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ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ Lipideos ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ Funções: →Reserva energética (triglicerídeos) →Constituintes da membrana celular (fosfolipídeos) →Precursores de hormônios esteroides →Ação antioxidante de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) →Isolante térmico →Precursor de sais biliares (colesterol) →Precursor de quinonas (transporte de elétrons) →Durante sua oxidação (quebra), as gorduras liberam muito mais energia que os carboidratos ou as proteínas. Por isso elas foram selecionadas pela natureza para serem nossas reservas energéticas. Recomendações de Ingestão: Ingestão total diária ≤ 30% do VET para evitar ganho de peso prejudicial Priorizar ácidos graxos insaturados (poli e monoinsaturados, preferencialmente vegetais) Saturados: ≤ 10% do VET Trans: ≤ 1% do VET Fontes Alimentares: Insaturados: óleos vegetais (exceto palma e coco), fontes de ácidos graxos essenciais Saturados: alimentos de origem animal (exceto peixes) Classificação dos Ácidos Graxos: Número de carbonos: par / ímpar Tamanho da cadeia: curta (2-8C), média (8-12C), longa (>12C) Necessidade de ingestão: essenciais (dieta), não essenciais (síntese endógena) Tipo de ligação: saturada (simples), insaturada (dupla) Configuração da cadeia: cis, trans Monoinsaturado: 1 ligação dupla Poli-insaturado: >1 ligação dupla Principais Lipídeos da Dieta: Ácidos graxos livres Triglicerídeos ou triacilgliceróis (90%) Fosfolipídeos Esteróis ÁCIDOS GRAXOS Ácidos carboxílicos com cadeia longa de C (12C-24C), par e não ramificados Nomenclatura: número de carbonos : número de insaturações (ex: 16:0) Insaturações: indicadas por Δ (ex: 18:1Δ9) Exemplo: Ácido palmítico: 16:0 e Ácido oléico: 18:1 ácido palmítico possui 16C e é saturada (nenhuma ligação dupla), portanto, se representa da seguinte forma: 16:0 Exemplo 2: ácido oléico possui 18C e 1 insaturação, portanto , se representa da seguinte forma: 18:1 (Δ⁹) Número de carbonos no ácido graxo = 18 Número de ligações duplas = 1 Número de carbonos da extremidade do ácido carboxílico até o primeiro carbono na ligação dupla = 9 ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS Ácidos Graxos Essenciais: Devem ser obtidos pela dieta Ômega-6: óleos de girassol, milho, soja, nozes, castanha-do-pará → pró-inflamatórios Ômega-3: ⍶-linolênico (18:3 ω3): soja, canola, linhaça EPA (20:5 ω3) e DHA (22:6 ω3): peixes → precursores anti-inflamatórios TRIGLICERÍDEOS →Forma de armazenamento de energia →Armazenados como gotículas de gordura (adipócitos) →Alta densidade energética (mais carbono reduzido que carboidratos) →Hidrofóbicos (armazenamento otimizado) →Oxidação lenta →Composição: glicerol + 3 ácidos graxos (2 saturados + 1 insaturado) FOSFOLIPÍDEOS →Glicerofosfolipídeos: principais na membrana celular →Estrutura: glicerol + 2 ácidos graxos (C1 saturado, C2 insaturado) + fosfato no C3 →Conferem rigidez à membrana Colesterol: principal representante nos animais Precursores de hormônios e ácidos biliares Esteróis Também presentes na membrana celulares conferindo rigidez a ela Principal representante é o COLESTEROL (animais) São precursores de hormônios e ácidos biliares VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS Vitamina A (retinol): visão (retinal = pigmento visual), suplementação no SUS Vitamina D (colecalciferol): saúde óssea, convertida em calcitriol (ativo) no fígado/rim Vitamina E (tocoferóis): antioxidante, protege lipídeos da membrana da oxidação Vitamina K: coagulação sanguínea, cofator na formação da protrombina, aplicação no NutriSUS (crianças de 6 a 59 meses em programas sociais) DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE TRIGLICERÍDEOS Sais biliares: derivados do colesterol, sintetizados no fígado, armazenados na vesícula Hormonio Colecistoquinina: estimula liberação de bile e enzimas pancreáticas Secretina: estimula liberação de bicarbonato (neutraliza pH intestinal) Função dos sais biliares: emulsificam TG formando micelas mistas →Enzimas pancreáticas: Lipase: age nos triglicerídeos Esterases: agem no colesterol Fosfolipase A2: nos fosfolipídeos Absorção: Produtos (ácidos graxos, monoacilglicerol, colesterol...) absorvidos por difusão Ácidos graxos curtos e médios: absorvidos diretamente, transportados ligados à albumina Sais biliares: reabsorvidos e reciclados Lipoproteína Origem Principal Carga Apolipoproteínas Principais Função Principal Enzimas Associadas Destino Final Observações Importantes Quilomícron Intestino delgado (RE liso do enterócito) Triglicerídeos da dieta ApoB-48 (nascente) ApoC-II, ApoE (recebidas da HDL) Transporte de TGs da dieta para tecidos (músculo → energia/adiposo → armazenamento) Lipoprote ína lipase (LPL), ativada-A poC-II Fígado (como remanescente, captado via ApoE) Aparece 1–2h após refeições. Alta concentração pós-prandial.Quilomícron remanescente-reciclado. VLDL (Very Low-Density Lipoprotein) Fígado Triglicerídeos