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Universidade Federal do Piaúı Centro de Ciências da Natureza Departamento de Matemática Acadêmico(a): Marcelo Ayrton S. Marques NOTA Curso: Bacharelado em Matemática Peŕıodo: 2023.2 Disciplina: Álgebra Superior Professor: Barnabé Pessoa Lista de Álgebra Superior 1. (Resolução Questão 1 pág 94) (a) As ráızes do polinômio x4 − 3 são as quatro ráızes quartas de 3, que são 4 √ 3,− 4 √ 3, i 4 √ 3,−i 4 √ 3. O corpo de decomposição é o menor corpo que contém todas as ráızes do polinômio. Portanto, o corpo de decomposição é Q( 4 √ 3, i). O grau da extensão é o produto dos graus das extensões individuais. Como Q( 4 √ 3) é uma extensão de grau 4 de Q e Q(i) é uma extensão de grau 2 de Q, o grau da extensão é 4× 2 = 8. Portanto, o corpo de decomposição Q( 4 √ 3, i) é uma extensão de grau 8 de Q. (b) (c) 2. (Resolução Questão 4 pág 94) (a) Vamos mostrar que α, αu, αu2, . . . , αun−1 são ráızes distintas de xp−q. Assim, sendo as ráızes deste iguais a q1/pe2πik/p para 0 ≤ x ≤ p−1 podemos escrever essas ráızes como q1/p(cos 2πk p +i sin 2πk p ) = q1/pe2πik/p. Agora, para k = 0, 1 . . . , p− 1, temos αuk = (q1/p) ( cos 2πk p + i sin 2πk p ) = q1/pe2πik/p Assim, αuk é uma raiz de xp − q, e como k varia de 0 a p− 1, temos todas as p ráızes distintas. (b) Sendo αp − q = (q1/p)p − q = q − q = 0 (c) Mostraremos que Gal(xp − q,Q) = Q[α, u], onde Q[α, u] é menor subcorpo de C contendo α e u. Para isso, sabemos apriori que α e u estão em Q[α, u], então resta mostrar que Q[α, u] é um subcorpo de C e que contém todas as ráızes de xp − q. Ora dado que Q[α, u] é gerafo pro α e u fechado sob soma, produto e inverso (exceto o inverso de 0). Além disso, é fechado sob a conjugação complexa, pois α é real e u tem conjugado u−1 = cos −2π p −i sin −2π p = cos 2π p + i sin 2π p = u. 1 Portanto Q[α, u] é um subcorpo de C Por fim, já mostramos que α, αu, αu2, . . . , αup−1 são ráızes distintas de xp−q e todas essa ráızes pertecem a Q[α, u]. Assim, Q[α, u] é o corpo de decomposição de xp−q sobre Q e, portanto, Gal(xp−q,Q) = Q[α, u] 3. (Resolução Questão 6 pág 94) (a) Vejamos, a priori, que 3 √ 2 gera tanto Q[α] como Q[B], mas essa última é um produto complexo. Então, tentaremos mostrar que podemos obter B somente manipulando α, isto é, ambos são conjuntos isomorfos. Para tanto, se definirmos o polinômio: p(X) = X3 − 2 e percebermos que este, por sua vez, é irredut́ıvel (Eisenstein), então segue imediatamente que Q[α] ≃ Q[β]. (b) Consideremos o polinômio minimal de α = 3 √ 2 como X3− 2 e percebemos que suas ráızes são a, ωa, ω2a, onde ω é uma raiz cúbica primitiva da unidade em C. Dáı, a forma geral de um automorfismo omega em Q é determinada por onde omega leva a ou seja, V (a). Logo, se V (ω) = a, então Y é a identidade. Analogamente, sendo Y (a) = ω, temos que é um automorfismo que permuta a, ωa, ω2a, pois o mesmo racioćınio se aplica quando Y (a) = ωa. Consequentemente, dado a = √ 2 ∈ R, NÃO há automorfismos não-triviais que permutam suas ráızes em C. Portanto, o único automorfismo posśıvel é a identidade. 2