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Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) Autor: Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso 13 de Março de 2025 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 1 SUMÁRIO Considerações iniciais....................................................................................................................................................... 3 Indicações e contraindicações das PPRS........................................................................................................................... 4 Classificação dos arcos parcialmente dentados................................................................................................................ 7 Sistemas das PPRS........................................................................................................................................................... 13 Delineadores.................................................................................................................................................................. 34 Preparo de boca para receber a PPR.............................................................................................................................. 43 Moldagem em PPR......................................................................................................................................................... 53 Considerações finais....................................................................................................................................................... 61 Referências......................................................................................................................................................................62 Questões comentadas.................................................................................................................................................... 63 Lista de questões............................................................................................................................................................ 77 Gabarito.......................................................................................................................................................................... 84 Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 2 APRESENTAÇÃO DO CURSO Olá, aluno(a)! Desejo boas-vindas ao nosso curso de Prótese Dentária para as Forças Armadas. Meu nome é Raquel Cardoso, sou graduada e mestra em Odontologia pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Prótese Dentária pela ABO - GO. Fui classificada em 1º lugar no concurso da PMDF 2023 para o cargo de Oficial Policial Militar de Saúde, no quadro de cirurgião-dentista, especialista em Prótese Dentária. Como você pode observar, eu já estive no mesmo lugar que você, estudando em busca da tão sonhada aprovação. Entendo como é essa fase na vida de um concurseiro, são muitas abdicações e dedicação constante aos estudos. Muitas vezes isso gera desânimo, não é mesmo?! Mas garanto a você que vale muito a pena. Usarei de toda minha experiência nessa área para te preparar para o concurso que for prestar e conquistar a sua vaga. Deixo abaixo minha rede social, na qual posto dicas, informações, questões e dicas dos concursos de odontologia. Siga também o Estratégia Saúde no Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo dos concursos: https://www.instagram.com/prof.raquelcardososs https://www.instagram.com/estrategia.saude Estamos juntos nessa! Vamos caminhar rumo à sua aprovação? Já se imagine usando sua linda farda e sendo um militar concursado das forças armadas. Se agarre sempre nesse sonho quando pensar em desanimar durante os estudos! O cansaço e desanimo são normais, mas a persistência é a chave para o sucesso. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 3 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Nesse livro digital iremos trabalhar a área de Prótese Parcial Removível para os concursos das forças armadas. O conteúdo de PPR é bem extenso, então nos atentaremos ao que as bancas mais cobram e os principais autores. Nosso PDF tem como referência o livro do autor Todescan, obra referência dos concursos das forças armadas na área de PPR. Primeiro, aluno, você precisa entender que a confecção de PPR possui uma sequência lógica. Dentro de cada procedimento clínico, teremos particularidades e são essas que serão cobradas em prova. Atente-se aos termos específicos utilizados em cada conteúdo ministrado, pois eles que farão a diferença no momento da resolução das questões, certo?! A prótese parcial removível (PPR) possui características que impõem ao profissional a necessidade de um domínio amplo da prótese dentária para que acerte na confecção. As PPRs se assemelham às próteses fixas por serem dentossuportadas, porém se distinguem delas pelos fatos de poderem ser removidas e recolocadas, sempre que necessário. Por outro lado, se assemelham às próteses totais por apresentarem, em certas circunstâncias, o apoio mucoso e por isso requererem técnicas de moldagem próprias da prótese total, como a moldagem funcional. No entanto distinguem-se das PTs por, ao mesmo tempo, apresentarem suporte dentário. Tendo em vista essas características das PPRS, podemos entrar no nosso estudo acerca desses aparelhos removíveis. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 4 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DAS PPRS Indicações As próteses parciais removíveis (PPRs) são indicadas nos casos de parcialmente dentados em que não seja possível a indicação das próteses fixas ou que seria exigido o desgaste de muitos dentes pilares. Nesse sentido, as indicações são as seguintes, segundo Todescan (1998): 1) Espaços protéticos sem Pilar Posterior ou Prótese de Extremidade Livre, Bi ou Unilateral Nos casos de espaços protéticos com ausência de elementos dentários para servirem como pilar posterior de próteses fixas, bem como os casos de extremidades livres uni ou bilaterais, o tipo de aparelho a ser indicado deverá inevitavelmente utilizar, de maneira simultânea, as vias de suporte dental e mucoso. condição restrita aos aparelhos removíveis, chamados de dentomucossuportados ou mucodentossuportados. Não havendo, por outro lado, problemas econômicos e a não aceitação por parte do paciente com relação a este tipo de aparelho, poderá ser indicada a prótese sobre implante. 2) Espaços Edentados Extensos Embora existam dentes limitando o espaço ou os espaços protéticos, sua extensão coloca em grau absoluto a contraindicação das próteses parciais fixas. Nos casos em que remanesça apenas um dente suporte situado posteriormente a um espaço protético extenso, é importante que se considere na fase de planejamento, a eventualidade, próxima ou remota, de que este dente possa ser perdido futuramente, situação em que o aparelho poderia ser transformado em dentomucossuportado, sem a necessidade da construção de um outro, com colocação pura e simples de um dente artificial de acrílico dentro do grampo. 3) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida Nessa situação, embora os espaços protéticos não sejam tão extensos e, numa análise superficial, o caso mostre-se comodo modelo também são realizados os preparos dos descansos/nichos oclusais, incisais ou em cíngulo. A imagem abaixo mostra o início do preparo do plano-guia por proximal: Imagem: Todescan (1996) PREPARO DE BOCA PARA RECEBER PPR Segundo Todescan (1998), preparo de boca é a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger os elementos remanescentes, executados com o objetivo de impedir ou redirecionar forças adversas que possam incidir sobre os dentes suportes, sobre o periodonto de sustentação do osso alveolar e da crista alveolar residual, obtendo retenção e suporte para uma prótese parcial removível pelo máximo período de tempo. No preparo de boca, a boca será preparada para receber o aparelho parcial removível. O preparo de boca consiste em duas etapas: 1. Intervenções clínicas com objetivo de restabelecer as condições de saúde dos dentes remanescentes e tecidos conexos. Incluem-se nestas intervenções todas as manobras destinadas a eliminar os fatores causais das doenças que acometem tanto os tecidos duros (dentes e ossos) como os tecidos moles (periodonto, gengiva e fibromucosa). 2. Intervenções destinadas a melhorar a biostática dos dentes remanescentes de ambos os arcos, com a finalidade de proporcionar-lhes melhores condições biomecânicas, para funcionarem como suportes do aparelho protético a ser construído e, consequentemente, apresentarem maior tempo de vida útil e, ao mesmo tempo, prover condições adequadas de retentividade às coroas dos dentes escolhidos para suporte Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 44 Realizar essas duas etapas antes da obtenção do modelo de trabalho é fundamental para o êxito do trabalho que se deseja executar. Elas deverão ser executadas de acordo com o plano de tratamento, previamente e cuidadosamente elaborado. Determinação do eixo ou Manobras iniciais ou intervenções preliminares As manobras prévias ou intervenções preliminares devem seguir uma sequência de fases, sendo elas: tratamento periodontal, tratamento endodôntico, dentística e intervenções cirúrgicas. Preparo de boca Intervenções clínicas que eliminam fatores causais de doenças nos tecidos duros e moles Intervenções destinadas a melhorar a biostática dos dentes remanescentes de ambos os arcos Duas etapas Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 45 Vejamos agora alguns detalhes importantes sobre cada uma dessas fases: Tratamento Periodontal No tratamento periodontal é realizada a remoção de placa bacteriana e cálculo. Recomenda-se que após a remoção da placa e cálculo haja um período de espera antes da realização da moldagem para que haja a remissão completa do processo inflamatório e o retorno da gengiva ao seu contorno e volume normais. Além disso, deve-se instigar o paciente a colaborar da manutenção de um estado saudável da sua boca, promovendo uma higiene bucal rigorosa. Tratamento endodôntico No que diz respeito às condições do suporte para prótese parcial removível, o dente que se apresenta ao exame radiográfico com o canal já obturado merece atenção do profissional. Quatro situações podem ser verificadas, radiograficamente, quanto a este aspecto: ✓ Dentes com os canais totalmente obturados, sem sinais radiográficos de lesões periapicais: Manobras iniciais Tratamento periodontal Tratamento endodôntico Dentística Intervenções cirúrgicas Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 46 Essa situação exige do profissional certos cuidados, entre os quais: verificar se o dente é assintomático à percussão, procurar se informar junto ao paciente do tempo provável que existe tal obturação; verificar, criteriosamente, a qualidade do trabalho endodôntico realizado, no que diz respeito à condensação do material obturador. Um dente assintomático, obturado há muito tempo e demonstrando uma boa conduta endodôntica configura uma situação de segurança para o emprego de tal dente como suporte do aparelho protético. ✓ Dentes com os canais totalmente obturados. porém, com sinais radiográficos de lesões periapicais ✓ Dentes com canais parcialmente obturados, sem sinais de lesão periapical; ✓ Dentes com canais parcialmente obturados, com lesão apical. Nessas três situações, os elementos deverão ter seu tratamento refeito e os focos devidamente acompanhados radiograficamente. O recurso da apicectomia ou simplesmente da raspagem e remodelamento do ápice radicular poderá ser de muita valia, em certos casos. Ainda, quanto ao aspecto endodôntico é aconselhável descartar o emprego dos dentes que apresentem trepanações ou grandes reabsorções periapicais como suporte, pois representam sempre um investimento de grande risco, mesmo após um tratamento cirúrgico adequado. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 47 Eles poderão, no entanto, ser aproveitados dentro de um plano de tratamento que preveja a possibilidade de sua extração futuramente, sem prejuízo do trabalho realizado. Dentística No contexto das intervenções preliminares, os trabalhos de dentística podem ser realizados concomitantemente aos endodônticos, em função da urgência pretendida para um determinado trabalho. Os elementos podem ser restaurados normalmente sem precisar de requisitos. Entretanto, quando se tratar de dentes suportes para PPR, deve-se atentar no momento da restauração para que o material tenha espessura e largura suficiente para que não se enfraqueça no momento dos preparos dos nichos/descansos que abrigarão os apoios oclusais. Intervenções cirúrgicas As intervenções cirúrgicas quando necessárias devem acontecer o mais cedo possível, uma vez que haverá um período de espera para que a cicatrização se complete. As intervenções cirúrgicas compreendem: as avulsões, intervenção nos tecidos moles e intervenções nos tecidos duros. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 48 Preparo biostático dos dentes remanescentes Após as intervenções preliminares, será realizado o preparo biostático dos dentes remanescentes que será praticamente resumido ao nivelamento do plano oclusal. Os cuidados para melhorar as condições biostáticas dos dentes remanescentes devem ser desenvolvidos ao término das manobras prévias. Os modelos devem estar montados no articulador, devidamente "mapeados". Esses cuidados consistem basicamente na adoção de medidas destinadas a restabelecer a posição dos dentes, tanto na direção anteroposterior quanto na direção cervico-oclusal, executando-se as seguintes intervenções: • Nivelamento do plano oclusal • Tratamento ortodôntico Intervenções cirúrgicas Avulsões Intervenção nos tecidos moles Intervenção nos tecidos duros Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 49 Vejamos alguns pontos importantesacerca dessas intervenções: 1) Nivelamento do plano oclusal O objetivo é restabelecer a posição de todos os dentes remanescentes na direção anteroposterior, tornando-se como referência os segmentos restantes do plano oclusal original, porventura ainda presentes na dentição remanescente. Isso poderá ser realizado das seguintes formas: por redução dos dentes que ultrapassam o plano oclusal, por acréscimo nos dentes que não alcançam o plano oclusal, por desgastes dos contatos prematuros (desgaste seletivo) e por meio da redução do entrecruzamento incisivo. N iv el am en to d o p la n o o cl u sa l Redução dos dentes que ultrapassam o plano oclusal Acréscimo nos dentes que não alcançam o plano oclusal Desgastes dos contatos prematuros Redução do entrecruzamento incisivo Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 50 Ao realizar o nivelamento do plano oclusal por meio da redução dos dentes que ultrapassam o plano oclusal, deve-se observar o grau de extrusão dos dentes opostos ao espaço protético: grau mínimo, grau médio ou grau máximo. Realizar acréscimos nos dentes que não alcançam o plano oclusal não é uma situação comum. Porém, quando acontecer, o contato oclusal deve ser estabelecido, por meio de coroas totais ou dos chamados apoios oclusais extracoronários, no próprio aparelho removível. Preparo biostático dos dentes suportes Uma vez terminado o preparo biostático do dois arcos, como um todo, cujo objetivo fundamental foi o de prover condições para a reabilitação harmoniosa da curvatura oclusal, a ser complementada através dos dentes artificiais, um plano de tratamento bem elaborado deve conter a sequência dos trabalhos a serem executados sobre os dentes selecionados para suporte da prótese parcial removível. Basicamente, o que se pretende é que as cargas a serem exercidas sobre estes dentes tenham um sentido axial, ou seja, elas deverão ter sua direção paralela ao longo eixo dos dentes suportes. O preparo das superfícies axiais dos dentes suportes é dividido em três etapas: preparo dos planos guias proximais, adequação da linha equatorial por vestibular e adequação da linha equatorial por lingual/palatino, como mostra o esquema abaixo: Preparo das superfícies axiais dos dentes suportes Preparo dos planos guias proximais Adequação da linha equatorial por vestibular Adequação da linha equatorial por lingual/palatino Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 51 Preparo dos descansos oclusais, incisais e em cíngulo O descanso deve ter um formato que proporcione condições para efetividade do apoio a ser assentado sobre ele. Essa efetividade se vincula diretamente à garantia de que as cargas serão transmitidas axialmente ao dente suporte, ou ainda, que o princípio da fixação fique plenamente assegurado durante a função mastigatória. Os descansos poderão ser oclusais, incisais ou em cíngulo. Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos Podem ocorrer duas situações em relação aos dentes suportes: a retenção exagerada (quando há a exagerada inclinação do longo eixo do dente suporte) ou a insuficiência e até mesmo ausência de área retentiva. Dente suporte Duas situações Retenção exagerada Insuficiência de área retentiva Ausência de área retentiva Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 52 A constatação da falta de retenção de um dente suporte terá de ser definida durante o planejamento. A mudança na direção de inserção poderá redistribuir mais equanimemente a extensão da área retentiva quando o problema decorre da inclinação dos longos eixos dos dentes suportes. Entretanto, se o problema decorre da ausência de convexidades axiais, ao ponto que a linha equatorial esteja muito cervical ou até mesmo inexista, pode-se utilizar os seguintes recursos para contornar esse problema: restaurações do tipo classe V e coroas totais. Restaurações classe V Coroas Totais Maneira menos agressiva, prática e econômica para o esmalte para alterar a anatomia da face vestibular do elemento, adequando-a às condições de suporte Modificação de todas as superfícies do dente suporte, permitindo que essas superfícies sejam devidamente paralelizadas com a via de inserção, determinada na fase de planejamento. O aumento de coroa clínica também é um recurso que pode ser utilizado quando há o recobrimento parcial da coroa anatômica por tecido gengival e, até mesmo, tecido ósseo. Esse recobrimento é muito comum na região de segundos e terceiros molares, sendo facilmente constatados radiograficamente. As imagens abaixo mostram o aumento de coroa em dente com recobrimento parcial da coroa anatômica: Figuras: Todescan (1996) Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 53 MOLDAGEM EM PPR No contexto da prótese parcial removível, a moldagem sempre terá por objetivo a reprodução de todo arco dental remanescente, seja superior ou inferior, já que a PPR pronta sempre será bilateral. A obtenção de bons modelos vai depender de uma série de fatores vinculados, primeiramente à qualidade dos materiais envolvidos, tanto na obtenção do molde quanto na construção do modelo; à seleção correta da moldeira; ao ato da moldagem propriamente dito e aos cuidados com o molde obtido. Para compreendermos melhor esse assunto, vamos memorizar primeiro que em PPR não há obrigatoriedade da moldagem funcional para todos os casos. Em prótese total, a moldagem funcional é obrigatória tendo em vista que a prótese será toda apoiada totalmente em fibromucosa (prótese mucossuportada). Em PPR, como há também o suporte dos dentes, casos específicos necessitarão da moldagem funcional. Mas como assim, professora? Em PPR, as próteses podem ser DENTOSSUPORTADAS ou DENTOMUCOSSUPORTADAS. ➢ Dentossuportadas: são as próteses confeccionadas em classes II e III de Kennedy, nas quais o suporte da prótese acontece mais em dentes remanescentes do que em fibromucosa. ➢ Dentomucossuportadas: são as próteses confeccionadas em classes I e IV de Kennedy. Essas possuem grande parte de suporte em fibromucosa, o que pode gerar movimentos de alavanca nos dentes suportes devido à deformação desses tecidos, que geram movimentos de rotação e translação na base da prótese. Logo, em prótese parcial removível, a moldagem funcional será realizada nos casos de PRÓTESES DENTOMUCOSSUPORTADAS, ou seja, naqueles casos de PPRs que possuem grande suporte em fibromucosa, o que influencia na biomecânica da prótese. Observe o esquema abaixo: Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 54 Entendendo esse esquema você já entendeu a base de como acontece os procedimentos de moldagem em PPR. Após a realização do exame clínico (anamnese + exame físico), solicita-se exames radiográficos e outros exames complementares, caso necessário. Nesse momento, é realizada uma moldagem inicial queirá gerar um modelo de estudo, sobre o qual o caso será estudado e planejado. Após delineamento, planejamento do desenho da armação metálica e realização todos os preparos de boca de PPR (confecção de nichos, planos guia, restaurações, desgastes entre outros) será realizada uma nova moldagem, moldagem essa por meio da qual será obtido o modelo de trabalho para envio ao laboratório e confecção da armação metálica. Classe I e IV de Kennedy Moldagem inicial Moldagem funcional Classe II e III de Kennedy Moldagem inicial Moldagem de trabalho MOLDAGEM EM PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 55 É nesse momento que entrará a moldagem funcional para casos de próteses dentomucossuportadas, que como veremos adiante, pode ser realizada de quatro maneiras diferentes e também em momentos distintos das provas da peça. O esquema a seguir mostra uma maneira bastante simplificada de entender a sequência de moldagem em prótese parcial removível. LEMBRE-SE SEMPRE! Apenas em casos de próteses dentomucossuportadas, se realiza a moldagem funcional após o preparo de boca. Em próteses dentossuportadas, uma moldagem simples (estática) é suficiente. Moldagem anatômica A moldagem inicial em PPR é a primeira moldagem realizada no paciente parcialmente desdentado. Alguns autores também usam o termo moldagem anatômica para definir essa moldagem. Conforme vimos acima, a moldagem inicial é feita após os exames iniciais do paciente, algumas vezes complementando estes em casos de necessidade de intervenção cirúrgica para remoções de tórus ou outros procedimentos cirúrgicos pré-protéticos. A moldagem inicial pode ser realizada com alginato, silicone de condensação, silicone de adição, polissulfeto/mercaptanas ou poliéter, cujas características já estudamos. O material de eleição para a realização da moldagem inicial é o ALGINATO, uma vez que segundo Todescan et. al (1996) possui qualidades elásticas satisfatórias, boa estabilidade dimensional e resistência suficiente para a remoção do molde das superfícies convexas dos dentes (apresentando áreas retentivas) sem que 1º moldagem (inicial) Preparo de boca 2º moldagem (funcional ou não) Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 56 ocorram rupturas. Porém, é unânime a recomendação de que o preenchimento com gesso seja feito imediatamente após a obtenção do molde, devido às características do material de perder (sinérese) ou absorver (embebição) de água com muita facilidade em função do tempo e diferentes condições de armazenamento. O molde obtido na moldagem inicial deverá ser preenchido com gesso do tipo III, a partir do qual teremos o modelo de estudo, sobre o qual será feito o delineamento e planejamento da armação metálica pelo cirurgião-dentista. Para realizar a moldagem inicial em PPR, alguns passos devem ser seguidos, sendo eles: ➢ Seleção da moldeira de estoque: o cirurgião-dentista deverá ter em mãos as moldeiras para cada arco estéreis e verificar se recobrem totalmente a área de interesse à moldagem. Caso negativo, selecionar a moldeira de tamanho adequado. ➢ Individualização da moldeira de estoque: a individualização da moldeira visa fazer pequenas adaptações da moldeira de estoque às peculiaridades de tamanho, forma e grau de mutilação dos diferentes arcos a serem moldados. É feita, geralmente, com cera utilidade. ➢ Moldagem propriamente dita A moldagem propriamente dita com o alginato disporá de alguns passos: O molde deverá ser removido com um movimento brusco e de direção única coincidente com a direção aproximada dos longos eixos dos dentes. É aconselhado romper o fecho periférico movimentando-se os lábios, digitalmente, enquanto se insere ar na região com a seringa. Após remoção do molde, esse deve ser cuidadosamente examinado a fim de observar aspectos que podem representar falhas na moldagem como: rupturas, falta de material, deslocamento do material da moldeira, áreas de compressão com o aparecimento das bordas da moldeira, entre outros. Estando tudo certo, será feita a desinfecção do molde e vazamento com gesso do tipo III. Relembre os materiais utilizados na desinfecção: Introdução da moldeira na boca Centralização Aprofundamento Tempo de espera da geleificação Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 57 Após presa final do gesso, o modelo resultante deverá ser deixado ao ar para a sua desidratação. Moldagem de trabalho Em próteses dentossuportadas (classe II e III de Kennedy), após o preparo de boca, será feita a chamada moldagem de trabalho que consiste na moldagem realizada para obtenção do modelo de trabalho, no qual será feita a armação metálica pelo técnico de laboratório. Nesse tipo de prótese não é necessária a moldagem funcional pois a sustentação desse tipo de prótese vem inteiramente dos dentes suportes por intermédio dos apoios oclusais. Logo a base da prótese estabelecerá uma relação passiva com a fibromucosa. Essa moldagem pode ser feita com o próprio alginato ou os materiais elastoméricos que vimos anteriormente. O material, na maioria das vezes, utilizado para essa moldagem é o próprio alginato. Porém, o silicone de adição, devido às suas excelentes características de estabilidade dimensional e reprodução de detalhes pode ser empregado com bastante segurança. Os silicones de adição são de simples manipulação, possuindo uma mistura pesada, uma pasta catalisadora e uma mistura leve, que pode ser regular ou fluída. Após realização da moldagem, deverá ser feito o protocolo de desinfecção dos moldes e vazamento do gesso especial tipo IV, pois como vimos anteriormente possui maior resistência e reprodução de detalhes. Vale lembrar que o tempo entre a moldagem e o vazamento do gesso pode variar de acordo com o material de moldagem utilizado na moldagem de trabalho. Moldagem funcional Alginato Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o molde em recipiente hermético por 10 minutos. Poliéter Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o molde em recipiente hermético por 10 minutos. Silicones Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1% ou imersão Glutaraldeído a 2% por 10 minutos. Polissulfeto Hipoclorito a 1% ou Glutaraldeído a 2% Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 58 Para próteses dentomucossuportadas do tipo classe I e classe IV de Kennedy, a moldagem funcional já será a própria moldagem de trabalho. Ou seja, a partir dessa, será obtido o modelo de trabalho em gesso do tipo IV com a reprodução dinâmica dos tecidos que serão envolvidos no suporte da base da prótese. ➢ Por quê realizar moldagem funcional em próteses dentomucossuportadas? Nesse tipo de prótese (extremidades livres bilaterais ou espaços anteriores extensos), a simples moldagem para captação da fibromucosa em seu estado de repouso não constituirá condição suficiente para prover uma sustentação adequada para esse tipo de prótese, porque, no caso, caberá à fibromucosa estabelecer com a base da prótese uma relação ativa. Daí surge a necessidade de registrar a fibromucosa, no ato da moldagem, em seu estado funcional. Caso a PPR for construída sobre um modelo resultanteapenas da moldagem simples e instalada na boca do paciente, estabelecerá com os dentes suportes e a fibromucosa do rebordo residual, de extremidade livre, um sistema biomecânico em desequilíbrio. Isso significa que ao se exercer força sobre os dentes artificiais, estando a base rigidamente retida aos dentes suportes, por meio dos grampos, a capacidade de cedência da fibromucosa deixaria para os dentes remanescentes a total responsabilidade pela neutralização da carga exercida. Seria estabelecido um efeito de uma ALAVANCA EXTREMAMENTE POTENTE, na qual o dente suporte desempenharia tanto um papel de fulcro quanto de carga. O objetivo da moldagem funcional é minimizar o efeito de alavanca exercido sobre o dente principal de suporte, já que eliminá-lo é impossível. É necessário para isso dispor de um recurso que registre a fibromucosa em funcionamento, ou seja, sob COMPRESSÃO. O objetivo de uma moldagem funcional não é apenas registrar a fibromucosa em funcionamento compressivo, mas também estabelecer os limites corretos da área de suporte fibromucoso. Os materiais utilizados na moldagem funcional devem promover a esperada compressão da fibromucosa no ato da moldagem. Para isso, assim como na prótese total, para a moldagem do selado periférico será utilizada godiva em bastão e para a moldagem funcional propriamente dita poderá ser utilizada a pasta Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro ==313c50== 59 zincoenólica ou os materiais elastoméricos (poliéter, polissulfeto, silicone de adição fluído ou silicone de condensação fluído). Observe o esquema abaixo: Você sabia que a resiliência da fibromucosa é diferente da resiliência do ligamento periodontal? O ligamento periodontal possui uma média de 0,15 a 0,25mm de movimentação, já a fibromucosa possui 1,3mm de movimentação. Com esses dados, você consegue perceber que a PPR quando mais apoiada em fibromucosa (prótese dentomucossuportada - classe I e IV de Kennedy) possui maior movimentação, gerando um movimento de alavanca. Um dos procedimentos mais indicados para diminuir a alavanca em próteses dentomucossuportadas é o procedimento de moldagem funcional, podendo ser combinado a outras técnicas no planejamento da estrutura metálica das PPRs. São descritas 5 técnicas de moldagem funcional em PPR na literatura, sendo elas: Selado periférico Godiva de baixa fusão em bastão Moldagem funcional propriamente dita Pasta Zincoenólica Poliéter Silicone de adição Silicone de condensação Polissulfeto Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 60 1) Técnica da moldagem dupla 2) Técnica do modelo alterado (também denominada técnica do modelo dividido, seccionado ou técnica de McCracken) 3) Técnica da boca fechada 4) Técnica da moldeira individual 5) Técnica de Rapuano Essas técnicas podem ser realizadas antes da confecção da armação metálica ou depois que a armação já está pronta. Vamos ver agora as principais características de cada uma dessas técnicas.Minha dica é: memorize as técnicas que acontecem antes e depois da confecção da armação metálica. Lembre-se que a técnica do modelo alterado (técnica de McCracken) e a técnica da boca fechada ocorrem APÓS a armação metálica ser confeccionada, já a técnica da moldagem dupla, da moldeira individual e de Rapuano ocorrem ANTES da armação ser confeccionada, já que essas moldeiras individuais são confeccionadas diretamente sob o modelo de estudo. Veja o esquema a seguir: Antes da confecção da armação metálica Técnica da moldagem dupla Técnica da moldeira individual Técnica de Rapuano Após a confecção da armação metálica Técnica do modelo alterado Técnica da boca fechada Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 61 CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegamos ao fim do nosso conteúdo teórico de prótese parcial removível. Sugiro que grife os pontos mais importantes, faça anotações e releia. Espero que tenha facilitado seu entendimento do conteúdo! Estou à disposição para qualquer dúvida que surgir. Até a próxima! Abraços. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 62 REFERÊNCIAS TODESCAN, Reynaldo e SILVA, Eglas Edmur Bernardes da e SILVA, Odilon José da. Atlas de prótese parcial removível. São Paulo: Santos, 1998. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 63 QUESTÕES COMENTADAS 1. (CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2024) Via de regra, os aparelhos parciais removíveis são indicados para os casos de parcialmente edentados em que năo seja possível a indicaçäo das próteses fixas. De acordo com Todescan (1996), são indicaçöes para confecçâo de aparelhos parciais removíveis, EXCETO: a) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida. b) Excessiva perda de tecido ósseo. c) Necessidade da recolocação imediata dos dentes anteriores. d) Problemas motores e) Estado físico e emocional do paciente Comentários: A questão quer a alternativa que não seja uma indicação para a confecção de aparelhos parciais removíveis. Vejamos as alternativas: A alternativa A está correta, logo não é gabarito da questão. Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida podem ser usados como suporte de prótese parcial removível. Quando comparada à prótese fixa, a PPR é bem indicada nesses casos, pois, segundo Todescan et. al (1996), possibilitará uma estabilização cruzada, propiciando, ao mesmo tempo, condições de suporte nos dois hemiarcos, assim como no rebordo residual, pela forma característica da sela. No caso do arco superior, além dor recurso fornecido pela sela, teremos o da barra, cuja amplitude poderá ser aumentada de maneira a conferir, em grau máximo, os benefícios da estabilização horizontal cruzada. A alternativa B está correta, logo não é o gabarito da questão. Casos com excessiva perda de tecido ósseo são indicações de próteses parciais removíveis, pois essas restabelecem estética e função por meio da sela, fornecendo suporte para os lábios e bochechas, e restabelecendo o contorno facial de forma harmônica. A alternativa C está correta, logo não é o gabarito da questão. Em caso de necessidade imediata dos dentes anteriores, podem ser realizadas próteses parciais removíveis funcionando como próteses imediatas durante o período de cicatrização. Um detalhe importante é que essas próteses terão como elementos de retenção grampos adaptados de fio de aço inoxidável ou de ouro trefilado. A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Problemas motores constituem uma contraindicação no caso das próteses parciais removíveis, uma vez que o paciente não consegue contribuir com a higienização desta, bem como pode sofrer acidentes com o aparelho. A alternativa E está correta e não é o gabarito da questão. Próteses parciais removíveis são indicadas para pacientes enfermos ou emocionalmente abalados. Nesses casos, poderá ser confeccionada uma prótese como mínimo de preparos possíveis, aguardando-se a época mais apropriada para a realização de um trabalho com caráter mais definitivo. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 64 2. (CSM/Prótese Dentária - 2024) O preparo da boca para receber uma prótese parcial removível é por definição a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger os elementos remanescentes. Segundo Todescan (1996), qual é o procedimento que faz parte do preparo biostático dos dentes remanescentes? a) Preparo dos planos-guia proximais. b) Preparo dos descansos oclusais, incisais e de cíngulo. c)Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos. d) Nivelamento do plano oclusal. e) Adequação da linha equatorial ao braço de retenção Comentários: A alternativa A está incorreta. O preparo dos planos-guias proximais consiste em uma das etapas do preparo das superfícies axiais dos dentes suportes, não fazendo parte do preparo biostático dos dentes remanescentes. A alternativa B está incorreta. Assim como o preparo dos planos-guias proximais, o preparo dos descansos (nichos) oclusais é realizado na etapa de preparo das superfícies axiais dos dentes suportes. A alternativa C está incorreta. A modificação da forma anatômica dos dentes suporte ocorre na adequação da linha equatorial ao braço de retenção por meio de desgaste seletivo ou acréscimos de resina. Esse passo ocorre na etapa das superfícies axiais dos dentes suporte, após a o preparo biostático. A alternativa D está correta. O nivelamento do plano oclusal faz parte do preparo biostático dos dentes suportes, com o objetivo de restabelecer a posição dos dentes remanescentes na direção anteroposterior. Esse pode ser realizado por desgastes, acréscimos ou por meio de tratamento ortodôntico. A alternativa E está incorreta. Como vimos, a adequação da linha equatorial ao braço de retenção é feita após o preparo biostático, no momento do preparo das superfícies axiais dos dentes suportes. 3.(CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Todescan (1996) para entender bem a classificaçăo de Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate. Assim, assinale a opção correta. a) Se estão presentes os terceiros molares e vão ser utilizados como suportes, não devem ser considerados na classificação. b) A classificação deve ser anterior ao preparo da boca, visto que novas extrações poderão alterá-la. c) O número da zona modificante não influi, mas o fator determinante é a sua extensão. d) Quando existem zonas endentadas adicionais na mesma arcada, a(s) zona(s) mais anterior(es), com exceção da correspondente aos terceiros molares rege(m) a classificação. e) Só as classes I, II, III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV as zonas endentadas adicionais resultariam posteriores à "zona endentada bilateral simples". Comentários: A alternativa A está incorreta, pois caso os terceiros molares sejam usados como dentes suportes, eles Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 65 deverão sim ser considerados na classificação. A alternativa B está incorreta, a classificação deverá ser feita APÓS o preparo de boca, pois a exodontia de qualquer dente pode alterar a classificação. A alternativa C está incorreta. A extensão da área edentada não influencia na classificação, mas sua presença sim. Logo, independente da extensão da área edentada, haverá modificação. A alternativa D está incorreta. Quando existem zonas edentadas na mesma arcada, o que determinará a classificação são as zonas mais POSTERIORES. A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A classe IV é a única que não permite subdivisões nas regras de Applegate. 4.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é chamado de: a) Articulador. b) Verticulador. c) Delineador. d) Régua de Fox. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois a definição não se refere ao articulador e sim ao delineador. A alternativa B está incorreta, o conceito não se refere ao verticulador. Esse instrumento é raramente utilizado atualmente. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é chamado de DELINEADOR. A alternativa D está incorreta, pois a ´régua de fox é um material utilizado em prótese total na fase dos planos de cera. 5.(CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) De acordo com Todescan (1996), a respeito de delineador, assinale a opção INCORRETA. a) É um instrumento usado para determinar paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária. b) Também é chamado de paralelômetro, tangenciômetro e paralelígrafo. c) É empregado para a realização de várias etapas na sequência de construção de um aparelho parcial removível, desde a fase inicial, correspondente à análise do modelo de trabalho, que precede o planejamento, até os mais complexos trabalhos de fresagem ou construção de encaixes para aparelhos parciais removíveis. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 66 d) Foi concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o necessário balizamento para a execução de todas as etapas de sua construção. e) O delineador propriamente: dito é constituído pela plataforma, haste vertical fixa, braço horizontal, haste cursora e mandril. Comentários: Vamos avaliar cada uma das alternativas: A alternativa A não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. A alternativa B não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, pois a análise do modelo de trabalho não é feita na fase inicial e não precede o planejamento. O modelo utilizado nessa fase é o de estudo. A alternativa D não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. A alternativa E não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. 6.(CSM/Prótese Dentária/2023) Segundo Todescan (1996) dentre os principais grampos circunferenciais e de retenção à barra, o grampo T é o mais frequentemente indicado. Com relação a esse grampo, assinale a alternativa correta. a) O grampo T geralmente é usado combinado com um braço de oposição e um grampo circunferencial. b) A indicação do grampo T é consequência da localização da área de menor retenção. c) O grampo T deve ser indicado no caso de excessivo socavado cervical (ângulo morto acentuadamente grande). d) A flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T não é controlada pelo comprimento do braço de aproximação e) O grampo T não é indicado para pré-molares e molares inferiores. Comentários: Vejamos cada uma das alternativas que trazem conceitos do grampo em T: A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O grampo em T geralmente é usado combinado com um braço de oposição de um grampo circunferencial, com uma placa proximal e um apoio com o seu correspondente conector menor que o une ao conector maior. A alternativa B está incorreta, uma vez que a indicação do grampo em T é em consequência da localização da área de MAIOR retenção. Larissa Oliveira Ramos Silva, RaquelCardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 67 A alternativa C está incorreta, pois o grampo em T, assim como os demais grampos a barra, NÃO deve ser indicado em casos de excessivo socavado cervical (ângulo morte acentuadamente grande) e em áreas de exagerada retenção entre a via de inserção e a superfície dos tecidos moles adjacentes. A alternativa D está incorreta, pois a flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T é controlada pelo comprimento do braço de aproximação e pelo afilamento uniforme e gradativo deste. A alternativa E está incorreta, pois o grampo em T é indicado para incisivos, caninos, pré-molares e molares inferiores. 7.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O componente do grampo em uma prótese parcial removível cuja função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada, é chamado de: a) Nicho. b) Apoio. c) Sela. d) Conector. Comentários: O componente que é responsável por realizar a transmissão das cargas aos dentes suportes é o apoio. Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a B. A alternativa A está incorreta, pois o nicho é o descanso no qual o apoio será alojado. A alternativa C está incorreta, pois a sela é onde serão fixados os dentes artificiais. A alternativa D está incorreta, pois transmissão de cargas ao dente suporte não é função do conector menor nem maior. Além disso, o enunciado não especifica o conector, algo que é fundamental na PPR. 8.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O primeiro autor a ter o seu nome ligado a uma classificação dos arcos parcialmente edentados foi Kennedy, que propôs em 1925 sua classificação com base na posição dos espaços edentados, em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. Assinale a opção que corresponde à classe II de Kennedy. a) Espaço posterior intercalar. b) Edentado anterior bilateral. c) Edentado posterior unilateral. d) Espaço anterior intercalar. Comentários: A classe III de Kennedy se refere a espaço posterior intercalar, ou seja, com dentes na região anterior e posterior a esse espaço. Logo, a alternativa A é o gabarito da questão. A alternativa B está incorreta, pois não existe essa classificação. A alternativa C está incorreta, pois a classificação descrita se refere à classe II de Kennedy. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 68 A alternativa D está incorreta, pois espaço anterior intercalar com envolvimento da linha média se refere à classe IV de Kennedy. 9.(CADAR/Prótese Dentária/2023) Denomina-se apoio o componente do grampo cuja função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada. Assinale abaixo a localização mais indicada dos apoios principais no caso de uma prótese dentomucossuportada. a) Região de fossetas e cristas marginais, independentemente se distantes ou contíguas ao espaço protético. b) Região de fossetas e cristas marginais distantes do espaço protético. c) Região de fossetas e cristas marginais contíguas ao espaço protético. d) Anteriormente à linha de fulcro nas classes I e II. Comentários: Na prótese dentomucossuportada, há necessidade de um deslocamento do ponto de aplicação do apoio de modo que fique distante do espaço protético. Logo, o gabarito da questão é alternativa B. A alternativa A está incorreta, pois traz que a localização dos apoios independe da distância do espaço protético. A alternativa C está incorreta, pois traz que a localização deve ser contígua ao espaço protético. A alternativa D está incorreta, pois a localização dos apoios deve ser distante do espaço protético. 10.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) As próteses parciais removíveis são aparelhos protéticos destinados a substituir, em um ou ambos os maxilares, um ou mais dentes ausentes, podendo ser removidas da boca, com relativa facilidade, tanto pelo paciente, quanto pelo profissional. É considerada uma contraindicação para as Prótese Parciais Removíveis: a) Utilização como aparelhos temporários e orientadores nas reabilitações bucais. b) Casos em que há falta de suporte posterior ao espaço protético. c) Espaços edentados extensos. d) Pacientes com problemas motores e/ou debilidade mental. Comentários: Vejamos cada uma das alternativas conforme Todescan (1996): A alternativa A não é o gabarito da questão, pois a prótese parcial removível é indicada para ser usada como aparelho temporário e orientador nas reabilitações bucais. A alternativa B não é o gabarito da questão, pois em casos de falta de suporte posterior ao espaço protético as PPRs são muito bem indicadas. A alternativa C não é o gabarito da questão, pois espaços edentados extensos são indicações de PPR. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 69 A alternativa D é uma contraindicação de PPR e é o gabarito da questão. Conforme vimos, pacientes com problemas motores e/ou debilidade mental são contraindicações de PPR. 11.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) No planejamento de uma prótese parcial removível, o traçado das linhas Equatoriais de um dente é uma das fases do planejamento. A localização abaixo da linha do equador protético refere-se a uma área: a) Retentiva. b) Expulsiva. c) Neutra. d) Plana. Comentários: Conforme vimos, o traçado da linha equatorial protética confere à coroa o aspecto de uma figura geométrica, representada por dois cones de bases justapostas, um localizado oclusalmente em relação à linha de união e outro cervicalmente. O cone oclusal é expulsivo, por isso é chamado de zona expulsiva do dente e o cone cervical é retentivo, sendo chamado de cone retentivo ou zona retentiva. Logo, a área abaixo da linha do equador protético é uma área RETENTIVA. O gabarito da questão é a alternativa A. A alternativa B está incorreta, pois a área é retentiva e não expulsiva. A alternativa C está incorreta, pois a área é retentiva e não neutra. A alternativa D está incorreta, pois a área é retentiva e não plana. 12.