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GENÉTICA 
APLICADA A 
ATIVIDADE 
MOTORA
Profª Flavia Bueno – UNIP Sorocaba
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• O diabetes mellitus é a causa mais comum de doença renal terminal em muitos
países e sua prevalência está aumentando a tal ponto que é considerada a epidemia
do século 21. Atualmente, estima-se que afete mais de 170 milhões de pessoas no
mundo.
• O diabetes tipo 1 (DM1) e o diabetes tipo 2 (DM2) são doenças complexas,
determinadas por múltiplos fatores genéticos e ambientais, cujo resultado final é o
aparecimento da hiperglicemia e, com ela, o risco de desenvolver complicações
microvasculares e macrovasculares crônicas que condicionam o prognóstico dos
pacientes. Tanto no DM1 quanto no DM2, existem vários genes envolvidos na
patogênese da doença (diabetes poligênica).
• FONTE: J.C.. Wiebe; DA MANHÃ. Wägner, F.J.. Novoa Mogollón. Genética do diabetes mellitus. Nefrogenética, Vol. 2. Nº 1., 
maio de 2011, Páginas 1-119
https://revistanefrologia.com/es-vol-2-num-1-sumario-X2013757511X00209
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• O diabetes monogênico é um conjunto heterogêneo de doenças que têm em comum
a presença de hiperglicemia. São muito mais raros do que o DM1 e o DM2 e
caracterizam-se por um defeito genético específico que causa a doença e, por
vezes, condiciona uma resposta excecional a um determinado tratamento.
• Clinicamente, o diabetes monogênico apresenta graus variados de hiperglicemia
crônica e abrange um amplo espectro de fenótipos. Isso inclui diabetes mellitus neonatal,
também chamado de diabetes monogênico na primeira infância, diabetes de início na
idade adulta (MODY), síndromes associadas a extrema resistência à insulina e outras
síndromes raras nas quais o diabetes é uma de uma série de manifestações, como a
síndrome de Wolcott-Rallison ou a síndrome de Wolfram 1.
• FONTE: J.C.. Wiebe; DA MANHÃ. Wägner, F.J.. Novoa Mogollón. Genética do diabetes mellitus. Nefrogenética, Vol. 2. Nº 1., 
maio de 2011, Páginas 1-119
https://revistanefrologia.com/es-vol-2-num-1-sumario-X2013757511X00209
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• CONCEITOS CHAVES
• 1. As formas monogênicas de diabetes são raras, mas clinicamente muito relevantes, não apenas
pelo conhecimento que forneceram sobre a fisiologia da secreção de insulina, mas também pelas
repercussões terapêuticas de seu diagnóstico.
• 2. O diabetes tipo 1 e o tipo 2 são doenças poligênicas, que têm em comum a presença de
hiperglicemia.
• 3. O principal determinante genético do diabetes mellitus tipo 1 é a região do complexo principal
de histocompatibilidade, no cromossomo 6, seguida pelo INS e PTPN22. A maioria dos genes
associados a esta doença afeta a regulação da tolerância imunológica ou mecanismos
envolvidos na resposta imune.
• 4. A maioria dos mais de 20 genes associados ao diabetes mellitus tipo 2 regula a massa de
células beta e a secreção de insulina. Apenas uma pequena parte atua na obesidade (FTO) e na
resistência à insulina (PPARG).
• FONTE: J.C.. Wiebe; DA MANHÃ. Wägner, F.J.. Novoa Mogollón. Genética do diabetes mellitus. Nefrogenética, Vol. 2. Nº 1., 
maio de 2011, Páginas 1-119
https://revistanefrologia.com/es-vol-2-num-1-sumario-X2013757511X00209
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• DIABETES MELLITUS TIPO 2 (DM2) é uma síndrome heterogênea que resulta de 
defeitos da secreção e da ação da insulina (1). Fatores genéticos e fatores ambientais 
estão envolvidos na patogênese do DM2 interferindo em ambos estes mecanismos (2,3). 
• O DM2 é composto de inúmeros subtipos. Na formas tardias existe uma clara interação 
dos fatores ambientais e genéticos. O estilo de vida sedentário e a alimentação 
desbalanceada, associados ao excesso de peso, são indispensáveis para o 
desenvolvimento destas formas mais comuns de DM2. Isto fica evidente quando 
observamos os estudos realizados entre os japoneses, população com baixa 
prevalência da doença, que demonstraram um aumento significativo do número de 
indivíduos afetados nas famílias que adotaram o estilo de vida ocidental após a 
migração para países do ocidente (6). 
