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TECIDO CARTILAGINOSO E TECIDO
ÓSSEO
Profª Gabriele do Rosário
O tecido cartilaginoso é um tipo de tecido conjuntivo
especializado que apresenta características específicas que
o diferenciam de outros tecidos. Ele é avascular (sem vasos
sanguíneos), possui alta resistência à compressão e é
fundamental para o suporte de estruturas, absorção de
impacto e formação de moldes ósseos durante o
desenvolvimento embrionário. 
COMPONENTES DO TECIDO CARTILAGINOSO
Condroblastos: células imaturas que produzem a matriz
extracelular e ficam na periferia da cartilagem.
Condrócitos: células maduras localizadas em lacunas da
matriz; são condroblastos diferenciados.
Células condrogênicas: células-tronco do pericôndrio que
dão origem aos condroblastos.
CÉLULAS
A matriz cartilaginosa é rica em fibras, que determinam suas
propriedades físicas:
Colágeno tipo II: predominante, dá resistência à tração.
Fibras elásticas: conferem elasticidade à cartilagem
elástica.
Colágeno tipo I: presente na cartilagem fibrosa, oferece
maior resistência.
MATRIZ EXTRACELULAR
A substância fundamental
amorfa é rica em
proteoglicanos, GAGs (como
condroitina e queratan
sulfato) e ácido hialurônico. É
altamente hidratada, o que
garante resistência à
compressão e facilita a
difusão de nutrientes.
MATRIZ EXTRACELULAR
Camada de tecido conjuntivo denso que envolve a
cartilagem (exceto na cartilagem articular e fibrosa).
Composto por duas camadas:
Camada externa fibrosa: rica em fibras colágenas e
fibroblastos.
Camada interna condrogênica: contém células
mesenquimais indiferenciadas (células condrogênicas).
PERICÔNDRIO (PRESENTE NA MAIORIA DAS CARTILAGENS)
O tecido cartilaginoso é um tipo de tecido conjuntivo
especializado que atua na sustentação de estruturas do
corpo e na formação inicial do esqueleto. Existem três
tipos principais de cartilagem: hialina, elástica e fibrosa,
sendo a hialina a mais comum e estudada.
TECIDO CARTILAGINOSO – TIPOS, FUNÇÕES E
CARACTERÍSTICAS
Essa cartilagem apresenta matriz formada por colágeno
tipo II e é envolvida pelo pericôndrio. Destaca-se por formar
o esqueleto do feto durante o início do desenvolvimento.
Posteriormente, é substituída por ossos em um processo
chamado de ossificação endocondral. Além de ser
encontrada no esqueleto fetal, a cartilagem hialina está
presente nos brônquios, nariz e traqueia.
CARTILAGEM HIALINA
Como o nome sugere, essa cartilagem destaca-se pela
grande presença de fibras elásticas. Assim como a
cartilagem hialina, essa cartilagem é revestida pelo
pericôndrio. Pode ser encontrada na epiglote, na laringe e
no pavilhão auditivo.
CARTILAGEM ELÁSTICA
Essa cartilagem não apresenta pericôndrio e destaca-se
pela grande quantidade de fibras de colágeno tipo I. Pode
ser observada nos discos intervertebrais, na ligação dos
tendões e ossos e nos discos articulares do joelho.
CARTILAGEM FIBROSA OU FIBROCARTILAGEM
O tecido ósseo, além de compor o esqueleto e dar
sustentação ao corpo, desempenha funções essenciais
como a proteção da medula óssea, que é responsável pela
produção das células sanguíneas (hematopoiese), e o
controle da calcemia (níveis de cálcio no sangue). O cálcio,
presente em 99% nos ossos, é vital para contrações
musculares, inclusive cardíacas, e para processos de
transporte transmembrana de substâncias.
Osteoblastos: produzem e
depositam a matriz óssea (que
será posteriormente calcificada).
Ficam justapostos à superfície
do osso. Após secretarem a
matriz, ficam aprisionados e se
transformam em osteócitos.
TIPOS CELULARES DO TECIDO ÓSSEO
São células maduras do tecido ósseo, ligadas entre si por
prolongamentos celulares, formando uma rede funcional que
regula deposição e reabsorção óssea conforme estímulos do
ambiente.
OSTEÓCITOS
São células gigantes e
multinucleadas, responsáveis
pela reabsorção óssea. Atuam
secretando enzimas e ácidos que
degradam a matriz. A
remodelação óssea que realizam
pode ser fisiológica ou patológica.
OSTEOCLASTOS
A remodelação óssea é fundamental na implantodontia, pois
a osseointegração (fixação do implante no osso) depende
da formação de nova matriz óssea ao redor do implante.