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A classificação de Kennedy (1925) é baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. Além das classificações dos espaços protéticos considerados principais, este autor também classifica outros espaços protéticos como modificações dentro das classes. A única classe que não apresenta modificações é a: a) Classe I de Kennedy. b) Classe II de Kennedy. c) Classe III de Kennedy. d) Classe IV de Kennedy. Comentários: Segundo Kennedy (1925), a única classe que não apresenta modificações é a Classe IV de Kennedy. Logo, o gabarito é a alternativa D. A alternativa A está incorreta, pois a classe I permite modificações. A alternativa B está incorreta, pois a classe II permite modificações. A alternativa C está incorreta, pois a classe III permite modificações. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 70 13.(CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Todescan (1996), dentre as classes da classificaçãode Kennedy, qual não pode ter modificações? a) I b) IV c) III d) II e) V Comentários: Sabemos que na classificação de Kennedy podem ocorrer modificações nas classes I, II e III. A classe IV não permite modificações, pois caso existisse mais um espaço protético, cairia dentro de uma das outras classificações. Logo, o gabarito é a alternativa B. A alternativa A está incorreta, pois a classe I permite modificações. A alternativa C está incorreta, pois a classe III permite modificações. A alternativa D está incorreta, pois a classe II permite modificações. A alternativa E está incorreta, pois não existe classe V de Kennedy. 14.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A Prótese Parcial Removível é a parte da prótese dental que trata da construção de aparelhos protéticos do tipo dentossuportados e dentomucossuportados, destinados a substituir um ou mais dentes de um ou ambos os arcos. Baseando-se na classificação de Kennedy (1925), em um caso clínico no qual o paciente tem um espaço edentado posterior intercalar, podemos classificá- lo como: a) Classe I de Kennedy. b) Classe II de Kennedy. c) Classe III de Kennedy. d) Classe IV de Kennedy. Comentários: Segundo a classificação de Kennedy, o caso do paciente que possui um espaço edentado posterior intercalar é um caso de Classe III de Kennedy, logo o gabarito é a alternativa C. A alternativa A está incorreta, pois a Classe I se refere aos espaços edentados posteriores bilaterais. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 71 A alternativa B está incorreta, pois a Classe II se refere ao espaço edentado posterior unilateral. A alternativa D está incorreta, pois a Classe IV se refere ao espaço edentado anterior intercalar com envolvimento da linha média. 15.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirmam ser partes que constituem o delineador. ( )Pino Guia Incisal ( ) Dispositivo condilar ( ) Plataforma ou base do aparelho ( ) Porta-modelos ou mesa analisadora De acordo com as afirmações, a sequência correta é a) (F); (F); (V); (V). b) (V); (F); (V); (F). c) (V); (V); (F); (F). d) (F); (V); (F); (V). Comentários: Pino guia incisal é um dispositivo do articulador semiajustável. Dispositivo condilar não existe. Plataforma/base do aparelho e porta modelos são partes do delineador. Logo, a sequência correta é FFVV e o gabarito é a alternativa A. 16.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Uma das classificações de apoios citados por Todescan et al. (2001) leva em consideração sua situação em relação ao contorno coronário. Sobre esta classificação, é incorreto afirmar que o apoio: a) intracoronário deve ser preparado apenas sobre esmalte dentário. b) intracoronário ocupa um nicho especialmente preparado para alojá-lo intracoronalmente. c) extracoronário é aplicado diretamente sobre o esmalte ou peça protética, sem qualquer tipo de preparo. d) extracoronário é recomendado para molares e pré-molares, quando a superfície oclusal de um ou mais dentes está “abaixo” do plano oclusal. Comentários: Vamos analisar as alternativas: Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 72 A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão, pois apoios intracoronários podem ser preparados sobre o esmalte dentário ou qualquer material restaurador. A alternativa B está correta, pois o descanso é preparado intracoronalmente para receber o apoio intracoronário. A alternativa C está correta, o apoio extracoronários é aquele que é aplicado diretamente sobre o suporte, sem qualquer preparo. A alternativa D está correta, apoios extracoronários são indicados para molares e pré-molares quando a superfície oclusal dos dentes está abaixo do plano oclusal. 17.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.124) “corresponde à parte da prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores maiores. Poderá também unir um apoio, direto ou indireto, a estes componentes.” Nessa perspectiva, é correto afirmar que o componente da prótese parcial removível descrito é a/o a) Grade Lingual. b) Conector Menor. c) Equador Protético. d) Braço de Retenção. Comentários: O componente da prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores é o sistema ne conexão, ou seja, o conector menor. Logo, a definição se refere a ele. O gabarito da questão e alternativa correta é a B. A alternativa A está incorreta, pois grade lingual se refere a um aparelho ortodôntico. A alternativa C está incorreta, pois equador protético não é um componente da prótese. A alternativa D está incorreta, pois braço de retenção é um elemento do grampo de retenção que não tem a função acima descrita. 18.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Todescan et al. (2001) descreve os planos-guia como duas ou mais superfícies “planas”, preparadas nas faces axiais das coroas dos dentes suportes, paralelas à via de inserção da prótese e, de tal maneira, distribuídas no arco, que dirijam inserção e remoção desta. Sobre esse tema, é correto afirmar que a) o seu preparo poderá ser efetuado diretamente sobre a dentina, ou sobre peças protéticas. b) quando preparado, os planos guias deverão ser o mais perpendicular possível aos longos eixos dos dentes suporte. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 73 c) a possibilidade de se poder contar com os planos-guia deverão ser sempre cogitadas, no momento de estabelecer a via de inserção, na fase de planejamento e desenho da prótese. d) deverão se relacionar com as seguintes partes de um retentor extracoronário indireto: corpo, conector menor, placa guia, braço de retenção e, eventualmente, com a parte rígida do braço de oposição, no caso de um grampo circunferencial. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois o preparo dos planos guias deve ser feito nos dentes suportes, sobre o esmalte ou peças protéticas. A alternativa B está incorreta, pois os planos guias devem ser preparados PARALELAMENTE aos longos eixos dos dentes suportes. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. No momento de se estabelecer a via de inserção, na fase de planejamento da prótese, se pensa na confecção dos planos guias. A alternativa D está incorreta, pois esses componentes deverão se relacionar com essas partes do retentor extracoronário DIRETO. 19.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.133), o “grampo que apresenta apoio oclusal e corpo voltados para o espaço protético, e dois braços – o de retenção e o de oposição – que partem do corpo em direção à face oposta ao espaço protético” é denominado corretamente de/em a) Akers. b) Anzol. c) Jackson. d) Ação Posterior. Comentários: A definição da questão se refere ao grampo circunferencial simples ou grampo de Akers. Logo, o gabarito é a alternativa A. A alternativa B está incorreta, pois o grampo em anzol é uma modificação do grampo circunferencial simples. A alternativa C está incorreta, pois o grampo de Jackson não possui as características do enunciado. A alternativa D está incorreta, pois o grampo de ação posterior ou “back-action” não possui as particularidades trazidas pelo enunciado. 20.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), associe as colunasrelacionando corretamente o material de moldagem para Prótese Parcial Removível à sua respectiva indicação. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 74 MATERIAIS DE MOLDAGEM (1) Siliconas (2) Mercaptanas (3) Godivas de baixa fusão (4) Pastas Zinco-Eugenólicas INDICAÇÕES ( ) Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. ( ) Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses dentomucossuportadas. ( ) Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. ( ) Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. A sequência correta dessa associação é a) (2); (3); (4); (1). b) (2); (4); (3); (1). c) (3); (4); (1); (2). d) (4); (1); (3); (2). Comentários: Essa é uma questão de materiais dentários com aplicação em prótese parcial removível, muito rica para testar nossos conhecimentos com materiais. Vamos lá? Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. – Esse conceito se refere à godiva de baixa fusão, material ideal para a moldagem do selado periférico. Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses dentomucossuportadas. – Para a moldagem funcional propriamente dita do rebordo residual em próteses dentomucossuportadas, pode-se utilizar a pasta zincoeugenólica ou zincoenólica. Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. – O material destinado à moldagem descrita é o silicone, pois é bastante indicado para moldagem de áreas retentivas. Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. – Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 75 A definição se refere ao polissulfeto/mercaptanas, material que possui adesivo para aplicação e é indicado para moldar próteses unitárias. Logo, a sequência correta é 3,4,1,2 e o gabarito da questão é a alternativa C. 21.(CSM/Prótese Dentária/2018) De acordo com Todescan (1996), a moldeira de estoque se caracteriza por ter o tamanho e a forma padronizados. Entretanto, sempre haverá uma variação nas dimensões de um caso para o outro e, por conseguinte, a necessidade de se fazer pequenas adaptações, na moldeira de estoque, às peculiaridades de forma, tamanho e grau de mutilação dos diferentes arcos a serem moldados. A respeito da individualização das moldeiras de estoque, assinale a opção correta. a) Diversos materiais podem ser empregados: entretanto, o ideal é o uso rotineiro da godiva, dada a sua plasticidade. b) No caso da moldagem do maxilar, a individualização deve ser finalizada pela abóbada palatina. c)O uso da cera utilidade não é recomendado, pois dificulta a retenção do alginato. d)Ainda durante a individualização, antes da moldagem com alginato, devem ser feitas trações nos músculos dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. e) Caso seja “utilizada” cera utilidade, é preferível o uso do adesivo para alginato às retenções mecânicas feitas com instrumentos cortantes (LeCron). Comentários: A alternativa A está incorreta, pois os materiais normalmente usados são a godiva e a cera utilidade. O ideal seria o uso da godiva, dada a sua RIGIDEZ. A alternativa B está incorreta, pois na moldagem do maxilar pode-se começar a individualização pela abóbada palatina. A alternativa C está incorreta, pois tendo sido feita a seleção correta da moldeira, pode-se utilizar tranquilamente a cera utilidade. A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, durante a individualização da moldeira, devem ser feitas trações nos músculos dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 76 A alternativa E está incorreta, pois não é utilizado adesivo para alginato como o examinador traz. São realizadas retenções mecânicas com instrumentos cortantes (LeCron) para propiciar condições de retenção ao alginato. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 77 LISTA DE QUESTÕES 1. (CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2024) Via de regra, os aparelhos parciais removíveis são indicados para os casos de parcialmente edentados em que năo seja possível a indicaçäo das próteses fixas. De acordo com Todescan (1996), são indicaçöes para confecçâo de aparelhos parciais removíveis, EXCETO: a) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida. b) Excessiva perda de tecido ósseo. c) Necessidade da recolocação imediata dos dentes anteriores. d) Problemas motores e) Estado físico e emocional do paciente 2. (CSM/Prótese Dentária - 2024) O preparo da boca para receber uma prótese parcial removível é por definição a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger os elementos remanescentes. Segundo Todescan (1996), qual é o procedimento que faz parte do preparo biostático dos dentes remanescentes? a) Preparo dos planos-guia proximais. b) Preparo dos descansos oclusais, incisais e de cíngulo. c)Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos. d) Nivelamento do plano oclusal. e) Adequação da linha equatorial ao braço de retenção 3.(CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Todescan (1996) para entender bem a classificaçăo de Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate. Assim, assinale a opção correta. a) Se estão presentes os terceiros molares e vão ser utilizados como suportes, não devem ser considerados na classificação. b) A classificação deve ser anterior ao preparo da boca, visto que novas extrações poderão alterá-la. c) O número da zona modificante não influi, mas o fator determinante é a sua extensão. d) Quando existem zonas endentadas adicionais na mesma arcada, a(s) zona(s) mais anterior(es), com exceção da correspondente aos terceiros molares rege(m) a classificação. e) Só as classes I, II, III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV as zonas endentadas adicionais resultariam posteriores à "zona endentada bilateral simples". 4.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é chamado de: a) Articulador. b) Verticulador. c) Delineador. d) Régua de Fox. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 78 5.(CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) De acordo com Todescan (1996), a respeito de delineador, assinale a opção INCORRETA. a)É um instrumento usado para determinar paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária. b) Também é chamado de paralelômetro, tangenciômetro e paralelígrafo. c) É empregado para a realização de várias etapas na sequência de construção de um aparelho parcial removível, desde a fase inicial, correspondente à análise do modelo de trabalho, que precede o planejamento, até os mais complexos trabalhos de fresagem ou construção de encaixes para aparelhos parciais removíveis. d) Foi concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o necessário balizamento para a execução de todas as etapas de sua construção. e) O delineador propriamente: dito é constituído pela plataforma, haste vertical fixa, braço horizontal, haste cursora e mandril. 6.(CSM/Prótese Dentária/2023) Segundo Todescan (1996) dentre os principais grampos circunferenciais e de retenção à barra, o grampo T é o mais frequentemente indicado. Com relação a esse grampo, assinale a alternativa correta. a) O grampo T geralmente é usado combinado com um braço de oposição e um grampo circunferencial. b) A indicação do grampo T é consequência da localização da área de menor retenção. c) O grampo T deve ser indicado no caso de excessivo socavado cervical (ângulo morto acentuadamente grande). d) A flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T não é controlada pelo comprimento do braço de aproximação e) O grampo T não é indicado para pré-molares e molares inferiores. 7.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O componente do grampo em uma prótese parcial removível cuja função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada, é chamado de: a) Nicho. b) Apoio. c) Sela. d) Conector. 