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Aula 03 - Prof. Raquel
Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese
Dentária) Conhecimentos Específicos -
2026 (Pós-Edital)
Autor:
Larissa Oliveira Ramos Silva,
Raquel Cardoso
13 de Março de 2025
03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiro
1 
 
SUMÁRIO 
Considerações iniciais....................................................................................................................................................... 3 
Indicações e contraindicações das PPRS........................................................................................................................... 4 
Classificação dos arcos parcialmente dentados................................................................................................................ 7 
Sistemas das PPRS........................................................................................................................................................... 13 
Delineadores.................................................................................................................................................................. 34 
Preparo de boca para receber a PPR.............................................................................................................................. 43 
Moldagem em PPR......................................................................................................................................................... 53 
Considerações finais....................................................................................................................................................... 61 
Referências......................................................................................................................................................................62 
Questões comentadas.................................................................................................................................................... 63 
Lista de questões............................................................................................................................................................ 77 
Gabarito.......................................................................................................................................................................... 84 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso
Aula 03 - Prof. Raquel
Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital)
www.estrategiaconcursos.com.br
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2 
 
APRESENTAÇÃO DO CURSO 
Olá, aluno(a)! Desejo boas-vindas ao nosso curso de Prótese Dentária para as Forças Armadas. 
Meu nome é Raquel Cardoso, sou graduada e mestra em Odontologia pela Universidade de Brasília (UnB) e 
especialista em Prótese Dentária pela ABO - GO. Fui classificada em 1º lugar no concurso da PMDF 2023 para 
o cargo de Oficial Policial Militar de Saúde, no quadro de cirurgião-dentista, especialista em Prótese Dentária. 
Como você pode observar, eu já estive no mesmo lugar que você, estudando em busca da tão sonhada 
aprovação. Entendo como é essa fase na vida de um concurseiro, são muitas abdicações e dedicação 
constante aos estudos. Muitas vezes isso gera desânimo, não é mesmo?! Mas garanto a você que vale muito 
a pena. Usarei de toda minha experiência nessa área para te preparar para o concurso que for prestar e 
conquistar a sua vaga. 
Deixo abaixo minha rede social, na qual posto dicas, informações, questões e dicas dos concursos de 
odontologia. Siga também o Estratégia Saúde no Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo 
dos concursos: 
 https://www.instagram.com/prof.raquelcardososs 
 https://www.instagram.com/estrategia.saude 
 
Estamos juntos nessa! Vamos caminhar rumo à sua aprovação? 
Já se imagine usando sua linda farda e sendo um militar concursado das forças armadas. Se agarre sempre 
nesse sonho quando pensar em desanimar durante os estudos! O cansaço e desanimo são normais, mas a 
persistência é a chave para o sucesso. 
 
 
 
 
 
 
 
Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso
Aula 03 - Prof. Raquel
Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital)
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3 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Nesse livro digital iremos trabalhar a área de Prótese Parcial Removível para os concursos das forças 
armadas. O conteúdo de PPR é bem extenso, então nos atentaremos ao que as bancas mais cobram e os 
principais autores. 
Nosso PDF tem como referência o livro do autor Todescan, obra referência dos concursos das forças armadas 
na área de PPR. 
Primeiro, aluno, você precisa entender que a confecção de PPR possui uma sequência lógica. Dentro de cada 
procedimento clínico, teremos particularidades e são essas que serão cobradas em prova. 
Atente-se aos termos específicos utilizados em cada conteúdo ministrado, pois eles que farão a diferença no 
momento da resolução das questões, certo?! 
 
 
 
A prótese parcial removível (PPR) possui características que impõem ao profissional a necessidade de um 
domínio amplo da prótese dentária para que acerte na confecção. As PPRs se assemelham às próteses fixas 
por serem dentossuportadas, porém se distinguem delas pelos fatos de poderem ser removidas e 
recolocadas, sempre que necessário. Por outro lado, se assemelham às próteses totais por apresentarem, 
em certas circunstâncias, o apoio mucoso e por isso requererem técnicas de moldagem próprias da prótese 
total, como a moldagem funcional. No entanto distinguem-se das PTs por, ao mesmo tempo, apresentarem 
suporte dentário. 
Tendo em vista essas características das PPRS, podemos entrar no nosso estudo acerca desses aparelhos 
removíveis. 
 
 
Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso
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INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DAS PPRS 
Indicações 
As próteses parciais removíveis (PPRs) são indicadas nos casos de parcialmente dentados em que não seja 
possível a indicação das próteses fixas ou que seria exigido o desgaste de muitos dentes pilares. Nesse 
sentido, as indicações são as seguintes, segundo Todescan (1998): 
 
 
1) Espaços protéticos sem Pilar Posterior ou Prótese de Extremidade Livre, Bi ou Unilateral 
Nos casos de espaços protéticos com ausência de elementos dentários para servirem como pilar posterior 
de próteses fixas, bem como os casos de extremidades livres uni ou bilaterais, o tipo de aparelho a ser 
indicado deverá inevitavelmente utilizar, de maneira simultânea, as vias de suporte dental e mucoso. 
condição restrita aos aparelhos removíveis, chamados de dentomucossuportados ou 
mucodentossuportados. Não havendo, por outro lado, problemas econômicos e a não aceitação por parte 
do paciente com relação a este tipo de aparelho, poderá ser indicada a prótese sobre implante. 
2) Espaços Edentados Extensos 
Embora existam dentes limitando o espaço ou os espaços protéticos, sua extensão coloca em grau absoluto 
a contraindicação das próteses parciais fixas. Nos casos em que remanesça apenas um dente suporte 
situado posteriormente a um espaço protético extenso, é importante que se considere na fase de 
planejamento, a eventualidade, próxima ou remota, de que este dente possa ser perdido futuramente, 
situação em que o aparelho poderia ser transformado em dentomucossuportado, sem a necessidade da 
construção de um outro, com colocação pura e simples de um dente artificial de acrílico dentro do grampo. 
3) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida 
Nessa situação, embora os espaços protéticos não sejam tão extensos e, numa análise superficial, o caso 
mostre-se comodo modelo também são realizados os preparos dos descansos/nichos oclusais, incisais ou 
em cíngulo. 
A imagem abaixo mostra o início do preparo do plano-guia por proximal: 
 
Imagem: Todescan (1996) 
PREPARO DE BOCA PARA RECEBER PPR 
Segundo Todescan (1998), preparo de boca é a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger 
os elementos remanescentes, executados com o objetivo de impedir ou redirecionar forças adversas que 
possam incidir sobre os dentes suportes, sobre o periodonto de sustentação do osso alveolar e da crista 
alveolar residual, obtendo retenção e suporte para uma prótese parcial removível pelo máximo período de 
tempo. 
No preparo de boca, a boca será preparada para receber o aparelho parcial removível. 
O preparo de boca consiste em duas etapas: 
1. Intervenções clínicas com objetivo de restabelecer as condições de saúde dos dentes 
remanescentes e tecidos conexos. Incluem-se nestas intervenções todas as manobras destinadas a 
eliminar os fatores causais das doenças que acometem tanto os tecidos duros (dentes e ossos) como 
os tecidos moles (periodonto, gengiva e fibromucosa). 
2. Intervenções destinadas a melhorar a biostática dos dentes remanescentes de ambos os arcos, 
com a finalidade de proporcionar-lhes melhores condições biomecânicas, para funcionarem como 
suportes do aparelho protético a ser construído e, consequentemente, apresentarem maior tempo 
de vida útil e, ao mesmo tempo, prover condições adequadas de retentividade às coroas dos dentes 
escolhidos para suporte 
 
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Realizar essas duas etapas antes da obtenção do modelo de trabalho é fundamental para o êxito do 
trabalho que se deseja executar. Elas deverão ser executadas de acordo com o plano de tratamento, 
previamente e cuidadosamente elaborado. 
 
 Determinação do eixo ou Manobras iniciais ou intervenções preliminares 
As manobras prévias ou intervenções preliminares devem seguir uma sequência de fases, sendo elas: 
tratamento periodontal, tratamento endodôntico, dentística e intervenções cirúrgicas. 
Preparo de boca
Intervenções clínicas que 
eliminam fatores causais 
de doenças nos tecidos 
duros e moles
Intervenções destinadas a 
melhorar a biostática dos 
dentes remanescentes de 
ambos os arcos
Duas etapas
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Vejamos agora alguns detalhes importantes sobre cada uma dessas fases: 
Tratamento Periodontal 
No tratamento periodontal é realizada a remoção de placa bacteriana e cálculo. Recomenda-se que após a 
remoção da placa e cálculo haja um período de espera antes da realização da moldagem para que haja a 
remissão completa do processo inflamatório e o retorno da gengiva ao seu contorno e volume normais. 
Além disso, deve-se instigar o paciente a colaborar da manutenção de um estado saudável da sua boca, 
promovendo uma higiene bucal rigorosa. 
Tratamento endodôntico 
No que diz respeito às condições do suporte para prótese parcial removível, o dente que se apresenta ao 
exame radiográfico com o canal já obturado merece atenção do profissional. 
 Quatro situações podem ser verificadas, radiograficamente, quanto a este aspecto: 
✓ Dentes com os canais totalmente obturados, sem sinais radiográficos de lesões periapicais: 
 
Manobras iniciais
Tratamento periodontal
Tratamento endodôntico
Dentística
Intervenções cirúrgicas
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Essa situação exige do profissional certos cuidados, entre os quais: verificar se o dente é assintomático à 
percussão, procurar se informar junto ao paciente do tempo provável que existe tal obturação; verificar, 
criteriosamente, a qualidade do trabalho endodôntico realizado, no que diz respeito à condensação do 
material obturador. 
Um dente assintomático, obturado há muito tempo e demonstrando uma boa conduta endodôntica 
configura uma situação de segurança para o emprego de tal dente como suporte do aparelho protético. 
✓ Dentes com os canais totalmente obturados. porém, com sinais radiográficos de lesões periapicais 
✓ Dentes com canais parcialmente obturados, sem sinais de lesão periapical; 
✓ Dentes com canais parcialmente obturados, com lesão apical. 
 
Nessas três situações, os elementos deverão ter seu tratamento refeito e os focos devidamente 
acompanhados radiograficamente. O recurso da apicectomia ou simplesmente da raspagem e 
remodelamento do ápice radicular poderá ser de muita valia, em certos casos. 
Ainda, quanto ao aspecto endodôntico é aconselhável descartar o emprego dos dentes que apresentem 
trepanações ou grandes reabsorções periapicais como suporte, pois representam sempre um investimento 
de grande risco, mesmo após um tratamento cirúrgico adequado. 
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Eles poderão, no entanto, ser aproveitados dentro de um plano de tratamento que preveja a possibilidade 
de sua extração futuramente, sem prejuízo do trabalho realizado. 
Dentística 
No contexto das intervenções preliminares, os trabalhos de dentística podem ser realizados 
concomitantemente aos endodônticos, em função da urgência pretendida para um determinado trabalho. 
 
Os elementos podem ser restaurados normalmente sem precisar de requisitos. Entretanto, quando se tratar 
de dentes suportes para PPR, deve-se atentar no momento da restauração para que o material tenha 
espessura e largura suficiente para que não se enfraqueça no momento dos preparos dos 
nichos/descansos que abrigarão os apoios oclusais. 
Intervenções cirúrgicas 
As intervenções cirúrgicas quando necessárias devem acontecer o mais cedo possível, uma vez que haverá 
um período de espera para que a cicatrização se complete. As intervenções cirúrgicas compreendem: as 
avulsões, intervenção nos tecidos moles e intervenções nos tecidos duros. 
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Preparo biostático dos dentes remanescentes 
Após as intervenções preliminares, será realizado o preparo biostático dos dentes remanescentes que será 
praticamente resumido ao nivelamento do plano oclusal. 
Os cuidados para melhorar as condições biostáticas dos dentes remanescentes devem ser desenvolvidos 
ao término das manobras prévias. Os modelos devem estar montados no articulador, devidamente 
"mapeados". 
Esses cuidados consistem basicamente na adoção de medidas destinadas a restabelecer a posição dos 
dentes, tanto na direção anteroposterior quanto na direção cervico-oclusal, executando-se as seguintes 
intervenções: 
• Nivelamento do plano oclusal 
• Tratamento ortodôntico 
Intervenções cirúrgicas
Avulsões
Intervenção nos 
tecidos moles
Intervenção nos 
tecidos duros
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Vejamos alguns pontos importantesacerca dessas intervenções: 
1) Nivelamento do plano oclusal 
O objetivo é restabelecer a posição de todos os dentes remanescentes na direção anteroposterior, 
tornando-se como referência os segmentos restantes do plano oclusal original, porventura ainda presentes 
na dentição remanescente. 
Isso poderá ser realizado das seguintes formas: por redução dos dentes que ultrapassam o plano oclusal, 
por acréscimo nos dentes que não alcançam o plano oclusal, por desgastes dos contatos prematuros 
(desgaste seletivo) e por meio da redução do entrecruzamento incisivo. 
 
N
iv
el
am
en
to
 d
o
 p
la
n
o
 o
cl
u
sa
l
Redução dos dentes que 
ultrapassam o plano 
oclusal
Acréscimo nos dentes que 
não alcançam o plano 
oclusal
Desgastes dos contatos 
prematuros
Redução do 
entrecruzamento incisivo
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Ao realizar o nivelamento do plano oclusal por meio da redução dos dentes que ultrapassam o plano oclusal, 
deve-se observar o grau de extrusão dos dentes opostos ao espaço protético: grau mínimo, grau médio ou 
grau máximo. 
Realizar acréscimos nos dentes que não alcançam o plano oclusal não é uma situação comum. Porém, 
quando acontecer, o contato oclusal deve ser estabelecido, por meio de coroas totais ou dos chamados 
apoios oclusais extracoronários, no próprio aparelho removível. 
 
Preparo biostático dos dentes suportes 
Uma vez terminado o preparo biostático do dois arcos, como um todo, cujo objetivo fundamental foi o de 
prover condições para a reabilitação harmoniosa da curvatura oclusal, a ser complementada através dos 
dentes artificiais, um plano de tratamento bem elaborado deve conter a sequência dos trabalhos a serem 
executados sobre os dentes selecionados para suporte da prótese parcial removível. 
Basicamente, o que se pretende é que as cargas a serem exercidas sobre estes dentes tenham um sentido 
axial, ou seja, elas deverão ter sua direção paralela ao longo eixo dos dentes suportes. 
O preparo das superfícies axiais dos dentes suportes é dividido em três etapas: preparo dos planos guias 
proximais, adequação da linha equatorial por vestibular e adequação da linha equatorial por 
lingual/palatino, como mostra o esquema abaixo: 
 
Preparo das 
superfícies axiais dos 
dentes suportes
Preparo dos planos 
guias proximais
Adequação da linha 
equatorial por 
vestibular
Adequação da linha 
equatorial por 
lingual/palatino
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Preparo dos descansos oclusais, incisais e em cíngulo 
O descanso deve ter um formato que proporcione condições para efetividade do apoio a ser assentado 
sobre ele. Essa efetividade se vincula diretamente à garantia de que as cargas serão transmitidas axialmente 
ao dente suporte, ou ainda, que o princípio da fixação fique plenamente assegurado durante a função 
mastigatória. Os descansos poderão ser oclusais, incisais ou em cíngulo. 
Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos 
 
Podem ocorrer duas situações em relação aos dentes suportes: a retenção exagerada (quando há a 
exagerada inclinação do longo eixo do dente suporte) ou a insuficiência e até mesmo ausência de área 
retentiva. 
 