endógenos + colesterol ApoB-100 (principal), ApoC-II, ApoE (recebidas da HDL) Transporte de TGs hepáticos para tecidos periféricos LPL (ativa em capilares) IDL → LDL Quanto mais perde TGs → mais densa → vira IDL. Relacionada com hipertrigliceridemia. IDL (Intermediate -Density Lipoprotein) Conversão da VLDL Colesterol + resíduo de TG ApoB-100, ApoE Etapa intermediária entre VLDL e LDL. Pode ser captada pelo fígado ou virar LDL - Fígado ou vira LDL Transição metabólica. Raramente medida clinicamente. ApoE facilita reconhecimento hepático. LDL (Low-Density Lipoprotein) Conversão da IDL Colesterol (maioria do colesterol plasmático) ApoB-100 Entrega colesterol aostecidos(paramembra nas,hormônios,etc.) - Receptores celulares deLDL(reconhe ceApoB1 Principal lipoproteína aterogênica. Oxidação de LDL inicia aterosclerose. HDL (High-Densit y Lipoprotein) Fígado e intestino Fosfolipídios, colesterol livre (captado nos tecidos) ApoA-I (ativa LCAT), ApoC, ApoE Captação reversa de colesterol (dos tecidos → fígado). Doa apolipoproteínas para outras LPs. LCAT (esterifica colestero l livre), ativada por ApoA-I Fígado (entrega colesterol → excreção biliar) Lipoproteína protetora. Alta HDL = proteção CV. Atua como "faxineira" do sangue. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ LIPOPROTEÍNASㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ São proteínas responsáveis pelo transporte de lipídeos ingeridos ou produzidos no fígado para o restante dos tecidos. →São solúveis em água (plasma/soro). →Possuem proteínas especializadas (APOs). →Suas características são variáveis (tamanho, conteúdo e APOs). →Necessárias para transportar lipídeos (hidrofóbicos) no sangue →Principais tipos: quilomícron, VLDL, LDL, HDL →classificadas de acordo com densidade QUILOMÍCRONS Origem: sintetizados no retículo endoplasmático liso das células intestinais. Formação inicial (nascente): contém ApoB-48. Exocitados para o sistema linfático, chegam à circulação após 1-2 horas. No plasma, interagem com o HDL, adquirindo: ApoC-II → ativa a enzima lipoproteína lipase (LPL). ApoE → permite reconhecimento por receptores celulares (captura hepática). Função: Distribuem os triglicerídeos da dieta: Músculo: para geração de energia. Tecido adiposo: para armazenamento como triacilgliceróis. Após perda de triglicerídeos → formam quilomícron remanescente. Quilomícron remanescente é captado pelo fígado por endocitose via ApoE → reciclado. Interage com HDL e recebe ApoE e ApoCII → quilomícron maduro →ApoE: reconhecido por receptores celulares → endocitose →ApoCII: ativa lipoproteína lipase (LPL) Músculo: ácidos graxos → energia Tecido adiposo: armazenados como triacilgliceróis Quilomícron remanescente: captado pelo fígado e reciclado VLDL (Very Low Density Lipoprotein) Síntese: no fígado, carrega triglicerídeos endógenos Apo principal: ApoB-100 Recebe ApoC-II (ativa LPL) e ApoE no plasma Após perda de TG para tecidos → vira IDL → pode virar LDL Importante no estado pós-prandial e jejum curto LDL (LowDensity Lipoprotein) Formado a partir de IDL/VLDL Riquíssimo em colesterol Apo principal: ApoB-100 Reconhecido por receptores LDL das células → entrega colesterol Excesso: acúmulo nas artérias → aterosclerose Chamado de “colesterol ruim” HDL (High-Density Lipoprotein) Origem: fígado e intestino delgado Principal componente: fosfolipídeos e proteínas Apo principais: ApoA-I, ApoC, ApoE Funções: Captação reversa de colesterol: coleta colesterol dos tecidos periféricos e devolve ao fígado Atua como “varredora” → reduz risco cardiovascular Doa ApoC-II e ApoE para quilomícrons e VLDL Enzima associada: LCAT (lecitina-colesterol aciltransferase), ativada por ApoA-I → esterifica colesterol ApoB-48: específica de quilomícron, síntese no intestino ApoB-100: presente em VLDL, IDL, LDL – produzida no fígado ApoC-II: ativa LPL → quebra de triglicerídeos ApoE: reconhecimento hepático → endocitose de remanescentes LCAT: enzima exclusiva da HDL, transforma colesterol livre em éster LPL: atua nos capilares, ativa por ApoC-II, degrada TG em AG + glicerol CORPOS CETÔNICOS O que são? Subprodutos da oxidação hepática de ácidos graxos. Produzidos no fígado, principalmente em jejum prolongado, dieta cetogênica ou diabetes descompensado. Tipos: Acetoacetato (primário) β-hidroxibutirato (forma reduzida, mais estável) Acetona (volátil, eliminada pela respiração) Função: Fontes alternativas de energia, especialmente: Cérebro (em jejum, quando glicose escassa) Músculo (inclusive cardíaco) β-hidroxibutirato → principal forma de transporte no sangue Em excesso: Podem causar acidose metabólica (pH sanguíneo ↓) Ex: cetoacidose diabética em DM1 não tratado Alterações patológicas Hipercolesterolemia: LDL alto = risco de aterosclerose Dislipidemias: triglicérides ↑, HDL ↓ Cetoacidose diabética: corpos cetônicos em excesso → acidose Deficiência de LPL: quilomicronemia → TG muito elevados no sangue obs ApoA-I: exclusiva da HDL, ativa LCAT LCAT vs. ACAT: LCAT (no plasma), ACAT (intracelular)