que se obtenha resultados culinários e nutricionais satisfatórios. 16 b) 17 1) A diferença de resultados do experimento n.1 entre os diferentes manipuladores foi interessante, ficando claro como cada pessoa tem um entendimento pessoal sobre cada medida e também sobre a forma como se faz uma medida. Todos trabalharam com os mesmos alimentos, e em alguns momentos a diferença de peso foi bem maior de uma bancada para outra. Observando de maneira geral, tivemos tantas variações de medidas que poderiam interferir diretamente na montagem de um cardápio, por exemplo. O valor nutricional seria diretamente afetado, porque pensando em uma determinada receita que teria um valor nutricional X, com todas essas variações observadas o valor nutricional poderia ser y,z, etc. 2) Questão já respondida nas páginas 12 e 13. 3) A diferença de resultados não foi muito expressiva, os tamanhos solicitados foram cortados de maneira uniforme e a média também está bem próxima dos resultados. 18 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 2, foi executada na data 17/02/2024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente ao Grupo 3. Segue detalhamento do experimento. GRUPO 1. BATATAS - Experimento realizado pela Bancada 1. GRUPO 2 – ESPREMER LARANJA- Experimento realizado pela Bancada 2. GRUPO 3 – TOMATES – PELAR Experimento realizado pela minha Bancada 3, será detalhado abaixo: Peso Bruto (PB)= 176g. Retirar a pele e pesar o tomate – PL= 160g. Abrir o tomate, retirar as sementes e pesar – PL= 134g. Peso Bruto (PB)= 186g. Retirar a pele e pesar o tomate – PL= 166g. Abrir o tomate, retirar as sementes e pesar – PL= 138g. 19 Figura 5. Tomates apresentados após realização do experimento. Tomate 1: IPC = 1,31 IC = 0,76 Tomate 2: IPC = 1,35 IC = 0,74 GRUPO 4 – ABOBRINHA - RALAR - Experimento realizado pela Bancada 4. GRUPO 5 – QUEBRAR OVOS - Experimento realizado pela Bancada 5. GRUPO 6 – CEBOLA - PICAR - Experimento realizado pela Bancada 6. 20 O IPC (Índice de Parte Comestível) também chamado de FC (Fator de Correção) é usado para indicar o desperdício no preparo dos alimentos, ajudando a dimensionar a compra, custo e consumo per capta dos alimentos. Para avaliar um bom desempenho e controle de uma empresa moderna é fundamental a mensuração das perdas alimentares (SOARES et al., 2011). A partir da identificação das perdas alimentares, é possível verificar as práticas que aumentam os gastos e ao mesmo tempo propor soluções para que as metas sejam cumpridas na realidade de cada UAN (CHAMBERLEM et al., 2012; SOARES et al., 2011). O IPC pode variar de acordo com o tipo de fornecedor, a forma de pré-preparo, qualidade do alimento, amadurecimento, condições de armazenamento, utensílio usado e os recursos humanos. O tipo de utensílio usado pode causar um aumento do IPC de determinado alimento, posso citar por exemplo o uso de descascador que retira apenas uma fina camada da casca de uma cenoura. Já com a faca, há uma maior perda, porque partes do vegetal são cortadas juntos com a casca, o que aumenta o FC. Em relação aos manipuladores, cada um tem uma forma de cortar e tratar determinado alimento mesmo que a técnica empregada para o corte seja a mesma, ainda assim haverá variação no FC. 21 De acordo com a literatura, segue as comparações: Batata inglesa – descascador M1 – FC: 1,14 | IC: 0,97 Batata inglesa – descascador M2 – FC: 1,17 | IC: 0,97 Batata inglesa – faca M1 – FC: 1,20 | IC: 0,95 Batata inglesa – faca M2 – FC: 1,15 | IC: 0,95 De acordo com a literatura FC: 1,06 De acordo com a literatura IC: 0,95 – 0,96 Podemos observar que os FC’s comparados entre descascador e facas ficaram próximos, mas em relação ao que a literatura indica, houve um desperdício maior. Já o Índice de Cocção se manteve próximo ao que encontramos na literatura, nas batatas que foram preparadas com a faca, já as batatas preparadas com descascador obtivemos um índice ligeiramente maior do que