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APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Indicação: Recomendados como primeira linha 
no tratamento da HAS, especialmente eficazes 
em pacientes idosos e afrodescendentes. São 
frequentemente utilizados em combinação com 
outras classes para potencializar o controle 
pressórico. 
 3. Inibidores da Enzima Conversora de 
Angiotensina (IECA): 
 Mecanismo de Ação: Bloqueiam a conversão da 
angiotensina I em angiotensina II, um potente 
vasoconstritor, levando à vasodilatação e 
redução da pressão arterial. Além disso, 
diminuem a secreção de aldosterona, reduzindo 
a retenção de sódio e água. 
 Indicação: Primeira escolha em pacientes com 
HAS associada a insuficiência cardíaca, 
disfunção ventricular esquerda, diabetes mellitus 
com proteinúria ou doença renal crônica. 
Também são benéficos pós-infarto do miocárdio. 
4. Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II 
(BRA): 
 Mecanismo de Ação: Antagonizam os receptores 
AT1 da angiotensina II, prevenindo seus efeitos 
vasoconstritores e de retenção de sódio. 
 Indicação: Alternativa aos IECA, especialmente 
em pacientes que apresentam tosse ou outros 
efeitos adversos com estes. Indicados em 
condições semelhantes aos IECA, como 
insuficiência cardíaca e nefropatia diabética. 
5. Betabloqueadores (BB): 
 Mecanismo de Ação: Bloqueiam os receptores 
beta-adrenérgicos, reduzindo a frequência e a 
contratilidade cardíaca (débito cardíacos), além 
de inibir a liberação de renina pelos rins. 
 Bloqueadores Não Seletivos: bloqueiam 
tanto os receptores beta-1 (produzem seus 
efeitos no coração) quanto os beta-2 
(encontrados nos pulmões, músculo liso e 
vasos sanguíneos). 
 Bloqueadores Cardiosseletivos: preferem 
bloquear os receptores beta-1, que são 
predominantemente encontrados no 
coração. 
 Bloqueadores com Ação Vasodilatadora: 
além de bloquear os receptores beta-1, eles 
também antagonizam o receptor alfa-1 
periférico ou promovem a produção de óxido 
nítrico, resultando em vasodilatação. 
 Indicação: Recomendados em pacientes com 
HAS associada a doenças cardiovasculares 
específicas, como angina, pós-infarto do 
miocárdio e insuficiência cardíaca com fração de 
ejeção reduzida. Também úteis no controle da 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
As 5 principais classes de fármacos anti-
hipertensivos são: 
 
 
 
 
 
