Prévia do material em texto
CAMPO MAGNÉTICO Hugo de León Carvalho Cedro Campo magnético 2 Olá aluno (a) Unifacear! Seja bem-vindo (a) à aula Campo magnético. Nesta aula vamos abordar os fundamentais para o entendimento do magnetismo, desta forma vamos descrever o que são os polos magnéticos encontrados em materiais que possuem propriedades magnéticas e a sua imutabilidade pela ausência de divisão de seus polos. Em seguida vamos aprender a determinar como calcular a força magnética que atua sobre uma partícula na presença de uma indução magnética, sendo que as partículas que vamos tratar são partículas carregadas e em movimento. Para finalizar vamos determinar qual é a trajetória executada pelas partículas carregadas quando submetidas a uma força magnética em determinado meio. INTRODUÇÃO Os fenômenos relacionados ao magnetismo, presentes na história da física desde o século VI a.c., são de extrema importância para diversas aplicações atuais, como geradores de eletricidade, sistemas de armazenamento de computadores e motores elétricos. A primeira constatação de um fenômeno magnético foi realizada pelos gregos que identificaram uma rocha que possuía a capacidade de atrair pequenos pedaços de ferra, essa rocha era composta de magnetita. Posteriormente, os chineses perceberam que uma agulha feita deste material, a magnetita, poderia se orientar livremente em uma superfície horizontal, mas apontando sempre na mesma direção, a partir desta observação inventaram a bússola, utilizada em navegações. Em 1600 o cientista William Gilbert foi responsável pela publicação do livro De Magnete, este é reconhecido como o primeiro tratado sobre o magnetismo, ou seja, a primeira descrição formal do que podiam entender naquele momento sobre o magnetismo. Por volta de 1810 o cientista Hans Christian Oersted foi responsável por conectar a eletricidade ao magnetismo através de uma análise experimental, nesta experiência ele percebeu que o fato da presença de uma corrente elétrica em um fio era capaz de alterar a direção de uma agulha em uma bússola, desta forma foi possível identificar uma relação entre um fenômeno elétrico e um fenômeno magnético. DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO E FORÇA MAGÉTICA O campo elétrico é definido como a força que atua em determinado ponto do espaço por unidade de carga elétrica, ao longo da história, foram realizadas diversas tentativas de estabelecer a mesma associação para o campo magnético. Campo magnético 3 Mas, de forma diferente do campo elétrico, não foi possível encontrar uma carga magnética com a qual seria possível descrever as forças magnéticas da mesma maneira que ocorre com o campo elétrico. Assim, com a análise dos materiais disponíveis, foi possível identificar que materiais com propriedades magnéticas, como um imã, possuem dois polos, os quais são denominados polo Norte e polo Sul. De modo análogo as cargas elétricas, vemos que os polos iguais se repelem, assim como os polos diferentes se atraem. Então, quando colocamos dois polos Norte em contato, ou dois polos Sul, estes se afastam, ao aproximar o polo Sul do polo Norte de um material com características magnéticas, eles se atraem, como é o caso das cargas elétricas com sinais iguais e opostos, respectivamente. Desta discussão surge naturalmente o questionamento da origem das forças magnéticas e da “necessidade” de existir uma carga magnética. Para a identificação dessas cargas, os materiais magnéticos, como um imã, foram cortados ao meio, com objetivo de identificar tais cargas, mas cada vez que esse tipo de material é cortado, o que resta, diferente do esperado, não é um pedaço contendo o polo Norte e outro contendo o polo Sul, na verdade cada pedaço “produz” um novo imã que mantem as características magnéticas do material inicial. Se continuamos partindo o imã, sempre em dois pedaços, cada vez menores, continuaremos observando esse padrão (como mostrado na figura 1), não seria possível isolar os polos e identificar tais cargas. Assim, a ideia de cargas magnéticas não levou a identificação de tais cargas, mas duas formas foram identificadas para descrever a origem dessas forças. A primeira está relacionada com a produção intrínseca de um campo magnético por partículas elementares, assim, um elétron possui um campo magnético como uma propriedade básica. A segunda forma está relacionada ao movimento de cargas elétricas. Assim, quando temos cargas elétricas em movimento, a corrente gerada é responsável por produzir um campo magnético no espaço. Seria natural definir o campo magnético de maneira análoga ao campo elétrico, mas em função de uma carga magnética, mas como dito anteriormente não foi possível identificar a existências dessas cargas, assim é necessário encontrar outra forma para definir a força magnética, assim como o campo magnético. Campo magnético 4 Figura 1: Polos Norte e Sul após a divisão. Fonte: Cedro (2022). Experimentalmente é possível identificar que o campo magnético interage com partículas em movimento, assim, quando medimos a força magnética que atua sobre uma partícula carregada em movimento é possível perceber que a intensidade dessa força é proporcional à carga e ao módulo da velocidade desta carga. Assim, a força magnética que atua na partícula carregada é expressa por: �⃗�𝐵 = 𝑞�⃗� × �⃗⃗� (5. 1) Onde q representa a carga elétrica, v a velocidade desta carga e B é a densidade de fluxo magnético. Analisando cada termo dessa expressão, o primeiro ponto importante é que a força magnética são proporcional a velocidade e a carga elétrica. Vemos que o vetor velocidade pode ser dado em três dimensões, o que será importante dependendo da situação analisada. O termo B representa a densidade de fluxo magnético que será analisada posteriormente, mas é valido destacar que esse termo é em muitas situações discutido como análogo ao campo magnético, mas a densidade de fluxo magnético (também conhecida como indução magnética) é o campo magnético multiplicado por uma constante em função do meio, chamada de permeabilidade magnética. Em geral vamos utilizar a nomenclatura de campo magnético de modo que seja possível complementar a leitura com o livro texto base sem causar divergências. Campo magnético 5 Outro ponto importante é que a expressão da força magnética é dada pelo produto vetorial da velocidade pelo vetor densidade de fluxo magnético. Assim, podemos expressar esse produto vetorial como: 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵𝑠𝑒𝑛𝜃 (5. 2) Onde o ângulo contido na expressão indica aquele formado entre o vetor velocidade e o campo magnético. No caso especial onde esses vetores são perpendiculares, temos: 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵𝑠𝑒𝑛(90) = 𝑞𝑣𝐵. 1 = 𝑞𝑣𝐵 Assim, quando v é perpendicular a B, temos: 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵 (5. 3) O que nos permite escrever a indução magnética e analisar sua unidade em função da força magnética, da carga e da velocidade como segue: 𝐵 = 𝐹𝐵 𝑞𝑣 (5. 4) Com unidades: 𝐵 = 𝑁 𝐶. 𝑚/𝑠 = 𝑇 (5. 5) Desta forma definimos a unidade de indução magnética chamada tesla, que tem origem no nome do cientista Nikola Tesla. Essa relação mostra que uma partícula com carga de 1C e velocidade 1 m/s na presença de uma indução magnética de 1 T, está submetida a força de 1 N. Em diversas situações não haverá somente a presença de um campo magnético atuando sobre as partículas, o campo elétrico poderá atuar em conjunto com o magnético, gerando uma situação na qual as partículas estão submetidas a diferentes forças, assim, a partícula pode ser submetida a uma força elétrica em conjunto com uma força magnética. Conhecida como força de Lorentz, a soma da atuação em conjunto dessas forças é dada pela expressão: �⃗� = 𝑞(�⃗⃗� + �⃗� × �⃗⃗�) (5. 