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Clínica Médica 3 – Hemorragia Digestiva Baixa o Sangramento originário distalmente ao ligamento de Treitz > hemorragia no intestino médio – intestino delgado HDB: distalmente à válvula íleo cecal o Quadro clínico variável: hematoquezia > enterorragia (instabilidade hemodinâmica + hemot.) Etiologia o > 60 anos, doença Diverticular, angiodisplasia, neoplasia colorretal o + jovens: doencia hemorroidária + DII o Causas mais comuns: doença Diverticular do colón, colite isquêmica, angiodisplasia, neoplasia colorretal, hemorroidas, pós-polipectomia, colite actínica, colite infecciosa, colopatia induzida por AINEs, lesões de D. Dieulafoy, divertículo de Meckel, varizes retais, fístula aortoentérica e DII. Avaliação Clínica Inicial o Sangramentos volumosos: palidez, FC > 100bpm, dispinéia, taquipneia, PA sistólica > 90mmHg ou síncope. o Em geral não apresentam dor: história de dor abdominal, perda de peso, febre, diarreia ou sangramento intestinal -> diagnóstico diferencial de DI, infeciosa ou neoplásica intestinal. o Exame físico: toque retal e inspeção da região perianal o Avaliação laboratorial mínima: coagulograma + hemograma; em casos de instabilidade hemodinâmica: dosagem de eletrólitos + lactato + gasometria. o Passagem de sonda nasogástrica para localizar sÍtio de sangramento > aspiração de líquido bilioso praticamente afasta diagnostico de HDA. Diagnóstico: 1. Colonoscopia: procedimento de escolha > seguro, eficaz na avaliação e controle, localiza sítio e avalia presença de estigmas de sangramento, faz hemostasia. Deve ser feito após limpeza do cólon. 2. Enteroscopia: indicado para pacientes cujo local de sangramento não foi identificado por EDA ou colonoscopia. Avaliação completa do intestino delgado + realiza biopsia e intervenção terapêutica. Desvantagem: tempo necessário para exame. 3. Capsula endoscópica: câmera + fonte de luz. Indicação para exame do intestino delgado principalmente para sangramento obscuro, gera boas imagens, mas não localiza precisamente o sangramento acometido, não faz biopsia ou intervenções terapêuticas. Contraindicados em casos de suboclusão de TGI. 4. Angiografia por TC: avalia alterações anatômicas, tumores e divertículos. 5. Arteriografia: pode identificar o ponto de sangramento em 90% dos casos e permite embolização do vaso > reduz necessidade de tratamento cirúrgico. Para ser detectável deve ter fluxo > 0,5 ml/min. Complicações: trombose arterial, reação ao contraste, IRA. 6. Cintilografia: Usa Hm marcadas com tecnécio > mais sensível que a arteriografia para pequenos sangramentos. Usada antes da arteriografia (não invasivo), não pode ser usada como tratamento. 7. Enterografia por TC e RM: investigação de casos de hemorragia de causa obscura > detecção de estenoses, fístulas e avaliação do comprometimento transmural. Tratamento 1. Medidas iniciais: o Reposição volêmica e corrigir distúrbios o Transfusão de hemoconcetrados > Hb 8 -9 g/dl, 1bolsa de sangue: 1 Hb e 3 Ht. o Coagulopatia > tratamento de plasma fresco ou transfusão de plaquetas 2. Tratamento específico o Hemostasia durante arteriografia: infusão intra-arterial de vasopressina: vasoconstrição arterial + contração intestinal = reduz fluxo para região, paciente deve ficar na UTI, pode ocorrer ressangramento em 50% dos casos, por isso é pouco usada. Embolização arterial: infusão de substância não absorvíveis no vaso > oclusão > reação inflamatória local. o Tratamento cirúrgico: indicado em sangramento com instabilidade hemodinâmica, necessitando de transfusão de + 6 unidades de concentrado de Hm/24h ou no sangramento persistente. Doenças Inflamatórias Intestinais o Processo inflamatório crônico de TGI o DC: inflamação transmural que pode ocorrer da boca ao ânus, com predileção pela região ileal ou ileocecal. o RCU: acomete mucosa do cólon e reto, distribuição simétrica e contínua. Epidemiologia o Qualquer faixa etária, com predominância entre os 20 – 40 anos (pico entre 30 – 40) o DC: mais comum em mulheres o Fatores associados: zona urbana, industrialização, nível socioeconômico mais elevado, genética, fatores ambientais, anticoncepcionais, AINES e infecções previas (pioderma gangrenoso). Etiopatogenia o Fatores genéticos: poligênica; DC > proteína