indicado na literatura. Laranja Pêra – mão – FC: 2,08 Laranja Pêra – espremedor – FC: 1,08 De acordo com a literatura FC: 1,39 – 2,13 Neste caso o FC da laranja feita no espremedor, foi abaixo do indicado na literatura, portanto menos perdas. Cebola – picada – FC: 1,08 De acordo com a literatura FC: 1,03 – 2,44 Para a cebola picada obtivemos um maior desperdício considerando o FC mínimo indicado na literatura. Tomate pelado – com garfo – FC: 1,31 | IC: 0,76 Tomate pelado – na água quente – FC: 1,35 | IC: 0,74 De acordo com a literatura – FC: 1,25 | IC: Em relação ao FC, visivelmente tivemos uma maior perda na manipulação em laboratório, tendo como base o FC da literatura. 22 Ovo inteiro – FC: 1,12 | IC: 0,85 De acordo com a literatura – FC: 1,12 | IC: 0,80 – 1,11 No experimento dos ovos, conseguimos nos manter nos índices indicados pela literatura. De acordo com o grupo da Bancada 2, seguem as informações a respeito do experimento: Peso líquido – 95g ou 115ml Para 250ml? X = 1 x 250 / 115 = 2,17 Podemos arredondar o valor para 2 laranjas e meia. 23 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 3, foi executada na data 24/02/2024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente a Bancada 3. Segue detalhamento do experimento. 24 Os valores para referência foram retirados do site Carrefour – consultado em: 23/03/2024: https://mercado.carrefour.com.br/melao-amarelo-carrefour-aprox-2kg-42501- 4735743/p https://mercado.carrefour.com.br/maca-gala-carrefour-aprox-600-g-10120- 4711564/p Não havia frutas destacadas em negrito no relatório, então de acordo com a Professora, a fruta que nossa bancada deveria utilizar para fazer o experimento do escurecimento enzimático seria o Melão. Realizamos o experimento conforme a orientação acima: Figura 6. Melão exposto ao ar, após estrarem em conta com as soluções. 25 Explicação: Para os 03 Melões expostos após se passarem 30min não houve nenhum tipo de alteração na cor da fruta, inclusive para os dois pedaços que não passaram por nenhuma solução ácida. Conversamos a respeito do resultado com a Professora e ela nos explicou que para o caso do melão, provavelmente o tempo de 30min não foi o suficiente para que possamos observar o escurecimento enzimático significativo nos pedaços de melões. Inclusive nos melões que não passaram por nenhum tipo de solução ácida. Em relação ao experimento feito anteriormente, não houve escurecimento enzimático, portanto não há como concluir qual a melhor solução. Cortamos a fruta uniformemente e acondicionamos em 3 bowls, onde duas das amostras ficaram imersas em suco de limão e suco de abacaxi por 5 minutos e os sucos desprezados. Os pedaços de frutas foram deixados em um pires expostos ao ar por 30min e observamos o processo oxidativo. 26 Conforme apontado no item 1, utilizei a lista de substituição abaixo que foi disponibilizada no roteiro: Para os cálculos da composição das frutas que utilizamos em aula, utilizei como base a tabela TACO on-line, que está disponível no link: https://www.tabelatacoonline.com.br/ Figura 7. Tabela feita pelo autor. Dados retirados da tabela TACO on-line. 27 Seguem os cálculos realizados de forma detalhada: 28 29 30 31 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 4, foi executada na data 24/02/2024. Minha bancada não foi responsável pela realização das atividades e experimentos referentes ao relatório 4. Porém, estive presente na data da aula executando as demais atividades que nos foram solicitadas pela professora. RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: Após discutir os resultados obtidos pelos grupos que realizaram os experimentos, seguem as respostas: 1- Os pigmentos que não foram afetados pela alteração de PH foram: caroteno, xantofila e licopeno. 