Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Camila Martins – 2018.2 
 
1 
Camila Martins 
2018.2 
– º
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os cabos dos instrumentos também possuem uma padronização por cor:
Tamanho Cor 
10 Roxo 
15 Branco 
20 
25 Vermelho 
30 Azul 
35 Verde 
40 Preto 
45 Branco 
50 
55 Vermelho 
60 Azul 
70 Verde 
80 Preto 
90 Branco 
100 
110 Vermelho 
120 Azul 
130 Verde 
140 Preto 
 
 
5 em 5 
10 em 10 
Comprimento da parte ativa de 16 mm: 
 
2 
Camila Martins 
2018.2 
 
Diâmetro: corresponde com o n° que consta no cabo, nesse caso o diâmetro é 0.3 mm. 
Parte Ativa: SEMPRE 16 mm 
Porção Intermediária: Varia no comprimento do instrumento, pode ser de 5, 9 e 15 mm. 
Como Calcular o tamanho do instrumento? 
Ex: Intermediário de 5 mm + Parte ativa de 16 mm = 21 mm. 
Cursor: Tem como finalidade ajustar o comprimento do instrumento. 
 
Os 16 mm da parte ativa são divididos em 16 partes (Dx): 
 
 
Tip: Diâmetro da ponta do instrumento. Corresponde a numeração do instrumento. 
Ex: Instrumento de n° 10 (0.10 mm em sua ponta) 
Taper: Conicidade do instrumento – Padrão (0.02 mm) 
 
3 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex1: Saber o D16 de uma lima 30: 
Instrumento 30: D0 = 0.3 mm 
 
D16= 16 x 0,02 + 0,30 
D16= 0,32 + 0,30 
D16= 0,62 mm 
 
Ex2: Saber o D10 de uma lima 50: 
Instrumento 50: D0 = 0,5 mm 
 
D10= 10 x 0,02 + 0,50 
D10= 0,20 + 0,50 
D10= 0,70 mm 
 
DX: Comprimento X Conicidade + D0 
 
 
4 
Camila Martins 
2018.2 
Diferentemente dos manuais que possuem um Taper constante de 0,02 mm, os rotatórios 
possuem um Taper variável, observe a imagem abaixo: 
 
 
21 mm 
25 mm 
31 mm 
 Parte ativa constante: o que varia é o comprimento da parte intermediária. 
 
 Numerados de 6 a 140; 
 Avanço de 5 em 5 do 10 ao 60, e de 10 em 10 até 140. 
 
 
 
5 
Camila Martins 
2018.2 
 Seguem o mesmo padrão de Taper dos instrumentos de 1ª, 2ª e 3ª série mas tem um 
calibre de ponta menor 
 Diâmetro da ponta (D0) aumenta 0,02 mm entre os instrumentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 Quanto a natureza da liga – Aço Inox e Níquel-titânio 
 Extirpa Nervos – remoção da polpa 
e fragmentos em canais retos e 
amplos 
 Hedstroem (H) 
 Tipo K 
 Flexofile 
 C+ 
 K de NiTi 
 
 Gates Glidden 
 Largo 
 Espirais Lentullo 
 NiTi rotatórios ou reciprocante
 Ferro + teores de cromo 
acima de 12% 
 Não oxida 
 Resistente a fratura 
 Grande dureza – 
Elasticidade e flexibilidade 
limitada 
 
 Não oxida 
 Compatibilidade biológica 
 Superelasticidade 
 Memória elástica 
 Maior flexibilidade 
 
 
6 
Camila Martins 
2018.2 
 1ª, 2ª, 3ª série ISO e série especial 
 Aço inoxidável 
 Secção transversal quadrangular 
 Quadrado vazio no cabo 
 ¼ de volta 
 Exploração 
 Alargamento 
 Limagem 
 Cateterismo e instrumentação 
 
 1ª Série ISO 
 Aço inoxidável 
 Secção transversal triangular (redução da massa ao 
instrumento) 
 Quadrado cheio no cabo 
 1/3 de volta 
 Alargamento 
 Limagem 
 Maior flexibilidade (37,5% menos metal) 
 Maior capacidade de corte 
 Ideal para canais retos e que tenham curvatura mais acentuada 
 
 1ª, 2ª e 3ª série ISO 
 Aço inoxidável 
 Secção transversal circular (vírgula) 
 Círculo no cabo 
 Limagem (raspar contra a parede) não amplia e nem alarga. 
 Alto poder de corte 
 Instrumentação de canais retos e amplos 
 
7 
Camila Martins 
2018.2 
 
 Exemplo de lima manual de Níquel-Titânio 
 Instrumentação de canais retos e com curvaturas moderadas e acentuadas 
 Há uma perda da sensibilidade tátil do profissional com esta lima. 
 
 Mais resistentes 
 São semelhantes às limas tipo K de série especial, mas possuem 
uma variação morfológica que as diferenciam das limas tipo K, 
possuem um Taper maior que 2 
 Canais calcificados 
 Números de 9 a 15 
 Comprimentos: 21 e 25 mm 
 Canais atrésicos 
 
 
 Canais atrésicos 
 Aço inoxidável 
 Comprimentos: 19, 21 e 25 mm 
 Números de 6 a 15 (incluindo o número 12,5) 
 
 Prepara o terço cervical e médio 
 Remoção de material obturador 
 Aço inoxidável ou NiTi 
 Ponta inativa 
 Forma de pêra 
 Secção transversal ou tríplice U 
 
8 
Camila Martins 
2018.2 
 Nº 1 a 6 (ranhuras na haste) 
 Comprimento de 28 a 32 mm 
 Cinemática de penetração e retrocesso 
 
 
 
Gates-Glidden Lima equivalente 
Gates-Glidden 1 Lima K 50 
Gates-Glidden 2 Lima K 70 
Gates-Glidden 3 Lima K 90 
Gates-Glidden 4 Lima K 110 
Gates-Glidden 5 Lima K 130 
Gates-Glidden 6 Lima K 150 
 
As Gates não criam desvios em profundidade, mas deslocam o canal do trajeto original podendo 
ocasionar perfurações ou rasgos dependendo da anatomia do canal e diâmetro da broca. 
 
 Preparo do terço cervical 
 Aço inoxidável ou NiTi 
 Ponta inativa 
 Forma cilíndrica 
 Secção transversal em tríplice U 
 Nº 1 a 6 (ranhuras na haste) 
 Comprimento de 28 a 32 mm 
 Cinemática de penetração e retrocesso 
 
 
 
 
9 
Camila Martins 
2018.2 
O diâmetro da broca Largo I equivale a uma Gates II, e assim por diante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Utilizadas para inserir medicação nos canais radiculares 
 Micromotor com rotação sempre à direita 
 
GATES 1 2 3 4 5 6 
LARGO - 1 2 3 4 5 
D (mm) 0,50 0,70 0,90 1,10 1,30 1,50 
LIMA #50 #70 #90 #110 #130 x 
15mm 15mm 13mm 13mm 
19mm 19mm 13mm 13mm 
 
10 
Camila Martins 
2018.2 
Divide-se em três etapas: 
ACESSO → PREPARO → OBTURAÇÃO 
É fundamental conhecer a configuração normal ou usual da polpa e estar atento as suas 
variações. 
A falta de conhecimento da morfologia dental interna pode levar a erros que comprometem o 
desfecho do tratamento. 
Conhecimento anatômico + radiografia (bidimensional, onde não é obtido total detalhe, por 
isso é importante o conhecimento da anatomia). O Grau de achatamento de um canal, 
ramificações do canal principal, deltas apicais não são visíveis na radiografia. 
O exame radiográfico sugere o tratamento, mas é necessário o conhecimento da anatomia 
interna. 
É ideal fazer pelo menos duas radiografias, sendo uma Ortorradial e outra 
mesializada/distalizada para melhor identificação das possíveis variações que os dentes 
possam ter. 
Espaço que abriga a polpa dentária. 
 
CÂMARA PULPAR 
 Aloja a polpa coronária 
 Formato semelhante à anatomia externa da coroa 
 
11 
Camila Martins 
2018.2 
 
CANAIS RADICULARES 
 Porção radicular do dente 
 Forma cônica 
 Segue a anatomia externa da raiz 
 
Anatomia do sistema de canais radiculares pode ser muitas vezes complexa, por isso, há 
diferentes classificações para avaliar o tipo de raiz. 
CLASSIFICAÇÃO DAS RAMIFICAÇÕES 
 
 
 
 
 
a- Canal Principal 
b- Canal colateral - paralelo ao canal principal 
c- Canal Lateral - Localizado no terço médio ou cervical 
da raiz, sai do canal principal e alcança o periodonto 
lateral. 
d- Canal secundário – Localizado no terço apical, sai do 
canal principal e alcança o periodonto lateral. 
e- Acessório – ramificação do canal secundário que 
chega à superfície externa do cemento apical 
f- Interconduto – Une dois condutos radiculares entre 
si. 
g- Canal Recorrente – Sai do canal principal, percorre 
parte da dentina e volta ao principal. 
 
12 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a importância das ramificações do canal radicular? 
A presença de canais laterais contaminados pode impedir o sucesso do tratamento 
endodôntico. Então, é de extrema importância fazer uma irrigação adequada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
h- Delta Apical – São múltiplas terminações do canal 
principal, originando o aparecimento de vários 
forames. 
i- Cavo interradicular – sai do assoalho da câmara 
pulpar e termina na região de furca, alcançando o 
ligamento periodontal. 
 
 
TIPO I – Um canal se estende 
da câmara pulpar ao ápice. 
 
