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Revisão AV2 (Prova 09/06/2025)
Data: 02/06/2025
Matéria: Psicologia Jurídica, Negociação, Mediação e Arbitragem
 
1. Métodos Autocompositivos (Conciliação, Mediação e Negociação)
 
1.1 Conceitos-Chave
•               Autocomposição: Solução de conflitos com a participação ativa das 
partes.
•               Negociação: Direta entre as partes, sem terceiros.
•               Conciliação: Terceiro (conciliador) pode propor soluções, inclusive 
parciais.
•               Mediação: Terceiro (mediador) não propõe solução, apenas facilita 
o diálogo.
 
1.2 Diferenças principais
Método Terceiro 
envolvido?
Pode sugerir 
solução?
Foco principal
Negociação Não Não Autonomia 
direta entre as 
partes
Conciliação Sim 
(Conciliador)
Sim Rápida, 
centrada no 
acordo prático
Mediação Sim (Mediador) Não Comunicação e 
restabeleciment
o de vínculos
1.3 Exemplo:
Quando o conciliador propõe solução parcial e ambas as partes aceitam → 
conduta correta.
 
 
2. Conciliação no Novo CPC (Art. 334)
Audiência de conciliação ou mediação (fase preliminar):
Prevista no Art. 334 do CPC, essa audiência é marcada antes do 
prazo para apresentação da contestação, sendo uma tentativa de 
resolução amigável logo no início do processo.
É obrigatória nos casos em que não houver manifestação expressa 
de ambas as partes pela não realização.
 
Designação da audiência:
O juiz designa a audiência após o protocolo da petição inicial, antes 
de ordenar a citação do réu para contestar. Essa etapa serve para 
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estimular a autocomposição e desafogar o Judiciário.
 
Consequência da ausência de acordo:
Se não houver acordo, o processo segue o rito comum, com abertura 
de prazo para o réu apresentar a contestação, e o procedimento 
retorna ao curso normal, com instrução e julgamento.
 
Papel do conciliador na audiência:
O conciliador pode intervir mais diretamente na tentativa de acordo, 
sugerindo soluções às partes e propondo termos possíveis de 
consenso.
➤ Isso diferencia a conciliação da mediação, em que o terceiro 
neutro (mediador) apenas facilita o diálogo, sem sugerir 
encaminhamentos.
 
 
3. Psicologia Jurídica
3.1 Conceito e atuação
Área de interface entre Psicologia e Direito.
O psicólogo jurídico atua em diferentes papéis:
• Perito judicial: elabora laudos técnicos quando nomeado pelo juiz.
• Assistente técnico: atua a pedido de uma das partes, emitindo 
pareceres.
• Facilitador em processos consensuais: atua na escuta e no 
acolhimento.
 
Atua em diversos ramos do Direito, com destaque para:
• Família: guarda, adoção, alienação parental etc.
• Infância e Juventude: escuta de crianças e adolescentes.
• Criminal: avaliação de imputabilidade, medidas socioeducativas.
• Cível: análise de conflitos, capacidade civil, entre outros.
 
Não está limitado ao sistema penal — a atuação se dá onde há 
conflito de natureza humana e relacional. 
Pode também atuar em:
• Mediações familiares e escolares.
• Audiências concentradas (ex: destituição de poder familiar).
3.2 Papel do psicólogo
Compreender o contexto psicológico e social das partes.
• Identifica fatores emocionais que influenciam o comportamento.
• Considera histórico familiar, traumas, vínculos e vulnerabilidades.
 
Auxiliar o juiz na tomada de decisões mais humanas.
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• Fornece elementos que vão além do processo formal.
• Ajuda a interpretar reações emocionais em audiências.
 
Favorecer o diálogo e a escuta qualificada.
• Promove ambientes mais empáticos, especialmente em conflitos 
sensíveis.
Atenção especial à escuta de crianças e adolescentes.
• Utiliza técnicas apropriadas à idade e à situação emocional.
 
4. Princípios da Mediação
A mediação é guiada por princípios que garantem segurança, 
liberdade e efetividade às partes envolvidas. São eles:
 
 Confidencialidade
Tudo o que é dito durante a mediação não pode ser usado em juízo 
ou revelado fora da sessão.
Cria um ambiente seguro para as partes se expressarem livremente.
Garante a proteção emocional dos envolvidos.
Exemplo prático:
→ Em um conflito entre colegas de trabalho, a confidencialidade 
permite que ambos exponham seus incômodos, ressentimentos e 
inseguranças sem receio de consequências administrativas ou 
retaliações.
 