6) É fácil perceber que a primeira parcela da forçaé gerada pelo campo elétrico. A indução magnética contida nas expressões apresentadas até o momento possui um valor muito grande quando pensamos em 1 T, na tabela 1 apresentamos alguns valores típicos para B. Campo magnético 6 Tabela 1: Propriedades das partículas Fonte B Estrela de nêutrons 108 T Grande eletroímã 1,5 T Imãs permanentes 1 T Superfície da terra 10-4 T Sala blindada magneticamente 10-14 T Fonte: Cedro Relacionando as informações obtidas até o momento, temos para os materiais magnéticos dois polos, o polo Norte e o polo Sul, assim como forças relacionadas a indução magnética. Desta forma, deve existir de modo análogo ao campo elétrico, uma representação das forças que atuam no espaço ao longo de linhas em função desses polos, como acontecia com as cargas. Esta representação ocorre através das linhas de campo, de modo semelhante as linhas de campo elétrico. É importante destacar que essas linhas são contínuas, visto que não existe a separação entre os polos, as linhas saem do polo Norte e entram no polo Sul, como podemos ver na figura 2. Figura 2: Linhas de campo. Fonte: Cedro (2022). Podemos destacar as seguintes características: • A tangente às linhas de campo mostra a direção do vetor B em cada ponto; • A concentração das linhas está diretamente relacionada a intensidade do campo magnético; Campo magnético 7 • Linhas de campo afastadas indicam um campo de menor intensidade; • Linhas de campo concentradas indicam um campo de maior intensidade; • As linhas de campo se afastam do polo Norte; • As linhas de campo se aproximam do polo Sul; • As linhas de campo não se cruzam. Voltando nossa análise ao termo que indica a força magnética na equação 5.6, temos um produto vetorial que precisamos analisar de forma mais detalhada. Inicialmente é válido lembrar algumas características de um produto vetorial, tomando A e B como vetores. • Uma importante característica de um produto vetorial é seu módulo, desta forma temos: |𝐴 × 𝐵| = |𝐴||𝐵|𝑠𝑒𝑛𝜃 • A propriedade comutativa não é válida, assim: 𝐴 × 𝐵 ≠ 𝐵 × 𝐴 • É válido que: 𝐴 × 𝐵 = −𝐵 × 𝐴 • As propriedades do produto vetorial são válidas para os vetores unitários (i, j e k) associados aos eixos; • Para multiplicação por um escalar k (observe a semelhança com 5.1) temos: 𝑘(𝐴 × 𝐵) = 𝑘𝐴 × 𝐵 𝑘(𝐴 × 𝐵) = 𝐴 × 𝑘𝐵 • Para calcular o produto vetorial, podemos utilizar um determinante de uma matriz 3x3, onde a primeira linha possui o vetor unitário, a segunda linha o vetor A e a terceira o vetor B, assim temos: | 𝑖̂ 𝑗̂ �̂� 𝑎𝑥 𝑎𝑦 𝑎𝑧 𝑏𝑥 𝑏𝑦 𝑏𝑧 | Das informações apresentadas obtemos algumas informações imediatas, a primeira está relacionada com o módulo do vetor, se o módulo do produto vetorial está relacionado com o seno do ângulo, quando temos vetores na mesma direção, como dois vetores que estão somente no eixo x ou dois vetores somente no eixo z, o produto vetorial desses vetores é nulo, visto que o ângulo entre vetores que estão no mesmo eixo é 0 ou π, Campo magnético 8 o que resulta no valor 0 para o seno, assim qualquer vetor que está situado na mesma direção de outro vetor, possui produto vetorial nulo. A segunda informação está relacionada a perpendicularidade entre dois vetores, se os vetores são perpendiculares, o ângulo formado entre eles é de π/2, assim o seno desse ângulo vale 1, e o produto é dado pela multiplicação do módulo dos vetores, o que nos leva ao resultado de 5.3. A terceira informação é relativa ao resultado do produto vetorial, com auxílio da figura 3, se tomamos o produto vetorial v x B, o resultado é FB, assim, vemos que o resultado do produto vetorial entre dois vetores é um terceiro vetor que é simultaneamente ortogonal aos vetores v e B, ou de modo geral, o vetor (AxB) é ortogonal ao vetor A e ao vetor B, o que não significa que A e B são ortogonais entre si, estes podem possuir qualquer ângulo. Para entender como o resultado do produto vetorial é um terceiro vetor normal aos vetores multiplicados, é importante realizar o cálculo do determinante mencionado anteriormente, assim será possível “ver” este terceiro vetor. Figura 3: Resultado do produto vetorial v x B. Fonte: Cedro (2022). Uma forma diferente e rápida de realizar o cálculo do produto vetorial e determinar a direção e sentido do vetor gerado pelo produto vetorial é através da regra da mão direita, esta regra é essencial para o desenvolvimento de diversas questões relacionadas ao eletromagnetismo. Com auxílio da figura 3, se colocarmos o dedo indicador da mão direita na direção e sentido de v, com esse dedo fixo apontarmos o dedo médio na direção e sentido de