 
 
TIPO II – Dois canais distintos 
deixam a câmara pulpar, mas 
convergem perto do ápiceEm alguns casos, somente a radiografia periapical não trará êxito, lança-se mão de alguns 
recursos para fazer essas radiografias, que são: 
 Técnica de Le Master 
 Técnica de Clark 
 Consiste na diminuição do ângulo vertical 
 Filme deve ficar mais paralelo ao dente 
o Uso de roletes de algodão 
 
 
Técnica da Bissetriz 
 Difícil de reproduzir 
 Maior distorção 
 
Técnica do paralelismo 
 Mais fácil de reproduzir 
 Mais precisa - tamanho e 
forma 
 
 
 
86 
Camila Martins 
2018.2 
Indicação: 
 Ápices radiculares da raiz palatina dos molares superiores encobertos pelo processo 
zigomático 
Consiste no uso de 2 ou 3 incidências: 
 Variação do ângulo horizontal – 20° mesial e distalmente 
 O filme fica posicionado no mesmo lugar 
 A posição dos feixes de Rx se modifica 
 
Indicações: 
 Dissociação de canais 
 Visualização dos ápices das raízes 
 Verificar a direção da curvatura 
 Localização de perfurações radiculares 
→ Estrutura lingual ou palatina se move na mesma direção que o cilindro de Rx. 
→ Ortorradial 
 
Variação do ângulo horizontal para visualizar o 2º canal: 
 
 
87 
Camila Martins 
2018.2 
Método de diagnóstico por imagem que permite reprodução de imagem de forma 
tridimensional. 
Indicação: 
 Fraturas radiculares 
 Reabsorções e extensão das lesões perirradiculares 
 Presença do 4º canal ou de raízes extras 
 Condições patológicas do seio maxilar 
Limitações: 
 Custo elevado 
 Maior exposição à radiação 
 Artefatos de estruturas metálicas – restaurações, pinos. 
Interproximal Periapical TCFC 
Avaliar relação do teto com 
assoalho 
Diagnóstico e planejamento 
Dúvidas após a radiografia 
periapical 
Verificar a presença de 
nódulos pulpares 
Durante as etapas do 
tratamento endodôntico 
Fraturas e perfurações 
radiculares 
 Proservação Patologias do seio maxilar 
 
Presença de canais ou raízes 
acessórias 
 
 Alongamento ou encurtamento da imagem 
 Presença de objetos estranhos – retirar próteses 
 Sub ou superexposição/erros na revelação 
 
 
 
88 
Camila Martins 
2018.2 
Objetivo: impedir que, durante o tratamento endodôntico, o campo operatório e os 
instrumentos entrem em contato com saliva, sangue e demais estruturas da cavidade oral. 
Vantagens: 
 Facilita a atuação do dentista 
 Assepsia do campo de trabalho 
 Controle da infecção 
 Previne acidentes 
 
Lençol de borracha 
 Confeccionado em látex 
 15 X 15 ou 13 X 13 cm 
 Descartável 
 Alergia ao látex – silicone e borracha sintética 
Arco de Isolamento 
 Fabricado em metal ou plástico autoclavável 
 Fixa o lençol de borracha nas suas laterais mantendo-o distendido e firme. 
 
 
 
 
 
89 
Camila Martins 
2018.2 
Pinça Perfuradora 
 Responsável pela perfuração no lençol de borracha 
 
Pinça porta grampo 
 Colocar e remover o grampo do colo do dente 
 
 
 
 
Grampos 
 Manter o lençol de borracha adaptado ao colo clínico do dente 
 Afastar a gengiva 
 
 
 
 
Os grampos são divididos de acordo com o grupo dentário: 
Grampos para molares: são os de numeração de 200 a 205. 
Grampos para pré-molares: são os de numeração de 206 a 209. 
Grampos para caninos e incisivos: são os de numeração 210, 211 e 212. 
Grampos especiais: Dentes parcialmente erupcionados, com coroas cônicas, muito destruídas, 
mal posicionados. Os mais utilizados são: 14, 14A, 211, 8A, W8A. 
Palmer Brewer 
Orifício 
Garras 
Alça 
Asas 
 
 
90 
Camila Martins 
2018.2 
 Tesoura 
 Fio dental 
 Tira de lixa 
 Cureta 
 Sugador de saliva 
 Top Dam (protetor gengival fotopolimerizável) utilizado em situações que o 
vedamento pode estar comprometido em alguma área. 
1. Anestesia 
2. Remoção de placa e tártaro 
3. Verificar contato interproximal 
4. Trepanação da câmara pulpar 
5. Isolamento absoluto 
6. Acesso coronário 
1. Escolha do grampo 
2. Amarração do grampo com fio dental 
3. Prova do grampo 
1ª Técnica de aplicação 
Colocação do conjunto grampo, lençol e arco ao mesmo tempo. Nessa técnica são utilizados 
grampos com asa. 
 
 
 
 
 
91 
Camila Martins 
2018.2 
2ª técnica de aplicação 
Colocação do grampo seguido do lençol preso ao arco. Nessa técnica são utilizados grampos 
sem asa. 
 
 
 
 
 
 
3ª técnica de aplicação 
Colocação do lençol e arco seguido do grampo. Nessa técnica são utilizados grampos com ou 
sem asa. 
 
 
 
 
 
 
 
 Verificação da qualidade do isolamento 
 Desinfecção do grampo, lençol e arco. 
Isolamento em fenda ou em bloco: 
Indicado onde o isolamento unitário não é possível, 
geralmente em dentes com pontes fixas, coroa destruída, 
dentes traumatizados. 
A fenda é realizada através de dois ou mais orifícios. 
 
 
 
 
92 
Camila Martins 
2018.2 
Isolamento de dentes com aparelho ortodôntico: 
Realiza o isolamento unitário, o grampo é posicionado, mas não é possível descer com o lençol 
de borracha nas faces proximais devido a resistência que o fio ortodôntico faz, então utiliza-se 
o protetor gengival para vedar essas áreas e permitir o isolamento. 
 
 
 
 
Isolamento em dentes com reconstrução coronária provisória: 
Utiliza a resina composta para construir uma parede provisória. 
 
 
 
 
Isolamento de dentes que necessitam de cirurgia periodontal: 
Caso de dentes com coroas muito destruídas, remanescentes dentais a nível subgengival. 
Geralmente é feito aumento de coroa clínica para expor todo o remanescente, permitindo a 
realização do isolamento adequado. 
Isolamento em pacientes Claustrofóbicos: 
Nesses casos pode ser utilizado o arco dobrável ou realizar corte vertical no lençol de borracha 
do lado oposto ao de trabalho.para formar um canal 
radicular. 
 
TIPO III – Um canal deixa a 
câmara pulpar, se divide em 
dois no corpo da raiz e se 
funde para formar um canal 
novamente. 
 
TIPO IV – Dois canais 
distintos se estendem da 
câmara pulpar ao ápice. 
 
 
13 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISTMO 
Área estreita em forma de fita que conecta dois ou mais canais radiculares. 
 
 
PORÇÃO APICAL DO CANAL RADICULAR 
Considerado a zona mais crítica de desinfecção devido suas complexidades. 
 
 
 
 
TIPO V – Um canal deixa a 
câmara pulpar e se divide 
próximo ao ápice em dois 
canais distintos. 
 
 
 
TIPO VI – Dois canais 
distintos deixam a câmara 
pulpar, fundem-se no corpo 
da raiz e se dividem 
novamente em dois canais 
próximo ao ápice. 
 
TIPO VII – Um canal deixa a 
câmara pulpar e se divide em 
dois, que então se fundem no 
corpo da raiz, e se dividem 
novamente em dois canais 
distintos próximos ao ápice. 
 
TIPO VIII – Três canais 
distintos que se estendem da 
câmara pulpar ao ápice. 
 
 
14 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
CANAL DENTINÁRIO: 
 Aloja a polpa radicular 
 Cônico 
 Formado por paredes dentinárias 
 Maior extensão 
 Campo de ação do endodontista 
 
CANAL CEMENTÁRIO 
 
 Formato cônico invertido 
 Revestido por cemento 
 Estende-se até o forame apical 
 
LIMITE CEMENTODENTINÁRIO (Limite CDC): 
 Transição entre o canal dentinário e o canal cementário 
 Região ideal para o término do preparo e da obturação do canal radicular 
 Aproximadamente 1mm do forame apical 
FORAME APICAL: 
 Abertura do canal na região apical 
 Tecidos da polpa e do ligamento periodontal se comunicam 
 
15 
Camila Martins 
2018.2 
 Nem sempre coincide com o ápice anatômico, pode estar lateralmente, como mostra a 
figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORAMINAS APICAIS: 
 Originadas do Delta apical 
 Podem abrigar biofilme bacteriano e tecido necrótico 
 
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR 
 Canal radicular único, amplo e reto 
 Cornos pulpares 
 Câmara pulpar estreita no sentido vestíbulo-palatino 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
 
Ápice anatômico 
 Comprimento médio: 23,7mm 
 Nº de raízes: 1 
 Nº de canais: 1 
 Curvatura apical – Reta = 75% 
 
Apical: circular 
Médio: circular ou oval 
Cervical: cônico triangular 
 
 
16 
Camila Martins 
2018.2 
Terço cervical com o avançar da idade fica mais ovalado devido à retração do corno pulpar. 
INCISIVO LATERAL SUPERIOR 
 Canal radicular único e amplo 
 Risco de anomalias anatômicas 
 Pode ou não apresentar corno pulpar 
 
 
 
 
 
 
 
INCISIVOS INFERIORES 
 Menores dentes da arcada 
 Podem apresentar dois canais que se unem no terço apical (se for o caso haverá um 
canal na vestibular e outro na lingual) 
 
 
 
 
 Comprimento médio: 23,1mm 
 Nº de raízes: 1 
 Nº de canais: 1 (97%) 
 Curvatura apical – Distal = 49,2% 
 
Apical: circular 
Médio: oval com 
possível achatamento 
Cervical: cônico, triangular ou 
oval 
 
 
17 
Camila Martins 
2018.2 
 ICI ILI 
Comprimento médio 21,8mm 23,3mm 
Número de raízes 1 1 
Numero de canais 1 (Maior prevalência) 
2 
1 (Maior prevalência) 
2 
Curvatura apical Reta = 63,7% 
Reta = 54% 
Distal = 33,3% 
 
 
 
 
 
 
INCISIVOS INFERIORES 
 
 
CANINO SUPERIOR 
 Normalmente apresenta canal radicular único e amplo 
 Dente mais longo da arcada 
 
 
Elipsoide com 
achatamento no 
sentido médio-distal 
 Comprimento médio: 27,3mm 
 Nº de raízes: 1 
 Nº de canais: 1 
 Curvatura apical – Reta = 38,5% 
Distal = 31,5% 
 
 
18 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
 
 
CANINO INFERIOR 
 Canal radicular único, podendo apresentar duas raízes, dois canais ou bifurcação 
 Presença de canais acessórios em 69% dos casos 
canais: 3 (50%) 
 4 (50%) 
 Comprimento médio: 22mm 
 Nº de raízes: 2 (97,5%) 
 Nº de canais: 2 (8%) 
 3 (56%) 
 4 (36%) 
 
24 
Camila Martins 
2018.2 
RAIZ MESIAL 
 Geralmente apresenta curvatura 
No sentido distal 
 Pode apresentar 1 ou 2 canais 
 
 
 
 
 
 
 
 
RAIZ DISTAL 
 Geralmente é reta 
 Pode apresentar 1 ou 2 canais 
 
 
 
 
 
2º MOLAR INFERIOR 
 Semelhante ao 1º molar, porém menor 
 3 raízes (M e D) que podem se fusionar 
 
 
 
CANAIS MESIAIS 
 Geralmente o canal ML é maior e mais 
reto que o MV 
 Podem convergir apicalmente e 
apresentar forame único em 45% dos 
casos 
 
Canal médio mesial: se apresenta entre 
os dois canais mesiais. 
 