 Autonomia da vontade
As partes são as protagonistas da solução.
O mediador não impõe nem sugere acordos: apenas facilita o 
diálogo.
Garante que o resultado final reflita a real vontade dos envolvidos.
 
 Oralidade
As sessões acontecem, preferencialmente, de forma oral e com 
linguagem acessível, sem formalismos excessivos.
Evita o excesso de documentos e favorece o diálogo direto.
 
 Informalidade
O ambiente da mediação é mais flexível e humanizado.
Não exige ritos processuais, como termos técnicos ou procedimentos 
rígidos.
Estimula a construção de uma solução pacífica e colaborativa.
 
 Neutralidade do mediador
O mediador não toma partido e deve manter postura imparcial 
durante todo o processo.
Sua função é apenas facilitar o diálogo, garantindo equilíbrio entre as 
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partes.
A quebra da neutralidade pode invalidar a mediação ou gerar 
desconfiança.
 
5. Consequências da Ausência na Audiência de Conciliação (Art. 334, § 8º, 
CPC)
A audiência de conciliação prevista no Art. 334 do CPC tem como 
objetivo promover um acordo antes do início da fase de instrução do 
processo.
Quando o réu não comparece sem apresentar justificativa 
legalmente aceita, a legislação prevê sanção como forma de 
desestimular o desinteresse e proteger a seriedade do processo.
 
 Multa por ato atentatório à dignidade da justiça
Base legal: Art. 334, § 8º do CPC.
O juiz poderá aplicar multa de até 2% sobre o valor da causa.
Essa penalidade busca valorizar a tentativa de solução consensual e 
responsabilizar a parte que frustra a audiência sem justificativa 
plausível.
 
 Importante observar:
A ausência deve ser injustificada para ensejar a penalidade.
A justificativa deve ser formalizada e aceita pelo juízo.
O comparecimento das partes é essencial para o sucesso da 
autocomposição.
 
6. Diferença entre Conciliação, Mediação e Arbitragem
Método Intervenção Decisão 
Vinculativa?
Exemplo
Conciliação Sim Se homologada Solução 
proposta pelo 
conciliador
Mediação Sim Não As partes 
constroem 
solução
Arbitragem Sim Sim Terceiro decide 
em contrato ou 
cláusula 
específica
 
 
7. Resolução Adequada de Conflitos (RAC)
 
 Conceito de RAC
A Resolução Adequada de Conflitos (RAC) é um modelo que 
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prioriza métodos mais eficazes, céleres e colaborativos para 
solucionar disputas, evitando a excessiva judicialização.
 
 Nem todo conflito precisa ser resolvido por um juiz
A RAC parte da premissa de que o Poder Judiciário não é o único 
nem sempre o melhor caminho para resolver todos os conflitos.
Busca valorizar meios consensuais e restaurativos.
 
 Meios alternativos valorizados pela RAC:
Autocomposição
➝ As próprias partes constroem a solução.
Ex.: negociação, mediação, conciliação.
 
Heterocomposição (sem judicialização direta)
➝ A decisão é dada por um terceiro imparcial, sem ser 
necessariamente um juiz.
Ex.: arbitragem.
 
 Vantagens da RAC
Celeridade: soluções mais rápidas.
Menor custo: evita as despesas judiciais tradicionais.
Valorização do diálogo: promove escuta ativa e cooperação.
Empoderamento das partes: elas participam da construção do 
desfecho.
Desafoga o Judiciário: reduz a sobrecarga do sistema.
 
 
 
 
 Quiz de Revisão – AV2: Psicologia, Negociação, Mediação, 
Conciliação e Arbitragem
1. Em uma mediação, o papel do mediador é:
a) Propor soluções às partes
b) Registrar o conflito e encaminhar ao juiz
c) Facilitar o diálogo sem sugerir soluções
d) Julgar o caso com base na legislação
2. Qual dos princípios a seguir é fundamental para a efetividade 
da mediação?
a) Duração do processo
b) Sigilo e confidencialidade
c) Punição exemplar
d) Hierarquia entre as partes
3. A ausência injustificada do réu à audiência de conciliaçãopode 
acarretar:
a) A prisão preventiva do réu
b) A suspensão do processo
c) Multa por ato atentatório à dignidade da justiça
d) Arquivamento do processo
4. O método em que as partes constroem juntas uma solução, 
com auxílio de um terceiro imparcial que não interfere 
diretamente, é:
a) Arbitragem
b) Conciliação
c) Mediação
d) Negociação direta
5. Segundo o Novo CPC, quando o réu deixa de comparecer à 
audiência de conciliação sem justificar, ele poderá:
a) Ser representado por qualquer colega
b) Requerer nova audiência
c) Ser penalizado com multa
d) Ter o processo extinto
6. Em qual situação o psicólogo jurídico NÃO deve atuar?
a) Escuta especializada de vítimas
b) Perícia psicológica em ações de família
c) Aconselhamento das partes durante a audiência
d) Elaboração de laudos técnicos
7. O que diferencia a conciliação da mediação?
a) O conciliador propõe acordos; o mediador facilita o diálogo
b) A conciliação é obrigatória; a mediação, não
c) O mediador julga o processo; o conciliador, não
d) A conciliação exige advogado; a mediação, não
8. No processo de mediação, o princípio da autonomia das partes 
significa:
a) Que podem sair a qualquer momento
b) Que não precisam seguir regras do Judiciário
c) Que as decisões são impostas por terceiros
d) Que as partes constroem a solução por conta própria
9. A atuação do psicólogo jurídico é marcada por:
a) Neutralidade, empatia e base técnica
b) Defesa da parte mais frágil
c) Intervenção legal na sentença
d) Foco exclusivo no diagnóstico
10. Assinale a alternativa que representa um método 
heterocompositivo:
a) Conciliação
b) Mediação
c) Arbitragem
d) Negociação informal
11. O sigilo na mediação é importante porque:
a) Evita que o juiz interfira
b) Garante que apenas o advogado fale
c) Protege os envolvidos e estimula a sinceridade
d) Exige testemunhas no processo
12. Quando o juiz encaminha o caso para tentativa de conciliação, 
o que ele espera?
a) Que o processo seja encerrado sem sentença
b) Que as partes aceitem a proposta judicial
c) Que haja tentativa de acordo antes da instrução
d) Que o réu seja punido antecipadamente
13. O papel do conciliador é:
a) Avaliar provas e decidir o conflito
b) Aplicar medidas protetivas
c) Propor soluções e buscar acordo
d) Promover audiência pública
14. A arbitragem é indicada quando:
a) As partes desejam manter vínculo afetivo
b) Não há possibilidade de autocomposição
c) O Judiciário está sobrecarregado
d) Existe desejo de uma decisão por consenso
15. O que NÃO se espera da postura do mediador?
a) Parcialidade equilibrada
b) Escuta ativa
c) Neutralidade
d) Comunicação clara
16. Um processo judicial que passa por audiência de conciliação 
obrigatoriamente:
a) Precisa ser encerrado na conciliação
b) Pode seguir com contestação se não houver acordo
c) Não pode ser sentenciado
d) Precisa de três audiências
17. A escuta qualificada feita por psicólogos no Judiciário é:
a) Um instrumento opinativo
b) Um laudo psicológico informal
c) Uma escuta com técnica e finalidade específica
d) Uma tentativa de convencer as partes
18. As sessões de mediação e conciliação no Judiciário são:
a) Realizadas sempre após a sentença
b) Confidenciais e, em regra, orais
c) Públicas e registradas em cartório
d) Exclusivas para processos penais
19. A negociação é considerada:
a) Uma técnica de sentença judicial
b) Um método de resolução onde há imposição de decisão
c) Um meio autocompositivo sem terceiro neutro
d) Um recurso exclusivo da advocacia empresarial
20. Em uma audiência de mediação, o que o mediador deve 
evitar?
a) Repetir as falas das partes
b) Manter postura imparcial
c) Sugerir a melhor solução
d) Controlar o tempo e o espaço da conversa
Nº Alternativa correta Justificativa
1 c) Facilitar o diálogo 
sem sugerir soluções
Função essencial do 
mediador.
2 b) Sigilo e 
confidencialidade
Princípio chave da 
mediação.
3 c) Multa por ato 
atentatório à 
dignidade da justiça
Previsto no art. 334, § 
8º do CPC.
4 c) Mediação Mediador não propõe 
soluções.
5 c) Ser penalizado com 