 
1. Diuréticos Tiazídicos e Similares: 
 Mecanismo de Ação: Atuam nos túbulos distais 
dos néfrons, inibindo a reabsorção de sódio e 
cloro, o que aumenta a excreção de sódio e 
água, reduzindo o volume plasmático e, 
consequentemente, a pressão arterial. 
 Indicação: Recomendados como primeira linha 
no tratamento da HAS, especialmente eficazes 
em pacientes idosos e afrodescendentes. São 
frequentemente utilizados em combinação com 
outras classes para potencializar o controle 
pressórico. 
2. Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC): 
 Mecanismo de Ação: Impedem a entrada de 
cálcio nas células musculares lisas vasculares e 
cardíacas, promovendo vasodilatação arterial e 
redução da resistência vascular periférica. 
 Alguns bloqueadores do canal de cálcio 
têm efeito miocárdico direto, reduzindo o 
débito cardíaco por meio da diminui o da 
contratilidade e da frequência cardíacas; 
 outros afetam o tônus vasomotor venoso e 
reduzem o débito cardíaco por diminuição 
do retorno venoso; 
 outros ainda interferem no tônus da 
musculatura lisa das artérias por inibição do 
transporte de cálcio por meio dos canais da 
membrana celular, ou a resposta vascular 
norepinefrina ou angiotensina. 
 Indicação: Recomendados como primeira linha 
no tratamento da HAS, especialmente eficazes 
em pacientes idosos e afrodescendentes. São 
frequentemente utilizados em combinação com 
outras classes para potencializar o controle 
pressórico. 
S3P2: Tratamento da HAS 
Objetivos: 
 Entender a importância da adesão do tratamento para 
o controle da HAS (medicamentoso e não 
medicamentoso) 
 Compreender o tratamento medicamentoso da HAS: 
Classe, mecanismo de ação e indicação. 
 Compreender o tratamento não farmacológico da 
hipertensão; 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO 
1. Alimentação Saudável: Adotar uma dieta 
equilibrada é fundamental no manejo da HAS. A 
dieta DASH (Dietary Approaches to Stop 
Hypertension) é frequentemente recomendada, 
caracterizada por: 
 Alto consumo de: frutas, vegetais, grãos 
integrais e laticínios com baixo teor de gordura. 
 Baixo consumo de: gorduras saturadas, 
colesterol e açúcares adicionados. 
Essa abordagem nutricional auxilia na redução da 
pressão arterial e no controle do peso corporal. 
Quando associada à restrição de sódio, pode-se 
obter uma diminuição significativa da pressão 
arterial sistólica. 
2. Redução da Ingestão de Sódio: O consumo 
excessivo de sódio está associado ao aumento da 
pressão arterial. Recomenda-se limitar a ingestão 
de sódio a até 2 gramas por dia, o que equivale a 
aproximadamente 5 gramas de sal de cozinha. 
Essa medida pode contribuir significativamente 
para o controle da HAS. 
3. Prática Regular de Atividade Física: A atividade 
física regular tem um impacto positivo na redução 
da pressão arterial. Recomenda-se a realização de 
exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida ou 
ciclismo, por pelo menos 150 minutos semanais em 
intensidade moderada. Além disso, atividades de 
fortalecimento muscular podem ser incorporadas 
para benefícios adicionais. 
4. Controle do Peso Corporal: Manter um peso 
saudável é crucial no manejo da HAS. A perda de 
peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade 
está associada à redução dos níveis pressóricos. 
Objetiva-se alcançar um Índice de Massa Corporal 
(IMC) adequado, conforme as diretrizes. 
5. Moderação no Consumo de Álcool: O consumo 
excessivo de álcool pode elevar a pressão arterial. 
Portanto, recomenda-se moderação, limitando a 
ingestão a até 30 gramas de álcool por dia para 
homens e 15 gramas para mulheres. Para aqueles 
que não consomem álcool, não se recomenda 
iniciar o consumo. 
6. Cessação do Tabagismo: O tabagismo é um fator 
de risco significativo para doenças 
cardiovasculares. Embora a cessação do tabaco 
não tenha um efeito direto comprovado na redução 
da pressão arterial, abandonar o hábito de fumar é 
crucial para diminuir o risco cardiovascular geral e 
prevenir diversas doenças associadas. 
 
6. Outros Anti-hipertensivos: 
 Alfabloqueadores: Promovem vasodilatação ao 
antagonizar receptores alfa-adrenérgicos. 
 Os antagonistas dos receptores α1-adrenergicos 
bloqueiam os receptores α-1 pós-sinápticos e 
reduzem o efeito do SNS no tonus da 
musculatura lisa dos vasos sanguíneos 
reguladores da resistência vascular periférica. 
 Indicados em casos de hipertensão associada a 
hiperplasia prostática benigna. 
 Agentes de Ação Central: Atuam nos receptores 
centrais alfa2-adrenérgicos, de forma indireta, 
agindo no sistema nervoso central (SNC) para 
diminuir a liberação de neurotransmissores 
simpáticos (principalmente a noradrenalina), o que 
leva a uma redução da atividade simpática 
periférica. 
Mecanismo de Ação: 
 Mecanismo de feedback negativo: Quando um 
agonista α2-adrenérgico é administrado, ele se 
liga aos receptores α2 localizados nos 
neurônios pré-sinápticos no SNC. A ativação 
desses receptores inibe a liberação de 
noradrenalina (neurotransmissor principal do 
SNS), levando a uma diminuição da 
estimulação dos receptores α1-adrenérgicos 
nos vasos sanguíneos periféricos. Isso resulta 
em vasodilatação, ou seja, relaxamento dos 
vasos sanguíneos, e, consequentemente, uma 
redução na pressão arterial. 
 Redução da atividade simpática: A diminuição 
da liberação de noradrenalina também leva a 
uma diminuição da frequência cardíaca e do 
débito cardíaco, dois componentes importantes 
para o controle da pressão arterial. O efeito final 
é uma redução da pressão arterialdevido à 
combinação da redução do tônus vascular e da 
diminuição da atividade cardíaca. 
 Indicados para casos de hipertensão resistente 
ou quando outras classes não são adequadas. 
 Antagonistas da Aldosterona: Bloqueiam os 
receptores de aldosterona, promovendo 
excreção de sódio e retenção de potássio. 
Indicados em hipertensão resistente e em 
pacientes com insuficiência cardíaca. 
 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
7. Controle do Estresse e Técnicas de 
Relaxamento: O estresse crônico pode contribuir 
para o aumento da pressão arterial. Técnicas como 
respiração lenta, meditação e outras práticas de 
relaxamento podem ser benéficas no controle da 
HAS. Embora as evidências sejam limitadas, essas 
abordagens podem complementar outras 
intervenções no estilo de vida; 
 