2- Não é recomedado o uso de bicarbonato de sódio na cocção de hortaliças, sua presença acelera a destruição de alguns nutrientes, afetando de forma particular a vitamina C. O Bicarbonato vai aumentar os níveis de vitamina Cque será destruída durante a cocção o que vai empobrecer nutricionalmente as hortaliças. Por conta dos fatores já citados eu não recomendaria o uso do bicarbonato em uma UAN. O ideial é sempre fazer uma cocção a vapor e por tempo mais breve possível, as verduras e legumes devem ter apenas as fibras abrandadas para que sabor, aroma e fator nutricional sejam preservados. 32 3- A água da cocção pode ser reutilizada para diversos fins como: cozimento do arroz, feijão e proteínas como carne, preparar molhos e sopas. Isso porque é possível aproveitar parte dos nutrientes que sesolubilizam em água e aproveitar a cor. 4- 33 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 5, foi executada na data 24/02/2024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente a Grupo 3 – Gelatinização do Amido e também pela cocção do Arroz Integral. Segue detalhamento do experimento: 34 Figura 8. Experimento teste de gelatinização. 1.1.1. Farinha de trigo: Realizamos 03 preparações: 3g, 5g e 10g de farinha de trigo em 100ml de leite cada e 6 gramas de açúcar cada. Levou em média 1min para atingir 77ºC e chegar em seu ponto de gelatinização. A preparação com 3g de farinha de trigo ficou com uma textura menos espessa. A preparação com 5g de farinha de trigo ficou um pouco mais firme. A preparação com 10g de farinha de trigo ficou mais firme. O preparo com farinha de trigo pode chegar a uma consistência de molho. Conversando com a professora chegamos as seguintes proporções: para mingau: 100g. e para molho: 50g. 35 De acordo com a orientação da professora, para este experimento com as farinhas estabelecemos as porções: Mingau = 100 gramas Molho = 50 gramas O rendimento de uma preparação é o peso da preparação pronta descontando o peso do recipiente. Preparação com 3g farinha de trigo, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 80g. Fator de Cocção = 0,74 Cálculos: Preparação com 5g de farinha de trigo, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 90g. Fator de Cocção = 0,81 Cálculos: Preparação com 10g de farinha de trigo, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 64g. Fator de Cocção = 0,55 Cálculos: 36 1.1.2. Amido de Milho: Realizamos 03 preparações: 3g, 5g e 10g de amido de milho em 100ml de leite cada e 6 gramas de açúcar em cada. Levou em média 1,08min para atingir 70ºC e chegar em seu ponto de gelatinização. A preparação com 3g de amido de milho ficou com uma textura líquida e menos densa. A preparação com 5g de amido de milho ficou mais firme e com uma consistência de mingau. A preparação com 10g de amido de milho ficou firme e com uma textura mais densa do que o mingau. Já o preparo com o amido de milho, podemos ter uma consistência de mingau e pode ser espesso até o ponto de corte. Conversando com a professora chegamos as seguintes proporções: para mingau: 100g. e para molho: 50g. Preparação com 3g amido de milho, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 90g. Fator de Cocção = 0,82 Cálculos: 37 Preparação com 5g amido de milho, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 86g. Fator de Cocção = 0,77 Cálculos: Preparação com 10g amido de milho, 100ml leite e 6g de açúcar. Rendimento = 102g. Fator de Cocção = 0,88 Cálculos: 38 O arroz (Oryza Sativa) destaca-se como um dos cereais mais cultivados e consummidos globalmente, representando o principal sustento para mais de metade da população mundial. Reconhecido como uma notável fonte de energia devido à sua elevada concentração de amido, esse grão também fornece proteínas, vitaminas e minerais, além de possuir uma baixa quantidade de lipídeos. No Brasil o consumo per capta é de 108g. por dia, fornecendo 14% dos carboidratos, 10% das proteínas e 0,8% dos lipídios da dieta (KENNEDY et al., 2002). O endosperma forma a maior parte do grão (89-94% do arroz integral) e consiste de células ricas em grânulos de amido e com alguns corpos protéicos (JULIANO & BECHTEL, 1985). Através da descascagem, é separada a casca da cariopse, obtendo o arroz integral. Este pode ser polido para a remoção do farelo, que representa 8,5-14,8% do arroz integral (JULIANO & BECHTEL, 1985). 