CANAL DISTAL 
 Mais de 25% das raízes distais 
apresentam 2 canais que geralmente 
são mais amplos que os mesiais 
 
 Comprimento médio: 21,7mm 
 Nº de raízes: 2 (98,5%) 
 3 (1,5%) 
 Nº de canais: 2 (11,3%) 
 3 (72,5%) 
 4 (16%) 
 
25 
Camila Martins 
2018.2 
Modificações relacionadas à idade: 
 Redução do volume da câmara pulpar 
 Retração de cornos pulpares 
 Canal radicular mais estreito 
 
 
Cáries e restaurações: 
 Podem mudar a anatomia dos sistemas radiculares 
Reabsorção interna: 
 Anatomia do canal radicular é bastante alterada, dificulta no tratamento 
Calcificações: 
Podemos ter de dois tipos: 
 NÓDULO PULPAR: Quando a calcificação é na câmara pulpar. 
 CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA: Quando a calcificação é nos canais radiculares, não 
observamos luz no canal. 
 
 
 
 
 
Fusão: 
 Dois germes dentários se unem parcial ou totalmente formando um dente com dupla 
coroa, duas cavidades pulpares separadas e dois canais radiculares distintos. 
Geminação: 
 O germe dentário sofre uma divisão por invaginação, dando origem a um dente com 
coroa dupla, cavidade pulpar única e canal radicular único. 
 
26 
Camila Martins 
2018.2 
Taurodontismo: 
 Assoalho da câmara pulpar se encontra deslocado apicalmente. 
Radix Entomolaris: 
 Raiz supranumerária localizada na posição distolingual dos molares inferiores. 
 
Dilacerações: 
 Curvaturas acentuadas das raízes. 
Dens Invaginatus (dens in dente): 
 Anomalia de desenvolvimento resultante da invaginação na superfície da coroa do 
dente antes da calcificação ocorrer. 
Variação do número de canais: 
 
 
Canais em forma de C (C-shaped): 
 
 
 
 
 
 
27 
Camila Martins 
2018.2 
 
O acesso ao sistema de canais radiculares visa o preparo de uma cavidade para se ter acesso à 
câmara pulpar e aos canais radiculares. 
 O acesso é a 1ª fase do tratamento dos canais radiculares. 
 Remoção completa do teto da câmara pulpar com respeito ao assoalho 
 Localização de todos os canais 
 Acesso livre aos canais radiculares 
 Penetração dos instrumentos endodônticos de forma direta e livre em todo canal 
 Remover todos os tecidos pulpares coronais (vitais ou necrosados) 
 Preservação da estrutura dentária sadia 
 
 
 
 
 
As brocas 3082 e Endo Z não possuem ponta ativa (cortam lateralmente) 
 
28 
Camila Martins 
2018.2 
 Conhecimento de anatomia – Nº de raízes, nº de canais radiculares, inclinações, 
achatamentos, volume; 
 Exame clínico – Posição do dente no arco, relação com dentes vizinhos, 
dimensão/forma, presença de cárie, restauração ou peça protética; 
 Exame radiográfico – Presença e extensão de cáries, curvaturas, localização dos cornos 
pulpares, relação do teto com o assoalho da câmara pulpar, presença de calcificações, 
nº de canais, lesões perirradiculares, inclinação do dente, dilaceração da raiz. 
 
 Remoção de restaurações e tecido cariado (evita o bloqueio do canal por raspas e 
melhora a visualização da entrada dos canais) 
 Remoção do tecido dentário sem sustentação 
 Estabelecer o ponto de eleição: É o ponto escolhido para início do desgaste do dente 
Alta rotação – pontas diamantadas esféricas - 1012, 1014, 1016 HL 
 
 
 
 
 
Direção de Trepanação: 
 Direção assumida pela broca para atingir a câmara coronária. 
INCISIVOS & CANINOS 
 Inicialmente a broca é posicionada perpendicularmente ao longo eixo do dente 
 Depois, é posicionada paralelamente ao longo eixo do dente, até atingir o interior da 
câmara pulpar 
 
 
 
 
29 
Camila Martins 
2018.2 
PRÉ-MOLARES & MOLARES 
 Paralela ao longo eixo do dente 
 Multirradiculares: inclinação em direção ao canal mais volumoso 
Pré-Molares Superiores – PALATINO 
Molares superiores – PALATINO 
Molares inferiores – DISTAL 
 
 Conformação apropriada dada à cavidade 
 Parte do ponto de eleição 
 Reproduz a forma e o tamanho da câmara pulpar na superfície palatina/lingual ou 
oclusal 
 Remoção do teto da câmara pulpar e dos cornos pulpares 
 Brocas tronco-cônicas sem ponta ativa – 3082 ou Endo Z 
 
 
 Remoção de irregularidades nas paredes 
 Dar leve expulsividade às paredes 
 Brocas tronco-cônicas sem ponta ativa – 3082 ou Endo Z 
 *Material restaurador não pode ficar na câmara pulpar, somente no canal radicular. 
 
Visualizar a entrada 
dos canais 
Evitar a permanência de microorganismos 
e restos necróticos 
Facilitar a penetração 
dos instrumentos 
Evitar alterações de 
cor da coroa 
 
30 
Camila Martins 
2018.2 
 Realização de pequenos desgastes a fim de permitir um acesso reto e direto ao canal 
ou canais radiculares. 
 
 Em alguns dentes anteriores podemos ter a presença do ombro lingual que é uma 
projeção da região do cíngulo como mostra a figura acima. 
 Em dentes posteriores pode ser necessário remover uma projeção de dentina, muitas 
vezes nas paredes mesiais, principalmente em 2º molar inferior. 
 
1. Remoção absoluta do teto da câmara pulpar 
Permanência do teto da câmara pulpar: 
 Limpeza inadequada – restos pulpares 
 Escurecimento da coroa dental 
 
2. Visão direta da embocadura e/ou assoalho 
Rostrum canalI: sulcos naturais que auxiliam na localização dos canais nos dentes posteriores. 
 
 
 
31 
Camila Martins 
2018.2 
3. Acesso direto e livre dos instrumentos aos canais radiculares 
 
INCISIVOS & CANINOS SUPERIORES 
Ponto de Eleição: 
 Área mais central da superfície palatina (1 a 2mm abaixo do cíngulo) 
Direção de Trepanação: 
1. Perpendicular ao longo eixo do dente (toda espessura do esmalte – aproximadamente 
a ponta ativa da broca) 
2. Paralela ao longo eixo do dente. 
Forma de Contorno: 
Incisivos superiores: Triangular com a base voltada para incisal e o vértice voltado para o 
cíngulo. 
Caninos superiores: Maior extensão no sentido cervico-incisal (forma ovalada ou chama de 
vela – losangular) 
 
Desgaste Compensatório: 
 Remoção do ombro palatino 
 
 
 
32 
Camila Martins 
2018.2 
 
PRÉ-MOLARES SUPERIORES 
Ponto de Eleição: 
 
 
 
Área central da superfície oclusal, junto à fossa central. 
 
Direção de Trepanação: 
 
 
 
Vertical, paralela ao longo eixo do dente, com pequena inclinação para a 
palatina se tiver 2 canais. 
 
Forma de contorno: 
 Forma ovoide, achatada no sentido mesiodistal. 
 
 
 
 
MOLARES SUPERIORES 
Ponto de Eleição: 
 
 
 
Na superfície oclusal, no centro da fossa mesial. 
 
 
 
 
33 
Camila Martins 
2018.2 
Direção de Trepanação: 
 
 
 
 
 
Vertical, paralela ao longo eixo do dente, com ligeira inclinação na direção do 
canal palatino. 
 
Forma de Contorno: 
 
 
Triangular com base voltada para vestibular e o vértice voltado para a 
palatina. 
 
 
 
 
 
º
 
 
 
 
 
INCISIVOS & CANINOS INFERIORES 
Ponto de Eleição: 
 Área mais central da superfície lingual (1 a 2mm acima do cíngulo) 
 
34 
Camila Martins 
2018.2 
Direção de Trepanação: 
1. Perpendicular ao longo eixo do dente 
2. Paralela ao longo eixo do dente. 
Forma de Contorno: 
Incisivos inferiores: Triangular com basevoltada para incisal e o vértice para o cíngulo. 
Achatamento MD – pode haver bifurcação. 
Caninos Inferiores: Oval. 
 
Desgaste Compensatório: 
 
 Remoção do ombro lingual. 
 
 
 
 
 
 
PRÉ-MOLARES INFERIORES 
Ponto de Eleição: 
 
 
 
 
Área central da superfície oclusal junto à fossa central, levemente para a 
mesial do dente. 
 
 
 
35 
Camila Martins 
2018.2 
 
Direção de Trepanação: 
 
 
 Vertical, paralela ao longo eixo do dente. 
 A coroa dos PM inferiores quase sempre apresenta uma inclinação lingual 
bem acentuada em relação ao longo eixo da raiz. 
 
 
Forma de Contorno: 
 
Circular ou ovoide com maior dimensão no sentido vestíbulo-lingual, 
ligeiramente deslocada para a mesial. 
 
 
 
MOLARES INFERIORES 
Ponto de Eleição: 
 
 
Área central da superfície oclusal junto à fossa central. 
 
Direção de Trepanação: 
 
 
Vertical, paralela ao longo eixo do dente, voltada para o canal distal. 
 
 
 
 
36 
Camila Martins 
2018.2 
Forma de Contorno: 
 
Triangular → 1 canal na raiz distal 
Trapezoidal → 2 canais na raiz distal 
 
Desgaste Compensatório: 
Principalmente na parede mesial da câmara pulpar (para facilitar a penetração nos orifícios de 
entrada dos canais radiculares). 
 