NOD2 mutante, amplificação do processo inflamatório, sistema HLA. RCU > sistema HLA. o Fatores Intraluminais: alterações qualitativas e quantitativas da flora bacteriana intestinal, seus antígenos e produtos metabólicos e antígenos alimentares o Alterações permeabilidade intestinal: aumenta permeabilidade > menor proteção de IgA e reduz camada de mucina sobre células epiteliais; alterações de imunoregulação intestinal = hiperestimulação de linfócitos CD4+ com cronificação da inflamação. o DC > TH1; o RCU > TH2. Fisiopatologia: 1. RCU o Diarréia e sangue nas fezes (fezes mais frequentes e perda da solução de continuidade), com exsudação do fluido intersticial rico em proteínas, prejuízo da absorção de agua e eletrólitos e alteração da motilidade intestinal. o Inflamação retal > reduz limiar sensorial > urgência retal e tenesmo. o Perda crônica de sangue > anemia ferropriva. o OBS: tratamento com sulfassalazina reduz absorção de ácido fólico > anemia macrocítica o Comprometimento extenso: febre e fraqueza. 2. DC o Acomete intestino delgado (fezes mais volumosas) > diarreia e dor abdominal, perda de peso e anemia. o Ileo distal > má absorção de sais b iliares, predispondo a coletíase; de vitamina B12 > anemia megaloblástica. o Anorexia e náuseas > Ação de TNF alfa no SNC. o Manifestações extra intestinais: articulares, dermatológicas, oculares, hepatocitárias e de trato urinário. Anatomia patológica RCU o Inflamação difusa da mucosa do intestino groso, uniforme, continua e homogênea. o Atividade = hiperemia, edema, friabilidade, sangramento facil ao toque, erosões e ulcerações. o Longa duração = perda haustrações, mucosa atrófica e complicações (perfuração). DC o Qualquer segmento do tubo digestivo, mais frequente íleo distal e colón proximal o Lesões segmentares + úlceras profundas e serpiginosas – aspectos em cobblestone. o Complicações comuns: estenose e fístulas. Quadro Clínico 1. Classificação e índices de atividade: RCU Casos leves e moderados > abrange proctite e protossigmoidite . - RCU hemicólon esquerdo: casos moderados – graves. - RCU extensa > pancolite - Curso clínico: forma aguda fulminante (5%), crônica contínua (20%), crônica intermitente (80%). - Complicação mais temível: megacólon tóxico (dilatação aguda do cólon + manifestações tóxicas sistêmicas) > fim do resumo! - Alto risco de desenvolver adenocarcinoma de cólon. - índices de atividade: CDAI e Harvey e Bradshaw. DC - Diarreia (sem dejeções exageradas) sem muco, pus ou sangue em fezes, em geral. - Dor abdominal contínua em QID: > Cólicas em hipogástrio aliviadas pela evacuação sugerem envolvimento de intestino grosso. > Dor em cólica difusa + distensão abdominal + parada de eliminação de gases ou fezes = oclusão - Exame físico: desnutrição, distensão abdominal, exame de região perianal e perineal (fissuras, fístulas e abscessos). Diagnóstico 1. Exames laboratoriais: o Hemograma: anemia hipocrômica e macrocítica, leucocitose não muito acentuada, trombocitose. o Aumento do VHS, PCR e alfa-1-glicoproteina ácida o Dosagem fecal de calprotedina e lactoferrina. 2. Marcadores sorológicos o P-ANCA: RCU o ASCA: DC o O auxílio para distinguir é difícil na verdade. 3. Exames endoscópicos: o Colonoscopia: alteração de atividade de mucosa, extensão e grau de atividade da DII > biópsia, resposta terapêutica (objetivo é remissão endoscópica da doença). o Capsula endoscópica: diagnostico e acompanhamento, mais sensível que outros métodos, não invasivo, fácil de ser tolerada, não está disponível de forma abrangente. o Enteroscopia: mais sensível, faz biopsia e procedimentos terapêuticos. Desvantagem > cara e invasiva. 4. Exames deimagem: o Exame contrastado do intestino delgado e enema opaco > cada vez menos usados, perdendo espaço para Enterografia por TC e RM > estima extensão e gravidade, limites na avaliação extraluminal. o TC enterotomografia: administração do contraste neutro oral com contraste via intravenosa. Polietilonoglicol > distensão dos segmentos + aumenta definição da mucosa. Desvantagem: é radiação ionizante. o RM + enterorressonância: superior a TC na identificação de lesões, não envolve radiação ionizante, é segura na gravidez, alto custo. o US: inócuo, baixo custo, avaliação inicial e acompanhamento, limitado por ser operador-dependente. o Medicina nuclear: PET-CT com FoG avalia morfologia e metabolismo intestinal. 