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Concurseiro Social - Apostila Completa de Direito Previdenciário

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maternidade 
e contra as conseqüências da doença, da velhice, da invalidez e da morte”; XVII “obrigatoriedade da instituição do 
seguro pelo empregador contra os acidentes de trabalho”. 
CONSTITUIÇÃO DE 1967 
- Trouxe como inovação a precedência do custeio em relação à criação de novos benefícios. 
- O seguro de acidente do trabalho foi integrado ao sistema previdenciário, pela Lei 5.316/1967. 
CONSTITUIÇÃO DE 1988 
- A Seguridade Social foi finalmente positivada na Carta Magna, no Título VIII – Da Ordem Social. 
 
4. Fases do Desenvolvimento da Legislação Previdenciária no Brasil: 
 
 Implantação (1923 – 1933): Adota-se a edição da Lei Eloy Chaves, DL 4.682, de 
24 de janeiro de 1923, como marco inicial da Previdência no Brasil. Originariamente, só abrangia a 
classe ferroviária, até o advento do DL 5.109/1926, que estendeu os benefícios da Lei Eloy 
Chaves aos empregados portuários e marítimos. Após, novos instrumentos normativos foram 
introduzidos, incorporando outras categorias profissionais, como empregados de redes de água, 
luz, telefonia, etc. Todo o sistema era restrito por empresas. 
 
 Expansão (1933 – 1960): Abandono da estruturação por empresas, passando o 
sistema a ser constituído por categoria profissional. O Decreto 22.872/1933 criou o IAPM 
(Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos). Em seguida, novos Institutos foram 
criados, tais como o IAPC e o IAPI. 
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 Unificação (1960 – 1977): Como cada categoria era abrangida por um Instituto 
específico, houve uma profusão de normas, o que gerou a necessidade de unificação de sistemas, 
para a realização uma fiscalização adequada. Assim, a unificação se fez a partir da edição do 
Decreto 49.959/1960 (Lei Orgânica da Previdência Social – LOPS). Fato contínuo, o sistema 
submeteu-se à gerência de um único órgão: O INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), 
criado pelo Decreto 72/1966. 
 
 Reestruturação (1977 – 1988): A partir da criação do INPS, observou-se o 
gigantismo do sistema, motivo pelo qual surgiu a necessidade de reestruturá-lo. Para tanto, criou-
se o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (SINPAS), pela Lei 6.439/1977, o qual 
se destinava a integrar atividades da Previdência Social, de assistência médica, de Assistência 
Social e de gestão administrativa, financeira e patrimonial, entre as entidades vinculadas ao 
Ministério da Previdência e Assistência Social. 
 
ESTRUTURA DO SINPAS 
IAPAS Arrecadar, fiscalizar e normatizar contribuições previdenciárias. 
INPS Pagar benefícios. 
INAMPS Promover a saúde. 
DATAPREV Processar os dados da Previdência Social. 
FUNABEM Amparar o menor carente. 
LBA Amparar deficientes e pessoas carentes. 
CEME Produzir medicamentos. 
 
 Seguridade Social (1988 - ): Com o advento da Constituição de 1988, foi 
introduzido um novo sistema, o da Seguridade Social, composta da Saúde, da Assistência Social e 
da Previdência Social, motivo pelo qual o gerenciamento foi reestruturado. Em princípio, as 
funções do IAPAS e do INPS foram delegadas a um novo órgão, denominado INSS (Instituto 
Nacional do Seguro Social), criado pelo Decreto 99.350/90. Em seguida, nova reestruturação foi 
realizada. 
 