Dente suporte
Duas situações
Retenção 
exagerada
Insuficiência 
de área 
retentiva
Ausência de 
área retentiva
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A constatação da falta de retenção de um dente suporte terá de ser definida durante o planejamento. 
A mudança na direção de inserção poderá redistribuir mais equanimemente a extensão da área retentiva 
quando o problema decorre da inclinação dos longos eixos dos dentes suportes. 
Entretanto, se o problema decorre da ausência de convexidades axiais, ao ponto que a linha equatorial 
esteja muito cervical ou até mesmo inexista, pode-se utilizar os seguintes recursos para contornar esse 
problema: restaurações do tipo classe V e coroas totais. 
Restaurações classe V Coroas Totais 
Maneira menos agressiva, prática e econômica para 
o esmalte para alterar a anatomia da face vestibular 
do elemento, adequando-a às condições de suporte 
Modificação de todas as superfícies do dente 
suporte, permitindo que essas superfícies sejam 
devidamente paralelizadas com a via de inserção, 
determinada na fase de planejamento. 
O aumento de coroa clínica também é um recurso que pode ser utilizado quando há o recobrimento parcial 
da coroa anatômica por tecido gengival e, até mesmo, tecido ósseo. Esse recobrimento é muito comum na 
região de segundos e terceiros molares, sendo facilmente constatados radiograficamente. 
As imagens abaixo mostram o aumento de coroa em dente com recobrimento parcial da coroa anatômica: 
 
Figuras: Todescan (1996) 
 
 
 
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MOLDAGEM EM PPR 
No contexto da prótese parcial removível, a moldagem sempre terá por objetivo a reprodução de todo arco 
dental remanescente, seja superior ou inferior, já que a PPR pronta sempre será bilateral. 
A obtenção de bons modelos vai depender de uma série de fatores vinculados, primeiramente à qualidade 
dos materiais envolvidos, tanto na obtenção do molde quanto na construção do modelo; à seleção correta 
da moldeira; ao ato da moldagem propriamente dito e aos cuidados com o molde obtido. 
Para compreendermos melhor esse assunto, vamos memorizar primeiro que em PPR não há 
obrigatoriedade da moldagem funcional para todos os casos. Em prótese total, a moldagem funcional é 
obrigatória tendo em vista que a prótese será toda apoiada totalmente em fibromucosa (prótese 
mucossuportada). Em PPR, como há também o suporte dos dentes, casos específicos necessitarão da 
moldagem funcional. 
Mas como assim, professora? 
 
Em PPR, as próteses podem ser DENTOSSUPORTADAS ou DENTOMUCOSSUPORTADAS. 
➢ Dentossuportadas: são as próteses confeccionadas em classes II e III de Kennedy, nas quais o 
suporte da prótese acontece mais em dentes remanescentes do que em fibromucosa. 
➢ Dentomucossuportadas: são as próteses confeccionadas em classes I e IV de Kennedy. Essas 
possuem grande parte de suporte em fibromucosa, o que pode gerar movimentos de alavanca nos 
dentes suportes devido à deformação desses tecidos, que geram movimentos de rotação e translação 
na base da prótese. 
 
Logo, em prótese parcial removível, a moldagem funcional será realizada nos casos de PRÓTESES 
DENTOMUCOSSUPORTADAS, ou seja, naqueles casos de PPRs que possuem grande suporte em 
fibromucosa, o que influencia na biomecânica da prótese. Observe o esquema abaixo: 
 
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Entendendo esse esquema você já entendeu a base de como acontece os procedimentos de moldagem em 
PPR. 
 
 
Após a realização do exame clínico (anamnese + exame físico), solicita-se exames radiográficos e outros 
exames complementares, caso necessário. Nesse momento, é realizada uma moldagem inicial queirá gerar 
um modelo de estudo, sobre o qual o caso será estudado e planejado. 
Após delineamento, planejamento do desenho da armação metálica e realização todos os preparos de 
boca de PPR (confecção de nichos, planos guia, restaurações, desgastes entre outros) será realizada uma 
nova moldagem, moldagem essa por meio da qual será obtido o modelo de trabalho para envio ao 
laboratório e confecção da armação metálica. 
Classe I e IV de Kennedy
Moldagem inicial
Moldagem funcional
Classe II e III de Kennedy
Moldagem inicial
Moldagem de trabalho
MOLDAGEM EM PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
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É nesse momento que entrará a moldagem funcional para casos de próteses dentomucossuportadas, que 
como veremos adiante, pode ser realizada de quatro maneiras diferentes e também em momentos distintos 
das provas da peça. 
O esquema a seguir mostra uma maneira bastante simplificada de entender a sequência de moldagem em 
prótese parcial removível. 
 
 
 
LEMBRE-SE SEMPRE! Apenas em casos de próteses dentomucossuportadas, se realiza a moldagem 
funcional após o preparo de boca. Em próteses dentossuportadas, uma moldagem simples (estática) é 
suficiente. 
Moldagem anatômica 
A moldagem inicial em PPR é a primeira moldagem realizada no paciente parcialmente desdentado. Alguns 
autores também usam o termo moldagem anatômica para definir essa moldagem. 
Conforme vimos acima, a moldagem inicial é feita após os exames iniciais do paciente, algumas vezes 
complementando estes em casos de necessidade de intervenção cirúrgica para remoções de tórus ou outros 
procedimentos cirúrgicos pré-protéticos. 
A moldagem inicial pode ser realizada com alginato, silicone de condensação, silicone de adição, 
polissulfeto/mercaptanas ou poliéter, cujas características já estudamos. 
 
 
 
 
O material de eleição para a realização da moldagem inicial é o ALGINATO, uma vez que segundo Todescan 
et. al (1996) possui qualidades elásticas satisfatórias, boa estabilidade dimensional e resistência suficiente 
para a remoção do molde das superfícies convexas dos dentes (apresentando áreas retentivas) sem que 
1º moldagem 
(inicial)
Preparo de boca
2º moldagem 
(funcional ou não)
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ocorram rupturas. Porém, é unânime a recomendação de que o preenchimento com gesso seja feito 
imediatamente após a obtenção do molde, devido às características do material de perder (sinérese) ou 
absorver (embebição) de água com muita facilidade em função do tempo e diferentes condições de 
armazenamento. 
 
O molde obtido na moldagem inicial deverá ser preenchido com gesso do tipo III, a partir do qual teremos 
o modelo de estudo, sobre o qual será feito o delineamento e planejamento da armação metálica pelo 
cirurgião-dentista. 
Para realizar a moldagem inicial em PPR, alguns passos devem ser seguidos, sendo eles: 
➢ Seleção da moldeira de estoque: o cirurgião-dentista deverá ter em mãos as moldeiras para cada arco 
estéreis e verificar se recobrem totalmente a área de interesse à moldagem. Caso negativo, 
selecionar a moldeira de tamanho adequado. 
➢ Individualização da moldeira de estoque: a individualização da moldeira visa fazer pequenas 
adaptações da moldeira de estoque às peculiaridades de tamanho, forma e grau de mutilação dos 
diferentes arcos a serem moldados. É feita, geralmente, com cera utilidade. 
➢ Moldagem propriamente dita 
A moldagem propriamente dita com o alginato disporá de alguns passos: 
 
O molde deverá ser removido com um movimento brusco e de direção única coincidente com a direção 
aproximada dos longos eixos dos dentes. É aconselhado romper o fecho periférico movimentando-se os 
lábios, digitalmente, enquanto se insere ar na região com a seringa. 
Após remoção do molde, esse deve ser cuidadosamente examinado a fim de observar aspectos que podem 
representar falhas na moldagem como: rupturas, falta de material, deslocamento do material da moldeira, 
áreas de compressão com o aparecimento das bordas da moldeira, entre outros. 
Estando tudo certo, será feita a desinfecção do molde e vazamento com gesso do tipo III. Relembre os 
materiais utilizados na desinfecção: 
Introdução da 
moldeira na boca
Centralização Aprofundamento Tempo de espera da 
geleificação
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Após presa final do gesso, o modelo resultante deverá ser deixado ao ar para a sua desidratação. 
 
Moldagem de trabalho 
Em próteses dentossuportadas (classe II e III de Kennedy), após o preparo de boca, será feita a chamada 
moldagem de trabalho que consiste na moldagem realizada para obtenção do modelo de trabalho, no qual 
será feita a armação metálica pelo técnico de laboratório. 
Nesse tipo de prótese não é necessária a moldagem funcional pois a sustentação desse tipo de prótese 
vem inteiramente dos dentes suportes por intermédio dos apoios oclusais. Logo a base da prótese 
estabelecerá uma relação passiva com a fibromucosa. 
Essa moldagem pode ser feita com o próprio alginato ou os materiais elastoméricos que vimos 
anteriormente. 
O material, na maioria das vezes, utilizado para essa moldagem é o próprio alginato. Porém, o silicone de 
adição, devido às suas excelentes características de estabilidade dimensional e reprodução de detalhes pode 
ser empregado com bastante segurança. Os silicones de adição são de simples manipulação, possuindo uma 
mistura pesada, uma pasta catalisadora e uma mistura leve, que pode ser regular ou fluída. 
Após realização da moldagem, deverá ser feito o protocolo de desinfecção dos moldes e vazamento do 
gesso especial tipo IV, pois como vimos anteriormente possui maior resistência e reprodução de detalhes. 
Vale lembrar que o tempo entre a moldagem e o vazamento do gesso pode variar de acordo com o material 
de moldagem utilizado na moldagem de trabalho. 
Moldagem funcional 
Alginato
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o 
molde em recipiente hermético por 10 minutos.
Poliéter
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o 
molde em recipiente hermético por 10 minutos.
Silicones
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1% ou imersão 
Glutaraldeído a 2% por 10 minutos.
Polissulfeto Hipoclorito a 1% ou Glutaraldeído a 2%
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Para próteses dentomucossuportadas do tipo classe I e classe IV de Kennedy, a moldagem funcional já será 
a própria moldagem de trabalho. Ou seja, a partir dessa, será obtido o modelo de trabalho em gesso do 
tipo IV com a reprodução dinâmica dos tecidos que serão envolvidos no suporte da base da prótese. 
➢ Por quê realizar moldagem funcional em próteses dentomucossuportadas? 
 
Nesse tipo de prótese (extremidades livres bilaterais ou espaços anteriores extensos), a simples 
moldagem para captação da fibromucosa em seu estado de repouso não constituirá condição 
suficiente para prover uma sustentação adequada para esse tipo de prótese, porque, no caso, caberá 
à fibromucosa estabelecer com a base da prótese uma relação ativa. Daí surge a necessidade de 
registrar a fibromucosa, no ato da moldagem, em seu estado funcional. 
 
 
Caso a PPR for construída sobre um modelo resultanteapenas da moldagem simples e instalada na boca do 
paciente, estabelecerá com os dentes suportes e a fibromucosa do rebordo residual, de extremidade livre, 
um sistema biomecânico em desequilíbrio. Isso significa que ao se exercer força sobre os dentes artificiais, 
estando a base rigidamente retida aos dentes suportes, por meio dos grampos, a capacidade de cedência da 
fibromucosa deixaria para os dentes remanescentes a total responsabilidade pela neutralização da carga 
exercida. 
Seria estabelecido um efeito de uma ALAVANCA EXTREMAMENTE POTENTE, na qual o dente suporte 
desempenharia tanto um papel de fulcro quanto de carga. 
 
 
 
O objetivo da moldagem funcional é minimizar o efeito de alavanca exercido sobre o dente principal de 
suporte, já que eliminá-lo é impossível. É necessário para isso dispor de um recurso que registre a 
fibromucosa em funcionamento, ou seja, sob COMPRESSÃO. 
O objetivo de uma moldagem funcional não é apenas registrar a fibromucosa em funcionamento 
compressivo, mas também estabelecer os limites corretos da área de suporte fibromucoso. 
Os materiais utilizados na moldagem funcional devem promover a esperada compressão da fibromucosa no 
ato da moldagem. Para isso, assim como na prótese total, para a moldagem do selado periférico será 
utilizada godiva em bastão e para a moldagem funcional propriamente dita poderá ser utilizada a pasta 
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==313c50==
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zincoenólica ou os materiais elastoméricos (poliéter, polissulfeto, silicone de adição fluído ou silicone de 
condensação fluído). Observe o esquema abaixo: 
 
 
 
 
 
 
Você sabia que a resiliência da fibromucosa é diferente da resiliência do ligamento periodontal? 
O ligamento periodontal possui uma média de 0,15 a 0,25mm de movimentação, já a fibromucosa possui 
1,3mm de movimentação. Com esses dados, você consegue perceber que a PPR quando mais apoiada em 
fibromucosa (prótese dentomucossuportada - classe I e IV de Kennedy) possui maior movimentação, 
gerando um movimento de alavanca. 
 
Um dos procedimentos mais indicados para diminuir a alavanca em próteses dentomucossuportadas é o 
procedimento de moldagem funcional, podendo ser combinado a outras técnicas no planejamento da 
estrutura metálica das PPRs. 
 
São descritas 5 técnicas de moldagem funcional em PPR na literatura, sendo elas: 
Selado periférico
Godiva de baixa fusão em 
bastão
Moldagem funcional 
propriamente dita
Pasta Zincoenólica
Poliéter
Silicone de adição
Silicone de condensação
Polissulfeto
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1) Técnica da moldagem dupla 
2) Técnica do modelo alterado (também denominada técnica do modelo dividido, seccionado ou técnica 
de McCracken) 
3) Técnica da boca fechada 
4) Técnica da moldeira individual 
5) Técnica de Rapuano 
Essas técnicas podem ser realizadas antes da confecção da armação metálica ou depois que a armação já 
está pronta. Vamos ver agora as principais características de cada uma dessas técnicas.Minha dica é: 
memorize as técnicas que acontecem antes e depois da confecção da armação metálica. Lembre-se que a 
técnica do modelo alterado (técnica de McCracken) e a técnica da boca fechada ocorrem APÓS a armação 
metálica ser confeccionada, já a técnica da moldagem dupla, da moldeira individual e de Rapuano ocorrem 
ANTES da armação ser confeccionada, já que essas moldeiras individuais são confeccionadas diretamente 
sob o modelo de estudo. Veja o esquema a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
Antes da 
confecção da 
armação metálica
Técnica da 
moldagem 
dupla
Técnica da 
moldeira 
individual
Técnica de 
Rapuano
Após a confecção 
da armação 
metálica
Técnica do 
modelo 
alterado
Técnica da 
boca fechada
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao fim do nosso conteúdo teórico de prótese parcial removível. Sugiro que grife os pontos mais 
importantes, faça anotações e releia. Espero que tenha facilitado seu entendimento do conteúdo! 
Estou à disposição para qualquer dúvida que surgir. 
Até a próxima! 
Abraços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
TODESCAN, Reynaldo e SILVA, Eglas Edmur Bernardes da e SILVA, Odilon José da. Atlas de prótese parcial 
removível. São Paulo: Santos, 1998. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1. (CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2024) Via de regra, os aparelhos parciais removíveis são indicados para 
os casos de parcialmente edentados em que năo seja possível a indicaçäo das próteses fixas. De acordo 
com Todescan (1996), são indicaçöes para confecçâo de aparelhos parciais removíveis, EXCETO: 
a) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida. 
b) Excessiva perda de tecido ósseo. 
c) Necessidade da recolocação imediata dos dentes anteriores. 
d) Problemas motores 
e) Estado físico e emocional do paciente 
 
Comentários: 
 
A questão quer a alternativa que não seja uma indicação para a confecção de aparelhos parciais removíveis. 
Vejamos as alternativas: 
 
A alternativa A está correta, logo não é gabarito da questão. Dentes suportes com sustentação periodontal 
reduzida podem ser usados como suporte de prótese parcial removível. Quando comparada à prótese fixa, 
a PPR é bem indicada nesses casos, pois, segundo Todescan et. al (1996), possibilitará uma estabilização 
cruzada, propiciando, ao mesmo tempo, condições de suporte nos dois hemiarcos, assim como no rebordo 
residual, pela forma característica da sela. No caso do arco superior, além dor recurso fornecido pela sela, 
teremos o da barra, cuja amplitude poderá ser aumentada de maneira a conferir, em grau máximo, os 
benefícios da estabilização horizontal cruzada. 
 
A alternativa B está correta, logo não é o gabarito da questão. Casos com excessiva perda de tecido ósseo 
são indicações de próteses parciais removíveis, pois essas restabelecem estética e função por meio da sela, 
fornecendo suporte para os lábios e bochechas, e restabelecendo o contorno facial de forma harmônica. 
 
A alternativa C está correta, logo não é o gabarito da questão. Em caso de necessidade imediata dos dentes 
anteriores, podem ser realizadas próteses parciais removíveis funcionando como próteses imediatas durante 
o período de cicatrização. Um detalhe importante é que essas próteses terão como elementos de retenção 
grampos adaptados de fio de aço inoxidável ou de ouro trefilado. 
 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Problemas motores constituem uma 
contraindicação no caso das próteses parciais removíveis, uma vez que o paciente não consegue contribuir 
com a higienização desta, bem como pode sofrer acidentes com o aparelho. 
 
A alternativa E está correta e não é o gabarito da questão. Próteses parciais removíveis são indicadas para 
pacientes enfermos ou emocionalmente abalados. Nesses casos, poderá ser confeccionada uma prótese como mínimo de preparos possíveis, aguardando-se a época mais apropriada para a realização de um trabalho 
com caráter mais definitivo. 
 
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2. (CSM/Prótese Dentária - 2024) O preparo da boca para receber uma prótese parcial removível é por 
definição a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger os elementos remanescentes. 
Segundo Todescan (1996), qual é o procedimento que faz parte do preparo biostático dos dentes 
remanescentes? 
a) Preparo dos planos-guia proximais. 
b) Preparo dos descansos oclusais, incisais e de cíngulo. 
c)Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos. 
d) Nivelamento do plano oclusal. 
e) Adequação da linha equatorial ao braço de retenção 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O preparo dos planos-guias proximais consiste em uma das etapas do preparo 
das superfícies axiais dos dentes suportes, não fazendo parte do preparo biostático dos dentes 
remanescentes. 
A alternativa B está incorreta. Assim como o preparo dos planos-guias proximais, o preparo dos descansos 
(nichos) oclusais é realizado na etapa de preparo das superfícies axiais dos dentes suportes. 
A alternativa C está incorreta. A modificação da forma anatômica dos dentes suporte ocorre na adequação 
da linha equatorial ao braço de retenção por meio de desgaste seletivo ou acréscimos de resina. Esse passo 
ocorre na etapa das superfícies axiais dos dentes suporte, após a o preparo biostático. 
A alternativa D está correta. O nivelamento do plano oclusal faz parte do preparo biostático dos dentes 
suportes, com o objetivo de restabelecer a posição dos dentes remanescentes na direção anteroposterior. 
Esse pode ser realizado por desgastes, acréscimos ou por meio de tratamento ortodôntico. 
A alternativa E está incorreta. Como vimos, a adequação da linha equatorial ao braço de retenção é feita 
após o preparo biostático, no momento do preparo das superfícies axiais dos dentes suportes. 
3.(CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Todescan (1996) para entender bem a classificaçăo de 
Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate. Assim, assinale a opção correta. 
a) Se estão presentes os terceiros molares e vão ser utilizados como suportes, não devem ser 
considerados na classificação. 
b) A classificação deve ser anterior ao preparo da boca, visto que novas extrações poderão alterá-la. 
c) O número da zona modificante não influi, mas o fator determinante é a sua extensão. 
d) Quando existem zonas endentadas adicionais na mesma arcada, a(s) zona(s) mais anterior(es), com 
exceção da correspondente aos terceiros molares rege(m) a classificação. 
e) Só as classes I, II, III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV as zonas 
endentadas adicionais resultariam posteriores à "zona endentada bilateral simples". 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta, pois caso os terceiros molares sejam usados como dentes suportes, eles 
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deverão sim ser considerados na classificação. 
 
A alternativa B está incorreta, a classificação deverá ser feita APÓS o preparo de boca, pois a exodontia 
de qualquer dente pode alterar a classificação. 
 
A alternativa C está incorreta. A extensão da área edentada não influencia na classificação, mas sua 
presença sim. Logo, independente da extensão da área edentada, haverá modificação. 
 
A alternativa D está incorreta. Quando existem zonas edentadas na mesma arcada, o que determinará 
a classificação são as zonas mais POSTERIORES. 
 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A classe IV é a única que não permite subdivisões 
nas regras de Applegate. 
 
4.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas 
ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é chamado de: 
 
a) Articulador. 
b) Verticulador. 
c) Delineador. 
d) Régua de Fox. 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta, pois a definição não se refere ao articulador e sim ao delineador. 
A alternativa B está incorreta, o conceito não se refere ao verticulador. Esse instrumento é raramente 
utilizado atualmente. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O instrumento usado para determinar o paralelismo 
relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é 
chamado de DELINEADOR. 
A alternativa D está incorreta, pois a ´régua de fox é um material utilizado em prótese total na fase dos 
planos de cera. 
 
5.(CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) De acordo com Todescan (1996), a respeito de delineador, assinale a 
opção INCORRETA. 
 
a) É um instrumento usado para determinar paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou 
outras partes do modelo de uma arcada dentária. 
b) Também é chamado de paralelômetro, tangenciômetro e paralelígrafo. 
c) É empregado para a realização de várias etapas na sequência de construção de um aparelho parcial 
removível, desde a fase inicial, correspondente à análise do modelo de trabalho, que precede o 
planejamento, até os mais complexos trabalhos de fresagem ou construção de encaixes para aparelhos 
parciais removíveis. 
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d) Foi concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o necessário 
balizamento para a execução de todas as etapas de sua construção. 
e) O delineador propriamente: dito é constituído pela plataforma, haste vertical fixa, braço horizontal, haste 
cursora e mandril. 
 
Comentários: 
 
Vamos avaliar cada uma das alternativas: 
 
A alternativa A não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. 
A alternativa B não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, pois a análise do modelo de trabalho não é feita 
na fase inicial e não precede o planejamento. O modelo utilizado nessa fase é o de estudo. 
A alternativa D não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. 
A alternativa E não é o gabarito da questão, pois a afirmativa está correta. 
 
6.(CSM/Prótese Dentária/2023) Segundo Todescan (1996) dentre os principais grampos circunferenciais e 
de retenção à barra, o grampo T é o mais frequentemente indicado. Com relação a esse grampo, assinale 
a alternativa correta. 
a) O grampo T geralmente é usado combinado com um braço de oposição e um grampo circunferencial. 
b) A indicação do grampo T é consequência da localização da área de menor retenção. 
c) O grampo T deve ser indicado no caso de excessivo socavado cervical (ângulo morto acentuadamente 
grande). 
d) A flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T não é controlada pelo comprimento do 
braço de aproximação 
e) O grampo T não é indicado para pré-molares e molares inferiores. 
 
Comentários: 
Vejamos cada uma das alternativas que trazem conceitos do grampo em T: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O grampo em T geralmente é usado combinado com 
um braço de oposição de um grampo circunferencial, com uma placa proximal e um apoio com o seu 
correspondente conector menor que o une ao conector maior. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que a indicação do grampo em T é em consequência da localização 
da área de MAIOR retenção. 
Larissa Oliveira Ramos Silva, RaquelCardoso
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A alternativa C está incorreta, pois o grampo em T, assim como os demais grampos a barra, NÃO deve ser 
indicado em casos de excessivo socavado cervical (ângulo morte acentuadamente grande) e em áreas de 
exagerada retenção entre a via de inserção e a superfície dos tecidos moles adjacentes. 
A alternativa D está incorreta, pois a flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T é 
controlada pelo comprimento do braço de aproximação e pelo afilamento uniforme e gradativo deste. 
A alternativa E está incorreta, pois o grampo em T é indicado para incisivos, caninos, pré-molares e molares 
inferiores. 
7.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O componente do grampo em uma prótese parcial removível cuja 
função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função 
mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada, é chamado de: 
 
a) Nicho. 
b) Apoio. 
c) Sela. 
d) Conector. 
 
Comentários: 
 
O componente que é responsável por realizar a transmissão das cargas aos dentes suportes é o apoio. Logo, 
a alternativa correta e gabarito da questão é a B. 
A alternativa A está incorreta, pois o nicho é o descanso no qual o apoio será alojado. 
A alternativa C está incorreta, pois a sela é onde serão fixados os dentes artificiais. 
A alternativa D está incorreta, pois transmissão de cargas ao dente suporte não é função do conector menor 
nem maior. Além disso, o enunciado não especifica o conector, algo que é fundamental na PPR. 
 
8.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O primeiro autor a ter o seu nome ligado a uma classificação dos arcos 
parcialmente edentados foi Kennedy, que propôs em 1925 sua classificação com base na posição dos 
espaços edentados, em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério 
topográfico. Assinale a opção que corresponde à classe II de Kennedy. 
 
a) Espaço posterior intercalar. 
b) Edentado anterior bilateral. 
c) Edentado posterior unilateral. 
d) Espaço anterior intercalar. 
 
Comentários: 
 
A classe III de Kennedy se refere a espaço posterior intercalar, ou seja, com dentes na região anterior e 
posterior a esse espaço. Logo, a alternativa A é o gabarito da questão. 
A alternativa B está incorreta, pois não existe essa classificação. 
A alternativa C está incorreta, pois a classificação descrita se refere à classe II de Kennedy. 
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A alternativa D está incorreta, pois espaço anterior intercalar com envolvimento da linha média se refere à 
classe IV de Kennedy. 
 
9.(CADAR/Prótese Dentária/2023) Denomina-se apoio o componente do grampo cuja função principal é 
assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam 
transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada. Assinale abaixo a localização mais indicada dos 
apoios principais no caso de uma prótese dentomucossuportada. 
 
a) Região de fossetas e cristas marginais, independentemente se distantes ou contíguas ao espaço protético. 
b) Região de fossetas e cristas marginais distantes do espaço protético. 
c) Região de fossetas e cristas marginais contíguas ao espaço protético. 
d) Anteriormente à linha de fulcro nas classes I e II. 
 
Comentários: 
Na prótese dentomucossuportada, há necessidade de um deslocamento do ponto de aplicação do apoio de 
modo que fique distante do espaço protético. Logo, o gabarito da questão é alternativa B. 
A alternativa A está incorreta, pois traz que a localização dos apoios independe da distância do espaço 
protético. 
A alternativa C está incorreta, pois traz que a localização deve ser contígua ao espaço protético. 
A alternativa D está incorreta, pois a localização dos apoios deve ser distante do espaço protético. 
 
10.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) As próteses parciais removíveis são aparelhos protéticos 
destinados a substituir, em um ou ambos os maxilares, um ou mais dentes ausentes, podendo ser 
removidas da boca, com relativa facilidade, tanto pelo paciente, quanto pelo profissional. É considerada 
uma contraindicação para as Prótese Parciais Removíveis: 
 
a) Utilização como aparelhos temporários e orientadores nas reabilitações bucais. 
b) Casos em que há falta de suporte posterior ao espaço protético. 
c) Espaços edentados extensos. 
d) Pacientes com problemas motores e/ou debilidade mental. 
 
Comentários: 
Vejamos cada uma das alternativas conforme Todescan (1996): 
A alternativa A não é o gabarito da questão, pois a prótese parcial removível é indicada para ser usada como 
aparelho temporário e orientador nas reabilitações bucais. 
A alternativa B não é o gabarito da questão, pois em casos de falta de suporte posterior ao espaço protético 
as PPRs são muito bem indicadas. 
A alternativa C não é o gabarito da questão, pois espaços edentados extensos são indicações de PPR. 
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A alternativa D é uma contraindicação de PPR e é o gabarito da questão. Conforme vimos, pacientes com 
problemas motores e/ou debilidade mental são contraindicações de PPR. 
 
11.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) No planejamento de uma prótese parcial removível, o traçado das 
linhas Equatoriais de um dente é uma das fases do planejamento. A localização abaixo da linha do equador 
protético refere-se a uma área: 
 
a) Retentiva. 
b) Expulsiva. 
c) Neutra. 
d) Plana. 
 
Comentários: 
Conforme vimos, o traçado da linha equatorial protética confere à coroa o aspecto de uma figura geométrica, 
representada por dois cones de bases justapostas, um localizado oclusalmente em relação à linha de união 
e outro cervicalmente. O cone oclusal é expulsivo, por isso é chamado de zona expulsiva do dente e o cone 
cervical é retentivo, sendo chamado de cone retentivo ou zona retentiva. Logo, a área abaixo da linha do 
equador protético é uma área RETENTIVA. O gabarito da questão é a alternativa A. 
A alternativa B está incorreta, pois a área é retentiva e não expulsiva. 
A alternativa C está incorreta, pois a área é retentiva e não neutra. 
A alternativa D está incorreta, pois a área é retentiva e não plana. 
12.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A classificação de Kennedy (1925) é baseada na posição dos espaços 
edentados em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. 
Além das classificações dos espaços protéticos considerados principais, este autor também classifica 
outros espaços protéticos como modificações dentro das classes. A única classe que não apresenta 
modificações é a: 
 
a) Classe I de Kennedy. 
b) Classe II de Kennedy. 
c) Classe III de Kennedy. 
d) Classe IV de Kennedy. 
 
Comentários: 
Segundo Kennedy (1925), a única classe que não apresenta modificações é a Classe IV de Kennedy. Logo, o 
gabarito é a alternativa D. 
A alternativa A está incorreta, pois a classe I permite modificações. 
A alternativa B está incorreta, pois a classe II permite modificações. 
A alternativa C está incorreta, pois a classe III permite modificações. 
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13.(CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Todescan (1996), dentre as classes da classificaçãode 
Kennedy, qual não pode ter modificações? 
a) I 
b) IV 
c) III 
d) II 
e) V 
 
Comentários: 
Sabemos que na classificação de Kennedy podem ocorrer modificações nas classes I, II e III. A classe IV não 
permite modificações, pois caso existisse mais um espaço protético, cairia dentro de uma das outras 
classificações. Logo, o gabarito é a alternativa B. 
A alternativa A está incorreta, pois a classe I permite modificações. 
A alternativa C está incorreta, pois a classe III permite modificações. 
A alternativa D está incorreta, pois a classe II permite modificações. 
A alternativa E está incorreta, pois não existe classe V de Kennedy. 
 