5. Exame anatomopatológico; Abordagem terapêutica na RCU 1. Ciclosporina 2. Biológico 3. Azalasina, 6-MP 4. Corticoesteróides 5. SSZ, 5-ASA o Não usar antidiarreicos, antiespasmódicos e opioides; o Step-up > uso inicial de medicamentos de baixo potencial > mais potentes o RCU leve/moderada: 1. Derivados salicílicos via oral: sulfassalazina 2 – 4 g/dia; mesalazina 2 – 4 g/dia (5-ASA). > Mezalazina tem ação tópica, inibindo produção de leucotrienos, pode ser na forma de supositório 1 – 4 g/dia. > Sem resposta ao tratamento e 2 – 4 semanas >> step up. 2. Adicionar corticoiesteroides e mantem salicilatos: prednisona oral 0,75 – 1 mg/kg/dia; retirados paulatinamente com boa resposta clínica (2 – 4 semanas). Pacientes dependentes de corticoesteroides e refratários >> step up. 3. Imunosupressores orais: > Azatioprina (AZA) – 2 – 3 mg/kg/dia > 6 – Mercaptopurina (6-MP) – 1 – 1,5 mg/kg/dia > Sugestão: iniciar com 50mg/dia e ir avaliando exames laboratoriais feitos a cada 10 – 14 dias > evoluir para dose ideal. > Efeitos colateriais: alérgicos e não alérgicos, aumento de risco de infecções e algumas neoplasias. > Não responsivo >> step up. 4. Terapias com biológicos > Anti-TNF: infliximabe, adalimumabe, cartolizumabe, golimumabe. o RCU grave: 6 ou mais evacuações por dia + (no mínimo uma): (a) taquicardia FC > 90 (b) febre T > 37,8 (c) anemia Hb 30 ou PCR > 30. > Pacientes devem ser internados: medidas gerais (reposição hidroeletrolítica, retossigmoidoscopia, coprocultura, heparina subcutânea profilática, suporte nutricional, transfusão de sangue mantendo Hb > 8); corticoesteroides VE (primeira opção no tratamento – hidrocortisona 100mg a cada 6 – 8h, prednisona 60mg/dia, se não responder de 3 – 7 dias implica em terapia de resgate com ciclosporina ou infliximabe); ciclosporina (resposta inicial favorável dose de 2 mg/kg/dia em IV contínua, resultados a longo prazo insatisfatórios). > Regra do terceiro dia: avalia risco de colectomia baseado nas evacuações diárias e nível de PCR. > Escore de Edinburgh – avalia resposta ao corticoesteróide e introdução, se necessário da terapia de resgate ou cirurgia. Abordagem terapêutica na DC o Dados obtidos na anamnese e no exame físico classificam a DC em intensidade (leve, moderada, grave). o Step up – diferença com RCU: metrotexato (MTX) 25 mg intramuscular ou subcutânea por 12 – 16 semanas é opção de imunossupressor. A manutenção com AZA, 6-MP ou MTX é eficaz. Corticoesteróides e derivados salicílicos não são úteis na manutenção. o Top-down: início com biológico associado a imunossupressor, evitando uso de corticoesteroides. Mais eficaz que step-up quando a DC é mod/grave. o Terapia nutricional: pacientes desnutridos e que serão a submetidos a tratamento cirúrgico. Em crianças e adolescentes, usar como medida exclusiva e primária, substituindo corticoesteroides. o Tratamento cirúrgico: casos não responsivo a tratamento clínico e complicações. OBS: Critérios de megacólon tóxico: Dilatação da alça > 6cm + Critérios maiores: a) Febre > 38 b) FC > 120 c) Anemia d) Leucocitose com neutrofilia > 2500 Critérios menores: a) Hipotensão b) Alteração nível de consciência c) Desidratação d) Distúrbio hidroeletrolítico Aula ----------------------------------------------------------- Hemorragia Digestiva Baixa Paciente que acabou de chegar no hospital: primeiro passo é a estabilização primária sempre com máscara de O2, buscar sangramento ativo e visível, 2 acessos venosos calibrosos e se necessário reposição volêmica com ringer lactato aquecido ou bolsa de sangue; em seguida, buscar de onde vem o sangramento, nunca dispensando a endoscopia incialmente pois a maioria é sangramento digestivo alto (HDA). Hemorragia Digestiva Baixa (HDB): sangramento após o ângulo de Treitz. Ocorre em grande quantidade no cólon. OBS: Para visualizar parte do intestino entre duodeno e cólon: cápsula endoscópica. CLASSIFICAÇÃO DA HEMORRAGIA Classe I: Até 750mL, não há alteração de sinais vitais. Em 24h o sistema renina angiotensina recupera o volume perdido, as vezes pode fazer reposição com cristaloide para ajudar. Ocorre por exemplo quando se doa sangue. Classe II: perda de 750-1500mL de sangue, já