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Universidade Federal de Minas Gerais 
Instituto de Ciências Exatas – Departamento de Química 
Segurança e Técnicas Básicas de Laboratório 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 4 – Relatório I 
Cromatografia em Camada Delgada - CCD 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno(a): Marrayla Roberta Souza de Paula 
Turma: PF2 
Professor: Julio Cesar Dias Lopes 
 
 
Belo Horizonte, Minas Gerais 
2025/01 
Métodos Cromatográficos 
 A cromatografia é uma técnica baseada na purificação, separação, identificação 
ou doseamento de substâncias orgânicas e inorgânicas tendo como base a 
diferença entre as velocidades que as substâncias se movem através de um meio 
poroso, chamado de fase estacionária, quando são arrastadas por um solvente, 
chamado de fase móvel, quando este se encontra em movimento. 
 A primeira cromatografia pode ser atribuída ao bioquímico russo-italiano 
Michael Tswett, que formulou a experiência separando os componentes de 
extratos de folhas. Nesse ensaio, ele utilizou uma pequena coluna de vidro 
empacotada com carbonato de cálcio em pó (fase estacionária), no topo da qual 
foi depositada a amostra separada. 
 
A passagem de éter de petróleo (fase móvel), através da coluna levou a separação 
dos componentes em faixas coloridas. 
 Apesar deste e outros estudos anteriores, a cromatografia foi “ignorada” até 
1930, quando foi redescoberta e a partir deste ponto, diversos trabalhos na área 
possibilitaram o seu aperfeiçoamento, levando a um grande grau de sofisticação e 
a sua aplicação em muitas áreas. 
 
Cromatografia de partição em Papel 
 Esse método consiste em depositar uma pequena alíquota da solução 
contendo a mistura a ser analisada próximo à extremidade de um pequeno 
pedaço retangular de papel de filtro em contato com o solvente que se encontra 
em um recipiente fechado (câmara cromatográfica), de maneira a facilitar a 
ascensão do solvente por capilaridade. O solvente fraciona enquanto passa sobrea 
amostra, arrastando os componentes com velocidades diferentes. 
 
 
Cromatografia em Camada Delgada 
 É uma técnica que foi introduzida na década de 1930 por Stahl. Usa-se uma 
placa de vidro ou folha de plástico, revestida com uma fina camada de um 
material adsorvente (fase estacionária) que formam as cromatoplacas. 
A amostra a ser analisada deve ser aplicada em uma das extremidades da placa e 
eluida em atmosfera saturada com o solvente (fase móvel), em um recipiente 
chamado de cuba de eluição. Muitas das substâncias usadas nesse experimento 
não são coloridas, mas ainda assim podem ser visualizadas utilizando métodos e 
regentes apropriados. 
 
Após a aplicação das substâncias na cromatoplacas, poderá ser notado que irão 
interagir com a fase estacionária, e após a eluição e a revelação é possível 
observar que substâncias com polaridades diferentes interagem de modos 
diferentes com a fase estacionária. No caso da sílica, as substâncias mais polares 
ficam mais retidas do que as substâncias menos polares, já que a sílica possui 
caráter polar. 
 A cromatografia em camada delgada apresenta vantagens em relação a 
cromatografia de partição em papel, tais como nitidez, sensibilidade e rapidez. A 
CCD também permite o uso de solventes e reveladores que geralmente são 
nocivos ao papel, além de usar aquecimento até 300ºC permitindo uma melhor 
visualização das manchas. Essa técnica é comumente utilizada como um processo 
de purificação de substâncias químicas 
 
Na cromatografia de partição de papel e na CCD, pode ser desejável para 
objetivos analíticos obter os valores de “fator de retenção” Rf,* 
𝑅𝑓 =
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑜 𝑒𝑙𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒
=
𝑑1
𝑑2
 
*Quando a substância não se desloca ou se move junto com o solvente, é preciso 
mudar a fase móvel para realizar a análise. 
 
 
Cromatografia em coluna 
 É uma técnica de separação de misturas baseada na diferença de afinidade dos 
compostos por duas fases: a fase estacionária (geralmente sílica ou alumina), que 
permanece fixa dentro de uma coluna, e a fase móvel (um solvente), que passa por 
essa coluna. A eluição é feita com o propósito de se obter frações que contenham 
os compostos puros, embora possam conter misturas. Essa eluição é geralmente 
acompanhada por análise em CCD. 
 