B, naturalmente o dedo polegar irá apontar para cima, na direção e sentido de F, assim Campo magnético 9 criamos a mesma relação de eixos mostrada nessa figura, o que é importante nessa descrição é que também criamos uma forma de calcular o sentido e a direção de F. Se utilizarmos essa regra, temos que o primeiro vetor do produto vetorial está associado com o dedo indicador, o segundo com o dedo médio e o polegar é o resultado desse produto vetorial em direção e sentido (sinal). Em geral a informação importante que tiramos desse cálculo é o sentido, representado pelo sinal. Analise novamente a equação 5.1, ela é o produto vetorial representado pela figura 3, o único termo que não aparece é a carga, mas isto não é um problema, pois ela entra como uma constante, então basta multiplicar esse valor no final. Toda essa discussão sobre o produto vetorial é essencial, visto que a forma matemática para determinar a força magnética depende dele. A princípio temos um fator simplificador, vamos analisar situações em que a velocidade da partícula será sempre perpendicular a direção da indução magnética, assim podemos utilizar a regra da mão direita para determinar a direção da força magnética que atua sobre a partícula, posteriormente podemos calcular o módulo dessa força utilizando a expressão 5.3, visto que o seno vale 1. Ainda, é válido reforçar que a figura 3 é muito semelhante a representação dos eixos x, y e z no espaço, a ideia é realmente lembrar dessa distribuição dada por regras da álgebra linear e geometria analítica. Assim nessa figura a velocidade está no eixo x, a indução no eixo y e a força no eixo z. Antes de prosseguir, relembre a tabela 2, em diversas situações vamos necessitar da massa e carga das partículas próton e elétron. Tabela 2: Propriedades das partículas Propriedades Próton Elétron Nêutron Massa 1,673. 10-27 9,109. 10-31 1,673. 10-27 Carga 1,602. 10-19 -1,602. 10-19 0 Fonte: Cedro Vamos analisar a seguinte situação, temos um próton que está em movimento no eixo x com uma energia de 1,673. 10-18 J, na direção e sentido do eixo y é possível identificar uma indução magnética de 10mT, nosso objetivo é determinar o módulo da força magnética que atua no próton, assim como sua direção e sentido. Vemos que a velocidade não foi fornecida, mas é simples calcular o módulo da velocidade, já que a partícula possui a energia fornecida e essa energia deve ser cinética, pois p próton está em movimento. Campo magnético 10 Assim, calculamos: 𝐾 = 𝑚𝑣² 2 ↔ 𝑣 = √ 2𝐾 𝑚 = √ 2.1,673. 10−18 1,673. 10−27 = 44721,35 𝑚/𝑠 𝑣 = 4,5 . 104 𝑚/𝑠 Com esse valor podemos calcular o módulo da força magnética. 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵 = 1,602. 10−19. 4,5 . 104. 10. 10−3 𝐹𝐵 = 7,2. 10−17 𝑁 A direção e sentido podem ser determinados pela regra da mão direita, com indicador na direção e sentido do eixo x (para fora do papel), dedo médio para a direita (direção e sentido do eixo y), assim o polegar aponta para cima, de modo semelhante a figura 3, então a força possui valor positivo e aponta verticalmente paracima com a intensidade calculada. Agora, vamos analisar a mesma situação, mas com um elétron no lugar do próton. A primeira situação está relacionada ao cálculo da velocidade, seguimos o mesmo processo, com o diferencial que a massa do elétron é muito menor que a massa do próton, assim, temos: 𝐾 = 𝑚𝑣² 2 ↔ 𝑣 = √ 2𝐾 𝑚 = √ 2.1,673. 10−18 9,109. 10−31 = 1916582,9 𝑚/𝑠 𝑣 = 1,9 . 106 𝑚/𝑠 Percebemos que a velocidade do elétron com essa energia é maior que a do próton, assim, com o valor da velocidade vamos calcular o módulo da força magnética. 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵 = 1,602. 10−19. 1,9 . 106. 10. 10−3 𝐹𝐵 = 3. 