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TRAUMATISMO DENTOALVEOLAR NA DENTIÇÃO DECÍDUA E PERMANENTE CLÍNICA DE ATENÇÃO INTEGRAL À CRIANÇA DUPLA Ellen Palmeira Gabriela Barros INTRODUÇÃO As lesões traumáticas em dentes decíduos são acidentes comuns na primeira infância, ocasionando danos funcionais e estéticos, sendo a fase de maior ocorrência destas injúrias quando a criança começa a dar seus primeiros passos; Uma lesão traumática dentária, vai desde uma simples fratura em esmalte até a perda definitiva do elemento dentário. TIPOS DE TRAUMA DENTAL E CONDUTA Os tipos de trauma são divididos em trauma de tecido dental: Trinca de esmalte; Fratura de esmalte; Fratura de esmalte e dentina; Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar; Fratura coronorradicular sem e com exposição pulpar; Fratura radicular; TRAUMA DE TECIDO PERIODONTAL OU DE SUPORTE: Concussão; Subluxação; Luxação lateral; Luxação intrusiva; Luxação extrusiva; Avulsão. DIAGNÓSTICO O diagnóstico dos traumatismos deve estar respaldado em uma anamnese esclarecedora, procedendo-se a exames físico e à radiográfico, ambos de qualidade; A avaliação clínica inicia-se procurando sinais externos da injúria, palpando ossos da face e registrando qualquer área de amolecimento, edema ou equimose da face, bochecha, pescoço ou lábios. FRATURA DO ESMALTE EM DECÍDUOS: - Este tipo de fratura geralmente acomete a mesial e a incisal dos incisivos centrais superiores. O tratamento de acordo com a extensão da fratura. EM PERMANENTES: - Fratura com perda de substância dentária confinada ao esmalte FRATURA DE ESMALTE E DENTINA EM DECÍDUOS: - Este tipo de fratura geralmente acomete a mesial e a incisal dos incisivos centrais superiores. Uma radiografia periapical deve ser realizada, variando o tratamento de acordo com a extensão da fratura; EM PERMANENTES: - Fratura com perda de substância, confinada ao esmalte e dentina, mas não envolvendo a polpa. FRATURA DE ESMALTE E DENTINA COM EXPOSIÇÃO PULPAR EM DECÍDUOS: - Corresponde à fratura do esmalte e da dentina com exposição pulpar. Uma radiografia periapical deve ser realizada, e o tratamento é geralmente decidido baseado na cooperação da criança e no tempo de vida que o dente decíduo ainda teria na cavidade bucal; EM PERMANENTES: - Fratura envolvendo esmalte-dentina-polpa. FRATURA CORONORRADICULAR EM DECÍDUOS: - Corresponde a uma fratura múltipla da coroa, podendo a polpa estar ou não envolvida. O fragmento coronal encontra-se aderido à gengiva e com mobilidade, podendo haver um pequeno ou moderado deslocamento do dente; EM PERMANENTES: - Fratura sem exposição envolve esmalte, dentina e cemento. Já a fratura com exposição envolve esmalte, dentina e cemento. FRATURA RADICULAR EM DECÍDUOS: - Neste tipo de fratura, o dente encontra-se móvel, podendo o fragmento coronal apresentar-se deslocado; EM PERMANENTES: - Fratura envolvendo dentina, cemento e polpa. CONCUSSÃO EM DECÍDUOS: - O dente apresenta sensibilidade ao toque, entretanto não existe mobilidade nem sangramento no sulco gengival, e a radiografia não revela nenhuma alteração; EM PERMANENTES: - Lesão às estruturas de suporte sem mobilidade anormal nem deslocamento do dente, mas evidente reação à percussão. SUBLUXAÇÃO EM DECÍDUOS: - O dente apresenta mobilidade sem deslocamento, e o sulco gengival pode ou não apresentar sangramento; EM PERMANENTES: - Lesão às estruturas de suporte com mobilidade anormal, mas sem deslocamento do dente. LUXAÇÃO LATERAL EM DECÍDUOS: - O dente é deslocado lateralmente, geralmente em direção palatina; EM PERMANENTES: - Deslocamento do dente em outra direção que não a axial.Esta lesão é acompanhada de cominução ou fratura do alvéolo. LUXAÇÃO INTRUSIVA EM DECÍDUOS: - O dente é deslocado no sentido apical, para dentro do alvéolo, podendo ser parcial ou total; EM PERMANENTES: - Deslocamento do dente para o interior do alvéolo. LUXAÇÃO EXTRUSIVA EM DECÍDUOS: - O dente apresenta mobilidade e deslocamento para fora do alvéolo; EM PERMANENTES: - Deslocamento parcial do dente para fora do alvéolo. AVULSÃO EM DECÍDUOS: - O dente é deslocado totalmente, para fora do alvéolo; EM PERMANENTES: - Deslocamento completo do dente para fora do alvéolo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Baseado na literatura observou que o trauma dental é frequente em crianças e adolescentes, principalmente, na faixa etária de 08 a 12 anos. É considerado como urgência, se não tratado com agilidade por profissionais preparados torna-se um problema no convívio social, psicológico. As fraturas coronárias são as mais observadas, entretanto, as luxações intrusivas e a avulsão dentária apresentam os piores prognósticos Sendo assim, uma conduta ágil e correta por profissionais frente ao trauma são importantes para um prognóstico favorável, reduzindo assim, as perdas dentárias. REFERÊNCIAS https://www.revistacirurgiabmf.com/2003/v3n2/pdf/v3n2.2.pdf https://openrit.grupotiradentes.com/xmlui/bitstream/handle/set/2370/TRAUMATISMO%20DENTOALVEOLAR%20EM%20DENTES%20PERMANENTES-%20REVIS%C3%83O%20DE%20LITERATURA%20%28UNIT.SE%29.pdf?sequence=1 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-52762014000300003#:~:text=Os%20traumas%20podem%20afetar%20tanto,na%20denti%C3%A7%C3%A3o%20dec%C3%ADdua%20e%20permanente image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg