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26/02/2024
1
Biocompatibilidade dos materiais 
dentários e agentes de proteção do 
complexo dentino-pulpar
Profa. DrªYasmine
Biocompatibilidade
Capacidade de um material de desempenhar 
uma resposta biológica apropriada em uma 
dada aplicação no organismo.
Biocompatibilidade
Interação entre o corpo e o material → Interface dinâmica
CorpoMaterial
Resposta biológica 
no corpo 
Degradação do material
Biocompatibilidade
✓ Íons ou substâncias
liberadas podem afetar
diferentes tecidos ou
regiões
Biocompatibilidade Biocompatibilidade
Efeitos adversos dos materiais dentários
✓ RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS
InflamaçãoSistema 
imunológico
26/02/2024
2
Biocompatibilidade
Efeitos adversos dos materiais dentários
✓ RESPOSTAS ALÉRGICAS
linfócito
Biocompatibilidade
Efeitos adversos dos materiais dentários: resposta inflamatória à 
monômeros resinoso
Biocompatibilidade
Efeitos adversos dos materiais dentários
✓ RESPOSTAS DE TOXICIDADE
Dose capaz de causar a morte de células ou tecidos
Resposta 
Inflamatória
Morte 
celular
Necrose 
tecidual
Biocompatibilidade
Efeitos adversos dos materiais dentários
✓ RESPOSTAS MUTAGÊNICAS
Alteração da sequencia de pares de bases do DNA.
Biocompatibilidade
A biocompatibilidade não é meramente uma propriedade 
do material, pois vai depender:
• Da localização do material
• Da sua permanência no corpo
• Das propriedades do material
• Da saúde do hospedeiro
Biocompatibilidade
ANSI - American National Standards Institute
ADA - American Dental Association
Protocolos para avaliação dos materiais dentários.
• Ensaios in vitro → citotoxicidade, mutagênese ou 
carcinogêneseTestes iniciais 
• Testes em animais para respostas inflamatórias 
ou imune.Testes secundários 
• Testes para resposta pulpar ou óssea.Testes de aplicação 
26/02/2024
3
Complexo dentino-pulpar
• Origem embrionária em comum
• Tecidos intimamente relacionados.
Junto à JAD
Diâmetro = 1μm
19.000 túbulos/mm2
Próximo à polpa
Diâmetro = 2,5 μm
45.000 túbulos/mm2
Dentina
• Permeabilidade dentinária
Dentina Primária
Produzida durante a odontogênese, até a completa 
formação do ápice radicular.
Dentina Secundária
Produzida após o fechamento 
do ápice. Ocorre durante toda 
a vida.
Tipos de dentina
Paciente jovem Paciente idoso
Tipos de dentina
Dentina Terciária
Reacional
Reparadora
26/02/2024
4
Dentina Reacional
➢ Agressões de baixa intensidade
Deposição de dentina peritubular
Esclerose dentinária
 Diminuição da luz ou obliteração dos túbulos
 Baixa permeabilidade dentinária
Tipos de dentina
Dentina Reparadora
➢ Agressões de alta intensidade → morte dos odontoblastos
➢ Formada por células indiferenciadas da polpa
➢ Dentina amorfa e atubular
Tipos de dentina
Materiais de proteção do 
complexo dentino-pulpar
Proteção do complexo dentino-pulpar
• Sempre que um dente tem a necessidade de ser 
restaurado, é necessário que a vitalidade pulpar seja 
preservada, por meio de uma adequada proteção;
• Propiciar condições para que a polpa possa se recuperar 
de injúrias ocorridas;
• Promover o selamento dos tecidos dentários contra 
possíveis contaminações bacterianas; 
Objetivos
Proteção do complexo dentino-pulpar
• Profundidade da cavidade*;
• Idade do paciente;
• Condição pulpar; 
Fatores que influenciam na resposta do complexo 
Dentino-pulpar
Dentina 
superficial
Dentina 
profunda Inflamação 
reversível 
X 
Inflamação 
irreversível
Profundidade 
da cavidade
Material 
restaurador
Características 
pulpares
26/02/2024
5
• Características ideais:
– Biocompatibilidade
– Estimular formação de barreira mineralizada
– Insolubilidade
– Isolamento térmico e elétrico
– Vedamento
– Resistência mecânica
– Propriedades bactericidas e bacteriostáticas
– Ser inócuo à polpa
Materiais Protetores Materiais Protetores
Selamento
• Verniz cavitário
• Sistema adesivo
Base
• Cimento de OZE
• CIV
Forramento
• Hidróxido de cálcio 
•MTA
•Silicato de Cálcio
Selamento
• Verniz cavitário
• Sistema adesivo
Base
• Cimento de OZE
• CIV
Selamento
• Verniz cavitário
• Sistema adesivo
Cavidade rasa
Cavidade média
Cavidade profunda
• Cavidades rasas: Cavidade em esmalte ou
ultrapassando 0,5 a 1,0 mm da junção
amelodentinária.
