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UNOPAR ENGENHARIA CIVIL ROMÁRIO ALVES FEITOSA AULA PRÁTICA FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL MONTES CLAROS – MG 2025 PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DE ENERGIA 1. Velocidade Linear (m/s) Cilindro OCO Cilindro Maciço Descida 1 0,9259 1,0869 Descida 2 0,9433 1,0416 Descida 3 0,9090 0,9803 Média 0,9259 1,0416 2. Especificações Cilindro Oco Cilindro Maciço Massa – m (g) 110 300 Diâmetro interno – di(mm) 40 - Diâmetro externo – de(mm) 50 50 Densidade do aço 7,86 7,86 Grandezas Cilindro Oco Cilindro Maciço Momento de inércia – I (kg.m2) 0,0002255 0,000375 Velocidade linear média – V (m/s) 0,9259 1,0416 Velocidade angular – ω (rad/s) 18,518 20,832 Energia cinética de translação - Kt (J = kg m2/s2) 0,0471 0,1626 Energia cinética de rotação – Kr (J = kg m2/s2) 0,0387 0,0815 Energia cinética total – K (J = kg m2/s2) 0,0858 0,2441 Energia potencial gravitacional – U (J = kg m2/s2) 0,0647 0,1764 Erro relativo percentual em relação à energia inicial do cilindro – ER% (%) -32,65 -38,39 3. É certo afirmar que a energia potencial gravitacional é igual à soma das energias cinéticas de translação e rotação? Por quê? Resposta: Em teoria, sim, se não houver perdas de energia, a energia potencial gravitacional (U) de um corpo ao ser solto deve se converter totalmente em energia cinética total (K), que é a soma da: · Energia cinética de translação (Kt): movimento do centro de massa. · Energia cinética de rotação (Kr): rotação em torno do eixo. Ou seja: U= Kt + Kr = K Porém, na prática, isso nem sempre acontece. No experimento, os valores de KK foram maiores que os valores medidos de UU, o que não é fisicamente coerente. Isso mostra que houve erros de medição (provavelmente na velocidade), e/ou o valor real da altura usada para U não foi bem definido. 4. Calcule o erro relativo entre a energia no topo e a energia quando passa pelo sensor. Caso o erro seja maior que zero, qual seria o motivo? Resposta: Esse erro já foi calculado: Cilindro UU (J) KK (J) Erro Relativo (%) Oco 0,0647 0,0858 -32,65% Maciço 0,1764 0,2441 -38,39% O erro foi negativo, ou seja, a energia cinética foi maior que a energia potencial — isso não é fisicamente possível, o que indica erros experimentais. Motivos possíveis para isso: · Erro na medição da velocidade linear (superestimada). · Erro na altura medida (subestimada). · Aproximações inadequadas no cálculo do momento de inércia. · Atraso ou ruído nos sensores. 5. Como você definiria a conservação da energia em termos das energias envolvidas neste experimento? Resposta: A conservação da energia afirma que a energia total de um sistema isolado permanece constante, ou seja, a energia não se perde nem se cria, apenas se transforma. No experimento: · Ao ser solto, o corpo tem energia potencial gravitacional (U). · Ao descer, essa energia é transformada em: · Energia cinética de translação (Kt) · Energia cinética de rotação (Kr) · (e uma parte pode ser perdida em atrito, ruídos, aquecimento, etc.) Assim, o esperado seria: Portanto, se as perdas forem pequenas, U ≈ KU. Se não forem, K U, o que viola a conservação da energia, indicando erro experimental e não uma falha na teoria da conservação da energia. Anexos ESTÁTICA Avaliação dos Resultados Experimento Distância do contrapeso (cm) Massa do corpo (g) Peso 1 10,2 151,72 Peso 2 8,7 100,00 Peso 3 7,9 72,41 Peso 4 7,3 51,72 1. Utilizando as equações dispostas no resumo teórico, calcule a massa do corpo rígido posicionado na balança. Para o primeiro experimento, com contrapeso a 10,2 cm do pivô, temos: · Massa do contrapeso mc= 500; · Distância do prato ao pivô d1=14,5 cm; · Distância do contrapeso ao pivô d2=10,2 cm; · Massa do prato mp =200 g; M1 = [(mc * d2) / d1] – mp = [(500 * 10,2) / 14,5] – 200 = 151,72 g 2. Qual a relação entre o peso do corpo posicionado no prato da balança e a distância do contrapeso ao pivô? Existe uma relação inversamente proporcional entre o peso (massa) do corpo posicionado no prato e a distância do contrapeso ao pivô. Quanto maior a massa do corpo no prato, mais distante do pivô o contrapeso precisa estar para equilibrar a balança. Quanto menor a massa do corpo no prato, mais próximo do pivô o contrapeso precisa estar. Anexos HIDROSTÁTICA Avaliação dos resultados 1. Justifique a aparente diminuição ocorrida no