39 Para a definição dos preços dos produtos foi usado como base TENDA ATACADISTA: https://www.tendaatacado.com.br TESTE DE ACEITABILIDADE: Usamos o parâmetro de 0 a 10, sendo 0 ruim e 10 ótimo: 40 CÁLCULOS: 41 42 RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: Após discutir os resultados obtidos pelos grupos que realizaram os demais experimentos, seguem as respostas: 1- O arroz parboilizado é submetido a um processo de preparação diferente do arroz branco. Enquanto ambos passam pela etapa de descascamento e polimento, o arroz parboilizado é distinto por passar pelo processo de parboilização, que consiste em um pré-cozimento. Durante esse processo, o grão é imerso em água quente, o que permite que suas fibras e nutrientes sejam preservados, ao contrário do arroz branco. 2- O trigo para quibe (triguilho ou bulgor) é um trigo integral quebrado e não triturado, passa por processamentos mínimos e uma espécie de pré- cozimento para depois serem secos e moídos. Ele concentra todas as propriedades nutricionais do cereal integral rico em fibras, minerais e vitaminas. Sendo um cereal integral traz uma maior saciedade e ajuda em dietas de perda de peso. 3- Refogar o arroz é um método de modificação da estrutura do amido, utilizado para reduzir a viscosidade do mesmo e aumentar sua solubilidade em água, esse mecanismo é denominado dextrinização, que consiste no aquecimento dos grânulos de amido e na sua ruptura. Como resultado ocorre a hidrólise parcial do polímero (AZEREDO, 2005). Esse processo impede a penetração rápida da água e a adesão dos grãos evitando a consistência de um arroz papa. 43 4- Farinhas Dextrinizadas. 5- Depende do tipo de farinha e do tipo de torrefação. As farinhas torradas, tem um menor poder de gelatinização em comparação com as farinhas cruas. Durante a torrefação (calor seco) há uma quebra das partículas de amido, o tornando mais solúvel, dificultando a formação de grumos, melhorando sua digestibilidade.Essas modificações químicas reduzem a capacidade de gelatinizar. Já a farinha de trigo torrada poder ter uma maior capacidade de absorção de água do que outras farinhas que foram torradas, o que pode aumentar a viscosidade da massa durante seu cozimento. 6- Em relação ao valor nutricional entre as duas farinhas é irrelevante. 7- A uma concentração de 10% temos uma consistência sólida em ponto de corte, como a textura de pudim. Para uma consistência mais cremosa como mingau via sonda usamos a concentração de 5% e para um espessante mais suave, para engrossar sopas e mamadeiras 3%. 8- O açúcar e a farinha acabam competindo pela disponibilidade de água, o que diminui a absorção dos grânulos de amido e diminui a viscosidade. Altas concentrações de açúcar diminui a velocidade de gelatinização e a formação de géis. 9- Existe, mesmo sabendo que os elementos possuem funções distintas. A farinha tem uma função estrutural e o açúcar se mantém associado. O açúcar atua como amaciante, adoçante e auxilia na retenção de umidade. A quantidade deve estar sempre equilibrada para que o resultado apresente a qualidade esperada. 10- As farinhas torradas que passaram pelo processo de dextrinização, diminui a viscosidade da farinha, de certa forma seria necessário uma quantidade um pouco maior para se obter o resultado desejado e chegar na textura da polenta. 