 Falta de conhecimento da anatomia interna 
 Manutenção do teto da câmara coronária 
 Remoção excesiva de estrutra detária 
 Perfuração 
 Obliteração da entrada dos canais 
Dentes Ponto de eleição Direção de trepanação Forma de contorno 
Incisivos 
superiores Área central da 
face palatina 
Perpendicular ao longo eixo do 
dente e depois paralela ao 
longo eixo do dente 
Triangular com base 
voltada para a incisal 
Caninos 
superiores 
Ovoide, forma de 
chama ou losangular 
Pré-molares 
superiores 
Área central da 
face oclusal 
Paralela ao longo eixo do 
dente 
Ovoide 
Molares 
superiores 
Superfície oclusal 
no centro da fossa 
mesial 
Paralela ao longo eixo do 
dente 
Triangular com a base 
voltada para a 
vestibular 
Incisivos 
inferiores Área central da 
face lingual 
Perpendicular ao longo eixo do 
dente e depois paralela ao 
longo eixo do dente 
Triangular com a base 
voltada para a incisal 
Caninos 
inferiores 
Ovoide 
Pré-molares 
inferiores 
Faceta mesial da 
face oclusal 
Paralela ao longo eixo do 
dente 
Ovoide ou circular 
Molares 
inferiores 
Área central da 
superfície oclusal 
Paralela ao longo eixo do 
dente 
Triangular ou 
trapezoidal com a base 
voltada para a mesial 
 
37 
Camila Martins 
2018.2 
Temos 3 condições básicas: 
1- Polpa viva: Essa polpa está inflamada irreversivelmente e livre de infecção, o 
tratamento para essa condição é a Biopulpectomia. 
2- Polpa necrosada: tem infecção, podendo ou não estar associada à presença de uma 
lesão perirradicular. 
3- Retratamento: Quando se realiza o retratamento desses dentes e os microorganismos 
permanecem no interior do canal levando ao fracasso do tratamento, há presença de 
infecção. 
 
O tratamento dessas condições pode ser realizado em uma única sessão ou em múltiplas 
sessões. 
SESSÃO ÚNICA 
 Permite obturação do canal no momento em que o clínico está mais familiarizado com 
a sua anatomia 
 Economia de tempo e material descartável 
 Permite a imediata utilização do canal para retenção da restauração 
 Elimina a possibilidade de contaminação ou recontaminação do canal entre consultas 
Quando não houver a possibilidade de realizar a sessão única, lançamos mão da medicação 
intracanal. A medicação intracanal se caracteriza pela colocação de uma substância química no 
interior do canal radicular, entre as sessões de tratamento, quando este não pode ser 
realizado em sessão única. 
 
38 
Camila Martins 
2018.2 
 Rizogênese incompleta (apicificação) 
 Exsudato persistente 
 Abcessos periapicais 
 Sintomatologia dolorosa 
 Trauma/reabsorções inflamatórias 
 Falta de tempo/habilidade do profissional 
 Otimizar a desinfecção endodôntica 
 Atuar como barreira físico-química – contra a infecção e reinfecção por 
microrganismos da saliva e microinfiltração ou perda de material selador 
 Reduzir a inflamação perirradicular – diminui a intensidade da dor, efeito analgésico. 
 Controlar exsudato persistente 
 Solubilizar a matéria orgânica 
 Neutralizar os produtos tóxicos – LTA produto tóxico das Gram positivas e LPS produto 
tóxico das Gram negativas, mesmo após eliminação dessas bactérias, esses produtos 
podem continuar agindo 
 Controlar reabsorção inflamatória externa 
 Estimular a reparação por tecido mineralizado – 
Deposição de tecido mineralizado: 
→ Perfurações 
→ Reabsorções radiculares 
→ Rizogênese incompleta 
 Paramonoclorofenol canforado 
 Tricresol formalina 
 Corticosteroide associado com antibiótico 
 Antibióticos 
 Clorexidina 
 Hidróxido de cálcio e associações 
PARAMONOCLOROFENOL CANFORADO (PMCC) 
 PMC é citotóxico 
 Associado com a cânfora (PMCC menos tóxico) 
 Alto poder antimicrobiano 
 Baixa tensão superficial 
 Tempo de ação máxima – 48h 
 Não neutraliza produtos tóxicos (LPS bacteriano) 
 Sabor e odor desagradável 
 
39 
Camila Martins 
2018.2 
 Está caindo em desuso, mas pode ser usado em caso de polpa necrosada e onde não 
consigamos realizar a instrumentação. 
Modo de uso: 
Com uma “bolinha” de algodão estéril pingamos uma gota do Paramonoclorofenol na entrada 
dos canais radiculares e sela com restauração provisória. 
 
TRICRESOL FORMALINA OU FORMOCRESOL 
Mesma composição química com diferentes concentrações de formalina – (Tricresol 90% e 
Formocresol 19 a 43%) 
 Composto à base de formaldeído e cresol 
 Ligações químicas com proteínas 
 Ação bactericida 
 Atua por contato direto e à distância 
 Irritante aos tecidos vivos 
 Não consta no accepted dental remedies da ADA por serem citotóxicos, mutagênicos e 
carcinogênicos 
“Embora seja observada uma taxa de sucesso clínico e radiográfico de até 90%, o mesmo não 
ocorre histologicamente”. 
ASSOCIAÇÃO CORTICOSTERÓIDE/ANTIBIÓTICO 
 Diminuem a intensidade de reação inflamatória 
 Apresenta grande poder de penetração tecidual 
 Não produz efeito sistêmico (apenas local) 
 Não usar por mais de 72h (rápida eliminação) 
 
 
 
Modo de uso do Otosporin: 
Também utilizados em caso de não finalização do preparo químico-mecânico do sistema de 
canais radiculares em caso de polpa viva. 
Com uma “bolinha” de algodão estéril pingamos uma gota e assentamos na entrada dos canais 
radiculares e faz restauração provisória. 
 
Otosporin + hidrocortisona + sulfato de 
polimixina B + sulfato de neomicina (em 
veículo aquoso). 
 
40 
Camila Martins 
2018.2 
ANTIBIÓTICOS 
 Pouco empregados como medicação intracanal 
 Sensibilização do paciente (alergia) 
 Revascularização em dentes com polpa necrosada e rizogênese incompleta 
 Pasta triantibiótica: Ciprofloxacina + metronidazol + minociclina 
CLOREXIDINA GEL 2% 
 Base (1% natrosol) + digluconato de CLX 
 Fácil manuseio e aplicação 
 Atividade antimicrobiana altamente eficaz 
 Não dissolve em tecido orgânico 
 Baixa toxicidade 
 Substantividade 
 Clorexidina + hipoclorito de sódio = smear layer químico (precipitado marrom-
alaranjado) 
Modo de uso: 
1- Preparo químico-mecânico completo 
2- Remoção de smear layer 
3- Irrigação final com hipoclorito de sódio/aspiração 
4- 10ml de soro fisiológico para neutralização 
5- Secagem do canal com cone de papel 
6- Inserção da clorexidina no canal 
7- “Bolinha” de algodão + selamento coronário 
*Anotar na ficha clínica do paciente que utilizou CLX. 
Consulta de retorno: 
1. Anestesia 
2. Isolamento absoluto 
3. Remover restauração provisória 
4. 10mL de soro fisiológico para neutralização 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
 Pó branco 
 pH elevado (12,8) 
 Pouco solúvel em água 
 Inodoro 
 Não mancha estrutura dentária 
 Possui melhor biocompatibilidade 
 Não provoca reação alérgica41 
Camila Martins 
2018.2 
 
A dissociação iônica do hidróxido de cálcio leva a liberação de íons Ca⁺ e OH⁻, esses íons são 
responsáveis pelas propriedades biológicas e antimicrobianas do hidróxido de cálcio derivam 
da sua dissociação iônica em íons cálcio e íons hidroxila. 
Atividades biológicas do hidróxido de cálcio: 
 Ação anti-inflamatória: Efeito osmótico (diminuição do edema) 
 Ação antimicrobiana : microrganismos não resistem ao pH alcalino. Exceto E. faecalis, 
Candida e Actinomyces radicidentis. 
 Neutralização de endotoxinas (LPS) 
 Indução do reparo por tecido mineralizado - neoformação de dentina (polpa) e 
cemento (ligamento periodontal). 
 Solvente de matéria orgânica – pH alcalino (desnatura e hidrolisa proteínas, facilita a 
ação do NaOCl). 
 Inibição da reabsorção radicular externa 
 Propriedade anti-hemorrágica – misturar o pó com água destilada (água de Cal) irriga 
com uma na seringa no canal radicular. 
 Barreira físico-química 
Limitações: 
 pH elevado = enfraquecimento da dentina 
 Resistencia aos efeitos alcalinos do Ca(OH)₂ 
 Difusibilidade limitada 
 A manipulação e colocação adequada representa um desafio para clínicos menos 
experientes 
 Remoção da medicação do interior dos canais radiculares 
Veículos: 
 
 
 
 
 
 
Atividade 
Antimicrobiana 
Características 
Físico-químicas 
Inertes 
Biologicamente 
ativos 
Hidrossolúveis 
Oleosos 
 
 
42 
Camila Martins 
2018.2 
Inertes: 
 Água destilada 
 Soro fisiológico 
 Soluções anestésicas 
 Glicerina 
 Óleo de oliva 
 Solução de metilcelulose 
 Polietilenoglicol 
 Propilenoglicol 
Biologicamente ativos: 
 PMCC 
 Clorexidina 
 Iodeto de potássio 
 Iodetado 
Aquosos: 
 Água destilada 
 Soro fisiológico 
 Soluções anestésicas 
Viscosos: 
 Glicerina 
 Clorexidina 
 Polietilenoglicol 
 Propilenoglicol 
Oleosos: 
 Ácidos graxos 
 Óleo de oliva 
 Silicone 
 Cânfora 
Pasta HPG 
PMCC + Hidróxido de cálcio + glicerina 
 Mais usada como medicação intracanal 
 Maior espectro de ação antimicrobiana 
Utilizados em casos de polpa 
necrosada e Retratamento 
 
Utilizados em caso de polpa 
viva 
 
 
43 
Camila Martins 
2018.2 
 Maior raio de ação da pasta 
 Biocompatibilidade 
 Período ideal de 7 dias 
Modo de uso: 
 Ca(OH)₂ + 1 gota de PMCC +1 gota de glicerina 
 Espatulação em placa de vidro estéril 
 Consistência de fio 
Também existem pastas de hidróxido de cálcio prontas para uso. 
CLOREXIDINA GEL 2% + HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
 Barreira física 
 Efeito antimicrobiano 
 Substantividade antimicrobiana 
 Alto ph (13) - controle de reabsorção 
 
Técnicas de uso das pastas de Ca(OH)₂: 
 
1. Preparo químico-mecânico completo 
2. Remoção de smear layer - aloja microrganismos e oblitera túbulos dentinários 
3. Aspirar o canal 
4. Secar o canal com cone de papel absorvente 
5. Manipular a pasta de Hidróxido de cálcio 
6. Inserir a pasta no canal radicular 
7. Compactar a medicação com bolinha de algodão 
8. Radiografia de confirmação 
9. Selamento coronário 
 
1. Com diâmetro inferior ao da LM (lima de memória) 
2. Lima até alcançar o CT (comprimento de trabalho) 
3. Girar no sentido anti-horário 
 
Lentulo: 
 Diâmetro menor que a LM 
 3 mm aquém do CT 
 Micro motor - giros à direita 10 segundos 
 Entra e sai acionado 
 
44 
Camila Martins 
2018.2 
 
A medicação intracanal residual pode bloquear a entrada dos canais laterais, reduzindo ou 
impedindo a penetração do material selador ou da guta-percha. 
 