14.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A Prótese Parcial Removível é a parte da prótese dental que trata da 
construção de aparelhos protéticos do tipo dentossuportados e dentomucossuportados, destinados a 
substituir um ou mais dentes de um ou ambos os arcos. Baseando-se na classificação de Kennedy (1925), 
em um caso clínico no qual o paciente tem um espaço edentado posterior intercalar, podemos classificá-
lo como: 
 
a) Classe I de Kennedy. 
b) Classe II de Kennedy. 
c) Classe III de Kennedy. 
d) Classe IV de Kennedy. 
 
Comentários: 
 
Segundo a classificação de Kennedy, o caso do paciente que possui um espaço edentado posterior intercalar 
é um caso de Classe III de Kennedy, logo o gabarito é a alternativa C. 
A alternativa A está incorreta, pois a Classe I se refere aos espaços edentados posteriores bilaterais. 
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A alternativa B está incorreta, pois a Classe II se refere ao espaço edentado posterior unilateral. 
A alternativa D está incorreta, pois a Classe IV se refere ao espaço edentado anterior intercalar com 
envolvimento da linha média. 
15.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o 
que se afirmam ser partes que constituem o delineador. 
( )Pino Guia Incisal 
( ) Dispositivo condilar 
( ) Plataforma ou base do aparelho 
( ) Porta-modelos ou mesa analisadora 
De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
 
a) (F); (F); (V); (V). 
b) (V); (F); (V); (F). 
c) (V); (V); (F); (F). 
d) (F); (V); (F); (V). 
Comentários: 
Pino guia incisal é um dispositivo do articulador semiajustável. Dispositivo condilar não existe. 
Plataforma/base do aparelho e porta modelos são partes do delineador. Logo, a sequência correta é FFVV e 
o gabarito é a alternativa A. 
16.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Uma das classificações de apoios citados por Todescan et al. (2001) 
leva em consideração sua situação em relação ao contorno coronário. Sobre esta classificação, é incorreto 
afirmar que o apoio: 
 
a) intracoronário deve ser preparado apenas sobre esmalte dentário. 
b) intracoronário ocupa um nicho especialmente preparado para alojá-lo intracoronalmente. 
c) extracoronário é aplicado diretamente sobre o esmalte ou peça protética, sem qualquer tipo de preparo. 
d) extracoronário é recomendado para molares e pré-molares, quando a superfície oclusal de um ou mais 
dentes está “abaixo” do plano oclusal. 
 
Comentários: 
 
Vamos analisar as alternativas: 
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A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão, pois apoios intracoronários podem ser preparados 
sobre o esmalte dentário ou qualquer material restaurador. 
A alternativa B está correta, pois o descanso é preparado intracoronalmente para receber o apoio 
intracoronário. 
A alternativa C está correta, o apoio extracoronários é aquele que é aplicado diretamente sobre o suporte, 
sem qualquer preparo. 
A alternativa D está correta, apoios extracoronários são indicados para molares e pré-molares quando a 
superfície oclusal dos dentes está abaixo do plano oclusal. 
 
17.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.124) “corresponde à parte da 
prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores maiores. Poderá também unir um apoio, 
direto ou indireto, a estes componentes.” 
Nessa perspectiva, é correto afirmar que o componente da prótese parcial removível descrito é a/o 
a) Grade Lingual. 
b) Conector Menor. 
c) Equador Protético. 
d) Braço de Retenção. 
 
Comentários: 
 
O componente da prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores é o sistema ne conexão, 
ou seja, o conector menor. Logo, a definição se refere a ele. O gabarito da questão e alternativa correta é a 
B. 
A alternativa A está incorreta, pois grade lingual se refere a um aparelho ortodôntico. 
A alternativa C está incorreta, pois equador protético não é um componente da prótese. 
A alternativa D está incorreta, pois braço de retenção é um elemento do grampo de retenção que não tem 
a função acima descrita. 
 
18.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Todescan et al. (2001) descreve os planos-guia como duas ou mais 
superfícies “planas”, preparadas nas faces axiais das coroas dos dentes suportes, paralelas à via de 
inserção da prótese e, de tal maneira, distribuídas no arco, que dirijam inserção e remoção desta. 
 
Sobre esse tema, é correto afirmar que 
 
a) o seu preparo poderá ser efetuado diretamente sobre a dentina, ou sobre peças protéticas. 
b) quando preparado, os planos guias deverão ser o mais perpendicular possível aos longos eixos dos dentes 
suporte. 
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c) a possibilidade de se poder contar com os planos-guia deverão ser sempre cogitadas, no momento de 
estabelecer a via de inserção, na fase de planejamento e desenho da prótese. 
d) deverão se relacionar com as seguintes partes de um retentor extracoronário indireto: corpo, conector 
menor, placa guia, braço de retenção e, eventualmente, com a parte rígida do braço de oposição, no caso de 
um grampo circunferencial. 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta, pois o preparo dos planos guias deve ser feito nos dentes suportes, sobre o 
esmalte ou peças protéticas. 
A alternativa B está incorreta, pois os planos guias devem ser preparados PARALELAMENTE aos longos eixos 
dos dentes suportes. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. No momento de se estabelecer a via de inserção, na 
fase de planejamento da prótese, se pensa na confecção dos planos guias. 
A alternativa D está incorreta, pois esses componentes deverão se relacionar com essas partes do retentor 
extracoronário DIRETO. 
 
19.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.133), o “grampo que apresenta apoio 
oclusal e corpo voltados para o espaço protético, e dois braços – o de retenção e o de oposição – que 
partem do corpo em direção à face oposta ao espaço protético” é denominado corretamente de/em 
 
a) Akers. 
b) Anzol. 
c) Jackson. 
d) Ação Posterior. 
 
Comentários: 
 
A definição da questão se refere ao grampo circunferencial simples ou grampo de Akers. Logo, o gabarito é 
a alternativa A. 
A alternativa B está incorreta, pois o grampo em anzol é uma modificação do grampo circunferencial 
simples. 
A alternativa C está incorreta, pois o grampo de Jackson não possui as características do enunciado. 
A alternativa D está incorreta, pois o grampo de ação posterior ou “back-action” não possui as 
particularidades trazidas pelo enunciado. 
 
20.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), associe as colunasrelacionando 
corretamente o material de moldagem para Prótese Parcial Removível à sua respectiva indicação. 
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 MATERIAIS DE MOLDAGEM 
(1) Siliconas 
(2) Mercaptanas 
(3) Godivas de baixa fusão 
(4) Pastas Zinco-Eugenólicas 
 
INDICAÇÕES 
( ) Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. 
( ) Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses 
dentomucossuportadas. 
( ) Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os 
retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. 
( ) Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos 
próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. 
 
A sequência correta dessa associação é 
 
a) (2); (3); (4); (1). 
b) (2); (4); (3); (1). 
c) (3); (4); (1); (2). 
d) (4); (1); (3); (2). 
 
Comentários: 
Essa é uma questão de materiais dentários com aplicação em prótese parcial removível, muito rica para 
testar nossos conhecimentos com materiais. Vamos lá? 
 
Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. – Esse conceito se refere à godiva de 
baixa fusão, material ideal para a moldagem do selado periférico. 
Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses 
dentomucossuportadas. – Para a moldagem funcional propriamente dita do rebordo residual em próteses 
dentomucossuportadas, pode-se utilizar a pasta zincoeugenólica ou zincoenólica. 
Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os 
retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. – O material destinado à moldagem 
descrita é o silicone, pois é bastante indicado para moldagem de áreas retentivas. 
Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos 
próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. – 
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A definição se refere ao polissulfeto/mercaptanas, material que possui adesivo para aplicação e é indicado 
para moldar próteses unitárias. 
Logo, a sequência correta é 3,4,1,2 e o gabarito da questão é a alternativa C. 
 
21.(CSM/Prótese Dentária/2018) De acordo com Todescan (1996), a moldeira de estoque se caracteriza 
por ter o tamanho e a forma padronizados. Entretanto, sempre haverá uma variação nas dimensões de 
um caso para o outro e, por conseguinte, a necessidade de se fazer pequenas adaptações, na moldeira de 
estoque, às peculiaridades de forma, tamanho e grau de mutilação dos diferentes arcos a serem moldados. 
A respeito da individualização das moldeiras de estoque, assinale a opção correta. 
 
a) Diversos materiais podem ser empregados: entretanto, o ideal é o uso rotineiro da godiva, dada a sua 
plasticidade. 
b) No caso da moldagem do maxilar, a individualização deve ser finalizada pela abóbada palatina. 
c)O uso da cera utilidade não é recomendado, pois dificulta a retenção do alginato. 
d)Ainda durante a individualização, antes da moldagem com alginato, devem ser feitas trações nos músculos 
dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. 
e) Caso seja “utilizada” cera utilidade, é preferível o uso do adesivo para alginato às retenções mecânicas 
feitas com instrumentos cortantes (LeCron). 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta, pois os materiais normalmente usados são a godiva e a cera utilidade. O ideal 
seria o uso da godiva, dada a sua RIGIDEZ. 
A alternativa B está incorreta, pois na moldagem do maxilar pode-se começar a individualização pela 
abóbada palatina. 
A alternativa C está incorreta, pois tendo sido feita a seleção correta da moldeira, pode-se utilizar 
tranquilamente a cera utilidade. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, durante a individualização da moldeira, devem ser 
feitas trações nos músculos dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. 
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A alternativa E está incorreta, pois não é utilizado adesivo para alginato como o examinador traz. São 
realizadas retenções mecânicas com instrumentos cortantes (LeCron) para propiciar condições de retenção 
ao alginato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2024) Via de regra, os aparelhos parciais removíveis são indicados para 
os casos de parcialmente edentados em que năo seja possível a indicaçäo das próteses fixas. De acordo 
com Todescan (1996), são indicaçöes para confecçâo de aparelhos parciais removíveis, EXCETO: 
a) Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida. 
b) Excessiva perda de tecido ósseo. 
c) Necessidade da recolocação imediata dos dentes anteriores. 
d) Problemas motores 
e) Estado físico e emocional do paciente 
 
2. (CSM/Prótese Dentária - 2024) O preparo da boca para receber uma prótese parcial removível é por 
definição a série de procedimentos que vão reparar, alterar ou proteger os elementos remanescentes. 
Segundo Todescan (1996), qual é o procedimento que faz parte do preparo biostático dos dentes 
remanescentes? 
a) Preparo dos planos-guia proximais. 
b) Preparo dos descansos oclusais, incisais e de cíngulo. 
c)Modificações da forma anatômica dos dentes suportes não retentivos. 
d) Nivelamento do plano oclusal. 
e) Adequação da linha equatorial ao braço de retenção 
3.(CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Todescan (1996) para entender bem a classificaçăo de 
Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate. Assim, assinale a opção correta. 
a) Se estão presentes os terceiros molares e vão ser utilizados como suportes, não devem ser 
considerados na classificação. 
b) A classificação deve ser anterior ao preparo da boca, visto que novas extrações poderão alterá-la. 
c) O número da zona modificante não influi, mas o fator determinante é a sua extensão. 
d) Quando existem zonas endentadas adicionais na mesma arcada, a(s) zona(s) mais anterior(es), com 
exceção da correspondente aos terceiros molares rege(m) a classificação. 
e) Só as classes I, II, III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV as zonas endentadas 
adicionais resultariam posteriores à "zona endentada bilateral simples". 
 
4.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O instrumento usado para determinar o paralelismo relativo de duas 
ou mais superfícies de dentes ou outras partes do modelo de uma arcada dentária é chamado de: 
 
a) Articulador. 
b) Verticulador. 
c) Delineador. 
d) Régua de Fox. 
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5.(CSM/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) De acordo com Todescan (1996), a respeito de delineador, assinale a 
opção INCORRETA. 
 
a)É um instrumento usado para determinar paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou 
outras partes do modelo de uma arcada dentária. 
b) Também é chamado de paralelômetro, tangenciômetro e paralelígrafo. 
c) É empregado para a realização de várias etapas na sequência de construção de um aparelho parcial 
removível, desde a fase inicial, correspondente à análise do modelo de trabalho, que precede o 
planejamento, até os mais complexos trabalhos de fresagem ou construção de encaixes para aparelhos 
parciais removíveis. 
d) Foi concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o necessário 
balizamento para a execução de todas as etapas de sua construção. 
e) O delineador propriamente: dito é constituído pela plataforma, haste vertical fixa, braço horizontal, haste 
cursora e mandril. 
 
6.(CSM/Prótese Dentária/2023) Segundo Todescan (1996) dentre os principais grampos circunferenciais e 
de retenção à barra, o grampo T é o mais frequentemente indicado. Com relação a esse grampo, assinale 
a alternativa correta. 
a) O grampo T geralmente é usado combinado com um braço de oposição e um grampo circunferencial. 
b) A indicação do grampo T é consequência da localização da área de menor retenção. 
c) O grampo T deve ser indicado no caso de excessivo socavado cervical (ângulo morto acentuadamente 
grande). 
d) A flexibilidade e, consequentemente, a retenção com o grampo T não é controlada pelo comprimento do 
braço de aproximação 
e) O grampo T não é indicado para pré-molares e molares inferiores. 
7.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O componente do grampo em uma prótese parcial removível cuja 
função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função 
mastigatória sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada, é chamado de: 
 
a) Nicho. 
b) Apoio. 
c) Sela. 
d) Conector. 
 
 
8.(CADAR/Prótese Dentária/2023) O primeiro autor a ter o seu nome ligado a uma classificação dos arcos 
parcialmente edentados foi Kennedy, que propôs em 1925 sua classificação com base na posição dos 
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espaços edentados, em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério 
topográfico. Assinale a opção que corresponde à classe II de Kennedy. 
 
a) Espaço posterior intercalar. 
b) Edentado anterior bilateral. 
c) Edentado posterior unilateral. 
d) Espaço anterior intercalar. 
 
 
9.(CADAR/Prótese Dentária/2023) Denomina-se apoio o componente do grampo cuja função principal é 
assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam 
transmitidas aos dentes suportes de maneira adequada. Assinale abaixo a localização mais indicada dos 
apoios principais no caso de uma prótese dentomucossuportada. 
 
a) Região de fossetas e cristas marginais, independentemente se distantes ou contíguas ao espaço protético. 
b) Região de fossetas e cristas marginais distantes do espaço protético. 
c) Região de fossetas e cristas marginais contíguas ao espaço protético. 
d) Anteriormente à linha de fulcro nas classes I e II. 
 
10.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) As próteses parciais removíveis são aparelhos protéticos 
destinados a substituir, em um ou ambos os maxilares, um ou mais dentes ausentes, podendo ser 
removidas da boca, com relativa facilidade, tanto pelo paciente, quanto pelo profissional. É considerada 
uma contraindicação para as Prótese Parciais Removíveis: 
 
a) Utilização como aparelhos temporários e orientadores nas reabilitações bucais. 
b) Casos em que há falta de suporte posterior ao espaço protético. 
c) Espaços edentados extensos. 
d) Pacientes com problemas motores e/ou debilidade mental. 
 
 
11.(CADAR/PRÓTESE DENTÁRIA/2023) No planejamento de uma prótese parcial removível, o traçado das 
linhas Equatoriais de um dente é uma das fases do planejamento. A localização abaixo da linha do equador 
protético refere-se a uma área: 
 
a) Retentiva. 
b) Expulsiva. 
c) Neutra. 
d) Plana. 
 