44 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 6, foi executada na data 24/02/2024. Minha bancada não foi responsável pela realização das atividades e experimentos referentes ao relatório 6. Porém, estive presente na data da aula executando as demais atividades que nos foram solicitadas pela professora. As questões propostas que contam neste relatório, fazem referância aos experimentos realizados pelas demais bancadas, por conta disso não foi necessáriorealizar a resolução das mesmas por orientação feita em sala. 45 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 6, foi executada na data 23/03/2024. Minha bancada não foi responsável pela realização das atividades e experimentos referentes ao relatório 6. Porém, estive presente na data da aula executando as demais atividades que nos foram solicitadas pela professora. As questões propostas que contam neste relatório, fazem referância aos experimentos realizados pela demais bancadas, por conta disso não foi necessário realizar a resolução das mesmas por orientação feita em sala. 46 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 8, foi executada na data 23/03/2024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente a Grupo 4 – Preparação de Molho Branco e também pelo preparo do Danete. Segue detalhamento do experimento: 47 DESCRIÇÃO DOS RESULTADOS DO EXPERIMENTO Preparação do Molho Branco com: Leite Pasteurizado (Utilizamos Leite Cooper Bele Integral 3,0% de gordura). Para chegar na consistência correta, mesmo chegando a 80°C levou por volta de 15 minutos. Após cozido obtivemos 140g. de molho pronto. Figura 8. Molho Branco – Leite pasteurizado. Preparação do Molho Branco com: Leite esterelizado integral (Utilizamos Leite Italac Integral 3,0% de gosrdura). Para chegar na consistência correta, mesmo chegando a 80°C levou por volta de 10 minutos. Após cozido obtivemos 162g. de molho pronto. Figura 9. Molho Branco – Leite Esterelizado. 48 Preparação do Molho Branco com: Leite em Pó Integral (Utilizamos Leite Ninho Integral). Para chegar na consistência correta, mesmo chegando a 80°C levou por volta de 10 minutos. Após cozido obtivemos 180g. de molho pronto. Figura 10. Molho Branco – Leite em pó Integral. Preparação do Molho Branco com: Leite em Pó Desnatado (Utilizamos Leite La Serenissima Desnatado). Para chegar na consistência correta, mesmo chegando a 80°C levou por volta de 10 minutos. Após cozido obtivemos 180g. de molho pronto. Figura 11. Molho Branco – Leite em pó desnatado. 49 Preparação do Molho Branco com: Leite esterilizado desnatado (Utilizamos Leite Parmalate Desnatado). Para chegar na consistência correta, mesmo chegando a 80°C levou por volta de 10 minutos. Após cozido obtivemos 160g. de molho pronto. Figura 12. Molho Branco – Leite em pó desnatado TESTE DE ACEITABILIDADE: Para este experimento, fizemos um único teste de qualidade analisando o geral, mesmo sendo com leites diferentes, no geral em sabor não foi sentida uma diferença notável. Usamos o parâmetro de 0 a 10, sendo 0 ruim e 10 ótimo: 50 TESTE DE ACEITABILIDADE: Para este experimento, usamos o parâmetro 0 a 10, sendo 0 ruim e 10 ótimo: Para definir os valores dos produtos utilizados no experimento: https://www.tendaatacado.com.br/ Informações do rótulo nutricional da essência de baunilha utilizada: https://www.cepera.com.br/produto/doces-e-frutas-em-calda/aroma-artificial-de- baunilha-30ml/ Informações do rótulo nutricional do leite utilizado: https://supermercadobompreco.instabuy.com.br/p/Leite-Pasteurizado-Integral- Cooper-Pacote-1l Informações nutricionais amido de milho, açúcar refinado e achocolatado utilizei tabela TACO 4: https://www.cfn.org.br/wp- content/uploads/2017/03/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf 51 Informações nutricionais da gema utilizei: PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Tabela de Composição de Alimentos: Suporte para decisão nutricional - 7ª ed. rev. e atual. - Barueri, SP: Manole, 2021. CÁLCULOS: 52 53 As questões propostas que contam neste relatório, fazem referância aos experimentos realizados pelas demais bancadas, por conta disso não foi necessário realizar a resolução das mesmas por orientação feita em sala pela professora. 