Cromatografia em fase gasosa 
 Esta é uma técnica usada comumente utilizada para separar compostos voláteis 
em fase gasosa. A mistura gasosa é introduzida na coluna através de um injetor, 
onde é separada em função do seu tempo de retenção e da sua afinidade com o 
suporte da coluna num forno de alta temperatura. Os compostos da amostra são 
então identificados à saída da coluna através de um detetor adequado. 
 
A cromatografia gasosa é amplamente utilizada em diversas áreas, como na 
análise de alimentos, na análise ambiental e na análise de produtos farmacêuticos. 
Ela é uma ferramenta poderosa que permite a identificação e quantificação de 
compostos presentes em uma amostra, sendo essencial para o controle de 
qualidade e pesquisa científica. 
 
 
 
 
 
 
Cromatografia em camada delgada – CCD 
Parte Experimental 
Materiais 
Béquer de 50mL, tubos capilares, placas cromatográficas previamente preparadas, 
cubas de vidro, vidros de “penicilina”, iodo sólido, papel de filtro, espátula. 
Reagentes 
Tolueno, benzidrol, benzofenona, acetona. 
Procedimentos 
1. Transferir uma pequena quantidade da substância A (pontinha de espátula) 
para um béquer ou vidro de “penicilina” e adicionar três gotas de acetona 
para dissolver a substância, 
2. Aplicar a solução cuidadosamente usando um tubo capilar, a 1,0-1,5cm de 
distância da extremidade inferior da placa. 
Ao fazer a aplicação, cuidar que, na transferência do líquido, o capilar 
toque apenas levemente o adsorvente. Ele deve ficar o mais vertical o 
possível e a mancha não deve ultrapassar um diâmetro de 5mm. Fazer a 
aplicação levando em conta que uma outra amostra será aplicada na 
mesma placa (aplique cerca de 1cm da borda lateral). Reabastecer o capilar 
e fazer uma segunda aplicação no mesmo ponto. 
3. Pegar um segundo frasco e, de modo semelhante dissolver a pequena 
quantidade da substância B em uma pequena quantidade de acetona. 
Aplicar a nova solução num ponto próximo a outra borda lateral(1cm) e de 
modo que os dois pontos de aplicação fiquem afastados. 
4. Verificar se o solvente a ser usado na eluição se encontra em cuba já 
preparada. Caso a cuba esteja seca, adicionar solvente de modo a não 
atingir mais que 1cm de altura. A presença de um pedaço de papel filtro 
permite saturar de vapor a cuba. 
5. Introduzir a placa na cuba de eluição, tampar e proceder a eluição da placa 
com tolueno. Deixar que o solvente suba até atingir uma altura 
correspondente a cerca de 1cm abaixo da extremidade superior da placa. 
6. Remover a placa para o exterior e marcar, imediatamente, com auxílio de 
lapiseira ou outro material fino, a posição atingida pelo eluente (frente do 
eluente). Esperar até a total evaporação do solvente (5-10 minutos na 
capela) e então introduzir a placa numa cuba reveladora contendo iodo. 
Aguardar até a complexação do iodo para a visualização das manchas. 
Remover a placa, contornar as manchas com lapiseira e medir as distâncias 
entre o ponto de aplicação a amostra e a frente do eluente, bem como o 
ponto de aplicação e o centro de cada uma das manchas para o cálculo 
dos Rf’s. 
7. Associar as manchas ao benzidrol e a benzofenona, em função da 
polaridade. 
8. Desprezar o adsorvente no descarte, os capilares em local indicado e lavar 
o material utilizado. 
Resultados e conclusões 
Procedimentos 
 A substância A, equivalente a uma pequena medida da espátula, foi 
transferida para o vidro de "penicilina" e 3 gotas de acetona foram adicionadas 
para dissolver a substância. A solução foi aplicadana borda lateral da placa, que 
havia sido previamente identificada como a que foi usada na primeira fase do 
experimento. Foi reabastecido o capilar e feita uma nova aplicação no mesmo 
local. 
 Posteriormente, pegou-se um segundo frasco de "penicilina" e dissolveu-se 
uma quantidade mínima da substância B em 5 gotas de acetona. A substância foi 
aplicada ao lado da primeira, de forma a assegurar a maior distância possível 
entre os dois locais de aplicação. Então, foi realizada a eluição com tolueno. 
 Depois da eluição, a placa foi retirada, a frente do eluente foi marcada, o 
solvente foi completamente evaporado e a placa foi colocada em uma cuba 
reveladora com iodo. Foi necessário aguardar a complexação do iodo para 
observar as manchas. A placa foi retirada, as manchas foram apagadas com 
lapiseira e as medições foram feitas para a determinação dos valores de Rf. Em 
função da polaridade, as manchas foram vinculadas ao Benzidrol e à Benzofenona. 
O solvente foi eliminado no lixo apropriado, os capilares foram posicionados no 
local indicado e o material usado foi devidamente higienizado. 
 