8.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O primeiro autor a ter o seu nome ligado a uma classificação dos arcos parcialmente edentados foi Kennedy, que propôs em 1925 sua classificação com base na posição dos Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 79 espaços edentados, em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. Assinale a opção que corresponde à classe II de Kennedy. a) Espaço posterior intercalar. b) Edentado anterior bilateral. c) Edentado posterior unilateral. d) Espaço anterior intercalar. 9.(CADAR/Prótese Dentária/2023) Denomina-se apoio o componente do grampo cuja função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada. Assinale abaixo a localização mais indicada dos apoios principais no caso de uma prótese dentomucossuportada. a) Região de fossetas e cristas marginais, independentemente se distantes ou contíguas ao espaço protético. b) Região de fossetas e cristas marginais distantes do espaço protético. c) Região de fossetas e cristas marginais contíguas ao espaço protético. d) Anteriormente à linha de fulcro nas classes I e II. 10.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) As próteses parciais removíveis são aparelhos protéticos destinados a substituir, em um ou ambos os maxilares, um ou mais dentes ausentes, podendo ser removidas da boca, com relativa facilidade, tanto pelo paciente, quanto pelo profissional. É considerada uma contraindicação para as Prótese Parciais Removíveis: a) Utilização como aparelhos temporários e orientadores nas reabilitações bucais. b) Casos em que há falta de suporte posterior ao espaço protético. c) Espaços edentados extensos. d) Pacientes com problemas motores e/ou debilidade mental. 11.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) No planejamento de uma prótese parcial removível, o traçado das linhas Equatoriais de um dente é uma das fases do planejamento. A localização abaixo da linha do equador protético refere-se a uma área: a) Retentiva. b) Expulsiva. c) Neutra. d) Plana. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 80 12.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A classificação de Kennedy (1925) é baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. Além das classificações dos espaços protéticos considerados principais, este autor também classifica outros espaços protéticos como modificações dentro das classes. A única classe que não apresenta modificações é a: a) Classe I de Kennedy. b) Classe II de Kennedy. c) Classe III de Kennedy. d) Classe IV de Kennedy. 13.(CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Todescan (1996), dentre as classes da classificação de Kennedy, qual não pode ter modificações? a) I b) IV c) III d) II e) V 14.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A Prótese Parcial Removível é a parte da prótese dental que trata da construção de aparelhos protéticos do tipo dentossuportados e dentomucossuportados, destinados a substituir um ou mais dentes de um ou ambos os arcos. Baseando-se na classificação de Kennedy (1925), em um caso clínico no qual o paciente tem um espaço edentado posterior intercalar, podemos classificá- lo como: a) Classe I de Kennedy. b) Classe II de Kennedy. c) Classe III de Kennedy. d) Classe IV de Kennedy. 15.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirmam ser partes que constituem o delineador. ( )Pino Guia Incisal ( ) Dispositivo condilar ( ) Plataforma ou base do aparelho Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 81 ( ) Porta-modelos ou mesa analisadora De acordo com as afirmações, a sequência correta é a) (F); (F); (V); (V). b) (V); (F); (V); (F). c) (V); (V); (F); (F). d) (F); (V); (F); (V). 16.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Uma das classificações de apoios citados por Todescan et al. (2001) leva em consideração sua situação em relação ao contorno coronário. Sobre esta classificação, é incorreto afirmar que o apoio: a) intracoronário deve ser preparado apenas sobre esmalte dentário. b) intracoronário ocupa um nicho especialmente preparado para alojá-lo intracoronalmente. c) extracoronário é aplicado diretamente sobre o esmalte ou peça protética, sem qualquer tipo de preparo. d) extracoronário é recomendado para molares e pré-molares, quando a superfície oclusal de um ou mais dentes está “abaixo” do plano oclusal. 17.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.124) “corresponde à parte da prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores maiores. Poderá também unir um apoio, direto ou indireto, a estes componentes.” Nessa perspectiva, é correto afirmar que o componente da prótese parcial removível descrito é a/o a) Grade Lingual. b) Conector Menor. c) Equador Protético. d) Braço de Retenção. 18.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Todescan et al. (2001) descreve os planos-guia como duas ou mais superfícies “planas”, preparadas nas faces axiais das coroas dos dentes suportes, paralelas à via de inserção da prótese e, de tal maneira, distribuídas no arco, que dirijam inserção e remoção desta. Sobre esse tema, é correto afirmar que a) o seu preparo poderá ser efetuado diretamente sobre a dentina, ou sobre peças protéticas.b) quando preparado, os planos guias deverão ser o mais perpendicular possível aos longos eixos dos dentes suporte. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 82 c) a possibilidade de se poder contar com os planos-guia deverão ser sempre cogitadas, no momento de estabelecer a via de inserção, na fase de planejamento e desenho da prótese. d) deverão se relacionar com as seguintes partes de um retentor extracoronário indireto: corpo, conector menor, placa guia, braço de retenção e, eventualmente, com a parte rígida do braço de oposição, no caso de um grampo circunferencial. 19.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.133), o “grampo que apresenta apoio oclusal e corpo voltados para o espaço protético, e dois braços – o de retenção e o de oposição – que partem do corpo em direção à face oposta ao espaço protético” é denominado corretamente de/em a) Akers. b) Anzol. c) Jackson. d) Ação Posterior. 20.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), associe as colunas relacionando corretamente o material de moldagem para Prótese Parcial Removível à sua respectiva indicação. MATERIAIS DE MOLDAGEM (1) Siliconas (2) Mercaptanas (3) Godivas de baixa fusão (4) Pastas Zinco-Eugenólicas INDICAÇÕES ( ) Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. ( ) Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses dentomucossuportadas. ( ) Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. ( ) Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. A sequência correta dessa associação é a) (2); (3); (4); (1). b) (2); (4); (3); (1). c) (3); (4); (1); (2). d) (4); (1); (3); (2). Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 83 21.(CSM/Prótese Dentária/2018) De acordo com Todescan (1996), a moldeira de estoque se caracteriza por ter o tamanho e a forma padronizados. Entretanto, sempre haverá uma variação nas dimensões de um caso para o outro e, por conseguinte, a necessidade de se fazer pequenas adaptações, na moldeira de estoque, às peculiaridades de forma, tamanho e grau de mutilação dos diferentes arcos a serem moldados. A respeito da individualização das moldeiras de estoque, assinale a opção correta. a) Diversos materiais podem ser empregados: entretanto, o ideal é o uso rotineiro da godiva, dada a sua plasticidade. b) No caso da moldagem do maxilar, a individualização deve ser finalizada pela abóbada palatina. c)O uso da cera utilidade não é recomendado, pois dificulta a retenção do alginato. d)Ainda durante a individualização, antes da moldagem com alginato, devem ser feitas trações nos músculos dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. e) Caso seja “utilizada” cera utilidade, é preferível o uso do adesivo para alginato às retenções mecânicas feitas com instrumentos cortantes (LeCron). Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 84 GABARITO 1.D 15.A 2.D 16.A 3.E 17.B 4.C 18.C 5.C 19.A 6.A 20.C 7.B 21.D 8.A 9.B 10.D 11.A 12.D 13.B 14.C Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiropassível de solução com próteses fixas, os dentes remanescentes utilizáveis como suportes apresentam o ligamento periodontal muito reduzido pela perda óssea. Essa é uma situação que ocorre normalmente com pessoas de meia idade ou idosos, após tratamento periodontal. A indicação de próteses fixas implicaria a abrangência de um grande número de dentes pilares, em obediência a lei de Ante , o que as tornaria muito extensas, não trazendo benefícios. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 5 A solução desses casos por meio de próteses parciais removíveis será grandemente vantajosa, pois possibilitarão uma estabilização cruzada, propiciando, ao mesmo tempo, condições de suporte nos dois hemiarcos, assim como no rebordo residual, pela forma característica da sela. Em se tratando de casos de arco superior, além do recurso fornecido pela sela, teremos o da barra, cuja amplitude poderá ser aumentada de maneira a conferir, em grau máximo, os benefícios da estabilização horizontal cruzada. Lei de Ante: A área total da raiz inserida no osso deve ser igual ou maior do que a área da raiz correspondente ao dente que será reposto pelo pôntico. Caso o valor de inserção periodontal dos pônticos seja maior do que o valor de inserção dos dentes de suporte, a prótese parcial fixa não poderá ser feita. 4) Excessiva perda de tecido ósseo Na região anterior, entre caninos, especialmente do arco superior, onde a perda dos dentes incisivos é acompanhada de excessiva perda de tecido ósseo, a dificuldade de uma recuperação estética adequada frustrará a indicação de uma prótese fixa, ainda que os pilares atendam às exigências para a sua realização. Os pônticos ficariam longos e muito inclinados ou muito curvos no sentido palatovestibular, evidenciando a artificialidade do trabalho realizado. A prótese parcial removível (PPR), além de conferir condições para um melhor posicionamento dos dentes artificiais, conferindo-lhes um aspecto mais natural, condicionará ao mesmo tempo, por melo de sua base ou sela, suporte para os lábios e as bochechas, possibilitando o restabelecimento harmônico do contorno facial. Esta é uma situação de ocorrência relativamente frequente, como consequência de traumas, cirurgias ou reabsorções ósseas exageradas em decorrência de fatores sistêmicos. Espaços protéticos que envolvam os caninos de ambos os lados, qualquer que sejam as condições do rebordo residual, configurarão uma área dentada extensa, considerada propícia para as próteses parciais removíveis. 5) Necessidade da Recolocação Imediata dos Dentes Anteriores Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 6 Nos casos em que sejam indicadas extrações múltiplas de dentes anteriores, os aparelhos removíveis poderão funcionar como próteses imediatas, que serão usadas durante um determinado período enquanto se aguarda a consolidação do processo de cicatrização. 6) No campo da cirurgia No campo cirúrgico, a prótese parcial removível representa também um valioso recurso de terapêutica auxiliar aos procedimentos cirúrgicos. Nas cirurgias de consultório, pode-se necessitar de "splints" confeccionados em resina acrílica, mantidos em posição por meio dos grampos das próteses removíveis, para servir de proteção pós-operatória em situações diversas em que se deseja repouso anatômico regional, como nas comunicações bucosinusais e em acidentes transoperatórios com comprometimento vascular, em que a imobilização regional cria facilidades à formação de um coágulo estável. 7) Como auxiliares nas contenções de fraturas maxilares Nos casos de fraturas uni ou bimaxilares, acidentais ou provocadas por cirurgias ortognáticas, a imobilização dos maxilares poderá ser feita com aparelhos removíveis, os quais são amarrados entre si para permitir a reparação óssea com os dentes em oclusão correta. A vantagem desses aparelhos nos casos mencionados é que permitirá ao cirurgião fazer periodicamente a profilaxia dos dentes remanescentes, removendo as amarrias. 8) Para Pequenas Movimentações Dentes inclinados ou em giroversão poderão ter suas posições corrigidas por intermédio de aparelhos removíveis. Neste caso, a força será aplicada ao dente ou dentes por meio de grampos agregados ao aparelho com esta finalidade, ou de elásticos que servirão da ancoragem fornecida pelo aparelho para promover a movimentação do dente para sua posição. 9) Estado físico e emocional do paciente Para o paciente fisicamente enfermo ou emocionalmente abalado, todo trabalho que implique consultas muito prolongadas, compreendendo trabalhos muito elaborados e complexos - como costuma acontecer em preparos para próteses fixas - representará um desgaste muito grande de energia, às vezes, impossível de ser suportado pelo paciente enfermo. Nesses casos, poderá ser construído um aparelho parcial removível, com o mínimo de preparos possíveis, aguardando-se, então, uma época mais apropriada para a realização de um trabalho de caráter mais definitivo. 10) Como Aparelhos Temporários e Orientadores nas Reabilitações Bucais Nas grandes reabilitações bucais, nas quais não só a normalização da oclusão se torna necessária, mas também o fato de se ter um parâmetro para a futura prótese denominada definitiva, seja fixa seja removível, sempre há necessidade da indicação do aparelho provisório, para evitar que o paciente não só fique privado de dentes como também para aguardar o reparo tecidual. 11) Como Protetor de Implantes Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 7 Os aparelhos removíveis também estão indicados como aparelhos de proteção aos implantes osseointegrados durante um período de 4 a 6 meses ou mais, em que se processa a osseointegração. 12) Fator de Ordem Econômica Não se pode, de modo algum, desconhecer a importância da realidade socioeconômica na indicação do tipo de aparelho protético a ser construído. Pode-se optar pelos aparelhos parciais removíveis de retenção a grampo, por exemplo, ao invés de outros trabalhos protéticos mais onerosos para atender as camadas menos privilegiadas da população, sob o ponto de vista de suas condições econômicas. Contraindicações As contraindicações para as próteses parciais removíveis estão restritas aos pacientes com problemas motores, debilidade mental ou ainda com pobre higiene bucal. Neste último caso, acredita-se na possibilidade de reeducação do paciente no sentido de que ele passe a realizar os hábitos de higienização necessários à manutenção da saúde bucal. CLASSIFICAÇÃO DOS ARCOS PARCIALMENTE DENTADOS O objetivo de uma classificação é agrupar os representantes de uma população, seguindo os pontos de semelhança que apresentem entre si, de maneira a poder generalizar a todo esse grupo as leis ou conhecimentos relativos a cada representante em particular. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 8 Os primeiros autores a apresentarem uma classificação dos arcos parcialmente desdentados foram Cummer, Kennedy e Rumpel. Cada autor procurou classificar os arcos parcialmente desdentados de acordo com determinados critérios que serviram de base para essa classificação como: a topografia, o rendimento do aparelho protético a ser construído,a função, a fisiologia e a biomecânica. A classificação que se baseia na via de transmissão das cargas mastigatórias ou no tipo de suporte do aparelho protético é utilizada até os dias atuais. Essa classificação é a mais antiga (criada antes do surgimento das outras classificações), mas continua sendo utilizada devido a sua grande utilidade do ponto de vista clínico. De acordo com essa classificação, os aparelhos protéticos são divididos em próteses dentossuportadas e dentomucossuportadas. Observe: ✓ Próteses dentossuportadas - compreende as próteses parciais removíveis (PPRs) com maior suporte dentário. Nessas, a força mastigatória é transmitida ao osso alveolar por meio dos dentes pilares. São os casos de espaços intercalares (espaços nos quais o espaço protético é limitado por elementos dentários tanto na mesial quanto na distal). ✓ Próteses dentomucossuportadas - compreende as PPRs nas quais as forças mastigatórias são transportadas ao osso alveolar por meio dos dentes pilares e da fibromucosa, sendo representadas pelos casos de extremidades livres e alavancas anteriores. Alguns autores trazem, ainda, o conceito de próteses mucodentossuportadas que compreenderiam as PPRs nas quais as forças mastigatórias são transportadas ao osso alveolar predominantemente por meio da fibromucosa, mas também através dos dentes. Representada pelos casos de espaços protéticos muito extensos (ausência de muitos elementos dentários) ou nos casos de extremidades livres bilaterais. Esses autores consideram três classificações: dentossuportadas, dentomucossuportadas e mucodentossuportadas. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 9 Classificação das Próteses Parciais Removíveis (PPR) Quanto ao suporte e transmissão de cargas mastigatórias Dentossuportadas Dentomucossuportadas Suporte dentário. Força mastigatória transmitida ao osso alveolar pelos elementos dentários. Exemplo: espaços intercalares Suporte dentário e de fibromucosa. Força mastigatória transmitida ao osso alveolar pelos elementos dentários e pela fibromucosa. Exemplo: extremidades livres Classificação de Kennedy O primeiro autor a ter o nome ligado à classificação dos arcos parcialmente edentados foi Kennedy, que propôs, em 1925, a classificação baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes remanescentes no arco, segundo um critério topográfico. A classificação de Kennedy, conquanto seja uma classificação pioneira, é a que melhor consegue abranger a população dos parcialmente edentados, não existindo nenhum caso que não possa ser enquadrado em alguma das suas quatro classes. Logo, as provas de concurso trarão a classificação dos arcos conforme Kennedy. A classificação de Kennedy é feita da seguinte maneira: ✓ Classe I - edentado posterior bilateral ✓ Classe II - edentado posterior unilateral ✓ Classe III - edentado posterior intercalar ✓ Classe IV - edentado anterior intercalar com envolvimento da linha média Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 10 Classe I - edentado posterior bilateral Classe II - edentado posterior unilateral Classe III - edentado intercalar Classe IV - edentado anterior intercalar Imagens: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) Essas são as configurações das quatro classes de Kennedy com os espaços protéticos considerados principais, responsáveis pela determinação dos quatro tipos de grupamentos, segundo a semelhança apresentada pelos seus componentes entre si. ✓ Classe I - As selas são bilaterais e se situam por trás dos dentes suportes. ✓ Classe II - A sela é unilateral e se situa atrás dos dentes suportes, isto é, quando se tiver todos os dentes presentes de um lado da boca e todos os posteriores ausentes do lado oposto. ✓ Classe III - É aquele tipo de caso em que o espaço edentado é intercalar e unilateral e, de igual modo, as selas. ✓ Classe IV - É aquele tipo de caso em que a sela e inteiramente anterior aos suportes. O caso mais comum e aquele no qual foram perdidos os quatro incisivos e nenhum outro dente. Outros espaços protéticos que certamente ocorrerão, além do principal, serão considerados suplementares e determinarão modificações dentro da mesma classe. Com exceção da Classe IV, todas as outras classes poderão apresentar modificações. Enquanto a identificação da classe é feita por meio de algarismos romanos, as modificações serão representadas por algarismos arábicos. Assim, teremos, por exemplo, Classe I - Modificação 2; Classe Il - Modificação 3, etc. A classificação de Kennedy está baseada nas relações entre as selas e os dentes destinados a receber os retentores (grampos). Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 11 Modificações da Classificação de Kennedy Outros espaços protéticos que ocorrerão, além dos principais, determinarão as modificações dentro da mesma classe. A identificação da classe deverá ser feita por algarismos romanos (classe I, classe IV), enquanto as modificações serão representadas por algarismos arábicos (modificação 1, modificação 2). Todas as classificações permitirão modificações, com exceção da CLASSE IV. A classe IV não admite modificações, pois se existisse mais de um espaço protético, cairia dentro das outras três classificações. Classe I e suas modificações Classe II e suas modificações Classe III e suas modificações Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 12 Imagens: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) Como você classificaria esse arco edentado? Imagem: Lourenção, O arco parcialmente desdentado e suas classificações (2010) Esse arco edentado pode ser classificado como Classe I, modificação 1, uma vez que se trata de um arco edentado bilateral com a presença de 1 espaço protético além dos principais. Para compreender bem a classificação de Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate (1960): ✓ A classificação deve ser posterior à etapa de preparo de boca, visto que novas extrações podem alterá-la; ✓ Se o terceiro molar está ausente, não deve se levar em conta a zona edentada correspondente, pois os terceiros molares não serão recolocados; ✓ Se estão presentes os terceiros molares e esses vão ser utilizados como suportes, devem ser considerados na classificação; ✓ A área correspondente aos segundos molares ausentes, que por alguma razão não serão reposicionados, não deve ser considerada para efeito da classificação. ✓ Quando existem zonas edentadas adicionais na mesma arcada, a zona ou zonas mais posteriores (com exceção da correspondente aos terceiros molares) regem a classificação. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 13 ✓ As zonas edentadas agregadas às que determinam a classificação primária indicam-se como MODIFICAÇÕES dessa classe e são indicadas por um número. ✓ A extensão da zona modificante não tem influência,o fator determinante é o seu número. ✓ Só as classes I, II e III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV, as zonas edentadas adicionais resultariam posteriores à "zona edentada bilateral simples". Devemos mencionar, ainda, que para ser caracterizada como classe IV, há a necessidade que área desdentada envolva também a linha média, ou seja, que os incisivos centrais estejam ausentes SISTEMAS DAS PPRS No contexto da PPR, a palavra sistema é utilizada para nominar grupos de elementos que desempenham, no funcionamento desse tipo de prótese funções mais ou menos idênticas. Dado o caráter biológico desse tipo de aparelho protético, como de qualquer outro tipo de prótese, é impossível desvincular no seu estudo, os fatores biológicos envolvidos dos fatores meramente mecânicos (esses representados pela prótese em si), nas partes componentes da PPR. Existem quatro sistemas ou quatro grupos de elementos que desempenham funções mais ou menos idênticas em prótese parcial removível, sendo eles: ✓ Sistema de suporte ou de sustentação ✓ Sistema de retenção e estabilização ✓ Sistema de conexão ✓ Sistema de selas e dentes artificiais Veremos a seguir cada um deles e as suas características. Sistema de Suporte ou de Sustentação Esse sistema é constituído dos elementos vivos que irão entrar em contato com o aparelho protético, propiciando-lhe a base de assentamento, encarregada de promover sua união com o organismo receptor. Dessa forma, todas as cargas que incidirem sobre o aparelho protético serão, prioritariamente, recebidas Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 14 pelos elementos que formam esse sistema, por isso mesmo chamado de sistema de suporte ou de sustentação. Daí, serão transmitidas às partes circunjacentes, no caso de não serem competentemente neutralizadas pelas estruturas deste sistema. As forças não neutralizadas por uma oclusão não equilibrada, por exemplo, farão sentir seus efeitos deletérios sobre os músculos da mastigação e articulações temporomandibulares. O sistema de suporte ou sustentação é composto dos seguintes elementos: ✓ Dentes remanescentes ✓ Tecidos periodontais ✓ Fibromucosa ✓ Tecido ósseo alveolar Dentes remanescentes Os dentes remanescentes devem ser avaliados conforme os aspectos qualitativos ou quantitativos: Qualitativos: dizem respeito à qualidade dos dentes para funcionar como suporte do aparelho removível. Vários fatores devem ser considerados ao considerar dentes como suporte tanto referentes à sua coroa como à sua raiz. Podem ser avaliados os seguintes pontos: ✓ Integridade ou higidez: Em relação à coroa refere-se às condições do esmalte. A situação ideal é representada por um esmalte íntegro, sem sugestão de cárie dentária. Em relação à raiz, espera-se que esteja bem implantada no tecido ósseo. Dentes multirradiculares possuem vantagens em relação aos unirradiculares quanto a serem suportes de próteses extensas, tendo em vista a melhor distribuição de cargas. ✓ Posição coronária e radicular (grau de inclinação): o grau de inclinação é um fator muito importante a ser analisado, pois esse fator irá decidir em última análise qual o tipo de grampo para os diferentes suportes, pois é da conjugação da forma do dente e de sua posição no arco que resultará a configuração da linha equatorial protética. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 15 A linha equatorial protética é fundamental para decidir, com relação aos grampos, se serão usados nos vários suportes de um determinado caso. Uma inclinação muito acentuada poderá, inclusive, contraindicar um suporte caso não seja empregado um tratamento ortodôntico. É importante salientar que desgastes muito acentuados podem gerar desgaste excessivo e exposição dentinária. Não é recomendável usar dentes suportes cuja raiz apresente uma inclinação superior a 28 graus, indicando-se o tratamento ortodôntico nesses casos. Quantitativos: os aspectos quantitativos se referem ao número de dentes suporte e à distribuição desses ao longo do arco. Quanto mais dentes suportes, menor o suporte fibromucoso, e consequentemente maior estabilidade o aparelho removível terá. Em relação à distribuição, os elementos dentários remanescentes devem ser bem distribuídos de modo também a propiciar estabilidade. Observe o esquema abaixo: Tecido periodontal Quantitativos Número de dentes suporte Distribuição dos dentes Qualitativos Integridade ou higidez Posição coronária Dentes remanescentes Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 16 Os tecidos periodontais são constituídos, fundamentalmente, por fibras principais colágenas, além de células (osteoblastos, cementoblastos, osteoclastos, fibroblastos etc.), substâncias intercelulares e líquidos. Segundo as direções que formam ao longo da raiz, essas fibras são classificadas em: gengivodentais, transeptais, crestodentais, horizontais, oblíquas e apicais. O tecido ósseo alveolar suporta mal as cargas de compressão diante das quais tende a sofrer um processo de reabsorção (osteólise). Por outro lado, tolera as forças de tração, as quais estimulam o processo de osteossíntese (aposição óssea). As fibras principais colágenas, que são as mais numerosas na estrutura periodontal, apresentam a função de transformar as cargas de compressão exercida sobre o dente em cargas de tração, que são bem toleradas pelo tecido ósseo. Quando ocorrem perdas dentárias em algum dos arcos, as forças mastigatórias deixam de ser neutralizadas de maneira conveniente, pela ação recíproca dos dentes oponentes entre si, gerando componentes de sentido oblíquo ou horizontal. As cargas deixam de ter uma direção axial, exercendo uma ação inclinante sobre o dente. Fibras principais colágenas Função de transformar as cargas de compressão exercida sobre o dente em cargas de tração, que são bem toleradas pelo tecido ósseo. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 17 Esse dente passa a funcionar como uma alavanca com o ponto de apoio no meio, localizado à altura do seu terço médio, próximo ao limite com o terço apical da raiz. O braço de potência será voltado para a coroa e o braço de resistência para o ápice radicular. Dessa forma, a força de compressão exercida sobre a coroa não será transformada totalmente em carga de tração. Parte dela não sofrerá nenhuma transformação, provocando esmagamento das fibras periodontais e a reabsorção óssea. Em PPR, deve-se analisar cuidadosamente a situação de dentes inclinados que poderão serão utilizados como retentores (dente suporte). Fibromucosa Quanto maior o número de dentes perdidos, maior será a participação da fibromucosa na sustentação da prótese, principalmente nos casos de extremidades livres (alavanca posterior) ou nos casos de alavanca anterior (exemplo: perda de primeiro pré-molar a primeiro pré-molar). Observe na imagem abaixo, por exemplo, o maior papel da fibromucosa quando comparada à quantidade de dentes: Imagem: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) O estudo da fibromucosa é importante devido ao diferente comportamento dessa quando comparada aos dentessuportes, em razão das cargas mastigatórias O dente tem uma capacidade mínima de se movimentar em seu alvéolo correspondente a um valor de 0,1mm. A fibromucosa, por sua vez, possui movimentação de 1,3mm. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 18 Observando a discrepância entre esses valores, você conseguirá observar à complexidade de reabilitações envolvendo dentes e fibromucosa, ou seja, que usam essas duas vias de suporte de maneira concomitante. A capacidade de cedência da fibromucosa é denominada resiliência. Em relação ao grau de resiliência, a fibromucosa pode ser classificada em: Tecido ósseo alveolar O rebordo residual resulta da cicatrização do processo alveolar após a perda dos dentes e do preenchimento do alvéolo com um tipo especial de esponja óssea e a cicatrização final da fibromucosa. Ele é formado por uma crista, que é considerada a região principal de suporte da prótese e duas vertentes: uma vestibular e outra lingual ou palatina, consideradas regiões secundárias de suporte. Observe o rebordo desdentado total abaixo para possa entender de maneira sumária a divisão em região principal de suporte e região secundária de suporte: Fibromucosa (grau de resiliência) Dura Flácida Compressível Imagem: https://www.kulzerblog.com.br/protese-total-superior Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 19 A região principal de suporte vai neutralizar as cargas que incidem perpendicularmente sobre ela, chamadas de cargas verticais. A passo que as regiões secundárias de suporte deverão neutralizar as cargas de direções horizontais ou oblíquas. O valor quantitativo do rebordo, como suporte, varia em função de sua altura e largura de sua região principal de suporte. De acordo com o formato da área de secção do sentido vestibulolingual, pode-se ter as seguintes formas de rebordo: ➢ Normal: formato de um triângulo equilátero, boa altura e boa largura na região principal de suporte. É considerada a melhor forma de rebordo para o suporte da prótese. ➢ Alta - tem formato de um triângulo isósceles, no qual a base é menor e o lado diferente. Nesse caso, as regiões secundárias de suporte são mais bem desenvolvidas, mas a região principal de suporte é estreita; é considerada uma boa forma de rebordo, porém inferior em relação à anterior. ➢ Reabsorvida - tanto a região principal de suporte quanto a região secundária de suporte apresentam valor pobre de suporte. ➢ Estrangulada: apresenta uma área de maior amplitude junto à crista, com uma região subjacente retentiva, correspondendo à área de estrangulamento. Necessita de intervenção cirúrgica com a finalidade de eliminar a área de retenção. ➢ Em lâmina de faca: rebordo acentuadamente reabsorvido, apresentando na crista uma aresta viva que pode ser detectada facilmente por meio da palpação. É um tipo de rebordo bastante problemático para o suporte de uma prótese, demandando algum tipo de cirurgia para arredondamento da crista, em forma de lâmina de faca. Nos casos em que a lâmina é menos Região principal de suporte: neutraliza as cargas que incidem perpendicularmente sobre ela, chamadas de cargas verticais. Regiões secundárias de suporte: neutraliza as cargas de direções horizontais ou oblíquas. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 20 perceptível, pode-se tentar o recurso de alívio na base, ao longo da área correspondente à crista do rebordo. O rebordo também pode ser classificado em relação ao perfil de sua região principal de suporte (crista), considerado no sentido anteroposterior e em relação ao ângulo formado por esse perfil e a face distal do dente contíguo ao espaço protético de extremidade livre, da seguinte maneira: ➢ Horizontal - a linha que representa o perfil é considerada horizontal em relação à face distal do dente contíguo ao espaço protético. ➢ Descendente para distal - é quando a linha desce para a distal, quando a referência é a face distal do mesmo dente. ➢ Ascendente-distal - é quando a linha sobe para distal em relação a face distal do dente contíguo ao espaço protético. ➢ Descendente-ascendente ou côncava - é quando a linha inicialmente desce para distal, depois sobe. A imagem abaixo mostra os tipos de rebordo quanto perfil de sua região principal de suporte (crista). O A representa um rebordo horizonta, o B representa um rebordo descendente para distal, o C representa um rebordo ascendente-distal e o D representa um rebordo descendente-ascendente ou côncavo. Imagem: Todescan (1998) As horizontais são boas formas de rebordo residual, uma vez que permitem uma distribuição equânime das cargas mastigatórias sobre o rebordo. As descendentes para distal possuem um plano inclinado para a distal, facilitando uma decomposição de forças, cuja resultante traciona a prótese para a distal. Isso determinaria um esforço indesejável sobre o suporte dental, que também seria tracionado para a distal. As ascendentes-distais ofereceriam um plano inclinado que propiciaria condições para a resultante tracionar a base da sela para a mesial. Esse efeito seria neutralizado pelos dentes remanescentes, numa força de reação conjunta, que os pontos de contato entre eles propiciariam. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 21 Logo, as formas descendentes-ascendentes ou côncavas são as formas mais desfavoráveis de rebordo residual, pois as cargas que incidem para a mesial tracionam a prótese para a distal e vice-versa. Durante a mastigação, essa base ficaria o tempo inteiro à mercê de forças de sentido ora mesial ora distal, comprometendo rapidamente as estruturas de sustentação do dente principal de suporte. Não esqueça! O dente principal de suporte é o dente que está contíguo ao espaço protético. Observe no esquema abaixo a divisão do sistema de suporte ou sustentação em prótese parcial removível: Observe, ainda, a classificação dos rebordos quanto ao formato da área de secção do sentido vestibulolingual e quanto ao perfil da sua região principal de suporte. Quanto ao formato da área de secção do sentido vestibulolingual Quanto ao perfil da região principal de suporte Normal Horizontal Alta Descendente para distal Reabsorvida Ascendente-distal Estrangulada Descendente-ascendente ou côncava Em lâmina de faca Sistema de retenção e estabilização Sistema de suporte ou sustentação em PPR Dentes remanescentes Tecidos periodontais Fibromucosa Tecido ósseo alveolar Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 22 Esse sistema é composto pelos elementos responsáveis por promover a retenção e a estabilização da prótese, durante a função mastigatória e os movimentos normais da musculatura bucal decorrentes da deglutição, fonação, sucção entre outros. Esses elementos são: ✓ grampos e/ou encaixes ✓ conectores maiores ou barras ✓ apoios Vejamos cada um deles: Conectores maiores Os conectores maiores são os elementos responsáveispor conectar ou unir os outros componentes da prótese entre si de forma a constituírem um corpo único. É a estrutura mais robusta da PPR, a qual oferece resistência e mantem a forma planejada, evitando movimentos de lateralidade. Além disso, o conector maior distribui as forças por todo o arco e reduz a carga em áreas isoladas, enquanto controla o movimento da prótese de maneira adequada. Nas extremidades livres, os conectores maiores possuem também a função de realizar a transmissão de cargas ao tecido ósseo. McCracken compara o conector maior ao chassi de um automóvel, garantindo a rigidez e o bom funcionamento de todas as demais partes do veículo. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 23 Características de um conector maior: ➢ Devem ser rígidos a fim de permitirem maior distribuição de forças; ➢ Devem possuir biocompatibilidade; ➢ Não irritar, esmagar ou traumatizar os tecidos moles, gerando hiperplasias; ➢ Devem contornar os tecidos, mantendo o contorno natural desses; ➢ Não penetrar nos tecidos durante a colocação, remoção e em função; ➢ Evitar proeminência dos tecidos ósseos e da mucosa na colocação, remoção e função; ➢ Devem possuir passividade; ➢ Não reter alimentos; ➢ Cobrir o mínimo de tecido possível; ➢ Ter suporte dos outros elementos da armação para diminuir as tendências rotacionais, quando em função; ➢ Estabilidade horizontal e manutenção da integridade periodontal; Conectores maiores maxilares No desenho e confecção dos conectores maiores maxilares, o profissional deve se atentar à região de rugosidade palatina, área nobre que deve ser preservada devido à fonação. Cada tipo de conector maior possuirá algumas particularidades. Vejamos agora os tipos de conectores maiores maxilares. Barra palatina Também chamado de conector maior maxilar, a barra palatina deve ter as características de rigidez. Quanto mais larga a barra, mais fina pode ser e quanto mais estreita, mais espessa deverá ser a fim de garantir a rigidez desse elemento. A barra palatina deve ser achatada, apresentando as bordas arredondadas. Quanto mais achatada, mais confortável será para o paciente. O limite anterior ideal é o estabelecido pela linha que corresponde ao início das rugosidades palatinas. Em relação aos dentes na região de pré-molares e molares é observar que a distância entre a barra e a gengiva marginal livre deverá ser de 4 a 6 mm. Segundo McCracken, as barras palatinas podem ser das seguintes formas: ✓ Barra palatina simples ✓ Barra palatina dupla ✓ Barra palatina em formato de U Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 24 Conectores maiores mandibulares Veremos agora os tipos de conectores maiores mandibulares. Barra lingual São usadas nos aparelhos destinados a reabilitar o arco inferior. Devido ao formato característico do arco mandibular, em ferradura, há a necessidade de que a barra lingual seja bastante resistente à deformação; pois, este formato a torna muito vulnerável a sofrer um empenamento no simples ato da escovação. Por isso, ela deverá ser suficientemente espessa para resistir a qualquer força que tenda a empená-la no seu manuseio fora do arco, no momento de promover sua higienização. Realizar um aumento de sua largura, com o objetivo de torná-la mais resistente, com frequência esbarra no reduzido espaço existente entre a gengiva marginal e o assoalho da boca, especialmente na região do freio lingual. A área da secção transversal da barra lingual poderá ser retangular, meia cana ou meia pêra. Destes formatos, o ideal é o de meia pêra. O maior volume deverá ficar em contato com o assoalho da boca, enquanto a parte menos volumosa deverá ficar voltada para a gengiva marginal. Quanto ao limite da borda superior da barra lingual, voltado para os dentes, ele deverá se localizar a uma distância mínima de 2 a 3 mm da gengiva marginal. No entanto, se houver condições de espaço, esta distância da gengiva marginal deverá ser maior. Por outro lado, se por alguma razão for necessário observar uma distância menor de 2 mm, o recomendado é aumentar o alívio desta área, a fim de permitir que o alimento passe entre a barra e os tecidos gengivais com inteira facilidade. Como se sabe, a área de tecido mole correspondente à gengiva marginal e inserida, constitui região bastante delicada, devendo ficar livre de qualquer espécie de esforço compressivo, sob o risco de gerar ulcerações. Com isto, estão de acordo todos os autores. O contato direto da barra lingual com a região de tecido mole recoberta por ela é fato inteiramente indesejável, do ponto de vista biomecânico. Dessa forma deverá ser feito um alívio na barra lingual. Este alívio nunca deverá ser menor que 1,5 mm, principalmente em casos de extremidade livre. Observe abaixo a imagem de uma barra lingual: Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 25 Imagem: Todescan (1998) Barra lingual dupla A barra lingual dupla consiste na associação da barra lingual com o grampo contínuo de Kennedy (também chamado de barra dentária anterior). Nos casos de Classe I de Kennedy (desdentado posterior bilateral), o uso da barra lingual dupla é obrigatório, pois tem como função principal o estabelecimento de uma retenção indireta. Ao lado desta função. ela empresta um reforço adicional que torna mais concreta a rigidez da barra lingual, especialmente no caso em que o espaço entre o assoalho bucal e a gengiva marginal seja insuficiente para uma largura adequada da barra. É indicada em casos de dentes anteriores sem diastemas, além de funcionar como sistema de estabilização de dentes afetados periodontalmente com retração gengival. Ademais, como vimos, faz o papel de retentor indireto para as Classes I e também para classes II (estabilidade horizontal). Imagem: Todescan (1998) Placa ou chapeado lingual Trata-se de uma modificação da barra lingual, na qual o limite superior é estabelecido ao nível dos cíngulos dos dentes anteriores, sendo recoberta toda a área correspondente à gengiva marginal. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 26 Pode ser indicada para os casos de presença de tórus lingual, freio lingual demasiadamente alto (falta de espaço - menos de 9mm) e formação excessiva de tártaro. Além disso, pode ser considerada sua eficácia como elemento estabilizador ou ferulizador dos dentes anteriores debilitados por problemas periodontais. Um detalhe muito importante no uso do chapeado lingual se refere ao alívio que deve existir entre sua superfície interna, voltada para os tecidos moles e a gengiva marginal, a fim de evitar qualquer compressão desta área que venha a comprometer sua integridade. É contraindicado nos casos de pacientes com diastemas devido à visualização do metal. Possui como vantagens ser mais rígida que barra lingual e barra contínua de Kennedy isoladamente, além de permitir ferulização de dentes com problemas periodontais. Como desvantagens, pode-se citar o impedimento à estimulação fisiológica dos tecidos gengivais e autolimpeza pela saliva, tendo em vista que os dentes estarão recobertos. Além disso, pode gerar irritações gengivais e impacção alimentar. Observe abaixo imagens da placaou chapeado lingual: Imagem: https://www.sdpt.net/completa/parcial/conectormayor Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 27 Retentores ou grampos Retentores (grampos) são elementos de retenção que evitam a movimentação gengivo-oclusal da PPR, assegurando uma posição estável e fixa. Os grampos realizam a retenção por meio dos chamados braços de retenção. Vejamos abaixo as partes constituintes dos grampos: ✓ Braço de retenção: realiza o efeito retentivo. Atende ao princípio biomecânico da retenção. ✓ Braço de oposição: baseado no princípio da física, no qual a toda ação corresponde uma reação de igual grandeza e direção, porém em sentido oposto, neutralizando a força imprimida ao dente suporte, pelo braço de retenção, no instante da inserção e remoção da prótese. Atende ao princípio biomecânico da reciprocidade. ✓ Apoio: Encarregado de assegurar que as cargas incidentes sobre a base da prótese sejam transmitidas ao osso alveolar por via dental. Atende ao princípio biomecânico da fixação. ✓ Corpo: estrutura que estabelece a união das outras partes acima entre si. A imagem abaixo mostra um exemplo dos braços de retenção e oposição de um grampo: Imagem: Todescan (1998) Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 28 Os grampos podem ser divididos em dois grupos, diferenciados pela sua forma/desenho mas também por seu mecanismo de funcionamento ou ação: ➢ Grampos circunferenciais (abraçamento): esses grampos realizam a retenção graças a resistência à deformação elástica oferecida por seu braço de retenção. Para vencer essa resistência há a necessidade de uma força de grandeza igual ao grau da retenção propiciado pelo grampo. Essa força determinará uma pequena flexão do braço em questão. Daí considerar-se que o efeito retentivo dos grampos circunferenciais se dá por FLEXÃO. A imagem abaixo mostra um grampo circunferencial: Imagem: Todescan (1998) ➢ Grampos de ação de ponta ou barra: assim chamados por estabelecerem o contato com o dente suporte somente através da sua ponta. Além disso, possuem um percurso tangenciando a fibromucosa. A retenção desses grampos se efetiva pela torção de um dos seus segmentos. O efeito retentivo dos grampos de ação de ponta se dá por TORÇÃO. A imagem abaixo mostra um grampo de ação de ponta: Imagem: Todescan (1998) Os grampos também podem ser classificados de acordo com outros critérios que são: ➢ Segundo sua função: Grampos de retenção direta: localizados imediatamente ao lado do espaço protético. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 29 Grampos de retenção indireta: localizados à distância do espaço protético. É importante citar que todos os conectores que suportam o retentor indireto devem ser rígidos para que os retentores indiretos funcionem como pretendido. A imagem abaixo mostra grampos de retenção direta e indireta. Imagem: Todescan (1998) Grampos de oposição: encarregados de estabelecer o princípio biomecânico da reciprocidade. Observe abaixo a tabela com as classificações dos grampos. Além das apresentadas, existem as classificações conforme os autores que criaram os grampos. Tipos Função Ação retentiva Aplicação Número de dentes Construção Circunferencial Retenção direta Abraçamento Direta Individuais Fio trefilado Ação de ponta Retenção indireta Ação de ponta Indireta Duplos Aço inoxidável Múltiplos Princípios fundamentais ou básicos de um grampo Os princípios necessários para que um grampo atenda plenamente às suas finalidades são: Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 30 Encaixes Os encaixes proporcionam retenção por fricção de paredes intimamente justapostas. Trata-se de uma ação mecânica diferente da proporcionada pelos grampos para a mesma finalidade. O uso do grampo ou do encaixe como elemento de retenção, torna-se, assim, uma questão de indicação, em função dos outros fatores, entre os quais pontifica a estética. A imagem abaixo mostra como funciona o sistema de encaixe: Imagem: Todescan (1998) Apoios Apoios são elementos fundamentais no sistema de estabilização das próteses parciais removíveis, pois têm a função de transmitir as cargas mastigatórias aos dentes suportes de maneira adequada e evitar a movimentação da prótese no sentido oclusogengival, garantindo o princípio da fixação, ou seja, o posicionamento final da prótese. Fixação (suporte) Retenção Reciprocidade Estabilidade Abraçamento adequado Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 31 O local do assentamento do apoio na superfície da coroa, deverá ser convenientemente preparado, de acordo com as características morfológicas bem definidas, a fim de proporcionar ao dente suporte e seus tecidos de suporte condições biomecânicas favoráveis à manutenção do seu estado de saúde. A este preparo que alojará o apoio, denomina-se descanso ou nicho. Os apoios podem se localizar na face oclusal, incisal ou palatina/lingual. Observe abaixo a imagem dos apoios oclusais: Imagem: goconqr.com São funções dos apoios: ✓ Impedir o deslocamento oclusogengival da prótese. ✓ Evitar a extrusão dos dentes; ✓ Evitar a intrusão da prótese nos tecidos moles; ✓ Transmissão de cargas axiais da mastigação aos longos eixos dos dentes suportes; ✓ Conectam os grampos de retenção aos de oposição; ✓ Evitam movimentos dos braços de retenção e reciprocidade dos retentores; ✓ Auxiliam na retenção indireta; Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 32 ✓ Manutenção da relação oclusal; Observe no esquema abaixo como os apoios podem ser classificados: Sistema de selas e dentes artificiais Selas (bases) Selas são assim denominadas pois o relacionamento entre a base da prótese e o rebordo residual se assemelha a uma sela de montaria. Segundo McCracken, a sela é (base da PPR) é o elemento responsável pela fixação dos dentes artificiais e transferências de forças oclusais às estruturas bucais de suporte. Além disso, tem a importante função de restabelecer a estética do paciente, especialmente nos casos de substituição dos dentes anteriores, em que houve considerável perda de estrutura óssea. Sob esse aspecto, a sela de uma prótese parcial removível pode receber o mesmo tratamento laboratorial dispensado às próteses totais com relação aos recursos de caracterização usados para copiar os dentes e a gengiva natural. As selas podem ser metálicas ou metaloplásticas. Apoios Diretos ou indiretos/primários ou secundários/principais ou auxiliares Intracoronários ou extracoronários Superficiais ou profundos/rasos ou internos Classificação Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira- CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 33 Dentes artificiais Os dentes artificiais irão cumprir na boca do paciente, as funções antes reservadas aos naturais perdidos. Assim, deverão ter prioritariamente tamanho, forma e cor dos dentes naturais, da maneira mais apropriada possível. A orientação desses três requisitos deverá ser colhida na boca do paciente (cor) e no modelo competentemente montado no articulador (tamanho e forma). A cor pode ser obtida por comparação dos dentes remanescentes com a chamada escala de cores, fornecida pelos fabricantes dos dentes artificiais. O tamanho e a forma, por meio de uma tabela igualmente fornecida pelos fabricantes. Os dentes artificiais podem ser classificados quanto ao material de confecção, podendo ser de resina acrílica ou de porcelana. Selas Metálicas Metaloplásticas Função: fixação dos dentes artificiais, transmissão de cargas e estética Dentes artificiais Resina acrílica Porcelana Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 34 Sistema de conexão O sistema de conexão é representado pelos conectores menores que são elementos que unem os retentores (grampos ou encaixes) à sela ou à barra. Estabelecem também união entre os apoios de estabilização (elementos de retenção indireta) e a barra. Constituem-se as verdadeiras "caudas" dos grampos. Possuem como funções: ✓ A transmissão de forças resultantes da mastigação aos dentes suportes por meio dos apoios e à fibromucosa através das selas. ✓ Estabilização da prótese. ✓ Unem as barras ou selas aos retentores diretos ou indiretos. ✓ Guiam o eixo de inserção e remoção da prótese por meio dos planos guias. ✓ Estabelecem elemento de rigidez para a peça. Os conectores menores devem ser paralelos entre si, a fim de promover uma única via de inserção e remoção. Podem ser diretos ou indiretos, sendo que os conectores menores diretos são localizados ao lado do espaço protético e os indiretos localizados distantes ao espaço protético. Imagem: goconqr.com Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 35 DELINEADORES Segundo Todescan (2001), delineador é definido como um instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes de uma arcada dentária. O delineador também pode ser conhecido como paralelômetro, tangenciômetro ou paralelígrafo e foi concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o correto balizamento para a execução de todas as etapas de sua construção. O uso do delineador é fundamental e não se pode prescindir dele, tanto no estudo quanto na execução dos aparelhos de retenção a grampo e nos de retenção por encaixes. Em ambos os casos, o delineador orienta as fases clínicas de preparo de boca, além de proporcionar condições para a correta execução das fases de laboratório, de acordo com os princípios que fundamentam a construção dos aparelhos protéticos. Delineadores Orienta a fase de preparo de boca Correta execução das fases de laboratório Paralelômetro/tangenciômetro O delineador se apresenta para a prótese parcial removível no mesmo grau de importância que o articulador semiajustável para os trabalhos de reabilitação oclusal Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 36 O delineador se baseia no princípio de que todas as perpendiculares a um mesmo plano são paralelas entre si. A imagem abaixo mostra um delineador: Imagem: Bioart O delineador é constituído fundamentalmente pelas seguintes partes: delineador propriamente dito, porta modelos ou mesa analisadora e pelos acessórios. Observe na tabela abaixo cada um dos componentes das três partes do delineador: Delineador propriamente dito Porta modelos/Mesa analisadora Acessórios Plataforma ou base do aparelho Base Dispositivo paralelizador Haste vertical fixa (extensível ou não) Suporte do modelo Ponta analisadora ou bastão de análise Braço horizontal (fixo ou móvel) Junta universal Porta grafite Haste cursora ou haste vertical móvel Calibradores de retenção Mandril Facas e cinzéis Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 37 São funções do delineador: Análise preliminar do modelo de estudo com vistas à escolha da técnica mais conveniente à determinação da via e plano de inserção. Determinação da via ou eixo de inserção e registro do plano de inserção Preparo do modelo para diagnóstico (planos-guia, adequação das linhas equatoriais, preparo dos suportes para as peças unitárias e próteses fixas que irão se relacionar com a PPR) Preparo dos planos-guia e adequação do contorno axial das coroas de ceroplastia de peças unitárias ou próteses parciais fixas destinadas a receber grampos de prótese parcial removível Construção das partes fêmeas dos encaixes individuais Posicionamento das partes fêmeas dos encaixes pré-fabricados ou de estoque (attachments) ao retentor unitário ou elementos das PPFS Realização de fresagens sobre superfícies metálicas ou de porcelana Recorte do excesso de cera nas regiões de alívio do modelo de trabalho correspondente aos chamados "ângulos mortos" Na construção de matrizes-guia para orientar a colocação paralela dos implantes Para auxiliar o profissional no preparo dos suportes da PPF, diretamente na boca, a fim de assegurar melhor paralelismo. Princípio de funcionamento dos delineadores A concepção do delineador se enquadra no princípio da Física, segundo o qual todas as perpendiculares a um mesmo plano são paralelas entre si. Este princípio é de grande importância quando consideramos a trajetória de inserção da prótese parcial removível. Pois, embora a prótese parcial removível seja composta de partes diferentes (barras, selas, grampos e conectores), na prática é um monobloco caracteristicamente rígido, que não deve sofrer nenhum tipo de flexão, tanto no ato da sua inserção como no de sua retirada da arcada dentária. Apenas a "ponta ativa" do braço de retenção do grampo permite uma pequena deformação elástica, durante a inserção e a retirada da prótese. Os demais componentes não devem sofrer qualquer tipo de deformação. Devem percorrer, no momento da inserção da prótese, trajetórias rigorosamente paralelas entre si, até o assentamento final dos grampos sobre os dentes suportes. Isto aconteceria de maneira pacífica caso as superfícies dos suportes fossem igualmente paralelas entre si. Na prática, entretanto, acontece o contrário. A convexidade natural das superfícies axiais dos dentes remanescentes, somada ao grau de inclinação desses na arcada, configuram uma situação de grande Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 38 divergência entre a superfície dos dentes suportes, o que resulta em áreas de interferência ao livre assentamento da prótese.Quando o modelo se encontra na mesa analisadora do delineador, na posição idealmente escolhida durante a análise da superfície dos diferentes suportes, a haste vertical do delineador estará em paralelismo com as trajetórias de entrada e saída de todas as partes da PPR a ser construída (barras, selas, grampos etc). Ela fornece, portanto, a entrada e saída da PPR na arcada dentária, como um todo. Essa direção é conhecida como via de inserção, eixo de inserção ou trajetória de inserção. Via/eixo/trajetória de inserção: percurso percorrido pela PPR do momento de contato inicial com os dentes suportes até o assentamento final na arcada. Com o modelo nessa posição, considerada ideal para a inserção da prótese, em decorrência da análise das superfícies dos suportes quanto às suas divergências, pode-se registrar sobre ele um plano, por sua vez, paralelo à plataforma do delineador. Esse plano é determinado plano de inserção. O plano de inserção representa um guia de referência que vai permitir a recolocação do modelo no delineador quantas vezes forem necessárias, na exata posição obtida inicialmente. Logo, haverá uma relação de perpendicularidade entre a via de inserção e o eixo de inserção com o plano de inserção. A imagem abaixo mostra que os grampos devem seguir trajetórias paralelas entre si, desde sua inserção até assentamento final. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 39 Imagem: Todescan (2001) Determinação do eixo ou via de inserção do plano de inserção Na maioria dos casos, é possível registrar o plano de inserção para verificar no delineador, posteriormente, a via de inserção da PPR. Existem três técnicas para a realização desse trabalho: ✓ Técnica de Roach ou dos três pontos ✓ De Roth ou das bissetrizes ✓ Da conveniência A técnica idealizada por Roach parte do registro prioritário do plano de inserção sobre as superfícies oclusais dos dentes suportes para posterior verificação da via de inserção. As duas outras são no sentido inverso, ou seja, partem da via de inserção para posterior determinação do plano de inserção. Manejo do delineador em suas aplicações Análise Preliminar Métodos de determinação da via de inserção Técnica de Roach ou dos três pontos De Roth ou das bissetrizes Da conveniência Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 40 No contexto da PPR, a análise preliminar visa estudar quantitativamente, os suportes quanto à capacidade de cada um, a fim de propiciar ao grampo condições de retenção. Na fase de análise preliminar, será utilizada uma ponta denominada ponta analisadora. Nessa análise será obtida a posição ideal do modelo e a partir disso, o operador irá decidir se utilizará a técnica de conveniência para obter a via de inserção, ou se empregará a técnica de Roach. Imagem: Todescan (1996) Traçados das linhas equatoriais protéticas Após a etapa de análise preliminar concluída, a ponta analisadora será substituída pela ponta de grafite, a qual irá traçar a linha equatorial protética. A análise do traçado dessa linha irá influir no tipo de grampo a ser projetado, bem como nas modificações que serão executadas sobre os dentes eleitos como suporte da PPR. A imagem abaixo mostra o traçado correto da linha equatorial: Imagem: Todescan (1996) Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 41 O traçado da linha equatorial protética confere à coroa o aspecto de uma figura geométrica, representada por dois cones de bases justapostas, um localizado oclusalmente em relação à linha de união e outro cervicalmente. O cone oclusal é expulsivo, por isso é chamado de zona expulsiva do dente e o cone cervical é retentivo, sendo chamado de cone retentivo ou zona retentiva. Para o planejamento da PPR, um dente suporte nunca poderá ser considerado isoladamente, mas sempre em relação a, pelo menos, a mais outro suporte, cujo longo eixo não será parecido com o do primeiro. Dessa forma, deve-se colocar cada suporte com seu longo eixo paralelo à haste vertical móvel, estabelecendo uma posição para o modelo que corresponda, na medida do possível, à média das inclinações de todos os suportes. Essa linha equatorial que resulta da análise conjunta de todos os suportes é chamada equador protético. Essa nomenclatura advém do fato de que apenas ela irá fornecer o valor real do suporte, do ponto de vista da retenção da prótese, uma vez que a localização e a amplitude da zona ou cone retentivo serão definidas a partir de sua configuração sobre a coroa. Esse fator vai decidir a indicação correta dos elementos de retenção da PPR: os grampos. A imagem abaixo mostra o equador protético: Imagem: Todescan (1996) Calibragem da retenção Após o traçado do equador protético, é feita a calibragem de retenção, fase que irá preceder o desenho de estudo da PPR a ser construída. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 42 Para realizar a retenção, utiliza-se a ponta calibradora. A ponta calibradora é definida a partir da necessidade de uma maior ou menor retenção. A grandeza de retenção a ser definida dependerá das particularidades de cada caso. No entanto, as características da liga a ser utilizada na armação metálica será determinante para a escolha da ponta calibradora. Nos casos da liga de cromo-cobalto devido à sua pequena elasticidade deverá ser utilizada a ponta menor, ou seja, a de 0,25mm ou 0,010". Para realizar a calibragem da retenção do grampo, deve-se conhecer preliminarmente a localização ideal da ponta desse grampo sobre a superfície do dente no sentido mesiodistal ou distomesial, em função do projeto desse grampo. Deve-se ter em mente que o grampo precisa abraçar adequadamente o dente suporte, para não comprometer o princípio da estabilidade da prótese. O contato simultâneo da extremidade em forma de disco e da parede lateral da ponta calibradora com a superfície do dente garante que a calibragem foi realizada de maneira correta. Após a calibragem de retenção do modelo de todos os grampos, realiza-se o desenho da PPR, fora do delineador, o desenho da PPR e de todas as suas partes constituintes. Observe abaixo uma imagem que retrata a calibragem de retenção: Imagem: Todescan (1996) Preparo do modelo de estudo para diagnóstico Nessa etapa do planejamento, o modelo é recolocado no delineador com auxílio do plano de inserção registrado sobre o modelo. Coloca-se a ponta de faca por meio da qual são executadas no modelo todas as reduções necessárias à determinação dos planos guia proximais e adequação do contorno axial da coroa por vestibular e por lingual ou palatino, de acordo com os grampos projetados para os diferentes suportes. Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso Aula 03 - Prof. Raquel Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro 43 São feitos os retoques necessários no desenho, correspondentes às regiões que foram desgastadas no preparo dos planos guias e as adequações, obtendo-se assim um modelo mapeado que além de diagnóstico irá orientar o preparo da boca do paciente. No mapeamento