IMPORTÂNCIA CLÍNICA
Periósteo:
 Membrana externa que reveste quase todo o osso. Tem
duas camadas: fibrosa (protegendo e sustentando) e
osteogênica (com células que formam osso). Importante
para nutrição, crescimento em espessura e cicatrização.
Endósteo:
 Membrana fina que reveste a parte interna do osso,
incluindo o canal medular e trabéculas. Contém células
que ajudam na remodelação e manutenção do osso.
MEMBRANAS DO OSSO
Tipos de Osso
Longo: maior comprimento que largura (ex: fêmur)
Curto: dimensões semelhantes (ex: ossos do punho)
Plano: achatado, protege (ex: crânio)
Irregular: formas complexas (ex: vértebras)
Sesamoide: dentro de tendões (ex: patela)
TIPOS DE OSSO E OSSIFICAÇÕES
Intramembranosa: direto do tecido conjuntivo (ex:
ossos do crânio)
Endocondral: substitui cartilagem (ex: ossos longos)
TIPOS DE OSSIFICAÇÃO
TECIDOS ESPECIALIZADOS E
ODONTOGÊNESE
Profª Gabriele do Rosário
 O sangue circula pelo corpo levando oxigênio,
nutrientes e células de defesa. O sistema linfático atua
como filtro dos fluidos corporais, drenando substâncias
para veias próximas ao coração. 
SANGUE
Para o sangue circular no corpo, é
necessário o coração, que funciona como
uma bomba, impulsionando o sangue pelos
vasos sanguíneos. Ele possui quatro
câmaras (átrios e ventrículos), sendo o
ventrículo esquerdo o principal
responsável pela contração cardíaca. O
coração é formado por tecido muscular
estriado cardíaco, que se contrai com a
presença de cálcio.
CORAÇÃO E VASOS SANGUÍNEOS
As batidas do coração ocorrem em ciclos cardíacos,
divididos em:
Sístole: contração dos ventrículos e ejeção do sangue;
Diástole: relaxamento e enchimento dos átrios e
ventrículos.
Em adultos, esses ciclos ocorrem de 70 a 100 vezes por
minuto, definindo a frequência cardíaca, um dado essencial
a ser verificado pelo cirurgião-dentista antes de qualquer
procedimento.
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Endocárdio:
Camada interna composta por
endotélio (epitélio simples),
semelhante ao que reveste os
vasos. Está relacionada à
condução do impulso nervoso
para a contração cardíaca.
CAMADAS DO CORAÇÃO
Camada média e mais espessa,
formada por músculo estriado
cardíaco. É a principal responsável
pela contração do coração e a mais
afetada no infarto agudo do miocárdio,
devido à alta demanda por oxigênio.
MIOCÁRDIO
Membrana serosa externa que
envolve o coração. Possui um
líquido lubrificante entre suas
camadas, permitindo a
movimentação do coração.
Contém tecido conjuntivo e
epitélio simples pavimentoso.
PERICÁRDIO
Três camadas (de dentro para fora):
Camada íntima: endotélio + tecido conjuntivo frouxo
Camada média: músculo liso + colágeno tipo III +
glicosaminoglicanas
Camada adventícia: tecido conjuntivo com colágeno
tipo I; pode conter vasa vasorum (vasos que irrigam os
próprios vasos)
Inervação: simpática, com noradrenalina como principal
neurotransmissor
ESTRUTURA DOS VASOS SANGUÍNEOS
Artérias:
Levam sangue oxigenado do coração aos tecidos
Paredes espessas, suportam alta pressão
Tipos:
Grandes artérias elásticas (próximas ao coração)
Artérias médias (distribuição profunda no corpo)
Arteríolas (regiões menores e periféricas)
FUNÇÕES DOS VASOS
Veias:
Retornam sangue pobre em oxigênio dos tecidos aos
pulmões e coração
Paredes mais finas, menor pressão
Também transportam linfa
Capilares:
Vasos microscópicos
Onde ocorrem as trocas gasosas e de nutrientes
Conectam arteríolas e vênulas
FUNÇÕES DOS VASOS
COMPONENTES DO SANGUE
Origem embrionária: Mesoderma
Células alongadas: Chamadas de fibras
musculares
Alta atividade metabólica: Exige organelas
especializadas (como mitocôndrias)
Classificação:
Músculo estriado esquelético
Músculo estriado cardíaco
Músculo liso
TECIDO MUSCULARFunção: Faz movimentos voluntários e fortes (ex: braços,
pernas, rosto, mastigação).
Células: Longas, com vários núcleos, cheias de proteínas que
fazem a contração.
