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LUCIANA VELMER Psicopedagoga Clínica e Institucional AMAAB – Associação de Mães e Amigos dos Autistas de Buritis/RO Rua: Rosivaldo Teotônio Cardoso, Nº1130, St 07. CEP 76880-000 CNPJ: 10.354.072/0001-90. E-mail: amaaburitis2022@gmail.com AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA Buritis/RO,24 de outubro de 2024. I. IDENTIFICAÇÃO Nome: Dullei Martins Pithan Data do Nascimento: 02/04/2007 Escolaridade: 1º ano do Ensino Médio Instituição: Escola Estadual Maria Elvandas de Siqueira Filiação; Mãe: Luciene Martins da Costa Pithan Pai: Rogério Pithan Faz uso de medicamento: Ritalina, Fluoxetina e Risperidona II. QUEIXA A queixa principal é, segundo a mãe, que a examinanda apresenta episódios de paralisia corporal desde os 9 anos de idade, apresentou melhora com acompanhamento médico, mas há 3 anos o caso teve uma regressão. Na escola a examinanda apresenta dificuldades de aprendizagem, dificuldades de leitura, falta de atenção e dificuldades em completar atividades. III. HISTÓRICO DA SAÚDE Em anamnese a genitora relatou que a examinanda teve um episódio de convulsão, onde foi encaminhada ao hospital e medicada, e desde então está em acompanhamento com neurologista. A mãe também relatou que aos 10 anos, Dullei sofreu uma queda de moto junto com os pais, onde os mesmos caíram da ponte dentro de um rio. A mãe relatou que Dullei conseguiu sair sozinha da água e não se feriu. Dullei está em acompanhamento Psiquiátrico e Psicológico. III.1 – ANTECEDENTES FAMILIARES: Dullei faz acompanhamento terapêutico com Psiquiatra e Psicólogo. Segundo a mãe, ela suspeita que o pai de Dullei tenha alguma dificuldade de aprendizagem, pois nunca conseguiu estudar, e o irmão mais velho da examinanda saber ler, porém tem dificuldades de escrever. III.2 – JEITO DE SER DA CRIANÇA: Segundo relatos da mãe, Dullei dos 6 aos 9 anos de idade se demonstrava muito independente, gostava de ajudar na rotina da casa, mas com o passar do tempo a examinanda foi ficando mais lenta, distraída, parece não compreender comandos. Na escola Dullei apresenta dificuldades de aprendizagem, não consegue realizar as atividades, principalmente de português e matemática. A genitora relata que a examinanda não possui amigos na escola, que sua única amiga é uma moça que mora na mesma linha e utiliza o mesmo transporte escolar que a examinanda. A genitora relatou ainda que Dullei tem dificuldades de fazer novas amizades. IV. VIDA ESCOLAR Seu comportamento na escola, segundo a professora de português a examinanda tem bom comportamento, porém tem dificuldades na realização das atividades, mas quando solicitado se a mesma necessita de ajuda, a examinanda recusa auxilio. Os demais professores relataram que Dullei tem bom comportamento e o rendimento. Os professores também relataram que Dullei tem bom convívio social com os colegas de classe, auxiliando os colegas em alguns momentos e tendo boa participação nas aulas. Solicitei o boletim escolar da examinanda, e após análise foi possível verificar que suas médias estão dentro do esperado para o ano letivo, apresentando também boa presença escolar. V. COMPORTAMENTO DA CRIANÇA DURANTE A AVALIAÇÃO. Dullei se mostrou receptiva e participativa durante todo o processo de avaliação. No processo de avaliação a examinanda não manifestou nenhuma das queixas citadas pela mãe durante a anamnese. Na primeira sessão realizei uma atividade de “quebra gelo” para interação da profissional com a examinanda, e durante a dinâmica Dullei foi bem participativa, respondendo todas as questões e debatendo sobre elas. No decorrer do atendimento a examinanda relatou que participa do programa Guarda Mirim da Polícia Militar do Estado de Rondônia, que gosta da rotina de treinos e exercícios, mesmo sendo cansativo e “pesado” e que possui algumas amigas no programa e também tem ‘bastante’ amiga na escola. No decorrer dos atendimentos a examinanda realizou todas as atividades de forma tranquila. Nas atividades de leitura a examinanda foi capaz de ler textos simples e complexos de maneira magistral, respeitando as pontuações e realizando interpretação correta dos gêneros textuais. Durante as atividades de aritmética, a paciente realizou todos os cálculos, simples e complexos, com material de apoio (folha de rascunho), demonstrando uma leve dificuldade nos cálculos de divisão. Nas atividades de pintura e desenho, Dullei demonstrou muita criatividade e dominação dos pinceis e das técnicas avançadas de pintura, utilizando cores vivas e traçados firmes, demonstrando ótima coordenação motora fina e controle inibitório. VI. AVALIAÇÃO Para a avaliação Psicopedagógica foram utilizados testes padronizados, qualitativos, ecológicos, além da observação clínica, lúdica, do material escolar, das informações obtidas pela escola, pela família e pela paciente, realizou-se quinze sessões as quais discorreram sobre as áreas: Sócio afetiva/Emocional; Habilidades sociais; Psicomotora; Funções Executivas, Memória e atenção; Linguagem (leitura e escrita) e Pensamento Lógico Matemático/Aritmética, além do IAR (Instrumento de Avaliação do Repertório Básico para a Alfabetização), aos quais Dullei respondeu os testes específicos a seguir VI.1 – INSTRUMENTOS: INSTRUMENTO OBJETIVO Conversa Informal. Construção do Vínculo com o paciente Testes Projetivos: Desenho da família e planta da sala. Compreender melhor os sentimentos, e o nível de maturidade