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SEMANA 05 Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 1 GABARITO COMENTADO DAS QUESTÕES - SEMANA 05 (CRONOGRAMA 180 DIAS) DIA 29 2 PROCESSO CIVIL 2 Tema 1: Partes e Procuradores (20 questões) 2 DIA 30 13 ADMINISTRATIVO 13 Tema 1: Poderes administrativo (10 questões) 13 DIA 31 18 PROCESSO PENAL 18 Tema 1: Ação Penal (15 questões) 18 DIA 32 27 DIREITO EMPRESARIAL 27 Tema 1: Estabelecimento empresarial + registro + nome empresarial (10 questões) 27 DIA 33 32 DIA DE REVISÃO 32 DIA 34 32 DIA OFF 32 DIA 35 32 DIA OFF 32 Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 2 DIA 29 PROCESSO CIVIL Tema 1: Partes e Procuradores (20 questões) Sujeitos processuais QUESTÃO 01 - OAB XXXVIII (2023) a) Correta. Alternativa de acordo com o artigo 98, parágrafo 3º do Código de Processo Civil. “Art. 98, CPC: A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. §3º Vencido o beneficiário, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário." Sendo assim, tendo em vista que Tatiana ganhou na loteria apenas dois anos após o trânsito em julgado da sentença, mudando sua condição financeira, o advogado de José poderá cobrar a ela os honorários de sucumbência. b) Errada. É possível que haja a cobrança posteriormente dos honorários se o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade no prazo de cinco anos subsequentes ao trânsito em julgado da sentença. c) Errada. A cobrança dos honorários ocorre justamente após o trânsito em julgado da decisão que os fixar. d) Errada. O prazo na verdade é de 5 anos conforme o artigo 98, parágrafo 3º do Código de Processo Civil. Gabarito: Letra A QUESTÃO 02 - OAB XXX (2019) a) Errada. Conforme o Artigo 18 da Lei 7.347/85 que disciplina a ação civil pública: "Art. 18, Lei 7.347/85: Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários de advogado, custas e despesas processuais." Sendo assim, não há que se falar na condenação ao pagamento de honorários, bem como custas, emolumentos ou quaisquer outras despesas, salvo comprovada a má-fé. b) Errada. Essa regra da Lei 7.347/85 recaem sob as ações civis públicas. c) Errada. As associações são isentas do pagamento de honorários advocatícios nas ações civis públicas, salvo comprovada má-fé. Sendo assim, o juiz não irá fixar os honorários. d) Correta. Conforme o Artigo 17 da Lei 7.347/85: Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 3 "Art. 17, Lei 7.347/85: Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos." Sendo assim, pode-se concluir que as associações não irão pagar honorários, custas, emolumentos ou quaisquer outras despesas, salvo se comprovada a má-fé (Artigo 18 da Lei 7.347/85). Nesse caso de litigância de má-fé, as associações serão condenadas ao pagamento dos honorários advocatícios e do décuplo das custas. Gabarito: Letra D QUESTÃO 03 - OAB XXVIII (2019) a) Errada. O pagamento da produção de perícia deve ser realizado por ambas as partes, não apenas pelo autor porque ambas requisitaram. "Art. 95, CPC: Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada de ofício ou requerida por ambas as partes." b) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 95 do Código de Processo Civil. O valor da perícia deve ser rateado porque foi requerida por ambas as partes. c) Errada. Os honorários periciais devem ser pagos adiantadamente, conforme caput do Artigo 95 do Código de Processo Civil. d) Errada. O pagamento da produção de perícia deve ser realizado por ambas as partes, não apenas por uma delas, porque ambas requisitaram. Gabarito: Letra B QUESTÃO 04 - OAB XXVI (2018) a) Errada. O órgão recursal agiu de forma correta, apesar de existir custas e honorários de advogado no segundo grau dos juizados especiais, quem paga é apenas o recorrente vencido. b) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 55 da Lei 9.099/95 "Art. 55, caput, Lei 9.099/95: A sentença de primeiro grau não condenará o vencido em custas e honorários de advogado, ressalvados os casos de litigância de má-fé. Em segundo grau, o recorrente, vencido, pagará as custas e honorários de advogado, que serão fixados entre dez por cento e vinte por cento do valor de condenação ou, não havendo condenação, do valor corrigido da causa." c) Errada. Não existe a restrição à condenação em custas e honorários de advogado somente nos casos de litigância de má-fé. No segundo grau dos juizados especiais, o recorrente vencido sempre pagará as custas e honorários de advogado. d) Errada. No segundo grau dos juizados especiais, o recorrente vencido sempre pagará as custas e honorários de advogado. A gratuidade é apenas no primeiro grau de jurisdição. Gabarito: Letra B Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 4 QUESTÃO 05 - FGV (2023) a) Errada. Uma das matérias cabíveis em preliminar de contestação é a impugnação à gratuidade da justiça, conforme Artigo 337, XIII do Código de Processo Civil. "Art. 337, CPC: Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça." b) Errada. Ainda que o requerente seja assistido por advogado particular, terá direito a justiça gratuita. "Art. 99, § 4º, CPC: A assistência do requerente por advogado particular não impede a concessão de gratuidade da justiça." c) Correta. Caso existam elementos que não apontem para a hipossuficiência, então não será concedido o benefício da gratuidade da justiça. "Art. 99, § 2º, CPC: O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos." d) Errada. Cabe agravo de instrumento contra a decisão que indeferir a gratuidade. "Art. 101, CPC: Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença, contra a qual caberá apelação." Gabarito: Letra C Litisconsórcio QUESTÃO 06 - OAB XXXV (2022) a) Errada. Se Ana Sávia fosse casada no regime de separação absoluta de bens, não haveria litisconsórcio passivo necessário. Conforme o Artigo 1.647 do C.C e Artigo 73 do CPC: "Art. 1.647, CC: Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta: I - alienar ou gravarinferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal (...)” Gabarito: Letra D QUESTÃO 15 - FGV (2023) a) Errada. Cabível a transação penal ou se o agente tiver sido beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, com a suspensão condicional do processo, não há que se falar em oferecimento de acordo de não persecução penal, nos termos do art. 28-A, §2º, I e III, do CPP. “Art. 28-A, §2º, CPP: O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: I – se for cabível transação penal de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos termos da lei; (...) III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; e (...)” b) Errada. O CPP veda o oferecimento de acordo de não persecução penal ao agressor, nos crimes praticados com violência contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do art. 28-A, § 2º, IV, do CPP “Art. 28-A, § 2º, CPP: O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: (...) IV - nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou familiar, ou praticados contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, em favor do agressor.” c) Errada. A transação penal só é cabível nas infrações penais de menor potencial ofensivo (contravenções penais e crimes que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa), submetidos ou não a procedimento especial, ressalvadas as hipóteses de violência doméstica e familiar contra a mulher. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 27 “Art. 76, Lei 9099/95: Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta.” “Art. 61, Lei 9.099/95: Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não commulta". d) Correta. É o que estabelece o art. 28-A, § 11, do CPP: “O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo investigado também poderá ser utilizado pelo Ministério Público como justificativa para o eventual não oferecimento de suspensão condicional do processo.” Gabarito: Letra D DIA 32 DIREITO EMPRESARIAL Tema 1: Estabelecimento empresarial + registro + nome empresarial (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XL (2024) a) Errada. O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. Art. 1.142, § 1º, CC: O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. b) Errada. A fixação do horário de funcionamento competirá ao Município quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico. Art. 1.142, § 3º, CC: Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico, a fixação do horário de funcionamento competirá ao Município, observada a regra geral prevista no inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019. c) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.142, § 2º do Código Civil. Art. 1.142, § 2º, CC: Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for virtual, o endereço informado para fins de registro poderá ser, conforme o caso, o endereço do empresário individual ou o de um dos sócios da sociedade empresária. d) Errada. Não existe previsão no ordenamento jurídico acerca dessa comunicação. Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXIX (2023) a) Errada. Para que o empresário Valério Pavão admita mais sócios, não é necessária a dissolução da empresa individual. Basta que o mesmo solicite ao Registro Público de Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de sociedade empresária. "Art. 968, § 3º, CC: Caso venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao Registro Público de Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 28 registro de sociedade empresária, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 deste Código." b) Correta. Afirmativa de acordo com o Artigo 968, § 3º do Código Civil. Basta que o empresário Valério Pavão solicite ao Registro Público de Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de sociedade empresária. c) Errada. Não há necessidade de enquadramento prévio como microempresa. Basta que o empresário individual solicite, ao Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do registro de empresário para registro de sociedade empresária (Artigo 968, §3º, do Código Civil). d) Errada. Não é necessária a dissolução da empresa individual. Basta que o empresário individual solicite, ao Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do registro de empresário para registro de sociedade empresária (Artigo 968, §3º, do Código Civil). Gabarito: Letra B QUESTÃO 03 - OAB XXXVIII (2023) a) Correta. Alternativa de acordo com o artigo 35, inciso V, da Lei 8.934/94. "Art. 35, Lei 8.934/94: Não podem ser arquivados: V - os atos de empresas mercantis com nome idêntico a outro já existente; " b) Errada. O arquivamento da prorrogação do contrato social depois de findo o prazo nele fixado era proibido, mas o inciso IV do artigo 35 da Lei nº 8.934/94, que previa tal proibição, foi revogado. c) Errada. O artigo 35, inciso VI, da Lei 8.934/94 afirma que não podem ser arquivados, a alteração contratual, por deliberação majoritária do capital social, quando houver cláusula restritiva. d) Errada. O artigo 35 da Lei nº 8.934/94, em seu inciso III, prevê a proibição de arquivamento dos atos constitutivos de empresas mercantis que, além das cláusulas exigidas em lei, não designarem o respectivo capital e a declaração de seu objeto. Gabarito: Letra A QUESTÃO 04 - OAB XXXVII (2023) a) Errada. Tendo em vista que trata-se de uma sociedade simples, nos termos do artigo 1.155, § único do Código Civil: "Art. 1.155, Parágrafo único, CC: Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações." b) Errada. Trata-se de sociedade de natureza simples, que adotou tipo societário limitada. Nesse sentido adota-se o disposto no artigo 1.155, § único do Código Civil, a denominação das sociedades simples, associações e fundações serão equiparadas ao nome empresarial para efeito de proteção da lei. c) Correta. Sociedade simples pura usará denominação que é equiparada ao nome empresarial (artigo 1.155 do CC), já a sociedade simples limitada pode usar firma ou denominação, conforme o artigo 1.158 do CC. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 29 d) Errada. Tratando-se de sociedade simples limitada ela pode usar firma ou denominação, conforme o artigo 1.158, caput do Código Civil. "Art. 1.158, CC: Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura." Gabarito: Letra C QUESTÃO 05 - OAB XXXVI (2022) a) Correta. A proteção ao nome empresarial ocorre com registro na Junta Comercial. Cada unidade da federação possui a sua própria Junta Comercial (órgão estadual), de modo que a proteção do nome empresarial é de âmbito estadual. Conforme o Artigo 1.166 do CC:"Art. 1.166, CC: A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado. Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional, se registrado na forma da lei especial." b) Errada. No caso do enunciado, a inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome empresarial nos limites do estado do Piauí. c) Errada. De acordo com o Artigo 1.166 do C.C, "a inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo ESTADO". d) Errada. A proteção do nome empresarial é em âmbito estadual conforme o Artigo 1.166 do C.C. Gabarito: Letra A QUESTÃO 06 - OAB XXXI (2020) a) Errada. Trespasse é o contrato de compra e venda de estabelecimento empresarial, onde ocorrerá a transferência da sua titularidade. O Artigo 1.146 do C.C estabelece que: "Art. 1.146, CC: O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento." Sendo assim, o prazo é de 1 ano e não de 5 anos como afirma a alternativa. b) Errada. Não irá responder pelo débito por já ter transcorrido mais de 1 ano da publicação do contrato na imprensa oficial conforme Artigo 1.146 do C.C c) Errada. Não irá responder pelo débito por já ter transcorrido mais de 1 ano da publicação do contrato na imprensa oficial conforme Artigo 1.146 do C.C d) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.146 do C.C, não responderá pelo débito vencido com o adquirente diante do decurso de mais de 1 ano da publicação do contrato na imprensa oficial. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 30 Gabarito: Letra D QUESTÃO 07 - OAB XXIX (2019) a) Errada. Conforme o Artigo 967 do CC.: "Art. 967 CC - É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade." Sendo assim, a inscrição deve ser realizada antes de iniciada a atividade. b) Correta. De acordo com o art. 967 do CC, é obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. c) Errada. Ainda que haja enquadramento como microempreendedor individual a inscrição no registro de empresário é necessária. d) Errada. A inscrição na junta comercial é obrigatória para todas as figuras de empresa. Gabarito: Letra B QUESTÃO 08 - FGV (2023) a) Errada. Não procedem as alegações do réu para não exibição dos livros e instrumentos de escrituração da sociedade. Isso porque o juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e papeis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. "Art. 1.191, CC: O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. (...)" b) Errada. O fato de os livros e fichas se encontrarem em outro local, não impede que sejam exibidos, no entanto, deve ser feita perante o respectivo juízo. "Art. 1.191, § 2º, CC: Achando-se os livros em outra jurisdição, nela se fará o exame, perante o respectivo juiz." c) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.191 do Código Civil, o juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e papeis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. d) Errada. Nenhuma alegação irá proceder, o juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e papeis de escrituração. Gabarito: Letra C QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Errada. Existem estabelecimentos exclusivamente virtuais e essa possibilidade está prevista expressamente no Código Civil. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 31 "Art. 1.142, CC: Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. § 1º O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. (...)" b) Errada. O trespasse consiste na alienação do estabelecimento empresarial. O local onde o empresário exerce atividade pode ser físico ou virtual e ambos podem ser objetos de trespasse. c) Errada. No caso em questão não ocorreu o trespasse, mas sim a arrematação conforme exposto no enunciado. d) Correta. A doutrina e a jurisprudência consideram a arrematação um modo originário de aquisição da propriedade. No caso em questão, estamos diante de arrematação e não do trespasse. Gabarito: Letra D QUESTÃO 10 - FGV (2023) a) Correta. Para a incorporação de um imóvel ao capital social de uma sociedade, é necessária a outorga uxória. A outorga apenas é dispensada se os cônjuges forem casados pelo regime de separação absoluta, o que não é o caso da questão. A entrada de um imóvel como integralização de quotas sociais em uma sociedade empresarial é considerada uma alienação de bem, pois o imóvel deixa de ser propriedade exclusiva do casal e passa a integrar o patrimônio da sociedade. "Art. 1.647, CC: Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta: I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; II - pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos; III - prestar fiança ou aval; IV - fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação. Parágrafo único. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada." b) Errada. Para a incorporação de um imóvel ao capital social de uma sociedade, é necessária a outorga uxória. A outorga apenas é dispensada se os cônjuges forem casados pelo regime de separação absoluta, o que não é o caso da questão. c) Errada. Se o regime de bens for separação absoluta, então não é necessária a outorga. d) Errada. Para a incorporação de um imóvel ao capital social de uma sociedade, é necessária a outorga uxória. A outorga apenas é dispensada se os cônjuges forem casados pelo regime de separação absoluta, o que não é o caso da questão. Gabarito: Letra A Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 32 DIA 33 DIA DE REVISÃO (aproveite para revisitar as questões que você errou durante esse período) DIA 34 DIA OFF DIA 35 DIA OFF Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81de ônus real os bens imóveis;" "Art. 73, CPC: O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens." Sendo assim, o regime de separação absoluta é uma exceção. b) Errada. Há litisconsórcio passivo necessário, não facultativo, conforme Artigo 73 e 114 do CPC: "Art. 114, CPC: O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes." "Art. 73, CPC: O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. § 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 5 I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens;" Por se tratar de bem comum do casal e o regime de bens não ser o de separação absoluta, o litisconsórcio é necessário. c) Errada. Há litisconsórcio passivo necessário, tendo em vista se tratar de bem comum do casal e o regime de bens não ser o de separação absoluta. d) Correta. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes, de acordo com o Artigo 114 do CPC. O caso narrado é de litisconsórcio passivo necessário, conforme Artigo 73, §1º, I do CPC. Gabarito: Letra D QUESTÃO 07 - OAB XXXV (2022) a) Errada. De acordo com o Artigo 113, §1º do CPC: "Art. 113, CPC: Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir; III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. §1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença." Sendo assim, é possível também limitar o litisconsórcio facultativo na execução. b) Correta. De acordo com o Artigo 113, §2º do CPC: "Art. 113, CPC: - §2º O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar." Sendo assim, o requerimento para a limitação do litisconsórcio facultativo interrompe o prazo para manifestação ou resposta, o qual recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. c) Errada. Não há que se falar em revelia, uma vez que o requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. d) Errada. O juiz possui liberdade para decidir com base em outros fundamentos que entende comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. Gabarito: Letra B QUESTÃO 08 - OAB XXVIII (2019) a) Correta. Tendo em vista o litisconsórcio passivo formado pelas irmãs, o recurso interposto por uma delas, poderá ser aproveitado pela outra. "Art. 1.005, CPC: O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 6 Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns." b) Errada. O litisconsórcio é passivo porque existem dois réus no polo passivo da ação. Porém, não é necessário, mas sim facultativo. Isso porque elas são devedoras solidárias então a ação poderia ser proposta em face de uma delas ou de ambas, não obrigatoriamente em face de ambas. Além disso, o litisconsórcio não é unitário porque a sentença não precisará ser a mesma para as duas, tendo em vista que a obrigação é divisível. c) Errada. O magistrado pode de ofício reconhecer a prescrição por se tratar de matéria de ordem pública. "Art. 487, CPC: Haverá resolução de mérito quando o juiz: I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; III - homologar: a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; b) a transação; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332 , a prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se." d) Errada. Quando os autos dos processos forem eletrônicos, o prazo não será contado em dobro. "Art. 229, CPC: Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. § 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa por apenas um deles. § 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos." Gabarito: Letra A QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Errada. No caso da questão, trata-se de litisconsórcio facultativo porque as pessoas poderiam litigar separadamente e não têm a necessidade de estarem juntas no polo ativo. Além disso, o litisconsórcio é simples porque a decisão proferida no processo, pode ser diferente para os litisconsortes. O enunciado afirma que apenas um deles foi internado em hospital, ou seja, provavelmente a indenização desse será maior do que a dos outros. b) Errada. No caso da questão, trata-se de litisconsórcio facultativo porque as pessoas poderiam litigar separadamente e não têm a necessidade de estarem juntas no polo ativo. Além disso, o litisconsórcio é simples porque a decisão proferida no processo, pode ser diferente para os litisconsortes. O enunciado afirma que apenas um deles foi internado em hospital, ou seja, provavelmente a indenização desse será maior do que a dos outros. c) Correta. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 7 Litisconsórcio necessário (Artigo 114, CPC) Decorre de disposição legal ou da natureza da relação jurídica. Nesse, as partes devem figurar juntas no polo ativo ou passivo da ação. É obrigatória a participação de todos os envolvidos e caso isso não ocorra, a sentença poderá ser inválida. Litisconsórcio facultativo (Artigo 113, CPC) É aquele em que as pessoas podem ou não estarem juntas no polo ativo ou passivo da ação. Elas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir; e quando ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. Litisconsórcio simples Ocorre quando a decisão proferida no processo, puder ser diferente para os litisconsortes. Litisconsórcio unitário Ocorre quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes. Sendo assim, a demanda deve ser decidida de forma idêntica para todos os que figuram nomesmo polo da relação processual. d) Errada. No caso da questão, trata-se de litisconsórcio facultativo porque as pessoaspoderiam litigar separadamente e não têm a necessidade de estarem juntas no polo ativo. Além disso, o litisconsórcio é simples porque a decisão proferida no processo, pode ser diferente para os litisconsortes. O enunciado afirma que apenas um deles foi internado em hospital, ou seja, provavelmente a indenização desse será maior do que a dos outros. Gabarito: Letra C QUESTÃO 10 - FGV (2023) a) Errada. Por se tratar de um ato administrativo complexo, conforme expresso no enunciado, seria necessária a participação tanto do Município A, quanto do Tribunal de Contas. Sendo assim, trata-se de litisconsórcio passivo necessário, em que é obrigatória sua formação em virtude da natureza indivisível da relação de direito material. b) Errada. A medida que deve ser tomada pelo juiz é a intimação do impetrante para emendar a petição inicial, incluindo o litisconsorte faltante. Isso é o que está determinado pelo Artigo 321 do Código de Processo Civil. "Art. 321, CPC: O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial." c) Errada. A medida que deve ser tomada pelo juiz é a intimação do impetrante para emendar a petição inicial, incluindo o litisconsorte faltante. Isso é o que está determinado pelo Artigo 321 do Código de Processo Civil. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 8 d) Correta. Por se tratar de um ato administrativo complexo, conforme expresso no enunciado, seria necessária a participação tanto do Município A, quanto do Tribunal de Contas. Sendo assim, trata-se de litisconsórcio passivo necessário, em que é obrigatória sua formação em virtude da natureza indivisível da relação de direito material. Além disso, o juiz deverá determinar a intimação do impetrante para emendar a petição inicial, incluindo o litisconsorte faltante, conforme Artigo 321 do Código de Processo Civil. Gabarito: Letra D Intervenção de terceiro QUESTÃO 11 - OAB XXXIX (2023) a) Errada. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. "Art. 134, caput, CPC: O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial." b) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 134, §3º do Código de Processo Civil. "Art. 134, §3º, CPC: A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º." Além disso, a decisão é proferida no curso do processo e não apenas ao final. c) Errada. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. d) Errada. Os sócios serão citados e não intimados, para que exerçam seu direito de defesa. "Art. 135, CPC: Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias." Gabarito: Letra B QUESTÃO 12 - OAB XXVIII (2019) a) Errada. Um dos requisitos para que ocorra a desconsideração da personalidade jurídica é o pedido pelo interessado. A desconsideração não pode ser determinada de ofício pelo juiz. "Art. 133, CPC: O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo." b) Errada. De fato é necessário um requerimento do interessado para que haja a desconsideração da personalidade jurídica. Porém, a desconsideração possui caráter incidental, não de processo autônomo. c) Correta. Alternativa de acordo com os requisitos necessários para a instauração da desconsideração da personalidade jurídica, conforme Artigo 133 do Código de Processo Civil. d) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica da empresa é possível, conforme previsto no Artigo 133 do Código de Processo Civil. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 9 Gabarito: Letra C QUESTÃO 13 - OAB XXXII (2021) a) Errada. Na questão, Cleusa está pleiteando o veículo que foi vendido à Crispino por um particular. Sendo assim, Crispino está passivo de sofrer evicção, essa é a perda de um bem por ordem judicial ou administrativa, em razão de um motivo jurídico anterior à sua aquisição. Por tal motivo, Crispino poderá denunciar à lide ao alienante nos termos do Artigo 125, I do Código de Processo Civil. "Art. 125, CPC: É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes: I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam;" b) Correta. Cleusa está pleiteando o veículo que foi vendido à Crispino por um particular. Sendo assim, Crispino está passivo de sofrer evicção, essa é a perda de um bem por ordem judicial ou administrativa, em razão de um motivo jurídico anterior à sua aquisição. Por tal motivo, Crispino poderá denunciar à lide ao alienante nos termos do Artigo 125, I do Código de Processo Civil. c) Errada. O Código de Processo Civil apenas permite uma denunciação sucessiva. "Art. 125, § 2º, CPC: Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma." d) Errada. Não seria possível o chamamento ao processo porque não se enquadra em nenhuma das hipóteses do Artigo 130 do Código de Processo Civil. Além disso, o Código de Processo Civil apenas permite uma denunciação sucessiva. "Art. 130, CPC: É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu; II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum." Gabarito: Letra B QUESTÃO 14 - OAB XXXII (2021) a) Errada. Conforme o Artigo 50 do C.C: "Art. 50, CC: Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019)" Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 10 Sendo assi, o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica para atingir os bens particulares do administrador e das sócias. b) Errado. De acordo com o Artigo 50 do C.C, o juiz poderá atingir os bens particulares do administrador (Antônio), bem como das sócias (Moema, Madalena e Carmen) c) Correta. Alternativa em consonância com o Artigo 50 do C.C. Os bens particulares de Moema, Madalena, Carmem e Antônio podem ser atingidos. d) Errada. De acordo com o Artigo 50 do C.C, o juiz poderá atingir os bens particulares do administrador (Antônio), bem como das sócias (Moema,Madalena e Carmen). Gabarito: Letra C QUESTÃO 15 - OAB XXX (2019) a) Errada. A assistência é hipótese espontânea de intervenção de terceiro, sendo admitida em qualquer procedimento e em todos os graus de jurisdição. O assistente quem solicita o ingresso no processo. b) Errada. A denunciação da lide é uma ação regressiva que corre paralelamente à ação principal, não sendo esse o caso da questão. c) Correta. Conforme o Artigo 130 do C.C: “Art. 130, CPC: É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu; II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.” Adequando-se perfeitamente a situação do enunciado da questão, tendo em vista que Daniel é fiador de Joana. d) Errada. A nomeação à autoria estava presente como modalidade de intervenção de terceiro no CPC/73. Essa não é mais uma forma de intervenção de terceiro no CPC/2015. Gabarito: Letra C QUESTÃO 16 - OAB XXVIII (2019) a) Correta. O chamamento ao processo é a modalidade de intervenção de terceiros em casos de fiança. "Art. 130, CPC: É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;" b) Errada. Não é caso de denunciação da lide porque não trata de ação regressiva em que apenas a outra pessoa é responsável. No caso de fiança, a responsabilidade é solidária. c) Errada. Por ser fiador, João Alberto possui sim legitimidade passiva, e também possui responsabilidade solidária com Aline. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 11 d) Errada. Deve-se realizar o chamamento ao processo para que Aline integre a ação. Gabarito: Letra A QUESTÃO 17 - FGV (2023) a) Errada. Há instrução probatória no incidente de desconsideração da personalidade jurídica. "Art. 135, CPC: Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias." b) Errada. A instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica irá suspenderá o processo. "Art. 134, CPC:. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. § 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º." c) Errada. O sócio ou a pessoa jurídica será citado (e não intimado) para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 dias. "Art. 135, CPC: Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias." d) Correta. Alternativa conforme a letra da lei do Artigo 134 do Código de Processo Civil. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. Gabarito: Letra D QUESTÃO 18 - FGV (2023) a) Errada. Na denunciação da lide, nós temos a responsabilidade subsidiária de outra pessoa. Sendo assim, cabe o direito de regresso contra a Seguradora S. "Art. 125, CPC: É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes: II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo." b) Errada. o juízo condenará o denunciante ao pagamento das verbas de sucumbência em favor do denunciado "Art. 129, CPC: Se o denunciante for vencido na ação principal, o juiz passará ao julgamento da denunciação da lide. Parágrafo único. Se o denunciante for vencedor, a ação de denunciação não terá o seu pedido examinado, sem prejuízo da condenação do denunciante ao pagamento das verbas de sucumbência em favor do denunciado." c) Correta. O Banco B e a Montadora A são litisconsortes passivos, havendo comunhão de direitos entre ambos. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 12 "Art. 1.005, CPC: O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns." d) Errada. A apelação em regra tem efeito suspensivo, ressalvados os casos previstos no §1° do art. 1.012 do CPC. "Art. 1.012, CPC: A apelação terá efeito suspensivo. § 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente após a sua publicação a sentença que: I - homologa divisão ou demarcação de terras; II - condena a pagar alimentos; III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; V - confirma, concede ou revoga tutela provisória; VI - decreta a interdição." Gabarito: Letra C QUESTÃO 19 - FGV (2023) a) Errada. A concordância das partes não é requisito para admissão do amicus curiae. "Art. 138, caput, CPC: O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação." b) Errada. A concordância das partes não é requisito para admissão do amicus curiae, conforme o Artigo 138 do Código de Processo Civil. c) Errada. É cabível o amicus curiae no primeiro grau de jurisdição. Os requisitos para a intervenção como amicus curiae, são: matéria relevante; objeto da demanda for específico ou a controvérsia tiver repercussão social. Presente um desses requisitos, o juiz poderá solicitar ou admitir a sua manifestação por meio de decisão irrecorrível. d) Correta. A concordância das partes