8. Aumento do consumo de potássio: O potássio 
ajuda a equilibrar os efeitos do sódio e pode ajudar 
na redução da pressão arterial. Alimentos ricos em 
potássio, como frutas, vegetais e leguminosas, 
devem ser incorporados à dieta; 
 
 Laticínios: a ingestão de laticínios com baixo teor 
de gordura pode ajudar no controle da pressão 
arterial. 
 Chocolate e Produtos com Cacau: o consumo 
moderado de chocolate amargo pode ser benéfico 
devido aos flavonoides que ajudam a dilatar os 
vasos sanguíneos. 
 Café e Produtos com Cafeína: o café pode 
aumentar temporariamente a pressão arterial. O 
consumo excessivo deve ser evitado, 
especialmente em indivíduos sensíveis à cafeína. 
 Vitamina D: Há uma associação entre níveis 
baixos de vitamina D e hipertensão, mas mais 
estudos são necessários para confirmar a eficácia 
de suplementação. 
 Suplementos e Substitutos: A suplementação com 
certos nutrientes pode ser considerada, mas deve 
ser feita com orientação médica. 
 Respiração Lenta: Técnicas de respiração lenta 
podem ajudar a reduzir a pressão arterial e 
controlar o estresse. 
 Espiritualidade e Religiosidade: A espiritualidade 
pode desempenhar um papel positivo na redução 
do estresse e na promoção do bem-estar geral, 
auxiliando na gestão da hipertensão. 
ADESÃO DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
E NÃO MEDICAMENTOSO 
Tratamento Medicamentoso 
 O tratamento farmacológico é indicado para 
pacientes hipertensos classificados com risco 
cardiovascular moderado e alto. 
 A adesão rigorosa a esses medicamentos é 
essencial para alcançar os objetivos terapêuticos 
e reduzir o risco de eventos adversos 
Tratamento Não Medicamentoso 
 O tratamento farmacológico é indicado para 
pacientes de todas as classes; 
 A adesão a essas mudanças no estilo de vida 
pode potencializar os efeitos dos medicamentos 
e, em alguns casos, permitir a redução das doses 
necessárias. 
 Adesão combinada: a ambos os tratamentos 
(medicamentoso e não medicamentoso) é a chave 
para o controle eficaz da hipertensão e a prevenção 
de complicações associadas. A adesão isolada a 
um dos tratamentos pode resultar em controle 
insuficiente da pressão arterial. 
 Sinergismo entre os tratamentos: A combinação 
de medicamentos com modificações no estilo de 
vida cria um efeito sinérgico, potencializando os 
efeitos de ambos. O controle da pressão arterial 
com medicamentos é eficaz, mas as mudanças 
no estilo de vida podem reduzir a necessidade de 
medicamentos ou até mesmo permitir a redução 
da dosagem. 
 Prevenção de complicações: O controle eficaz da 
pressão arterial reduz o risco de complicações 
como infarto do miocárdio, AVC, insuficiência 
renal e cegueira. A adesão rigorosa a ambas as 
abordagens reduz a sobrecarga nos vasos 
sanguíneos, diminui o risco de danos aos 
órgãos-alvo (coração, cérebro, rins) e melhora a 
qualidade de vida do paciente. 
 Prevenção de falhas no tratamento: A adesão a 
ambas as abordagens previne a falha no controle 
da pressão arterial, que ocorre quando o 
paciente não segue adequadamente as 
recomendações terapêuticas. As Diretrizes 
reforçam que o acompanhamento regular do 
paciente, a educação sobre a importância do 
tratamento contínuo e o apoio para mudanças de 
comportamento são cruciais para garantir a 
adesão.

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