54 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 6, foi executada na data 18/05/2024. Minha bancada não foi responsável pela realização das atividades e experimentos referentes ao relatório 6. Porém, estive presente na data da aula executando as demais atividades que nos foram solicitadas pela professora. As questões propostas que contam neste relatório, fazem referância aos experimentos realizados pela demais bancadas, por conta disso não foi necessário realizar a resolução das mesmas por orientação feita em sala pela professora. 55 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 10, foi executada na data 18/05/2024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente ao PONTO DE FUMAÇA – Grupos 1 e 2. Segue detalhamento do experimento. 56 Após uma análise geral dos resultados, concluímos que a margarina tem o menor ponto de fumaça dentre os demais tipos de gorduras testadas. Observando suas características físico-químicas, foi possível perceber que houve mudanças na viscosidade, cor e odor das amostras. Em termos de viscosidade, todas as amostras mostraram uma diminuição, e ficaram parecidas com a fluidez da água. Todas apresentaram um forte odor, mas a gordura animal (no experimento em sala usamos banha de porco) apresentou forte cheiro após chegar ao ponto de fumaça, a margarina se destacou por ter a cor mais escura ao chegar no ponto de fumaça. Concluímos que a margarina, devido ao baixo ponto de fumaça é mais suscetível a alterações quando exposta a altas temperaturas, o que resulta em mudanças evidentes em suas propriedades físico-químicas em comparação aos demais óleos e gorduras. As mudanças químicas que ocorrem podem ser resumidas em dois tipos de reações: hidrólise e auto oxidação (GREGÓRIO & ANDRADE, 2004). As reações hidrolíticas são catalisadas pela ação do calor e umidade, com a formação de ácidos graxos livres, monoacil – glicerol e diacilglicerol. A auto oxidação lipídica está associada a reação do oxigênio com ácidos graxos insaturados e acontece em três etapas: iniciação, propagação e término (RAMALHO & JORGE, 2006). Na iniciação, são formados radicais livres a partir da retirada de um hidrogênio do carbono da molécula de ácido graxo, em condições favorecidas por luz e calor. A propagação é a etapa em que os radicais livres são prontamente susceptíveis ao ataque atmosférico, sendo convertidos em outros radicais, formando peróxidos e hidroperóxidos, dienos conjugados, hidróxidos e cetonas, que são os produtos primários da oxidação (BORGO & ARAÚJO, 2005; RAMALHO & JORGE, 2006) e que podem se decompor em pequenos fragmentos ou permanecer na molécula do triacilglicerol dimérico e polimérico. Assim, a última etapa do processo de oxidação é o término, onde dois radicais combinam-se, formando produtos estáveis (produtos secundários de oxidação) obtidos por cisão e rearranjo dos peróxidos (epóxidos, compostos voláteis e não voláteis) (FOX & STACHOWIAK, 2007). TESTE DE ACEITABILIDADE: O teste de aceitabilidade não foi realizado porque não conseguiríamos provas o sabor das gorduras e óleos. 57 A atividade presente neste relatório referente ao Roteiro 10, foi executada na data 18/052024. Minha bancada foi responsável pela realização do experimento referente ao Grupo 3 – Ponto de fusão, caramelização e cristalização da sacarose por calor seco. Segue detalhamento do experimento. Figura 13. Preparação de caramelos. 