aparece a taquicardia. Classe III: 1500 – 2500mL de sangue, prestar atenção na pressão da pessoa (por exemplo, idosos tem a pressão um pouco mais alta naturalmente, então pode ser que ele esteja perdendo sangue e a pressão dele esteja 110/70, tem que ficar atento), já é uma perda considerável de sangue que necessita de reposição volêmica com bolsa de sangue. Classe IV: todos os sinais vão estar muito alterados. FC, PA, sensório, obnubilação, sudorese fria e pegajosa. EXAMES (1 e 2 vitais, 3 para frente são complementares): 1. Endoscopia digestiva alta: é mais provável o sangramento ser HDA. 2. Exame anorretal: hemorroidas não excluí outros sangramentos. Pedir no mínimo retossigmoidoscopia ou colonoscopia. 3. Colonoscopia (diagnóstico e terapêutico – igual HDA) 4. Arteriografia: capta sangramentos de até 0,5 – 1mL/minuto, pode ser terapêutico – embolização do vaso sangrante, mas só sangramento ativo, o caso é que a maioria tem resolução espontânea e para de sangrar) 5. Cintilografia com hemácias marcadas (quando o sangramento for muito volumoso), pode aumentar o esvaziamento gástrico para ver melhor (usar plasil ou eritromicina), método mais sensível até 0,1mL/minuto. Não é invasivo, mas não é terapêutico. OBS: Acima de 6 bolsas de sangue transfundidas o paciente tem indicação cirúrgica. (cabe a classificação de sangramento de Forrest) CAUSAS MAIS COMUNS 1. Doença Diverticular, principalmente em idosos (mas tem em toda idade). Mais comum em mulheres porque a espessura da parede intestinal e maior por conta dos hormônios, o peristaltismo fica prejudicado. Mais comum complicação é diverticulite, mais comum no colón esquerdo e sangra mais no direito. 2. Angiodisplasia: extasia vascular, local mais comum é no ceco. 3. Divertículo de Meckel 4. CA e pólipos Em idosos: DD, angiodisplasia e CA e pólipos. Adulto jovem: Meckel, DII, pólipo juvenil. Crianças: intussusepção e Meckel. DOENÇA DIVERTICULAR Divertículo: formação sacular na parede do intestino. Podem ser congênitos (maioria verdadeiro), ou adquiridos (maioria falsos). Etiopatogenia: fraqueza local da parede (entrada de vasos na base mesentérica), aumento de pressões colônicas crônicas ou defeitos no colágeno. Sangramento do divertículo: sangramento arterial. Complicações: 25% diverticulite 15% sangramento Classificação de Hinchey (para perfuração vista na TC) 1. Abscesso pericólico 2. Abcesso pélvico 3. Peritonite purulenta 4. Peritonite fecal 1 e 2 trata com antibiótico (metronidazol e ciprofloxacino ou metronidazol e ceftriaxona), 3 e 4 cirurgia. OBS: CUIDADO com colonoscopia em fase aguda, pode jogar ar e perfurar, tratar com fármaco antes. ANGIODISPLASIAS Má formação venosa com ectazia, de plexos submucosos. Maioria assintomática. Quando que sangra: em idosos, pacientes renais e doença de Von Willembrand. COLITE PSEUDOMEMBRANOSA Por C. difficile DIVERTÍCULO DE MECKEL Regra dos 2: 2% da população geral, 2 pés da válvula íleo-cecal, 2 polegadas de comprimento,2 cm de diâmetro, 2 tipos de mucosa ectópica (gástrica e pancreática). Doenças Inflamatórias Síndrome diarreica é a característica principal. As DII são a Doença de Crohn (DC) e Retrocolite Ulcerativa (RCU), basicamente, em 15% dos casos é impossível diferenciar. Ocorre um ataque crônico a mucosa intestinal. Aparece em pessoas geneticamente predisposta com fatores ambientais desconhecidos e psicossomático. Epidemiologia: duplo pico, 15-30 anos e 60 – 80 anos. Fatores de risco em ordem de importância: 1. História familiar positivo 2. Tabagismo (DC) 3. Alcoolismo 4. Estresse, anticoncepcionais, dieta pobre em fibras, anti-inflamatórios Fator protetor: apendicectomia, amamentação (ter mamado e não ter dado de mamar kkk) PATOLOGIA E SINTOMAS RCU: contínua, cicatricial, ascendente, atinge cólon e reto, só atinge mucosa/submucosa e abscesso de cripta. Diarréia, mucopiosanguinolenta, pode variar de proctite até pancolite. DC: tansmural, salteada, úlcera aftóides. Diarréia, dor abdominal, emagrecimento, febre. Local mais comum: íleo terminal. ENDOSCOPIA Pode ver mucosa friável, sangrante, edemaciado na RCU. Em DC úlceras intermediadas por tecido normal. SOROLOGIA P-ANCA: RCU ASCA: DC “NC” = não Crohn “SC” = sim Crohn COMPLICAÇÕES RCU -> malignização, colite, mega cólon tóxico e perfuração.