1. Irrigação com soro fisiológico 
2. Repassar instrumentos 
3. EDTA 17% 
 Polpa Viva 
Polpa 
necrosada/Retratamento 
Canal totalmente 
instrumentado 
Ca(OH)₂ + soro Pasta HPG ou Ca(OH)₂ + CLX 
Canal parcialmente 
instrumentado 
Otosporin NaOCl 
 
Funções: 
 Impedir contato da saliva com o canal radicular 
 Preservar a efetividade da medicação 
 
Características dos materiais: 
 Estabilidade dimensional 
 Boa adesividade à estrutura dental 
 Alta resistência mecânica 
 
Materiais mais utilizados: 
 IRM 
 Coltosol 
 Ionômero de vidro 
 Resina composta 
 
1. Remoção da bolinha de algodão 
2. Remoção da medicação 
3. Reinstrumentação dos canais radiculares 
Mais resistentes, é ideal para pacientes que precisam ficar 
com o material por mais tempo. 
 
45 
Camila Martins 
2018.2 
Ampliação e modelagem: 
 Ação mecânica, através dos instrumentos endodônticos. 
Limpeza: 
 Ação mecânica dos instrumentos endodônticos 
 Ação das substâncias químicas auxiliares 
 Irrigação-aspiração 
As substâncias químicas podem ser empregadas no preparo dos canais radiculares como: 
 
 
 
A escolha da substância química para uma destas funções depende de suas propriedades 
físicas e químicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUXILIARES DA INSTRUMENTAÇÃO SOLUÇÕES IRRIGADORAS 
 Promover dissolução tecidual 
 Atividade antimicrobiana 
 Lubrificação 
 Suspensão de detritos 
 Biocompatível 
 Remoção da smear layer 
 Irrigação-aspiração 
 Pequeno coeficiente de 
viscosidade 
 Baixa tensão superficial 
 Refluxo do líquido 
 Efetividade da limpeza 
 
46 
Camila Martins 
2018.2 
Movimentação de fluidos que se dá devido à diferença de pressão dentro e fora do canal 
radicular. 
Irrigação: Aumento da pressão dentro do canal radicular 
Aspiração: Diminuição da pressão na embocadura do canal 
Objetivo: 
 Remoção de detritos 
 Redução do nº de microrganismos 
FATORES: 
→ Propriedades físicas da solução irrigadora 
 Pequeno coeficiente de viscosidade 
 Baixa tensão superficial 
 Molhamento 
→ Anatomia do canal radicular 
→ Técnica de preparo 
→ Calibre e comprimento das agulhas irrigadoras 
O jato atinge em média 2 a 3 mm além da ponta da agulha 
Agulhas hipodérmicas 20x5,5 mm 
MATERIAIS UTILIZADOS: 
 Seringas 
 Agulhas injetoras 
 Cubeta 
 Unidades aspiradoras e cânulas 
 Aparelhos sônicos e ultra-sônicos 
REQUISITOS: 
Tensão superficial: 
 Varia com a temperatura 
 Tipo de superfície 
 
47 
Camila Martins 
2018.2 
Resulta das forças de coesão ou atração molecular dos líquidos, atuando em suas superfícies. 
Quanto menor a tensão superficial maior é a capacidade de molhamento. 
Viscosidade: 
 Diminui o aumento da temperatura 
 Efetividade das ações físicas e químicas das substâncias químicas. 
Força de atração que produzem coesão das moléculas dos líquidos, originando uma resistência 
a seu deslocamento. 
Quanto maior sua viscosidade, mais difícil seu deslocamento. 
Atividade Antimicrobiana: 
 Eliminação ou máxima redução de microrganismos. 
Infecção primária: mista, semi-específica, com predomínio de bactérias anaeróbias restritas. 
Atividade Quelante: 
 Depende da solubilidade 
 Dissociação iônica 
 Remoção da smear layer 
Substâncias orgânicas que removem íons cálcio da dentina, fixando-os quimicamente. 
Atividade lubrificante: 
 Diminuição do desgaste e preservação da capacidade de corte 
Substâncias químicas atuam como lubrificantes, reduzindo a força de atrito. 
Suspensão de detritos: 
 Evita Iatrogenias 
 Extrusão de detritos 
 Renovação a cada troca de instrumento 
 Manter detritos orgânicos e inorgânicos em suspensão com o objetivo de impedir sua 
sedimentação 
 Biocompatibilidade 
 Grau de toxicidade ideal 
 Concentração 
 Tempo de contato 
 Área de contato 
Dissolução tecidual: 
Capacidade de dissolver uma matéria orgânica, remoção do tecido vital ou não vital a fim de 
evitar que esse tecido vire substrato para proliferação bacteriana. 
 
48 
Camila Martins 
2018.2 
Depende de alguns fatores: 
 Relação entre volume de solução e massa do tecido 
 Área de contato 
 Tempo de ação 
 Temperatura 
 Agitação mecânica 
 Concentração 
 Frequência de renovações 
As substâncias químicas auxiliares na endodontia são classificadas em: 
 Compostos Halogenados 
 Detergentes sintéticos 
 Quelantes 
 Associações 
Outras soluções 
HIPOCLORITO DE SÓDIO: 
Concentrações: 
 Solução de hipoclorito de sódio 0,5% - neutralizada por ácido bórico – Líquido de Dakin 
 Solução de hipoclorito de sódio 0,5% - neutralizada por bicarbonato de sódio – Líquido 
de Dausfrene 
 Solução de hipoclorito de sódio 1% - Solução de Milton 
 Solução de hipoclorito de sódio 2,5% - Licor de Labarraque 
 Solução de hipoclorito de sódio 4-6% - Soda clorada duplamente concentrada 
 Solução de hipoclorito de sódio 5,25% 
Propriedades: 
 Ação antimicrobiana - Inibição enzimática e formação de cloraminas 
 Solvente de tecidos orgânicos 
 Ação clareadora 
 Saponificação de lipídios 
 Atividade desodorizante 
 pH alcalino (11-11,5) 
 Baixa tensão superficial (capacidade de maior penetração) 
Mecanismo de ação: 
Solução: 
NaOCl + H₂O ↔ NaOH + HOCl 
HOCl ↔ H⁺ + OCl⁻ 
 
 
49 
Camila Martins 
2018.2 
pH dependente 
Características: 
 Amplo uso na endodontia 
 Capacidade de dissolução tecidual 
 Eficácia antimicrobiana 
 Efeito deletério em altas concentrações causando dano oxidativo direto 
Desvantagens: 
 Agressivos aos tecidos periapicais 
o Dor severa 
o Rápido desenvolvimento de edema 
o Hematoma 
o Necrose 
o Abscessos 
 
> Concentrações > Dissolução tecidual > Agressão de tecidos periapicais 
 Remoção deficiente de smear layer 
 Instável ao armazenamento 
 Instável ao aumento da temperatura 
 Instável à exposição à luz e ao ar 
 Forte odor 
 Alergia 
 Descora tecidos 
CLOREXIDINA: 
 Bisbiguanida catiônica 
 Base forte 
 Preparação na forma de sal 
 Uso em periodontia 
Vantagens: 
 Amplo espectro antimicrobiano 
 Adsorção a mucosa a estruturas dentais – Substantividade – 
 Biocompatibilidade 
 Baixa toxicidade 
Clorexidina gel 2% - bons resultados em cardiologia e Periodontia. 
 Tem como vantagem: 
 Lubrificação 
 Maior tempo de contato do princípio ativo as paredes dentinárias 
 pH 6-9 
 Solúvel em água e álcool 
 
 
50 
Camila Martins 
2018.2 
Substantividade: “capacidade de adsorver-se aos tecidos dentais e mucosas com liberação 
gradual prolongada em níveis terapêuticos”. 
 “Atividade antimicrobiana residual de 48 a 72 horas após instrumentação – irrigação 
do canal com clorexidina líquida 2%”. 
 “Após um contato de 7 dias com a dentina, o efeito residual manifestou-se por 21 
dias.” 
Desvantagens: 
 Não dissolve tecido orgânico 
 Associação de Clorexidina e NaOCl promove uma maior redução dos microrganismos, 
mas pigmenta o dente. 
Não possuem atividade antimicrobiana, auxilia como solução irrigadora e lubrificação para 
introdução de limas e localização de canais mais atrésicos. 
 Duponol C – 1% - Alquil-sulfato de sódio 
 Zefiró – Cloreto de Benzalconium 
 Dahyquart-A – Cloreto de cetiltrimetrilamônio 
 Tween-80 – Polissorbato 80 
 Tergensol 
Ácidos fracos que são capazes de auxiliar na instrumentação dos canais radiculares e promover 
a quelação dos íons cálcio da dentina. 
 EDTA – ácido etilenodiaminotetracético 
 REDTA – preparação quelante comercial 
 Largal ultra 
EDTA: 
Propriedades: 
 Sal derivado de um ácido fraco 
 Promove quelação de íons cálcio em pH alcalino 
 Poder de descalcificação 
 Ação autolimitante 
Indicação: 
 Canais atrésicos ou calcificados 
 Remoção de smear layer → associação com NaOCl 
Eficácia do EDTA sobre a smear layer: 
 
 
51 
Camila Martins 
2018.2 
 Depende da concentração 
 Quantidade utilizada 
 Tempo de permanência 
 Renovações 
 
RC Prep: EDTA + peróxido de uréia + carbowax 
Endo-PTC: Peróxido de uréia + Tween 80 + carbowax 
Glyde File Prep 
MTDA: Tetraciclina + ácido citríco + Tween 80 
 Peróxido de hidrogênio 
 Solução de ácido cítrico 
 Glicerina 
Instrumentos utilizados: 
 Cânulas de sucção 
 Cuba 
 Seringas (de ponta rosqueável) e agulhas 
O jato atinge em média 2 a 3 mm além da ponta da agulha. 
 