 Atualmente, o sistema encontra-se assim disposto: A competência para pagar 
benefícios é do INSS. A arrecadação e fiscalização das contribuições é função da Receita 
Federal do Brasil (desde março de 2007, quando houve a fusão da Secretaria da Receita Federal 
com a Secretaria da Receita Previdenciária, com a Lei 11.457/2007). A Saúde foi transferida ao 
Ministério da Saúde, e regulamentada pela Lei 8.080/1990. O DATAPREV foi mantido. A CEME 
foi extinta. A Ação Social, no governo Collor, abrangeu a FUNABEM e a LBA, sendo que, em 1998, 
foi transferida ao Ministério da Previdência e da Assistência Social; em maio de 2003, os 
Ministérios foram desmembrados, sendo que o Ministério da Assistência Social hoje é 
denominado Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 
 
5. Princípios Constitucionais da Seguridade Social: 
 
 Princípios jurídicos são o alicerce do ordenamento jurídico. Segundo Roque 
Antônio Carraza (In. Curso de Direito Constitucional Tributário), “princípio jurídico é um 
enunciado lógico, implícito ou explícito, que, por sua grande generalidade, ocupa posição de 
preeminência nos vastos quadrantes do Direito e, por isto mesmo, de modo inexorável, o 
entendimento e a aplicação das normas jurídicas que com ele se conectam”. 
 
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PRINCÍPIOS GERAIS DA SEGURIDADE SOCIAL
 
 Princípio da Igualdade (Art. 5º, caput e inciso I, da Constituição
Dispõe o caput do Art. 5º da Constituição Federal, que 
distinção de qualquer natureza (...). Assim, todos os cidadãos têm o direito a tratamento idêntico 
pela lei, com base nos critérios definidos pelo 
sociedade marcada pelas diferenças, a única forma de atingir o ideal de igualdade é tratando os 
desiguais na medida de suas desigualdades. No âmbito da Previdência Social, tal fato não se faz 
diferente. Assim, temos como exemplo a diferenciação dos critérios para concessão de 
aposentadoria por tempo de serviço para homens e mulheres, apesar da disposição do inciso I, do 
art. 5º, da Constituição Federal (35/30), a aposentadoria especial (15/20/25), a aposentadoria
dos professores (-5), a aposentadoria rural (
 
 
 Princípio da Legalidade (Art.
princípio que expressa o espírito de um Estado Democrático de Direito. Ninguém é será obrigado 
a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Este princípio vincula os atos da 
Administração Pública, destarte, por exemplo, só haverá a obrigação de pagar benefícios 
previdenciários em caso de previsão legal. Do contrário, a mera vontade de um agente não 
consubstancia razão para a concessão de qualquer benefício.
 
 
 Princípio do Direito Adquirido: 
Direito Civil), “é adquirido um direito que é conseqüência de um fato idôneo a produzi
virtude de lei vigente ao tempo em que se efetuou, embora a ocasião de fazê
tenha apresentado antes da atuação da lei nova, e que, sob o império da lei então vigente, 
integrou-se imediatamente ao patrimônio de seu titular”. No Direito Previdenciário, pode
resumir a questão do direito adquirido da seguinte forma: Haverá direito adquirido toda a vez em 
que um segurado, sob a vigência de uma determinada lei, cumprir
concessão de determinado benefício. 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DA SEGURIDADE SOCIAL 
 
Princípio da Igualdade (Art. 5º, caput e inciso I, da Constituição
Dispõe o caput do Art. 5º da Constituição Federal, que todos são iguais perante a lei, sem 
distinção de qualquer natureza (...). Assim, todos os cidadãos têm o direito a tratamento idêntico 
pela lei, com base nos critérios definidos pelo ordenamento jurídico pátrio. Contudo, em uma 
sociedade marcada pelas diferenças, a única forma de atingir o ideal de igualdade é tratando os 
desiguais na medida de suas desigualdades. No âmbito da Previdência Social, tal fato não se faz 
emos como exemplo a diferenciação dos critérios para concessão de 
aposentadoria por tempo de serviço para homens e mulheres, apesar da disposição do inciso I, do 
art. 5º, da Constituição Federal (35/30), a aposentadoria especial (15/20/25), a aposentadoria
5), a aposentadoria rural (-5), etc. 
Princípio da Legalidade (Art. 5º, II, da Constituição Federal): 
princípio que expressa o espírito de um Estado Democrático de Direito. Ninguém é será obrigado 
r alguma coisa senão em virtude de lei. Este princípio vincula os atos da 
Administração Pública, destarte, por exemplo, só haverá a obrigação de pagar benefícios 
previdenciários em caso de previsão legal. Do contrário, a mera vontade de um agente não 
bstancia razão para a concessão de qualquer benefício. 
Princípio do Direito Adquirido: Segundo