Organização:
Epimísio: envolve todo o músculo
Perimísio: separa os feixes
Endomísio: envolve cada fibra (célula)
MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO
Nomes especiais nas células:
Sarcolema: membrana
Sarcoplasma: citoplasma
Retículo sarcoplasmático: armazena cálcio
MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO
Contração: Involuntária (não depende da nossa vontade)
Fibras musculares: Menores que as do músculo esquelético,
mas com mais mitocôndrias (precisam de muita energia)
Movimento: Menor amplitude do que nos músculos esqueléticos
Sem regeneração: Quando há lesão, forma-se cicatriz de tecido
conjuntivo, sem recuperação da função elétrica
Células: Perenes (não se dividem mais)
Contração muscular: Muito parecida com a do músculo
esquelético (envolve cálcio, actina, miosina etc.)
Fusos musculares e corpúsculos tendíneos: Pouco
desenvolvidos, já que os movimentos são automáticos
MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO
Função: Contração involuntária e constante em órgãos internos e
músculos como os elevadores dos pelos.
Estrutura:
Sem miofibrilas (diferente dos músculos estriados)
Células unidas por fibras reticulares que permitem a contração
coordenada do músculo inteiro
Possuem placas e corpos densos no citoplasma para a contração
MÚSCULO LISO
Contração: A célula inteira se contrai, não só os sarcômeros
(como nos músculos estriados)
Movimento ritmado e organizado (ex: peristaltismo no
intestino)
Inervação: Nervos motores e sensitivos, com
neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos, sem placa
motora
Regeneração: Alta capacidade de reparo e regeneração, pois as
células se multiplicam facilmente após dano
MÚSCULO LISO
É um tecido de comunicação, capaz de receber, interpretar e
responder aos estímulos. As células do tecido nervoso são
altamente especializadas no processamento de informações.
Os neurônios transmitem os impulsos nervosos e as células
da glia atuam junto com eles.
TECIDO NERVOSO
As células do tecido nervoso podem ser de dois tipos: neurônios e
células gliais.
CÉLULAS NERVOSAS
NEURÔNIOS
OS NEURÔNIOS TRANSMITEM INFORMAÇÕES POR MEDIADORES
QUÍMICOS, OS NEUROTRANSMISSORES, E DE IMPULSOS ELÉTRICOS.
Divisão anatômica:
Sistema Nervoso Central (SNC): cérebro e medula
espinhal
Sistema Nervoso Periférico (SNP): nervos que se
ramificam por todo o corpo
TECIDO NERVOSO
Nervos:
Aferentes: levam informações ao cérebro para interpretação
Eferentes: levam respostas do cérebro para execução das
ações
Proteção do SNC:
Ossos do crânio
Meninges (tecido conjuntivo denso), divididas em: dura-
máter (externa), aracnoide (média) e pia-máter (interna)
Barreira hematoencefálica: endotélio dos capilares cerebrais
pouco permeável, bloqueando microrganismos e substâncias
nocivas
TECIDO NERVOSO
Formação dos Dentes 
A formação dos dentes começa na vida intrauterina, por volta
da 7ª semana de gestação. Após a formação dos arcos
faríngeos, surge o estomodeu, a cavidade bucal primitiva.
O estomodeu é delimitado pelos processos maxilar e
mandibular, que originam maxila e mandíbula.
CAVIDADE ORAL E ODONTOGÊNESE
O epitélio de revestimento embrionário forma a banda
epitelial primária, que se divide em:
Lâmina vestibular (com centro que degenera, formando
o fundo de vestíbulo do lábio)
Lâmina dental, que penetra no ectomesênquima (tecido
derivado da crista neural) e gera 20 projeções epiteliais.
CAVIDADE ORAL E ODONTOGÊNESE
É a abertura inicial do sistema digestório, responsável por
receber os alimentos e iniciar o processo digestivo.
Desenvolve-se a partir do estomodeu, uma cavidade
primitiva na fase embrionária.
Limita-se pelos ossos maxilar e mandibular, que se
formam a partir dos processos maxilar e mandibular.
CAVIDADE ORAL
Odontogênese (formação dos dentes):
Começa por volta da 7ª semana de gestação.
O epitélio bucal forma a banda epitelial primária, que se
divide em:
Lâmina vestibular: forma o fundo do vestíbulo bucal.
Lâmina dental: invagina no ectomesênquima e dá origem
aos botões dentários.
ODONTOGÊNESE
Os botões dentários se desenvolverão em dentes
decíduos (de leite), seguindo um cronograma específico
de crescimento e erupção.
A odontogênese envolve interações entre o epitélio
(banda epitelial) e o ectomesênquima, que é derivado da
crista neural, essencial para a formação da estrutura
dentária.
CAVIDADE ORAL E ODONTOGÊNESE

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