não é requisito para admissão do amicus curiae, conforme o Artigo 138 do Código de Processo Civil. Os requisitos para a intervenção como amicus curiae, são: matéria relevante; objeto da demanda for específico ou a controvérsia tiver repercussão social. Presente um desses requisitos, o juiz poderá solicitar ou admitir a sua manifestação por meio de decisão irrecorrível. Gabarito: Letra D Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 13 QUESTÃO 20 - FGV (2023) a) Correta. A intervenção de terceiros nesse caso seria o chamamento ao processo, visto que o fiador e a afiançada respondem solidariamente pela obrigação. "Art. 130, CPC: É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;" Além disso, a citação da afiançada deve ser requerida pelo réu na contestação.” "Art. 131, caput, CPC: A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo réu na contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o chamamento." b) Errada. A citação da afiançada deve ser requerida na contestação e no prazo de 30 dias, conforme Artigo 131 do Código de Processo Civil. c) Errada. Na denunciação da lide não temos a responsabilidade solidária, mas sim subsidiária. No caso da questão estamos diante do chamamento ao processo. d) Errada. Na denunciação da lide não temos a responsabilidade solidária, mas sim subsidiária. No caso da questão estamos diante do chamamento ao processo. Gabarito: LetraA DIA 30 ADMINISTRATIVO Tema 1: Poderes administrativo (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXX (2019) a) Errada. O Poder Hierárquico: É o poder que a administração pública exerce em face de seus subordinados, como dar ordens, fiscalizar, rever seus próprios atos ou de seus subordinados. É vertical, não horizontal. b) Errada. O Poder Disciplinar: Consiste na aplicação de sanções para servidores ou particulares que possuam vínculo com a administração pública. Obs: A aplicação da sanção decorre, diretamente, do poder disciplinar e, indiretamente, do poder hierárquico quando se tratar de servidor. Mas, se tratando de particular que possui vínculo com a administração pública, não há que se falar em hierarquia, uma vez que não há subordinação. c) Errada. O Poder Regulamentar: É o poder da administração de editar atos de caráter normativo para complementar e regulamentar leis, a fim de garantir a sua fiel execução. d) Correta. O Poder de Polícia: Em regra, é exercido frente ao particular. A administração pública atua criando condições e restrições para particulares a fim de proteger o interesse público. Pode ter natureza preventiva, quando a administração cria regras, fiscaliza, etc. Ou repressiva, quando há o descumprimento das condições ou restrições criadas. Possui, como atributos, a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade. Gabarito: Letra D Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 14 QUESTÃO 02 - OAB XXIV (2017) a) Errada. O fiscal não atuou com desvio de poder, uma vez que atuou conforme o artigo 78 do Código Tributário Nacional (CTN) que dispõe sobre o Poder de Polícia, que segundo Di Pietro (2022, p.165) “pelo conceito moderno, adotado no direito brasileiro, o poder de polícia é a atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público”. b) Errada. Uma das características do Poder de Polícia é a autoexecutoriedade. Não é necessário autorização judicial para o exercício do Poder de Polícia. A Administração Pública pode também se valer de meios indiretos de coação, por exemplo, aplicar multas. A autoexecutoriedade não impede o controle judicial dos atos. Por exemplo, caso haja abuso de poder praticado por um agente público, mediante provocação do Estado, deve ser analisada a legalidade do ato praticado, conforme o art. 5°, XXXV da Constituição Federal. c) Correta. O fiscal fez o uso do Poder de Polícia, que nos termos do art. 78 do CTN pode ser conceituado como: “Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.” Ou seja, a restrição da atividade do estabelecimento está dentro da previsão em lei, além disso, a medida adotada foi proporcional e razoável, pois primeiro lavrou auto de infração com multas e ante a inércia da sociedade empresária foi adotada a medida de interdição do estabelecimento. d) Errada. A atuação do fiscal não foi ilícita, pois o Poder de Polícia possui como característica a autoexecutoriedade que dispensa a autorização judicial para o caso em tela. Gabarito: Letra C QUESTÃO 03 - OAB XXIV (2017) a) Errada. Em decorrência do Poder Hierárquico, João se submete aos comandos superiores. Além disso, não possui total liberdade de atuação, uma vez que, em razão do princípio da legalidade, só é lícito a atuação pautada em lei. b) Errada. João deve observar o princípio da legalidade, porém, também deve observar aos Poderes Administrativos, dentre eles o Hierárquico. c) Correta. O poder hierárquico é interno, e a distribuição de funções ocorre na estrutura da mesma pessoa jurídica pertencente tanto à Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) quanto à Administração Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). Esse Poder é conferido ao administrador com o intuito de distribuir e escalonar funções de seus órgãos, estabelecendo uma relação de hierarquia e subordinação d) Errada. É possível o exercício do Poder Hierárquico no caso em tela, pois ocorre internamente dentro da mesma pessoa jurídica. O Poder Hierárquico não se aplica às relações externas, ou seja, à relação entre particulares. Por exemplo, a União cria uma autarquia, o INSS, então entre eles não Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 15 existe hierarquia, apenas uma vinculação, visto que essas pessoas jurídicas estão ligadas, portanto, submetidas ao controle finalístico, mas não existe relação de hierarquia, o que não é o caso. Gabarito: Letra C QUESTÃO 04 - OAB XIII (2014) a) Correta. O Poder Hierárquico interno, e a distribuição de funções ocorre dentro da estrutura da mesma pessoa jurídica pertencente tanto à Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) quanto à Administração Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). A avocação é chamar para si. Isso ocorre quando o superior hierárquico toma para si atribuições de um subordinado. Para isso, a competência não pode ser exclusiva do subordinado e a avocação é temporária, conforme dispõe art. 15 da Lei 9.784/99: Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente. No caso narrado, José é Chefe do Departamento e chamou para si uma análise que era de competência de seu subordinado (João de Souza). b) Errada. O Poder Disciplinar diz respeito à aplicação de uma sanção, o que não é o caso. José da Silva chamou para si (avocação) uma tarefa e não aplicou uma penalidade ao servidor. c) Errada. O Poder Discricionário confere ao administrador margem de escolha/liberdade ao administrado para em cada caso concreto avalie a situação dentre duas ou mais alternativas, mas há observância ao princípio de legalidade, pois justamente a margem de escolha decorre da lei. O que não é o caso, pois não há indícios de uma situação de margem de liberdade de atuação, mas uma ação do Chefe do Departamento chamar para si/avocar a atividade de seu subordinado. d) Errada. Fernanda Marinela (2021) explica que “a teoria dos motivos determinantes relaciona-se com o motivo do ato administrativo, prendendo o administrador aos motivos declarados ao tempo da edição do ato, sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência, de tal modo que, se inexistentes ou falsos, implicam a nulidade do ato administrativo”. No caso, não se trata de uma situação em que foi praticado um ato com um motivo que não corresponde à realidade, por isso, não se trata da teoria dos motivos determinantes. Gabarito: Letra A QUESTÃO 05 - FGV (2023) a) Errada. O poder hierárquico é interno, e a distribuição de funções ocorre na estrutura da mesma pessoa jurídica pertencente tanto à Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) quanto à Administração Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). Esse Poder é conferido ao administrador com o intuito de distribuir e escalonar funções de seus órgãos, estabelecendo uma relação de hierarquia e subordinação. No caso narrado não se trata de uma questão de distribuição de funções internas da Administração, uma vez que um particular está buscando junto a municipalidade o aval para realizar a construção.Portanto, não diz respeito ao Poder Hierárquico. b) Errada. Conforme alternativa “a” não diz respeito ao Poder Hierárquico. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 16 c) Correta. O poder de polícia está ligado à atividade estatal que limita o exercício dos direitos individuais em benefício da segurança, conforme art. 78 do Código Tributário Nacional (CTN), trata-se especificamente sobre o consentimento, que diz respeito a anuência da Administração (quando exigida) para a prática de determinada atividade, essa anuência se materializa nos atos de licenças e autorizações. Por isso, pode-se afirmar que diz respeito ao ato vinculado, porque a Administração Pública, quando provocada para expedir uma licença, analisará tão somente se há o cumprimento dos requisitos pertinentes, não analisará a conveniência e oportunidade. d) Errada. Em que pese a correta indicação do Poder de Polícia não diz respeito a ordem de polícia, pois não estamos diante de um ato normativo (mas de ato concreto). No mais, foi equivocadamente classificado o ato como discricionário, quando se trata de ato vinculado pelas razões expostas no item “c”. Gabarito: Letra C QUESTÃO 06 - FGV (2023) a) Errada. O poder de polícia não constitui expressão de império do Estado e pode ser delegado também a pessoas jurídicas de direito privado que integrem a Administração Pública Indireta e seja de capital social majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial. b) Correta. Decorre do tema 532 do STF que dispõe: “É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial.” c) Errada. Conforme item “b” é constitucional a delegação a pessoas jurídicas da Administração Pública em regime não concorrência, por força do tema 532 do STF. d) Errada. Conforme o entendimento 532 do STF é admissível a pessoas jurídicas integrantes da Administração Pública Indireta que prestem serviço público de atuação própria do Estado. Gabarito: Letra B QUESTÃO 07 - FGV (2023) a) Errada. O poder hierárquico é interno, e a distribuição de funções ocorre na estrutura da mesma pessoa jurídica pertencente tanto à Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) quanto à Administração Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). Esse Poder é conferido ao administrador com o intuito de distribuir e escalonar funções de seus órgãos, estabelecendo uma relação de hierarquia e subordinação. Por essa razão, o ato de aplicar multa ao estabelecimento e determinar a instauração de processo de interdição não corresponde ao Poder Hierárquico. b) Errada. A autotutela decorre do Poder da Administração Pública declarar nulo seus atos quando eivados de vícios ou revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade, não diz respeito a este caso, visto que representa o exercício do poder de polícia. c) Errada. A tutela administrativa não constitui um dos Poderes da Administração Pública. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 17 d) Correta. O poder de polícia está ligado à atividade estatal que limita o exercício dos direitos individuais em benefício da segurança, conforme art. 78 do Código Tributário Nacional (CTN), trata-se especificamente sobre o consentimento, que diz respeito a anuência da Administração (quando exigida) para a prática de determinada atividade, essa anuência se materializa nos atos de licenças e autorizações. Por isso, o ato de apreender os bancos e as araras decorre do Poder de Polícia, visto que é uma limitação aos direitos particulares em prol do interesse público. Gabarito: Letra D QUESTÃO 08 - FGV (2023) a) Correta. Uma das características do Poder de Polícia é a autoexecutoriedade. Não é necessário autorização judicial para o exercício do Poder de Polícia. Conforme narrado no enunciado à existência de previsão legal e à sua característica de autoexecutoriedade, um ato começa a produzir efeitos imediatamente após sua edição, sem depender da intervenção de outro poder. Assim, a alternativa está correta. b) Errada. O erro da assertiva é afirmar que “a autoexecutoriedade do poder de polícia não admite meios diretos de coerção”, a característica da autoexecutoriedade é justamente a desnecessidade de autorização do Poder Judiciário. c) Errada. Há atos que não possuem autoexecutoriedade, como o recebimento de multas e a cobrança de tributos. Nestas situações, para que o ato produza seus efeitos, é necessária a intervenção do judiciário por meio do processo de execução. d) Errada. Embora o ato resultante do exercício do poder de polícia seja autoexecutorório, isso não impede a Administração Pública de buscar a via judicial para executar o ato, pois nem sempre as medidas adotadas pelo órgão público serão suficientes. Esse é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, conforme o precedente no REsp: 1651622 SP 2017/0002858-0, relatado pelo Ministro HERMAN BENJAMIN, julgado em 28/03/2017, pela Segunda Turma, e publicado no DJe em 18/04/2017. Gabarito: Letra A QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Errada. Não se trata de Poder Disciplinar, uma vez que este constitui no poder de aplicar sanções para servidores ou particulares que possuam vínculo com a administração pública. b) Correta. Em razão do disposto do art. 78 do CTN estar-se-á diante do Poder de polícia que permite a restrição dos direitos dos particulares em prol da coletividade. Ocorre que, no caso, houve ofensa ao princípio da proporcionalidade, mais especificamente ao subprincípio da exigibilidade. A exigibilidade diz respeito por medidas que reduzam a restrição aos direitos individuais, mas que sejam igualmente eficazes na proteção do interesse público, é essencial. Isso significa que o poder público deve optar por medidas menos severas, porém igualmente eficazes, evitando assim o uso de medidas excessivas que possam violar os direitos fundamentais. c) Errada. A menção ao poder de polícia está correta, todavia, a questão está errada ao mencionar que houve ofensa ao princípio da proporcionalidade, mais especificamente ao subprincípio da adequação. A adequação diz respeito à escolha do meio utilizado para alcançar o objetivo, isto é, se Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 18 a ação foi eficaz para o fim pretendido. A medida foi eficaz, todavia em razão da necessidade ou exigibilidade poderia ter sido utilizado meio menos gravoso. d) Errada. Não se trata de Poder Disciplinar, uma vez que este constitui no poder de aplicar sanções para servidores ou particulares que possuam vínculo com a administração pública, além disso, houve clara violação ao princípio da proporcionalidade, porque a ação adotada foi excessiva ante as circunstâncias. Gabarito: Letra B QUESTÃO 10 - FGV (2022) a) Errada. A Constituição Federal não faz menção à prioridade absoluta. b) Errada. Em verdade, é inconstitucional, uma vez que o Chefe do Poder Executivo goza de conveniência e a oportunidade para o exercício do poder regulamentar, em homenagem ao princípio da separação dos poderes. c) Correta. O entendimento do STJ é de que: "3. Firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido da incompatibilidade de dispositivos normativos que estabeleçam prazos, ao Poder Executivo, para apresentação de projetos de lei e regulamentação de preceitoslegais, por violação dos arts. 2º e 84, II, da Constituição da República" (ADI n. 4728). d) Errada. Em que pese correta afirmação de inconstitucional, a justificativa se dá na conveniência e oportunidade e não na “vedação” Gabarito: Letra C DIA 31 PROCESSO PENAL Tema 1: Ação Penal (15 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXIX (2023) a) Errada. Arthur não poderá ser beneficiado com o acordo de não persecução penal, pois é reincidente, contrariando o disposto no art. 28-A, incisos II, do CPP. b) Errada. O art. 28-A, §2º, incisos II e III, do CPP estabelece, respectivamente, que o ANPP não será cabível se o investigado for reincidente, ou se tiver sido beneficiado nos 5 anos anteriores ao cometimento da infração, em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo. Portanto, Arthur e Fernanda não podem ser beneficiados com o acordo de não persecução penal, pois Arthur é reincidente e Fernanda foi beneficiada, há menos de 5 anos, com a suspensão condicional do processo, o que contraria o disposto no art. 28-A do CPP. c) Correta. Somente Bruno e Camille farão jus aos benefícios do acordo de não persecução penal, por estarem presentes os requisitos do art. 28-A do CPP. Arthur e Fernanda não podem ser beneficiados com o acordo de não persecução penal, nos termos do comentário da alternativa “B”. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 19 d) Errada. Fernanda não poderá ser beneficiada com o acordo de não persecução penal, pois foi beneficiada, há menos de 5 anos, com a suspensão condicional do processo, o que contraria o disposto no art. 28-A, §2º, III, do CPP. “Art. 28-A, CPP: Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: (...) II - se o investigado for reincidente ou se houver elementos probatórios que indiquem conduta criminal habitual, reiterada ou profissional, exceto se insignificantes as infrações penais pretéritas; III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; e (...)” Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXVII (2023) a) Errada. Não há que se falar em perdão no presente caso, mas sim em perempção, vide comentários da alternativa “c”. No perdão do ofendido, este DESISTE de prosseguir na ação penal de exclusiva iniciativa privada, o que não é o caso da presente questão. b) Errada. Não há que se falar em renúncia no presente caso, mas sim em perempção, vide comentários da alternativa “c”. Na renúncia, o ofendido demonstra DESINTERESSE em exercer seu direito de queixa em casos de ação de exclusiva iniciativa privada, ocorrendo ANTES de ser iniciada a ação privada. Nota-se não ser o caso narrado na questão. c) Correta. No caso apresentado na questão, o advogado constituído deixou de formular o pedido de condenação nas alegações finais em ação que somente se procede mediante queixa, razão pela qual deve ser considerada perempta a ação penal, nos termos do art. 60, III, do CPP. Art. 60, CPP: “Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: (...) III - quando o querelante deixar de comparecer, semmotivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; (...)” d) Errada. Não há que se falar em retratação no presente caso, mas sim em perempção, vide comentários da alternativa “c”. A retratação é cabível nos crimes de calúnia, difamação, falso testemunho e falsa perícia, e ocorre quando o agente reconsidera a afirmação anterior que fez, o que não é o caso apresentado na questão em análise. Gabarito: Letra C Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 20 QUESTÃO 03 - OAB XXXVI (2022) a) Correta. O crime de estelionato, após o pacote anticrime, passou a ser crime de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do Art. 171, §5° do CP. Por isso, não seria cabível a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, pois não houve representação da vítima. b) Errada. Trata-se de crime de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do Art. 171, §5° do CP. c) Errada. A tese a ser alegada seria a ausência de representação da vítima, por se tratar de crime de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do Art. 171, §5° do CP. d) Errada. A conduta foi típica. A alegação deveria ser no sentido de que houve ausência de representação da vítima, por se tratar de crime de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do Art. 171, §5° do CP. Não cabe alegação de atipicidade da conduta. Gabarito: Letra A QUESTÃO 04 - OAB XXXV (2022) a) Errada. Tratando-se de crime praticado contra a honra de servidor público no exercício de suas funções, a legitimidade será concorrente do ofendido (queixa-crime) e do MP (ação penal pública condicionada à representação). Portanto, está equivocada a alternativa ao afirmar que Magda somente pode oferecer queixa-crime, eis que também pode representar contra Mário, nos termos da Súmula 714 do STF. b) Errada. Tratando-se de crime praticado contra a honra de servidor público no exercício de suas funções, a legitimidade será concorrente do ofendido (queixa-crime) e do MP (ação penal pública condicionada à representação). Portanto, está equivocada a alternativa ao afirmar que Magda somente pode representar contra Mário, eis que também pode oferecer queixa-crime, nos termos da Súmula 714 do STF. c) Errada. Tratando-se de crime praticado contra a honra de servidor público no exercício de suas funções, a legitimidade será concorrente do ofendido (queixa-crime) e do MP (ação penal pública condicionada à representação). Portanto, Magda pode representar contra Mário ou oferecer queixa-crime, nos termos da Súmula 714 do STF. d) Correta. Tratando-se de crime praticado contra a honra de servidor público no exercício de suas funções, a legitimidade será concorrente do ofendido (queixa-crime) e do MP (ação penal pública condicionada à representação), razão pela qual Magda pode representar contra Mário ou oferecer queixa-crime, nos termos da Súmula 714 do STF. Súmula 714, STF: “É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do ministério público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.” Gabarito: Letra D QUESTÃO 05 - OAB XXXV (2022) a) Correta. Segundo o estabelecido pelo art. 116, IV, do CP, antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 21 Art. 116, CP: “Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: (...) IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal.” b) Errada. Natan, na data do fato, já contava com 21 anos, razão pela qual não incide a redução pela metade dos prazos de prescrição (art. 115 do CP). Art. 115, CP: “São reduzidos de metade os prazos de prescrição quandoo criminoso era, ao tempo do crime,menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.” c) Errada. Segundo o estabelecido pelo art. 116, IV, do CP, antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. d) Errada. Segundo o estabelecido pelo art. 116, IV, do CP, antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. Gabarito: Letra A QUESTÃO 06 - OAB XXXIII (2021) a) Errada. É obrigatória a confissão para que o acordo de não persecução seja realizado. Art. 28-A, CPP: “Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente: (...)” b) Errada. A suspensão condicional que beneficiou o acusado ocorreu há 8 anos. Logo, só haveria vedação à concessão do Acordo de Não Persecução Penal se a suspensão condicional tivesse ocorrido nos últimos 5 anos. Art. 28-A, § 2º, CPP: O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: (...) III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; e (...)” c) Correta. Pelo exposto do artigo 28-A, da Lei nº 13.964/2019, introduzido recentemente no CPP, a alternativa trouxe todos os requisitos para se propor o Acordo de Não Persecução Penal. Ademais, é obrigatória a confissão para que o acordo seja realizado. d) Errada. O Acordo de Não Persecução Penal leva em conta a pena mínima inferior a 4 anos, e não a pena máxima, como afirma a questão. Art. 28-A, CPP: “Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente: (...)” Gabarito: Letra C Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 22 QUESTÃO 07 - OAB XXXIII (2021) a) Correta. A representação é irretratável após oferecida a denúncia (art. 25 do CPP). “Art. 25, CPP: A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia”. b) Errada. A retratação pode ser realizada até o oferecimento da denúncia (art. 25 do CPP). c) Errada. A retratação pode ser realizada até o oferecimento da denúncia (art. 25 do CPP), mas não precisa ser feita em audiência. d) Errada. A representação é irretratável após oferecida a denúncia (art. 25 do CPP). EXCEÇÃO: Para não esquecer!! Lei Maria da Penha - Art. 16: “Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a RENÚNCIA [é desistência] à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, ANTES DO RECEBIMENTO da denúncia e ouvido o Ministério Público”. Gabarito: Letra A QUESTÃO 08 - OAB XXX (2019) a) Errada. O prazo para a contagem do prazo decadencial somente se inicia quando se tem o conhecimento da autoria (art. 103, CP). b) Errada. A questão trata de perdão, e não de renúncia. A renúncia é pré-processual e é ato unilateral do ofendido e, por este motivo, não precisa aceitação do agressor. No enunciado a questão traz a informação de que a inicial já fora recebida, sendo descartada a hipótese da renúncia. c) Errada. Além do caso não se tratar de renúncia, conforme os comentários da alternativa anterior, mas sim de perdão, tanto o perdão quanto a renúncia se estendem aos demais que a aceitarem, nos termos do art. 51 do CPP. d) Correta. Considerando o princípio da indivisibilidade, o perdão oferecido a um aproveita a todos que o aceitarem (art. 51, CPP e art. 106, I e §1º, CP). “Art. 51, CPP: O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.” Gabarito: Letra D QUESTÃO 09 - OAB XXVIII (2019) a) Errada. De acordo com o que estabelece a Súmula 594, do STF, os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, pelo ofendido (Gabriel) ou por seu representante legal (Eliete). Assim, ainda que Eliete, representante legal de Gabriel, tenha renunciado ao direito de queixa, Gabriel poderá representar criminalmente contra Jorge, isso quando tiver alcançado a maioridade (18 anos). Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 23 “Súm. 594, STF: Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, pelo ofendido ou por seu representante legal.” b) Correta. Vide comentários da alternativa anterior, Gabriel poderá representar criminalmente contra Jorge quando tiver alcançado a maioridade (18 anos), independentemente da renúncia de sua representante legal, nos termos da Súmula 594, do STF. Além disso, estabelece o art. 44, do CPP que o advogado precisa de procuração com poderes especiais para oferecer a queixa-crime. “Art. 44, CPP: A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal.” c) Errada. O prazo decadencial de 6 meses do art. 38 do CPP, em relação a Gabriel, somente começa a contar quando este atingir a maioridade (18 anos). “Art. 38, CPP: Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. Parágrafo único. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação, dentro do mesmo prazo, nos casos dos arts. 24, parágrafo único, e 31.” d) Errada. A renúncia é possível, nos termos do art. 50, do CPP. “Art. 50, CPP: A renúncia expressa constará de declaração assinada pelo ofendido, por seu representante legal ou procurador com poderes especiais.” Gabarito: Letra B QUESTÃO 10 - OAB XXVII (2018) a) Errada. A queixa-crime pode ser apresentada sem a completa qualificação do querelado quando houver esclarecimentos pelos quais se possa identificar o acusado, como ocorreu no caso narrado, em que foram fornecidas as características físicas marcantes, apelido e local de trabalho que poderiam identificá-lo. Portanto, houve a observância ao disposto no art. 41, do CPP. “Art. 41, CPP: A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.” b) Correta. Segundo a disposição do art. 44, do CPP, a procuração, no caso de queixa-crime, deve conter: poderes especiais do advogado; o nome do querelante; e a menção do fato criminoso. Portanto, alternativa correta. “Art. 44, CPP: A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e amenção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízocriminal.” c) Errada. O fato de que a classificação do crime não está adequada aos fatos narrados, por si só, não provoca a rejeição da denúncia, bem como a tipificação realizada não vincula a autoridade judicial. Nos termos do art. 383, "caput", do CPP, "O juiz, sem modificar a descrição do fato contida Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 24 na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave", o que é chamado de "emendatio libelli". Logo, o juiz pode modificar a classificação jurídica (tipificação do fato), ainda que, em decorrência disso, aplique pena mais grave. d) Errada. O rol de testemunhas não é obrigatório, sendo, portanto, dispensável quando já existem elementos suficientes para demonstrar a materialidade e autoria do crime. Gabarito: Letra B QUESTÃO 11 - OAB XXIV (2017) a) Errada. Tiago poderá optar por oferecer queixa-crime, pois trata-se de legitimidade concorrente do ofendido (queixa-crime) e do Ministério Público (ação penal pública condicionada à representação), nos termos da Súmula 714, do STF. b) Errada. Tiago poderá optar por por oferecer representação para o Ministério Público apresentar denúncia, pois trata-se de legitimidade concorrente do ofendido (queixa-crime) e do Ministério Público (ação penal pública condicionada à representação), nos termos da Súmula 714, do STF. c) Correta. Segundo o que estabelece a Súmula 714, do STF, no caso de crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções, trata-se de legitimidade concorrente do ofendido (queixa-crime) e do Ministério Público (ação penal pública condicionada à representação). “Súmula 714, do STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.” d) Errada. O Ministério Público poderá oferecer denúncia, desde que João represente, pois trata-se de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do que estabelece a Súmula 714, do STF. Gabarito: Letra C QUESTÃO 12 - OAB XXIV (2017) a) Correta. Pedro renunciou ao exercício do direito de queixa em relação a Lívia ao ligar para ela e dizer que “nada fará, pedindo, apenas, que o fato não se repita”. Na renúncia há a desistência do ofendido, antes do oferecimento da queixa-crime, de exercer seu direito de seguir na persecução penal, o que pode ser verificado no caso narrado no enunciado. Assim, ocorreu a renúncia, a qual se estenderá à Carla, nos termos do artigo 49 do CPP. “Art. 49, CPP: A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá.” b) Errada. Conforme o descrito na alternativa anterior, houve a renúncia em relação a Lívia, a qual, nos termos do artigo 49 do CPP, se estende a todos os autores, de modo que a queixa-crime não deve ser recebida em relação a Carla. c) Errada. Ocorreu a renúncia, e não a perempção. A perempção ocorre quando o ofendido deixa de realizar atos processuais no prazo sem motivo justificado, nas hipótese descritas no art. 60, do CPP, o que acarreta a extinção da punibilidade pela desídia do querelante ( art, 107, IV, do CP). Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 25 “Art. 60, CPP: Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; III - quando o querelante deixar de comparecer, semmotivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.” “Art. 107, CP: Extingue-se a punibilidade: (...) IV - pela prescrição, decadência ou perempção; (...)” d) Errada. Ocorreu a renúncia, e não o perdão do ofendido. O perdão do ofendido ocorre quando o ofendido perdoa o autor/ autores após dar início à ação penal, podendo ser oferecido até o trânsito em julgado, situação esta que não é verificada no caso narrado. Gabarito: Letra A QUESTÃO 13 - FGV (2023) a) Errada. A perempção do art. 60, do CPP é aplicada aos casos em que somente se procede mediante queixa. No caso, trata-se de ação privada subsidiária da pública, razão pela qual é inaplicável o teor do referido artigo. “Art. 60, CPP: Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: (...)” b) Errada. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública já ajuizada, de modo que, de acordo com o narrado no enunciado, não há a ocorrência de decadência. No caso desse tipo de ação penal, o prazo de 6 meses começa a contar do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia, nos termos do art. 38 do CPP. “Art. 38, CPP: Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.” c) Errada. Não é o caso de o juiz declarar a ocorrência da renúncia tácita de Saulo e a consequente extinção da punibilidade de Orestes, pois, segundo o art. 29, do CPP, no caso de negligência do querelante, cabe ao Ministério Público retomar a ação como parte principal. d) Correta. Conforme a disposição do art. 29, do CPP, o Ministério Público retomar a ação como parte principal, pois cabe ao Ministério Público intervir em todos os termos do processo, inclusive com a possibilidade de, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal. Gabarito: Letra D Junior Rodrigues dos Santos - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 26 QUESTÃO 14 - FGV (2023) a) Errada. Nos termos do art. 28-A, do CPP, é requisito para a celebração do acordo de não persecução penal a confissão formal e circunstanciada da prática de infração penal. “Art. 28-A, CPP: Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente:” b) Errada. Nos termos do art. 28-A, § 5º, do CPP, “Se o juiz considerar inadequadas, insuficientes ou abusivas as condições dispostas no acordo de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que seja reformulada a proposta de acordo, com concordância do investigado e seu defensor.” c) Errada. Nos termos do art. 28-A, § 11, do CPP, “O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo investigado também poderá ser utilizado pelo Ministério Público como justificativa para o eventual não oferecimento de suspensão condicional do processo. d) Correta. É o que dispõe o caput do art. 28-A, do CPP: “Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima