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Sobre a educação hoje e seus contextos políticos e sociais é incorreta:
a) a educação, balizadora e ao mesmo tempo reflexo dos contextos sociais, ao longo da história vai tomando importância vital na formação cidadã de homens e mulheres, visto que a qualidade dessa formação impacta o estilo de sociedade que se forma, ou seja, a educação retrata um projeto de sociedade, uma disputa de concepções e pontos de vista (Gadotti, 2000). Dessa forma, a educação prepara o indivíduo para a sociedade, tendo como balizas os valores dessa sociedade; e tendo, também, como finalidade transformar qualitativamente esses valores e não apenas aceitá-los, mas direcioná-los para uma sociedade melhor, mais justa, mais democrática.
b) é preciso considerar o risco de que certos grupos possam se apropriar da educação para fazer valer o seu projeto de sociedade, não necessariamente o melhor para todos, que atenda às reais necessidades da população, mas às de pequenos grupos com mais poderio político ou econômico. Portanto, para que a educação seja de fato um direito de todos, a legislação passa a criar dispositivos para assegurar o acesso à escolarização a todos os segmentos sociais, independentemente de cor, raça, credo, entendendo-se a educação como direito humano fundamental e alienável, cuja origem remete à Revolução Francesa, no século XVIII, e sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789; Dias, 2007).
c) ao longo da história da educação, muitos foram os mecanismos criados para se garantir a escolarização, com estrutura mínima necessária para atender a diferentes segmentos sociais, grupos menos favorecidos e que eram privados de seu direito à educação. No Brasil, o caráter público da educação teve seu reconhecimento na Lei de Diretrizes e Bases de 1988, que afirma a educação como um direito social, atribuindo sua responsabilidade ao Estado e à família, e ainda define as competências para a organização do sistema educacional, de sua estrutura e para o seu financiamento (Brasil, 1988).
d) ainda que o direito a educação esteja previsto em lei, nem todos têm acesso à educação e, ao longo da história, têm sido travadas várias batalhas, pela sociedade civil organizada e pelos governos estabelecidos, para que a educação alcance grupos desprovidos, por diversas condições, da possibilidade de frequentar a escola. Esses grupos sociais excluídos do processo educativo e, por consequência, de um projeto de sociedade, não são pequenos e se compõem por mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiências, entre outros, a muito custo, no decorrer dos anos, levados para dentro das salas de aulas.

Sobre contextos sociais e o impacto na aprendizagem é incorreta:
a) a educação transforma o mundo, leva conhecimento, ciência, saberes a diversos contextos, mudando a forma de compreender elementos como medicina, desenvolvimento humano, geração de renda e, principalmente, o mundo do trabalho. Contudo, a educação é também moldada pelo mundo e sua dinâmica de transformações. Essas transformações têm se dado particularmente em relação ao avanço das tecnologias, que reverbera em diferentes áreas, como economia, saúde, política e cultura, e tem reflexo no modo de vida de toda a população, trazendo mudanças desde o estilo de vida e o consumo até os relacionamentos e o trabalho.
b) o processo de transformação já venha ocorrendo há tempos, nas últimas décadas ele ganhou celeridade, adentrando os diferentes espaços sociais e trazendo questionamento quanto ao papel da escola e sua forma de ensinar bem como reflexões sobre a necessidade de inovar as metodologias de ensino. O início dessas mudanças no mundo educacional tem suas raízes na transformação política e pedagógica resultante da Revolução Industrial, que mudou o mundo, as relações de trabalho, os processos produtivos, a forma como se trabalhava até então e mesmo o modo de consumo, pois a produção em grande escala começou a falhar.
c) a escalada da produção e da economia continuou a crescer, potencializada pelos avanços tecnológicos e científicos, que geraram mudanças no mundo do trabalho e ganharam força a partir da terceira revolução industrial caracterizada pela popularização de computadores, surgimento da internet, dos softwares, da robótica e da eletrônica. A partir dessa realidade, de robôs em linha de produção, o mundo não será mais o mesmo e nem o trabalhador poderá ser o mesmo. Já não basta cumprir ordens e apertar botões.
d) é preciso um profissional qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos, compreender as nuances da sociedade do conhecimento e estar apto a aprender continuamente. Esse movimento traz a realidade para o processo educativo e o papel da escola, chamando a responsabilidade dessa instituição para a formação de cidadãos atuantes nesta nova sociedade, sobre os conhecimentos que lhe são necessários, a postura, os saberes e o olhar para o novo mundo que se desvela.

Dentre as diversas contribuições das metodologias ativas, a formação da autonomia do estudante para se tornar sujeito de sua própria aprendizagem é certamente a de maior impacto no processo educativo, pois possibilita o desenvolvimento de competências de comunicação, contribuindo para a formação de um sujeito autônomo, reflexivo, crítico e questionador, mas também consciente de seu papel no mundo. A formação desse cidadão crítico e reflexivo é resultado de um conhecimento construído numa relação de diálogo entre professor e estudante, buscando a consolidação das aprendizagens necessárias não só do ponto de vista curricular, mas também da composição de elementos para a vida, como a constituição de competências diversas que irão nortear a sua atuação em sociedade.
I) o desenvolvimento de competências e habilidades requer direcionamento pedagógico e um trabalho metodológico pontual que preparem o estudante para as descobertas acadêmicas voltadas ao seu desenvolvimento como ser humano. Nesse cenário, o formato das metodologias ativas, ao incentivar a participação, o envolvimento e a responsabilidade do aluno, contribui enormemente para a formação de tais competências. Para compreender de que forma as metodologias ativas contribuem para a formação de competências e habilidades, é importante conhecer o sentido de tais palavras e como elas se articulam no processo educativo, o que nem sempre tem uma única e exata resposta, pois há diferentes estudos e entendimentos;
II) a concepção de formação por competências no processo educativo veio como uma possibilidade de articular e integrar os aprendizados escolares e a formação para a vida, desvinculando-se de pedagogias tradicionais que centravam seus esforços no cumprimento do currículo, sem relacioná-lo às vivências e relações sociais. A necessidade de uma formação mais ampla e que possibilitasse o emprego, na vida social e profissional, de conhecimentos e saberes apreendidos na escola atraiu para o campo educacional o conceito de competências, que passa do mercado de trabalho e da esfera profissional para a esfera educativa. Essa aproximação trouxe diversas polêmicas e mesmo resistência entre os educadores, não somente pela insípida compreensão sobre o termo competências, mas também por associá-lo à formação fragmentada, voltada tão somente para o mercado de trabalho, e, ainda, à noção de competitividade, pois competência, segundo alguns estudiosos, remetia a desempenho. Porém, segundo Scallon (2015), é a manifestação concreta da competência, e não a própria;
III) o conceito de área educacional, na perspectiva de Perrenoud (1999), segundo o qual competência pode promover uma performance superior na realização de uma tarefa ou em determinada situação de Trabalho; sendo também uma conjunção de conhecimentos, habilidades e atitudes que propiciam uma performance superior; e, principalmente, um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.

As mudanças no mundo da educação realocaram o aluno no processo ensino-aprendizagem, pois ele passa de receptor e elemento passivo a sujeito de seu próprio aprender, não apenas esperando conteúdo, mas se pondo em direção a esses saberes e construindo conhecimento. Também a sala de aula foi realocada, passou a ocupar diferentes espaços, a se multiplicar para diferentes momentos, para diferentes saberes. Atingiu o ciberespaço, incorporando a cultura digital ao currículo e à dinâmica escolar. Mas não foi só a sala de aula e o professor que mudaram, também as metodologias de ensino foram inovadas para acompanhar esse movimento, pois de nada adianta uma sala de aula supermoderna e inovadora, se as metodologias não acompanham essa concepção. Nesse contexto, as metodologias ativas ganham ainda mais relevância, imbuídas de um sentido de aprendizagem permeado pela autonomia, motivação e mobilização de conhecimentos, competências e habilidades para o aprender.
I) a dinâmica da metodologia ativa permite envolver o aluno em diversas situações, para inúmeras formas de aprendizagens e em diferentes tempos e espaços, acompanhando a dinâmica da sala de aula do futuro, que ultrapassou os espaços da escola e ganhou o mundo virtual. O mundo virtual já há muito faz parte da vida dos jovens, sendo, contudo, bastante recente a sua incorporação ao processo educativo. Há algumas décadas vem se apontando para a eclosão do ensino híbrido, "[...] um programa de educação formal no qual um aluno aprende por meio do ensino on-line, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, o lugar, o modo e/ou o ritmo do estudo, e por meio do ensino presencial, na escola". (Horn, Staker, 2015 p. 34);
II) o ensino híbrido combina as práticas educativas presenciais, ou seja, em sala física, com a utilização de recursos tecnológicos que estendem a sala de aula para o mundo virtual, aliando as possibilidades de aprender em diferentes momentos e locais a uma metodologia que contemple objetivos didáticos e caminhos desenhados para o aprender de forma diversificada, mais significativa, dinâmica e condizente com os contextos atuais. Nessa perspectiva, as metodologias ativas, por suas particularidades e natureza de atividades, ainda estão muito aquém do ensino presencial, por exemplo, ao empregar técnicas como sala de aula invertida, em que as discussões se dão em sala de aula presencialmente, contudo a preparação do conteúdo para o aluno pode estar disponível em plataformas on-line, permitindo seu acesso em diferentes tempos e espaços. Esse recurso de trabalhar metodologias ativas fora da sala de aula, além do ensino híbrido, também conquistou o ensino a distância, dinamizando e trazendo ricas possibilidades de aprendizagem, por meio da inserção de diferentes tipos de metodologias ativas;
III) a realidade das metodologias ativas no ensino híbrido e particularmente no ensino a distância tem mais intensidade a partir dos anos da pandemia de covid-19 em todo o mundo, do fim de 2019 até 2021, o que trouxe inúmeros desafios à sociedade e mais ainda às instituições de ensino que precisavam se adaptar para ensinar fora da sala de aula. Foi preciso à escola reinventar-se, buscar com urgência ferramentas e instrumentos tecnológicos para aproximar professores estudantes, manter o processo ensino-aprendizagem (Arruda; Siqueira, 2020) e ainda aprender a ensinar com esses elementos que deixavam de ser apenas tecnológicos para se tornarem efetivamente também pedagógicos. Assim, de uma hora para outra foi preciso ajustar método, recursos e formas de interação. Foi preciso aprender a utilizar metodologias ativas no ensino a distância, buscando formas de realizar atividades que são comuns nas metodologias ativas, como discussão em grupo e construção de conceitos, por exemplo, o design thinking.

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Questões resolvidas

Sobre a educação hoje e seus contextos políticos e sociais é incorreta:
a) a educação, balizadora e ao mesmo tempo reflexo dos contextos sociais, ao longo da história vai tomando importância vital na formação cidadã de homens e mulheres, visto que a qualidade dessa formação impacta o estilo de sociedade que se forma, ou seja, a educação retrata um projeto de sociedade, uma disputa de concepções e pontos de vista (Gadotti, 2000). Dessa forma, a educação prepara o indivíduo para a sociedade, tendo como balizas os valores dessa sociedade; e tendo, também, como finalidade transformar qualitativamente esses valores e não apenas aceitá-los, mas direcioná-los para uma sociedade melhor, mais justa, mais democrática.
b) é preciso considerar o risco de que certos grupos possam se apropriar da educação para fazer valer o seu projeto de sociedade, não necessariamente o melhor para todos, que atenda às reais necessidades da população, mas às de pequenos grupos com mais poderio político ou econômico. Portanto, para que a educação seja de fato um direito de todos, a legislação passa a criar dispositivos para assegurar o acesso à escolarização a todos os segmentos sociais, independentemente de cor, raça, credo, entendendo-se a educação como direito humano fundamental e alienável, cuja origem remete à Revolução Francesa, no século XVIII, e sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789; Dias, 2007).
c) ao longo da história da educação, muitos foram os mecanismos criados para se garantir a escolarização, com estrutura mínima necessária para atender a diferentes segmentos sociais, grupos menos favorecidos e que eram privados de seu direito à educação. No Brasil, o caráter público da educação teve seu reconhecimento na Lei de Diretrizes e Bases de 1988, que afirma a educação como um direito social, atribuindo sua responsabilidade ao Estado e à família, e ainda define as competências para a organização do sistema educacional, de sua estrutura e para o seu financiamento (Brasil, 1988).
d) ainda que o direito a educação esteja previsto em lei, nem todos têm acesso à educação e, ao longo da história, têm sido travadas várias batalhas, pela sociedade civil organizada e pelos governos estabelecidos, para que a educação alcance grupos desprovidos, por diversas condições, da possibilidade de frequentar a escola. Esses grupos sociais excluídos do processo educativo e, por consequência, de um projeto de sociedade, não são pequenos e se compõem por mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiências, entre outros, a muito custo, no decorrer dos anos, levados para dentro das salas de aulas.

Sobre contextos sociais e o impacto na aprendizagem é incorreta:
a) a educação transforma o mundo, leva conhecimento, ciência, saberes a diversos contextos, mudando a forma de compreender elementos como medicina, desenvolvimento humano, geração de renda e, principalmente, o mundo do trabalho. Contudo, a educação é também moldada pelo mundo e sua dinâmica de transformações. Essas transformações têm se dado particularmente em relação ao avanço das tecnologias, que reverbera em diferentes áreas, como economia, saúde, política e cultura, e tem reflexo no modo de vida de toda a população, trazendo mudanças desde o estilo de vida e o consumo até os relacionamentos e o trabalho.
b) o processo de transformação já venha ocorrendo há tempos, nas últimas décadas ele ganhou celeridade, adentrando os diferentes espaços sociais e trazendo questionamento quanto ao papel da escola e sua forma de ensinar bem como reflexões sobre a necessidade de inovar as metodologias de ensino. O início dessas mudanças no mundo educacional tem suas raízes na transformação política e pedagógica resultante da Revolução Industrial, que mudou o mundo, as relações de trabalho, os processos produtivos, a forma como se trabalhava até então e mesmo o modo de consumo, pois a produção em grande escala começou a falhar.
c) a escalada da produção e da economia continuou a crescer, potencializada pelos avanços tecnológicos e científicos, que geraram mudanças no mundo do trabalho e ganharam força a partir da terceira revolução industrial caracterizada pela popularização de computadores, surgimento da internet, dos softwares, da robótica e da eletrônica. A partir dessa realidade, de robôs em linha de produção, o mundo não será mais o mesmo e nem o trabalhador poderá ser o mesmo. Já não basta cumprir ordens e apertar botões.
d) é preciso um profissional qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos, compreender as nuances da sociedade do conhecimento e estar apto a aprender continuamente. Esse movimento traz a realidade para o processo educativo e o papel da escola, chamando a responsabilidade dessa instituição para a formação de cidadãos atuantes nesta nova sociedade, sobre os conhecimentos que lhe são necessários, a postura, os saberes e o olhar para o novo mundo que se desvela.

Dentre as diversas contribuições das metodologias ativas, a formação da autonomia do estudante para se tornar sujeito de sua própria aprendizagem é certamente a de maior impacto no processo educativo, pois possibilita o desenvolvimento de competências de comunicação, contribuindo para a formação de um sujeito autônomo, reflexivo, crítico e questionador, mas também consciente de seu papel no mundo. A formação desse cidadão crítico e reflexivo é resultado de um conhecimento construído numa relação de diálogo entre professor e estudante, buscando a consolidação das aprendizagens necessárias não só do ponto de vista curricular, mas também da composição de elementos para a vida, como a constituição de competências diversas que irão nortear a sua atuação em sociedade.
I) o desenvolvimento de competências e habilidades requer direcionamento pedagógico e um trabalho metodológico pontual que preparem o estudante para as descobertas acadêmicas voltadas ao seu desenvolvimento como ser humano. Nesse cenário, o formato das metodologias ativas, ao incentivar a participação, o envolvimento e a responsabilidade do aluno, contribui enormemente para a formação de tais competências. Para compreender de que forma as metodologias ativas contribuem para a formação de competências e habilidades, é importante conhecer o sentido de tais palavras e como elas se articulam no processo educativo, o que nem sempre tem uma única e exata resposta, pois há diferentes estudos e entendimentos;
II) a concepção de formação por competências no processo educativo veio como uma possibilidade de articular e integrar os aprendizados escolares e a formação para a vida, desvinculando-se de pedagogias tradicionais que centravam seus esforços no cumprimento do currículo, sem relacioná-lo às vivências e relações sociais. A necessidade de uma formação mais ampla e que possibilitasse o emprego, na vida social e profissional, de conhecimentos e saberes apreendidos na escola atraiu para o campo educacional o conceito de competências, que passa do mercado de trabalho e da esfera profissional para a esfera educativa. Essa aproximação trouxe diversas polêmicas e mesmo resistência entre os educadores, não somente pela insípida compreensão sobre o termo competências, mas também por associá-lo à formação fragmentada, voltada tão somente para o mercado de trabalho, e, ainda, à noção de competitividade, pois competência, segundo alguns estudiosos, remetia a desempenho. Porém, segundo Scallon (2015), é a manifestação concreta da competência, e não a própria;
III) o conceito de área educacional, na perspectiva de Perrenoud (1999), segundo o qual competência pode promover uma performance superior na realização de uma tarefa ou em determinada situação de Trabalho; sendo também uma conjunção de conhecimentos, habilidades e atitudes que propiciam uma performance superior; e, principalmente, um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.

As mudanças no mundo da educação realocaram o aluno no processo ensino-aprendizagem, pois ele passa de receptor e elemento passivo a sujeito de seu próprio aprender, não apenas esperando conteúdo, mas se pondo em direção a esses saberes e construindo conhecimento. Também a sala de aula foi realocada, passou a ocupar diferentes espaços, a se multiplicar para diferentes momentos, para diferentes saberes. Atingiu o ciberespaço, incorporando a cultura digital ao currículo e à dinâmica escolar. Mas não foi só a sala de aula e o professor que mudaram, também as metodologias de ensino foram inovadas para acompanhar esse movimento, pois de nada adianta uma sala de aula supermoderna e inovadora, se as metodologias não acompanham essa concepção. Nesse contexto, as metodologias ativas ganham ainda mais relevância, imbuídas de um sentido de aprendizagem permeado pela autonomia, motivação e mobilização de conhecimentos, competências e habilidades para o aprender.
I) a dinâmica da metodologia ativa permite envolver o aluno em diversas situações, para inúmeras formas de aprendizagens e em diferentes tempos e espaços, acompanhando a dinâmica da sala de aula do futuro, que ultrapassou os espaços da escola e ganhou o mundo virtual. O mundo virtual já há muito faz parte da vida dos jovens, sendo, contudo, bastante recente a sua incorporação ao processo educativo. Há algumas décadas vem se apontando para a eclosão do ensino híbrido, "[...] um programa de educação formal no qual um aluno aprende por meio do ensino on-line, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, o lugar, o modo e/ou o ritmo do estudo, e por meio do ensino presencial, na escola". (Horn, Staker, 2015 p. 34);
II) o ensino híbrido combina as práticas educativas presenciais, ou seja, em sala física, com a utilização de recursos tecnológicos que estendem a sala de aula para o mundo virtual, aliando as possibilidades de aprender em diferentes momentos e locais a uma metodologia que contemple objetivos didáticos e caminhos desenhados para o aprender de forma diversificada, mais significativa, dinâmica e condizente com os contextos atuais. Nessa perspectiva, as metodologias ativas, por suas particularidades e natureza de atividades, ainda estão muito aquém do ensino presencial, por exemplo, ao empregar técnicas como sala de aula invertida, em que as discussões se dão em sala de aula presencialmente, contudo a preparação do conteúdo para o aluno pode estar disponível em plataformas on-line, permitindo seu acesso em diferentes tempos e espaços. Esse recurso de trabalhar metodologias ativas fora da sala de aula, além do ensino híbrido, também conquistou o ensino a distância, dinamizando e trazendo ricas possibilidades de aprendizagem, por meio da inserção de diferentes tipos de metodologias ativas;
III) a realidade das metodologias ativas no ensino híbrido e particularmente no ensino a distância tem mais intensidade a partir dos anos da pandemia de covid-19 em todo o mundo, do fim de 2019 até 2021, o que trouxe inúmeros desafios à sociedade e mais ainda às instituições de ensino que precisavam se adaptar para ensinar fora da sala de aula. Foi preciso à escola reinventar-se, buscar com urgência ferramentas e instrumentos tecnológicos para aproximar professores estudantes, manter o processo ensino-aprendizagem (Arruda; Siqueira, 2020) e ainda aprender a ensinar com esses elementos que deixavam de ser apenas tecnológicos para se tornarem efetivamente também pedagógicos. Assim, de uma hora para outra foi preciso ajustar método, recursos e formas de interação. Foi preciso aprender a utilizar metodologias ativas no ensino a distância, buscando formas de realizar atividades que são comuns nas metodologias ativas, como discussão em grupo e construção de conceitos, por exemplo, o design thinking.

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1ª) Sobre a educação hoje e seus contextos políticos e sociais é incorreta:
a) a educação, balizadora e ao mesmo tempo reflexo dos contextos sociais, ao longo da história vai tomando importância vital na formação cidadã de homens e mulheres, visto que a qualidade dessa formação impacta o estilo de sociedade que se forma, ou seja, a educação retrata um projeto de sociedade, uma disputa de concepções e pontos de vista (Gadotti, 2000). Dessa forma, a educação prepara o indivíduo para a sociedade, tendo como balizas os valores dessa sociedade; e tendo, também, como finalidade transformar qualitativamente esses valores e não apenas aceitá-los, mas direcioná-los para uma sociedade melhor, mais justa, mais democrática.
b) é preciso considerar o risco de que certos grupos possam se apropriar da educação para fazer valer o seu projeto de sociedade, não necessariamente o melhor para todos, que atenda às reais necessidades da população, mas às de pequenos grupos com mais poderio político ou econômico. Portanto, para que a educação seja de fato um direito de todos, a legislação passa a criar dispositivos para assegurar o acesso à escolarização a todos os segmentos sociais, independentemente de cor, raça, credo, entendendo-se a educação como direito humano fundamental e alienável, cuja origem remete à Revolução Francesa, no século XVIII, e sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789; Dias, 2007).
c) ao longo da história da educação, muitos foram os mecanismos criados para se garantir a escolarização, com estrutura mínima necessária para atender a diferentes segmentos sociais, grupos menos favorecidos e que eram privados de seu direito à educação. No Brasil, o caráter público da educação teve seu reconhecimento na Lei de Diretrizes e Bases de 1988, que afirma a educação como um direito social, atribuindo sua responsabilidade ao Estado e à família, e ainda define as competências para a organização do sistema educacional, de sua estrutura e para o seu financiamento (Brasil, 1988).
d) ainda que o direito a educação esteja previsto em lei, nem todos têm acesso à educação e, ao longo da história, têm sido travadas várias batalhas, pela sociedade civil organizada e pelos governos estabelecidos, para que a educação alcance grupos desprovidos, por diversas condições, da possibilidade de frequentar a escola. Esses grupos sociais excluídos do processo educativo e, por consequência, de um projeto de sociedade, não são pequenos e se compõem por mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiências, entre outros, a muito custo, no decorrer dos anos, levados para dentro das salas de aulas.
3ª) Sobre contextos sociais e o impacto na aprendizagem é incorreta:
a) a educação transforma o mundo, leva conhecimento, ciência, saberes a diversos contextos, mudando a forma de compreender elementos como medicina, desenvolvimento humano, geração de renda e, principalmente, o mundo do trabalho. Contudo, a educação é também moldada pelo mundo e sua dinâmica de transformações. Essas transformações têm se dado particularmente em relação ao avanço das tecnologias, que reverbera em diferentes áreas, como economia, saúde, política e cultura, e tem reflexo no modo de vida de toda a população, trazendo mudanças desde o estilo de vida e o consumo até os relacionamentos e o trabalho.
b) o processo de transformação já venha ocorrendo há tempos, nas últimas décadas ele ganhou celeridade, adentrando os diferentes espaços sociais e trazendo questionamento quanto ao papel da escola e sua forma de ensinar bem como reflexões sobre a necessidade de inovar as metodologias de ensino. O início dessas mudanças no mundo educacional tem suas raízes na transformação política e pedagógica resultante da Revolução Industrial, que mudou o mundo, as relações de trabalho, os processos produtivos, a forma como se trabalhava até então e mesmo o modo de consumo, pois a produção em grande escala começou a falhar.
c) a escalada da produção e da economia continuou a crescer, potencializada pelos avanços tecnológicos e científicos, que geraram mudanças no mundo do trabalho e ganharam força a partir da terceira revolução industrial caracterizada pela popularização de computadores, surgimento da internet, dos softwares, da robótica e da eletrônica. A partir dessa realidade, de robôs em linha de produção, o mundo não será mais o mesmo e nem o trabalhador poderá ser o mesmo. Já não basta cumprir ordens e apertar botões.
d) é preciso um profissional qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos, compreender as nuances da sociedade do conhecimento e estar apto a aprender continuamente. Esse movimento traz a realidade para o processo educativo e o papel da escola, chamando a responsabilidade dessa instituição para a formação de cidadãos atuantes nesta nova sociedade, sobre os conhecimentos que lhe são necessários, a postura, os saberes e o olhar para o novo mundo que se desvela.
6ª) Dentre as diversas contribuições das metodologias ativas, a formação da autonomia do estudante para se tornar sujeito de sua própria aprendizagem é certamente a de maior impacto no processo educativo, pois possibilita o desenvolvimento de competências de comunicação, contribuindo para a formação de um sujeito autônomo, reflexivo, crítico e questionador, mas também consciente de seu papel no mundo. A formação desse cidadão crítico e reflexivo é resultado de um conhecimento construído numa relação de diálogo entre professor e estudante, buscando a consolidação das aprendizagens necessárias não só do ponto de vista curricular, mas também da composição de elementos para a vida, como a constituição de competências diversas que irão nortear a sua atuação em sociedade.:
I) o desenvolvimento de competências e habilidades requer direcionamento pedagógico e um trabalho metodológico pontual que preparem o estudante para as descobertas acadêmicas voltadas ao seu desenvolvimento como ser humano. Nesse cenário, o formato das metodologias ativas, ao incentivar a participação, o envolvimento e a responsabilidade do aluno, contribui enormemente para a formação de tais competências. Para compreender de que forma as metodologias ativas contribuem para a formação de competências e habilidades, é importante conhecer o sentido de tais palavras e como elas se articulam no processo educativo, o que nem sempre tem uma única e exata resposta, pois há diferentes estudos e entendimentos;
II) a concepção de formação por competências no processo educativo veio como uma possibilidade de articular e integrar os aprendizados escolares e a formação para a vida, desvinculando-se de pedagogias tradicionais que centravam seus esforços no cumprimento do currículo, sem relacioná-lo às vivências e relações sociais. A necessidade de uma formação mais ampla e que possibilitasse o emprego, na vida social e profissional, de conhecimentos e saberes apreendidos na escola atraiu para o campo educacional o conceito de competências, que passa do mercado de trabalho e da esfera profissional para a esfera educativa. Essa aproximação trouxe diversas polêmicas e mesmo resistência entre os educadores, não somente pela insípida compreensão sobre o termo competências, mas também por associá-lo à formação fragmentada, voltada tão somente para o mercado de trabalho, e, ainda, à noção de competitividade, pois competência, segundo alguns estudiosos, remetia a desempenho. Porém, segundo Scallon (2015), é a manifestação concreta da competência, e não a própria;
III) o conceito de área educacional, na perspectiva de Perrenoud (1999), segundo o qual competência pode promover uma performance superior na realização de uma tarefa ou em determinada situação de Trabalho; sendo também uma conjunção de conhecimentos, habilidades e atitudes que propiciam uma performance superior; e, principalmente, um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.
a) II e III corretas.
b) I e II corretas.
c) II e IIIincorretas.
d) I e II incorretas.
8ª) As mudanças no mundo da educação realocaram o aluno no processo ensino-aprendizagem, pois ele passa de receptor e elemento passivo a sujeito de seu próprio aprender, não apenas esperando conteúdo, mas se pondo em direção a esses saberes e construindo conhecimento. Também a sala de aula foi realocada, passou a ocupar diferentes espaços, a se multiplicar para diferentes momentos, para diferentes saberes. Atingiu o ciberespaço, incorporando a cultura digital ao currículo e à dinâmica escolar. Mas não foi só a sala de aula e o professor que mudaram, também as metodologias de ensino foram inovadas para acompanhar esse movimento, pois de nada adianta uma sala de aula supermoderna e inovadora, se as metodologias não acompanham essa concepção. Nesse contexto, as metodologias ativas ganham ainda mais relevância, imbuídas de um sentido de aprendizagem permeado pela autonomia, motivação e mobilização de conhecimentos, competências e habilidades para o aprender.:
I) a dinâmica da metodologia ativa permite envolver o aluno em diversas situações, para inúmeras formas de aprendizagens e em diferentes tempos e espaços, acompanhando a dinâmica da sala de aula do futuro, que ultrapassou os espaços da escola e ganhou o mundo virtual. O mundo virtual já há muito faz parte da vida dos jovens, sendo, contudo, bastante recente a sua incorporação ao processo educativo. Há algumas décadas vem se apontando para a eclosão do ensino híbrido, "[...] um programa de educação formal no qual um aluno aprende por meio do ensino on-line, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, o lugar, o modo e/ou o ritmo do estudo, e por meio do ensino presencial, na escola". (Horn, Staker, 2015 p. 34);
II) o ensino híbrido combina as práticas educativas presenciais, ou seja, em sala física, com a utilização de recursos tecnológicos que estendem a sala de aula para o mundo virtual, aliando as possibilidades de aprender em diferentes momentos e locais a uma metodologia que contemple objetivos didáticos e caminhos desenhados para o aprender de forma diversificada, mais significativa, dinâmica e condizente com os contextos atuais. Nessa perspectiva, as metodologias ativas, por suas particularidades e natureza de atividades, ainda estão muito aquém do ensino presencial, por exemplo, ao empregar técnicas como sala de aula invertida, em que as discussões se dão em sala de aula presencialmente, contudo a preparação do conteúdo para o aluno pode estar disponível em plataformas on-line, permitindo seu acesso em diferentes tempos e espaços. Esse recurso de trabalhar metodologias ativas fora da sala de aula, além do ensino híbrido, também conquistou o ensino a distância, dinamizando e trazendo ricas possibilidades de aprendizagem, por meio da inserção de diferentes tipos de metodologias ativas;
III) a realidade das metodologias ativas no ensino híbrido e particularmente no ensino a distância tem mais intensidade a partir dos anos da pandemia de covid-19 em todo o mundo, do fim de 2019 até 2021, o que trouxe inúmeros desafios à sociedade e mais ainda às instituições de ensino que precisavam se adaptar para ensinar fora da sala de aula. Foi preciso à escola reinventar-se, buscar com urgência ferramentas e instrumentos tecnológicos para aproximar professores e estudantes, manter o processo ensino-aprendizagem (Arruda; Siqueira, 2020) e ainda aprender a ensinar com esses elementos que deixavam de ser apenas tecnológicos para se tornarem efetivamente também pedagógicos. Assim, de uma hora para outra foi preciso ajustar método, recursos e formas de interação. Foi preciso aprender a utilizar metodologias ativas no ensino a distância, buscando formas de realizar atividades que são comuns nas metodologias ativas, como discussão em grupo e construção de conceitos, por exemplo, o design thinking.
a) I e II corretas.
b) I e II incorretas.
c) I e III corretas.
d) I e III incorretas.

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