peso do cilindro ao ser imerso na água. Quando o cilindro é imerso na água, ele sofre a ação de uma força vertical para cima chamada empuxo, causada pela diferença de pressão entre o fundo e o topo do corpo. Essa força se opõe ao peso do cilindro, fazendo com que o dinamômetro registre um valor menor do que o peso real do objeto no ar. Por isso, ocorre uma “aparente” diminuição do peso. 2. Por que, ao preencher o recipiente com água, o peso marcado pelo dinamômetro retorna exatamente ao valor do cilindro quando não estava imerso na água? Isso ocorre porque, ao preencher completamente o recipiente, o cilindro não está mais submerso na água. Ou seja, ele deixa de experimentar o empuxo, e assim, o dinamômetro volta a medir o peso real do cilindro, como acontecia no início, antes da imersão. 3. Se o volume do recipiente fosse consideravelmente maior que o do cilindro, o comportamento do dinamômetro seria igual ao da questão anterior? Explique. Sim, o comportamento do dinamômetro seria o mesmo. O empuxo depende do volume do corpo submerso, e não do volume total do recipiente. Portanto, se o cilindro for completamente retirado da água, independentemente do tamanho do recipiente, o empuxo deixará de atuar e o dinamômetro voltará a indicar o peso real do cilindro. 4. Determine o módulo da força que provocou a aparente diminuição sofrida pelo peso do corpo, denominada empuxo E. E = PCFL – PACDL; E = _____ N Onde: PCFL = Peso aparente do corpo dentro do líquido. PACDL = Peso aparente do corpo fora do líquido. E = | 0.4184 – 0.9091| E = 0.4907 N 5. Justifique o motivo pelo qual usamos a expressão “aparente diminuição sofrida pelo peso do corpo” e não “diminuição do peso do corpo”. Usamos “aparente diminuição” porque o peso real do corpo não muda, ele continua sendo o mesmo em qualquer ambiente. O que muda é a força resultante medida pelo dinamômetro devido à atuação do empuxo quando o corpo está submerso. Ou seja, a leitura do peso é reduzida, mas o corpo não perdeu massa nem gravidade; houve apenas a compensação parcial do peso pelo empuxo, o que torna a diminuição apenas aparente. Anexos DILATRÔMETRO AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS PARTE I - DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DILATAÇÃO LINEAR 1. Anote na Tabela 1 os valores obtidos durante a primeira parte do experimento. Utilize a equação 1 para calcular o coeficiente de dilatação linear α de cada material, lembrando que o comprimento inicial dos corpos de prova é L0 = 500 mm. Material T0 (°C) ∆L (mm) T (°C) ∆T (°C) α (×10⁻⁵ °C⁻¹) Cobre 25,2 0,62 98,7 73,5 1,688 Latão 25,2 0,7 98,7 73,5 1,906 Aço 25,2 0,395 98,7 73,5 1,07 2. Consulte abaixo o coeficiente linear de dilatação referenciado na literatura dos diferentes materiais e compare com os resultados calculados. Justifique eventuais diferenças. Material Coeficiente Linear de Dilatação α (×10⁻⁵ °C⁻¹) Cobre 1.7 Latão 2.0 Aço 1.2 As diferenças entre os coeficientes de dilatação linear calculados e os valores da literatura podem ter ocorrido devido a pequenas imprecisões na leitura dos instrumentos, variações na composição dos materiais utilizados, já que ligas como o aço e o latão podem ter propriedades distintas, além de fatores experimentais como distribuição desigual de temperatura e condições de montagem do equipamento. Mesmo assim, os resultados obtidos estão dentro de uma margem aceitável de erro para experimentos laboratoriais. PARTE II: VARIAÇÃO NO COMPRIMENTO FINAL DE UM TUBO METÁLICO EMFUNÇÃO DO SEU COMPRIMENTO INICIAL Claro! Aqui estão as respostas organizadas conforme a numeração das questões: 1. O gráfico de ∆L (variação do comprimento) em função de L₀ (comprimento inicial) é linear e tem como coeficiente angular aproximadamente 0,00127. 2. O coeficiente angular do gráfico representa o produto entre o coeficiente de dilatação linear (α) e a variação de temperatura (∆T), ou seja, α · ∆T. Como ∆T = 73,5 °C, podemos determinar α dividindo o coeficiente angular por ∆T: Esse valor está muito próximo do valor tabelado para o cobre. 3. A afirmação é válida. A relação direta entre ∆L e L₀, com todos os outros fatores constantes (como ∆T e o material), é comprovada tanto teoricamente pela fórmula da dilatação linear quanto experimentalmente pelo comportamento linear do gráfico. Anexos image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png