 
 
52 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
  Atividade antimicrobiana 
 Substantividade 
 Lubrificação 
 Baixa toxicidade 
 Não dissolve matéria orgânica 
 Indicada para ápice jovem 
 Alergia ao NaOCl 
 Atividade antimicrobiana 
 Dissolução tecidual 
 Ação clareadora 
 Saponificação de gorduras 
 Irritantes aos tecidos periapicais 
 Instável ao armazenamento e 
exposições 
 Descora tecido 
 Alergias 
 
 
53 
Camila Martins 
2018.2 
 Diagnóstico 
 Acesso 
 Limpeza e modelagem 
 Obturação 
 Restauração 
Remoção de todo o conteúdo do sistema de canais radiculares; 
Descontaminação: a instrumentação + o uso de irrigantes reduzem ainda mais as células 
bacterianas (80%). 
Solução irrigadora: 
 Remoção mecânica de debris dentinários 
 Desinfecção 
 Dissolução de tecidos 
 Lubrificação 
Hipoclorito de Sódio + EDTA 
 
Modelagem: 
Preparo cônico tridimensional, facilitando a limpeza de todo o sistema de canais radiculares; 
Permitir livre acesso aos cones, compactadores, espaçadores e outros instrumentos/materiais 
obturadores. 
 
 
 
 
 
54 
Camila Martins 
2018.2 
Cinemática dos instrumentos endodônticos 
Quais movimentos devemos realizar com os instrumentos? 
MOVIMENTO DE REMOÇÃO: 
 
A – Penetração 
B – Rotação à direita 
C – Tração 
 
 
 
MOVIMENTO DE CATETERISMO: 
 
A – Penetração (pequenos avanços) 
B – Oscilatório (rotação à direita e a esquerda) 
C – Pequenos retrocessos 
 
 
 
MOVIMENTO DE LIMAGEM: 
 
A – Penetração 
B – Tração com pressão lateral contra as paredes 
 
 
 
 
 
55 
Camila Martins 
2018.2 
MOVIMENTO DE ALARGAMENTO E LIMAGEM: 
 
 
A – Penetração 
B – Rotação horária 
C – Tração com pressão lateral contra as paredes 
 
 
MOVIMENTOS OSCILATÓRIOS OU ALARGAMENTO PARCIAL ALTERNADO: 
 
A – Penetração 
B – Movimentos de oscilação 
C – Retrocesso de 1 a 2 mm 
D – Avanço 
 
Temos basicamente duas técnicas: 
● Técnica seriada 
● Técnicas Escalonadas 
Técnica de instrumentação seriada de Ingle: 
Instrumentos endodônticos utilizados em ordem crescente em toda a extensão do canal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
Camila Martins 
2018.2 
Técnicas Escalonadas: 
● Ápice-coroa 
● Coroa-ápice 
Trabalha primeiro uma região e vai avançando em direção a outra. 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito de limpeza e modelagem de Schilder: 
● Desenvolver uma forma cônico-progressiva 
● Manter o canal mais estreito apicalmente 
● Obter o preparo cônico em múltiplos planos 
● Nunca transportar o forame 
● Manter o forame pequeno e limpo 
● Ação química – soluções irrigantes + ação mecânica – instrumentos. 
Técnica escalonada de avanço progressivo coroa-ápice 
Crown-down pressures technique 
 
Inicio na porção coronária e avança em direção ao ápice. Aborda um conceito de respeito a 
anatomia dos canais radiculares. 
 
 
57 
Camila Martins 
2018.2 
 
Vantagens da técnica crown-down: 
● Favorece o sistema de irrigação 
● Permite liberar os instrumentos apicalmente 
● Melhor condição de obturação do canal radicular 
● Menor formação de degrau, perfuração e fratura do instrumento. 
● Maior facilidade de colocação da medicação 
● Menor prevalência de dor pós-operatória, decorrente de menor extrusão de restos 
necrótico e microrganismos 
● Oferece maior exatidão para estabelecer o calibre na região apical 
Passo-a-passo de uma técnica escalonada crown-down 
Procedimentos iniciais: 
1. Radiografia inicial e planejamento 
2. Anestesia 
3. Descontaminação coronária e acesso 
4. Isolamento absoluto 
Radiografia inicial e planejamento: 
Determinação do CAD 
 CAD = Comprimento Aparente do Dente 
Escolhe uma referência externa coronária e apical, mede com a régua calibradora os canais. 
 
 
 
 
58 
Camila Martins 
2018.2 
Seleção do comprimento das limas (21, 25, 31 mm) 
 
1. Limpeza passiva 
2. Preparo do corpo do canal 
3. Odontometria 
4. Avanço progressivo em direção ao ápice 
5. Ampliação anatômica 
6. Recuo escalonado 
Limpeza Passiva:Tem como objetivo principal descontaminar os 2/3 coronários. 
 
 
2/3 do CAD 
Ex: Dente 21 mm 
Limpeza passiva em 14 mm 
 
Preparo do corpo do canal: 
 
 
 
 
● Sequência DECRESCENTE – Crown Down (5-4-3-2) 
● Avanço anatômico gradual 
● Até a curvatura em canais curvos 
 
Cuidados com as Gates-Glidden: 
● Devem entrar e sair girando do canal 
 
 
59 
Camila Martins 
2018.2 
● Podem ocasionar perfurações ou rasgos dependendo da anatomia do canal e diâmetro 
da broca 
● Se pressionadas podem fraturar 
Comprimento Real do dente (CRD): 
Comprimento que vai desde um ponto de referência externo até a saída foraminal (forame 
apical) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas para odontometria (encontrar o CRD) 
● Ingle 
● Bregman 
● Localizador apical 
Técnica de Ingle: 
1. Medir o comprimento Aparente do dente (CAD) na radiografia 
2. Colocar uma lima tipo K de pequeno calibre (de acordo com o diâmetro do canal e 
o comprimento do dente) no CAD -2 mm 
3. Estabelecer pontos de referência na coroa 
4. Radiografar 
5. Medir a distância entre a ponta da lima e o ápice radiográfico. 
6. Acrescentar essa medida – 1mm e radiografar novamente. 
Exemplo: 
1. CAD = 24mm 
2. 1ª radiografia com a lima ajustada em 22mm (24mm – 2mm) 
3. Medida da distância da lima até o ápice radiográfico foi de 1,5mm 
4. 2ª radiografia com a lima em 22,5mm (22mm + 1,5mm – 1mm) 
(se necessário, repetir a sequência até a lima atingir o comprimento total do dente).
 
 
 
60 
Camila Martins 
2018.2 
 
Técnica de Bregman (Regra de três) 
● Comprimento aparente do dente (CAD) 
● Comprimento aparente do instrumento (CAI) 
● Comprimento real do dente (CRD) 
● Comprimento real do instrumento (CRI) 
Exemplo: 
CAD = 23mm 
CAI = 21mm 
CRI = 22mm 
 
Determinação do comprimento de trabalho (CT) 
 Radiografar e ajustar 
 CT = CRD - 1mm 
 CT = 1mm aquém do CRD 
Patência Foraminal 
Ato de passar com um instrumento de pequeno calibre pelo forame apical, garante vantagem 
como a impossibilidade de obstruir o forame apical. 
 
 
61 
Camila Martins 
2018.2 
Avanço progressivo em direção ao ápice 
 
 Primeira lima do avanço progressivo: equivalente a última Gates utilizada – 10 
 
Primeira lima a atingir o CT: lima de diâmetro anatômico (DA) 
Ampliação anatômica: 
Trabalhar com dois instrumentos acima do diâmetro anatômico, no mesmo comprimento de 
trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
Camila Martins 
2018.2 
Movimento de forças balanceadas: 
 
Recuo Escalonado 
 
Se no trabalho com dois instrumentos no diâmetro anatômico não está mantendo a 
conicidade constante do canal, então confere uma conicidade nesses dois elementos apicais 
aumentando dois instrumentos mas recuando 1mm. 
 
 
63 
Camila Martins 
2018.2 
 Visa a limpeza do sistema de canais radiculares quimicamente e mecanicamente. Após isso 
devemos fazer a vedação do espaço que criamos para promover a desinfecção, e é feita da 
forma que a gente vai obturar o sistema de canais radiculares a fim de proporcionar o reparo 
dos tecidos perirradiculares. 
Definição: “A obturação do sistema de canais radiculares compreende o preenchimento 
completo do espaço criado com a remoção da polpa e preparo químico-mecânico, com 
materiais de propriedades físicas e biológicas apropriadas”. 
Objetivos da obturação: 
 Prevenir a formação de exsudato e sua percolação no interior do canal 
 Impedir a reinfecção por microorganismos que possa, eventualmente, ter 
permanecido após o preparo 
 Favorecer o processo biológico de cicatrização dos tecidos periapicais 
 Prevenir a micro-infiltração coronária e apical 
Limite apical da obturação: 
 
 
Ápice radiográfico ≈ 0,5mm do forame 
apical 
 
Constrição apical ≈ 0.5mm do forame apical 
 
 1mm 
 
 
64 
Camila Martins 
2018.2 
 
 
 
 
 
 
 
Sobre-obturação: extravasamento do cimento pelo forame/pelas saídas dos canais radiculares 
Sobre-extensão: Passagem do cone de Gutta Percha por esse limite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Reabsorção do material 
 Não interfere no reparo 
 Encapsulado por tecido 
fibroso 
 Controvérsias sobre o sucesso 
 
 
65 
Camila Martins 
2018.2 
Momento da Obturação: 
● Preparo químico-mecânico completo 
● Ausência de exsudação 
● Ausência de sintomatologia 
● Ausência de odor 
● Obtenção de culturas negativa (validade questionável) 
Sintomatologia pós-operatória: 
Não há diferença significativa no tratamento endodôntico de dentes com necrose em uma ou 
múltiplas sessões. 
O estado patológico pulpar não interfere na sintomatologia pós-operatória. 
Sucesso a longo prazo: 
 Poucos estudos avaliando o sucesso a longo prazo 
 Não há consenso entre os diversos autores 
Vantagens da sessão única: 
● Reduz o tempo clínico 
● Elimina a possibilidade de recontaminação ou contaminação do canal entre as 
consultas 
● Permite a imediata utilização do canal para a retenção de restauração 
● Permite a obturação do canal no momento em que o clínico está mais familiarizado 
com a anatomia do canal, comprimento de trabalho e parada apical 
● Permite que o dentista utilize a economia de tempo operatório para a redução do 
stress e melhora na colaboração pelo paciente 
Materiais obturadores – Requisitos 
● Não ser irritante aos tecidos periapicais 
● Ter efeito antimicrobiano 
● Ser radiopaco 
● Não manchar o dente 
● Ser facilmente removido do interior do canal se necessário 
Tipos de materiais: 
● Sólidos – Cones de Prata 
● Semi-sólidos – Cones de Guta-Percha 
● Cimentos – Tomam presa dentro do canal 
● Pastas – Não tomam presa 
 
 
 
66 
Camila Martins 
2018.2 
Cones de Prata: 
Material radiopaco bem fino, caiu em desuso devido a não promoção de um bom selamento e 
corrosão. 
 
