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DIAGNÓSTICO da CÁRIE 1, ICDAS, CPO-D – Profª Drª SABRINA G. RIATTO – Odonto UNIESP 
 
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ODONTOLOGIA - CARIOLOGIA - ROTEIRO de ESTUDO 
DIAGNÓSTICO DA CÁRIE 
Um método de detecção de lesões cariosas deve apresentar algumas características imprescindíveis para ser 
considerado adequado: 
• ser confiável 
• não invasivo 
• capaz de detectar lesões de cárie em estágio inicial 
• capaz de diferenciar lesões reversíveis das irreversíveis 
• ter custo acessível 
• ser confortável para o paciente 
• apresentar rapidez e facilidade de execução 
• ser viável a todas as faces dos dentes com a mesma eficácia 
 
MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DA CÁRIE 
• Tátil-visual 
• Radiográfico 
• Medidas complementares 
 
DIAGNÓSTICO TÁTIL-VISUAL DA CÁRIE 
• Exame clínico 
• Critérios da OMS para diagnóstico/ antes do exame clínico: 
✓ Dentes iluminados 
✓ Dentes limpos 
✓ Dentes secos (por 5 segundos) 
 
Consiste na inspeção visual meticulosa combinada com um auxiliar não invasivo para detecção de lesões cariosas. 
 
Utilizando os critérios da OMS, se faz uso da sonda recomendada pela OMS que tem ponta arredondada para 
impedir a ampliação de uma cavidade pré existente. A sonda periodontal recomendada pela OMS (sonda IPC: 
Índice Periodontal Comunitário) é uma sonda leve com ponta esférica de 0.5 mm, uma banda situada entre 3.5 e 
5.5 mm e anéis situados a 8.5 e 11.5 mm da ponta da sonda. 
 
 
 
Para detectar clinicamente lesões de cárie deve-se adotar um método objetivo e muitos sistemas tem sido 
empregados para melhorar a objetividade dos examinadores. Para padronizar e solucionar a incompatibilidade 
entre sistemas foi criado o ICDAS (International Caries Detection and Assessment System - Sistema internacional 
para detecção e avaliação da cárie) que permite a comparação entre dados coletados na coroa dentária em 
diferentes locais do mundo e pontos no tempo. 
DIAGNÓSTICO da CÁRIE 1, ICDAS, CPO-D – Profª Drª SABRINA G. RIATTO – Odonto UNIESP 
 
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ICDAS 
(International Caries Detection and Assessment System) 
O ICDAS é um método objetivo que padroniza e soluciona a incompatibilidade entre sistemas, permitindo a 
comparação entre dados coletados na coroa dentária em diferentes locais do mundo e pontos no tempo. 
Elaborado em 2002 e modificado em 2005 nos EUA. 
 
O ICDAS oferece critérios e códigos clínicos para acentuar e possibilitar os processos para detecção, avaliação, 
diagnóstico e monitoramento das lesões cariosas, bem como para o planejamento de um tratamento 
abrangente da doença cárie, centrado no paciente. 
 
• Aplicações do ICDAS nas diferentes áreas da odontologia: 
Prática clínica 
Epidemiologia e saúde pública 
Investigação clínica 
Educação em saúde 
 
• Protocolo para inspeção visual ICDAS: 
1- Conduta prévia: Boa iluminação, fazer profilaxia, controlar umidade. 
2- Iniciar no quadrante superior direito do paciente e prosseguir no sentido horário. 
3- Usar sonda OMS. 
 
• Códigos ICDAS: compostos por 2 dígitos. 
O primeiro dígito refere-se à presença de restaurações ou selantes (condição da superfície do dente). 
Vai de 0 a 8. 
O segundo representa a presença de lesão de cárie que vai de 0 a 6 dependendo da severidade da lesão. 
 
 
• (1ºdígito): 
0: Não restaurado, nem selado. 
1: Selante parcial. 
2: Selante completo. 
3: Restauração em resina. 
4: Restauração em amálgama. 
5: Coroa de aço. 
6: Coroa ou faceta. 
7: Restauração fraturada. 
8: Restauração temporária. 
DIAGNÓSTICO da CÁRIE 1, ICDAS, CPO-D – Profª Drª SABRINA G. RIATTO – Odonto UNIESP 
 
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• (2ºdígito): 
Código 0: Dente hígido. Não há evidencias de alterações no esmalte após secagem por 5 segundos com 
jato de ar. Considerar código 0 (dente hígido) também nos casos de: 
➢ Hipoplasia de esmalte 
➢ Fluorose 
➢ Amelogênese imperfeita 
➢ Desgaste por atrição, abrasão, erosão e abfração. 
➢ Manchas intrínsecas e extrínsecas. 
 
Código 1: Mudança inicial visível no esmalte. Após secagem por 5 segundos com jato de ar. 
 
Código 2: Mudança nítida visível no esmalte. Opacidade visualizada mesmo sem secagem. 
 
Código 3: Descontinuidade do esmalte. Perda de esmalte localizada sem dentina exposta, visível mesmo 
sem secar. Perda de menos 0.5 mm confirmada pela ponta da sonda OMS. 
 
Código 4: Sombreamento da dentina subjacente. Sombra escura na dentina visível através do esmalte 
intacto. Sem dentina exposta. Visível sem secagem. 
 
Código 5: Cavidade nítida com dentina visível. Exposição dentinária envolvendo menos de 50% da face ou 
superfície do dente. 
 
Código 6: Cavidade extensa com dentina visível. Ampla e profunda envolvendo mais de 50% da face ou 
superfície do dente. 
EXEMPLO: 
 
DIAGNÓSTICO da CÁRIE 1, ICDAS, CPO-D – Profª Drª SABRINA G. RIATTO – Odonto UNIESP 
 
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CÓDIGOS OMS da condição dentária 
Registram a condição dentária em dentição permanente e também em dentição decídua: 
Dentes permanentes: código representado por números. 
Dentes decíduos: código representado por letras. 
0, A (hígido). 
1, B (cariado). 
2, C (restaurado e com cárie). 
3, D (restaurado e sem cárie). 
4, E (perdido devido à cárie). 
5, - (permanente perdido por outras razoes). 
6, F (selante). 
7, G (coroa). 
8, - (não irrompido). 
9, - (sem registro). 
 
Através do registro da condição dentária com os códigos da OMS podemos definir vários índices 
recomendados pela OMS, dentre eles o Índice de história de cárie para dentes permanentes: CPO-D. 
 
ÍNDICE CPO-D 
C = Cariados 
P = Perdidos devido à cárie 
O = “Obturados” (restaurados) 
D = Dentes permanentes 
O índice CPO-D Indica a história de cárie, ou seja, o presente e o passado dos dentes em relação à cárie dentária. 
CPO-D individual = cariados (C)+perdidos (P)+obturados (O) 
CPO-D da população = Soma CPO-D individuais÷Número total de indivíduos 
 
 
 
 
CÓDIGOS para detecção e classificação de CÁRIE RADICULAR 
E: Excluída (raiz não pode ser visualizada diretamente). 
0: Raiz hígida (raiz normal ou com abrasão, erosão). 
1: Perda do contorno anatômico da raiz

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