• FONTE: Reis, A. F.; Velho, G. Bases Genéticas do Diabetes Mellitus Tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab 46 
(4) • Ago 2002. 
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• O impacto das complicações microvasculares e macrovasculares na morbidade,
mortalidade e qualidade de vida tornam o diabetes mellitus um dos principais
problemas sociais e de saúde no mundo atual. As mudanças no estilo de vida, com
predomínio de sedentarismo e alta ingestão calórica, estão alterando a incidência e
a prevalência do diabetes mellitus, independentemente da localização geográfica.
Estima-se que nas próximas 2 décadas, a prevalência de diabetes nos países
desenvolvidos pode aumentar de 6 a 10% hoje para mais de 20% em muitas regiões. E
essas projeções afetam especificamente o diabetes tipo 2, que representa 90% de todos
os casos de diabetes. Os mecanismos etiopatogênicos do diabetes tipo 2 giram em torno
da combinação de uma disfunção das células beta do pâncreas e do estado de resistência
à insulina.
• FONTE: MONTERO, A. C.. Epidemiologia, Genética e Mecanismos Patogenéticos do Diabetes Mellitus: Epidemiologia, 
Genética e Mecanismos Patogenéticos. Revista Espanhola de Suplementos de Cardiologia, Volume 7, Edição 8, 2007, Páginas 
3H-11H
https://www.sciencedirect.com/journal/revista-espanola-de-cardiologia-suplementos
https://www.sciencedirect.com/journal/revista-espanola-de-cardiologia-suplementos/vol/7/issue/8
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES1. Genes Associados ao Diabetes Tipo 1
O diabetes tipo 1 tem um forte componente autoimune e genético. Os principais genes candidatos incluem:
a) Genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (HLA)
•HLA-DR3 e HLA-DR4: Alelos do sistema HLA (do locus HLA-DQ e HLA-DR) são os principais determinantes genéticos do risco de diabetes tipo 1.
•HLA-DQB1 e HLA-DQA1: Variantes desses genes modulam a resposta autoimune contra as células beta pancreáticas.
b) INS (Gene da Insulina)
•Localizado no cromossomo 11p15.5, regula a produção de insulina.
•Polimorfismos na região promotora do gene INS podem aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 1 ao afetar a tolerância imunológica à 
insulina.
c) PTPN22 (Gene da Proteína Tirosina Fosfatase N22)
•Localizado no cromossomo 1p13, está associado à regulação da ativação de células do sistema imune.
•Variantes desse gene aumentam a susceptibilidade a doenças autoimunes, incluindo o diabetes tipo 1.
d) IL2RA (Receptor da Interleucina-2)
•Envolvido na regulação de células T, está associado ao risco aumentado de diabetes tipo 1 devido ao seu papel na resposta autoimune.
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES2. Genes Associados ao Diabetes Tipo 2
O diabetes tipo 2 tem um forte componente poligênico, e múltiplos genes estão envolvidos na resistência à insulina e na disfunção das células 
beta pancreáticas. Alguns dos principais genes candidatos incluem:
a) TCF7L2 (Fator de Transcrição 7-Like 2)
• Localizado no cromossomo 10q25.2-q25.3, é o gene mais fortemente associado ao risco de diabetes tipo 2. Regula a secreção de insulina e a 
diferenciação das células beta pancreáticas.
b) PPARG (Receptor Ativado por Proliferador de Peroxissoma Gama)
• Localizado no cromossomo 3p25, influencia a diferenciação de adipócitos e a sensibilidade à insulina. A variante Pro12Ala do gene PPARG está 
associada ao risco aumentado de diabetes tipo 2.
c) KCNJ11 (Canal de Potássio ATP-sensível)
• Localizado no cromossomo 11p15.1, codifica uma subunidade do canal de potássio presente nas células beta pancreáticas. A mutação E23K está 
associada à secreção deficiente de insulina.
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETESd) FTO (Gene da Obesidade)
 Localizado no cromossomo 16q12.2, está envolvido no controle da adiposidade e no metabolismo energético. Polimorfismos nesse gene 
estão associados ao aumento do IMC e ao risco de diabetes tipo 2.
e)SLC30A8 (Transportador de Zinco das Células Beta)
 Localizado no cromossomo 8q24, influencia a secreção de insulina ao regular o transporte de zinco para grânulos secretores no pâncreas.
f) GCK (Glucocinase)
 Localizado no cromossomo 7p15-p13, regula a taxa de glicólise nas células beta pancreáticas. Mutações nesse gene podem levar a uma 
forma monogênica de diabetes, como o MODY2.
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA E 
DIABETES• 3. Genes Associados ao Diabetes Monogênico (MODY e Neonatal)
O diabetes monogênico resulta de mutações em um único gene. Os principais genes incluem:
a) HNF1A (Fator Nuclear Hepático 1 Alfa) → Associado ao MODY3, afeta a função das células beta.
b) HNF4A (Fator Nuclear Hepático 4 Alfa) → Associado ao MODY1, afeta a secreção de insulina.
c) GCK (Glucocinase)→ Associado ao MODY2, regula a captação de glicose pelas células beta.
d) KCNJ11 e ABCC8 → Associados ao diabetes neonatal, afetam a função do canal de potássio ATP-dependente no pâncreas.
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA, DIABETES E EXERCÍCIO FÍSICO
• Diabetes Tipo 1
• A prática de exercícios físicos no diabetes tipo 1 deve ser cuidadosamente planejada, pois pode influenciar os níveis de glicose no sangue. O exercício 
pode aumentar a sensibilidade à insulina e reduzir a necessidade de insulina exógena, mas também pode causar hipoglicemia se não for bem 
controlado (scielo.br).
• Diabetes Tipo 2
• Fatores ambientais e de estilo de vida, como obesidade, sedentarismo e dieta inadequada, interagem com a predisposição genética, aumentando o 
risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2.
• Diferente do tipo 1, o diabetes tipo 2 pode ser prevenido e até revertido em estágios iniciais com mudanças no estilo de vida. O exercício físico é um 
fator essencial na prevenção e no controle da doença, pois melhora a sensibilidade à insulina e reduz os níveis de glicose no sangue. Práticas como 
musculação e atividades aeróbicas auxiliam na redução da resistência à insulina e no controle do peso corporal (scielo.br).
RELAÇÃO ENTRE HERANÇA GENÉTICA, DIABETES E EXERCÍCIO FÍSICO
• Pesquisas sugerem que a prática regular de exercício físico pode influenciar a expressão de genes relacionados à sensibilidade à 
insulina e ao metabolismo da glicose. A epigenética, que estuda as mudanças na expressão genética sem alterar o DNA, mostra que o 
exercício pode ativar genes protetores contra o diabetes e reduzir a atividade de genes associados à resistência à insulina
(draanaluizacardoso.com.br).
• Embora a predisposição genética seja um fator importante no desenvolvimento do diabetes, especialmente nas formas tipo 2 e 
monogênicas, fatores ambientais e de estilo de vida desempenham um papel crucial na manifestação da doença. A prática regular
de exercício físico não apenas melhora o controle glicêmico, mas também pode modular a expressão genética da doença, 
reforçando a importância de hábitos saudáveis na prevenção e no tratamento do diabetes.
DIABETES 
E 
EXERCÍCIO
FÍSICO
https://www.youtube.co
m/watch?v=Z4W7JfQJQ
AM
https://www.youtube.com/watch?v=Z4W7JfQJQAM
• SAIBA MAIS SOBRE RELAÇÃO ENTRE 
HERANÇA GENÉTICA E DIABETES
• Genética do Diabetes Mellitus | Nefrologia
• SciELO Brasil - Bases Genéticas do Diabetes Mellitus Tipo 2 
Bases Genéticas do Diabetes Mellitus Tipo 2
• Epidemiologia, Genética e Mecanismos Patogênicos do 
Diabetes Mellitus - ScienceDirect
https://www.youtube.com/watch?v=Mf47u0uIsjg&list=PL5LrWf64VhIM8wXeqXDXrFBUf6afKJ4VX&index=2
https://revistanefrologia.com/es-genetica-diabetes-mellitus-articulo-X2013757511002452
https://www.scielo.br/j/abem/a/mW3n348zKRf3Csmtb88xkGm/?lang=pt
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1131358707752688

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