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12.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A classificação de Kennedy (1925) é baseada na posição dos espaços 
edentados em relação aos dentes remanescentes no arco, portanto, segundo um critério topográfico. 
Além das classificações dos espaços protéticos considerados principais, este autor também classifica 
outros espaços protéticos como modificações dentro das classes. A única classe que não apresenta 
modificações é a: 
 
a) Classe I de Kennedy. 
b) Classe II de Kennedy. 
c) Classe III de Kennedy. 
d) Classe IV de Kennedy. 
 
 
13.(CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Todescan (1996), dentre as classes da classificação de 
Kennedy, qual não pode ter modificações? 
a) I 
b) IV 
c) III 
d) II 
e) V 
 
14.(CADAR/Prótese Dentária/2023) A Prótese Parcial Removível é a parte da prótese dental que trata da 
construção de aparelhos protéticos do tipo dentossuportados e dentomucossuportados, destinados a 
substituir um ou mais dentes de um ou ambos os arcos. Baseando-se na classificação de Kennedy (1925), 
em um caso clínico no qual o paciente tem um espaço edentado posterior intercalar, podemos classificá-
lo como: 
 
a) Classe I de Kennedy. 
b) Classe II de Kennedy. 
c) Classe III de Kennedy. 
d) Classe IV de Kennedy. 
15.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o 
que se afirmam ser partes que constituem o delineador. 
( )Pino Guia Incisal 
( ) Dispositivo condilar 
( ) Plataforma ou base do aparelho 
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( ) Porta-modelos ou mesa analisadora 
De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
 
a) (F); (F); (V); (V). 
b) (V); (F); (V); (F). 
c) (V); (V); (F); (F). 
d) (F); (V); (F); (V). 
 
16.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Uma das classificações de apoios citados por Todescan et al. (2001) 
leva em consideração sua situação em relação ao contorno coronário. Sobre esta classificação, é incorreto 
afirmar que o apoio: 
 
a) intracoronário deve ser preparado apenas sobre esmalte dentário. 
b) intracoronário ocupa um nicho especialmente preparado para alojá-lo intracoronalmente. 
c) extracoronário é aplicado diretamente sobre o esmalte ou peça protética, sem qualquer tipo de preparo. 
d) extracoronário é recomendado para molares e pré-molares, quando a superfície oclusal de um ou mais 
dentes está “abaixo” do plano oclusal. 
 
17.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.124) “corresponde à parte da 
prótese que une o grampo às malhas da sela e/ou aos conectores maiores. Poderá também unir um apoio, 
direto ou indireto, a estes componentes.” 
Nessa perspectiva, é correto afirmar que o componente da prótese parcial removível descrito é a/o 
a) Grade Lingual. 
b) Conector Menor. 
c) Equador Protético. 
d) Braço de Retenção. 
 
18.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Todescan et al. (2001) descreve os planos-guia como duas ou mais 
superfícies “planas”, preparadas nas faces axiais das coroas dos dentes suportes, paralelas à via de 
inserção da prótese e, de tal maneira, distribuídas no arco, que dirijam inserção e remoção desta. 
 
Sobre esse tema, é correto afirmar que 
 
a) o seu preparo poderá ser efetuado diretamente sobre a dentina, ou sobre peças protéticas.b) quando preparado, os planos guias deverão ser o mais perpendicular possível aos longos eixos dos dentes 
suporte. 
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c) a possibilidade de se poder contar com os planos-guia deverão ser sempre cogitadas, no momento de 
estabelecer a via de inserção, na fase de planejamento e desenho da prótese. 
d) deverão se relacionar com as seguintes partes de um retentor extracoronário indireto: corpo, conector 
menor, placa guia, braço de retenção e, eventualmente, com a parte rígida do braço de oposição, no caso de 
um grampo circunferencial. 
 
19.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan et al. (2001, p.133), o “grampo que apresenta apoio 
oclusal e corpo voltados para o espaço protético, e dois braços – o de retenção e o de oposição – que 
partem do corpo em direção à face oposta ao espaço protético” é denominado corretamente de/em 
 
a) Akers. 
b) Anzol. 
c) Jackson. 
d) Ação Posterior. 
 
20.(CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Todescan (2001), associe as colunas relacionando 
corretamente o material de moldagem para Prótese Parcial Removível à sua respectiva indicação. 
 
 MATERIAIS DE MOLDAGEM 
(1) Siliconas 
(2) Mercaptanas 
(3) Godivas de baixa fusão 
(4) Pastas Zinco-Eugenólicas 
 
INDICAÇÕES 
( ) Impressão do fecho periférico nos casos de moldagens funcionais. 
( ) Moldagem corretiva ou funcional das áreas de rebordo residual, em casos de próteses 
dentomucossuportadas. 
( ) Moldagens de cavidades múltiplas, destinadas às contenções fixas que servirão de ancoragem para os 
retentores do aparelho parcial removível, encaixes ou grampos. 
( ) Materiais à base de borracha, usados em moldeiras individuais pintadas internamente com adesivos 
próprios, indicados para moldar próteses unitárias, assim como para moldagens de cavidades múltiplas. 
 
A sequência correta dessa associação é 
 
a) (2); (3); (4); (1). 
b) (2); (4); (3); (1). 
c) (3); (4); (1); (2). 
d) (4); (1); (3); (2). 
 
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21.(CSM/Prótese Dentária/2018) De acordo com Todescan (1996), a moldeira de estoque se caracteriza 
por ter o tamanho e a forma padronizados. Entretanto, sempre haverá uma variação nas dimensões de 
um caso para o outro e, por conseguinte, a necessidade de se fazer pequenas adaptações, na moldeira de 
estoque, às peculiaridades de forma, tamanho e grau de mutilação dos diferentes arcos a serem moldados. 
A respeito da individualização das moldeiras de estoque, assinale a opção correta. 
 
a) Diversos materiais podem ser empregados: entretanto, o ideal é o uso rotineiro da godiva, dada a sua 
plasticidade. 
b) No caso da moldagem do maxilar, a individualização deve ser finalizada pela abóbada palatina. 
c)O uso da cera utilidade não é recomendado, pois dificulta a retenção do alginato. 
d)Ainda durante a individualização, antes da moldagem com alginato, devem ser feitas trações nos músculos 
dos lábios e das bochechas, a fim de imprimir as inserções e bridas musculares. 
e) Caso seja “utilizada” cera utilidade, é preferível o uso do adesivo para alginato às retenções mecânicas 
feitas com instrumentos cortantes (LeCron). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
 
 
1.D 15.A 
2.D 16.A 
3.E 17.B 
4.C 18.C 
5.C 19.A 
6.A 20.C 
7.B 21.D 
8.A 
9.B 
10.D 
11.A 
12.D 
13.B 
14.C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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03785310005 - Ritchely Corrêa ribeiropassível de solução com próteses fixas, os dentes remanescentes utilizáveis como suportes 
apresentam o ligamento periodontal muito reduzido pela perda óssea. 
Essa é uma situação que ocorre normalmente com pessoas de meia idade ou idosos, após tratamento 
periodontal. A indicação de próteses fixas implicaria a abrangência de um grande número de dentes 
pilares, em obediência a lei de Ante , o que as tornaria muito extensas, não trazendo benefícios. 
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A solução desses casos por meio de próteses parciais removíveis será grandemente vantajosa, pois 
possibilitarão uma estabilização cruzada, propiciando, ao mesmo tempo, condições de suporte nos dois 
hemiarcos, assim como no rebordo residual, pela forma característica da sela. Em se tratando de casos de 
arco superior, além do recurso fornecido pela sela, teremos o da barra, cuja amplitude poderá ser aumentada 
de maneira a conferir, em grau máximo, os benefícios da estabilização horizontal cruzada. 
 
 
Lei de Ante: A área total da raiz inserida no osso deve ser igual ou maior do que a área da raiz 
correspondente ao dente que será reposto pelo pôntico. Caso o valor de inserção periodontal dos pônticos 
seja maior do que o valor de inserção dos dentes de suporte, a prótese parcial fixa não poderá ser feita. 
 
4) Excessiva perda de tecido ósseo 
Na região anterior, entre caninos, especialmente do arco superior, onde a perda dos dentes incisivos é 
acompanhada de excessiva perda de tecido ósseo, a dificuldade de uma recuperação estética adequada 
frustrará a indicação de uma prótese fixa, ainda que os pilares atendam às exigências para a sua realização. 
Os pônticos ficariam longos e muito inclinados ou muito curvos no sentido palatovestibular, evidenciando 
a artificialidade do trabalho realizado. 
 A prótese parcial removível (PPR), além de conferir condições para um melhor posicionamento dos dentes 
artificiais, conferindo-lhes um aspecto mais natural, condicionará ao mesmo tempo, por melo de sua base 
ou sela, suporte para os lábios e as bochechas, possibilitando o restabelecimento harmônico do contorno 
facial. Esta é uma situação de ocorrência relativamente frequente, como consequência de traumas, cirurgias 
ou reabsorções ósseas exageradas em decorrência de fatores sistêmicos. 
Espaços protéticos que envolvam os caninos de ambos os lados, qualquer que sejam as condições do 
rebordo residual, configurarão uma área dentada extensa, considerada propícia para as próteses parciais 
removíveis. 
5) Necessidade da Recolocação Imediata dos Dentes Anteriores 
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Nos casos em que sejam indicadas extrações múltiplas de dentes anteriores, os aparelhos removíveis 
poderão funcionar como próteses imediatas, que serão usadas durante um determinado período 
enquanto se aguarda a consolidação do processo de cicatrização. 
6) No campo da cirurgia 
No campo cirúrgico, a prótese parcial removível representa também um valioso recurso de terapêutica 
auxiliar aos procedimentos cirúrgicos. Nas cirurgias de consultório, pode-se necessitar de "splints" 
confeccionados em resina acrílica, mantidos em posição por meio dos grampos das próteses removíveis, 
para servir de proteção pós-operatória em situações diversas em que se deseja repouso anatômico 
regional, como nas comunicações bucosinusais e em acidentes transoperatórios com comprometimento 
vascular, em que a imobilização regional cria facilidades à formação de um coágulo estável. 
7) Como auxiliares nas contenções de fraturas maxilares 
Nos casos de fraturas uni ou bimaxilares, acidentais ou provocadas por cirurgias ortognáticas, a imobilização 
dos maxilares poderá ser feita com aparelhos removíveis, os quais são amarrados entre si para permitir a 
reparação óssea com os dentes em oclusão correta. A vantagem desses aparelhos nos casos mencionados 
é que permitirá ao cirurgião fazer periodicamente a profilaxia dos dentes remanescentes, removendo as 
amarrias. 
8) Para Pequenas Movimentações 
Dentes inclinados ou em giroversão poderão ter suas posições corrigidas por intermédio de aparelhos 
removíveis. Neste caso, a força será aplicada ao dente ou dentes por meio de grampos agregados ao 
aparelho com esta finalidade, ou de elásticos que servirão da ancoragem fornecida pelo aparelho para 
promover a movimentação do dente para sua posição. 
9) Estado físico e emocional do paciente 
Para o paciente fisicamente enfermo ou emocionalmente abalado, todo trabalho que implique consultas 
muito prolongadas, compreendendo trabalhos muito elaborados e complexos - como costuma acontecer 
em preparos para próteses fixas - representará um desgaste muito grande de energia, às vezes, impossível 
de ser suportado pelo paciente enfermo. 
 Nesses casos, poderá ser construído um aparelho parcial removível, com o mínimo de preparos possíveis, 
aguardando-se, então, uma época mais apropriada para a realização de um trabalho de caráter mais 
definitivo. 
10) Como Aparelhos Temporários e Orientadores nas Reabilitações Bucais 
Nas grandes reabilitações bucais, nas quais não só a normalização da oclusão se torna necessária, mas 
também o fato de se ter um parâmetro para a futura prótese denominada definitiva, seja fixa seja 
removível, sempre há necessidade da indicação do aparelho provisório, para evitar que o paciente não só 
fique privado de dentes como também para aguardar o reparo tecidual. 
 
11) Como Protetor de Implantes 
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Os aparelhos removíveis também estão indicados como aparelhos de proteção aos implantes 
osseointegrados durante um período de 4 a 6 meses ou mais, em que se processa a osseointegração.
 
 
12) Fator de Ordem Econômica 
 
Não se pode, de modo algum, desconhecer a importância da realidade socioeconômica na indicação do tipo 
de aparelho protético a ser construído. Pode-se optar pelos aparelhos parciais removíveis de retenção a 
grampo, por exemplo, ao invés de outros trabalhos protéticos mais onerosos para atender as camadas 
menos privilegiadas da população, sob o ponto de vista de suas condições econômicas. 
 
 
 
Contraindicações 
As contraindicações para as próteses parciais removíveis estão restritas aos pacientes com problemas 
motores, debilidade mental ou ainda com pobre higiene bucal. Neste último caso, acredita-se na 
possibilidade de reeducação do paciente no sentido de que ele passe a realizar os hábitos de higienização 
necessários à manutenção da saúde bucal. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ARCOS PARCIALMENTE DENTADOS 
O objetivo de uma classificação é agrupar os representantes de uma população, seguindo os pontos de 
semelhança que apresentem entre si, de maneira a poder generalizar a todo esse grupo as leis ou 
conhecimentos relativos a cada representante em particular. 
 
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Os primeiros autores a apresentarem uma classificação dos arcos parcialmente desdentados foram Cummer, 
Kennedy e Rumpel. Cada autor procurou classificar os arcos parcialmente desdentados de acordo com 
determinados critérios que serviram de base para essa classificação como: a topografia, o rendimento do 
aparelho protético a ser construído,a função, a fisiologia e a biomecânica. 
 
A classificação que se baseia na via de transmissão das cargas mastigatórias ou no tipo de suporte do 
aparelho protético é utilizada até os dias atuais. Essa classificação é a mais antiga (criada antes do 
surgimento das outras classificações), mas continua sendo utilizada devido a sua grande utilidade do ponto 
de vista clínico. De acordo com essa classificação, os aparelhos protéticos são divididos em próteses 
dentossuportadas e dentomucossuportadas. Observe: 
 
 
 
✓ Próteses dentossuportadas - compreende as próteses parciais removíveis (PPRs) com maior suporte 
dentário. Nessas, a força mastigatória é transmitida ao osso alveolar por meio dos dentes pilares. São 
os casos de espaços intercalares (espaços nos quais o espaço protético é limitado por elementos 
dentários tanto na mesial quanto na distal). 
 
✓ Próteses dentomucossuportadas - compreende as PPRs nas quais as forças mastigatórias são 
transportadas ao osso alveolar por meio dos dentes pilares e da fibromucosa, sendo representadas 
pelos casos de extremidades livres e alavancas anteriores. 
 
 
 
 
 
 
Alguns autores trazem, ainda, o conceito de próteses mucodentossuportadas que compreenderiam 
as PPRs nas quais as forças mastigatórias são transportadas ao osso alveolar predominantemente por 
meio da fibromucosa, mas também através dos dentes. Representada pelos casos de espaços 
protéticos muito extensos (ausência de muitos elementos dentários) ou nos casos de extremidades 
livres bilaterais. Esses autores consideram três classificações: dentossuportadas, 
dentomucossuportadas e mucodentossuportadas. 
 