 
 
 
 
● Isômero da borracha 
● Possui duas formas cristalinas: alfa e beta 
 
 
 
 
 
 
Composição: 
Guta-Percha: 19 a 20% ↑ Plasticidade 
Óxido de zinco: 60 a 75%: ↑ Rigidez e atividade antibacteriana 
Sulfato de bário: 1,5 a 17% ↑ Radiopacidade 
Resinas, ceras e corantes: 1 a 4%. 
Considerações biológicas: 
● Inerte 
● Atóxico 
● Não alergênico 
Considerações físicas: 
● Passível de esterilização 
● Impermeável a água 
● Plastifica-se com o calor ou através de solventes 
 
 Quebradiça à temperatura 
ambiente 
 Aquecida – pegajosa e aderente 
 Apresenta maior escoamento 
 Ponto de fusão é de 65ºC 
 Estável e flexível à temperatura 
ambiente 
 Aquecida – não apresenta 
adesividade 
 Apresenta menor escoamento 
 Ponto de fusão é de 56ºC 
 
 
67 
Camila Martins 
2018.2 
● Pode ser condensada adaptando-se às irregularidades dos canais 
● Após o endurecimento não sofre alterações dimensionais 
● Não altera a cor do dente 
● É radiopaca 
● Pode ser removida do interior do canal se necessário 
Restrições: 
● Pouca rigidez 
● Falta de adesividade 
● Facilidade de deslocamento quando se exerce pressão
 
 Apresentação: 
 
 São empregados como cones principais 
 O diâmetro em D0 corresponde aos números padronizados (ISO) de 15 a 140. 
 Possuem conicidades variáveis (não padronizadas) 
 Podem ser utilizados como cones principais 
 
 Descontaminação: 
NaOCl 5,25% 45 segundos 
Obturação do canal radicular não é realizada somente com cone de Guta-Percha, é necessário 
a associação com algum cimento endodôntico. 
 
 
68 
Camila Martins 
2018.2 
Ocupar os espaços existentes entre a Guta-Percha e as paredes do canal e entre os próprios 
cones de Guta-Percha. 
 Agente de união para cimentar o cone principal bem adaptado 
 Obturador para as irregularidades entre o material obturador e as paredes do canal 
 Lubrificante 
Propriedades dos cimentos endodônticos: 
1. Promover selamento hermético 
2. Ação antimicrobiana 
3. Insolúvel 
4. Facilidade de inserção e remoção 
5. Não sofrer contração 
6. Ser radiopaco 
7. Possuir um adequado tempo de trabalho 
8. Adesividade 
9. Nãomanchar estrutura dentária 
10. Biocompatibilidade 
Tipos de cimentos endodônticos: 
1. Cimentos a base de óxido de zinco e Eugenol (OZE) 
2. Cimentos contendo Hidróxido de Cálcio 
3. Cimentos Resinosos 
4. Cimentos Ionôméricos 
5. Cimentos a base de Silicone 
6. Cimentos a base de MTA/biocerâmicos 
Grossman: 
 Procosol 
 Fil Canal 
 Endofill 
Endomethasone N: 
 Acetato de hidrocortisona 
Rickert: 
 Pulp canal Sealer (EWT) 
 N-Rickert 
Propriedades: 
 
 
69 
Camila Martins 
2018.2 
 Boa capacidade seladora 
 Baixa permeabilidade 
 Estabilidade dimensional 
 Adesividade adequada 
 Baixa solubilidade 
 Baixa desintegração 
Sealapex – pasta/pasta – possuem propriedades físico-químicas razoáveis, excelente tolerância 
tecidual. 
Sealer 26: Baixa radiopacidade, escoamento e solúveis com o tempo. 
 
AH Plus, AH Plus jet e Sealer Plus. 
 Apresentam excelente adesão à dentina 
 Capacidade de selamento marginal 
 Amplamente utilizado na Europa e EUA 
 Propriedades físico-químicas excelentes 
 
KETAC-ENDO 
 Baixa capacidade seladora 
 Resultados de estudos divergentes 
 Aplicação não se justifica 
 
RoeKoSeal, Guttaflow 
 Baixa alteração dimensional 
 
MTA Filapex; MTA Plus; MTA Flow; Endosequence BC Sealer, BioRoot RCS; Bio-C Sealer. 
 
 
70 
Camila Martins 
2018.2 
 Induz a formação de tecido mineralizado 
 
“A melhor técnica é aquela que o profissional domina” 
“Em situações convencionais, não existem evidências científicas de que uma técnica seja 
superior às demais.” 
Proposta por Callahan, em 1914 
Refere-se à colocação sucessiva de cones auxiliares lateralmente a um cone principal bem 
adaptado e cimentado no canal 
Uso de espaçadores: 
Utilizada na grande maioria das situações clínicas 
1. Seleção e calibração do cone principal 
2. Seleção do espaçador 
3. Remoção da smear layer 
4. Secagem do canal 
5. Preparo do cimento e assentamento do cone principal 
6. Condensação lateral 
7. Corte da obturação e condensação 
8. Selamento da obturação 
Podemos utilizar os cones padronizados, onde não há necessidade de calibragem. Já os cones 
acessórios precisam passar por calibragem e utilizá-los como cones principais. 
Utilizamos os cones FM, M e FM (EL-extra longo) 
Os cones são calibrados na régua calibradora, utilizamos preferencialmente o cone médium, 
coloca-se na numeração do instrumento de memória e realiza o corte com uma lâmina em 
dois sentidos (debaixo p/ cima e o inverso). 
Testes Clínicos 
Visual – ver se a marcação está coincidindo com o ponto de referência 
 
 
71 
Camila Martins 
2018.2 
Tátil – sentir o travamento do cone, não se deve fazer força excessiva senão deforma o cone. 
Radiográfica – confirmação do cone na medida correta. 
E quando o cone não desce até o CT? 
Verificar primeiro se a lima de memória está bem solta e se o preparo não está com problema 
de conicidade ou o cone está demais para a anatomia do canal. 
Sensibilidade tátil: movimento de vai e vem 
Seleção do espaçador digital: 
 
Começamos preferencialmente pelo C (azul), caso o azul não for 
adequado para o caso, utiliza o B (vermelho) que tem conicidade 
menor. 
A seleção é feita da seguinte forma: coloca-se um cursor no 
espaçador e faz a medição de 2 a 3 mm do CT e posiciona o cursor no 
canal. Feito isso, faz a remoção da smear layer com NaOCl 2,5% + EDTA por 3 minutos 
trocando a cada minuto e agitando, e depois com hipoclorito de sódio novamente, e por fim 
soro fisiológico. Após a limpeza do canal é feita sua secagem, podemos utilizar as pontas de 
silicone acopladas no sugador antes de secar com os cones de papel, caso queira uma secagem 
mais efetiva. 
Preparo do cimento: 
Uma ou duas gotas do cimento e quantidade suficiente de pó para que tenhamos consistência 
de fio. Após isso, molha o cone no cimento e o introduz no canal. 
Condensação lateral: 
Introduz o espaçador até o limite do cursor e o remove girando de um lado para o outro com 
cautela de forma que não puxe o cone principal. E onde criou-se espaço, imediatamente 
coloca-se um cone acessório, é feito isso até que o espaçador fique a menos 5 mm do CT. É 
feito isso repetidamente até que não haja espaço para colocar cone acessório. Terminado isso, 
faz-se radiografia para avaliar a qualidade da obturação. 
Utilizados para fazer o corte da massa e pressionar verticalmente os condensadores. Possuem 
numeração que são 1-2 e 4-3. 
Condensador de Lucas: De um lado tem uma ponta lisa que vai ao fogo, é utilizada para fazer o 
corte, e do outro há um condensador de Paiva para realizar a calcação. 
Após fazer o corte, imediatamente faz a pressão apical com o condensador frio de 10 a 20 
segundos. 
 
 
72 
Camila Martins 
2018.2 
Selamento é feito com material restaurador provisório, o ideal é que seja feito com material 
definitivo como a resina ou ionômero de vidro. 
 Falta de homegeneidade da massa 
 Reabsorções internas 
Proservação: 
Sucesso na terapia deve ser avaliado periodicamente, de seis em seis meses, através de 
exames clínicos e radiográficos. 
Biopulpectomia até 1 ano após conclusão do tratamento. 
Necropulpectomia: até no mínimo 2 anos após o tratamento. 
Sucesso: 
1. Ausência de sensibilidade à palpação e percussão 
2. Mobilidade dentária normal 
3. Ausência de fístula 
4. Função dentária normal 
5. Ausência de tumefação 
6. Normalidade do espaço do ligamento periodontal 
7. Regressão da lesão, se presente 
8. Ausência ou paralisação da reabsorção radicular 
 
 
 
73 
Camila Martins 
2018.2 
“Procedimento para remover o material obturador dos canais radiculares e novamente 
modelar, limpar e obturar o sistema de canais radiculares.” 
 Insucesso do tratamento original 
 Exposição ao meio oral por tempo prolongado 
 Ausência de sinais e sintomas 
 Dente em função mastigatória e com selamento adequado 
 Desaparecimento/redução da lesão periapical 6 a 24 meses 
→90% dos dentes sem lesão 
→80% dos dentes com lesão 
1. Sinais 
2. Sintomas 
3. Aspecto radiográfico 
4. Tratamento restaurador 
Presença de fístula 
Se essa fístula estava presente antes do tratamento, o esperado é regressão em pelo menos 
um mês. Caso não regrida, pode ser um critério para o retratamento. 
Dor pós-operatória costuma durar de 2 a 3 dias, mas pode se estender de uma a duas semanas 
em caso de contato prematuro ou casos mais complexos. Em caso de dores por mais de um 
mês, deve-se levar em consideração outras causas e eliminá-las. 
 Dor espontânea 
 Dor à palpação 
 Sensibilidade ao toque 
 