Resultados 
 Após a realização dos procedimentos, foi observado o seguinte padrão na 
cromatoplaca: 
 
 A Benzofena é o composto A e o Benzidrol é o composto B. A conclusão é 
obtida através da avaliação da polaridade das duas substâncias; a benzofenona é 
menos polar que o Benzidrol, tornando sua eluição na cromatoplaca mais simples, 
com um Rf superior ao do Benzidrol. A Benzofenona apresentou um fator de 
retenção de 0,51 e o Benzidrol 0,34, o que confirma a identificação dos 
compostos A e B. Um Rf mais elevado indica uma eluição mais elevada. 
 
Conclusão 
 Após a conclusão deste experimento e a avaliação das informações obtidas, é 
possível concluir e identificar a importância e a efetividade da análise de 
substâncias através do método de Cromatografia em Camada Delgada (CCD). Foi 
possível reconhecer os compostos através da comparação dos valores de Rf e 
suas polaridades. 
 Contudo, elementos como a irregularidade na espessura da camada de sílica, a 
aplicação excessiva de amostra ou a falta de saturação da cuba cromatográfica 
podem afetar os resultados, resultando em distorções nas manchas, variações nos 
valores de Rf ou migração desigual de compostos. Sempre é recomendado maior 
rigor na padronização dessas variáveis para assegurar maior replicabilidade e 
confiabilidade na análise. 
 
Questionário 
1. Em que consiste a técnica CCD? 
 A cromatografia em camada delgada é um método de separação que se baseia 
na diferença de afinidade entre os componentes de uma mistura em duas fases: 
uma fixa, constituída por uma camada fina de adsorvente como sílica gel em uma 
placa de vidro ou alumínio, e outra flutuante, constituída por uma combinação de 
solventes que sobem através da capilaridade na placa, favorecendo a separação 
dos compostos de acordo com suas interações com ambas as fases. 
2. Em que situações a CCD pode ser utilizada como técnica de 
separação/purificação? Justifique. 
 Esta técnica é benéfica por ser ágil, econômica e exigir quantidades reduzidas 
de amostra, além de possibilitar a visualização dos componentes separados por 
meio de reveladores específicos, como luz UV ou substâncias químicas. A 
separação por CCD é particularmente benéfica em áreas como química orgânica, 
farmacêutica e controle de qualidade, onde a eficácia da separação é determinada 
pela diferença de afinidade dos compostos pela fase estacionária (placa de sílica 
ou alumina) e pela fase móvel (solução). 
3. Como a confirmação da identidade dessas substâncias poderia ser feita, 
utilizando CCD? 
 A identificação das substâncias em CCD é principalmente confirmada pela 
comparação dos valores de Rf com padrões já estabelecidos, examinados nas 
mesmas circunstâncias. Métodos adicionais, como a revelação com reagentes 
adequados, espectroscopia (UV, IR) ou espectrometria de massas, podem ser 
empregados para confirmar a extração dos compostos da placa. 
4. Complete a tabela abaixo: 
 
 
Referências 
ENGEL, R. G.; PAIVA, D. L.; LAMPMAN, G. M., KRIZ, G., S. Química Orgânica 
Experimental – Técnicas de Pequena Escala, São Paulo: Cengage Learning, 2012. 
STAHL, E.; Thi-Layer Chromatography: A Laboratory Handbook, 6𝑎 reimp. da 2𝑎 
ed., Springer-Verlag: New York 1990. 
SKOOG, D. A.; WEST, D. M.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Fundamentos de Química 
Analítica. São Paulo: Cengage Learning, 2014. 
BROWN, T. L.; LeMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência 
Central – 10ª edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

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