 
 
 
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Classificação das Próteses Parciais Removíveis (PPR) 
Quanto ao suporte e transmissão de cargas mastigatórias 
 
Dentossuportadas Dentomucossuportadas 
Suporte dentário. Força 
mastigatória transmitida ao osso 
alveolar pelos elementos 
dentários. 
Exemplo: espaços intercalares 
Suporte dentário e de fibromucosa. 
Força mastigatória transmitida ao 
osso alveolar pelos elementos 
dentários e pela fibromucosa. 
Exemplo: extremidades livres 
 
 
 
Classificação de Kennedy 
 
O primeiro autor a ter o nome ligado à classificação dos arcos parcialmente edentados foi Kennedy, que 
propôs, em 1925, a classificação baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes 
remanescentes no arco, segundo um critério topográfico. 
 
A classificação de Kennedy, conquanto seja uma classificação pioneira, é a que melhor consegue abranger a 
população dos parcialmente edentados, não existindo nenhum caso que não possa ser enquadrado em 
alguma das suas quatro classes. Logo, as provas de concurso trarão a classificação dos arcos conforme 
Kennedy. 
 
A classificação de Kennedy é feita da seguinte maneira: 
 
 
✓ Classe I - edentado posterior bilateral 
✓ Classe II - edentado posterior unilateral 
✓ Classe III - edentado posterior intercalar 
✓ Classe IV - edentado anterior intercalar com envolvimento da linha média 
 
 
 
 
 
 
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Classe I - edentado posterior bilateral 
 
Classe II - edentado posterior unilateral 
 
 
 
Classe III - edentado intercalar 
 
 
Classe IV - edentado anterior intercalar 
 
 
 
Imagens: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) 
 
 
Essas são as configurações das quatro classes de Kennedy com os espaços protéticos considerados principais, 
responsáveis pela determinação dos quatro tipos de grupamentos, segundo a semelhança apresentada pelos 
seus componentes entre si. 
 
 
✓ Classe I - As selas são bilaterais e se situam por trás dos dentes suportes. 
✓ Classe II - A sela é unilateral e se situa atrás dos dentes suportes, isto é, quando se tiver todos os 
dentes presentes de um lado da boca e todos os posteriores ausentes do lado oposto. 
✓ Classe III - É aquele tipo de caso em que o espaço edentado é intercalar e unilateral e, de igual modo, 
as selas. 
✓ Classe IV - É aquele tipo de caso em que a sela e inteiramente anterior aos suportes. O caso mais 
comum e aquele no qual foram perdidos os quatro incisivos e nenhum outro dente. 
 
Outros espaços protéticos que certamente ocorrerão, além do principal, serão considerados suplementares 
e determinarão modificações dentro da mesma classe. Com exceção da Classe IV, todas as outras classes 
poderão apresentar modificações. 
 
Enquanto a identificação da classe é feita por meio de algarismos romanos, as modificações serão 
representadas por algarismos arábicos. Assim, teremos, por exemplo, Classe I - Modificação 2; Classe Il - 
Modificação 3, etc. A classificação de Kennedy está baseada nas relações entre as selas e os dentes 
destinados a receber os retentores (grampos). 
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Modificações da Classificação de Kennedy 
 
Outros espaços protéticos que ocorrerão, além dos principais, determinarão as modificações dentro da 
mesma classe. 
 
A identificação da classe deverá ser feita por algarismos romanos (classe I, classe IV), enquanto as 
modificações serão representadas por algarismos arábicos (modificação 1, modificação 2). 
 
Todas as classificações permitirão modificações, com exceção da CLASSE IV. A classe IV não admite 
modificações, pois se existisse mais de um espaço protético, cairia dentro das outras três classificações. 
 
 
 
 
 
 
 
 Classe I e suas modificações 
 
 
 Classe II e suas modificações 
 
 
 
Classe III e suas modificações 
 
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Imagens: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) 
 
 
 
Como você classificaria esse arco edentado? 
 
Imagem: Lourenção, O arco parcialmente desdentado e suas classificações (2010) 
 
 
Esse arco edentado pode ser classificado como Classe I, modificação 1, uma vez que se trata de um arco 
edentado bilateral com a presença de 1 espaço protético além dos principais. 
 
 
 
 
Para compreender bem a classificação de Kennedy é preciso conhecer as regras de Applegate (1960): 
 
 
✓ A classificação deve ser posterior à etapa de preparo de boca, visto que novas extrações podem 
alterá-la; 
✓ Se o terceiro molar está ausente, não deve se levar em conta a zona edentada correspondente, pois 
os terceiros molares não serão recolocados; 
✓ Se estão presentes os terceiros molares e esses vão ser utilizados como suportes, devem ser 
considerados na classificação; 
✓ A área correspondente aos segundos molares ausentes, que por alguma razão não serão 
reposicionados, não deve ser considerada para efeito da classificação. 
✓ Quando existem zonas edentadas adicionais na mesma arcada, a zona ou zonas mais posteriores 
(com exceção da correspondente aos terceiros molares) regem a classificação. 
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✓ As zonas edentadas agregadas às que determinam a classificação primária indicam-se como 
MODIFICAÇÕES dessa classe e são indicadas por um número. 
✓ A extensão da zona modificante não tem influência,o fator determinante é o seu número. 
✓ Só as classes I, II e III podem ter modificações ou subdivisões, visto que na classe IV, as zonas 
edentadas adicionais resultariam posteriores à "zona edentada bilateral simples". 
 
 
 
 
Devemos mencionar, ainda, que para ser caracterizada como classe IV, há a necessidade que área 
desdentada envolva também a linha média, ou seja, que os incisivos centrais estejam ausentes 
 
SISTEMAS DAS PPRS 
No contexto da PPR, a palavra sistema é utilizada para nominar grupos de elementos que desempenham, 
no funcionamento desse tipo de prótese funções mais ou menos idênticas. Dado o caráter biológico desse 
tipo de aparelho protético, como de qualquer outro tipo de prótese, é impossível desvincular no seu estudo, 
os fatores biológicos envolvidos dos fatores meramente mecânicos (esses representados pela prótese em 
si), nas partes componentes da PPR. 
Existem quatro sistemas ou quatro grupos de elementos que desempenham funções mais ou menos 
idênticas em prótese parcial removível, sendo eles: 
✓ Sistema de suporte ou de sustentação 
✓ Sistema de retenção e estabilização 
✓ Sistema de conexão 
✓ Sistema de selas e dentes artificiais 
Veremos a seguir cada um deles e as suas características. 
 
 Sistema de Suporte ou de Sustentação 
Esse sistema é constituído dos elementos vivos que irão entrar em contato com o aparelho protético, 
propiciando-lhe a base de assentamento, encarregada de promover sua união com o organismo receptor. 
Dessa forma, todas as cargas que incidirem sobre o aparelho protético serão, prioritariamente, recebidas 
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pelos elementos que formam esse sistema, por isso mesmo chamado de sistema de suporte ou de 
sustentação. Daí, serão transmitidas às partes circunjacentes, no caso de não serem competentemente 
neutralizadas pelas estruturas deste sistema. As forças não neutralizadas por uma oclusão não equilibrada, 
por exemplo, farão sentir seus efeitos deletérios sobre os músculos da mastigação e articulações 
temporomandibulares. 
O sistema de suporte ou sustentação é composto dos seguintes elementos: 
✓ Dentes remanescentes 
✓ Tecidos periodontais 
✓ Fibromucosa 
✓ Tecido ósseo alveolar 
 
Dentes remanescentes 
Os dentes remanescentes devem ser avaliados conforme os aspectos qualitativos ou quantitativos: 
Qualitativos: dizem respeito à qualidade dos dentes para funcionar como suporte do aparelho removível. 
Vários fatores devem ser considerados ao considerar dentes como suporte tanto referentes à sua coroa 
como à sua raiz. Podem ser avaliados os seguintes pontos: 
 
✓ Integridade ou higidez: Em relação à coroa refere-se às condições do esmalte. 
 
 
 
A situação ideal é representada por um esmalte íntegro, sem sugestão de cárie dentária. Em relação 
à raiz, espera-se que esteja bem implantada no tecido ósseo. Dentes multirradiculares possuem 
vantagens em relação aos unirradiculares quanto a serem suportes de próteses extensas, tendo em 
vista a melhor distribuição de cargas. 
 
✓ Posição coronária e radicular (grau de inclinação): o grau de inclinação é um fator muito importante 
a ser analisado, pois esse fator irá decidir em última análise qual o tipo de grampo para os diferentes 
suportes, pois é da conjugação da forma do dente e de sua posição no arco que resultará a 
configuração da linha equatorial protética. 
 
 
 
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A linha equatorial protética é fundamental para decidir, com relação aos grampos, se serão usados 
nos vários suportes de um determinado caso. Uma inclinação muito acentuada poderá, inclusive, 
contraindicar um suporte caso não seja empregado um tratamento ortodôntico. É importante 
salientar que desgastes muito acentuados podem gerar desgaste excessivo e exposição dentinária. 
Não é recomendável usar dentes suportes cuja raiz apresente uma inclinação superior a 28 graus, 
indicando-se o tratamento ortodôntico nesses casos. 
 
 
Quantitativos: os aspectos quantitativos se referem ao número de dentes suporte e à distribuição desses ao 
longo do arco. Quanto mais dentes suportes, menor o suporte fibromucoso, e consequentemente maior 
estabilidade o aparelho removível terá. Em relação à distribuição, os elementos dentários remanescentes 
devem ser bem distribuídos de modo também a propiciar estabilidade. 
Observe o esquema abaixo: 
 
 
Tecido periodontal 
Quantitativos
Número de dentes suporte Distribuição dos dentes
Qualitativos
Integridade ou higidez Posição coronária
Dentes remanescentes
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Os tecidos periodontais são constituídos, fundamentalmente, por fibras principais colágenas, além de células 
(osteoblastos, cementoblastos, osteoclastos, fibroblastos etc.), substâncias intercelulares e líquidos. 
Segundo as direções que formam ao longo da raiz, essas fibras são classificadas em: gengivodentais, 
transeptais, crestodentais, horizontais, oblíquas e apicais. 
 
O tecido ósseo alveolar suporta mal as cargas de compressão diante das quais tende a sofrer um processo 
de reabsorção (osteólise). Por outro lado, tolera as forças de tração, as quais estimulam o processo de 
osteossíntese (aposição óssea). 
 
As fibras principais colágenas, que são as mais numerosas na estrutura periodontal, apresentam a função 
de transformar as cargas de compressão exercida sobre o dente em cargas de tração, que são bem 
toleradas pelo tecido ósseo. 
 
 
 
 
 
 
Quando ocorrem perdas dentárias em algum dos arcos, as forças mastigatórias deixam de ser 
neutralizadas de maneira conveniente, pela ação recíproca dos dentes oponentes entre si, gerando 
componentes de sentido oblíquo ou horizontal. As cargas deixam de ter uma direção axial, exercendo uma 
ação inclinante sobre o dente. 
Fibras principais colágenas 
Função de transformar as cargas de compressão exercida 
sobre o dente em cargas de tração, que são bem toleradas 
pelo tecido ósseo. 
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Esse dente passa a funcionar como uma alavanca com o ponto de apoio no meio, localizado à altura do 
seu terço médio, próximo ao limite com o terço apical da raiz. O braço de potência será voltado para a 
coroa e o braço de resistência para o ápice radicular. Dessa forma, a força de compressão exercida sobre a 
coroa não será transformada totalmente em carga de tração. Parte dela não sofrerá nenhuma 
transformação, provocando esmagamento das fibras periodontais e a reabsorção óssea. 
 Em PPR, deve-se analisar cuidadosamente a situação de dentes inclinados que poderão serão utilizados 
como retentores (dente suporte). 
 
Fibromucosa 
Quanto maior o número de dentes perdidos, maior será a participação da fibromucosa na sustentação da 
prótese, principalmente nos casos de extremidades livres (alavanca posterior) ou nos casos de alavanca 
anterior (exemplo: perda de primeiro pré-molar a primeiro pré-molar). 
Observe na imagem abaixo, por exemplo, o maior papel da fibromucosa quando comparada à quantidade 
de dentes: 
 
Imagem: Frank Kaiser - PPR no laboratório (2018) 
O estudo da fibromucosa é importante devido ao diferente comportamento dessa quando comparada aos 
dentessuportes, em razão das cargas mastigatórias 
 
 
O dente tem uma capacidade mínima de se 
movimentar em seu alvéolo correspondente a um 
valor de 0,1mm. A fibromucosa, por sua vez, 
possui movimentação de 1,3mm. 
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Observando a discrepância entre esses valores, você conseguirá observar à complexidade de reabilitações 
envolvendo dentes e fibromucosa, ou seja, que usam essas duas vias de suporte de maneira concomitante. 
A capacidade de cedência da fibromucosa é denominada resiliência. Em relação ao grau de resiliência, a 
fibromucosa pode ser classificada em: 
 
 
Tecido ósseo alveolar 
O rebordo residual resulta da cicatrização do processo alveolar após a perda dos dentes e do 
preenchimento do alvéolo com um tipo especial de esponja óssea e a cicatrização final da fibromucosa. 
Ele é formado por uma crista, que é considerada a região principal de suporte da prótese e duas vertentes: 
uma vestibular e outra lingual ou palatina, consideradas regiões secundárias de suporte. 
Observe o rebordo desdentado total abaixo para possa entender de maneira sumária a divisão em região 
principal de suporte e região secundária de suporte: 
 
 
Fibromucosa (grau de resiliência)
Dura
Flácida
Compressível
Imagem: https://www.kulzerblog.com.br/protese-total-superior 
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A região principal de suporte vai neutralizar as cargas que incidem perpendicularmente sobre ela, 
chamadas de cargas verticais. A passo que as regiões secundárias de suporte deverão neutralizar as cargas 
de direções horizontais ou oblíquas. O valor quantitativo do rebordo, como suporte, varia em função de sua 
altura e largura de sua região principal de suporte. 
 
 
 
 
 
 
De acordo com o formato da área de secção do sentido vestibulolingual, pode-se ter as seguintes formas 
de rebordo: 
➢ Normal: formato de um triângulo equilátero, boa altura e boa largura na região principal de suporte. 
É considerada a melhor forma de rebordo para o suporte da prótese. 
 
➢ Alta - tem formato de um triângulo isósceles, no qual a base é menor e o lado diferente. Nesse caso, 
as regiões secundárias de suporte são mais bem desenvolvidas, mas a região principal de suporte é 
estreita; é considerada uma boa forma de rebordo, porém inferior em relação à anterior. 
 
 
➢ Reabsorvida - tanto a região principal de suporte quanto a região secundária de suporte apresentam 
valor pobre de suporte. 
 
➢ Estrangulada: apresenta uma área de maior amplitude junto à crista, com uma região subjacente 
retentiva, correspondendo à área de estrangulamento. Necessita de intervenção cirúrgica com a 
finalidade de eliminar a área de retenção. 
 