 
74 
Camila Martins 
2018.2 
 Tratamento inadequado 
 Com lesão 
 Sem sintomas 
Lesões laterais podem nos indicar que há um canal lateral. 
Acompanhamento da lesão de 6 em 6 meses. 
Dentes com tratamento inadequado recentemente devem ser acompanhados. O retratamento 
pode ser feito após 6 meses há um ano. 
 Paciente com sensibilidade 
 CT adequado 
 Obturação boa e compacta 
 Ausência de lesão 
 
1. Avaliar o tempo do tratamento endodôntico 
2. Realizar boa anamnese e exame clínico 
 Tratamento endodôntico inadequado 
 Sem sinais e sintomas 
 Sem lesão radiográfica 
 Presença de lâmina dura 
 
 Novo tratamento restaurador 
 Necessidade de pino intracanal 
 
Selamento coronário 
Recontaminação microbiana “in vitro” 
 
 
Fatores microbianos: 
 Infecção intrarradicular 
 Infecção extrarradicular 
Retratamento 
Proservar 
Retratamento 
19 dias 
60 dias 
 
 
75 
Camila Martins 
2018.2 
Fatores não microbianos: 
 Cisto 
 Reação de corpo estranho 
1. Limite apical de obturação 
0 a 2mm aquém – 94% 
Sobreobturação – 76% 
Mais de 2mm aquém – 68% 
2. Qualidade da obturação 
Falha de densidade da obturação 
 Presença de bolhas 
 Espaço para crescimento bacteriano 
 
3. Selamento coronário 
Dentes sem restauração coronária após o tratamento endodôntico tem de 2x a 4x mais 
chances de serem perdidos.Fratura coroa/raiz – Exodontia 
4. Inobservância dos princípios básicos 
 
 Isolamento absoluto 
 Princípios de assepsia 
 Respeito aos tecidos periapicais 
 Acesso inadequado
 
 
76 
Camila Martins 
2018.2 
 
5. Iatrogenias 
 Perfurações 
 Fratura do instrumento 
 
6. Complexidade anatômica 
 Canais acessórios 
 Canais laterais 
 Cavo inter-radicular 
 Canais em forma de C 
 Presença de 3º canal na raiz mesial do 1º molar inferior 
 Biofilme bacteriano extrarradicular 
 Micro-organismos aderidos à superfície externa do dente 
 É preciso complementar com cirurgia endodôntica 
Fatores não-microbianos: 
Cisto verdadeiro (que sobrevive independentemente do que foi realizado no canal, é preciso 
complementar com cirurgia endodôntica). 
Reação de corpo estranho 
Índice de sucesso do retratamento: Sempre menor que um tratamento, geralmente o dente 
indicado a um tratamento são dentes que tem: 
 Dificuldades com a anatomia dental 
 Problemas com Iatrogenias 
 Resistência microbiana 
Tipos de reintervenção: 
Não cirúrgica: via canal, 1ª escolha 
Cirúrgica: cirurgia parendodôntica – insucesso do retratamento convencional; inacessibilidade 
aos canais. 
Extração 
1. Acesso aos canais radiculares 
2. Remoção do material obturador 
3. Reinstrumentação e obturação 
 
 
77 
Camila Martins 
2018.2 
 
Remoção da restauração coronária 
 Evitar bloqueio do canal por raspas da restauração 
 Melhora a visualização da entrada dos canais 
 Remoção de dentina cariada 
Remoção de coroa protética 
Por desgaste – canaletas na menor dimensão do dente VL/MD 
 
Por tração – maior risco de fratura do dente 
 
Ultrassom – fragmenta a linha de cimento 
Remoção de núcleos e pinos 
Por desgaste: 
Desgaste com brocas – risco de causar desvios e perfurações, não é indicado. A não ser que 
seja um pino curto e de boa visualização. 
 
 
78 
Camila Martins 
2018.2 
Pinos com fibra de vidro é necessário fazer o desgaste com uso de brocas ou com ultrassom. 
Por tração: Maior risco de fratura do dente 
Ultrassom: Mais utilizado. 
 
Por ultrassom: 
 Desgastar em torno do pino com broca 
 Aplicar o ultrassom 
Quando temos um pino rosqueável pode desrosquear no sentido anti-horário e também pode 
aplicar vibração ultrassônica. 
O ultrassom gera calor, deve ter refrigeração para não causar lesões em tecido mole. 
 
 
79 
Camila Martins 
2018.2 
 Manual 
 Microscópio e ultrassom (micro-sonic) 
Cones de prata: 
 Falta de adaptação 
 Corrosão 
 Pinça de Stieglitz 
 Tracionamento com Hedstroen 
Instrumentos fraturados: 
Técnica com super bonder: Pode ajudar na remoção desses instrumentos fraturados, é 
aplicado com o auxílio de uma cânula. 
Técnica manual: 
 Limas tipo Kerr 
 Limas tipo Hedstroen 
Limas tipo C: 
 C Pilot 
 C-Plus 
 Hi-5 
Técnica manual-mecânica 
 Instrumentos rotatórios 
 Brocas de Gates Glidden – trabalhar só na porção reta do canal. 
Terço apical: remoção da guta-percha com limas. 
 
 
 
 
 
80 
Camila Martins 
2018.2 
Uso de solventes: 
→ Eucaliptol e Óleo de Laranja 
 Dissolver Guta-percha 
 Associado ao uso de limas 
 Deve respeitar a configuração do canal 
 Evitar degrau, transporte do forame ou perfurações 
Cuidado: Pode ocorrer extravasamento apical 
 Pequena quantidade, de 2 a 3 gotas 
 Gotejar com seringa ou pinça 
É necessário que o cimento residual seja eliminado das paredes do canal, pois bactérias podem 
alojar-se na sua interface. 
Utilização de solventes é em último caso. 
Estabelecer novo CT e novo diâmetro anatômico 
 Limpeza e ampliação de toda extensão do canal radicular 
 >95% redução microbiana apenas com preparo químico-mecânico 
Quando tiver um núcleo muito grande com chance de fratura, não é indicado retratamento. 
Exodontia pós-tratamento endodôntico: 
Vire et al., 1991: 
 Fracassos de origem protética: 59,4% 
 Fracassos de origem periodontal: 32% 
 Fracassos de origem endodôntica: 8,6% 
 
 
 
81 
Camila Martins 
2018.2 
Inspeção clínica: é limitada 
 Coroa dentária 
 Anatomia oclusal/cárie 
 Tecido mole adjacente 
Exame radiográfico 
 Câmara pulpar 
 Canal radicular 
 Tecido periapical adjacente 
A endodontia é uma especialidade que depende da radiografia. 
Utiliza-se as radiografias: 
 Diagnóstico 
 Durante o tratamento 
 Proservação 
Requisitos: 
 Radiografia de boa qualidade 
 Conhecimento das estruturas anatômicas nobres e das patologias 
 Conhecimento das técnicas radiográficas 
 Radiografia com filme convencional 
 Radiografia digital 
 Método mais utilizado 
 Requer espaço para armazenamento 
 Mais demorado devido ao processamento 
 Processamento em caixas de revelação ou câmara escura 
 Técnica de processamento influencia na imagem final 
 A temperatura da solução e do ambiente pode alterar o tempo de processamento 
 
 
 
 
82 
Camila Martins 
2018.2 
 
 Uso de sensor digital intra-oral 
 Sensor do Rx é conectado ao computador 
 Placas de fósforo 
 Muito utilizada em endodontia 
 Uso limitado: alto custo 
Vantagens: 
 Obtenção imediata da imagem 
 Eliminação das películas e do processamento da radiografia 
 Redução do espaço físico para armazenamento de imagens 
 Redução da dose de Rx 
 
 
 
 
Radiografia oclusal: 
 Delimitação de grandes áreas patológicas 
 Localização radiográfica 
 Pesquisa de cálculos salivares 
Radiografia interproximal 
 Localização de nódulos pulpares 
 Relação entre teto e o assoalho da câmara pulpar 
 Perfuração do assoalho da câmara pulpar 
Radiografia periapical 
 Permite avaliar a relação do dente com o tecido periapical 
 Mais usada em endodontia 
 Diagnóstico, planejamento 
 Durante o tratamento endodôntico 
 Proservação 
Revelador 
(1 min) 
Água 
(20 seg) 
Fixador 
(5 a 10min) 
Lavagem 
em água 
corrente 
Extra-bucais 
 Panorâmica 
 Póstero-anterior 
 Lateral 
 
Intra-bucais 
 Oclusal 
 Interproximal 
 Periapical 
 
 
 
83 
Camila Martins 
2018.2 
Limitações: 
 Imagem bidimensional 
 Projeção de sombra/imagens 
 Identificação de alterações patológicas na região periapical 
 Identificação das estruturas anatômicas nobres 
 Relação da cavidade pulpar com extensão da cárie ou restauração 
 Relação teto-assoalho da câmara pulpar 
 Número de raízes e canais 
 Presença de pinos 
 Presença de curvatura e variações anatômicas 
 Presença de nódulos e calcificações pulpares 
 Fraturas radiculares 
 Rastreamento de fístulas 
 Odontometria 
 Após a inserção de medicamento intracanal 
o Casos de traumatismo 
o Presença de lesão periapical extensa 
 Seleção do cone principal: limite apical de obturação 
 Qualidade da obturação 
o Preenchimento de espaços vazios 
 Erros durante o tratamento 
o Fratura de instrumentos 
o Perfurações radiculares 
 Preparo de lesão periapical 
1. Inicial 
2. Comprimento de trabalho 
3. Seleção do cone principal 
4. Qualidade da obturação – feita após a condensação lateral 
5. Final 
 
 
84 
Camila Martins 
2018.2 
Técnica do Paralelismo 
 Objeto a ser radiografado e o filme devem estar paralelos entre si, por meio de um 
posicionador 
 Produz imagens com medidas mais próximas do objeto real 
 Uso de posicionadores que irão orientar a posição do cilindro do aparelho de Rx 
 Minimiza as distorções de forma e ampliação da imagem 
 
Técnica da Bissetriz 
O feixe central de raios x deve ser dirigido ao “meio” do dente, e perpendicular à bissetriz do 
ângulo formado entre o plano do longo eixo do dente e o plano do filme. 
Posicionamento na técnica da bissetriz: 
 Posição da cabeça do paciente 
 Posição do filme 
 Angulação vertical e horizontal do cilindro localizador 
 
 
 
 
 
85 
Camila Martins 
2018.2 
Variação do ângulo vertical: 
Aumento do ângulo → imagem encurtada 
Redução do ângulo → imagem alongada