58 O açúcar refinado é bem fino e muito utilizado popularmente para o preparo de caldas e caramelos, pela textura é possível formar o carameloou calda mais rápido, porém pode queimar com facilidade. O açúcar cristal possui grãos mais grossos o que dificulta sua dissolução nas receitas em geral, para preparações que precisam ir ao fogo, o açúcar cristal aguenta temperaturas mais altas e por mais tempo e não queima com facilidade, os riscos da calda ou caramelo amargarem ou passarem do ponto é são menores. O açúcar cristal tende a deixar a calda em uma cor caramelo claro, se escurecer mais do que isto o açúcar já estará queimado. Essas conclusões foram tiradas após finalizarmos o experimento, justamente porque a calda feita com o açúcar refinado como mostrado na foto acima rapidamente chegou a uma cor escura e com sabor bem acentuado, porém o caramelo feito com o açúcar cristal demorou um pouco mais, e chegou ao ponto sem problemas resultando em um sabor mais gostoso, lembrando uma bala de caramelo. COMENTÁRIOS FINAIS: Ao longo das aulas práticas, tivemos a oportunidade de explorar de forma detalhada os princípios e práticas da Técnica Dietética, algo essencial para a formação de um nutricionista. Aprendemos como é importante saber selecionar, preparar e manipular alimentos para preservar seus nutrientes, melhorar o sabor e garantir a segurança alimentar. As atividades práticas e teóricas que realizamos mostraram claramente a importância de planejar refeições equilibradas e adequadas as necessidades de cada pessoa ou grupo. Avaliamos diferentes técnicas de cocção e conservação de alimentos, observamos como elas afetam diretamente a qualidade nutricional a o sabor dos alimentos. As competências adquiridas que desenvolvemos ao longo deste relatório são fundamentais para nossa futura atuação em várias áreas da nutrição, desde a clínica até a gestão de serviços de alimentação. Aplicar na prática tudo o que aprendemos, como uma postura crítica e ética, é crucial para promover a saúde e o bem-estar das pessoas. E resumo, o estudo da Técnica Dietética nos dá ferramentas essenciais para incentivar hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis, o que contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas e futuros pacientes. 59 REFERÊNCIAS Figuras e Ilustrações: Figura 1. Acervo Pessoal Figura 2. Acervo Pessoal Figura 3. Acervo Pessoal Figura 4. Acervo Pessoal Figura 4. Acervo Pessoal Figura 5. Acervo Pessoal Figura 6. Acervo Pessoal Figura 7. Acervo Pessoal Figura 8. Acervo Pessoal Figura 9. Acervo Pessoal Figura 10. Acervo Pessoal Figura 11. Acervo Pessoal Figura 12. Acervo Pessoal Figura 13. Acervo Pessoal Textuais: ANJOS, Profª Mônica de C. R. dos A. Relação de Fatores de Correção e Índice de cocção de alimentos. Nutrição - Universidade Federal do Paraná – Disponível em: https://docs.ufpr.br/~monica.anjos/Fatores.pdf Acesso em: 02 março, 2024. AZEVEDO, Anderson M. F. De et al. Determinação e Avaliação do Índice de Parte Comestível de Vegetais em uma UAN de Fortaleza, Ceará. 2017. Disponível em: https://www.ibb.unesp.br/Home/ensino/departamentos/educacao/determinacao_avali acao_indice_de_parte_comestivel.pdf Acesso em: 02 março, 2023. 60 CUNHA, A.D. da S. et al. Medidas Caseiras no preparo de alimentos: um instrumento facilitador. In: X Encontro de Docência, 2008, Paraíba: Universidade Federal da Paraíba, 2008. FOX, NJ; STACHOWIAK, GW. Vegetable oil-based lubricants: A review of oxidation. Tribol Int. 2007, 40(7):1035-046. Doi: 10.1016/j.triboint.2006.10.0 01. GREGÓRIO, BM; ANDRADE, ECB. Influência do Aquecimento sobre as Propriedades Físico-Químicas de Óleos Comestíveis. Hig Alimentar. 2004, 18(124). PHILIPPI, S. T. Nutrição e Técnica Dietética. 2. ed. P. 12. São Paulo: Editora Manole, 2006. RAMALHO, V; GORGE, N. Antioxidantes Utilizados em Óleos, Gorduras e Alimentos Gordurosos. Quím Nova. 2006; 29(4): 755-60. Doi: 10.1590/S0100-4042 RETAMOSO, Vanessa et al. Padronização de medidas caseiras como instrumento facilitador para discentes e docentes do curso de nutrição. Ciências da Saúde, Santa Maria, v.10, n.1, p. 127-136, 2009. VARGAS, V. de S. Padronização de medidas caseiras como ferramenta à Dietoterapia. Vittale, Rio grande, RS, v. 19, n. 1 p. 29-34, 2007. WALTER, Melissa et al. Arroz: composição e características nutricionais. 2008. Ciência Rural. Santa Maria, v.38, nº4 p.1184-1192, ISSN 0103-8478. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cr/a/7BvBvNmSXsVn8whkhy6Btww/ Acesso em: 07 março, 2023.