 
➢ Em lâmina de faca: rebordo acentuadamente reabsorvido, apresentando na crista uma aresta viva 
que pode ser detectada facilmente por meio da palpação. É um tipo de rebordo bastante 
problemático para o suporte de uma prótese, demandando algum tipo de cirurgia para 
arredondamento da crista, em forma de lâmina de faca. Nos casos em que a lâmina é menos 
Região principal de suporte: neutraliza as cargas que incidem 
perpendicularmente sobre ela, chamadas de cargas verticais. 
Regiões secundárias de suporte: neutraliza as cargas de direções 
horizontais ou oblíquas. 
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perceptível, pode-se tentar o recurso de alívio na base, ao longo da área correspondente à crista do 
rebordo. 
O rebordo também pode ser classificado em relação ao perfil de sua região principal de suporte (crista), 
considerado no sentido anteroposterior e em relação ao ângulo formado por esse perfil e a face distal do 
dente contíguo ao espaço protético de extremidade livre, da seguinte maneira: 
➢ Horizontal - a linha que representa o perfil é considerada horizontal em relação à face distal do dente 
contíguo ao espaço protético. 
 
➢ Descendente para distal - é quando a linha desce para a distal, quando a referência é a face distal do 
mesmo dente. 
 
➢ Ascendente-distal - é quando a linha sobe para distal em relação a face distal do dente contíguo ao 
espaço protético. 
 
➢ Descendente-ascendente ou côncava - é quando a linha inicialmente desce para distal, depois sobe. 
 
A imagem abaixo mostra os tipos de rebordo quanto perfil de sua região principal de suporte (crista). 
O A representa um rebordo horizonta, o B representa um rebordo descendente para distal, o C 
representa um rebordo ascendente-distal e o D representa um rebordo descendente-ascendente ou 
côncavo. 
 
 
Imagem: Todescan (1998) 
As horizontais são boas formas de rebordo residual, uma vez que permitem uma distribuição equânime das cargas 
mastigatórias sobre o rebordo. As descendentes para distal possuem um plano inclinado para a distal, facilitando uma 
decomposição de forças, cuja resultante traciona a prótese para a distal. Isso determinaria um esforço indesejável 
sobre o suporte dental, que também seria tracionado para a distal. As ascendentes-distais ofereceriam um plano 
inclinado que propiciaria condições para a resultante tracionar a base da sela para a mesial. Esse efeito seria 
neutralizado pelos dentes remanescentes, numa força de reação conjunta, que os pontos de contato entre eles 
propiciariam. 
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Logo, as formas descendentes-ascendentes ou côncavas são as formas mais desfavoráveis de rebordo residual, pois 
as cargas que incidem para a mesial tracionam a prótese para a distal e vice-versa. Durante a mastigação, essa base 
ficaria o tempo inteiro à mercê de forças de sentido ora mesial ora distal, comprometendo rapidamente as estruturas 
de sustentação do dente principal de suporte. 
Não esqueça! O dente principal de suporte é o dente que está contíguo ao espaço protético. 
 
 
Observe no esquema abaixo a divisão do sistema de suporte ou sustentação em prótese parcial removível: 
 
Observe, ainda, a classificação dos rebordos quanto ao formato da área de secção do sentido vestibulolingual e 
quanto ao perfil da sua região principal de suporte. 
Quanto ao formato da área de secção do sentido 
vestibulolingual 
Quanto ao perfil da região principal de suporte 
Normal Horizontal 
Alta Descendente para distal 
Reabsorvida Ascendente-distal 
Estrangulada Descendente-ascendente ou côncava 
Em lâmina de faca 
 
 
Sistema de retenção e estabilização 
Sistema de suporte ou sustentação em PPR
Dentes remanescentes
Tecidos periodontais
Fibromucosa
Tecido ósseo alveolar
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Esse sistema é composto pelos elementos responsáveis por promover a retenção e a estabilização da 
prótese, durante a função mastigatória e os movimentos normais da musculatura bucal decorrentes da 
deglutição, fonação, sucção entre outros. 
Esses elementos são: 
✓ grampos e/ou encaixes 
✓ conectores maiores ou barras 
✓ apoios 
 
Vejamos cada um deles: 
 
 
Conectores maiores 
Os conectores maiores são os elementos responsáveispor conectar ou unir os outros componentes da 
prótese entre si de forma a constituírem um corpo único. É a estrutura mais robusta da PPR, a qual oferece 
resistência e mantem a forma planejada, evitando movimentos de lateralidade. Além disso, o conector 
maior distribui as forças por todo o arco e reduz a carga em áreas isoladas, enquanto controla o movimento 
da prótese de maneira adequada. 
 Nas extremidades livres, os conectores maiores possuem também a função de realizar a transmissão de 
cargas ao tecido ósseo. McCracken compara o conector maior ao chassi de um automóvel, garantindo a 
rigidez e o bom funcionamento de todas as demais partes do veículo. 
 
 
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Características de um conector maior: 
➢ Devem ser rígidos a fim de permitirem maior distribuição de forças; 
➢ Devem possuir biocompatibilidade; 
➢ Não irritar, esmagar ou traumatizar os tecidos moles, gerando hiperplasias; 
➢ Devem contornar os tecidos, mantendo o contorno natural desses; 
➢ Não penetrar nos tecidos durante a colocação, remoção e em função; 
➢ Evitar proeminência dos tecidos ósseos e da mucosa na colocação, remoção e função; 
➢ Devem possuir passividade; 
➢ Não reter alimentos; 
➢ Cobrir o mínimo de tecido possível; 
➢ Ter suporte dos outros elementos da armação para diminuir as tendências rotacionais, quando em 
função; 
➢ Estabilidade horizontal e manutenção da integridade periodontal; 
Conectores maiores maxilares 
No desenho e confecção dos conectores maiores maxilares, o profissional deve se atentar à região de 
rugosidade palatina, área nobre que deve ser preservada devido à fonação. 
Cada tipo de conector maior possuirá algumas particularidades. Vejamos agora os tipos de conectores 
maiores maxilares. 
Barra palatina 
Também chamado de conector maior maxilar, a barra palatina deve ter as características de rigidez. Quanto 
mais larga a barra, mais fina pode ser e quanto mais estreita, mais espessa deverá ser a fim de garantir a 
rigidez desse elemento. A barra palatina deve ser achatada, apresentando as bordas arredondadas. Quanto 
mais achatada, mais confortável será para o paciente. 
O limite anterior ideal é o estabelecido pela linha que corresponde ao início das rugosidades palatinas. Em 
relação aos dentes na região de pré-molares e molares é observar que a distância entre a barra e a gengiva 
marginal livre deverá ser de 4 a 6 mm. 
Segundo McCracken, as barras palatinas podem ser das seguintes formas: 
✓ Barra palatina simples 
✓ Barra palatina dupla 
✓ Barra palatina em formato de U 
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Conectores maiores mandibulares 
Veremos agora os tipos de conectores maiores mandibulares. 
Barra lingual 
São usadas nos aparelhos destinados a reabilitar o arco inferior. Devido ao formato característico do arco 
mandibular, em ferradura, há a necessidade de que a barra lingual seja bastante resistente à deformação; 
pois, este formato a torna muito vulnerável a sofrer um empenamento no simples ato da escovação. Por 
isso, ela deverá ser suficientemente espessa para resistir a qualquer força que tenda a empená-la no seu 
manuseio fora do arco, no momento de promover sua higienização. 
Realizar um aumento de sua largura, com o objetivo de torná-la mais resistente, com frequência esbarra no 
reduzido espaço existente entre a gengiva marginal e o assoalho da boca, especialmente na região do freio 
lingual. A área da secção transversal da barra lingual poderá ser retangular, meia cana ou meia pêra. Destes 
formatos, o ideal é o de meia pêra. O maior volume deverá ficar em contato com o assoalho da boca, 
enquanto a parte menos volumosa deverá ficar voltada para a gengiva marginal. 
 
Quanto ao limite da borda superior da barra lingual, voltado para os dentes, ele deverá se localizar a uma 
distância mínima de 2 a 3 mm da gengiva marginal. No entanto, se houver condições de espaço, esta 
distância da gengiva marginal deverá ser maior. 
 Por outro lado, se por alguma razão for necessário observar uma distância menor de 2 mm, o recomendado 
é aumentar o alívio desta área, a fim de permitir que o alimento passe entre a barra e os tecidos gengivais 
com inteira facilidade. Como se sabe, a área de tecido mole correspondente à gengiva marginal e inserida, 
constitui região bastante delicada, devendo ficar livre de qualquer espécie de esforço compressivo, sob o 
risco de gerar ulcerações. Com isto, estão de acordo todos os autores. 
O contato direto da barra lingual com a região de tecido mole recoberta por ela é fato inteiramente 
indesejável, do ponto de vista biomecânico. Dessa forma deverá ser feito um alívio na barra lingual. Este 
alívio nunca deverá ser menor que 1,5 mm, principalmente em casos de extremidade livre. 
Observe abaixo a imagem de uma barra lingual: 
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Imagem: Todescan (1998) 
 
Barra lingual dupla 
A barra lingual dupla consiste na associação da barra lingual com o grampo contínuo de Kennedy (também 
chamado de barra dentária anterior). 
Nos casos de Classe I de Kennedy (desdentado posterior bilateral), o uso da barra lingual dupla é 
obrigatório, pois tem como função principal o estabelecimento de uma retenção indireta. Ao lado desta 
função. ela empresta um reforço adicional que torna mais concreta a rigidez da barra lingual, especialmente 
no caso em que o espaço entre o assoalho bucal e a gengiva marginal seja insuficiente para uma largura 
adequada da barra. 
É indicada em casos de dentes anteriores sem diastemas, além de funcionar como sistema de estabilização 
de dentes afetados periodontalmente com retração gengival. Ademais, como vimos, faz o papel de retentor 
indireto para as Classes I e também para classes II (estabilidade horizontal). 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
Placa ou chapeado lingual 
Trata-se de uma modificação da barra lingual, na qual o limite superior é estabelecido ao nível dos cíngulos 
dos dentes anteriores, sendo recoberta toda a área correspondente à gengiva marginal. 
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Pode ser indicada para os casos de presença de tórus lingual, freio lingual demasiadamente alto (falta de 
espaço - menos de 9mm) e formação excessiva de tártaro. Além disso, pode ser considerada sua eficácia 
como elemento estabilizador ou ferulizador dos dentes anteriores debilitados por problemas periodontais. 
Um detalhe muito importante no uso do chapeado lingual se refere ao alívio que deve existir entre sua 
superfície interna, voltada para os tecidos moles e a gengiva marginal, a fim de evitar qualquer compressão 
desta área que venha a comprometer sua integridade. 
É contraindicado nos casos de pacientes com diastemas devido à visualização do metal. 
Possui como vantagens ser mais rígida que barra lingual e barra contínua de Kennedy isoladamente, além de 
permitir ferulização de dentes com problemas periodontais. Como desvantagens, pode-se citar o 
impedimento à estimulação fisiológica dos tecidos gengivais e autolimpeza pela saliva, tendo em vista que 
os dentes estarão recobertos. Além disso, pode gerar irritações gengivais e impacção alimentar. 
Observe abaixo imagens da placaou chapeado lingual: 
 
Imagem: https://www.sdpt.net/completa/parcial/conectormayor 
 
 
 
 
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 Retentores ou grampos 
Retentores (grampos) são elementos de retenção que evitam a movimentação gengivo-oclusal da PPR, 
assegurando uma posição estável e fixa. Os grampos realizam a retenção por meio dos chamados braços de 
retenção. 
 
 
Vejamos abaixo as partes constituintes dos grampos: 
✓ Braço de retenção: realiza o efeito retentivo. Atende ao princípio biomecânico da retenção. 
✓ Braço de oposição: baseado no princípio da física, no qual a toda ação corresponde uma reação de 
igual grandeza e direção, porém em sentido oposto, neutralizando a força imprimida ao dente 
suporte, pelo braço de retenção, no instante da inserção e remoção da prótese. Atende ao princípio 
biomecânico da reciprocidade. 
✓ Apoio: Encarregado de assegurar que as cargas incidentes sobre a base da prótese sejam transmitidas 
ao osso alveolar por via dental. Atende ao princípio biomecânico da fixação. 
✓ Corpo: estrutura que estabelece a união das outras partes acima entre si. 
 
 
A imagem abaixo mostra um exemplo dos braços de retenção e oposição de um grampo: 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
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Os grampos podem ser divididos em dois grupos, diferenciados pela sua forma/desenho mas também por 
seu mecanismo de funcionamento ou ação: 
➢ Grampos circunferenciais (abraçamento): esses grampos realizam a retenção graças a resistência à 
deformação elástica oferecida por seu braço de retenção. Para vencer essa resistência há a 
necessidade de uma força de grandeza igual ao grau da retenção propiciado pelo grampo. Essa força 
determinará uma pequena flexão do braço em questão. Daí considerar-se que o efeito retentivo dos 
grampos circunferenciais se dá por FLEXÃO. 
 
A imagem abaixo mostra um grampo circunferencial: 
 
 
 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
➢ Grampos de ação de ponta ou barra: assim chamados por estabelecerem o contato com o dente 
suporte somente através da sua ponta. Além disso, possuem um percurso tangenciando a 
fibromucosa. A retenção desses grampos se efetiva pela torção de um dos seus segmentos. O efeito 
retentivo dos grampos de ação de ponta se dá por TORÇÃO. 
 
A imagem abaixo mostra um grampo de ação de ponta: 
 
 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
Os grampos também podem ser classificados de acordo com outros critérios que são: 
➢ Segundo sua função: 
Grampos de retenção direta: localizados imediatamente ao lado do espaço protético. 
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Grampos de retenção indireta: localizados à distância do espaço protético. É importante citar que todos os 
conectores que suportam o retentor indireto devem ser rígidos para que os retentores indiretos funcionem 
como pretendido. 
A imagem abaixo mostra grampos de retenção direta e indireta. 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
Grampos de oposição: encarregados de estabelecer o princípio biomecânico da reciprocidade. 
 
Observe abaixo a tabela com as classificações dos grampos. Além das apresentadas, existem as classificações 
conforme os autores que criaram os grampos. 
 