• Cavidades médias: Cavidades com 1 mm ou mais
de dentina remanescente entre o assoalho e a
polpa.
• Cavidades profundas: cavidades com até 0,5 mm
de dentina remanescente entre o assoalho e a
polpa.
• Cavidades muito profundas: Cavidade com até 0,5
mm ou menos de dentina remanescente entre o
assoalho e a polpa.
Profundidade das cavidades
Profunda/Muito profunda
Cavidade Média
Cavidade rasa
Agentes para forramento
Capeamento Pulpar
indireto Direto
* Bastante profunda, mas 
não há exposição pulpar
* Bastante profunda e com 
exposição pulpar
Agentes para forramento
Capeamento Pulpar 
Direto
*Cavidades muito profundas onde a polpa é exposta em algum 
ponto, durante o preparo.
* A polpa é coberta com um material que a protege de injúrias 
adicionais, permitindo sua reparação. 
* É realizado quando ocorre microexposições acidentais da 
polpa.
Ausência de sintomatologia dolorosa 
espontânea; 
Ausência de lesões periapical; 
Idade dentária;
26/02/2024
6
Agentes para forramento
• Padrão-ouro em biocompatibilidade pulpar;
• Usado desde 1920;
Hidróxido de Cálcio 
Ca(OH)2
Hidróxido de Cálcio
– Polpa exposta
– Suspeita de microexposição
INDICAÇÕES
Hidróxido de Cálcio
REAÇÃO 
– Alto pH (>11)
– Cauterização química do tecido 
pulpar
– Meio propício à deposição 
mineral
Hidróxido de Cálcio
PROPRIEDADES
– Baixa resistência mecânica Camada fina
– Antimicrobiano
– Radiopaco
– Ausência de adesão ao substrato
– Alta solubilidade
Colocar base 
em CIV
Hidróxido de Cálcio
PROPRIEDADES
Liberação de hidroxila
 (OH-)
Alto pH
Meio alcalino
Cauterização química 
Necrose superficial
Inibição da proliferação 
microbiana
Estímulo aos 
odontoblastos
Ponte de dentina 
Remineralização da dentina afetada
Paralização do processo 
carioso
Hidróxido de Cálcio
MODO DE AÇÃO
26/02/2024
7
Formas de apresentação
Hidróxido de Pró-análise (P.A.): forma pura
• Pó branco
• Usado diretamente sobre a 
polpa
Retirar excessos
Hidróxido de Cálcio
Hidróxido de Cálcio P.A
“Água de cal”
Solução de Hidróxido de cálcio 
+
• Limpeza da cavidade
• Hemostasia
• Neutraliza a acidez da cavidade
• Estimula esclerose dentinária
Formas de apresentação
“Água de cal”
Manipulação da Solução de Hidróxido de cálcio 
+
Formas de apresentação
• Misturar em pote Dappen o pó com o soro formando a solução
• Aplicar na cavidade com auxílio de seringa
• Secar cuidadosamente com bolinha de algodão
Hidróxido de Cálcio
“Água de cal”
Solução de Hidróxido de cálcio Pasta de Hidróxido de Cálcio
+
• Usada diretamente sobre a polpa
Formas de apresentação
26/02/2024
8
Cimento de Hidróxido de Cálcio quimicamente ativado
Formas de apresentação
– Pasta base
– Pasta catalizadora 
 (convenção)
Quantidades iguais
Cimento de Hidróxido de Cálcio: reação de presa
Formas de apresentação
– Reação ácido-base
– Pasta catalizadora possui íons cálcio e zinco: 
endurecimento
Radiopacidade e Resistência
– Tungstato de cálcio;
– Óxido de titânio;
– Sulfato de bário;
Pasta base
E se eu aumentar a 
pasta catalizadora?
Radiopacidade
Resistência
Hidróxido de Cálcio
MANIPULAÇÃO
Hidróxido de Cálcio
MANIPULAÇÃO
Hidróxido de Cálcio
MANIPULAÇÃO
26/02/2024
9
Hidróxido de Cálcio
MANIPULAÇÃO
25°C e 50% umidade
Tempo de trabalho = 2 a 3 min 
Tempo de presa final = 7 min 
 Boca → maior temperatura e umidade
 Tempo de presa final = 2 min 
Hidróxido de Cálcio
APLICAÇÃO
PROTOCOLOS
Hidróxido de Cálcio
Cavidade com exposição pulpar
- Limpeza da cavidade com água de hidróxido de cálcio; 
- Secagem;
- Aplicação do pó de hidróxido de cálcio diretamente sobre 
a área exposta; 
- Aplicação do cimento de hidróxido de cálcio;
 
 
Hidróxido de CálcioProtocolo Hidróxido de CálcioAPLICAÇÃO
26/02/2024
10
Hidróxido deCálcio
APLICAÇÃO
Hidróxido de Cálcio
Cavidade profunda sem exposição pulpar
- Limpeza da cavidade com água de hidróxido de cálcio; 
- Secagem;
- Aplicação do cimento de hidróxido de cálcio;
 
 
Hidróxido de Cálcio
PROTOCOLO
Cimento de Hidróxido de Cálcio fotoativado
Formas de apresentação
Cimento de Hidróxido de Cálcio fotoativado
Formas de apresentação
• Seringa única → Não necessita de manipulação
• Fotoativação → maior tempo de trabalho
• Contém monômeros resinosos
• Radiopaco
• Propriedades semelhantes ao convencional
• Solubilidade semelhante ao convencional
• Mesmas indicações
Cimento de Hidróxido de Cálcio fotoativado
Formas de apresentação
1. Dispensar pequena quantidade sobre placa de vidro ou bloco 
de papel;
2. Com aplicador de hidróxido de cálcio levar à cavidade de 
forma pontual;
3. Fotopolimerizar por 20 segundos.
26/02/2024
11
Agregado de Trióxido Mineral 
(MTA)
Cápsulas pré-dosadas
Pó-líquido
Seringa misturadora
Agentes para forramento
• COMPOSIÇÃO
Agregado de Trióxido Mineral (MTA)
✓ Dióxido de silicato (15%-20%)
✓ Óxido de cálcio (50%-70%)
✓ Aluminato tricálcico
✓ Pequenas partículas de óxidos minerais
✓ Óxido de bismuto
Propriedades físicas e 
químicas
Radiopacidade
Agregado de Trióxido Mineral (MTA)
Agregado de Trióxido Mineral (MTA)
PROPRIEDADES
Atividade 
antimicrobiana
– Ausência de potencial 
mutagênico
– Possibilidade de utilização 
em campo operatório 
úmido
– Excelente selamento 
marginal
– pH alcalino
– Resistência à compressão
– Radiopaco
– Longo tempo de presa
– Fácil manipulação
– Baixa contração
– Alta biocompatibilidade
Agregado de Trióxido Mineral (MTA)
Mecanismo de Ação
Agregado de Trióxido Mineral (MTA)
Partículas de Óxido de 
cálcio
Partículas de Dióxido 
de silicato
✓ Silicato tricálcico, 
✓ Silicato dicálcico, 
✓ Aluminato tricálcico 
✓ Aluminoferritina tetracálcico
Partículas de óxido de cálcio reage com fluidos teciduais e formam o 
carbonato de cálcio. Uma matriz extracelular rica em fibronectina é 
secretada em íntimo contato com esses produtos, iniciando a 
formação de tecido duro. Histologicamente, o que se observa é o 
estímulo à deposição deste tecido.
Manipulação
26/02/2024
12
MTA x HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
(MTA)
Melhor 
selamento de 
cavidade e 
adesividade. No 
entanto, possui 
maior custo, 
alta 
solubilidade e 
tempo de presa.
Hidróxido de 
Cálcio
é considerado 
material “padrão 
ouro “ para este 
procedimento. 
Apesar disso, 
dispõe de alta 
solubilidade e 
baixa capacidade 
adesiva 
marginal
Caso clínico
Paciente de 30 anos de idade, gênero 
feminino, procurou o serviço de 
odontologia para realizar tratamento 
restaurador no elemento dental 36.
 Ao exame intraoral, observou-se que a 
paciente apresentava boas condições de 
higiene oral, ausência de inflamação 
gengival, bolsas periodontais, edema, 
fístula, mobilidade, porém com uma 
restauração provisória extensa no dente 
36, no qual foi relatado ausência de 
sintomatologia dolorosa. frio com
Elemento 36 com restauração provisória
(Holanda, Gouveia, Dantas, 2018)
Material restaurador 
temporário
Polpa
(H
o
la
n
d
a,
 G
o
u
ve
ia
, 
D
an
ta
s,
 2
01
8)
(H
o
la
n
d
a,
 G
o
u
ve
ia
, 
D
an
ta
s,
 2
01
8)
(Holanda, Gouveia, Dantas, 2018)
26/02/2024
13
(Holanda, Gouveia, Dantas, 2018) (Holanda, Gouveia, Dantas, 2018)
REIS, A.; LOGUERCIO, A.D. Materiais Dentários Restauradores Diretos – dos 
Fundamentos à Aplicação Clínica. 1.ed. São Paulo: Santos, 2007.
ANUSAVICE, K.J. Phillips Materiais Dentários. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
CHAIN, M. C. Materiais dentários. São Paulo: Artes Médicas, 2013. 160p. (Série Abeno: 
Odontologia Essencial - Parte Clínica).
COSTA, D.D et al. AGREGADO DE TRIÓXIDO MINERAL – UMA REVISÃO DA SUA 
COMPOSIÇÃO, MECANISMO DE AÇÃO E INDICAÇÕES CLÍNICAS. MINERAL TRIOXIDE 
AGGREGATE - A REVIEWING OF ITS COMPOSITION, MECHANISM OF ACTION AND 
CLINICAL INDICATIONS. Rev. Saúde.Com, v.8,n.2, 43-52,2012.
Referências
	Slide 1: Biocompatibilidade dos materiais dentários e agentes de proteção do complexo dentino-pulpar
	Slide 2: Biocompatibilidade
	Slide 3: Biocompatibilidade
	Slide 4: Biocompatibilidade
	Slide 5: Biocompatibilidade
	Slide 6: Biocompatibilidade
	Slide 7: Biocompatibilidade
	Slide 8: Biocompatibilidade
	Slide 9: Biocompatibilidade
	Slide 10: Biocompatibilidade
	Slide 11: Biocompatibilidade
	Slide 12: Biocompatibilidade
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22: Proteção do complexo dentino-pulpar
	Slide 23: Proteção do complexo dentino-pulpar
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27: Profundidade das cavidades
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 58
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63
	Slide 64
	Slide 65
	Slide 66: Manipulação
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69: Caso clínico
	Slide 70
	Slide 71
	Slide 72
	Slide 73
	Slide 74
	Slide 75

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