afetiva das crianças. Investigar a representação do campo geográfico da sala e sua posição, real e desejada na mesma. Instrumento de Avaliação do Repertorio Básico para Alfabetização (IAR). Avaliar os pré requisitos para a aprendizagem da leitura e escrita. Verificar quais habilidades ou conceitos precisão ser trabalhados para melhor desenvolver as habilidades de leitura e escrita. Teste de atenção por cancelamento (TAC). Funções executivas padrão: organização, Planejamento e Execução das ações. Teste de trilhas: Partes A e B. Funções executivas padrão: organização, Planejamento e Execução das ações. Teste do desempenho escolar (TDE). Avalia as capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente da escrita, aritmética e leitura. Indica de uma maneira abrangente, quais as áreas da aprendizagem escolar que estão preservadas ou prejudicadas no examinando. Avaliação da Leitura e Escrita Avaliar a aquisição da habilidade da leitura, para posterior avaliação da escrita. VI.2 – INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS INSTRUMENTOS RESULTADOS TAC Desempenho bom TRILHAS Desempenho bom TDE Desempenho esperado para o ano letivo que frequenta. IAR Desempenho bom. Não apresentou dificuldades. LEITURA E ESCRITA Na escrita: Dullei conhece todas as vogais e consoantes do alfabeto, não apresentando trocas de letras ou fonemas durante a escrita, apresentando ótima caligrafia para o ano letivo. Sua memória auditiva é excelente, não apresentando trocas fonéticas. É capaz de organizar pensamentos e ordenar fatos para escrita de história. É capaz de enumerar elementos de forma estática e dinâmica. Possui orientação espacial esperada para a faixa etária. Na leitura; não existe trocas fonéticas na leitura, possui ritmo de leitura adequado para a idade, respeita pontuações e identifica gêneros textuais. VII. CONCLUSÃO O objetivo da avaliação Psicopedagógica é a aprendizagem e a relação do sujeito com a aprendizagem. O diagnóstico Psicopedagógico envolve observar o potencial de aprendizagem do paciente e identificar melhores condições que podem favorecer esse processo. Com isso os problemas de aprendizagem podem surgir de problemas neuro funcionais e das dificuldades escolares, como transtorno de déficit de atenção, depressão, transtorno de humor, problemas emocionais em decorrência a baixa autoestima, dentre outros, como também por problemas vinculados ao ambiente em que o paciente está inserido e do método de ensino que é adotado pelos professores. Faz-se necessário destacar que dos muitos sintomas relatados pela mãe da examinanda, estes sinalizamcomo hipóteses de sintomas de ansiedade elevada, porém no decorrer dos atendimentos, a examinanda não demonstrou nenhuma dificuldade em realizar as atividades propostas, concluindo todo o processo com louvor. Dullei é uma jovem que está com seu desenvolvimento cognitivo dentro dos padrões para a idade, não havendo atrasos ou manifestando quaisquer sintomas de algum transtorno ou distúrbio psicomotor ou de aprendizagem. A paciente possui excelente auto estima, pois quando perguntado como ela se auto avalia, a mesma se descreveu como; “-Inteligente, alegre, bonita, determinada, estudiosa e extrovertida...”. Nota-se que a paciente vem de um lar bem estruturado, com bons costumes e ensinamentos. Deve-se destacar que a mãe de Dullei enfrenta uma dura e longa luta contra o câncer, porém isso não a impediu de dar um bom exemplo e criar a examinanda dentro de um lar de amor e educação, o que tem feito até o dia de hoje com muito zelo e capricho. A história de vida de Dullei, compreendendo seus contextos sociais e a partir das respostas dos testes específicos, pode-se concluir que a mostra da sua capacidade cognitiva está dentro da normalidade para a sua faixa etária, não apresentando nenhum tipo de distúrbio ou transtorno psicomotor ou de aprendizagem. Destaco que este documento não é um laudo definitivo, mas sim serve como orientação para o diagnóstico final da paciente, que deve ser realizado por um profissional qualificado. VIII. INDICAÇÕES DE TRATAMENTO Para melhor acompanhamento terapêutico solicito as seguintes avaliações: · Avaliação Psicológica Comportamental · Avaliação Neuropsicopedagógica. IX. ORIENTAÇÃO À ESCOLA · Valorizar as potencialidades e habilidades; · Estimular a participação em atividades coletivas; · Acompanhar o caderno; · Avaliar a capacidade de realizar tarefas de maneira diferenciada; · Propor que a examinanda seja auxiliar do professor e dos colegas; buscando desenvolver o convívio social e fortalecer a auto estima. X. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS · Construir regras e combinados comportamentais com a participação; · Proporcionar momentos de lazer e integração entre família; · Realizar momentos de brincadeiras e jogos em família (Ex: Uno, dominó...); · Manter rotina diária de estudos e realização de tarefas, sob o olhar sensível da família, bem como sua estimulação e incentivos; · Mediar e negocias nos momentos de conflitos; · Valorizar as potencialidades e habilidades; · Estimular a participar de atividades coletivas com demais crianças e seus familiares. · Proporcionar momentos de conversa em família. (Perguntar como foi o dia e estar disponível para ouvir) Coloco-me à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. Atenciosamente, ________________________________________________ Luciana Velmer Psicopedagoga image1.png image2.png image3.png