Tipos Função Ação retentiva Aplicação Número de dentes Construção 
Circunferencial Retenção direta Abraçamento Direta Individuais Fio trefilado 
Ação de ponta Retenção indireta Ação de ponta Indireta Duplos Aço inoxidável 
 Múltiplos 
 
 Princípios fundamentais ou básicos de um grampo 
Os princípios necessários para que um grampo atenda plenamente às suas finalidades são: 
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 Encaixes 
Os encaixes proporcionam retenção por fricção de paredes intimamente justapostas. Trata-se de uma ação 
mecânica diferente da proporcionada pelos grampos para a mesma finalidade. O uso do grampo ou do 
encaixe como elemento de retenção, torna-se, assim, uma questão de indicação, em função dos outros 
fatores, entre os quais pontifica a estética. 
A imagem abaixo mostra como funciona o sistema de encaixe: 
 
Imagem: Todescan (1998) 
 
 
 Apoios 
Apoios são elementos fundamentais no sistema de estabilização das próteses parciais removíveis, pois têm 
a função de transmitir as cargas mastigatórias aos dentes suportes de maneira adequada e evitar a 
movimentação da prótese no sentido oclusogengival, garantindo o princípio da fixação, ou seja, o 
posicionamento final da prótese. 
Fixação (suporte)
Retenção
Reciprocidade
Estabilidade 
Abraçamento adequado
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O local do assentamento do apoio na superfície da coroa, deverá ser convenientemente preparado, de 
acordo com as características morfológicas bem definidas, a fim de proporcionar ao dente suporte e seus 
tecidos de suporte condições biomecânicas favoráveis à manutenção do seu estado de saúde. A este preparo 
que alojará o apoio, denomina-se descanso ou nicho. 
Os apoios podem se localizar na face oclusal, incisal ou palatina/lingual. 
Observe abaixo a imagem dos apoios oclusais: 
 
 
Imagem: goconqr.com 
 
 
 
São funções dos apoios: 
✓ Impedir o deslocamento oclusogengival da prótese. 
✓ Evitar a extrusão dos dentes; 
✓ Evitar a intrusão da prótese nos tecidos moles; 
✓ Transmissão de cargas axiais da mastigação aos longos eixos dos dentes suportes; 
✓ Conectam os grampos de retenção aos de oposição; 
✓ Evitam movimentos dos braços de retenção e reciprocidade dos retentores; 
✓ Auxiliam na retenção indireta; 
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✓ Manutenção da relação oclusal; 
Observe no esquema abaixo como os apoios podem ser classificados: 
 
 
 
Sistema de selas e dentes artificiais 
Selas (bases) 
Selas são assim denominadas pois o relacionamento entre a base da prótese e o rebordo residual se 
assemelha a uma sela de montaria. Segundo McCracken, a sela é (base da PPR) é o elemento responsável 
pela fixação dos dentes artificiais e transferências de forças oclusais às estruturas bucais de suporte. Além 
disso, tem a importante função de restabelecer a estética do paciente, especialmente nos casos de 
substituição dos dentes anteriores, em que houve considerável perda de estrutura óssea. Sob esse aspecto, 
a sela de uma prótese parcial removível pode receber o mesmo tratamento laboratorial dispensado às 
próteses totais com relação aos recursos de caracterização usados para copiar os dentes e a gengiva natural. 
As selas podem ser metálicas ou metaloplásticas. 
 
Apoios
Diretos ou 
indiretos/primários ou 
secundários/principais 
ou auxiliares
Intracoronários ou 
extracoronários
Superficiais ou 
profundos/rasos ou 
internos
Classificação
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Dentes artificiais 
Os dentes artificiais irão cumprir na boca do paciente, as funções antes reservadas aos naturais perdidos. 
Assim, deverão ter prioritariamente tamanho, forma e cor dos dentes naturais, da maneira mais 
apropriada possível. A orientação desses três requisitos deverá ser colhida na boca do paciente (cor) e no 
modelo competentemente montado no articulador (tamanho e forma). A cor pode ser obtida por 
comparação dos dentes remanescentes com a chamada escala de cores, fornecida pelos fabricantes dos 
dentes artificiais. O tamanho e a forma, por meio de uma tabela igualmente fornecida pelos fabricantes. 
Os dentes artificiais podem ser classificados quanto ao material de confecção, podendo ser de resina acrílica 
ou de porcelana. 
 
Selas
Metálicas Metaloplásticas
Função: fixação dos 
dentes artificiais, 
transmissão de cargas 
e estética
Dentes artificiais
Resina acrílica Porcelana
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 Sistema de conexão 
O sistema de conexão é representado pelos conectores menores que são elementos que unem os 
retentores (grampos ou encaixes) à sela ou à barra. Estabelecem também união entre os apoios de 
estabilização (elementos de retenção indireta) e a barra. Constituem-se as verdadeiras "caudas" dos 
grampos. 
Possuem como funções: 
✓ A transmissão de forças resultantes da mastigação aos dentes suportes por meio dos apoios e à 
fibromucosa através das selas. 
✓ Estabilização da prótese. 
✓ Unem as barras ou selas aos retentores diretos ou indiretos. 
✓ Guiam o eixo de inserção e remoção da prótese por meio dos planos guias. 
✓ Estabelecem elemento de rigidez para a peça. 
Os conectores menores devem ser paralelos entre si, a fim de promover uma única via de inserção e 
remoção. Podem ser diretos ou indiretos, sendo que os conectores menores diretos são localizados ao lado 
do espaço protético e os indiretos localizados distantes ao espaço protético. 
 
Imagem: goconqr.com 
 
 
 
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35 
 
DELINEADORES 
Segundo Todescan (2001), delineador é definido como um instrumento usado para determinar o 
paralelismo relativo de duas ou mais superfícies de dentes ou outras partes de uma arcada dentária. O 
delineador também pode ser conhecido como paralelômetro, tangenciômetro ou paralelígrafo e foi 
concebido para orientar o planejamento das próteses parciais removíveis, fornecendo o correto balizamento 
para a execução de todas as etapas de sua construção. 
 
O uso do delineador é fundamental e não se pode prescindir dele, tanto no estudo quanto na execução dos 
aparelhos de retenção a grampo e nos de retenção por encaixes. Em ambos os casos, o delineador orienta 
as fases clínicas de preparo de boca, além de proporcionar condições para a correta execução das fases de 
laboratório, de acordo com os princípios que fundamentam a construção dos aparelhos protéticos. 
 
 
 
 
 
Delineadores
Orienta a fase de preparo 
de boca
Correta execução das fases 
de laboratório
Paralelômetro/tangenciômetro
O delineador se apresenta para a prótese parcial removível 
no mesmo grau de importância que o articulador 
semiajustável para os trabalhos de reabilitação oclusal 
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36 
 
 
 
O delineador se baseia no princípio de que todas as perpendiculares a um mesmo plano são paralelas entre 
si. 
 
A imagem abaixo mostra um delineador: 
 
Imagem: Bioart 
O delineador é constituído fundamentalmente pelas seguintes partes: delineador propriamente dito, porta 
modelos ou mesa analisadora e pelos acessórios. Observe na tabela abaixo cada um dos componentes das 
três partes do delineador: 
Delineador propriamente dito 
Porta modelos/Mesa 
analisadora 
Acessórios 
Plataforma ou base do aparelho Base Dispositivo paralelizador 
Haste vertical fixa (extensível ou 
não) 
Suporte do modelo Ponta analisadora ou bastão de 
análise 
Braço horizontal (fixo ou móvel) Junta universal Porta grafite 
Haste cursora ou haste vertical 
móvel 
 Calibradores de retenção 
Mandril Facas e cinzéis 
 
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São funções do delineador: 
Análise preliminar do modelo de estudo com vistas à escolha da técnica mais conveniente à 
determinação da via e plano de inserção. 
Determinação da via ou eixo de inserção e registro do plano de inserção 
Preparo do modelo para diagnóstico (planos-guia, adequação das linhas equatoriais, preparo dos 
suportes para as peças unitárias e próteses fixas que irão se relacionar com a PPR) 
Preparo dos planos-guia e adequação do contorno axial das coroas de ceroplastia de peças unitárias ou 
próteses parciais fixas destinadas a receber grampos de prótese parcial removível 
Construção das partes fêmeas dos encaixes individuais 
Posicionamento das partes fêmeas dos encaixes pré-fabricados ou de estoque (attachments) ao retentor 
unitário ou elementos das PPFS 
Realização de fresagens sobre superfícies metálicas ou de porcelana 
Recorte do excesso de cera nas regiões de alívio do modelo de trabalho correspondente aos chamados 
"ângulos mortos" 
Na construção de matrizes-guia para orientar a colocação paralela dos implantes 
Para auxiliar o profissional no preparo dos suportes da PPF, diretamente na boca, a fim de assegurar 
melhor paralelismo. 
 
 Princípio de funcionamento dos delineadores 
A concepção do delineador se enquadra no princípio da Física, segundo o qual todas as perpendiculares a 
um mesmo plano são paralelas entre si. Este princípio é de grande importância quando consideramos a 
trajetória de inserção da prótese parcial removível. Pois, embora a prótese parcial removível seja composta 
de partes diferentes (barras, selas, grampos e conectores), na prática é um monobloco caracteristicamente 
rígido, que não deve sofrer nenhum tipo de flexão, tanto no ato da sua inserção como no de sua retirada 
da arcada dentária. 
Apenas a "ponta ativa" do braço de retenção do grampo permite uma pequena deformação elástica, 
durante a inserção e a retirada da prótese. Os demais componentes não devem sofrer qualquer tipo de 
deformação. Devem percorrer, no momento da inserção da prótese, trajetórias rigorosamente paralelas 
entre si, até o assentamento final dos grampos sobre os dentes suportes. 
 
Isto aconteceria de maneira pacífica caso as superfícies dos suportes fossem igualmente paralelas entre si. 
Na prática, entretanto, acontece o contrário. A convexidade natural das superfícies axiais dos dentes 
remanescentes, somada ao grau de inclinação desses na arcada, configuram uma situação de grande 
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divergência entre a superfície dos dentes suportes, o que resulta em áreas de interferência ao livre 
assentamento da prótese.Quando o modelo se encontra na mesa analisadora do delineador, na posição idealmente escolhida durante 
a análise da superfície dos diferentes suportes, a haste vertical do delineador estará em paralelismo com 
as trajetórias de entrada e saída de todas as partes da PPR a ser construída (barras, selas, grampos etc). Ela 
fornece, portanto, a entrada e saída da PPR na arcada dentária, como um todo. 
 
Essa direção é conhecida como via de inserção, eixo de inserção ou trajetória de inserção. 
Via/eixo/trajetória de inserção: percurso percorrido pela PPR do momento de contato inicial com os 
dentes suportes até o assentamento final na arcada. 
Com o modelo nessa posição, considerada ideal para a inserção da prótese, em decorrência da análise das 
superfícies dos suportes quanto às suas divergências, pode-se registrar sobre ele um plano, por sua vez, 
paralelo à plataforma do delineador. Esse plano é determinado plano de inserção. 
O plano de inserção representa um guia de referência que vai permitir a recolocação do modelo no 
delineador quantas vezes forem necessárias, na exata posição obtida inicialmente. 
Logo, haverá uma relação de perpendicularidade entre a via de inserção e o eixo de inserção com o plano 
de inserção. 
A imagem abaixo mostra que os grampos devem seguir trajetórias paralelas entre si, desde sua inserção até 
assentamento final. 
 
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Imagem: Todescan (2001) 
 
 Determinação do eixo ou via de inserção do plano de inserção 
Na maioria dos casos, é possível registrar o plano de inserção para verificar no delineador, posteriormente, 
a via de inserção da PPR. 
Existem três técnicas para a realização desse trabalho: 
✓ Técnica de Roach ou dos três pontos 
✓ De Roth ou das bissetrizes 
✓ Da conveniência 
 
 
A técnica idealizada por Roach parte do registro prioritário do plano de inserção sobre as superfícies 
oclusais dos dentes suportes para posterior verificação da via de inserção. As duas outras são no sentido 
inverso, ou seja, partem da via de inserção para posterior determinação do plano de inserção. 
 Manejo do delineador em suas aplicações 
Análise Preliminar 
Métodos de 
determinação da via de 
inserção
Técnica de Roach ou dos 
três pontos
De Roth ou das 
bissetrizes
Da conveniência
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No contexto da PPR, a análise preliminar visa estudar quantitativamente, os suportes quanto à capacidade 
de cada um, a fim de propiciar ao grampo condições de retenção. 
Na fase de análise preliminar, será utilizada uma ponta denominada ponta analisadora. 
Nessa análise será obtida a posição ideal do modelo e a partir disso, o operador irá decidir se utilizará a 
técnica de conveniência para obter a via de inserção, ou se empregará a técnica de Roach. 
 
Imagem: Todescan (1996) 
Traçados das linhas equatoriais protéticas 
Após a etapa de análise preliminar concluída, a ponta analisadora será substituída pela ponta de grafite, a 
qual irá traçar a linha equatorial protética. A análise do traçado dessa linha irá influir no tipo de grampo a 
ser projetado, bem como nas modificações que serão executadas sobre os dentes eleitos como suporte da 
PPR. 
A imagem abaixo mostra o traçado correto da linha equatorial: 
 
Imagem: Todescan (1996) 
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O traçado da linha equatorial protética confere à coroa o aspecto de uma figura geométrica, representada 
por dois cones de bases justapostas, um localizado oclusalmente em relação à linha de união e outro 
cervicalmente. O cone oclusal é expulsivo, por isso é chamado de zona expulsiva do dente e o cone cervical 
é retentivo, sendo chamado de cone retentivo ou zona retentiva. 
 
Para o planejamento da PPR, um dente suporte nunca poderá ser considerado isoladamente, mas sempre 
em relação a, pelo menos, a mais outro suporte, cujo longo eixo não será parecido com o do primeiro. 
Dessa forma, deve-se colocar cada suporte com seu longo eixo paralelo à haste vertical móvel, 
estabelecendo uma posição para o modelo que corresponda, na medida do possível, à média das inclinações 
de todos os suportes. 
Essa linha equatorial que resulta da análise conjunta de todos os suportes é chamada equador protético. 
 Essa nomenclatura advém do fato de que apenas ela irá fornecer o valor real do suporte, do ponto de vista 
da retenção da prótese, uma vez que a localização e a amplitude da zona ou cone retentivo serão definidas 
a partir de sua configuração sobre a coroa. 
Esse fator vai decidir a indicação correta dos elementos de retenção da PPR: os grampos. 
A imagem abaixo mostra o equador protético: 
 
Imagem: Todescan (1996) 
Calibragem da retenção 
Após o traçado do equador protético, é feita a calibragem de retenção, fase que irá preceder o desenho de 
estudo da PPR a ser construída. 
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Para realizar a retenção, utiliza-se a ponta calibradora. A ponta calibradora é definida a partir da necessidade 
de uma maior ou menor retenção. A grandeza de retenção a ser definida dependerá das particularidades de 
cada caso. 
No entanto, as características da liga a ser utilizada na armação metálica será determinante para a escolha 
da ponta calibradora. 
Nos casos da liga de cromo-cobalto devido à sua pequena elasticidade deverá ser utilizada a ponta menor, 
ou seja, a de 0,25mm ou 0,010". 
Para realizar a calibragem da retenção do grampo, deve-se conhecer preliminarmente a localização ideal da 
ponta desse grampo sobre a superfície do dente no sentido mesiodistal ou distomesial, em função do projeto 
desse grampo. 
Deve-se ter em mente que o grampo precisa abraçar adequadamente o dente suporte, para não 
comprometer o princípio da estabilidade da prótese. 
O contato simultâneo da extremidade em forma de disco e da parede lateral da ponta calibradora com a 
superfície do dente garante que a calibragem foi realizada de maneira correta. 
Após a calibragem de retenção do modelo de todos os grampos, realiza-se o desenho da PPR, fora do 
delineador, o desenho da PPR e de todas as suas partes constituintes. 
Observe abaixo uma imagem que retrata a calibragem de retenção: 
 
 
Imagem: Todescan (1996) 
Preparo do modelo de estudo para diagnóstico 
Nessa etapa do planejamento, o modelo é recolocado no delineador com auxílio do plano de inserção 
registrado sobre o modelo. 
Coloca-se a ponta de faca por meio da qual são executadas no modelo todas as reduções necessárias à 
determinação dos planos guia proximais e adequação do contorno axial da coroa por vestibular e por 
lingual ou palatino, de acordo com os grampos projetados para os diferentes suportes. 
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São feitos os retoques necessários no desenho, correspondentes às regiões que foram desgastadas no 
preparo dos planos guias e as adequações, obtendo-se assim um modelo mapeado que além de diagnóstico 
irá orientar o preparo da boca do paciente. 
No mapeamento

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