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Cardiopatias Congênitas Acianoticas Comunicação Interatrial (CIA) e Comunicação Interventricular (CIV) Douglas Pecazevicz Inaê Claudino Bochoski Julia PedlowskiThomaz Maria Tagliarine Silva dos Santos Definição CardiopatiasCongênitas • Cardiopatia congênita anormalidade na estrutura é qualquer ou função do coração que surge nas primeiras 8 semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estruturacardíaca. • As cardiopatias congênitas são dividas em cianóticas e acianóticas. Cardiopatias CongênitasAcianóticas • São um grupo de doenças cardíacas nas quais o sangue oxigenado mistura-se, no coração, com o sangue pouco oxigenado. Porém essa mistura não é suficiente para causar cianose. • Provoca alterações que nem sempre provocam repercussões tão graves no funcionamento cardíaco, e a quantidade e intensidade dos sintomas depende das gravidade dodefeito cardíaco. Diagnósticos Antes donascimento Ultrassonografia fetal (translucência nucal) 01 Ecocardiograma fetal 02 04 Depois donascimento Exame físico criterioso 05 Rastreamento Ultrassonográfico 03 Ecocardiograma do recém-nascido. 06 Oximetria depulso Tratamentos ● Pode ser feito com o uso de medicamentos para controlar os sintomas; ● O tratamento cirúrgico cardiopatias congênitas, acianóticas ou cianóticas, das sejam visa, sempre que possível, à correção definitiva dos defeitos. 01 Comunicação interatrial (CIA) Definição deCIA A comunicação interatrial (CIA), é um defeito congênito de fechamento do septo interatrial, dessa forma possibilita a comunicação direta entre os átrios, permitindo a passagem de sangue entre eles, resultando na mistura do sangue no sentido da esquerda para direita, isto é quando o sangue venoso recebe sangue arterializado. Esse fenômeno é chamado de shunt esquerda-direita. Classifcação OstiumPrimum Localizado margem anteriorinferior da fossa oval e as valvas atrioventriculares; Corresponde a 12 a15% Ostiumsecundum Localizado na fossa oval; Forma mais comum (60 a 70%) Seio coronariano Forma mais rara; Resultantes da deficiência parcial ou completa do tecido que separa o seio coronariano do átrio esquerdo 01 02 03 04 SeioVenoso Seio venoso superior localizado na junção da veia cava superior; Seio venoso inferior localizado acima da junção da veia cava inferior com o átrio direito; 5%a10%; Fisiopatologia A resistência vascular pulmonar é alta e o ventrículo direito ainda pouco complacente, o fluxo pela CIA é mínimo. Com a queda da RVP (resistência vascular pulmonar) surge o shunt esquerda-direita. Alguns fatores que influenciam a magnitude do shunt são: o tamanho da CIA, a relação resistência pulmonar/sistêmica, maior distensibilidade do ventrículo direito e existência de doença obstrutiva na via de saída do VE. Sintomatologia cansaço às infecções CRIANÇAS Maioria assintomáticos na infância; Sinais de hiperfluxo pulmonar: mamadas, tosse irritativa, e pulmonares de repetição. ADULTOS Pacientes esforços, com CIA grande: palpitações, cansaço aos eventualmente, manifestações de tromboembolismo e aumento da pressão arterial pulmonar. Tratamento • CIA pequena sem sobrecarga do VD e na avaliação Qp:Qs menor que 1,5, é indicado acompanhamento clinico; • O fechamento da CIA é indicado na presença de dilatação das cavidades direitas e com shunt esquerda direita significativo (Qp:Qs>1,5); • Cateterismo cardíaco é indicado na investigação hipertensão pulmonar, contribui para o fechamento das comunicações interatriais a partir da utilização de dispositivos oclusivos implantados por via percutânea; Comunicação Interventricular (CIV) 02 O termo comunicação interventricular (CIV), considerada como lesão isolada, caracteriza-se na descontinuidade do septo que divide os ventrículos direito (VD) e esquerdo (VE), em um coração com conexão atrioventricular e ventriculoarterial concordante, onde as câmaras cardíacas e artérias ocupam um posicionamento habitual. Definição deCIV Classificação Perimembranosa • Mais frequente • Localizada atrás do folheto septal da valva tricúspide • Abaixo davalva aórtica Muscular • Margeada por um músculo • Se localiza em qualquer porção do septo muscular 01 02 03 Subarterial • Situada no septo de saída • Margeada pela continuidade fibrosa das valvas aórtica e pulmonar Fisiopatologia A CIV favorece a ocorrência de um shunt entre a circulação esquerda (sistêmica) e a direita (pulmonar). A magnitude do shunt interventricular é dependente da dimensão, localização e do número de defeitos (comunicações múltiplas). Sintomatologia Tratamento • Assintomáticos = acompanhamentoe profilaxia paraendocardite • CIV moderada =Medicamentos • Pacientes maiores assintomáticos ou não, com a evidência de sobrecarga de volume das câmaras esquerdas, sem sinais de doenças vasculares pulmonares severas, apresentam indicação do fechamento do defeito. Tratamento Fisioterapeutico • Desobstrução das viasaéreas • Aumento do fluxo expiratório, • Hiperinsuflação manual, • Percussão torácica e a • Combinação com as técnicas de fisiot erapia respiratória. • Diálogo com os pais ouresponsáveis Referências ● CARVALHO, Antonio Carlos. Cardiologia Pediátrica - Abordagem para Cardiologistas e Pediatras. Editora Atheneu 550. ISBN 9788538805625. ● LINO, Maria Eduarda Moreira et al. ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA CARDIOPATIA CONGÊNITA PEDIÁTRICA: REVISÃO DE LITERATURA. Anais da Mostra Acadêmica do Curso de Fisioterapia, v. 8, n. 1,p. 11-22,2020. ● SERRANO JR., C.V. Tratado de cardiologia SOCESP. 2.ed. São Paulo: Manole, 2009. ● ABUD, Kelly Cristina O. ● Cardiopatias congênitas. In:SARMENTO, George Jerre Vieira. Fisioterapia respiratória em pediatria e neonatologia. 2.ed., rev. e ampl. Barueri: Manole, 2011.Cap. 15,p. 166-167. ● SOUSA, Aldalea Ribeiro. Cardiopatias acianóticas com hiperfluxo pulmonar. 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