10−15 𝑁 Observe que calculamos o módulo e por este motivo o sinal do elétron não foi considerado, para calcular a direção e sentido vemos que a relação do produto vetorial passa de kA x B para -kA x B, desta forma a direção da força continua a mesma, mas seu sentido é modificado. Então, de modo semelhante a figura 3, a força possui direção vertical, paralela ao eixo z, mas com sentido para baixo, não mais para cima como ocorreu com o elétron. Para finalizar, vamos observar a trajetória do elétron nessa situação, vemos que a força é sempre perpendicular a partícula, assim como a indução magnética. Esta Campo magnético 11 informação de força perpendicular nos leva a pensar em uma trajetória circular, na qual a força é sempre perpendicular ao movimento da partícula. Assim, podemos associar a força com a força centrípeta através da seguinte expressão: 𝐹 = 𝑚𝑣² 𝑟 (5. 7) Continuando nossa associação, também sabemos que a força magnética é qvB, o que nos leva a: 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣𝐵 = 𝑚𝑣² 𝑟 (5. 8) Assim, o raio associado a trajetória circular em que a partícula se move na presença de uma força magnética é: 𝑞𝑣𝐵 = 𝑚𝑣² 𝑟 ↔ 𝑟 = 𝑚𝑣² 𝑞𝑣𝐵 Desta forma, o raio associado a força magnética que atua em uma partícula carregada em movimento na presença da indução magnética é: 𝑟 = 𝑚𝑣 𝑞𝐵 (5. 9) A partir desse resultado podemos calcular o raio da trajetória circular do elétron e do próton que se movem com uma força magnética atuando sobre eles, você deve encontrar valores próximos de 0,01 m. Ainda, com essas informações podemos determinar a massa de um íon acelerado por uma diferença de potencial, isto pode ser realizado utilizando uma câmara na qual existe uma indução magnética em seu interior. A força magnética à qual o íon está submetido cria a trajetória circular no interior da câmara, assim o íon entra por um orifício e percorre uma distância x em uma trajetória circular de metade de uma circunferência. Sua entrada com velocidade é realizada com auxílio da aceleração produzida pela diferença de potencial V, desta forma a massa do íon é calculada em função da distância percorrida no interior da câmara, a indução magnética, o valor da carga e a diferença de potencial, derivada das expressões apresentadas, o cálculo da massa do íon pode ser realizado através da expressão: Campo magnético 12 𝑚 = 𝑞𝑥²𝐵² 8𝑉 (5. 10) Tente demonstrar esse resultado utilizando as seguintes informações: • A expressão deduzida para o raio da trajetória circular: 𝑟 = 𝑚𝑣 𝑞𝐵 • A conservação de energia e as relações entre energia cinética e potencial; • A relação entre energia potencial elétrica e o potencial elétrico; • A relação do raio com a distância percorrida no interior da câmara. Com um pouco de álgebra será possível demonstrar o resultado acima. RESUMO Nesta aula você aprendeu os princípios do magnetismo, começando pelos conceitos de indução magnética e polos em um material com propriedades magnéticas, para em seguida, através do conhecimento matemático do produto vetorial e sua consequente interpretação física determinar a direção e sentido de uma força magnética que atua em uma partícula carregada em movimento, percebendo que a direção e sentido desta força são dependentes da direção e sentido da velocidade da partícula e da indução magnética atuante. Posteriormente conseguimos determinar a trajetória da partícula carregada em movimento quando submetida a uma força magnética através das relações entre força magnética e força centrípeta. Com isto, somos levados aos principais resultados matemáticos e suas interpretações físicas desta aula, expressos pelas duas equações seguintes: 𝐵 = 𝐹𝐵 𝑞𝑣 �⃗� = 𝑞(�⃗⃗� + �⃗� × �⃗⃗�) 𝑟 = 𝑚𝑣 𝑞𝐵 Campo magnético 13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERREIRA, F. G. Princípios básicos de eletromagnetismo e termodinâmica. Curitiba: Intersaberes, 2017. MACIEL, E. B. Fundamentos da física. Curitiba: Intersaberes, 2021. NOTAROS, B. M. Eletromagnetismo. São Paulo: Pearson education do Brasil, 2012. OLIVEIRA, I. Introdução ao eletromagnetismo. São Paulo: Blucher, 2021. RAMOS, A. Eletromagnetismo. São Paulo: Blucher, 2016. SILVA, E. S. et al. Eletromagnetismo: Fundamentos e simulações. São Paulo: Pearson education do Brasil, 2014. TELLES, D. D.; NETTO, J. M. Física com aplicação tecnológica: eletrostática, eletricidade e magnetismo. São Paulo: Blucher, 2018. YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. Física III: Eletromagnetismo, Sears e Zemansky: Eletromagnetismo. 12. Ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.