multa
Conforme art. 334 do 
CPC.
6 c) Aconselhamento 
das partes durante a 
audiência
Psicólogo não atua 
como conselheiro 
informal.
7 a) O conciliador 
propõe acordos; o 
mediador facilita o 
diálogo
Diferença clássica.
8 d) Que as partes 
constroem a solução 
por conta própria
Base do princípio da 
autonomia.
9 a) Neutralidade, 
empatia e base 
técnica
Conduta esperada do 
psicólogo jurídico.
10 c) Arbitragem É heterocomposição, 
com decisão 
vinculativa.
11 c) Protege os 
envolvidos e estimula 
a sinceridade
Essência do sigilo.
12 c) Que haja tentativa 
de acordo antes da 
instrução
Objetivo da audiência 
inicial.
13 c) Propor soluções e 
buscar acordo
Função típica do 
conciliador.
14 b) Não há 
possibilidade de 
autocomposição
Arbitragem ocorre 
quando há impasse.
15 a) Parcialidade 
equilibrada
O mediador deve ser 
neutro, jamais parcial.
16 b) Pode seguir com 
contestação se não 
houver acordo
Etapa processual 
regular.
17 c) Uma escuta com 
técnica e finalidade 
específica
Escuta especializada.
18 b) Confidenciais e, em 
regra, orais
Princípios da 
mediação/conciliação.
19 c) Um meio 
autocompositivo sem 
terceiro neutro
Característica da 
negociação direta.
20 c) Sugerir a melhor 
solução
Isso caracteriza 
conciliação, não 
mediação.
Nº Alternativa correta Justificativa
1 c) Facilitar o diálogo 
sem sugerir soluções
Função essencial do 
mediador.
2 b) Sigilo e 
confidencialidade
Princípio chave da 
mediação.
3 c) Multa por ato 
atentatório à 
dignidade da justiça
Previsto no art. 334, § 
8º do CPC.
4 c) Mediação Mediador não propõe 
soluções.
5 c) Ser penalizado com 
multa
Conforme art. 334 do 
CPC.
6 c) Aconselhamento 
das partes durante a 
audiência
Psicólogo não atua 
como conselheiro 
informal.
7 a) O conciliador 
propõe acordos; o 
mediador facilita o 
diálogo
Diferença clássica.
8 d) Que as partes 
constroem a solução 
por conta própria
Base do princípio da 
autonomia.
9 a) Neutralidade, 
empatia e base 
técnica
Conduta esperada do 
psicólogo jurídico.
10 c) Arbitragem É heterocomposição, 
com decisão 
vinculativa.
11 c) Protege os 
envolvidos e estimula 
a sinceridade
Essência do sigilo.
12 c) Que haja tentativa 
de acordo antes da 
instrução
Objetivo da audiência 
inicial.
13 c) Propor soluções e 
buscar acordo
Função típica do 
conciliador.
14 b) Não há 
possibilidade de 
autocomposição
Arbitragem ocorre 
quando há impasse.
15 a) Parcialidade 
equilibrada
O mediador deve ser 
neutro, jamais parcial.
16 b) Pode seguir com 
contestação se não 
houver acordo
Etapa processual 
regular.
17 c) Uma escuta com 
técnica e finalidade 
específica
Escuta especializada.
18 b) Confidenciais e, em 
regra, orais
Princípios da 
mediação/conciliação.
19 c) Um meio 
autocompositivo sem 
terceiro neutro
Característica da 
negociação direta.
20 c) Sugerir a melhor 
solução
Isso caracteriza 
conciliação, não 
mediação.
Nº Alternativa correta Justificativa
1 c) Facilitar o diálogo 
sem sugerir soluções
Função essencial do 
mediador.
2 b) Sigilo e 
confidencialidade
Princípio chave da 
mediação.
3 c) Multa por ato 
atentatório à 
dignidade da justiça
Previsto no art. 334, § 
8º do CPC.
4 c) Mediação Mediador não propõe 
soluções.
5 c) Ser penalizado com 
multa
Conforme art. 334 do 
CPC.
6 c) Aconselhamento 
das partes durante a 
audiência
Psicólogo não atua 
como conselheiro 
informal.
7 a) O conciliador 
propõe acordos; o 
mediador facilita o 
diálogo
Diferença clássica.
8 d) Que as partes 
constroem a solução 
por conta própria
Base do princípio da 
autonomia.
9 a) Neutralidade, 
empatia e base 
técnica
Conduta esperada do 
psicólogo jurídico.
10 c) Arbitragem É heterocomposição, 
com decisão 
vinculativa.
11 c) Protege os 
envolvidos e estimula 
a sinceridade
Essência do sigilo.
12 c) Que haja tentativa 
de acordo antes da 
instrução
Objetivo da audiência 
inicial.
13 c) Propor soluções e 
buscar acordo
Função típica do 
conciliador.
14 b)Não há 
possibilidade de 
autocomposição
Arbitragem ocorre 
quando há impasse.
15 a) Parcialidade 
equilibrada
O mediador deve ser 
neutro, jamais parcial.
16 b) Pode seguir com 
contestação se não 
houver acordo
Etapa processual 
regular.
17 c) Uma escuta com 
técnica e finalidade 
específica
Escuta especializada.
18 b) Confidenciais e, em 
regra, orais
Princípios da 
mediação/conciliação.
19 c) Um meio 
autocompositivo sem 
terceiro neutro
Característica da 
negociação direta.
20 c) Sugerir a melhor 
solução
Isso caracteriza 
conciliação, não 
mediação.

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